O líder cubano Fidel Castro, que se reuniu com o papa Bento 16 em sua
visita a Cuba, comentou, em um artigo publicado na noite de
quinta-feira, o diálogo que manteve há 14 anos com dois assessores de
João Paulo 2º, entre eles seu porta-voz, Joaquín Navarro Valls, sobre as estrelas e a vida extraterrestre.
"Quando o papa João Paulo 2º visitou
nosso país em 1998, mais de uma vez antes de sua chegada conversei
sobre variados temas com alguns de seus enviados", afirmou Fidel no
artigo "A necessidade de enriquecer nossos conhecimentos", no qual
comenta que a notícia veículada na quinta-feira por um observatório
europeu a respeito da possibioidade de exitir bilhões de planetas
potencialmente habitáveis em nossa galáxia.
"Recordo particularmente a ocasião em que nos sentamos para jantar
(...) Perguntei a Navarro Valls: o senhor acha que o imenso céu com
milhões de estrelas foi feito apenas para o prazer dos habitantes da
Terra quando nos dignamos a olhar para cima à noite? 'Com certeza', ele
me respondeu. 'É o único planeta habitado no Universo'".
"Eu me dirigi então para um sacerdote (presente no jantar) e perguntei:
'O que acha disso, padre? Ele me responde: 'A meu ver, há 99,9% de
possibilidades de que exista vida inteligente em algum outro planeta'. A
resposta não violava nenhum princípio religioso (...). Era o tipo de
resposta que eu considerava correta e séria", afirmou Fidel em seu
artigo, sem revelar o nome do sacerdote.
Um grupo internacional do HARPS, um espectrógrafo que equipa o
telescópio do Observatório Europeu Austral (ESO) no Chile, descobreu
nove "super Terras" em uma simples amostra de 102 estrelas do tipo "anã
vermelhas", informou a instituição na quinta-feira, em Paris.
Se estas "super Terras" estão situadas numa zona onde a temperatura
propicia a existência de água líquida, teoricamente poderão ter alguma
forma de vida, afirmou ESO.
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domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 12 de setembro de 2009
Internacional - Morre vice-presidente de Cuba, Juan Almeida

(Na foto do lado do Fidel castro)

O vice-presidente cubano, Juan Almeida, número três entre os históricos da revolução dos irmãos Fidel e Raúl Castro, morreu aos 82 anos, vítima de uma parada cardiorespiratória, informou no sábado a imprensa oficial.
Seu falecimento, pouco antes da meia-noite de sexta-feira, deixa claro a passagem do tempo sobre a velha guarda que meio século depois da revolução segue governando Cuba.
O logotipo do diário oficial Granma foi publicado neste sábado em preto em sinal de luto, junto com uma fotografia de Almeida em seus dias de guerrilheiro.
O governo cubano declarou o domingo dia de luto nacional para honrar Almeida, que era o único comandante negro da revolução.
"O nome do comandante da revolução Juan Almeida Bosque permanecerá para sempre no coração e na mente de seus compatriotas como paradigma de firmeza revolucionária, sólidas convicções, valentia, patriotismo e compromisso com o povo," afirmou o Birô Político do Partido Comunista, em nota publicada no portal do Granma.
Almeida será sepultado nas montanhas do leste de Cuba, onde combateu há 50 anos sob as ordens de Fidel Castro.
O Granma destacou sua proximidade com Fidel Castro, de 83 anos, afastado do poder desde que adoeceu, em meados de 2006.
"O Comandante Almeida esteve sempre na primeira linha de combate junto ao chefe da revolução, valente, decidido e fiel até as últimas conseqüências," afirmou o jornal.
"Artífice da revolução"
O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse em ato em frente à missão diplomática dos EUA em Havana que Almeida "é um dos principais artífices da revolução cubana".
"Foi um homem de origem muito humilde, pedreiro, negro. Toda sua vida trabalhou com suas mãos, com o suor de seu rosto, mas era um homem de muita sensibilidade, músico, poeta e foi soldado no combate revolucionário desde o primeiro momento", disse Alarcón ao concluir uma vigília para pedir a liberação de cinco agentes presos nos Estados Unidos desde 1998 por acusações de espionagem.
Pouco antes, cerca de 1.000 cubanos convocados para o ato respeitaram um minuto de silêncio para recordar o comandante.
"São tantas as impressões que tenho por trás de sua morte que não tenho como resistir a esse grande choque de quem foi um exemplo em Cuba", afirmou Eleida Padrón, uma sindicalista que afirmou ter trabalhado junto a Almeida no começo da revolução, na década de 1960.
