quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Abandonar Cabral, em vez de família Sarney, é mais racional para petistas




A política de alianças do PT para as eleições deste ano tem pela frente o desafio de abandonar dois aliados intimamente ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o senador José Sarney, patriarca do clã que domina o Maranhão há quase 50 anos, e o governador do Rio, Sérgio Cabral, cuja popularidade jamais se recuperou depois dos protestos de junho.

Ciente de que não é aconselhável comprar duas brigas ao mesmo tempo com caciques do PMDB, maior parceiro no governo federal, o PT tende a jogar ao mar apenas um deles. A escolha de Sofia dos petistas, ao que tudo indica até agora, tem um nome: Cabral.

Se pudessem, os petistas se livrariam dos dois. No Maranhão, porque o cálculo é que a dívida de gratidão de Lula por Sarney ter lhe apoiado nos momentos mais difíceis da crise do mensalão, em 2005, já teria sido paga. Em 2010, o PT nacional tratorou o diretório regional para impor a adesão à reeleição de Roseana Sarney. Agora que o clã quer eleger um sucessor apagado - o secretário da Casa Civil Luís Fernando Silva - os petistas cogitam apoiar Flávio Dino (PCdoB), preterido há quatro anos. O momento é mais do que apropriado para o descolamento. O descalabro das condições carcerárias no Maranhão, que vem chocando a opinião pública com dezenas de mortes de presidiários, alguns degolados, deixa o PT numa situação de constrangimento.

No Rio de Janeiro, a história também vem desde 2010, quando o petista Lindbergh Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, ensaiou disputar o governo estadual, contra a reeleição de Cabral. Com o projeto abortado, Lindbergh se cacifou para o Senado - derrotando um dos capos da máquina do PMDB fluminense, Jorge Picciani, que ficou em terceiro - e passou a acumular força. Sua candidatura já era vista com simpatia por integrantes da direção do PT antes das manifestações de junho. Depois da derrocada de Cabral, tornou-se praticamente irreversível.

Ao comprar essa briga com o PMDB do Rio, no entanto, o PT sabe que perde graus de liberdade em outras frentes. Fazer o mesmo no Maranhão pode ser por demais arriscado. Insatisfeita, a cúpula pemedebista ressuscita a ideia de antecipar a convenção nacional da legenda, numa ameaça de não apoiar a reeleição de Dilma Rousseff. Se vários Estados se opuserem - as seções gaúchas e baianas, por exemplo, são refratárias - fica mais difícil repetir a aliança e a chapa presidencial com Michel Temer como vice.

A escolha por abandonar Cabral é mais racional: deixar de concorrer no Rio, num cenário de fragmentação e desintegração da base, seria perder oportunidade única. O Estado é o segundo maior PIB, terceiro maior colégio eleitoral do país, e o PT tem um candidato competitivo, com mais intenção de votos do que o vice Luiz Pezão, apadrinhado do governador. No limite, o PT pode argumentar que Cabral caiu com as próprias pernas e escândalos: o escárnio dos guardanapos na cabeça em restaurante de Paris, a relação estreita com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, o estilo de governo à distância, com inúmeras viagens internacionais, e a ação truculenta da polícia durante os protestos de rua.

No Maranhão, o PT não conta com um candidato forte, nem tem expressão eleitoral. Ainda depende de uma estrutura de poder que ajudou Dilma a obter 79% dos votos no segundo turno de 2010. Foi o segundo melhor desempenho nas 27 unidades da Federação, atrás apenas do Amazonas, onde amealhou 80% dos eleitores.

O sangue do presídio de Pedrinhas representa o horror mas, pelo jeito, pesará pouco na equação política dos petistas.

Por Cristian Klein. Valor Econômico. 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Exemplo para o minério paraense


Indonésia proíbe exportação de minerais brutos, mas permite remessas da Freeport

Objetivo é forçar os mineiros a processar os materiais no mercado interno


JACARTA - A Indonésia proibiu exportações de minerais brutos no domingo, mas provavelmente irá permitir que gigantes da mineração Freeport McMoRan Copper and Gold e Newmont Mining Corp continuem a enviar bilhões de dólares de cobre ao exterior. A nação do sudeste asiático é o maior exportador mundial de minério de níquel, estanho refinado e carvão térmico e abriga a quinta maior mina de cobre e a pricipal mina de ouro.

A proibição tem como objetivo impulsionar o retomada de longo prazo da Indonésia a partir de sua riqueza mineral, forçando os mineiros a processar seus minérios no mercado interno. Mas as autoridades temem que um corte de curto prazo na receita estrangeira possa ampliar o déficit em conta corrente, que minou a confiança dos investidores e prejudicou a moeda rúpia.

- A partir de meia-noite de 12 de janeiro de 2014, o minério bruto definitivamente não pode ser exportado - disse o ministro de Minas e Energia, Jero Wacik, a jornalistas logo após uma reunião com o presidente e ministros.

No entanto, em uma de suas maiores decisões de política econômica desde que assumiu o cargo há quase 10 anos, o presidente Susilo Bambang Yudhoyono aprovou um regulamento de última hora que provavelmente vai aliviar o impacto da proibição em grandes mineradoras como Freeport e Newmont.

- Não só Freeport e Newmont, mas temos 66 empresas que disseram que vão construir fundições ... essas (empresas) vão ter a chance de exportar minerais processados - disse Wacik. - O ministério da energia, mais tarde, dará mais detalhes sobre os níveis de concentrado permitidos.

A maioria das empresas que deverá sentir o impacto da proibição são pequenas mineradoras nacionais, que são cerca de centenas, que não podem se dar ao luxo de investir centenas de milhões de dólares necessários para construir uma fundição.

Os embarques de minério totalizaram 10,4 bilhões de dólares em 2012, ou cerca de 5 por cento do total das exportações da Indonésia, de acordo com o Banco Mundial.

A incerteza sobre a proibição forçou o maior produtor de cobre da Indonésia, Freeport, a deter as exportações até que o governo proporcione clareza sobre que minerais podem ser exportados, disse um representante do sindicato à Reuters.

Reuters

domingo, 12 de janeiro de 2014

Onde Roseana Sarney esteve nos últimos anos? Em Marte?. Desembargadora Kenarik Boujikian


“Os fatos ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas não nos surpreendem, pois não se trata de algo novo e a situação só vem se agravando lá”, afirma a desembargadora Kenarik Boujikian, presidenta da Associação Juízes para a Democracia (AJD). “Surpreendente é a reação da governadora Roseana Sarney. Onde ela esteve nos últimos anos? Em Marte? Isso só mostra o descaso do Estado em relação à questão prisional.”

Nos últimos dias, as atrocidades no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Maranhão, ganharam o noticiário. Em 17 de dezembro de 2013, quatro presos foram assassinados, sendo três decapitados. Ao todo, desde o início de 2013, 62 detentos foram mortos no estado .

Essas tragédias, porém, não são exclusividade de Pedrinhas nem do Maranhão. Elas se repetem em presídios de todo o Brasil.

Levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) registrou, de fevereiro de 2012 a março de 2013, 121 rebeliões e 769 mortes em 1.598 estabelecimentos do País, além de 2.772 lesões corporais. Uma média de 2,1 mortes por dia dentro dos presídios.




Nessa quinta-feira 9, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), disse que se surpreendeu com a crise no sistema prisional no estado que administra. Foi por aí que comecei a entrevista com a desembargadora Kenarik Boujikian, presidenta da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

Viomundo – A governadora Roseana Sarney (PMDB) disse nessa quinta-feira 9 que se surpreendeu com a crise no sistema prisional do Maranhão. A senhora se surpreendeu?

Kenarik Boujikian — Claro que não! Os fatos ocorridos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas não nos surpreendem, pois não se trata de fato novo e a situação só vem se agravando lá. É a mesma penitenciária que, em 2002, teve uma rebelião que deixou 27 detentos mortos.

Surpreendente, para dizer o mínimo, é a reação da governadora do Maranhão. Onde Roseana Sarney esteve nos últimos anos? Em Marte? Isso só mostra o descaso do Estado em relação à questão prisional. Estou pasma até agora com a declaração dela. É inconcebível!

Veja bem. Em 2006, a Vigilância Sanitária do Estado do Maranhão emitiu relatório condenando as condições de salubridade desse presídio. O juiz Fernando Mendonça interditou-o parcialmente. Decidiu pela proibição de ingresso de qualquer preso a qualquer título nas unidades prisionais daquele complexo prisional até que a equação de uma vaga por preso fosse alcançada. Os dados recentes, porém, mostram que essa decisão não foi aplicada e os problemas apontados pelo juiz maranhense somente se intensificaram.

