Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
sábado, 31 de março de 2012
Pecado mortal - Painel
Ainda que, juridicamente, Demóstenes Torres (DEM-GO) aposte no sucesso da estratégia de pedir a anulação das provas obtidas na Operação Monte Carlo, que prendeu seu amigo Carlinhos Cachoeira, sua situação no campo político se tornou insustentável. O tiro de misericórdia foi o vazamento de grampos de 2009 nos quais aparece discutindo com o contraventor projeto que poderia "regulamentar" os jogos de azar.
Ao se defender na tribuna do Senado, Demóstenes disse que não sabia das atividades ilegais do amigo. Mentir para os pares é o caso mais clássico de quebra de decoro, que já levou outros senadores ao cadafalso.
Reprise Para a Polícia Federal, a estratégia da defesa de Demóstenes lembra a usada para melar a Operação Castelo de Areia. A investigação -que envolveu políticos, agentes públicos e construtoras- foi engavetada em 2010, quando o STJ anulou os grampos que a integravam.
Mundo da lua Na última vez que conversou com a cúpula do DEM, Demóstenes afirmou que acreditava no arquivamento do processo no Conselho de Ética. Depois disso, afirmou, tiraria uma licença de quatro meses.
Na real Caciques do partido, no entanto, afirmam que agirão com o senador como procederam com José Roberto Arruda, que foi expulso após o mensalão do DEM no governo do DF. "Ninguém vai segurar o Demóstenes", diz um membro da Executiva.
VERA MAGALHÃES painel@uol.com.br
Pará - PF investiga fraude em títulos minerários
A Polícia Federal abriu inquérito para
investigar fraude envolvendo os títulos minerários da Ônix
Empreendimentos Minerários, concedidos pelo Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM). Segundo as investigações iniciais, as fraudes
envolvem a empresa e servidores do órgão. A fraude também teria gerado
diversos crimes ambientais praticados pela Ônix, conforme comprovou a
operação de fiscalização conjunta da Divisão Especializada em Meio
Ambiente da Polícia Civil (Dema) e a Secretaria Estadual de Meio
Ambiente (Sema).
De acordo com o Inquérito Policial de
número 213/2012, aberto pela Polícia Federal no Pará, a empresa Ônix
Empreendimentos Minerários teria o apoio de servidores do DNPM para
fraudar títulos minerários de jazidas de areia e seixo no município de
Vitória do Xingu. De acordo com as investigações, a empresa Ônix
Empreendimentos Minerários pertence aos sócios Eduardo Toledo e Joelson
Camilo.
Belo Monte: polícia flagra atividades ilegais
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| Polícia fecha extração ilegal de areia e seixo próximo às obras de Belo Monte, em Altamira (Foto: Divulgação/Dema) |
Uma operação conjunta da Divisão
Especializada em Meio Ambiente da Polícia Civil (Dema) e da Secretaria
de Estado de Meio Ambiente (Sema) flagrou diversos crimes ambientais
cometidos pela empresa Ônix Empreendimentos Minerários, no município de
Vitória do Xingu, próximo às obras da usina hidrelétrica de Belo Monte.
Sem licenciamento, a empresa extraía areia e seixo em uma área
localizada no KM 55 da rodovia Transamazônica e estaria vendendo para as
empresas que fazem a obra da usina.
Realizada durante toda a semana, a
operação autuou a empresa, multou e embargou as suas atividades,
apreendendo maquinários e equipamentos. A Dema abriu um inquérito
contra a Ônix, desta vez para apurar os crimes ambientais, o que pode
levar até mesmo à prisão dos sócios Eduardo Toledo e Joelson Camilo, que
durante a operação não foram encontrados, mas foram intimados a dar
explicações da Delegacia de Polícia de Altamira.
Segundo a delegada Maria Teresa Macedo,
da Dema, a empresa cometeu diversos crimes ambientais, como abertura de
estrada sem licença ambiental, exploração, transporte e comercialização
de areia e seixo sem qualquer licença dos órgãos ambientais. A empresa
teve as atividades paralisadas e as dragas que faziam a extração de
minério no leito do rio Xingu foram apreendidas e levadas para o
município de Altamira.
Na quinta-feira (29), os agentes da Dema
voltaram ao local, desta vez acompanhados de uma equipe de fiscais da
Sema, peritos do Instituto Renato Chaves e policiais civis. Foram
constatados diversos crimes ambientais e desta vez os maquinários foram
apreendidos, impedindo a continuidade das operações ilegais da Ônix no
local. A fiscalização concluiu que a empresa ainda operava de forma
clandestina um porto no local e estava ampliando o mesmo, a fim de
receber as balsas que levam equipamentos e máquinas para as obras de
Belo Monte.
A assessoria de imprensa do Consórcio
Construtor Belo Monte (CCBM) disse desconhecer a informação de que o
material extraído ilegalmente pela Ônix era utilizado nas obras da
hidrelétrica. Mas, de acordo com testemunhas que trabalham no local,
todos os dias, dezenas de caçambas do CCBM iam até a área da Ônix para
buscar areia. Na última terça-feira (27), após a primeira operação da
Dema no local, as caçambas do CCBM não voltaram mais à área, mas as
máquinas continuaram trabalhando. A assessoria ficou de esclarecer o
assunto, mas até às 10 horas de ontem, não havia retornado.
(José
Ibanês/Diário do Pará/De Altamira)
sexta-feira, 30 de março de 2012
Uma corrida científica para salvar o chocolate
O agrônomo de 31 anos está em busca de um cacaueiro mais resistente e
produtivo. Seu progresso — e o de pesquisadores como ele em outras
regiões produtoras de cacau — está sendo observado de perto pelos
grandes fabricantes mundiais de doces, como a americana Mars Inc., que
faz o M&M. O motivo dessa busca são temores de que o cacau produzido
hoje vem de pés por demais velhos, frágeis e pouco produtivos para
satisfazer o crescente apetite mundial por chocolate.
Fredy Pinchi Pinchi caminha pela mata amazônica aqui numa missão: salvar o chocolate.
Devido à crescente demanda em mercados emergentes, empresas de alimentos e negociadores de commodities estão prevendo que o consumo mundial de cacau vá crescer 25%, para cerca de 5 milhões de toneladas, até 2020. Pessoas do setor dizem que cacaueiros novos e melhores são vitais para o suprimento futuro — e para que o chocolate continue sendo um luxo acessível.
"Estou procurando uma planta de elite. Essa é a meta", disse Pinchi. "Há muita gente que depende do cacau."
Mas o tempo está correndo. O processo de enxertar diferentes tipos de cacaueiros para obter a mistura genética certa leva anos, e está longe de ser certeiro. Uma vez plantado, o pé de cacau leva pelo menos quatro anos para começar a dar frutos bons para processamento.
"Para a saúde de longo prazo da indústria de cacau, variedades de alto rendimento precisam ser identificadas, propagadas e distribuídas", disse Kip Walk, diretor de cacau da Blommer Chocolate Co., que fornece chocolate para muitas grandes fabricantes de alimentos.
Enquanto isso, as plantas atuais continuam lutando contra as forças da natureza. Na África Ocidental, região que mais produz cacau no mundo, golpes de vento quente este ano secaram pés de cacau. A perspectiva de uma safra prejudicada provocou alta de 15% nos preços do cacau em relação ao preço mais baixo em três anos atingido em dezembro. Os futuros de cacau fecharam ontem a US$ 2.223 a tonelada, em queda de 3,1% no dia.
Dado o estado frágil dos cacaueiros e a forte demanda, é só uma questão de tempo até que haja falta de cacau e os preços disparem, disse Julian Rundle, diretor de investimento da Dorset Management, uma firma americana de investimento alternativo.
A demanda de cacau deve superar a oferta este ano em 71.000 toneladas, segundo estimativas da Organização Internacional do Cacau, sediada em Londres.
Só uma fração das milhares de variedades de pés de cacau existentes são cultivadas para produzir chocolate, porque plantar cacau sempre foi um negócio de baixas margens que não atrai investimentos. Essa prática de plantar cacaueiros geneticamente similares deixa populações inteiras vulneráveis quando atingidas por alguma doença contra a qual não têm resistência.
Em plena floresta, Pinchi está a postos para mudar isso. Ele passa por fileiras enlameadas de mudas, acariciando brotos de cor lima-limão, checando seu peso e tamanho. Ele e sua equipe do Instituto de Culturas Tropicais, um centro de pesquisa no norte do Peru, coletaram centenas de variedades de cacau da floresta tropical sul-americana e estão testando sua capacidade de produzir mais frutas, e maiores. Pesquisadores na Costa do Marfim e em Gana fazem estudos semelhantes.
O nome científico do cacaueiro é Theobroma cacao, algo como "comida dos deuses", em grego. Conforme o chocolate passou de um regalo para ocasiões especiais para um prazer diário, grandes áreas de mata foram cortadas nos anos 70 e 80 para dar espaço a cacauais, que agora cobrem cerca de 7,4 milhões de hectares. Mas a indústria sofreu um golpe quando um fungo conhecido como vassoura-de-bruxa dizimou mais de metade da produção de cacau do Brasil entre 1990 e 2010.
Executivos do setor esperam evitar outra crise de cacau, razão pela qual estão pondo suas esperanças em pesquisadores como Pinchi. Expandir a área plantada não é uma opção, devido à ampla oposição contra mais devastação de florestas tropicais — o único terreno bom para o cacau.
"Até 2020, precisamos de outra Côte d'Ivoire", disse Howard-Yana Shapiro, diretor de ciência de plantas e pesquisa externa da Mars, referindo-se à Costa do Marfim. Shapiro liderou uma equipe a que se atribui o mapeamento do genoma do cacaueiro em 2010. Ele mantém registros do trabalho conduzido pela equipe de Pinchi e outros pesquisadores.
"Há duas alternativas. Uma, cortamos todas as árvores dos trópicos e só plantamos cacau, o que seria um grande desastre. Ou aumentamos" o rendimento das plantas, disse Shapiro.
É certo que nem todo mundo está tão pessimista.
Kona Haque, estrategista de commodities do Macquarie Bank, admite que os preços do cacau tendem a subir, mas acha que previsões de que eles vão dobrar no longo prazo são exageradas. "A demanda vai continuar crescendo, mas, com o preço certo, o suprimento também", disse ela. "Eu acredito que o preço do cacau vai subir 50% em 10 anos."
Pinchi, porém, acredita que ele e seus colegas vão chegar ao cacaueiro certo antes que os preços amarguem o chocolate do mundo.
"A Amazônia é a origem do cacau", disse ele. "Há muita diversidade, o que nos dá muitas opções."