Almeida era vice-presidente do Conselho de Estado e membro do poderoso Birô Político do Partido Comunista.
Em seus últimos anos, Almeida costumava receber a novos embaixadores estrangeiros em Cuba. Também era considerado um influente mediador dos assuntos internos do Partido Comunista e um dos homens de maior confiança do presidente Raúl Castro.
(Reportagem adicional de Nelson Acosta)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
POLÍTICA INTERNACIONAL - Pero que sim pero que não - Obama interpretou mal oferta de Raúl Castro por diálogo, afirma Fidel

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou em artigo publicado em Cuba na terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, interpretou mal a oferta de seu irmão Raúl, o atual líder cubano, para discutir assuntos polêmicos com o governo americano.
No início do mês, Raúl Castro havia afirmado estar aberto a discutir sobre qualquer assunto com os Estados Unidos, incluindo temas como direitos humanos e liberdade de imprensa.
Obama respondeu à oferta dizendo que seu governo pretende melhorar as relações com Cuba e que via a oferta de Raúl como um sinal de avanço, mas que o governo cubano deveria primeiro soltar prisioneiros políticos e reduzir a taxação às remessas de cubanos no exterior.
"Sem dúvida que o presidente interpretou mal a declaração de Raúl", afirmou Fidel Castro em um artigo publicado no site oficial cubadebate.cu.
"Ao afirmar que está disposto a discutir qualquer tema com o presidente dos Estados Unidos, o presidente de Cuba expressa que não teme abordar qualquer tipo de assunto. É uma mostra de valentia e de confiança nos princípios da revolução", diz Fidel.
Cubanos presos
Segundo o ex-presidente, "ninguém deve se assombrar" com o fato de seu irmão falar em indultar os presos políticos e enviá-los aos Estados Unidos desde que o governo americano aceite soltar cinco cubanos presos em Miami acusados de terrorismo.
Fidel, que havia liderado Cuba desde a revolução comunista de 1959, passou o poder ao irmão após submeter-se a uma operação gástrica em julho de 2006.
Desde então, não apareceu mais publicamente e apenas algumas imagens suas foram divulgadas.
Apesar de afastado oficialmente da vida pública, ele publica regularmente artigos na mídia local. As "Reflexões de Fidel", como são chamados os artigos, têm aumentado de frequência nos últimos tempos - o artigo da terça-feira foi o 13º em duas semanas.
Em seu último texto, Fidel Castro também afirma que se Obama não suspender o embargo a Cuba, estabelecido em 1962, "pode-se esperar por esse caminho um fracasso seguro como o de todos seus antecessores".
"Vivemos novos tempos. As mudanças são inevitáveis. Os líderes passam, os povos permanecem. Não teremos que esperar milhares de anos, só oito serão suficientes, para que em um carro mais blindado, um helicóptero mais moderno e um avião mais sofisticado, outro presidente dos Estados Unidos, sem dúvida menos inteligente, prometedor e admirado no mundo do que Barack Obama, ocupe esse inglorioso cargo", afirma Fidel.
Nos últimos meses, vem aumentando a pressão de países latino-americanos contra os Estados Unidos pelo levantamento do bloqueio econômico a Cuba. A questão foi o principal entrave a um consenso no documento final da Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago no último fim-de-semana.
Leia na BBC Brasil e Raúl que dice mi hermano
sexta-feira, 6 de março de 2009
CUBA - CRISE DERRUBA MEMBROS DO NÚCLEO DURO DA REVOLUÇÃO
Depois da crise que atacou a alma de revolução cubana, onde caíram companheiros de toda a vida de Fidel, hoje novas figuras foram também para o paredão da política cubana.
Dois dos políticos mais influentes, Carlos Lage e Felipe Pérez Roque renunciam a todos os seus cargos no estado"No socialismo nunca se sabe que passado o espera." A frase é um velho ditado cubano e hoje é repetida por um analista que se vangloria de ter visto os 50 capítulos da revolução. Nem mais nem menos, isto é, a novela completa.
