quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL— CMN DEFINE PREÇO MÍNIMO PARA PRODUÇÃO EXTRATIVA DA PIAÇAVA

Produto é o quarto que passa a ter valor assegurado pela política do
governo


Decisão do Conselho Monetário Nacional, publicada essa semana, definiu o preço mínimo da piaçava, incluída desde maio na política nacional de preços mínimos do Ministério da Fazenda. É o quarto produto extrativista que passa a ter preço assegurado pelo governo, beneficiando comunidades da Amazônia e da Bahia, que vivem da coleta e processamento da fibra. O CMN resolveu, ainda, que a carnaúba e a borracha natural (seriga) terão seus preços definidos por portaria do Ministério da Agricultura. As aquisições do governo federal vão assegurar que, não havendo mercado pelo preço mínimo, o governo, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento, adquirirá a produção.

O mecanismo, que assegura também a estocagem do produto, era destinado até o início do ano apenas a produtos agrícolas não perecíveis. A inclusão do extrativismo nas EGFS e AGFS representa um reconhecimento do potencial econômico dos produtos da Amazônia. Ela é parte do conjunto de medidas que atinge, direta e indiretamente, 5,2 milhões de pessoas, número estimado da populção que vive do extrativismo no País.

Os produtos extrativistas que terão até o final do ano garantia de preços mínimos estão previstos na Medida Provisória 432, assinada pelo presidente Lula dia 27 de maio. Desde então, a castanha do Brasil, babaçu, andiroba, copaíba, buriti, seringa, piaçava, carnaúba, pequi e açaí vêm tendo seus preços definidos pelo CMN, com estudos a Conab para identificar os custos de produção de cada um deles. A fixação do preço mínimo é a primeira ação deflagrada pelo MMA este ano para ampliar a capacidade produtiva e de auto-sustentação dos povos e comunidades tradicionais, principais beneficiados pelo mercado extrativista.

O Plano Nacional Estratégico da Biodiversidade, em estudo pelo Ministério do Meio Ambiente, já definiu uma agenda social das comunidades tradicionais, que inclui a política de preços mínimos. Ele vem sendo desenvolvido em vários encontros entre técnicos do MMA, representantes de povos e comunidades tradicionais, produtores familiares, pesquisadores, empresários e governos federal e estaduais.
Copaíba, andiroba e o buriti não terão definição

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

NA MEMORIA VIVA - NO CENTRAL PARK

uma lembrança de quem falou por muitos durante muitos anos - ainda está vivo

NOVAS SOBRE O DESMATAMENTO - E AINDA QUEREM MAIS?

Desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para tragédia em SC


O desmatamento da Mata Atlântica pode ter contribuído para a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina. É o que avalia o professor do departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Lino Brangança Peres.

“As árvores foram substituídas por casas e vegetação rasteira, o que contribuiu para a erosão. Esses deslizamentos aconteceriam mais cedo ou mais tarde, as fortes chuvas desses dois meses apenas aceleraram esse processo”, explica.

A floresta cobria uma área de aproximadamente 1,29 milhão de quilômetros quadrados, em 17 estados brasileiros, incluindo Santa Catarina. O bioma ocupava cerca de 15% do território nacional. Atualmente, apenas 7% desse total permanece intacto.

O desmatamento da Mata Atlântica está diretamente ligado à expansão das cidades brasileiras. E, na opinião do professor, a ocupação desordenada dos municípios pode ser outro fator para a catástrofe no Vale do Itajaí.

“Choveu muito acima da média, mas isso é apenas parte do problema. O modelo de ocupação irregular das cidades do Vale do Itajaí contribuiu para que isso acontecesse. E tudo com a conivência do poder público”, explica o professor.

Segundo Peres, as primeiras residências na região surgiram durante o século 19, época da imigração de europeus para o Brasil, próximas aos rios. No século 20, as pessoas passaram a ocupar os morros e as encostas. “O planejamento municipal começou muito tarde no Brasil, na década de 70, quando as cidades já tinham crescido”, conta.