Por LESLIE JOSEPHS, de Tarapoto, Perú
WSJ Americas
EUA estão perdendo a batalha para os hackers
O principal agente de crimes cibernéticos do FBI, a polícia federal
dos Estados Unidos, fez uma avaliação sombria dos esforços do país para
proteger as redes de dados das empresas dos ataques de hackers de
computadores: "Nós não estamos ganhando", disse ele.
Shawn Henry, que se prepara para deixar
o FBI depois de mais de duas décadas na agência, disse numa entrevista
ao The Wall Street Journal que a abordagem atual tanto do governo quanto
do setor privado para defender-se de hackers é "insustentável''. Os
criminosos cibernéticos são simplesmente muito talentosos e as medidas
defensivas muito fracas para impedi-los, disse ele.
Seus comentários não foram dirigidos a uma legislação específica, mas foram feitos num momento em que o Congresso americano considera dois projetos de lei concorrentes, concebidos para reforçar as redes de empresas de infraestrutura crítica do país, tais como usinas de energia e reatores nucleares. Embora poucos especialistas em segurança cibernética discordem sobre a necessidade de melhorias de segurança, defensores da iniciativa privada têm argumentado que as novas regulamentações incluídas em um dos projetos de lei provavelmente não aumentarão a proteção das redes de computadores.
Henry, que está deixando o governo para trabalhar em uma firma de segurança cibernética em Washington, disse que as empresas precisam fazer grandes mudanças na maneira que usam suas redes de computadores para evitar maiores danos à segurança nacional e à economia. Muitas empresas, desde grandes multinacionais a pequenas firmas iniciantes, falham em reconhecer os riscos financeiros e legais que estão tomando — ou os custos em que provavelmente já incorreram sem saber — ao operar com redes vulneráveis, disse.
"Não vejo como nós sairemos dessa situação sem fazer mudanças na tecnologia e mudanças no comportamento, porque o modelo atual é insustentável. Insustentável porque você nunca avança, nunca se torna mais seguro, nunca têm uma expectativa razoável de privacidade ou segurança'', disse Henry.
James A. Lewis, pesquisador sênior sobre segurança cibernética do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que, por mais sombria que a avaliação de Henry possa parecer, "eu sou na verdade ainda mais pessimista. Acho que perdemos a batalha de entrada [contra os hackers]". Lewis diz que não acredita que exista nos EUA uma única rede de computadores não restrita que seja segura.
"Há uma espécie de desejo deliberado de não admitir como as coisas estão ruins, tanto no governo quanto, certamente, no setor privado, então dá para entender porque [Henry] se sente frustrado'', acrescentou.
A lista de vítimas famosas de hackers inclui a Sony Corp. Segundo a empresa, no ano passado hackers tiveram acesso a informações pessoais de 24,6 milhões de clientes de um serviço de jogos online da empresa — parte de um ataque maior à Sony que comprometeu dados de mais de 100 milhões de contas. A Nasdaq OMX Group Inc., operadora da bolsa eletrônica Nasdaq Stock Market, também admitiu no ano passado que hackers haviam invadido parte de uma rede do grupo: a Directors Desk, um serviço para os conselhos de administração das empresas comunicar e compartilhar documentos. Já a firma de segurança na internet HBGary Federal foi infiltrada pelo grupo de hackers Anonymous, que roubou dezenas de milhares de e-mails internos.
Henry teve um papel fundamental na expansão dos poderes de segurança cibernética do FBI. Em 2002, quando o órgão se reorganizou para alocar mais recursos à proteção de redes de computadores, o FBI tinha quase 1.500 casos de hacking.
Oito anos depois, o número de casos crescera para mais de 2.500.
Henry disse que os agentes do FBI estão cada vez mais topando com dados roubados de empresas cujos executivos sequer sabiam que seus sistemas haviam sido violados.
"Descobrimos seus dados no meio de outras investigações", disse. "É um choque para eles. Em muitos casos, a invasão vinha ocorrendo por meses, em alguns casos por anos, o que significa que um adversário havia tido total visibilidade de tudo que ocorria naquela rede, potencialmente".
Henry disse que, embora muitos executivos de empresas reconheçam a gravidade do problema, vários outros não — o que é motivo de frustração para ele. Mas, mesmo quando a empresa reforça as defesas, seus sistemas seguem sendo invadidos, disse. "Estamos jogando na defesa há tempo demais […]. Só é possível erguer uma cerca até certa altura, e o que estamos vendo é que o ataque ultrapassa a defesa, e que o ataque é melhor que a defesa ", disse ele.
Henry disse que uma empresa precisa mudar certas coisas para criar redes de computadores mais seguras. Segundo ele, os dados de maior valor simplesmente devem ser mantidos fora da rede. Henry citou o caso recente da invasão de uma empresa não identificada na qual, segundo ele, o equivalente a dez anos de pesquisa e desenvolvimento, no valor de mais de US$ 1 bilhão, foi roubado por hackers.
Ele acrescentou que empresas precisam fazer mais do que apenas reagir a invasões. "Em muitos casos, a habilidade do adversário é tamanha que [o invasor] simplesmente salta por cima da cerca, e [a empresa] nunca ouve o alarme disparar", disse. Empresas precisam "sair à caça dentro do perímetro da rede", acrescentou.
Por DEVLIN BARRETT
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| Shawn Henry, diretor-assistente executivo do FBI. Enlarge Image |
Associated Press
Shawn Henry, diretor-assistente executivo do FBI.
Seus comentários não foram dirigidos a uma legislação específica, mas foram feitos num momento em que o Congresso americano considera dois projetos de lei concorrentes, concebidos para reforçar as redes de empresas de infraestrutura crítica do país, tais como usinas de energia e reatores nucleares. Embora poucos especialistas em segurança cibernética discordem sobre a necessidade de melhorias de segurança, defensores da iniciativa privada têm argumentado que as novas regulamentações incluídas em um dos projetos de lei provavelmente não aumentarão a proteção das redes de computadores.
Henry, que está deixando o governo para trabalhar em uma firma de segurança cibernética em Washington, disse que as empresas precisam fazer grandes mudanças na maneira que usam suas redes de computadores para evitar maiores danos à segurança nacional e à economia. Muitas empresas, desde grandes multinacionais a pequenas firmas iniciantes, falham em reconhecer os riscos financeiros e legais que estão tomando — ou os custos em que provavelmente já incorreram sem saber — ao operar com redes vulneráveis, disse.
"Não vejo como nós sairemos dessa situação sem fazer mudanças na tecnologia e mudanças no comportamento, porque o modelo atual é insustentável. Insustentável porque você nunca avança, nunca se torna mais seguro, nunca têm uma expectativa razoável de privacidade ou segurança'', disse Henry.
James A. Lewis, pesquisador sênior sobre segurança cibernética do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que, por mais sombria que a avaliação de Henry possa parecer, "eu sou na verdade ainda mais pessimista. Acho que perdemos a batalha de entrada [contra os hackers]". Lewis diz que não acredita que exista nos EUA uma única rede de computadores não restrita que seja segura.
"Há uma espécie de desejo deliberado de não admitir como as coisas estão ruins, tanto no governo quanto, certamente, no setor privado, então dá para entender porque [Henry] se sente frustrado'', acrescentou.
A lista de vítimas famosas de hackers inclui a Sony Corp. Segundo a empresa, no ano passado hackers tiveram acesso a informações pessoais de 24,6 milhões de clientes de um serviço de jogos online da empresa — parte de um ataque maior à Sony que comprometeu dados de mais de 100 milhões de contas. A Nasdaq OMX Group Inc., operadora da bolsa eletrônica Nasdaq Stock Market, também admitiu no ano passado que hackers haviam invadido parte de uma rede do grupo: a Directors Desk, um serviço para os conselhos de administração das empresas comunicar e compartilhar documentos. Já a firma de segurança na internet HBGary Federal foi infiltrada pelo grupo de hackers Anonymous, que roubou dezenas de milhares de e-mails internos.
Henry teve um papel fundamental na expansão dos poderes de segurança cibernética do FBI. Em 2002, quando o órgão se reorganizou para alocar mais recursos à proteção de redes de computadores, o FBI tinha quase 1.500 casos de hacking.
Oito anos depois, o número de casos crescera para mais de 2.500.
Henry disse que os agentes do FBI estão cada vez mais topando com dados roubados de empresas cujos executivos sequer sabiam que seus sistemas haviam sido violados.
"Descobrimos seus dados no meio de outras investigações", disse. "É um choque para eles. Em muitos casos, a invasão vinha ocorrendo por meses, em alguns casos por anos, o que significa que um adversário havia tido total visibilidade de tudo que ocorria naquela rede, potencialmente".
Henry disse que, embora muitos executivos de empresas reconheçam a gravidade do problema, vários outros não — o que é motivo de frustração para ele. Mas, mesmo quando a empresa reforça as defesas, seus sistemas seguem sendo invadidos, disse. "Estamos jogando na defesa há tempo demais […]. Só é possível erguer uma cerca até certa altura, e o que estamos vendo é que o ataque ultrapassa a defesa, e que o ataque é melhor que a defesa ", disse ele.
Henry disse que uma empresa precisa mudar certas coisas para criar redes de computadores mais seguras. Segundo ele, os dados de maior valor simplesmente devem ser mantidos fora da rede. Henry citou o caso recente da invasão de uma empresa não identificada na qual, segundo ele, o equivalente a dez anos de pesquisa e desenvolvimento, no valor de mais de US$ 1 bilhão, foi roubado por hackers.
Ele acrescentou que empresas precisam fazer mais do que apenas reagir a invasões. "Em muitos casos, a habilidade do adversário é tamanha que [o invasor] simplesmente salta por cima da cerca, e [a empresa] nunca ouve o alarme disparar", disse. Empresas precisam "sair à caça dentro do perímetro da rede", acrescentou.
Por DEVLIN BARRETT
WSJ Americas
Presidente do PT apoia cassação de Demóstenes. Ótimo!!
SÃO PAULO
- O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, defendeu
nesta sexta-feira a cassação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO),
flagrado em conversas gravadas pela Polícia Federal com o empresário de
jogos clandestinos Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos
Cachoeira.
Na avaliação do presidente nacional do PT houve quebra de decoro parlamentar e, por isso, o senador deve ser cassado. “Se a Comissão de Ética [do Senado] entender que houve quebra de decoro e no meu entendimento está havendo, a medida da punição é a cassação. Há uma relação muito estreita entre o senador e Carlinhos Cachoeira”, afirmou Falcão, depois de participar de um seminário sobre Governança Metropolitana, organizado pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula, em São Paulo.
O PT já representou na Procuradoria Geral da República, pedindo que o senador seja investigado e requereu do procurador-geral da República “explicações sobre a demora”, segundo o partido, para proceder investigações em torno de denúncias que já haviam sido feitas contra o senador do DEM.