Além disso, esta espécie de fatos não ocorre só no complexo de Pedrinhas. Em novembro de 2010, tivemos a morte de 18 presos em Pinheiros, também no Maranhão. O que foi feito para se garantir ao menos a vida das pessoas que lá estão entulhadas? Nada!

Há um pacto social que permite ao Estado usar a força e prender as pessoas. Mas esse mesmo pacto prevê que este mesmo Estado tem obrigações com os detidos e com a população. Só que há um total descumprimento do pacto pelo Estado. Esquece-se que um dia todas as pessoas presas sairão detrás dos muros.

Viomundo — Hoje o foco da mídia está principalmente em Pedrinhas, mas penitenciárias em São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Espírito Santo já foram palco de ações violentas e mortes de detentos. O problema é nacional?

Kenarik Boujikian — Os fatos se repetem de norte a sul do Brasil. Lembremos alguns mais conhecidos. Por exemplo, a rebelião no Presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO), em 2002, com 27 mortos. O Massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, quando 111 detentos foram assassinados pela tropa de choque da Polícia Militar. O caso da Penitenciária Central de Porto Alegre, construída para receber 1.984 pessoas, mas que atualmente abriga 4.591. São situações em que o Brasil foi levado a julgamento na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Mas tão grave quanto esses casos que chegaram ao conhecimento do público em geral é o cotidiano das prisões, a invisibilidade do sistema. O descaso é generalizado e infinito o número de violações aos direitos humanos cometidos dentro do sistema prisional.

Viomundo — A violência nos presídios está ligados a que fatores? Qual o peso das facções criminosas?

Kenarik Boujikian — A violência no sistema carcerário tem sua origem mais densa na própria ação/omissão do Estado. Os mutirões carcerários indicam uma série de violações que ocorrem em presídios. Particularmente, o que se constata é que o poder estatal não assegura aos presos condições de respeito à dignidade humana.

O cumprimento da pena em celas superlotadas, fétidas, escuras, úmidas, sem colchões, sem espaço, água imprópria ao consumo humano pode ser classificada como cruel e degradante. Esse quadro é agravado pela negação dos direitos do preso, como direito ao trabalho, ao estudo, ao recebimento de visitas, de alimentação, de votar, etc…

Por certo que, diante da ausência do Estado, as facções se fortalecem e ocupam o lugar, do jeito que bem entendem. E isso também ocorre Brasil afora.

Viomundo – Há décadas eu ouço falar da superpopulação dos presídios. Basta construir mais presídios?

Kenarik Boujikian — Já está provado que apenas construir prisões não solucionará a questão da superlotação carcerária. É só ver os números brasileiros. O que nós temos é o gradativo aumento do número de presídios e de encarceramento, em níveis alarmantes para homens e ainda maiores para as mulheres.

Viomundo – Mas a mídia reforça a ideia de que prisão é solução para todo tipo de criminalidade e que as penas devem ser maiores.

Kenarik Boujikian – Os estudos e os dados mostram que isso é mentira.

Viomundo – Quantas vagas têm os complexos penitenciários do Brasil?

Kenarik Boujikian — Segundo dados de dezembro do Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen) do Ministério da Justiça, 548 mil pessoas compõem a população carcerária no Brasil, mas os complexos penitenciários dispõem de apenas 310,6 mil vagas.

Viomundo — Não está na hora de se discutir para valer penas alternativas para crimes de menor gravidade? Elas poderiam ser parte de uma solução de longo prazo?

Kenarik Boujikian — Essa é uma solução possível, mas não só as penas alternativas, como também a quantidade das penas, melhoria do sistema, fortalecimento das Defensorias Públicas, etc… Em geral, as pessoas não têm a menor noção do significado que é ficar um dia na prisão.

Viomundo — Está cada vez mais presente no Brasil o discurso, amplificado pela mídia, em favor do endurecimento penal, prisão perpétua, Rota na rua, redução da maioridade penal… O endurecimento penal por si só reduziria a criminalidade?

Kenarik Boujikian — O endurecimento penal, em todas as suas formas, como a criação de novos crimes, penas maiores, regime de pena mais grave, não reduz a criminalidade.

O exemplo bem vivo entre nós é o da chamada lei de crimes hediondos, que estipulava que a pena deveria ser cumprida em regime fechado. Passado um tempo, verificou-se que as prisões estavam superlotadas, aumentava o número de presos. Portanto, a lei não serviu para que as pessoas não praticassem crimes.

Outro tema que volta e meia vem a tona é a questão da redução da menoridade penal, o que sequer é possível, diante da rigidez da norma constitucional.

Viomundo – Como a mídia poderia ajudar?

Kenarik Boujikian — Penso que a mídia tem o papel de contribuir para construir uma sociedade justa e solidária. Deve expender esforços para o aprofundamento da democracia, que somente será alcançada quando os direitos civis, políticos sociais e econômicos forem concretizados.

Neste contexto, é importante fornecer dados para população sobre os efeitos da prisionalização, o funcionamento do sistema, as verdades e mentiras sobre as consequências de endurecer as penas.

O que parece é que a imprensa apenas fomenta as soluções hipócritas. Um exemplo bem concreto. Fala-se muito em proibição de uso de telefones para impedir a atuação do crime organizado. Alguém em sã consciência pode dizer que não entram celulares nas prisões? Alguém pode assegurar que é o telefone que vai impedir o funcionamento do crime organizado?

Os telefones entram no sistema prisional e aqueles que não têm acesso — a maioria dos presos — ficam nas mãos dos que têm. Não seria mais lógico e razoável que se instalasse telefones públicos nas prisões, como existe em outros países?

Viomundo – A mídia gritaria contra.

Kenarik Boujikian — Certamente isso irá escandalizar algumas pessoas, mas o fato é que com a permissão, a grande maioria dos presos, que usa o telefone para falar com a família, não ficaria à mercê dos presos que conseguem os celulares.

Este é apenas um exemplo singelo da falta de racionalidade do sistema. O fato principal é que é indispensável repensar os conceitos de crime, justiça e pena. Sem essa revisão séria, com o olhar voltado para o que ocorre dentro dos muros, isso jamais será alcançado.

Por Conceição Lemes,

Que se passou pela mente do Sharon nos últimos 8 anos?


Quem pode afirmar que ele não pensava? que não sentia? A ciência já tem respostas para esse estado do ser humano?. Conheci a história de quem só podia mexer um dedo do pé e mais nada e escreveu um livro. Um enigma da mente. Nada acontece por acaso.

Sharon, odiado como um criminoso de guerra pelos palestinos, pelo mundo árabe e por grande parte da humanidade que prega a paz entre árabes e israelense, foi uma personalidade que despertou sentimentos contraditórios.

Sharon estava em coma desde 4 de janeiro de 2006 devido a um derrame cerebral.

Se diz que Somente Pinochet e Hitler, despertaram tanto ódio como o Sharon.

Sharon sempre será lembrado pela massacre nos campos de refugiados de Sabra e Shatila, mais que por outra obra.




Dez anos depois, política de cotas permite maior ingresso de negros na UnB

Sistema de reserva de vagas será reavaliado pelo Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão em março. Na última década, 18,5% dos formados são negros. Políticas afirmativas permitiram uma mudança importante: 41% dos alunos aprovados entre 2009 e 2013 são afrodescendentes




"Por ser negro, entrei pelas cotas diz 
Higor Faria, 23 anos, funcionário do Tesouro Nacional.

A Universidade de Brasília ganhou mais cor. Nos últimos quatro anos, o ingresso de alunos na UnB consolida uma tendência há muito almejada pela instituição de ensino: a maior presença de negros em sala de aula. Do total de aprovados no Programa de Avaliação Seriada (PAS) e no vestibular entre 2009 e 2013, 41% são negros. Essa mudança tem relação direta com a política de cotas raciais, adotada pela UnB desde 2004, e pela legislação federal que instituiu as cotas sociais em 2012.

Os 20% de vagas exclusivas para negros no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2014 têm chance de serem os últimos da história. As cotas de caráter racial, iniciativa de vanguarda da UnB, serão reavaliadas. A ação afirmativa completa 10 anos e o destino dela está nas mãos dos quase 70 integrantes do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). De 2004 até o ano passado, 18,5% dos estudantes que se formaram pela universidade são negros e ingressaram na instituição graças ao sistema.

Reparação histórica

O funcionário do Tesouro Nacional Higor Faria, 23 anos, entrou pelas cotas para negros em 2008. Na época, a política começava a ser consolidada e vigorava o senso comum de que o ingresso deles faria cair o nível de ensino da instituição. “Éramos bem estigmatizados. Por ser negro, entrei pelas cotas para reafirmar a política. Desde a escravidão, jogaram os negros em um canto e não olharam para eles. Estudei a vida inteira em escola privada. Não acho que a existência das cotas sociais elimine a existência da outra reserva”, afirmou.