Esse sociólogo se refere aos dois últimos políticos defenestrados pelo presidente de Cuba, Raul Castro: o ministro das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, e o vice-presidente Carlos Lage.Em Cuba há muitas formas de se anunciar uma demissão. Embora os prejudicados tenham passado 20 anos servindo fielmente à causa da revolução, o modo de fazê-los desaparecer da cena política pode ser cruel e até humilhante - "passará a ocupar as tarefas que a revolução considere necessárias" -, carregada de insultos e adjetivos - "o cidadão fraudou os sagrados deveres da pátria" -, ou com certo ar de misericórdia - "o companheiro foi liberado de suas funções".Mas este não é o caso. As demissões de Lage e Pérez Roque são acompanhadas de várias cartas autoinculpatórias, publicadas no diário oficial, "Granma", no pior estilo soviético.
Lage se dirige a Raúl Castro como presidente do país e segundo-secretário do Partido Comunista de Cuba e informa sua decisão de renunciar a todos os cargos no governo e também aos que desempenhava na estrutura partidária. "Reconheço os erros cometidos e assumo a responsabilidade." Diz que considera "justa e profunda" a análise colegiada que o levou a abandonar seus cargos, uma análise realizada a portas fechadas no Birô Político, da qual nada se disse na imprensa.
Pérez Roque, por sua vez, renuncia a sua condição de deputado, membro do Conselho de Estado e integrante do Comitê Central do Partido Comunista. "Reconheço plenamente que cometi erros e assumo minha total responsabilidade por eles", afirma, referindo-se a erros que ninguém sabe quais são, nem qual é sua importância. Também não entra em detalhes sobre a reunião do partido, que continua sendo um mistério para os cubanos. "Reitero minha fidelidade a Fidel, ao senhor e ao nosso partido", conclui o ex-chanceler.No artigo de Fidel Castro publicado na quarta-feira, o ex-presidente afirma que "o mel do poder pelo qual não conheceram sacrifício algum despertou [nesses dirigentes] ambições que os conduziram a um papel indigno". "O inimigo se encheu de ilusões com eles", escreveu Castro. Raul agora está forjando seu próprio governo e com seus próprios homens, até agora desconhecidos. Sim, com um estilo de ordeno e comando e de palavras e ações diretas.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Dois dos políticos mais influentes, Carlos Lage e Felipe Pérez Roque renunciam a todos os seus cargos no estado"No socialismo nunca se sabe que passado o espera." A frase é um velho ditado cubano e hoje é repetida por um analista que se vangloria de ter visto os 50 capítulos da revolução. Nem mais nem menos, isto é, a novela completa.
Esse sociólogo se refere aos dois últimos políticos defenestrados pelo presidente de Cuba, Raul Castro: o ministro das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, e o vice-presidente Carlos Lage.Em Cuba há muitas formas de se anunciar uma demissão. Embora os prejudicados tenham passado 20 anos servindo fielmente à causa da revolução, o modo de fazê-los desaparecer da cena política pode ser cruel e até humilhante - "passará a ocupar as tarefas que a revolução considere necessárias" -, carregada de insultos e adjetivos - "o cidadão fraudou os sagrados deveres da pátria" -, ou com certo ar de misericórdia - "o companheiro foi liberado de suas funções".Mas este não é o caso. As demissões de Lage e Pérez Roque são acompanhadas de várias cartas autoinculpatórias, publicadas no diário oficial, "Granma", no pior estilo soviético.
Lage se dirige a Raúl Castro como presidente do país e segundo-secretário do Partido Comunista de Cuba e informa sua decisão de renunciar a todos os cargos no governo e também aos que desempenhava na estrutura partidária. "Reconheço os erros cometidos e assumo a responsabilidade." Diz que considera "justa e profunda" a análise colegiada que o levou a abandonar seus cargos, uma análise realizada a portas fechadas no Birô Político, da qual nada se disse na imprensa.
Pérez Roque, por sua vez, renuncia a sua condição de deputado, membro do Conselho de Estado e integrante do Comitê Central do Partido Comunista. "Reconheço plenamente que cometi erros e assumo minha total responsabilidade por eles", afirma, referindo-se a erros que ninguém sabe quais são, nem qual é sua importância. Também não entra em detalhes sobre a reunião do partido, que continua sendo um mistério para os cubanos. "Reitero minha fidelidade a Fidel, ao senhor e ao nosso partido", conclui o ex-chanceler.No artigo de Fidel Castro publicado na quarta-feira, o ex-presidente afirma que "o mel do poder pelo qual não conheceram sacrifício algum despertou [nesses dirigentes] ambições que os conduziram a um papel indigno". "O inimigo se encheu de ilusões com eles", escreveu Castro. Raul agora está forjando seu próprio governo e com seus próprios homens, até agora desconhecidos. Sim, com um estilo de ordeno e comando e de palavras e ações diretas.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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