O PSOL entrou com pedido no Conselho de Ética do Senado para que o caso seja analisado pelos senadores. Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal autorizou quebra de sigilo bancário de Demóstenes e requisitou a lista de memendas ao Orçamento apresentadas pelo senador para analisar se usou o cargo para favorecer Cachoeira.
(Cristiane Agostine / Valor)
Na avaliação do presidente nacional do PT houve quebra de decoro parlamentar e, por isso, o senador deve ser cassado. “Se a Comissão de Ética [do Senado] entender que houve quebra de decoro e no meu entendimento está havendo, a medida da punição é a cassação. Há uma relação muito estreita entre o senador e Carlinhos Cachoeira”, afirmou Falcão, depois de participar de um seminário sobre Governança Metropolitana, organizado pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula, em São Paulo.
O PT já representou na Procuradoria Geral da República, pedindo que o senador seja investigado e requereu do procurador-geral da República “explicações sobre a demora”, segundo o partido, para proceder investigações em torno de denúncias que já haviam sido feitas contra o senador do DEM.
O PSOL entrou com pedido no Conselho de Ética do Senado para que o caso seja analisado pelos senadores. Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal autorizou quebra de sigilo bancário de Demóstenes e requisitou a lista de memendas ao Orçamento apresentadas pelo senador para analisar se usou o cargo para favorecer Cachoeira.
(Cristiane Agostine / Valor)
Aproximação de Lula e FHC não supera diferenças entre partidos. Quais diferenças?.
SÃO PAULO
- A recente aproximação dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e
Fernando Henrique Cardoso não reduz as diferenças políticas e
ideológicas entre PT e PSDB, avaliou o presidente nacional do PT,
deputado estadual Rui Falcão.
FHC visitou o ex-presidente Lula no hospital na terça-feira, posou para fotos e foi um dos primeiros a receber a notícia do fim do câncer do petista. Adversários políticos há duas décadas, os dois ex-presidentes conversaram sobre a possibilidade de construir uma agenda comum aos institutos mantidos pelo petista e pelo tucano.
O presidente nacional do PT, no entanto, minimizou a importância desse gesto e negou que haja uma aproximação política em curso. “Foi uma visita de cortesia e solidariedade. Não passa disso”, reforçou Falcão. “Aproximação no plano de ter eventos comuns dos dois institutos é possível, mas não se confunde com a disputa eleitoral e nem elimina as grandes distâncias programáticas existentes entre PT e PSDB”, afirmou o dirigente petista, ao participar de um seminário sobre governança metropolitana promovido pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo, na capital paulista.
Falcão fez críticas ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, e comentou que a possibilidade de nacionalização da campanha municipal na capital paulista é bem vista pelo PT. Para o presidente do PT, seria uma forma de associar os problemas da gestão FHC a Serra.
O dirigente petista afirmou que o crescimento da campanha do pré-candidato Fernando Haddad (PT) à prefeitura paulistana está vinculado à participação de Lula na disputa municipal. A expectativa do PT é que o ex-presidente intensifique as articulações políticas a partir da segunda quinzena de abril. Na quarta-feira, o ex-presidente fez exames que indicaram a remissão total do câncer na laringe, descoberto em outubro de 2011.
“A campanha de Haddad tem um ritmo de crescimento já previsto anteriormente. Evidente que a possibilidade de o presidente Lula participar diretamente deve aumentar o ritmo de crescimento da candidatura dele”, disse o presidente do PT.
Segundo o dirigente petista, o ex-presidente vai dosar sua participação em campanhas em todo o país e deve retomar as viagens em abril. “Mesmo no período em que estava hospitalizado, nunca ficou fora da atividade política nem da partidária”, comentou Falcão.
(Cristiane Agostine/ Valor)
FHC visitou o ex-presidente Lula no hospital na terça-feira, posou para fotos e foi um dos primeiros a receber a notícia do fim do câncer do petista. Adversários políticos há duas décadas, os dois ex-presidentes conversaram sobre a possibilidade de construir uma agenda comum aos institutos mantidos pelo petista e pelo tucano.
O presidente nacional do PT, no entanto, minimizou a importância desse gesto e negou que haja uma aproximação política em curso. “Foi uma visita de cortesia e solidariedade. Não passa disso”, reforçou Falcão. “Aproximação no plano de ter eventos comuns dos dois institutos é possível, mas não se confunde com a disputa eleitoral e nem elimina as grandes distâncias programáticas existentes entre PT e PSDB”, afirmou o dirigente petista, ao participar de um seminário sobre governança metropolitana promovido pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo, na capital paulista.
Falcão fez críticas ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, e comentou que a possibilidade de nacionalização da campanha municipal na capital paulista é bem vista pelo PT. Para o presidente do PT, seria uma forma de associar os problemas da gestão FHC a Serra.
O dirigente petista afirmou que o crescimento da campanha do pré-candidato Fernando Haddad (PT) à prefeitura paulistana está vinculado à participação de Lula na disputa municipal. A expectativa do PT é que o ex-presidente intensifique as articulações políticas a partir da segunda quinzena de abril. Na quarta-feira, o ex-presidente fez exames que indicaram a remissão total do câncer na laringe, descoberto em outubro de 2011.
“A campanha de Haddad tem um ritmo de crescimento já previsto anteriormente. Evidente que a possibilidade de o presidente Lula participar diretamente deve aumentar o ritmo de crescimento da candidatura dele”, disse o presidente do PT.
Segundo o dirigente petista, o ex-presidente vai dosar sua participação em campanhas em todo o país e deve retomar as viagens em abril. “Mesmo no período em que estava hospitalizado, nunca ficou fora da atividade política nem da partidária”, comentou Falcão.
(Cristiane Agostine/ Valor)
Ideli nega favorecimento a empresa que doou para sua campanha em 2010
BRASÍLIA
- A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, negou nesta
sexta-feira, por meio de nota, que sua campanha para o governo de Santa
Catarina, em 2010 pelo PT, tenha recebido recursos de uma empresa que
assinou contratos com o Ministério da Pesca e Aquicultura para a compra
de lanchas-patrulha.
“Não há qualquer ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating”, diz o texto divulgado pela Pasta. “A doação no valor de R$ 150 mil registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita pela empresa Intech Boating foi destinada ao Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Santa Catarina e não à candidata Ideli Salvatti”, completou.
A denúncia foi publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Estado de S. Paulo”. Segundo a reportagem, o comitê catarinense bancou 81% da campanha de Ideli. Derrotada na eleição ao governo de catarinense, ela assumiu a Pasta da Pesca, onde permaneceu por cinco meses. Ainda segundo o jornal, antes de Ideli ser deslocada para a articulação política do governo, o Ministério da Pesca e Aquicultura pagou à empresa os R$ 5,2 milhões restantes do contrato.
A nota justifica ainda que o contrato firmado entre o Ministério da Pesca e a Intech Boating “foi assinado em 2009, ano em que Ideli Salvatti era senadora da República e não ministra da Pasta”.
(Yvna Sousa / Valor)
“Não há qualquer ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating”, diz o texto divulgado pela Pasta. “A doação no valor de R$ 150 mil registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita pela empresa Intech Boating foi destinada ao Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Santa Catarina e não à candidata Ideli Salvatti”, completou.
A denúncia foi publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Estado de S. Paulo”. Segundo a reportagem, o comitê catarinense bancou 81% da campanha de Ideli. Derrotada na eleição ao governo de catarinense, ela assumiu a Pasta da Pesca, onde permaneceu por cinco meses. Ainda segundo o jornal, antes de Ideli ser deslocada para a articulação política do governo, o Ministério da Pesca e Aquicultura pagou à empresa os R$ 5,2 milhões restantes do contrato.
A nota justifica ainda que o contrato firmado entre o Ministério da Pesca e a Intech Boating “foi assinado em 2009, ano em que Ideli Salvatti era senadora da República e não ministra da Pasta”.
(Yvna Sousa / Valor)
Ser governo causa “angústia e “frustração”, diz Gilberto Carvalho
BRASÍLIA -
Em cerimônia de assinatura de contratos para a construção de cisternas
no semi-árido, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto
Carvalho, disse que ser governo causa “muita angústia” e “frustração”. E
reclamou das “dificuldades, problemas e fofocas” do cotidiano.
“Ser governo é uma coisa difícil, muita angústia, muita frustração entre o sonho e a realidade, entre a distância do que gostaríamos de fazer e aquilo que acontece”, disse. “Em geral, são muitos abacaxis e outras hortaliças difíceis de descascar, mas tem momentos em que a gente fica cheio de alegrias. E esse é um deles”. Carvalho está no governo federal desde 2003.
No evento, foram assinados contratos entre a Fundação Banco do Brasil e 42 entidades para a implantação de 60 mil cisternas na região do semi-árido do Nordeste e Minas Gerais. “Isso vale mais do que tudo que a gente faz na vida, do que todas as dificuldades, problemas, as fofocas, as histórias e assim por diante”, disse.
(Yvna Sousa | Valor)
“Ser governo é uma coisa difícil, muita angústia, muita frustração entre o sonho e a realidade, entre a distância do que gostaríamos de fazer e aquilo que acontece”, disse. “Em geral, são muitos abacaxis e outras hortaliças difíceis de descascar, mas tem momentos em que a gente fica cheio de alegrias. E esse é um deles”. Carvalho está no governo federal desde 2003.
No evento, foram assinados contratos entre a Fundação Banco do Brasil e 42 entidades para a implantação de 60 mil cisternas na região do semi-árido do Nordeste e Minas Gerais. “Isso vale mais do que tudo que a gente faz na vida, do que todas as dificuldades, problemas, as fofocas, as histórias e assim por diante”, disse.
(Yvna Sousa | Valor)
Líder do governo bate boca com vice-presidente da Câmara em plenário
BRASÍLIA -
O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e a
vice-presidente da Casa, Rose de Freitas (PMDB-ES), travaram uma
discussão áspera no plenário nesta quinta-feira. Chinaglia pediu a
palavra a Rose, que presidia a sessão, e contestou a possibilidade de
votar o projeto de lei que cria cargos de juízes federais e estruturas
permanentes para turmas recursais dos Juizados Especiais Federais.
Chinaglia disse que a vice-presidente “insinuou ou afirmou” que haveria acordo entre os líderes partidários para a votação da proposta, mas que ele não apoiava essa discussão. “A senhora pode ter o método que quiser, mas não queira usar da sua régua para dar a metragem para outros parlamentares”, atacou Chinaglia.
O líder governista disse que a proposta era defendida pela deputada e questionou os custos de aprovar o texto. “Eu queria que Vossa Excelência dissesse quanto é que custa para o país a criação de novas varas, porque eu tenho que agir com responsabilidade”, questionou Chinaglia. “Necessidades o Brasil tem várias, a começar pelos desempregados, seguindo pelo Bolsa Família, geração de emprego”, ironizou.