Manoela Alcântara - Correio Braziliense.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Enquete do BLOG. Quem é o verdadeiro Playboy do Brasil?


A Conferir. Selecione uma alternativa ao lado e aguarde o resultado. 


Outra tolice do PT

Para PSB, ataque petista pode levar a afastamento irreconciliável


Nota oficial do PSB divulgada na manhã de ontem classifica de "aterradora burrice" mensagem postada na página do PT no Facebook com críticas ao governador de Pernambuco e pré-candidato do partido a presidente, Eduardo Campos. "Só serve para afastar, amanhã, de forma irreconciliável, dois partidos que desde 1989 caminharam quase sempre coligados", afirma.

O texto é assinado pelo vice-presidente nacional do partido, o ex-ministro Roberto Amaral, um dos defensores, no PSB, de que Eduardo Campos não rompesse com o governo federal. Já a mensagem publicada na página do PT na rede social é apócrifa, chama Campos de "tolo" e traidor da aliança com o PT. "Do ponto de vista político, é de aterradora burrice", disse Amaral.

O ex-ministro da Ciência e Tecnologia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva atribui a responsabilidade pelo texto no site do PT à direção nacional do partido, já que não foi retirado. "A atual direção nacional do PT não se sentiu no dever, ditado pelas boas maneiras, de pedir desculpas", afirma o PSB em nota.

No PSB, Amaral está alinhado com a tese de que o partido deve permanecer no campo político que ajudou o PT a governar, num momento em que a maioria do partido se desloca para a oposição mais dura ao governo da presidente Dilma Rousseff.

"Cuspindo para cima, os dirigentes omissos do PT assumem a ingratidão política, esquecidos de que o PSB apoiou Lula nos seus momentos mais difíceis e nas campanhas eleitorais mais inviáveis", diz a nota. "A agressão atinge a um só tempo o candidato do PSB e seu presidente, bem como toda a militância socialista", o que somente interessaria à "direita", segundo Amaral.

Auxiliares da presidente Dilma Rousseff, entre os quais os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Paulo Bernardo (Comunicações), têm condenado os ataques ao PSB. Pimentel, por exemplo, acha importante a presidente manter as pontes com o partido, até mesmo contando com a possibilidade de a eleição presidencial de outubro passar para o segundo turno.

Apesar das críticas dos ministros, o PT manteve a mensagem na página oficial da sigla no Facebook. No entendimento de petistas mais críticos à aliança com o PSB, o partido quer "surfar" na publicidade obtida com o texto, que deixou o governador de Pernambuco em evidência no início de janeiro. Procurado, o vice-presidente nacional do partido, Alberto Cantalice, responsável pelas redes sociais da legenda, afirmou que não iria comentar a nota de Amaral. A mensagem petista foi postada na rede social na terça-feira. No dia seguinte, Eduardo Campos respondeu, classificando-a como "ataque covarde". (RC, colaborou Raphael Di Cunto)Valor Econômico

Desafios ainda pendentes

Após dez anos, Bolsa Família tem desafio de melhorar ensino 


Ribeirão do Largo, no sul da Bahia, e Algodão de Jandaíra, no agreste da Paraíba, são cidades pobres do interior nordestino. Além disso, têm em comum o fato de a cobertura do Bolsa Família ser superior a 75% de suas respectivas populações (a média nacional é 25%). Também são considerados municípios prioritários pelo Ministério da Educação (MEC) por estarem abaixo da média nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), hoje o principal instrumento para medir a qualidade do ensino no país.

Embora quase todos os filhos e filhas dos beneficiários do programa federal de transferência de renda frequentem escola pública, a trajetória de alguns indicadores educacionais que determinam avanço ou retrocesso no ensino nas duas cidades é bem diferente.

Em Algodão de Jandaíra, onde 78% dos quase 2,5 mil habitantes recebem, na média familiar, pouco menos de R$ 150 do Bolsa Família, a nota das escolas públicas no Ideb cresceu nos dois ciclos do ensino fundamental entre 2005 e 2011; a taxa de alunos em séries inadequadas conforme a idade caiu dramaticamente entre 2006 e 2010 (de 62,6% para 10,2%); e o índice de reprovação, que era de 25,9% em 2007, foi reduzido para 11,6% em 2012.

Já em Ribeirão do Largo, o Ideb dos anos iniciais do ensino fundamental não subiu o suficiente para cumprir a meta estabelecida pelo MEC; nas séries finais, a nota caiu de 2,5 para 2,4 entre 2005 e 2011, também aquém da meta de 3. No indicador de distorção idade-série, houve tímida melhora em cinco anos, com redução da taxa de 61,3% para 56,8%, enquanto o índice de reprovação registrou queda mais forte, de 25,9% para 11,6%. Na cidade baiana, 83% dos 8,6 mil habitantes ganham, na média familiar, R$ 132 do programa federal de transferência de renda.

A partir de uma lista de 2.050 municípios prioritários do MEC, a reportagem do Valor levantou outras 24 cidades, uma por Estado, com a maior proporção de beneficiários do Bolsa Família em relação ao total de habitantes e estendeu a análise feita para Algodão de Jandaíra (PB) e Ribeirão do Largo (BA). À primeira vista, a impressão é de melhora generalizada nos indicadores de reprovação e distorção idade-série, mas há pelo menos dez cidades que pioraram nessas duas variáveis e muitas registraram avanços em ritmo bem mais lento que outras, como no exemplo anterior.

Já a avaliação do desempenho das escolas públicas desses municípios no Ideb dos anos finais do ensino fundamental acende uma luz amarela: pelo menos quatro cidades pioraram de nota entre 2005 e 2011 e dez não bateram a meta do indicador. Na média nacional, colégios municipais e estaduais batem a meta do Ideb tanto nos anos iniciais como nos anos finais do fundamental.

Desde o seu lançamento em 2003, o Bolsa Família se consolidou como uma das principais políticas governamentais do Brasil no combate à pobreza e na promoção de ações para superá-la. Graças à condicionalidade na área educacional, que obriga pais e mães a matricular seus filhos na escola e a garantir a frequência de até 85% das aulas, o programa também apresenta resultados positivos em inclusão e permanência na escola.




A melhora no acesso escolar, no controle de faltas e na redução da taxa de abandono por influência do programa é evidente. Mas nesses dez anos de existência, o governo ainda não tem ferramentas suficientes para responder à pergunta essencial: "A qualidade do ensino dos mais de 17 milhões de alunos da rede pública, que hoje são beneficiários do Bolsa Família em todo o Brasil - mais de 40% do total de estudantes -, está melhorando?"

De forma genérica, o governo responde que sim ao promover, na publicidade oficial, muitas histórias de crianças que, ajudadas pelo programa, hoje estão chegando à universidade, mudando uma trajetória familiar historicamente marcada pela baixa escolarização e, em muitos casos, pelo analfabetismo.

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que administra o Bolsa Família em parceria com outros ministérios, governos estaduais e prefeituras, apresenta dados concretos: no ensino médio público, a taxa de abandono escolar dos alunos atendidos pela política federal de transferência de renda é de 7%, contra 11% da média nacional; no ciclo fundamental, a mesma comparação apresenta taxa de 2,9% para alunos do Bolsa Família, um pouco abaixo da taxa média nacional da rede pública (3,2%). No quesito aprovação, os jovens do ensino médio beneficiados pelo programa também têm melhor desempenho na comparação com a média brasileira da rede pública.

Embora o governo comemore, os números, sozinhos, não evidenciam real melhora na qualidade do ensino em função do Bolsa Família, como visto no exercício comparativo entre as duas pequenas cidades na Bahia e na Paraíba. A resposta para a equação é complexa e polêmica. Alguns especialistas acreditam que o impacto do programa de transferência de renda na qualidade da educação é baixo. Há quem sustente que apenas o estímulo para a criança entrar na escola na idade certa e permanecer até o fim da educação básica traz muita vantagem ao ensino.

O secretário-adjunto de Educação do Ceará, Mauricio Holanda Maia, afirma que não é papel do Bolsa Família melhorar o ensino. "Ele dá conta de aumentar o ingresso e a permanência dos meninos e faz isso bem. Mas o programa tem um escopo e não deve-se pedir ao Bolsa Família mais que o seu escopo, para que ele não seja qualificado ou desqualificado em virtude de resultados que realisticamente não dependem dele", opina Maia.

Já Rui Aguiar, especialista em projetos para o Nordeste do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), considera plausível vincular a frequência escolar impulsionada pelo Bolsa Família a melhorias no ensino. "Uma das grandes dificuldades da gestão escolar brasileira ainda é o controle de frequência. Raras escolas respeitam os 200 dias letivos. As crianças que são beneficiadas pelo Bolsa Família, de alguma maneira, passam mais tempo na escola; isso aumenta a probabilidade de vantagens na aprendizagem", avalia Aguiar.

