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domingo, 11 de setembro de 2011

Belém será a nova capital da dança




Balé
Prêmios Novos Talentos e Secult firmam Eidap como referência artística

A capital paraense recebe, a partir do próximo dia 1º de outubro, o XI Encontro Internacional de Dança do Pará (Eidap), que traz na programação as mais variadas modalidades da dança, levadas a três espaços distintos: Teatro Margarida Schivasappa, Instituto de Artes do Pará (IAP) e Centro de Dança Ana Unger. Em 2011, o evento se firma mais uma vez como referência para a produção artística local - por meio do Prêmio Novos Talentos e Prêmio Secult, única premiação deste segmento no Estado - e traz à cidade alguns dos maiores nomes da dança nacional e internacional, numa troca de experiências entre coreógrafos, professores e bailarinos, que beneficia, em especial, artistas locais e o público.

Em sua décima primeira edição, o evento conta mais uma vez com a participação de um dos maiores nomes do balé nacional, Guivalde de Almeida, diretor e principal professor da Especial Academia de Ballet, uma das mais importantes instituições de ensino de dança clássica no Brasil. Ele é ainda diretor artístico e fundador da Cia. Brasileira de Danças Clássicas. Seus alunos já representaram o País por todo o mundo, em concursos de ballet por lugares como Nova York, Lausanne, Nagoya, Buenos Aires, Havana. Alguns se destacam como solistas de companhias dentro e fora do Brasil. 

Desta vez, além de ministrar uma oficina de ballet clássico, o diretor vai atuar como jurado. 'Participo ativamente do Eidap desde sua primeira edição e tenho tido provas concretas do crescimento da dança em Belém', diz. Para ele, um dos principais pontos do Encontro é justamente poder proporcionar essa troca entre bailarinos e outros profissionais ligados à dança de várias partes do País. 'Esse intercâmbio cultural é vital para a sobrevivência de qualquer manifestação artística. Não consigo mais ver o Pará tão distante dos grandes centros. Isso não é só o efeito da globalização, mas o Eidap, nesses onze anos de vida, tem grande parte do mérito desse desenvolvimento da dança no Norte do país', opina.

Outro convidado de peso do Encontro é o bailarino Welton Nascimbene. Habituado a percorrer o País com sua arte, ele virá a Belém marcar presença no evento. 'Fico muito feliz a cada convite que recebo para retornar a esta cidade. Participo do Eidap desde 2003, fiquei fora poucas edições. Após tantos anos, já existe uma relação bem forte com Belém e poder participar do principal evento de dança da Região Norte é sempre uma felicidade e uma expectativa muito grande', assegura.

Nesta edição, Welton se prepara para uma participação especial. 'Este ano vou me apresentar com duas bailarinas fantásticas. Uma já é profissional, com uma longa carreira artística. A outra, uma jovem revelação da dança brasileira, premiada nos principais festivais do Brasil e com uma medalha de prata em New York. Estarei dançando o pas de deux do ballet 'O Corsário', de Marius Petipa, ao lado da convidada Marilia Guillarducci. Com a jovem convidada Paula Alves vou apresentar o grand pas de deux de 'Diana et Acteon', de 

Agripina Vaganova e o duo Devaneio, de Guivalde de Almeida', detalha.

APRENDIZADO

O bailarino ressalta ainda o fato de o evento possibilitar uma maior integração entre o que é produzido nos principais centros de dança brasileiros e a Região Norte. 'É de grande importância essa troca de experiência. Temos sempre algo a aprender e sempre podemos colaborar em algo. A dança é um eterno aprendizado. E uma maneira deliciosa de se aprender é com esse modelo de intercâmbio. São duas regiões distantes, culturas diferentes e um amor que une a todos nós', afirma.

Welton também destaca a importância das oficinas oferecidas durante o evento. 'O Eidap sempre realiza espetáculos diversificados, com artistas convidados em todas as modalidades da dança, do Ballet Clássico ao Gyrokinesis Hip Hop. Os convidados realizam workshops para alunos e profissionais colaborando, e muito, com essa troca de informação. Essa experiência enriquece, engrandece e fortalece a dança na região. Esse contato direto com os artistas é de uma importância ímpar. Todos ganham com esse intercâmbio cultural', reforça. 

'Participar do principal evento de dança do Norte é sempre uma felicidade'

Para ele, uma das coisas mais gratificantes do evento é ver a participação efetiva do público em cada apresentação. 'Os espetáculos são todos lotados. O público é de uma gentileza incrível, uma hospitalidade e tanto. É de fazer muita inveja a outros estados, e olha que participo dos principais festivais de dança do País. A dança paraense, aos meus olhos, é sempre muito bem representada pelo Centro de Dança Ana Unger', diz.
 
O Encontro Internacional de Dança do Pará é uma promoção das Organizações Romulo Maiorana. Patrocínio: Formosa, Di Casa, através da Lei Semear de Incentivo à Cultura - Fundação Tancredo Neves e Governo do Estado do Pará. Apoio: Secult e IAP.

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