Em resposta, Rose de Freitas disse que havia sido firmado um acordo entre as lideranças para votar a proposta e criticou o tom adotado por Chinaglia.
“Eu estou rindo do açodamento de Vossa Excelência. Vossa Excelência não fez isso, eu tenho certeza, com qualquer outro parlamentar nesta Casa”, disse, em referência à questão de gênero.
A assessoria da vice-presidente informou que os líderes discutiram ontem, durante reunião na Câmara, a votação do projeto dos Juizados Especiais. A expectativa é que a deputada responda às críticas de Chinaglia em pronunciamento no plenário na próxima terça-feira.
(Daniela Martins / Valor)
Chinaglia disse que a vice-presidente “insinuou ou afirmou” que haveria acordo entre os líderes partidários para a votação da proposta, mas que ele não apoiava essa discussão. “A senhora pode ter o método que quiser, mas não queira usar da sua régua para dar a metragem para outros parlamentares”, atacou Chinaglia.
O líder governista disse que a proposta era defendida pela deputada e questionou os custos de aprovar o texto. “Eu queria que Vossa Excelência dissesse quanto é que custa para o país a criação de novas varas, porque eu tenho que agir com responsabilidade”, questionou Chinaglia. “Necessidades o Brasil tem várias, a começar pelos desempregados, seguindo pelo Bolsa Família, geração de emprego”, ironizou.
Em resposta, Rose de Freitas disse que havia sido firmado um acordo entre as lideranças para votar a proposta e criticou o tom adotado por Chinaglia.
“Eu estou rindo do açodamento de Vossa Excelência. Vossa Excelência não fez isso, eu tenho certeza, com qualquer outro parlamentar nesta Casa”, disse, em referência à questão de gênero.
A assessoria da vice-presidente informou que os líderes discutiram ontem, durante reunião na Câmara, a votação do projeto dos Juizados Especiais. A expectativa é que a deputada responda às críticas de Chinaglia em pronunciamento no plenário na próxima terça-feira.
(Daniela Martins / Valor)
quinta-feira, 29 de março de 2012
Crescer a qualquer custo, o resto que se dane!!
Os cerca de cinco mil trabalhadores do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pelas obras da terceira maior hidrelétrica do mundo, entraram em greve geral nesta quinta, 29. As reivindicações são aumento salarial, redução dos intervalos entre as baixadas (visita dos trabalhadores a suas famílias) de 6 pra 3 meses, o não-rebaixamento do pagamento e solução de problemas com a comida e água.
A paralisação começou ontem no canteiro de obras do Sítio Pimental, após um acidente de trabalho que matou o operador de motosserra Francisco Orlando Rodrigo Lopers, de Altamira, e hoje se estendeu para os demais canteiros.
A saída dos ônibus do perímetro urbano de Altamira para os canteiros de obra, em Vitória do Xingu, foram bloqueadas.
“A pauta é a mesma de antigamente: tudo o que está no acordo coletivo. Não cumpriram nada”, explica um dos trabalhadores. Segundo ele, apesar das greves e pressões realizadas que no ano passado, que levaram a empresa a assinar o acordo coletivo, ao invés de melhorar, as condições de trabalho tem piorado.
“No último pagamento cortaram as horas-transporte, o que diminuiu em até 600 reais o salário do peão”, explica. A justificativa para a redução é que trabalhadores estão sendo removidos da cidade para os canteiros, e que por isso não precisarão do adicional. Por conta disso, ao menos 40 trabalhadores que passaram a residir nos alojamentos provisórios dentro dos canteiros já teriam se demitido. “Pra quem vem de fora o salário já não estava bom. Com esses 600 a menos, nem vale a pena ficar”.
O trabalhador morto em acidente, que, segundo operários prestava serviços para o CCBM, era da empresa terceirizada Dandolini e Peper, e estava trabalhando na derrubada de árvores no canteiro Canais e Diques. “Nós não temos segurança nenhuma lá. Falta EPI [equipamento de proteção individual], sinalização e principalmente gente pra fiscalizar”, reclamam os trabalhadores.
Coerção
“A greve ia estourar no começo de março”, relata outro trabalhador. “Foi quando a gente recebeu o salário [no início do mês] que a gente viu que cortaram as horas in itinere”. O pagamento ocorreu numa discoteca local. “Tratam a gente que nem bicho… Ficam 5 mil trabalhadores numa fila enorme, entra de seis em seis [no escritório provisório]. É muito inseguro, eles dão o dinheiro na nossa mão. Conheço três que foram roubados logo que saíram de lá”, explica.
No dia 3 de março, um trabalhador teria sido demitido por ter tentado, sozinho, paralisar o canteiro Belo Monte, o maior da obra. Funcionários relataram que ele foi colocado com violência em um veículo do CCBM e demitido momentos depois.
Perguntados sobre o sindicato, nenhum trabalhador soube responder onde estavam os dirigentes. “O sindicato não veio, não veio ninguém. Mas vamos continuar a greve até a Norte Energia vir aqui”, concluíram os trabalhadores.
Por Ruy Sposati
Fonte: Movimento Xingu Vivo para Sempre
terça-feira, 27 de março de 2012
Estados cobram taxas de até R$ 1,5 bi das mineradoras. O Pará cobrará R$ 700 milhões.
RIO - Não bastasse o governo federal indicar que pretende elevar o percentual de royalties pagos pelas mineradoras, alguns estados criaram taxas para obter até R$ 1,5 bilhão do setor. As cobranças, criadas pelo Pará (que deve render entre R$ 800 milhões e R$ 900 milhões por ano), Minas Gerais (de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões) e Amapá (R$ 1,2 milhão) na virada do ano, começam em 1 de abril. Mas as mineradoras devem partir para a disputa judicial contra os novos tributos.
![]() |
| Visão de mina de ferro em Tom Prince, na Austrália: estados brasileiros
criam taxas para arrecadar até R$ 1,5 bilhão de mineradoras
REUTERS / TIM WIMBORNE/28-05-2008
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— A cobrança é ilegal e pode, no caso do Pará, inviabilizar a produção de caulim e bauxita, se for mantido os R$ 7 por tonelada, pois estes minerais são muito baratos.
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) informou, por nota, que está analisando os decretos e que pode questionar a cobrança no futuro. A associação das mineradoras do Pará (Simineral) informou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai entrar com uma ação no STF contra a taxa e que a Bahia já perdeu na Justiça no passado com uma taxa semelhante.
A secretária-adjunta de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, Maria Amélia Enríquez, afirmou que recebeu estudos de importantes juristas, como Yves Gandra Martins e Eros Grau, que atestam a constitucionalidade da lei. Ela afirmou que o estado pretende arrecadar R$ 700 milhões por ano ou 2,3% dos R$ 30,4 bilhões exportados pelo Pará em minerais. Ela disse que para produtos mais baratos, como caulim, será cobrado apenas R$ 1 por tonelada.
— O objetivo é ter uma relação construtiva com as mineradoras em prol do que é a verdadeira riqueza de qualquer região: seu povo. Para isso precisamos gerir bem o patrimônio público que são os ativos minerais — disse a secretária, citando Austrália e Canadá para justificar a cobrança.
A Vale, que estará entre as maiores empresas afetadas, e o governo de Minas Gerais não comentaram o assunto.
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Governo institui a taxa sobre exploração de recursos minerários
O Diário Oficial do Estado publicou
nesta segunda-feira (26) o Decreto 386, assinado pelo governador Simão
Jatene, regulamentando a Lei n° 7.591, datada de 28 de dezembro de 2011 e
instituindo a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das
Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos
Minerários (TFRM) e o Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e
Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e
Aproveitamento de Recursos Minerários (CERM).
Com a
Taxa e o Cadastro, o Estado coordenará, por meio da Secretaria de
Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), o planejamento, a organização e
a avaliação de ações setoriais referentes à utilização dos recursos
minerais, além da gestão e desenvolvimento do sistema de produção,
transformação, expansão e comércio de bens minerais, segundo estabelecem
os artigos 245 e 248 da Constituição Estadual.
Para isso, a Seicom contará com o apoio operacional das Secretarias de
Estado da Fazenda (Sefa), de Meio Ambiente (Sema) e de Ciência,
Tecnologia e Inovação (Secti). A TFRM tem como contribuinte a pessoa
física ou jurídica, detentora de direitos minerários, e que esteja, a
qualquer título, autorizada a trabalhar os recursos do segmento em
território paraense.
A cada tonelada de minério
extraído, o valor da TFRM corresponde a 3 Unidades Padrão Fiscal do
Estado do Pará (UPF-PA), vigente na data do pagamento. No caso de fração
de tonelada, o valor pago deverá ser proporcional à quantidade.
Fiscalização
- Já o contribuinte deverá levar em consideração, no que diz respeito
ao material extraído, apenas a parcela livre de rejeitos (minério que
foi beneficiado até o último estágio, antes da incidência do Imposto
sobre Produtos Industrializados - IPI). A Sefa fica encarregada da
fiscalização tributária da TFRM, enquanto a Seicom exercerá suas
atribuições legais para exigir a comprovação do pagamento da Taxa.
A secretária-adjunta de Indústria, Comércio e Mineração, Maria Amélia
Enríquez, ressaltou que a Seicom está se preparando, há mais de um mês,
com “testes de redundância”, para dar segurança ao sistema de cadastro,
já que esse instrumento é uma novidade no Estado.
Amélia Enríquez acrescentou que serão arrecadados entre R$ 600 milhões e
R$ 700 milhões/ano, e que o “Estado do Pará vai, pela primeira vez,
conhecer seu setor mineral, e poder de planejar políticas públicas de
desenvolvimento”.
O cadastro, ainda segundo Maria
Amélia, proporcionará informações “que possam atrair novas empresas,
mais fornecedores e a ampliação dos benefícios para a construção de uma
verdadeira cadeia mineral, a exemplo de países como a Austrália e o
Canadá, que desenvolveram com excelência seu setor mineral”.
Com relação à cobrança da Taxa Mineral, Maria Amélia Enríquez disse que
essa iniciativa é “imprescindível, pois vai melhorar o aparato de
fiscalização e auxiliar o Estado a gerar emprego e renda”.
A Seicom já instalou em sua sede, na Travessa Curuçá, 555, no bairro do
Telégrafo, a “Sala do Minerador”, com funcionários especializados em
Tecnologia da Informação (TI) para auxiliar qualquer empresa ou pessoa
física que necessite de esclarecimentos sobre o cadastro.