O governo é cauteloso na abordagem da questão e teme comparações simplistas entre o desempenho da educação recebida por estudantes não beneficiários e beneficiários do Bolsa Família. Para Daniel Ximenes, diretor do Departamento de Condicionalidades da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS, é arriscado fazer estudos "aligeirados", que fomentem a criação de rankings. "Não dá para ranquear essas escolas de maneira unilateral. Temos que ter cuidado nas interpretações, tem que ter um compromisso muito técnico e ético. Não é um trabalho rápido e fácil", afirma.

Segundo ele, o MDS se aprofundará na produção de avaliações sobre o impacto do Bolsa Família na qualidade do ensino ao longo do primeiro semestre de 2014. Esse tipo de estudo será feito, principalmente, a partir de informações, já em poder do governo, sobre as 75 mil escolas públicas do país - de um universo de 200 mil - onde a maioria dos alunos é composta por beneficiários do programa de transferência de renda.

Ximenes insiste que avaliações dessa natureza só são boas quando feitas de forma contextualizada. "É preciso analisar e comparar a infraestrutura das escolas, o perfil socioeconômico das famílias, dos professores, sua formação. Tem que analisar a partir de variáveis semelhantes para não deixar a interpretação unidirecional."

Em pesquisa acadêmica recente feita pela professora Maria Inês Caetano Ferreira e por alunas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi constatado que em uma escola pública de Cruz das Almas, no interior baiano, o Bolsa Família não teve influência nos rumos do ensino. As pesquisadoras analisaram anotações dos professores nos diários de classe durante o ano letivo de 2011 e compararam alunos beneficiários e não beneficiários.

De acordo com o estudo, a taxa de aprovação de ambos os grupos foi semelhante, assim como os principais comentários nos diários. "Maioria aprovada por conselho de classe e outros após recuperação", dizia anotação geral sobre alunos regulares e do Bolsa Família aprovados na quarta série do ensino fundamental. "Nesse caso estamos diante de uma aprovação frágil, que tem impacto negativo no aprendizado, não importa se o aluno tem um programa social por trás, não há diferenciação. No fundo, o problema é de qualidade da educação: cabe aos governos estaduais e municipais resolver", avalia Maria Inês.

Em Mairiporã, município prioritário do MEC localizado na região metropolitana de São Paulo, a estratégia para melhorar o desempenho de alunos do Bolsa Família é a aproximação, via Secretaria Municipal de Assistência Social, com as famílias do programa. "Na escola não tem distinção, mas pelo menos a cada 15 dias, ou até semanalmente, nós nos reunimos com pais e mães cadastrados no programa para falar sobre a importância da frequência escolar e do acompanhamento das notas e das atividades dos filhos na escola", conta Maria Lucia Naf, secretaria de Assistência Social de Mairiporã, que tem mais de 13,2 mil beneficiários do Bolsa Família.

Moradora da cidade, a faxineira Maria Aparecida da Silva, de 39 anos, segue as orientações à risca e, além de acompanhar a rotina dos dois filhos na escola, voltou a estudar. Matriculou-se num programa de educação de jovens e adultos. Enquanto a filha cursa a sexta série e o filho está no terceiro ano do ensino médio, ela faz o supletivo e sonha em fazer um curso técnico e trabalhar como paisagista de jardins.

"Sempre pego no pé dos dois. Mesmo do mais velho, não é porque é marmanjo que tem que largar mão. Acho que comigo participando mais da vida deles na escola, eles vão entender que eu estou apoiando e vão se dedicar mais, dar mais valor para essa chance, que eu não tive na idade deles", diz Maria Aparecida, que normalmente usa os R$ 146 que recebe do Bolsa Família para comprar material escolar e cobrir despesas da casa.





Além da condicionalidade para estimular inclusão e a permanência na escola, o Bolsa Família, nos últimos anos, passou a ter articulação mais forte com políticas educacionais que podem ser determinantes para um bom aprendizado. Na educação infantil, o governo lançou, em 2011, o Brasil Carinhoso, que amplia a renda do programa para mães com crianças de zero a seis anos, e lançou a meta de construção de 6 mil creches dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). No ensino fundamental, milhares de escolas com maioria de estudantes beneficiários passaram a fazer parte do Mais Educação, iniciativa do MEC de ensino em tempo integral.

"Nesses dez anos, o Bolsa Família acabou tendo uma dimensão bastante significativa, às vezes maior do que ela deve ser. Virou uma grande plataforma para várias políticas públicas, e aí quando a gente entra na educação acaba tendo uma expectativa bastante elevada, mas o Bolsa não pode resolver todos os problemas de todas as áreas, é um programa que tem seus objetivos, suas características", afirma Ximenes, do Ministério do Desenvolvimento Social.

Valor Econômico


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Acredite se quiser

Após a reunião do Comitê de Emergência criado pelo Governo Federal do Estado e setor de segurança, a Governadora Roseane  Sarney  (PMDB), declaro que a causa de violência provocada nos presídios, se devia ao crescimento que registra o Estado do Maranhão.  

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Quando era Ministro do Governo Federal tudo era diferente


Saiu do Governo, deixou de ser ministro do PT, aí já virou "tolo", Playboy", "neoliberal", etc. E a Marina a mãe de todas as desgraças!. 




BALADA DE CAMPOS

Na terça-feira (7), o PT nacional publicou um texto intitulado "A balada de Eduardo Campos". O artigo diz, entre outros ataques, que o governador é um "tolo", um "playboy mimado" e que "vendeu a alma à oposição" ao descartar aliança com o PT e decidir se lançar ao Palácio do Planalto.

Além de criticar Campos, o texto fez ataques à ex-senadora Marina Silva (PSB), neoaliada de Campos, chamando-a de "ovo da serpente". Segundo o artigo, Marina virou uma "pedra no sapato", em referência às divergências entre os dois frente à política de alianças adotada pelo PSB.

A publicação do artigo causou diversas reações no PSB. Em resposta, Campos escreveunesta quarta-feira (8) uma mensagem em sua página na mesma rede social sobre "o ataque covarde" do partido da presidente Dilma.

"Enquanto os cães ladram, a nossa caravana passa", escreveu o governador. "Sigo firme no debate de alto nível sobre o Brasil, sobre a construção de uma nova política que transforme verdadeiramente a vida das pessoas e do país", concluiu o pernambucano.

O vice-presidente do PSB e líder do partido na Câmara dos Deputados, Beto Albuquerque (RS), que havia rebatido o texto em sua conta no Twitter logo após a publicação, divulgou nota no site do PSB em que dizia que o PT se tornou uma "seita fundamentalista".



UOL




Brincadeira de mal gosto

Essa declaração não pode ser obra do Governador, são apenas 4 novos secretários e não consegue encontrar um que tenha perfil técnico! 

Seria um verdadeiro atestado de incompetência

O Liberal 09/01/2014

Repórter 70 



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

UFPA: Consun vota na adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares


A Administração Superior da Universidade Federal do Pará (UFPA) anunciou, na tarde desta quarta-feira, 18 de dezembro de 2013, na sala de reuniões dos Conselhos Superiores, prédio da Reitoria, o resultado da votação sobre a adesão da UFPA à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A votação foi iniciada na terça-feira, 17, durante Reunião Extraordinária do Conselho Universitário (Consun) e concluída por meio eletrônico em razão dos protestos de manifestantes. A votação computou um total de 71 votos, dos quais, 68 foram favoráveis à adesão, dois contra e uma abstenção.

O total de votos recebidos, 71, representa 81% dos membros do Consun aptos a votar, a saber, 88, excluídos os membros da Administração Superior da Instituição. O número de votantes favoráveis à adesão à Ebserh, 68, representa 96% do total de votos recebidos. Os votos contrários foram 3% e 1% foi de abstenção. Após a divulgação do resultado, o reitor em exercício, professor Edson Ortiz, deu por encerrada a sessão.

Todos os conselheiros puderam se manifestar livremente sobre o assunto pela internet. Um total de 17 conselheiros não votou, mas enviou posicionamentos por e-mail. Todos os e-mailsrecebidos até as 14h desta quarta-feira, 18, foram impressos e arquivados pela Secretaria Geral da UFPA.

Segundo o reitor em exercício, Edson Ortiz, o resultado expressa a decisão da UFPA de aderir à Ebserh. O próximo passo será comunicar a Ebserh sobre essa decisão para que seja iniciado o processo de avaliação das condições dos Hospitais Universitários Bettina Ferro de Souza (HUBFS) e João de Barros Barreto (HUJBB). A avaliação antecede a assinatura do contrato de adesão e tem por fim dimensionar as necessidades dos hospitais, em termos de infraestrutura física, de equipamentos e de pessoal.