A solução, na avaliação do urbanista, é o governo realocar a população dos morros e encostas para outros locais mais seguros. “O problema é que boa parte das áreas adequadas já foram ocupadas”, ressalta.
(Fonte: Antonio Trindade / Rádio Nacional)

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domingo, 7 de dezembro de 2008

ENTREVISTA COM CARLOS MANESCHY - do Blog do Haroldo Baleixe

sábado, 6 de dezembro de 2008

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ENTRE 2000 E 2005, 48% DA PERDA DE COBERTURA FLORESTAL NO MUNDO OCORREU NO BRASIL

Desmate da floresta amazônica pode dar prejuízo de US$ 1 tri

Prejuízos de US$ 1 trilhão poderiam ser gerados pelo desmatamento da floresta amazônica. Dados divulgados por especialistas Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e por 29 instituições de pesquisa em todo o mundo alertam que as chuvas geradas no Centro-Oeste brasileiro e nos países do Cone Sul vem em grande parte da evaporação de água da região amazônica. Um desmatamento que comprometa essa evaporação, portanto, afetaria o ciclo de águas e toda a produção agrícola da parte mais fértil da América do Sul.

"O Brasil precisa pensar a preservação da Amazônia como uma questão econômica e que terá impacto direto em suas exportações e produção agrícola nos próximos 50 anos", afirmou Pavan Sukhdev, chefe da divisão econômica do Pnuma e ex-banqueiro do Deutche Bank. "Os cálculos apontam para prejuízos a médio e longo prazo de US$ 1 trilhão para a região", disse. O cálculo incluiria a queda drástica nas exportações, na produção, a necessidade de importar alimentos, perda de postos de trabalho e queda em geral nas economias das regiões mais afetadas.

Os estudos foram feitos por uma rede de institutos de pesquisa de 19 países conhecida como Global Canopy Programme e pela ONU. O levantamento, usando dados do cientista brasileiro Antônio Nobre, aponta que 20 bilhões de toneladas de água evaporam todos os dias da região amazônica. Parte dessa água acaba chegando ao Cone Sul do continente, área mais fértil da América do Sul e considerada como celeiro do mundo nas próximas décadas. A água também abastece uma quantidade importante de rios que vão garantir a qualidade de terras na Argentina e Paraguai.

"A Amazônia não é uma questão ambiental. É uma questão econômica", disse Sukhdev. "O governo brasileiro precisa entender que preservar a floresta não é um luxo, mas logo será uma necessidade econômica", afirmou. Entre 2000 e 2005, 48% da perda de cobertura florestal no mundo ocorreu no Brasil. 13% da perda ocorreu na Indonésia.

Os estudos apontam que substituir a Amazônia custaria pelo menos US$ 100 bilhões apenas em projetos para o fornecimento de água no restante do país. Para os especialistas, apenas o valor da Amazônia gerando as chuvas no sul e centro do continente já seria um motivo suficiente para proteger a floresta. A avaliação dos cientistas é de que a Amazônia seria a melhor "bomba de água" e o mais eficiente projeto de irrigação do planeta.

Para compensar a perda da floresta, os especialistas alertam que o Cone Sul teria de contar com 50 mil das maiores usinas de energia trabalhando 24 horas por dia para garantir o abastecimento de água a todo o território cultivável. "A floresta faz isso de graça", alertou Sukhdev.

O Pnuma defende a criação de uma sobretaxa sobre empresas e mesmo veículos que emitam CO2. A taxa seria transferida para ajudar e proprietários de terras nas regiões de floresta a preservar a mata. "Temos de pagar aqueles que vivem na região para que preservem a floresta", defendeu. "Essa será a única opção que temos para garantir a proteção das matas", concluiu. (Fonte: Jamil Chade/ Estadão Online)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

RESULTADOS OFICIAIS DA COMISSÃO ELEITORAL DA UFPA

ESTOS SÃO SIM OS RESULTADOS OFICIAIS.

A Comissão Eleitoral Divulgou nesta sexta-feira, 05 de dezembro, o resultado do processo de consulta à comunidade universitária da UFPA para escolha do novo reitor da Universidade pelo quadriênio 2009-2013. Em primeiro lugar ficou o professor Carlos Maneschy com 23,13 pontos. Em segundo, a Professora Regina Feio com 22,73 pontos. A professora Ana Trancredi ficou na terceira colocação, com 9,81 pontos, seguida pelo professor Ricardo Ishak com 2,57 pontos.


A eleição aconteceu na última quarta-feira, das 8 às 21 horas em 48 locais de votação, 28 na Capital e 20 no interior do Estado. Estavam aptos a votar 2.402 professores, 2.340 técnico-administrativos e 30.006 estudantes. Participaram do pleito 11.961 pessoas, sendo 1.735 docentes; 1.806 técnico-administrativos e 8.420 estudantes.