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 26/03/2012 às 20:32
Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração
Avenida Nazaré, 871 CEP: 66035-170
Fone: (91) 3201-3772
Avenida Nazaré, 871 CEP: 66035-170
Fone: (91) 3201-3772
Nova visão do uso econômico da biodiversidade: produção em escala
REMÉDIO
Indústria O que se diz é que, além dos interesses futuros em investimentos de pesquisas em
gás e petróleo na costa atlântica paraense, o empresário Eike Batista estaria interessado em instalar uma megaindústria farmacêutica no Pará. O ponto central seria o segmento de biofármacos, para aproveitar a rica biodiversidade da região. De bobo, Eike não tem nada, nada.
Indústria O que se diz é que, além dos interesses futuros em investimentos de pesquisas em
gás e petróleo na costa atlântica paraense, o empresário Eike Batista estaria interessado em instalar uma megaindústria farmacêutica no Pará. O ponto central seria o segmento de biofármacos, para aproveitar a rica biodiversidade da região. De bobo, Eike não tem nada, nada.
domingo, 25 de março de 2012
A guerra da Vale
A Vale a o Pará estão em guerra. O
motivo é uma recém-instituída lei estadual para taxar a mineração (até
há pouco, havia tributo apenas da União). Com alíquotas agressivas, o
Pará deve arrecadar quase 1 bilhão de reais ao ano – 85% disso sairá dos
cofres da Vale.
A Vale resolveu contra-atacar. Decidiu contestar judicialmente a taxa. O Pará, no entanto, mandou um recado: se a Vale entrar com a ação, revogará todos os regimes especiais de ICMS que a Vale tem no estado.
Minas Gerais instituiu uma lei semelhante à do Pará. E ameaça a Vale com dificuldades no licenciamento ambiental no estado daqui para frente, se a mineradora apelar à Justiça.
Por Lauro Jardim
A Vale resolveu contra-atacar. Decidiu contestar judicialmente a taxa. O Pará, no entanto, mandou um recado: se a Vale entrar com a ação, revogará todos os regimes especiais de ICMS que a Vale tem no estado.
Minas Gerais instituiu uma lei semelhante à do Pará. E ameaça a Vale com dificuldades no licenciamento ambiental no estado daqui para frente, se a mineradora apelar à Justiça.
Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Mateus 13:12
Dilma repete Lula e beneficia prefeitos do PT com verbas
Cidade do ex-presidente Lula, São Bernardo é campeã em repasses para obras; redutos tucanos são preteridos| Ênio Cesar-22.mar.11/Folhapress | ||
| Construção do Hospital de Clínicas no bairro Alvarenga, em São Bernardo do Campo, cidade governada pelo PT que recebeu R$ 52,5 milhões em repasses federais |
Levantamento feito nas 81 maiores cidades do país (mais de 200 mil eleitores) mostra que das 10 que mais receberam recursos de Dilma desde janeiro de 2011, 6 são governadas pelo PT. Outras quatro são chefiadas por aliados (PMDB, PP e PDT).
Cidade onde mora o ex-presidente, São Bernardo desponta no ranking.
Desde janeiro do ano passado, foram transferidos R$ 52,4 milhões, o equivalente a R$ 93 por eleitor.
O prefeito Luiz Marinho (PT), candidato à reeleição, é hoje um dos principais interlocutores de Lula e o favorito do ex-presidente para ser o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2014.
'AMIGO DO REI'
"Ser amigo do Lula ajuda, mas, se não tiver bons projetos, pode ser amigo até do papa que não vai andar", diz Marinho. "Quando assumimos, a cidade estava há seis anos parada."
As verbas que chegaram aos municípios foram repassadas por meio de convênios entre os prefeitos e a União.
Neste ano, estes convênios só poderão ser firmados até abril por restrição eleitoral.
Os repasses seguem uma escalada de crescimento nos últimos anos. Em 2010, foram R$ 79,2 por eleitor, sendo que nos dois anos anteriores não havia atingido R$ 10.
O dinheiro é destinado a obras, como a construção do Hospital de Clínicas, projetos habitacionais, além de praças e quadras esportivas.
Além de São Bernardo, estão entre as campeãs de verba Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Betim (MG), Petrópolis (RJ) e Carapicuíba (SP), todas chefiadas pelo PT.
São Paulo, a maior cidade do país, faturou R$ 0,62 por eleitor. O Rio, mesmo com os eventos que vai sediar nos próximos anos, como a Copa e a Olimpíada, levou o equivalente a R$ 5,72.
"O PT é um partido que propaga a política ideal quando é oposição e pratica, mais do que ninguém, a política real quando é governo", diz Rubens Figueiredo, cientista político pela USP. "Isso vale para divisão de verbas, alianças políticas, tudo."
No pé da tabela, estão cidades como São José dos Campos (SP), reduto tucano com mais de 400 mil eleitores. Desde 2011, recebeu cerca de R$ 500 mil (R$ 0,32 por eleitor) para obras no museu da igreja de São Benedito. O prefeito Eduardo Cury (PSDB) reclama da demora no repasse.
"Parar tudo e esperar pela verba sairia mais caro, então fizemos com recursos próprios", diz. "Não tiramos a placa do governo federal, com medo de que os recursos não viessem. Agora, argumentam que a obra já acabou e que talvez não possam nos pagar", completa.
O tucano diz que mantém uma equipe de técnicos para elaborar projetos e que vai a Brasília com frequência para entregar propostas: "De dez projetos que protocolamos, um é comtemplado".
Bem vinda dor
Economia e Amor
Como na econmia no amor não pode haver rentabilidade se não se hà investimento.
O casamento não é um sentimento e sim uma decisão, já pensou?
sábado, 24 de março de 2012
Sidney Rosa Secretário da SEDIP na Agência Pará de Notícias
Entrevista com o Secretário de Especial de Estado sobre a importância de aproveitar a biodiversidade para implantação de bioindústria e bionegócios - contribuindo com a geração de empregos, renda, por meio de parques e pólos de inovação tecnológica.
Presidente do PT repreende colegas por disputa na campanha de Haddad
O presidente do PT, Rui Falcão, repreendeu colegas de partido pelo vazamento das disputas internas pelo comando da pré-campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.
Em discurso a militantes neste sábado (24), ele reclamou da divulgação na imprensa de informações sobre a queda de braço entre as tendências da sigla.
"É preciso que a unidade permaneça na campanha. As disputas por espaço são legítimas, mas elas têm que se dar nas instâncias do partido, não nos veículos de comunicação da grande imprensa", disse.
Na última terça-feira, a Folha revelou que o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), indicado pela tendência Construindo um Novo Brasil para ser o coordenador-geral da campanha, desistiu após ser alvo de "fogo amigo".
A ala majoritária do PT ainda não sugeriu outro representante para o cargo, que deve ser dividido com o presidente municipal do partido, Antonio Donato.
PESQUISAS
No discurso deste sábado, Rui Falcão também pediu aos petistas que não se preocupem com o mau desempenho de Haddad nas pesquisas. Ele tem apenas 3% das intenções de voto, segundo o Datafolha.
"Não vamos nos preocupar com essa questão da pesquisa. O Fernando vai crescer, tem ritmo e condições para crescer, e nós vamos ganhar a eleição."
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Machu Picchu se chamava Patallaqta
Chamava-se Patallaqta, que deriva dos vocábulos quíchuas "pata" (degrau)
e "llaqta" (povoado, cidade, província). O nome vinha do sistema de
plantio utilizado para conquistar o terreno das montanhas em um
território com escassas planícies, nos Andes. Na época do esplendor de
Machu Picchu, que durou cerca de um século - entre 1441 e 1533 -, o inca
Pachacútec ordenou o aproveitamento máximo desses territórios férteis à
beira da selva amazônica, para criar uma das maiores reservas de
alimentos para a população. Para gerir toda essa produção, construiu uma
cidade administrativa, e também lugar de culto: a Cidade Escada, que
desde 1911 foi conhecida como Machu Picchu.
Falar em colocar uma mochila nas costas e rodar a América do Sul quase sempre envolve uma passada por Machu Picchu e o legado do Império Inca. Mas não é só de andarilhos com um grande senso de aventura que vivem os principais pontos turísticos do Peru. O turismo na região evoluiu, oferecendo opções que vão de uma extensa trilha com duração de quatro dias até trens luxuosos com direito a paradas em hotéis cinco estrelas.
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| Vista panorâmica da cidade de Cusco, no Peru, de onde partem as excursões para Machu Picchu Felipe Floresti/UOL |
Cusco
A jornada tem início em Cusco. Começa aí também a luta contra um vilão invisível: o soroche. Os 3.500 metros de atitude tornam o ar rarefeito, e logo nos primeiros passos dá para sentir a falta que o oxigênio faz. Um pequeno esforço, como carregar as malas ou subir escada, é o bastante para uma sensação incomum de cansaço, além de provocar enjôo e dor de cabeça. Existem formas de driblar os males da altitude, como as pílulas vendidas nas farmácias, mas, em geral, a regra é abusar das folhas de coca e seu chá, que possui propriedades que afastam os efeitos do soroche.
Superado o primeiro obstáculo, o que se vê é uma cidade avermelhada pelas casas de tijolos de adobe (barro cru e palha) que dominam a paisagem. Boa parte das casas carrega em seu topo sinais do sincretismo religioso proveniente da fusão entre as culturas andinas e a influência do catolicismo trazido pelos espanhóis. São pequenas estátuas de bois, representando a dualidade na cultura Inca, além da tradicional cruz católica.
Leia e veja mais da maravilhosa cidade Inca na Folha de São Paulo clicando
AQUI
sexta-feira, 23 de março de 2012
Dalai Lama dá conselhos a milionários infelizes
Segundo o Dalai Lama, Adam Smith não contou a história completa.
Com seu novo livro, "Beyond Religion" (Além da Religião, em tradução
livre), o Dalai Lama quer que leitores pensem além do dinheiro e se
concentrem em compaixão, perdão e amor. Na opinião de líder espiritual
do Tibet, esses valores seculares, como ele os chama, não estão
necessariamente ligados à religião, embora a fé possa aprimorar a
prática desses princípios éticos.
"Qualquer princípio moral baseado em religião nunca pode ser universal", disse o Dalai Lama em uma entrevista ao The Wall Street Journal. "Então, o que é um princípio moral? Simplesmente manter um senso de preocupação com o bem-estar dos outros. Nós somos animais sociais. Se a sociedade, a humanidade é feliz eu também consigo obter o benefício máximo."
Perguntamos ao Dalai Lama suas opiniões específicas em relação a uma variedade de assuntos. Nesta edição, apresentamos seus pensamentos sobre dinheiro, economia e felicidade.
Na economia, a teoria da mão invisível de Adam
Smith diz que, se nós agirmos em interesse próprio, beneficiaremos a
sociedade. Isso pode funcionar economicamente?