Sobre a empresa – A Ebserh gerencia os hospitais universitários do País. Empresa pública de direito privado, os recursos da Ebserh são provenientes da União, sendo os servidores contratados por meio de concurso público e regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A lei prevê o Sistema Único de Saúde (SUS) como única porta de acesso aos serviços hospitalares. No contrato a ser celebrado entre a UFPA e a Ebserh, serão reiterados o SUS como porta única de entrada para o atendimento, bem como a autonomia da UFPA com relação às atividades acadêmicas e de pesquisa desenvolvidas nos hospitais.

A Empresa foi a alternativa apresentada pelo governo federal para equilibrar financeiramente os hospitais universitários e sanar suas deficiências de infraestrutura. Atualmente, os recursos captados pelo Barros Barreto e pelo Bettina Ferro não são suficientes para cobrir os seus custeios. Até então, a Administração Superior redirecionava parte do financiamento da educação para cobrir os gastos com os serviços dos hospitais. No ano fiscal de 2013, a UFPA vai injetar cerca de R$ 15 milhões nos dois HUs. Ainda assim, o valor será insuficiente para que o orçamento saia do vermelho e para que os hospitais mantenham seus serviços regulares.

Texto: Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Laís Teixeira

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Michelle Bachelet é eleita presidente do Chile


Michelle Bachelet confirma favoritismo e, quatro anos depois, volta a ser presidente do Chile



SANTIAGO – Michelle Bachelet foi eleita neste domingo presidente do Chile, tornando-se a primeira mulher reeleita presidente no país e marcando a volta dos socialistas ao poder depois de um mandato comandado pelo direitista Sebastian Piñera, o único desde a redemocratização dos anos 90. Ex-mandatária do país entre 2006 e 2010, a candidata da coalizão oposicionista Nova Maioria bateu a governista Evelyn Matthei no segundo turno do pleito, que teve baixo comparecimento dos eleitores.

- Obrigada por fazer-me parte desta história - disse Bachelet em discurso de agradecimento na noite deste domingo, acrescentando que sua vitória não foi pessoal, mas de um “sonho coletivo” e que é chegada a hora de fazer as “mudanças profundas” no Chile que constam de seu programa de governo, como elaborar uma nova Constituição (a atual foi herdada da ditadura de Augusto Pinochet) e promover reformas profundas em Educação, Saúde e sistema tributário. - Temos a força cidadã, a maioria parlamentar e nos conselhos regionais, as políticas sociais e econômicas, a vontade e a união (para isso). Estou orgulhosa de ser hoje sua presidente eleita, do país que construímos e do que vamos construir. De nós depende seu avanço, cimentar o futuro para que o Chile que todos queremos não seja mais um sonho.

Bachelet, no entanto, vai ter que lutar contra a impressão de que seu governo carece de legitimidade, já que, de acordo com Piñera, apenas 47% dos chilenos habilitados a votar foram às urnas. Já o jornal “La Tercera” indicou que o comparecimento foi ainda mais baixo: 41,93%.

- Temos que aprender a escutar os chilenos que votaram e os que não o fizeram - disse o atual presidente chileno. - No Chile, o voto é voluntário, uma reforma deste governo, porque acreditamos na liberdade.

Apesar disso, em telefonema a Bachelet, Piñera cumprimentou a candidata oposicionista pela vitória, garantindo que ela poderá contar uma “atitude leal, construtiva e patriótica” na transição de governo.

Segundo resultados divulgados pelo Conselho Diretor do Serviço Eleitoral do Chile (Servel), às 22h16 no horário local, 23h16 em Brasília, com 99,96% das urnas apuradas Bachelet tinha quase 3,5 milhões, ou 62,16%, dos votos, contra pouco mais de 2,1 milhões, ou 37,83%, para Matthei. Mas já às 18h56 no horário local (19h56 em Brasília), com 63,85% das urnas apuradas, Bachelet liderava com pouco mais de 2,1 milhões de votos, ou 62,54%, contra 1,27 milhão, ou 37,45%, de Matthei, números que levaram a candidata da situação a reconhecer a derrota.

- Ela (Bachelet) ganhou e depois vou visitá-la - disse Matthei, que cumpriu a palavra e pouco mais de uma hora após reconhecer a derrota foi ao hotel San Franscico, onde Bachelet e seus partidários estão reunidos para acompanhar a apuração, para cumprimentar a adversária. O GLOBO (EMAIL)



Discurso da vitória


Depois de receber a visita da candidata derrotada no comando instalado no Hotel San Francisco, Michelle Bachelet subiu ao cenário instalado na frente do edifício, por volta das 21h40 (20h40 hora local), para saludar um público de cerca de 15 mil pessoas.

A socialista destacou que “o Chile, desde o retorno da democracia, avançou muito, mas agora precisa reconhecer que existem novos desafios. Nesta eleição, os eleitores perceberam que este é o momento histórico para fazer as grandes mudanças”. "Temos condições políticas de fazer as mudanças necessárias", afirmou.

Bachelet também fez um gesto ao movimento estudantil, dizendo que “a vitória também é dos jovens que marcharam desde 2011, mostrando aos políticos que a educação é um direito e não um bem de consumo”.

E sobre a reforma constitucional, que também forma parte do seu projeto de governo, garantiu que “vamos trabalhar por uma nova constituição, que garanta mais direitos sociais, mais justa com todas as expressões da cidadania, desde os que tem mais aos que tem menos recursos econômicos”.

Para terminar, falou que “peço a todos os chilenos agora também se comprometam, porque queremos fazer grandes mudanças neste país. Como presidente, é minha responsabilidade liderar este processo, mas para isso também precisarei do apoio de todos os setores políticos e todas as cidadãs e todos os cidadãos chilenos”.



sábado, 14 de dezembro de 2013

Avaliação positiva do governo Dilma sobe em dezembro, nota CNI/Ibope




BRASÍLIA - Após a queda sofrida no período dos protestos de rua, a avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff aumentou em dezembro, conforme pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope. A gestão atual foi considerada ótima ou boa por 43% dos entrevistados. Em setembro, essa parcela era 37%. Em julho, no auge dos protestos, estava em 31%.

Houve ainda redução na parcela dos que consideram o governo como regular, ruim e péssimo. Os que dizem que o governo é regular são 35% do total - eram 39% em setembro. Outros 20% dizem que o governo é ruim ou péssimo - em setembro, eram 22%.

A pesquisa divulgada foi feita de 23 de novembro a 2 de dezembro com 15.414 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Outro indicador da avaliação do governo é a expectativa com relação ao restante do governo da presidente Dilma Rousseff, que tomou posse em 1º janeiro de 2011 para um mandato que se encerra em 1º janeiro de 2015. Para 45% das pessoas, a expectativa é ótima ou boa. Em setembro, 39% tinham essa opinião. Em julho, 34%. Os que dizem que a expectativa é regular são 30% do total, ante 33% em setembro. Os mais pessimistas, que têm expectativa ruim ou péssima, são 21% - eram 23% no estudo anterior.

Quando as perguntas se referem ao desempenho da presidente, os indicadores não registram a mesma melhora. Ao todo, 56% dos entrevistados dizem aprovar a maneira de governar de Dilma. Em setembro, eram 54%. Esse percentual oscilou dentro da margem de erro. Por isso, não é possível dizer que houve melhora.

O mesmo ocorre com a confiança na presidente. São 52% dos brasileiros que, de acordo com a pesquisa, confiam em Dilma, mesmo percentual obtido na pesquisa anterior.

Apesar disso, o percentual dos que desaprovam a maneira de governar de Dilma caiu de setembro para dezembro, de 40% para 36%. E os que não confiam na presidente oscilaram de 43% para 41%.

(Fábio Brandt e Bruno Peres | Valor)

O Governo Jatene tem apenas 22% de aprovação, e Jatene 39%, diz Ibope


Foto de arquivo
Segundo a pesquisa CNI Ibope, divulgada nesta sexta-feira (13), o governador Simão Jatene (PSDB) tem apenas 22% de aprovação popular.

O governador Omar Aziz, do Amazonas, foi o melhor avaliado: 74% da população do estado consideram o governo como ótimo ou bom. Em seguida, vem Eduardo Campos, de Pernambuco, com 58% de aprovação, e Tião Viana, do Acre, com 55%. Empatados com 49% de aprovação estão Mato Grosso do Sul, governado por André Puccinelli (PMDB), Minas Gerais, por Antônio Anastasia (PSDB), e o Espírito Santo, por Renato Casagrande (PSB).

Os estados que tiveram as piores avaliações foram o Rio Grande do Norte, de Rosalba Ciarlini (DEM), aprovado por 7% da população, e o Distrito Federal, governado por Agnelo Queiroz (PT), aprovado por 9%. O Amapá, de Camilo Capiberibe (PSB), e o Rio de Janeiro, de Sérgio Cabral Filho (PMDB), tiveram o mesmo índice de aprovação, 18%.

