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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cinco secretários do MCT tomam posse em Brasília



     O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, empossou ontem (2) três novos titulares para áreas estratégicas do órgão, além de reconduzir dois secretários. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF), no auditório do ministério.

     Passaram a fazer parte do MCT, Carlos Nobre, na chefia da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento; Marco Antonio Oliveira, na pasta de Inclusão Social; e Virgílio Almeida, que assumiu o setor de Política de Informática. Foram reconduzidos Luiz Antonio Elias, que permanece como secretário executivo e Ronaldo Mota, à frente da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação desde 2009.

     Marco Antonio de Oliveira é graduado em ciências políticas e sociais pela Escola de Sociologia em Políticas de São Paulo e doutor em ciências econômicas na área de política social pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas. No governo do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Oliveira foi presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

     Já Virgílio Almeida é professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduado em engenharia elétrica pela UFMG, tem mestrado em ciência da computação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado em ciência da computação pela Vanderbilt University, nos Estados Unidos. Membro da Academia Brasileira de Ciências, Almeida atuou no Conselho Deliberativo do CNPq e já foi engenheiro de Sistemas da Petrobras.

     Nobre é formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Considerado um dos maiores especialistas mundiais em mudanças climáticas, ele integra o Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP).

     O meteorologista ainda coordena o programa de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Rede-Clima do MCT. Carlos Nobre é autor e co-autor de mais de 130 publicações, entre artigos científicos e livros, que já foram citados mais de quatro mil vezes na literatura científica.

     Ronaldo Mota é professor titular de física da Universidade Federal de Santa Maria e pesquisador do CNPq. Atualmente preside os comitês gestores dos fundos setoriais de energia e mineral. É bacharel em física pela Universidade de São Paulo, mestre pela Universidade Federal da Bahia e doutor pela Universidade Federal de Pernambuco.

     Luiz Elias é economista e pesquisador do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na área de transferência de tecnologia e coordenador dos comitês gestores dos fundos setoriais. É presidente do conselho de administração da Finep e do comitê gestor do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

     “A indicação dessa equipe, que o currículo fala por si mesmo, mostra que esse ministério está acima de qualquer disputa partidária e terá o papel de pensar em políticas permanentes para a sociedade brasileira”, destacou Mercadante.

     Ainda durante o evento, o ministro antecipou que está montando uma equipe para aprofundar um estudo sobre política internacional para ciência e tecnologia, sob a responsabilidade do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Farão parte do grupo, por exemplo, o ex-presidente da Finep, Luis Fernandes; e o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

     Informações sobre o MCT podem ser obtidas no site  www.mct.gov.br





MCT criará soluções para inclusão produtiva dos beneficiários do Bolsa Família

     O novo secretário de Inclusão Social do MCT, Marco Antonio de Oliveira, anunciou nesta quarta-feira (2), em Brasília (DF), que uma das prioridades da pasta será oferecer alternativas sustentáveis para a inclusão produtiva dos beneficiários do Bolsa Família, programa que tem hoje mais de 13 milhões de famílias cadastradas.

     De acordo com ele, o MCT já propôs ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) a integração de programas nas áreas de qualificação profissional, inclusão digital e apoio ao empreendedorismo e a tecnologias sociais. Uma das soluções apresentadas é a utilização da rede de centros vocacionais tecnológicos (CVTs) para ofertar cursos de qualificação profissional para esses cidadãos.

     “A secretaria estará sintonizada com a prioridade do governo federal de erradicar a extrema pobreza. E isso vai exigir um esforço governamental, de articulação e integração de programas de inclusão social, otimizando assim recursos, equipes técnicas e estruturas”, destacou na cerimônia de posse realizada no MCT.

     De acordo o ministro Aloizio Mercadante, os cursos priorizarão, inicialmente, as profissões de acesso rápido ao mercado de trabalho, como a construção civil. Para tanto será necessário promover melhorias nos serviços prestados hoje pelos centros vocacionais tecnológicos. “Nossos CVTs e todo esse conjunto de políticas voltadas para a inclusão social precisam dar um salto extraordinário em termos de qualidade”, avaliou.

     Oliveira destacou, também, que será necessário integrar e definir um padrão básico para os serviços prestados pelos centros vocacionais e pelo programa Casa Brasil, por meio de um novo arranjo vocacional em parceria com os institutos federais de educação (IFEs). “Trata-se de fazer dessa rede a porta de acesso das comunidades locais às políticas de inclusão implementadas pelo MCT e outros ministérios”, disse.

     Para o êxito dessa iniciativa, o chefe da Secretaria de Inclusão Social (Secis) lembrou que além das parcerias governamentais, será preciso uma articulação forte com entes privados, “incluindo parcerias com empresas do setor tecnológico que estejam dispostas a participar de programas de qualificação profissional, nos setores que demandam mão-de-obra especializada”.

     Inovação
     A Secis também priorizará ações que levem a inovação para os micros e pequenos empreendimentos, numa parceria articulada com a Finep e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). “Nós precisamos olhar para essa multidão com soluções para a inovação”, disse Mercadante

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