Sim, um aspecto da economia pode ser que se você tiver sucesso
econômico, pelo menos os seus vizinhos, seus amigos, beneficiam de
alguma forma. Então, todos esses desenvolvimentos precisam começar por
iniciativa individual. É verdade. Agora, se você olhar apenas
economicamente, daí compaixão e coisas do tipo, são coisas mentais. Não
há ligação direta. Mas dinheiro só traz conforto às nossas necessidade
físicas. Uma boa casa, boa comida, boas roupas. Dinheiro nunca traz paz
de espírito. Eu acredito que, através do dinheiro, você pode alcançar
algum nível de satisfação. Mas esse, na verdade, é apenas um lado — não
completo, holístico. Mais dinheiro, mais medo.
Acredito que essas pessoas que, em suas comunidades são famílias
comuns, conseguem manter relações humanas melhores com seus vizinhos. Se
a família está ficando milionária, então outra família também vai
tentar ficar. Então há inveja. Quando somos famílias comuns, talvez haja
amizades humanas genuínas. Quando um tem mais dinheiro, mais poder, aí
eu acho que as relações humanas genuínas se tornam mais distantes.
Primeiramente, inveja, depois, desconfiança, competição. Isso vai
desenvolvendo cada vez mais desconfiança. E, eventualmente, mesmo se a
família se tornar milionária, as pessoas se tornam, no fundo,
solitárias.
Qual é o seu conselho para os milionários que são poderosos, mas, talvez, infelizes?
Acho que alguns dos meus amigos são, pelo menos, milionários. Muito
ricos; têm ótima reputação. São como grandes presidentes de
universidades. Mas como pessoas, são infelizes. Não por falta de
dinheiro. Não por falta de fama. Não por falta de educação. Mas alguma
coisa aqui [ele aponta para o coração], os faz infelizes. Eu acho que a
educação ocidental, a forma como foi desenvolvida, é voltada para o
desenvolvimento material. Obviamente, nós temos esse corpo e alma.
Emoção. Em termos de felicidade, tristeza, medo, esses sentimentos, a
experiência metal é mais desenvolvida do que a física. Uma pessoa muito
rica tem todo conforto físico, mas quando há muita preocupação aqui [ele
aponta para a cabeça], o conforto físico nunca supera a ansiedade ou a
inquietação mental. Por outro lado: [se] mentalmente [você está] muito
sereno, muito calmo, você pode até controlar algumas dores físicas.
WSJ Americas
Por BARBARA CHAI
Rio+20 deveria lançar “novo PIB”, sugerem cientistas
NAIRÓBI
- A Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento
sustentável que acontece no Rio, em junho, deveria dar impulso a uma
ideia que vem circulando pelo mundo há mais de 20 anos: encontrar um
novo indicador para o bem-estar das nações que não seja o Produto
Interno Bruto, o PIB.
Essa é uma das recomendações de um estudo que reúne 20 vencedores do Blue Planet Prize, conhecido como o Nobel do ambiente. Dezesseis são pessoas com trabalho reconhecido internacionalmente (a norueguesa Gro Harlem Brundtland, o americano James Lovelock, o britânico Nicholas Stern) e quatro são organizações ou institutos de ciência que trabalham com desenvolvimento ou ambiente, como o inglês IEED, o Barefoot College, a ONG Conservation Internacional e a International Union for the Consevation of Nature (IUCN).Entre os autores está o brasileiro José Goldemberg, com três artigos.
O estudo foi lançado ontem, em Nairóbi, no Quênia, na sede do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Nesta semana, acontece na cidade uma reunião com 1.500 delegados de mais de 190 países e ministros do meio ambiente de todas as partes do mundo. É a última reunião ministerial antes da Rio+20.
“Os governos deveriam reconhecer imediatamente as sérias limitações do PIB como uma medida de atividade econômica e complementá-la com indicadores que integrassem as dimensões econômica, social e ambiental”, diz o estudo.
“Se um país destrói toda a sua floresta, terá rapidamente um PIB muito alto, mas não se terá medido o incrível ativo natural que ele perdeu e que fará o futuro muito mais incerto”, explica a economista Camila Toulmin, diretora do IIED. “Se você viver em uma sociedade mais violenta, onde é preciso gastar muito com polícia e armas, o PIB será alto, mas isso significa que aquela sociedade está melhorando seu padrão de vida?”.
O atual sistema energético, muito dependente de combustíveis fósseis, é outro problema apontado pelos cientistas. A necessidade de reverter a curva ascendente de emissões de gases-estufa, que continua em elevação a despeito da crise econômica global, é mais um ponto levantado pelo estudo. “Os compromissos atuais que existem hoje estão levando o mundo a um aumento de 3 graus na temperatura, com sérios riscos de chegar a mais 5 graus”, diz Bob Watson, o conselheiro científico-chefe do DEFRA, o ministério britânico de ambiente. “Mais 5 graus é uma temperatura que o planeta não registra há mais de 30 milhões de anos”, disse ele a uma plateia de políticos e diplomatas reunidos na sede do Pnuma.
O estudo menciona também as perdas massivas de biodiversidade – “sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos” – e a necessidade de se ampliar os programas de capacitação e treinamento como foco nos políticos, formadores de opinião e homens de negócio.
O trabalho será entregue aos ministros dos vários países antes da Rio+20, para inspirar as decisões que serão tomadas no Rio de Janeiro, em junho.
(Daniela Chiaretti | Valor)
A jornalista viajou a Nairóbi a convite do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (Pnuma).
Essa é uma das recomendações de um estudo que reúne 20 vencedores do Blue Planet Prize, conhecido como o Nobel do ambiente. Dezesseis são pessoas com trabalho reconhecido internacionalmente (a norueguesa Gro Harlem Brundtland, o americano James Lovelock, o britânico Nicholas Stern) e quatro são organizações ou institutos de ciência que trabalham com desenvolvimento ou ambiente, como o inglês IEED, o Barefoot College, a ONG Conservation Internacional e a International Union for the Consevation of Nature (IUCN).Entre os autores está o brasileiro José Goldemberg, com três artigos.
O estudo foi lançado ontem, em Nairóbi, no Quênia, na sede do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Nesta semana, acontece na cidade uma reunião com 1.500 delegados de mais de 190 países e ministros do meio ambiente de todas as partes do mundo. É a última reunião ministerial antes da Rio+20.
“Os governos deveriam reconhecer imediatamente as sérias limitações do PIB como uma medida de atividade econômica e complementá-la com indicadores que integrassem as dimensões econômica, social e ambiental”, diz o estudo.
“Se um país destrói toda a sua floresta, terá rapidamente um PIB muito alto, mas não se terá medido o incrível ativo natural que ele perdeu e que fará o futuro muito mais incerto”, explica a economista Camila Toulmin, diretora do IIED. “Se você viver em uma sociedade mais violenta, onde é preciso gastar muito com polícia e armas, o PIB será alto, mas isso significa que aquela sociedade está melhorando seu padrão de vida?”.
O atual sistema energético, muito dependente de combustíveis fósseis, é outro problema apontado pelos cientistas. A necessidade de reverter a curva ascendente de emissões de gases-estufa, que continua em elevação a despeito da crise econômica global, é mais um ponto levantado pelo estudo. “Os compromissos atuais que existem hoje estão levando o mundo a um aumento de 3 graus na temperatura, com sérios riscos de chegar a mais 5 graus”, diz Bob Watson, o conselheiro científico-chefe do DEFRA, o ministério britânico de ambiente. “Mais 5 graus é uma temperatura que o planeta não registra há mais de 30 milhões de anos”, disse ele a uma plateia de políticos e diplomatas reunidos na sede do Pnuma.
O estudo menciona também as perdas massivas de biodiversidade – “sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos” – e a necessidade de se ampliar os programas de capacitação e treinamento como foco nos políticos, formadores de opinião e homens de negócio.
O trabalho será entregue aos ministros dos vários países antes da Rio+20, para inspirar as decisões que serão tomadas no Rio de Janeiro, em junho.
(Daniela Chiaretti | Valor)
A jornalista viajou a Nairóbi a convite do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (Pnuma).
Lula volta ao hospital para sessão de fonoaudiologia
SÃO PAULO - O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou ao Hospital
Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira para realizar mais uma
sessão de fonoaudiologia. A sessão já estava prevista e faz parte do
tratamento que Lula faz contra um câncer na laringe, diagnosticado em
outubro do ano passado.
Segundo informações da assessoria do Instituto Lula, o ex-presidente tem se recuperado bem após o fim do tratamento. Lula já recuperou um quilo dos 18 que perdeu. Novos exames devem ser realizados na próxima semana.
No domingo, o ex-presidente deve receber a visita do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. O encontro está previsto para acontecer no apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo.
Na pauta da conversa está o apoio do PSB ao pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que ainda não tem nenhum aliado na disputa municipal.
Entre dirigentes do PT paulista, o acordo com o PSB é visto como "provável", já que o partido participa do governo federal com dois ministérios, mas o partido de Campos, em São Paulo, é mais próximo do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
(Valor)
Segundo informações da assessoria do Instituto Lula, o ex-presidente tem se recuperado bem após o fim do tratamento. Lula já recuperou um quilo dos 18 que perdeu. Novos exames devem ser realizados na próxima semana.
No domingo, o ex-presidente deve receber a visita do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. O encontro está previsto para acontecer no apartamento de Lula, em São Bernardo do Campo.
Na pauta da conversa está o apoio do PSB ao pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que ainda não tem nenhum aliado na disputa municipal.
Entre dirigentes do PT paulista, o acordo com o PSB é visto como "provável", já que o partido participa do governo federal com dois ministérios, mas o partido de Campos, em São Paulo, é mais próximo do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
(Valor)
quarta-feira, 21 de março de 2012
Costa Rica poderia inspirar Brasil no setor ambiental
Brasileiro que lidera Convenção da ONU sobre biodiversidade diz que País ainda não achou equilíbrio entre crescer e preservar.
Enquanto o governo se gaba das credenciais
ambientais do Brasil para sediar a conferência Rio+20, o czar da
biodiversidade das Nações Unidas, o paulista Bráulio Dias, propõe
humildade: o País deveria se inspirar na Costa Rica para resolver as
contradições entre ambiente e desenvolvimentismo.Dias deixou em fevereiro o posto de secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente para assumir a secretaria-executiva da Convenção da Diversidade Biológica da ONU, em Montreal. Segundo ele, a Costa Rica conseguiu triplicar o seu PIB e dobrar sua área de florestas mudando suas políticas. "Falta ao Brasil conseguir fazer essa virada."
Embora tenha evitado criticar diretamente políticas ambientais do governo Dilma, como a Medida Provisória que reduz sete parques na Amazônia para acomodar hidrelétricas, Dias afirma que "o fato de ser energia renovável não quer dizer que esteja sendo feito da maneira mais sustentável possível". Segundo ele, o País tem condições de gerar energia sem mexer em suas florestas.
