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sexta-feira, 23 de março de 2012

Rio+20 deveria lançar “novo PIB”, sugerem cientistas

NAIRÓBI - A Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável que acontece no Rio, em junho, deveria dar impulso a uma ideia que vem circulando pelo mundo há mais de 20 anos: encontrar um novo indicador para o bem-estar das nações que não seja o Produto Interno Bruto, o PIB.

Essa é uma das recomendações de um estudo que reúne 20 vencedores do Blue Planet Prize, conhecido como o Nobel do ambiente. Dezesseis são pessoas com trabalho reconhecido internacionalmente (a norueguesa Gro Harlem Brundtland, o americano James Lovelock, o britânico Nicholas Stern) e quatro são organizações ou institutos de ciência que trabalham com desenvolvimento ou ambiente, como o inglês IEED, o Barefoot College, a ONG Conservation Internacional e a International Union for the Consevation of Nature (IUCN).Entre os autores está o brasileiro José Goldemberg, com três artigos.

O estudo foi lançado ontem, em Nairóbi, no Quênia, na sede do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Nesta semana, acontece na cidade uma reunião com 1.500 delegados de mais de 190 países e ministros do meio ambiente de todas as partes do mundo. É a última reunião ministerial antes da Rio+20.

“Os governos deveriam reconhecer imediatamente as sérias limitações do PIB como uma medida de atividade econômica e complementá-la com indicadores que integrassem as dimensões econômica, social e ambiental”, diz o estudo.

“Se um país destrói toda a sua floresta, terá rapidamente um PIB muito alto, mas não se terá medido o incrível ativo natural que ele perdeu e que fará o futuro muito mais incerto”, explica a economista Camila Toulmin, diretora do IIED. “Se você viver em uma sociedade mais violenta, onde é preciso gastar muito com polícia e armas, o PIB será alto, mas isso significa que aquela sociedade está melhorando seu padrão de vida?”.

O atual sistema energético, muito dependente de combustíveis fósseis, é outro problema apontado pelos cientistas. A necessidade de reverter a curva ascendente de emissões de gases-estufa, que continua em elevação a despeito da crise econômica global, é mais um ponto levantado pelo estudo. “Os compromissos atuais que existem hoje estão levando o mundo a um aumento de 3 graus na temperatura, com sérios riscos de chegar a mais 5 graus”, diz Bob Watson, o conselheiro científico-chefe do DEFRA, o ministério britânico de ambiente. “Mais 5 graus é uma temperatura que o planeta não registra há mais de 30 milhões de anos”, disse ele a uma plateia de políticos e diplomatas reunidos na sede do Pnuma.
O estudo menciona também as perdas massivas de biodiversidade – “sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos” – e a necessidade de se ampliar os programas de capacitação e treinamento como foco nos políticos, formadores de opinião e homens de negócio.

O trabalho será entregue aos ministros dos vários países antes da Rio+20, para inspirar as decisões que serão tomadas no Rio de Janeiro, em junho.

(Daniela Chiaretti | Valor)
A jornalista viajou a Nairóbi a convite do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (Pnuma).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

CHILE - PIB VERDE - Qual é o valor da biodiversidade?

¿Cuál es el precio de un bosque nativo que se quiere preservar?

Esa puede ser una de las respuestas que surjan de lo que se conoce como las cuentas nacionales ambientales o "PIB Verde", como lo han llamado los especialistas. Es lo mismo que el Producto Interno Bruto (PIB) de la industria o la construcción, pero aplicado al patrimonio agrícola, forestal, minero y natural en general. El foco es también saber cuánto se deteriora esa riqueza por el desarrollo de las actividades productivas.

En Chile, el Ministerio de Medio Ambiente acaba de adjudicar a un equipo de profesionales de la Universidad de Chile la tarea de definir con qué metodología se medirá el impacto económico sobre el medio ambiente. Este es el primer paso para lograr resultados en la materia.
A nivel latinoamericano ya existe experiencia. Incluso un grupo de chilenos ya hizo un trabajo similar en Panamá. En ese país, tuvieron la tarea de evaluar el Parque Nacional Coiba. Sólo en este lugar, la tarea les tomó dos años, por lo tanto se trata de una tarea de largo aliento.

En Chile, la ministra del Medio Ambiente, Ana Lya Uriarte, contó que el plazo sólo para la metodología que realizará la Universidad de Chile es agosto de este año. El Gobierno confía en que esta tarea ayudará a sus políticas medioambientales.