A pesquisa CNI-Ibope foi feita entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro em 727 municípios. Para o levantamento sobre os governos estaduais foram feitas 13.412 entrevistas em todas as unidades federativas.

(DOL com informações da Agência Brasil)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Qualquer machismo será duramente condenado, menos.....

Se for para defender mulheres do mensalão. Diferentemente dos homens, que receberam todo o apoio do Pensamento Único (PT) e que cumprem penas em regime, semi aberto, as fêmeas ficaram trancadas em celas o dia todo e a noite toda.

Painel Político.

Folha de São Paulo 09/12/13


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cesta de cobras nas alianças políticas, de lado a lado

PMDB não abre mão de candidatura do
 vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão


Para Cabral, candidatura de Pezão ao governo do Rio é inegociáve
l





RIO - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta quinta-feira ser inegociável a candidatura do vice-governador Luiz Fernando Pezão ao governo estadual em 2014 e classificou como erro político a decisão do PT de desfazer a aliança com o PMDB no Estado para lançar a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

“Pezão é o nome mais preparado para dar continuidade às conquistas que obtivemos no Estado nesses sete anos de governo”, afirmou o governador durante cerimônia no Palácio Guanabara. “ O nome do Pezão é irrevogável, inegociável”.

O governador e outras lideranças do PMDB fluminense aproveitaram o anúncio da instalação de uma fábrica da Land Rover no Estado - um investimento de R$ 750 milhões - para apresentar um discurso afinado em defesa da candidatura de Pezão à sucessão em 2014 um dia depois de o líder do partido na Assembleia Legislativa (Alerj), Domingos Brazão, afirmar que o PMDB poderia abrir mão da candidatura própria.



domingo, 8 de dezembro de 2013

Darwin e a prática da 'Salami Science'


Em 1985, ouvi pela primeira vez no Laboratório de Biologia Molecular a expressão "Salami Science". Um de nós estava com uma pilha de trabalhos científicos quando Max Perutz se aproximou. Um jovem disse que estava lendo trabalhos de um famoso cientista dos EUA. Perutz olhou a pilha e murmurou: "Salami Science, espero que não chegue aqui". Mas a praga se espalhou pelo mundo e agora assola a comunidade científica brasileira.


"Salami Science" é a prática de fatiar uma única descoberta, como um salame, para publicá-la no maior número possível de artigos científicos. O cientista aumenta seu currículo e cria a impressão de que é muito produtivo. O leitor é forçado a juntar as fatias para entender o todo. As revistas ficam abarrotadas. E avaliar um cientista fica mais difícil. Apesar disso, a "Salami Science" se espalhou, induzido pela busca obsessiva de um método quantitativo capaz de avaliar a produção acadêmica.

No Laboratório de Biologia Molecular, nossos ídolos eram os cinco prêmios Nobel do prédio. Publicar muitos artigos indicava falta de rigor intelectual. Eles valorizavam a capacidade de criar uma maneira engenhosa para destrinchar um problema importante. Aprendíamos que o objetivo era desvendar os mistérios da natureza. Publicar um artigo era consequência de um trabalho financiado com dinheiro público, servia para comunicar a nova descoberta. O trabalho deveria ser simples, claro e didático. O exemplo a ser seguido eram as duas páginas em que Watson e Crick descreveram a estrutura do DNA. Você se tornaria um cientista de respeito se o esforço de uma vida pudesse ser resumido em uma frase: Ele descobriu... Os três pontinhos teriam de ser uma ou duas palavras: a estrutura do DNA (Watson e Crick), a estrutura das proteínas (Max Perutz), a teoria da Relatividade (Einstein). Sabíamos que poucos chegariam lá, mas o importante era ter certeza de que havíamos gasto a vida atrás de algo importante.

Hoje, nas melhores universidade do Brasil, a conversa entre pós-graduandos e cientistas é outra. A maioria está preocupada com quantos trabalhos publicou no último ano - e onde. Querem saber como serão classificados. "Fulano agora é pesquisador 1B no CNPq. Com 8 trabalhos em revistas de alto impacto no ano passado, não poderia ser diferente." "O departamento de beltrano foi rebaixado para 4 pela Capes. Também, com poucas teses no ano passado e só duas publicações em revistas de baixo impacto..." Não que os olhos dessas pessoas não brilhem quando discutem suas pesquisas, mas o relato de como alguém emplacou um trabalho na Nature causa mais alvoroço que o de uma nova maneira de abordar um problema dito insolúvel.

Essa mudança de cultura ocorreu porque agora os cientistas e suas instituições são avaliados a partir de fórmulas matemáticas que levam em conta três ingredientes, combinados ao gosto do freguês: número de trabalhos publicados, quantas vezes esses trabalhos foram citados na literatura e qualidade das revistas (medida pela quantidade de citações a trabalhos publicados na revista). Você estranhou a ausência de palavras como qualidade, criatividade e originalidade? Se conversar com um burocrata da ciência, ele tentará te explicar como esses índices englobam de maneira objetiva conceitos tão subjetivos. E não adianta argumentar que Einstein, Crick e Perutz teriam sido excluídos por esses critérios. No fundo, essas pessoas acreditam que cientistas desse calibre não podem surgir no Brasil. O resultado é que em algumas pós-graduações da USP o credenciamento de orientadores depende unicamente do total de trabalhos publicados, em outras o pré-requisito para uma tese ser defendida é que um ou mais trabalhos tenham sido aceitos para publicação.

Não há dúvida de que métodos quantitativos são úteis para avaliar um cientista, mas usá-los de modo exclusivo, abdicando da capacidade subjetiva de identificar pessoas talentosas, criativas ou simplesmente geniais, é caminho seguro para excluir da carreira científica as poucas pessoas que realmente podem fazer descobertas importantes. Essa atitude isenta os responsáveis de tomar e defender decisões. É a covardia intelectual escondida por trás de algoritmos matemáticos.

Mas o que Darwin tem a ver com isso? Foi ele que mostrou que uma das características que facilitam a sobrevivência é a capacidade de se adaptar aos ambientes. E os cientistas são animais como qualquer outro ser humano. Se a regra exige aumentar o número de trabalhos publicados, vou praticar "Salami Science". É necessário ser muito citado? Sem problema, minhas fatias de salame vão citar umas às outras e vou pedir a amigos que me citem. Em troca, garanto que vou citá-los. As revistas precisam de muitas citações? Basta pedir aos autores que citem artigos da própria revista. E, aos poucos, o objetivo da ciência deixa de ser entender a natureza e passa a ser publicar e ser citado. Se o trabalho é medíocre ou genial, pouco importa. Mas a ciência brasileira vai bem, o número de mestres aumenta, o de trabalhos cresce, assim como as citações. E a cada dia ficamos mais longe de ter cientistas que possam ser descritos em uma única frase: Ele descobriu...



O POEMA e o Desenvolvimento Sustentável

Grande verdade!, mas quem teve tudo na mão, a faca e o queijo, o que fez de concreto para mudar a realidade local? Onde foram as experiências de desenvolvimento sustentáveis do POEMA?

As cadeias produtivas para produzir encostos de carros alemães?

Quantos empregos geraram e continuam gerando as empresas criadas pelo POEMA, todas com recursos públicos e empresas internacionais?

No Pará, tudo começa de zero cada 10 anos ou mais e os culpados são os outros.

Veja parte da entrevista do pesquisador Thomas Mitschein, que coordena o POEMA por quase 30 anos.

Entrevista completa no Diário do Pará Clique aqui




DNA marxista


Partido nanico que não tem nada a oferecer ao Pará, como plataforma alternativa de desenvolvimento, obriga ainda, fidelidade partidária.



Novos coronéis, velhos políticos.



Diário do Pará. 08/12/2013
RD.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A Logística Ambiental debatida na UFPA - Evento Internacional


O I Congresso Internacional de Logística Ambiental, I Congresso Amazônico de Logística Ambiental e I Congresso Estadual de Logística Ambiental. 



COm o Tema Central: Adequação das Organizações a Política Nacional dos Resíduos Sólidos nasce para reunir instituições preocupadas e atuantes nas áreas de Logística Ambiental, Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental, para promover maior compreensão sobre os efeitos dessas práticas na construção de uma Política Nacional dos Resíduos Sólidos em conformidade com a Lei 12.305/10, que visa entre outras coisas, planejar e executar uma destinação final segura aos resíduos de acordo com sua classificação e especialidade. Este evento também tem a preocupação de conscientizar as instituições na questão da responsabilidade social que envolve as Cooperativas de Catadores de Resíduos Sólidos e Educação ambiental particularmente para a sociedade local.

Este Congresso visa contribuir e dar início a um debate interdisciplinar sobre os temas propostos entre os atores (acadêmicos, empresários, Poder Público e sociedade) com a finalidade de esclarecer sobre a lei e os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e informar os projetos que estão sendo executados a nível Nacional, por meio de debates, conferência, grupos de trabalho e Palestras. Seu certificado tem carga horária total de 45 horas.

Assim, o evento científico ora proposto, foi estruturado em vários momentos chave:

1. Conferências, Minicursos, Mesa Redonda e Palestras, para as quais sejam convidados nomes de referência nas discussões sobre Meio ambiente; Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Logística Ambiental. Estão previstas também 2 Mesas redondas, cada uma delas com a participação de 2 a 4 conferencistas.

2. Apresentações de trabalhos científicos, para as quais todo e qualquer profissional interessado, ou pesquisador de temas ligados a questões relativas a logística ambiental, educação ambiental, gestão e gerenciamento de resíduos sólidos e demais pertinentes à temática geral do congresso possa submeter proposta de apresentação individual, que será selecionada pelo Comitê Científico do Congresso. Estão previstas, em duas manhãs, apresentações simultâneas, cada uma contando com a apresentação de até 8 trabalhos, o que totaliza um máximo de 64 trabalhos passíveis de serem apresentados no Seminário.

Para saber mais sobre o I Congresso Internacional de Logística Ambiental

clique Aqui




REPÓRTER DIÁRIO
07/12/2013

Educação. O problema está na base




Audiência Pública para definir gestão de de hospitais universitarios

Audiência pública na UFPA. Quem é contra de terceirizar é o PT que ficou fora do poder PSOL, PSTU e que ainda reclama por seu espaço. Quem pariu Matheus que o embale. 


A realidade mudou. Hoje o governo entende da importância de ganhar robustez na gestão de certas instituições que eram responsabilidade do Estado. Cada vez se faz mais necessário entender a importância da gestão publica de forma qualificada, com competência e transparência.

Daí que muitas empresas que são do Governo, do Estado, estão sendo terceirizadas. Isso não significa que deixem de ser públicas, o Objetivo será público, a sociedade e não o particular. Apenas se trata de focar em excelência de serviço, transparência da gestão e politica de lucros revertidos para a sociedade.

Finalmente, depois de 10 anos o Governo Federal tem compreendido da dimensão que ganha o serviço publico realizado por verdadeiros gestores e não somente por militantes do partido no poder.


Depois de que o PT deixou de lado seus principais fundamentos para ganhar pragmatismo, se ve uma luz no final do túnel.


Teremos que ir acompanhando esse processo, já que como tenho dito, neste mesmo blog, o Brasil terá PT por mais 30 anos.


Na década de 1980, quem era PT, era comunista, marxista, na década de 1990, era de esquerda, na década de 2000 é adieto ao Desenvolvimento Sustentável (DS) isso é um verdadeiro coração de mãe que recebe a todos e todas.

O PT só no gosta do Serra e do Aécio, o resto todos podem entrar no seu campo, o majoritários, da base aliada.


Cada vez mais PT/PMDB são parecidos, quase irmãos.

Veja matéria de O Liberal.
07/12/13

Na educação Superior Governo Federal da 10 a qualquer governo do passado

UFPA abre concurso para a contratação de mais professores


São muitas as discussões sobre erros e acertos dos governos do PT, mas não existe duvidas que em educação superior o governo federal tem ido bem e pode melhorar mais, ainda.

Tem, entretanto algumas questões que ficam no ar e perguntas que não podem calar. 
Quanto gasta o Governo por aluno para financiar bolsas em universidades particulares? Quero saber porque já li que é cerca de 150%, isso significa que por cada R$ 500, reais que o aluno recebe o governo para às universidades privadas R$  1.250,00.


OPORTUNIDADE

Remuneração é de R$ 8 mil, com jornada de 40 horas semanais

A Universidade Federal do Pará (UFPA) abriu inscrições do concurso público de 16 vagas para professores da carreira do magistério superior e mais cinco vagas para o processo seletivo de professores substitutos. Os editais foram publicados e estão disponíveis no Diário Oficial da União de ontem.

No concurso público nº. 187/2013 as oportunidades são para professores com titulação de doutorado. A remuneração total é de R$ 8.049,77 em jornada de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva, para atuar nas seguintes áreas: Instituto de Ciências da Arte - Cenografia e Direção de Arte para Cinema e Audiovisual (1), Expografia (1), Gestão Museológica, Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável (1), Produção, Política, Economia e Legislação em Cinema e Audiovisual (1), Teoria e Design do Som e da Música para o Cinema e Audiovisual (1), Anatomia Humana, Movimento e suas Abordagens Fisiológicas Aplicadas à Dança, (1), Sociologia do Teatro (1) e Documentação Museológica (1); Instituto de Ciências Sociais Aplicadas - Gestão de Documentos e Arquivos (3); Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - Gestão Pública e Ordenamento Territorial (1) e População e desenvolvimento (1); Campus Universitário de Cametá - Prática e Metodologia do Ensino de Ciências (1), Produção Vegetal (1) e Cartografia - geoprocessamento, sensoreamento remoto, cartografia (1).

Os candidatos devem fazer a inscrição pelo site www.ceps.ufpa.br, do dia 10 de dezembro deste ano até às 18h do dia 9 de fevereiro de 2014. 5 O valor da taxa de inscrição será de R$ 100,00. Poderá requerer isenção da taxa o candidato que estiver inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) e for membro de família de baixa renda, até o dia 30 deste mês. O resultado das isenções deferidas será divulgado no dia 7 de janeiro, no site so Ceps. O concurso constará de prova escrita, didática, memorial, prática e julgamento de títulos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A VALE e Sarney pintam e bordam com os paraenses!


Foi a opinião fundamentada de um destacado e competente jornalista, que já foi âncora da TV e rádios paraenses



O Liberal, 05/12/13.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Só homem cumprirá prisão em regimen aberto ou em casa! As mulheres pagam pelos homens


Quem se liga para mulher quando tem que defender os presos do mensalão?. Ninguém!


Somente homens foram colocados em regime de prisão flexível, as mulheres deveram cumprir prisão em regime fechado!


Algum macho pediu reginem especial para as mulheres?, tipo assim, "eu cumpro pena em reginem fechado, mas minhas colegas que fiquem em regime aberto" apenas para ser solidário. Mudos, Farinha pouca meu pirão primeiro. 


A final, quem defende as mulher neste país?

domingo, 1 de dezembro de 2013

O fim do tabu: capitalismo estatal fica estável ou sobe nos emergentes

Na América Latina, só dois países privatizaram suas empresas de petróleo nos anos 1990: Bolívia (YPFB) e Argentina (YPF), e neste século reverteram sua decisão.


Era uma vez o Consenso de Washington, que provocou uma onda de privatizações por quase toda a América Latina na década de 1990. Eram tempos da queda do comunismo na Europa Oriental e de apogeu de políticas econômicas neoliberais. Mas no século 21, com a ascensão da China e suas empresas públicas na economia mundial, o capitalismo de Estado deixou de ser um tabu. Alguns países sul-americanos embarcaram em nacionalizações, como Venezuela, Bolívia e Argentina; outros fortaleceram empresas públicas existentes, como a brasileira Petrobras; mas há países como o México onde vigora um monopólio estatal do petróleo - Petróleos Mexicanos (Pemex) - que o presidente Enrique Peña Nieto se propõe abrir ao capital privado sem renunciar à titularidade estatal das explorações.

Mas não é o mesmo capitalismo de Estado na China, onde as empresas abriram parte de seu capital na Bolsa e por ordem do regime começaram a se expandir pelo mundo, ou na Rússia, onde as privatizações foram generalizadas, com exceções como a Gazprom. Na Índia e na Ásia-Pacífico, a presença do Estado na economia foi importante na industrialização dos países. No mundo árabe, não só as petrolíferas são estatais, como também empresas como a química saudita Sabic ou a companhia aérea Emirates. As empresas sob controle estatal representam 80% da capitalização do mercado de valores chineses e mais de 60% do russo, enquanto chegam a apenas 35% no Brasil.

Na América Latina, só dois países privatizaram suas empresas de petróleo nos anos 1990: Bolívia (YPFB) e Argentina (YPF), e neste século reverteram sua decisão. No caso da YPF, o Estado desapropriou os 51% que tinha a Repsol e os restantes 49% continuam sendo privados (o grupo espanhol mantém 12%). Há petrolíferas 100% estatais como a Petróleos de Venezuela (PDVSA), a Petroecuador ou a YPFB e outras que abriram seu capital na Bolsa mas continuam controladas pelo Estado, como a Petrobras (64%) ou a colombiana Ecopetrol (90%).

No âmbito da mineração, o Chile sempre manteve sua estatal Codelco, uma exceção na região. Nos últimos anos a Venezuela nacionalizou empresas industriais e de serviços, enquanto a Bolívia e a Argentina concentraram suas reestatizações no setor terciário. No ano passado a Corporação Andina de Fomento (CAF) destacou em um relatório a boa gestão de empresas estatais da região, como Petrobras, Codelco, a energética colombiana Isagen, o canal de Panamá, a peruana Corporação Fonafe e as Empresas Públicas de Medellín (EPM).

O economista Nouriel Roubini, o guru da crise, opina que o capitalismo de Estado ajudou na etapa inicial de desenvolvimento dos países emergentes, mas agora impede os aumentos de produtividade e é uma das razões da desaceleração desses mercados. Outros analistas detectam por trás dessa crítica um viés ideológico ou interesses econômicos privados. Em todo caso, a força das empresas estatais é uma realidade: 19 das cem maiores companhias do mundo o são, assim como 28 das cem maiores dos mercados emergentes. Não há mais tantas empresas estatais na América Latina como nos anos 1980, mas o debate sobre seu papel se reabriu.

"Comparar a China com a Venezuela é como comparar pêras com vacas", esclarece Andrés López, professor nas Universidades de Buenos Aires e de San Andrés (Argentina). "Em um país subdesenvolvido, a presença do Estado é importante na hora de fomentar o surgimento de setores modernos, o que não significa qualquer tipo de intervenção. O caso da Venezuela me espanta. Em troca, a Petrobras gasta um montão em pesquisa e desenvolvimento. E a Petrobras não é a mesma coisa que a Pemex, que todo mundo indica que é um desastre. A pergunta não é se tenho petroleira estatal ou não, e sim se a administro com critérios de eficiência, produtividade ou para fins políticos", opina López.

O economista chileno Andrés Solimano, presidente do Centro Internacional de Globalização e Desenvolvimento, observa que as renacionalizações da Venezuela ou Bolívia foram "um antídoto para as privatizações" dos anos 1990. "Nas empresas estatais há uma certa lógica redistributiva. A PDVSA financia programas sociais. Também são usadas para a fixação de preços e para subsidiar o consumo interno.

Além disso, dão receitas para o Estado para o gasto público em geral. Mas também há uma certa lógica nacionalista, de impedir que as empresas europeias ou americanas abarquem os recursos naturais", descreve Solimano. Na opinião dele, o desafio está em uma "boa governabilidade, ter cuidado com os conflitos de interesses, porque o Estado deve ser submetido ao controle social".

Óscar Dancourt, ex-presidente do Banco Central do Peru, entra na discussão a partir da experiência de seu país: "Pode-se ter crescimento alto e inflação baixa, com diferentes modelos de crescimento. O tivemos quando havia muitas empresas estatais e também quando estas se reduziram ao mínimo nos anos 2000. Onde há diferenças é na distribuição de renda. Se alguém tem empresas estatais no setor primário exportador, e são bem conduzidas, a participação na renda das matérias-primas é maior". No entanto, Dancourt adverte: "Na China e em outros países asiáticos as estatais foram uma alavanca para industrializar e diversificar o aparelho produtivo, mas não na América Latina".

Antonio Prado, secretário-executivo adjunto da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), lembra que a região recuou no caminho da participação do Estado na produção de bens e serviços na década de 1990. "A intensidade desse processo de privatização variou de um país para outro. E os resultados também foram muito variados, por país e por setor de atividade, o que dificulta uma avaliação de conjunto", salienta. "Em todo caso, o fenômeno não parece ser tão abrangente para se atribuir a ele a responsabilidade pela desaceleração econômica."

Carlos Quenan é vice-presidente do Instituto das Américas em Paris. "Hoje em dia, nem os países mais liberais têm o discurso dos anos 90 de que a chave mestra é privatizar, liberalizar mercados. Em alguns casos se avança na ideia de constituir esse capitalismo de Estado com um setor importante de empresas públicas, como na Venezuela. Há países com uma tradição mais liberal, como o Chile, onde continua havendo um setor estatal fundamental como a Codelco", diz. Quenan lembra que as estatizações da Venezuela ou Bolívia foram pagas com o dinheiro da bonança dos preços das matérias-primas, mas se esse ciclo terminar abre-se uma incógnita sobre a tendência.

Alejandro Rebossio

sábado, 30 de novembro de 2013

Na cara e na vergonha



Uma grande vergonha deveria ter a quadrilha de incompetência que está no comando do Paysandu.


Incompetência, grande ignorância, miopia, egocentrismo é o que caracteriza essa dirigência do Paysandu.


Sem estratégia defina, sem planejamento, somente pensando em arrecadação de grana para fortuna pessoal, os dirigentes do Time que representa a alma e espírito do paraense, mandaram de novo o nosso clube para a terceira divisão.

Contrataram, durante o ano todo, jogadores velhos, sem condição de jogar 90 minutos, gordos demais, fora de total estado físico e, o principal, sem nenhum espirito de paixão pelo time. A imensa maioria dos contratados se riam na cara dos torcedores. Claro, somos torcida de merda!

Esses jogadores abusaram da ingenuidade do paraense, que já vive de ilusão e sempre enganado pelas elites locais e nacionais, agora, os próprios paraenses, dirigentes do Paysandu, incorporam todas as habilidades de quem vive enganando o nosso sofrido torcedor paraense.

Acho que esses jogadores nunca assistiram um jogo nacional ou internacional, para ver a qualidade dos jogos, nunca treinaram 90 minutos nem correram mais de o pre-aquecimento tradicional, básico de 25 minutos. Nunca Vandick, fez um planejamento estratégico para inserir no contexto geral, cada jogo da temporada.

Nunca foi feita uma estratégia de cada jogo, como devemos movimentar o time em cada jogo, quando recuar, quando avançar. Sempre faltou foco e cada jogo o Time era surpreendido pelo adversário. Contrato o lixo do lixo do que vinha de outros estados. Jogadores que estavam parados, meses sem jogar. Aqui chegavam prometendo que depois de "um tempo" estariam em forma. Em qualquer lugar do mundo isso não existe. O profissional é contratado para trabalhar no dia seguinte, não para se preparar e daqui a seia meses começar nas suas funções.

Como se explica que times do sul, nordeste e sudeste, da Série B, que apenas contrataram uma meia duzia de jogadores e que nos seus estados perdem de goleada, aqui enfiam goleada ao Paysandu.

45 minutos é o tempo que aguentavam os jogadores em campo. O vandick Lima, nunca jogou futebol?, somente sabia chutar, não tinha paixão pelo time?, não sabia mudar estratégia, lá pela metade da 37 rodada?.

O que nós torcedores temos feito para merecer esse grupúsculo que assumiu o Paysandu? Para subir aà Série B se passaram 6 anos e três Presidentes. Iremos passar mais 6 anos e enriquecer mais três presidentes voltar à serie B?


É o DNA que está podre nos dirigentes do Time.



A conferir




Diário do Pará

Por que o PT vai ser diferente do resto?


Pecuarista e madeireiro, Deputado do PT, o Capixava Zé Geraldo, especialista em fraudes eleitorais, entrou com recurso contra seu próprio partido. Bebendo sopa do seu próprio chocolate.


Rompeu a Principal regra de ouro do Partido, o Centralismo Democrático.

Imaginem se ele se lixa para uma das regras de honor, como será se assume o poder?

Repórter Diário. 29/11/13

domingo, 24 de novembro de 2013

Muito blá-blá-blá de lado a lado, mas ingenuidade é o que sobra.



Repórter 70.
O Liberal 24/11/2013



Proporção direta. PT é bom para eleição, PSDB muito ruim. Resultado, teremos PT por mais 30 anos

Sabem quando os tucanos vão decidir candidatos? Isso mesmo, no limite da lei e vão perder.

Pressão total tucano-mineira em cima de Aécio Neves 


O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, está sendo pressionado pelos 15 partidos aliados em Minas Gerais, prefeitos e deputados tucanos a decidir de uma vez seu candidato ao governo. Apelam por definição porque o Planalto e o candidato petista, Fernando Pimentel, estão em plena campanha, entregando obras e fazendo eventos políticos, numa ofensiva anti-PSDB.

Apesar da pressão, Aécio Neves só vai decidir o candidato em março de 2014. Acha que a campanha estadual andará no vácuo da corrida ao Planalto. Aécio está entre o ex-ministro Pimenta da Veiga e o deputado Marcus Pestana.

O ex-presidente Lula torce o nariz para a candidatura do ministro Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais. E não para por aí. A pessoas próximas, Lula diz que ele será uma pedra no caminho da presidente Dilma em 2014. (O Globo - Ilimar Franco)