domingo, 22 de abril de 2012

Bradespar diz que incerteza com a China deixa ação da Vale subavaliada


RIO - As ações da Vale estão “subvalorizadas” devido a incertezas em relação à demanda chinesa e a questões tributárias com a Receita Federal envolvendo lucros de coligadas no exterior. A avaliação é do diretor de relações com investidores da Bradespar, Renato Gomes. De acordo com ele, essa avaliação menos favorável em relação às ações da companhia tem prejudicado o valor de mercado da empresa. A Bradespar é integrante do bloco de controle da mineradora.

O executivo explicou que o valor de mercado da Vale em 2007 chegou a atingir US$ 200 bilhões, sendo que esse valor equivalia, na época, a nove vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) anual da empresa, que girava em torno de US$ 22 bilhões. Hoje, o valor de mercado da mineradora é de US$ 120 bilhões, equivalente a quatro vezes o Ebitda anual, que está acima dos US$ 30 bilhões, sendo que a projeção dos analistas é para a geração de caixa da companhia em 2012 fica ao redor de US$ 30 bilhões. Ou seja, mesmo com a geração de caixa mais expressiva na comparação com 2007, o valor de mercado da empresa diminuiu.

“Há uma percepção clara no mercado de que a companhia está subavaliada”, disse.
Ele acrescentou que, no caso da China, analistas têm projetado crescimento menor para aquele país, bem como ritmo de crescimento menos intenso na demanda por minério. Gomes lembrou que a projeção do presidente da Vale, Murilo Ferreira, é de avanço entre 7% e 8% para o Produto Interno Bruto (PIB) chinês este ano, sendo que a China vinha crescendo a um ritmo na casa de 10% nos últimos anos.

No entanto, Gomes lembrou que a demanda chinesa nos últimos anos avança em cima de uma base comparativa cada vez maior.

“No caso da Vale, trabalhamos em um horizonte de longo prazo, temos vários projetos grandes para entrar em operação”, ressaltou Gomes, acrescentando confiar na estimativa de produção de 450 milhões de toneladas de minério de ferro em 2016. Atualmente, a produção anual da Vale gira em torno de 300 milhões de toneladas.

O executivo admitiu, no entanto, que as questões tributárias com a Receita Federal podem ter levado a uma perda entre US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões no valor de mercado da empresa.
“É o que eu tenho lido”, disse.

Questionado sobre as projeções para os preços do minério de ferro, o executivo da Bradespar lembrou que o preço do insumo chegou a cair para US$ 120 por tonelada no início do ano devido à incerteza a respeito da economia chinesa, mas agora já atinge patamar em torno de US$ 150 por tonelada.

(Alessandra Saraiva | Valor)

A loucura do amor

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.

Friedrich Nietzsche


Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.
 
Friedrich Nietzsche


Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.
Confúcio

sábado, 21 de abril de 2012

Asa Delta do Cachoeira

E a CPI do Cachoeira? Finalmente apareceu algo de concreto: uma empreiteira!. Rolo com empreiteira é do tempo do Juscelino! E se chama Delta. Delta e Rola.

Agora eu vou ter que fazer dois trocadilhos: Demóstenes salta da cachoeira com asa-delta! E o que eu mais gosto é que a primeira vítima dos grampos foi um careca: o Demóstenes, atual Óstenes!

E se aparecer mais alguém do DEM negociando propina, o DEM vai ter que mudar de nome pra RECEBEM! Rarará!

Macaco Simão. 

Novo terminal de pesca pode esvaziar o Ver-o-Peso, em Belém.



A criação de um terminal pesqueiro deve mudar a realidade de um dos locais mais tradicionais de Belém: o Ver-o-Peso, tombado como patrimônio histórico e que completou 385 anos.
Comerciantes estão preocupados com o risco de esvaziamento do mercado com a retirada de parte dos pescadores do local. Diariamente, de 150 a 200 pescadores desembarcam no local para vender cerca de 80 t de pescado. 

O governo federal concluirá o novo terminal no fim do ano no bairro de Tapanã, distante do centro da cidade. O Ministério da Pesca diz que o uso do novo espaço não será obrigatório.
Mesmo que parte dos pescadores fique, porém, os comerciantes temem perdas. "Depois que os pescadores vendem os peixes, eles gastam o dinheiro nos outros setores do Ver-o-Peso. Com a saída, todos serão afetados", afirmou Fernando Souza, presidente do Sindicato dos Peixeiros de Belém. 

Pela manhã, quem chega ao local encontra dezenas de barcos ancorados, peixes expostos na calçada e sendo transportados para o interior de caminhões. Ao fundo, vê-se o galpão do mercado. 

O objetivo do novo terminal, que tem custo de R$ 34 milhões, é "modernizar" e "fortalecer" a atividade pesqueira. O ministério afirma que pretende melhorar as condições de higiene.
Os representantes do setor, porém, reclamam que não foram ouvidos sobre o projeto e querem garantias de que o comércio de peixes no Ver-o-Peso será mantido. O ministro Marcelo Crivella prometeu uma audiência pública para tratar do assunto. 

Cerca de 5.000 pessoas trabalham ali, 10% delas vinculadas diretamente à atividade: balanceiros, que pesam os peixes e os repassam aos comerciantes, e os peixeiros, que os vendem ao consumidor. 

Além deles, no Ver-o-Peso encontram-se artigos para pesca, temperos, alimentos, artesanato e até roupas. 

AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM