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quarta-feira, 20 de março de 2013

Deus é brasileiro pobre e franciscano, mas sua representante no Brasil ostenta luxo e riqueza

Por enquanto no Brasil morrem dezenas de brasileiros afetados pelas enchentes e por falta de politicas públicas habitacionais, em Roma há festa e um grande show turístico dos novos donos da riqueza do Brasil. 

Severas críticas, nesta terça-feira (20/03), foram feitas ao tamanho do aparato logístico levado para a cidade de Roma pela presidente Dilma Rousseff, para acompanhar entronização do Papa Francisco. Em Plenário, em plenário se considerou que o tamanho da comitiva presidencial, que exorbitou nos gastos com diárias de hotel, aluguel de veículos e equipamentos, representaram uma afronta à população brasileira. “Já é mais do que sabido que este é um governo perdulário, que gasta em demasia com ações desnecessárias e estruturas excessivas. 

Mas o espetáculo turístico promovido pelo Palácio do Planalto, para visitar um Papa que se apresenta como amigo dos pobres, não apenas é afrontoso com a população de um País que abriga boa parte da sua população na faixa de pobreza, como também causa inconformismo e indignação”, afirmou um senador. 

A presidente brasileira dispensou a hospedagem no suntuoso prédio da Embaixada do Brasil em Roma, localizada no Palácio Pamphilli. Tem quem lembra que foi o embaixador Hugo Gouthier, nos anos 60, que liderou a negociação e posterior compra do Palácio, localizado na famosa Piazza Navona, na capital italiana. Também foi lembrado que a embaixada, que sofreu os efeitos da deterioração do tempo, teve sua restauração coordenada pela embaixatriz Lúcia Flecha de Lima, na época em que Paulo de Tarso era o embaixador brasileiro na Itália. 

“A memória do Embaixador Hugo Gouthier e a saúde do contribuinte brasileiro teriam sido melhor preservadas se a presidente Dilma optasse pelo Palácio Pamphili”, agregou um político da Casa. A logística utilizada por Dilma em Roma foi detalhada no Plenário. 

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a comitiva presidencial envolveu 52 quartos de hotel e 17 veículos. A frota incluiu sete veículos sedam com motorista, um carro blindado de luxo, quatro vans executivas com capacidade para 15 pessoas cada, um micro-ônibus e um veículo destinado aos seguranças, sem falar de um caminhão-baú e dois furgões para o transporte de bagagens e equipamentos. 

Já o hotel utilizado pela presidente – Westin Excelsior – cobra pela diária de sua suíte presidencial algo em torno de R$ 8.000, e seu apartamento mais barato custa aproximadamente R$ 900,00. Nesse hotel o bloqueio da comitiva brasileira foi de 30 quartos. O tamanho gasto com a viagem representa “uma agressão ao bom senso, à realidade, mas é sobretudo uma agressão à pobreza, que não foi exterminada no Brasil como a propaganda oficial tenta insinuar”, afirmou um outro Senador, destacando, ainda  que os gastos do Brasil para a visita a Roma se chocam com o discurso do novo Papa, voltado para o atendimento aos mais pobres. 

A  repercussão sobre o assunto em jornais internacionais, como o espanhol ABC foi negativa para o Brasil, a repercussão é justificável, dado o tamanho da comitiva. “Dilma levou a Roma uma pequena multidão. Se a presidente reunisse sua numerosa comitiva em frente à Embaixada em Roma, pensariam que ali estaria sendo realizado um comício. Ao que parece, foi uma missão de turismo oficial, um verdadeiro espetáculo turístico em Roma”, concluíram no Senado, políticos de oposição. 

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