De passagem pelo Brasil na semana passada, Dias conversou com a Folha.
Folha - A Rio+20 não vai tratar de biodiversidade. É uma oportunidade perdida?
Bráulio Dias - Houve uma decisão, que eu entendo consciente, de que aqueles grandes temas ambientais que já têm fórum próprio, como a Convenção da Diversidade Biológica, não necessitariam de atenção especial nessa conferência. A convenção vem de um resultado bem-sucedido na última conferência, a COP-10 [em Nagoya, Japão, em 2010], em que foi aprovado um plano estratégico para 2011-2020 com 20 metas globais. A agenda internacional de biodiversidade está dada. E conseguimos fechar o Protocolo de Nagoya sobre recursos genéticos, resultado do mandato da conferência de Johannesburgo, em 2002. É um exemplo de como uma conferência de caráter mais geral pode ter impacto numa agenda temática específica.
Qual é a previsão de entrada em vigor do protocolo?
Ele precisa de 50 ratificações. Hoje já temos três ratificações e 90 e poucos países que assinaram cartas de compromisso, o Brasil foi um dos primeiros. Mas os países precisam remeter isso a seus Congressos nacionais, o que pode demorar alguns anos.
A ideia é usar a Rio+20 para impulsionar a ratificação?
Isso, é uma chamada, uma pressão política.
De que jeito?
Através de declarações dos países e de uma menção no texto da conferência da necessidade de uma renovação do compromisso dos países pela ratificação do protocolo. E isso vários países estão colocando, o que é muito bom.
A COP-11, este ano, na Índia, vai tratar majoritariamente de dinheiro. Existe um risco de a discussão naufragar?
Existe, e essa é uma das minhas maiores preocupações como secretário-executivo. Em Nagoya, a discussão foi muito difícil, as delegações chegaram com muitas desconfianças, os europeus queriam garantir a necessidade de envolver o setor privado, aí os países da Alba [aliança liderada pela Venezuela] reagiram e houve um impasse.
Como o Brasil está nessa questão de dinheiro em relação a outros países do seu porte?
Gasta-se cerca de meio bilhão de reais por ano no Brasil em unidades de conservação em todos os níveis - União, estados, municípios - e estima-se que, para implementar eficazmente todas as unidades, seria necessário pelo menos o dobro. O Brasil ainda não definiu seu nível de compromisso porque estamos no meio da discussão da revisão da estratégia nacional de biodiversidade.
De que jeito a discussão do Código Florestal pode atrapalhar esse debate?
Há conflitos de interesses reais, que dificultam chegar a uma estratégia nacional. Ouvimos setores desenvolvimentistas, lideranças mais dispostas a conversar, sabendo que a médio e longo prazo é preciso caminhar nessa direção, até mesmo para o sucesso do setor desenvolvimentista: você pode criar barreiras para a exportação dos produtos que degradem a natureza.
O senhor, como brasileiro que agora dirige um organismo internacional, tem sentido pressões em relação ao Código Florestal?
Há preocupações em toda parte lá fora. O Brasil é vitrine nessa área. Se nos anos 1980 o Brasil só era olhado como vilão, mais recentemente é visto também como modelo para alcançar um desenvolvimento mais sustentável. Está todo mundo de olho para ver se não vai haver retrocessos.
O Brasil, no primeiro ano de governo Dilma, não criou nenhuma área protegida e baixou uma Medida Provisória determinando a redução de sete áreas na Amazônia para acomodar hidrelétricas. Como o senhor enxerga isso?
Não me cabe ficar comentando política interna de país nenhum. Obviamente nos preocupa toda essa dificuldade, esses embates no mundo inteiro entre interesses desenvolvimentistas de curto prazo e objetivos de sustentabilidade. Existem alguns países que conseguiram fazer uma virada. A Costa Rica é um deles. Aconteceram avanços lá porque foram tomadas medidas não só na esfera ambiental mas num âmbito de políticas públicas em geral, especialmente em instrumentos econômicos. E a Costa Rica conseguiu praticamente dobrar sua área florestal. Ao mesmo tempo, a renda per capita do país triplicou.
O senhor está dizendo que o Brasil tem condições de gerar energia sem mexer em floresta?
Eu acredito que sim, que o Brasil tem condição de ampliar o fornecimento de energia, ampliar os esforços de desenvolvimento e ao mesmo tempo conseguir conservar o que ele tem de patrimônio natural. O que falta talvez ao Brasil é conseguir fazer essa virada, como na Costa Rica.
Do ponto de vista das metas de Nagoya, é inconsistente o Brasil reduzir áreas protegidas para fazer hidrelétricas?
Cada país tem de tomar suas decisões sobre matriz energética. O Brasil é tido como um dos países com matriz energética mais renovável entre as grandes economias porque usa mais hidrelétricas, lenha, biocombustível. Agora, o fato de ser energia renovável não quer dizer que esteja sendo feito da maneira mais sustentável possível.
(Folha de São Paulo)
Chrome supera pela primeira vez o Internet Explorer como o navegador mais popular
A ferramenta do Google foi o mais utilizado para aceder a conteúdos Internet no domingo 18, de março, quando 32,7% dos usuários de internet optou por este sistema em comparação com 32,5% que usaram o Internet Explorer Mocrosoft . 24,8% escolheram o Firefox, o Safari, Opera 71% e inferior a 2,0%.
Crise na base governista impede votação da Lei da Copa nesta quarta
Com uma sessão tumultuada, ficou decidido que a votação será feita na próxima semana
BRASÍLIA - A crise na base aliada da presidente Dilma Rousseff impediu a votação do projeto da Lei Geral da Copa nesta quarta-feira. O principal foco de insatisfação é a falta de uma data para a votação do novo código florestal, mas partidos aliados aproveitaram o clima de insatisfação na Casa para impedir a aprovação do projeto da Copa.
Andre Dusek/AE -19/3/2012
Ministro fez novo entendimento sobre a venda de bebidas
Um dos líderes a encaminhar pela obstrução, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). "Se fosse votar o mérito temo que não tivéssemos votos para aprovar, o que seria uma sinalização ruim do país para a Fifa. Então precisamos trabalhar para que essa maioria silenciosa de hoje se transforme numa maioria estridente a favor na semana que vem".
Além do Código Florestal, diversos deputados criticaram a condução do governo no debate sobre a venda de bebidas alcoólicas em estádios durante os eventos da Fifa. Ainda hoje, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, fez nova mudança no entendimento sobre o tema. Segundo ele, mesmo com o texto original, que apenas retira a probição do Estatuto do Torcedor, não seria necessário os estados alterarem leis contrárias à venda de bebidas alcoólicas. Grande parte dos deputados, porém, desconfia que esse discurso não se sustentaria no judiciário e, na prática, os estados terão sim de alterar suas leis.
Estado de São Paulo.
Twitter mostra esboço da primeira interface no aniversário de 6 anos
Foto de caderno de Jack Dorsey estava no Flickr desde 2006, quando desenhou à caneta
RIO - Um caderno, uma caneta e uma boa ideia. Foi o que Jack Dorsey,
cofundador do Twitter, precisou para criar o esboço da primeira
interface do microblog. Nesta quarta-feira, quando a plataforma completa
seis anos, o microblog publicou uma foto histórica do seu primeiro
rascunho. Com o título "My Status", o desenho ainda não fazia referência
ao nome Twitter.
"Quando @Jack fez o primeiro esboço da sua ideia em março de 2006, ninguém poderia prever a trajetória desta nova ferramenta de comunicação. Agora parece que há tantas maneiras de se expressar em 140 caracteres quanto pessoas fazendo isso", disse a companhia.
Dorsey publicou a imagem no Flickr, em 24 de março de 2006. Ele usou uma câmera Canon PowerShot SD450 para fotografar o seu caderno com folhas pautadas reproduzindo a tela do seu computador.
Segundo o microblog, no seu último levantamento foram contabilizados mais de 140 milhões de usuários ativos e 340 milhões de tweets por dia - mais de 1 bilhão a cada 72 horas. "Sem você, é claro, não haveria o Twitter", escreveu o microblog, em tom de agradecimento.
Com a ideia na gaveta por seis anos, o conceito do Twitter foi finalmente implementado e tomou uma nova forma. O nome stat.us, presente no primeiro desenho, deu espaço ao Twtt - ainda sem as vogais “i” e “e” - mais tarde Twitter, o popular pio do passarinho, batizado pelo microblog de Larry - inspirado no mito do basquete Larry Bird, que jogou pelo Boston Celtics.
"Estou feliz, esta ideia é original. Espero que prospere", escreveu Dorsey.
"Quando @Jack fez o primeiro esboço da sua ideia em março de 2006, ninguém poderia prever a trajetória desta nova ferramenta de comunicação. Agora parece que há tantas maneiras de se expressar em 140 caracteres quanto pessoas fazendo isso", disse a companhia.
Dorsey publicou a imagem no Flickr, em 24 de março de 2006. Ele usou uma câmera Canon PowerShot SD450 para fotografar o seu caderno com folhas pautadas reproduzindo a tela do seu computador.
Segundo o microblog, no seu último levantamento foram contabilizados mais de 140 milhões de usuários ativos e 340 milhões de tweets por dia - mais de 1 bilhão a cada 72 horas. "Sem você, é claro, não haveria o Twitter", escreveu o microblog, em tom de agradecimento.
Com a ideia na gaveta por seis anos, o conceito do Twitter foi finalmente implementado e tomou uma nova forma. O nome stat.us, presente no primeiro desenho, deu espaço ao Twtt - ainda sem as vogais “i” e “e” - mais tarde Twitter, o popular pio do passarinho, batizado pelo microblog de Larry - inspirado no mito do basquete Larry Bird, que jogou pelo Boston Celtics.
"Estou feliz, esta ideia é original. Espero que prospere", escreveu Dorsey.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/twitter-mostra-esboco-da-primeira-interface-no-aniversario-de-6-anos-4376200#ixzz1pnU8cycL
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Quem te viu e quem te vê! do Zé Dirceu para Eduardo Jorge (PV) - mas vale para ele mesmo
(Comenmtário do Blog)
O Zé Direceu desce a lenha acima do Eduardo Jorge por virar socialdemocrata e ir para o PV. Mas e ele, mesmo que continue no PT, virou um direitista, enriqueceu fazendo lobby com empresas brasileiras e internacionais. Se foi pobre não se lembra. Hije é o maior defensor do PMDB. é o típico esquerdista hoje de direita.
Veja aqui matéria do Zé Dirceu.
