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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Internacional - Presidente hondurenho, Zelaya, está na embaixada do Brasil em Tegucigalpa; Amorim espera novo estágio nas negociações


O ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a presença do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital hondurenha. O ministro Celso Amorim disse que espera que a chegada de Zelaya a Honduras represente um novo estágio nas negociações para se solucionar a crise no país da América Central.

Mais cedo, a informação da chegada de Zelaya à embaixada brasileira foi confirmada por sua mulher, Xiomara Castro, e seus filhos.
Zelaya foi deposto por uma aliança entre militares, membros do judiciário e parlamentares no último dia 28 de junho. No mesmo dia, Brasil emitiu um comunicado repudiando a ação, no qual pedia que Zelaya fosse "imediata e incondicionalmente reposto em suas funções".

Os parentes de Zelaya se dirigiram à embaixada e estariam no local. Segundo a TV hondurenha "Cholusat", a polícia sobrevoa a embaixada brasileira. A emissora de televisão lembra que a embaixada é um território a qual a polícia não tem acesso. A transmissão foi interrompida quando a emissora mostra uma entrevista ao vivo com Zelaya.
Segundo Juan Carlos Hidalgo, coordenador de projetos para a América Latina do Instituto Cato, Zelaya deve ser preso. "Se ele está de volta, suas opções são limitadas porque no momento em que ele for descoberto e toda a publicidade em torno de sua localização vir à tona, ele com certeza será preso", disse à agência de notícias AP.

Chávez anunciou retorno de Zelaya
Anteriormente, a chanceler de Zelaya, Patricia Rodas, em declarações à rede "Telesur", com base em Caracas, disse que Zelaya estaria na sede das Nações Unidas na capital hondurenha.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, também afirmou que o presidente deposto de Honduras estava em Tegucigalpa. Segundo Chávez, Zelaya lhe telefonou confirmando estar na capital hondurenha. "Agora veremos o que farão os golpistas", acrescentou.

Laia a reportagem na íntegra Aqui

Um comentário:

Anônimo disse...

Chiste, repassando matéria postada no Blog Coturno Noturno
(http://coturnonoturno.blogspot.com/2009/09/lula-queria-levar-zelaya-para-sede-da.html)

Lula queria levar Zelaya para sede da ONU.Chávez frustrou a tentativa.

É o que informa Nelson Bocaranda, no El Universal, da Venezuela:

Vejamos se podemos dar as chaves que nos tem chegado: Ramon Rodriguez Chacin(ministro da Justiça da Venezuela) possui a informação de três caminhos por três fronteiras hondurenhas que o presidente do “sombrero” vem utilizando desde a sua expulsão. Esses caminhos contam com a colaboração de sandinistas nicaragüenses, índios guatemaltecos e membros da FMLN salvadorenha.Recentemente um alto funcionário do Governo brasileiro – Marco Aurélio Garcia – pediu ao Governo da Venezuela a possibilidade de que lhes ensinassem estas rotas, pois eles estavam montando um plano para trazer Zelaya de volta ao seu país. Venezuela deu a informação, porém não participou diretamente do plano. Chávez sabia, porém não estava informado do momento pelo temor dos brasileiros de que ele vazasse a informação.Três guarda-costas de Zelaya são venezuelanos. Para a sua volta, levou somente um, que permanece ao seu lado. Ao cruzar a fronteira, informaram ao Presidente Lula, pois o objetivo era que Mel Zelaya fosse para a sede da ONU em Tegucigalpa e assim se converter o caso no principal tema da Assembléia Geral e conseguir a pressão mundial para a sua restituição ao poder.Alguém ligou para Chávez e este, para dar a notícia em primeira mão para o mundo, avisou que Zelaya estava na sede da ONU.Diante da informação, diversos grupos compostos por seguidores, jornalistas, policiais e militares acorreram ao lugar, fazendo com que os brasileiros encarregados da operação decidissem levá-lo à embaixada do Brasil, criando um caos, o que não era esperado pelos palácios brasileiros do Planalto e do Itamaraty. O que não sabia Chávez é que os Estados Unidos estavam sabendo da manobra sigilosa em combinação com Lula. Por isso a imediata declaração da secretária Hillary Clinton com o presidente Oscar Arias. A “moléstia” de Lula foi grande, pois o resultado saiu diferente do planejado. A diplomacia era para tirar asilados e não para metê-los nas embaixadas. Um revés para a tradição diplomática brasileira.