Quem te viu e quem te vê! De radical esquerdista, católico do PT, a raivoso direitista, que não aceita críticas e nem propostas alternativas... Estou falando de Eduardo Jorge (PV), hoje secretário da capital paulista do Verde e do Meio Ambiente, cotado para ser vice-governador na chapa tucana de José Serra (PSDB).
Informa a Folha de São Paulo que ele teria usado a estrutura de sua pasta para rebater as críticas à inspeção veicular ambiental feitas por pré-candidatos a prefeito. Ao comentar o assunto por meio de nota, taxou de "demagógicas" as propostas dos candidatos à prefeitura, Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) para o assunto.
Para quem não sabe, Haddad quer acabar com a cobrança da taxa. Para ele, a melhor saída é que o serviço seja custeado com recursos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
O Zé Direceu desce a lenha acima do Eduardo Jorge por virar socialdemocrata e ir para o PV. Mas e ele, mesmo que continue no PT, virou um direitista, enriqueceu fazendo lobby com empresas brasileiras e internacionais. Se foi pobre não se lembra. Hije é o maior defensor do PMDB. é o típico esquerdista hoje de direita.
Veja aqui matéria do Zé Dirceu.
Quem te viu e quem te vê! De radical esquerdista, católico do PT, a raivoso direitista, que não aceita críticas e nem propostas alternativas... Estou falando de Eduardo Jorge (PV), hoje secretário da capital paulista do Verde e do Meio Ambiente, cotado para ser vice-governador na chapa tucana de José Serra (PSDB).
Informa a Folha de São Paulo que ele teria usado a estrutura de sua pasta para rebater as críticas à inspeção veicular ambiental feitas por pré-candidatos a prefeito. Ao comentar o assunto por meio de nota, taxou de "demagógicas" as propostas dos candidatos à prefeitura, Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) para o assunto.
Para quem não sabe, Haddad quer acabar com a cobrança da taxa. Para ele, a melhor saída é que o serviço seja custeado com recursos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Ficou pior a emenda do que o soneto
Reporter 70. O Liberal.
�� O cerimonial do lançamento do Anuário Mineral diz que não falhou quando não chamou para a mesa oficial o secretário de Mineração, David Leal. Os lugares eram dos secretários especiais.
Sem comentário.
terça-feira, 20 de março de 2012
Sedip propõe ampliar apoio federal a habitats de inovação
A Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), promoveu, na manhã dessa terça-feira (20), no Centro Integrado de Governo, reunião técnica para dotar o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, posteriormente, de proposta estratégica que amplie e aperfeiçoe o apoio federal a habitats de inovação na Amazônia, especialmente na forma de Parques Científicos e Tecnológicos.
![]() |
| Na foto: Secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Rosa ew Carmem Correa do CGEE. |
DATA: 20.03.2012
BELÉM-PARÁ
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 20/03/2012 às 20:49
A Secretaria Especial de Estado de
Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip) promoveu, na
manhã de terça-feira (20), no Centro Integrado de Governo, reunião
técnica para dotar o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos,
posteriormente, de proposta destinada a ampliar e aperfeiçoar o apoio
federal a habitats de inovação na Amazônia, especialmente na forma de
Parques Científicos e Tecnológicos.
Entre as ferramentas que poderão ser implantadas estão os Polos de Inovação, com a finalidade de agregação de valor e uso sustentável da biodiversidade, além do oferecimento de serviços na área de meio ambiente.
Participaram da reunião representantes da comunidade acadêmica e de órgãos públicos e privados, além de integrantes de sistemas locais, estaduais e regionais do setor de inovação.
“Esse tipo de encontro é de grande importância para os nossos projetos, e ter aqui pessoas tão qualificadas e reconhecidas em suas áreas é gratificante”, ressaltou o titular da Sedip, Sidney Rosa. O secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Alex Fiúza de Melo, informou que o Brasil já avançou bastante no setor em comparação a outras décadas. No entanto, frisou ele, “não há um projeto específico para a Amazônia nesse sentido”, mas há condições e técnicos suficientes para reverter esse quadro.
Recursos - O economista Gonzalo Enríquez, assessor especial da Sedip, destacou que a Amazônia é complexa, mas que as políticas adotadas para a biodiversidade da região ainda são as mesmas da década de 1970. “Como pensar em educação, saúde, segurança, ciência e tecnologia sem recursos? Precisamos de mais recursos federais para mudar essa realidade”, afirmou.
A secretária adjunta de Indústria, Comércio e Mineração, Maria Amélia Enríquez, que representou o titular de Seicom, David Leal, citou os modelos de sucesso empregados com a pecuária e os minérios no Pará, e os classificou como “invenções de políticas públicas que poderiam ser adotados para a biodiversidade”.
Ela destacou quatro pontos abordados na reunião: a criação de um conceito objetivo para o marco legal, no sentido de equalizar o interesse público e o governamental; um marco de construção e reforço das capacidades legais, uma vez que a taxa de analfabetismo no Pará é o dobro da brasileira; a construção de infraestrutura adequada, e a concepção de projetos estruturantes. “Postos em prática, esses quatro aspectos, com certeza, ajudariam a desenvolver a nossa biodiversidade”, disse a secretária adjunta.
Entre as ferramentas que poderão ser implantadas estão os Polos de Inovação, com a finalidade de agregação de valor e uso sustentável da biodiversidade, além do oferecimento de serviços na área de meio ambiente.
Participaram da reunião representantes da comunidade acadêmica e de órgãos públicos e privados, além de integrantes de sistemas locais, estaduais e regionais do setor de inovação.
“Esse tipo de encontro é de grande importância para os nossos projetos, e ter aqui pessoas tão qualificadas e reconhecidas em suas áreas é gratificante”, ressaltou o titular da Sedip, Sidney Rosa. O secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Alex Fiúza de Melo, informou que o Brasil já avançou bastante no setor em comparação a outras décadas. No entanto, frisou ele, “não há um projeto específico para a Amazônia nesse sentido”, mas há condições e técnicos suficientes para reverter esse quadro.
Recursos - O economista Gonzalo Enríquez, assessor especial da Sedip, destacou que a Amazônia é complexa, mas que as políticas adotadas para a biodiversidade da região ainda são as mesmas da década de 1970. “Como pensar em educação, saúde, segurança, ciência e tecnologia sem recursos? Precisamos de mais recursos federais para mudar essa realidade”, afirmou.
A secretária adjunta de Indústria, Comércio e Mineração, Maria Amélia Enríquez, que representou o titular de Seicom, David Leal, citou os modelos de sucesso empregados com a pecuária e os minérios no Pará, e os classificou como “invenções de políticas públicas que poderiam ser adotados para a biodiversidade”.
Ela destacou quatro pontos abordados na reunião: a criação de um conceito objetivo para o marco legal, no sentido de equalizar o interesse público e o governamental; um marco de construção e reforço das capacidades legais, uma vez que a taxa de analfabetismo no Pará é o dobro da brasileira; a construção de infraestrutura adequada, e a concepção de projetos estruturantes. “Postos em prática, esses quatro aspectos, com certeza, ajudariam a desenvolver a nossa biodiversidade”, disse a secretária adjunta.
Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção
Avenida Nazaré, 871, anexo - 1º andar. Belém-PA. CEP: 66035-170
Fone: (91) 3201-3684 / 3772
Site: www.pa.gov.br Email: gabinetesedip@gmail.com
Avenida Nazaré, 871, anexo - 1º andar. Belém-PA. CEP: 66035-170
Fone: (91) 3201-3684 / 3772
Site: www.pa.gov.br Email: gabinetesedip@gmail.com
Marcadores:
Amazônia,
economia,
Pará,
parques tecnológicos,
política científica e tecnológica,
Pólos de Desenvolvimento de Inovação,
SEDIP
Quem não foi chamado para compor a mesa?
Todo mundo participou e secretários e autoridades foram chamados para integrar a mesa para o lançamento do ANUÁRIO MINERAL DO ESTADO DO PARÁ, menos o principal Secretário que estava presente no Evento. O Secretário de Mineração, David Leal. Chamou a atenção a falta do representante do setor mineral do Governo do Estado. Entretanto como o Secretário David leal, que alias, trabalhou 35 anos na VALE, é extremamente educado, saiu, depois de cumprimentar, educadamente às autoridadres.
Foi no dia 15 de março, no Espaço São José Liberto, ógão sob o comando da SEICOM. Festa na casa dos outros.
PT se afasta do PSB em mais uma capital
SÃO PAULO
– O PT da Paraíba decidiu neste domingo ter candidatura própria na
capital João Pessoa, mas a proposta dividiu os filiados que votaram.
Foram 1.497 votos (55%) a favor da candidatura petista e 1.226 votos
pelo apoio à ex-secretária de Planejamento da Prefeitura de João Pessoa
Estelizabel Bezerra (PSB), candidata do governador Ricardo Coutinho
(PSB).
A votação marca o afastamento de PSB e PT em mais uma capital, além
da insatisfação do partido com o governo federal. Em São Paulo, alas do
PSB municipal e estadual defendem o apoio ao PSDB, contra o ex-ministro
da Educação Fernando Haddad (PT).
Em Recife, a tentativa do atual prefeito, João da Costa (PT), de
tentar a reeleição sofre resistência dentro do próprio PT e o governador
do Estado, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, ameaça lançar na
disputa o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (PSB).
Em Fortaleza, os dois partidos estão em clima de guerra com a
dificuldade da atual prefeita, Luizianne Lins, em definir candidato que
agrade o grupo. O único integrante do PSB do Ceará a defender a aliança é
o governador Cid Gomes.
Em Belo Horizonte, porém, a relação entre os dois partidos melhorou.
No domingo, a ala do PT que defende manter a coligação com o atual
prefeito, Marcio Lacerda (PSB), venceu a disputa contra o grupo do
vice-prefeito Roberto Carvalho (PT).
Já em João Pessoa, depois da votação de domingo, o provável candidato
do PT será o deputado estadual Luciano Cartaxo, que faz oposição a
Coutinho devido à presença de DEM e PSDB no governo. Cartaxo tem apoio
do diretório estadual e dos outros dois deputados petistas da Assembleia
Legislativa.
A ala derrotada, que é composta pelo deputado federal Luiz Couto e
pelo diretório municipal, defende a manutenção da aliança com o PSB e
ainda pode indicar um nome para concorrer nas prévias contra Cartaxo –- a
inscrição para a disputa interna será do dia 26 ao dia 29 de março,
depois da reunião de delegados confirmar no dia 25 a opção pela
candidatura própria.
O atual prefeito, Luciano Agra (PSB), se considera um nome técnico e
desistiu de disputar a reeleição. Ele era vice de Coutinho e assumiu em
2010, quando o então prefeito renunciou para concorrer ao governo
estadual.
(Raphael Di Cunto/Valor)
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