quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Manaus sai na frente

Os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. 

Pouca participação do Pará nos Prêmios Samuel Benchimol e Banco da Amazônia. Ainda pode participar 

Instituídos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Banco da Amazônia, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE) têm por objetivos:

1- Promover a reflexão sobre as perspectivas econômicas, tecnológicas, ambientais, sociais e de empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica;

2- Fomentar a interação permanente entre os setores governamentais, empresariais, acadêmicos e sociais da Região Amazônica;

3- Identificar, analisar, selecionar e divulgar projetos de interesse empresarial e oportunidades de investimento a potenciais financiadores, públicos ou privados; e

4- Agraciar pessoas que se destacam no desenvolvimento sustentável da Região Amazônica.

Entre no endereço abaixo e se candidate, Até domingo 8 de setembro, prazo final. 


Prêmio Benchimol da Amazônia


No domingo encerra o prazo para se candidatar aos Prêmios  Benchimol / Banco da Amazônia . Segue o mapa das candidaturas abaixo e a  capilaridade destes,  inclusive em outros estados fora da região norte.  

Na categoria empresas da Amazônia , em que  se homenageia empresas foram apresentadas, apenas, quatro candidaturas. Trata-se de uma categoria honorífica a empresas que atuam no desenvolvimento da Amazônia.

Reforçamos a importância da categoria e a escassa participação do Estado do Pará.  


 VEJA AQUI AS CATEGORIAS JÁ INSCRITAS.


Categoria Ambiental:

Total 42 Inscritos sendo 02 Acre, 09 Amazonas, 02 Amapá, 01 Maranhão, 01 Minas Gerais, 01 Mato Grosso do Sul, 08 Pará, 02 Paraná, 02 Rio de Janeiro, 01 Rio Grande do Norte, 02 Rondônia, 08 Roraima, 01 São Paulo e 01 Tocantins.

Categoria Econômica e Tecnológica:

Total 49 inscritos sendo 05 Acre, 27 Amazonas, 01 Distrito Federal, 01 Mato Grosso do Sul, 07 Pará, 03 Rondônia, 03 Roraima e 02 São Paulo.

Categoria Social:

Total 40 Inscritos sendo 15 Amazonas, 02 Amapá, 12 Pará, 01 Rio de Janeiro, 03 Rondônia, 05 Roraima, 01 Rio Grande do Sul e 01 São Paulo.

Categoria Empreendedorismo Consciente:

Total 16 Inscritos Sendo 01 Acre, 06 Amazonas, 01 Maranhão, 06 Pará e 02 São Paulo.

Categoria Suporte ao Desenvolvimento Regional:

Total 13 Inscritos sendo 01 Acre, 08 Amazonas e 02 Amapá, 01 Pará e 01 Rondônia.

Categoria Personalidade Amazônica:

Total 13 Indicados Sendo 03 Acre, 01 Amazonas, 02 Pará, 01 Rondônia e 03 Roraima.

Categoria Empresas na Amazônia:

Total 04 Indicados Sendo 01 Amazonas, 01 Mato Grosso, 01 Pará e 01 Roraima.


Total de 177 Inscritos até as 10horas do dia 04/09/13


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Quem pariu Matheus que o embale


TRE condena Ana Júlia. Defesa promete recorrer.


Decisão por três votos a um deixa a ex-governadora inelegível até 2020


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará condenou por três votos contra um a ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) e o seu então candidato a vice, Anivaldo Vale (PR), por conduta vedada a agentes públicos em período eleitoral, decidindo pela aplicação de multa de 200 mil e 100 mil UFIRs (Unidade de Referência Fiscal), respectivamente. Ana Júlia foi condenada por firmas convênios com municípios do interior e repassar verbas públicas em período vedado pela legislação eleitoral, ou seja, a partir de 3 de julho daquele ano. A multa a Ana Júlia equivale a R$ 500 mil e a Anivaldo, R$ 240 mil.

Com a condenação, a ex-governadora ficará inelegível até 2020. A ação de investigação judicial eleitoral impetratada em 2010 contra Ana Júlia pela Coligação "Juntos com o Povo'' voltou à pauta ontem, após pedido de vista do desembargador Agnaldo Corrêa, na sessão de 27 deste mês. Na ocasião, a juíza Eva Coelho já havia proferido o seu voto. Ela excluiu do processo Fernando Carneiro, José Júlio Lima e a Coligação Frente Popular Acelerá Pará, também citados na ação.

Em seu voto vista, o desembargador Agnaldo Corrêa apresentou liminar de ofício com pedido de extinção do processo sem resolução do mérito, pela violação ao rito sumaríssimo. Argumentou que o entendimento da relatora havia se firmado com base em documentos apresentados após a audiência inicial da representação, quando todas as provas devem ser levantadas, ferindo à formalização. A relatora reagiu dizendo que a matéria havia sido plenamente discutida na Casa, com garantia de ampla defesa para os representados.

Na discusão do mérito, o desembargador Agnaldo Corrêa manteve voto divergente da relatora, ao afirmar que os convênios e o repasse da verba federal aos municípios era de ''interesse público não de interesse privado'', por ter sido vinculado à lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado, em 15 de setembro de 2010. "Não existiu partidarização. Todos os partidos receberam verbas dos convênios. O próprio PSDB, que é o cabeça da representação, se beneficiou. Tenho certeza que esta representação perdeu o objeto'', ponderou o magistrado, mais uma vez foi vencido. Votaram com a relatora os juizes Ruy Dias de Souza Filho e Ezilda Pastana Mutran. O juiz João Batista Vieira dos Anjos se declarou impedido de votar e a juiza Célia Regina de Lima Pinheiro pediu para não participar do julgamento por não ter acompanhado a apreciação completa da matéria.
O Liberal, 04/09/13

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Empresário mais querido do BNDES

Acabaram os recursos públicos, a crise chegou

Eike pode vender Glória a Acron


O empresário Eike Batista está finalizando negociações para vender o Hotel Glória ao fundo de investimento suíço Acron. A informação foi confirmada à agência de notícias Dow Jones pelo diretor de comunicação do fundo, Kai Bender. A oferta de R$ 225 milhões (US$ 94,9 milhões) pelo empreendimento, que só tem a fundação pronta e a fachada preservada, surpreendeu empresários que também negociavam com a REX, braço imobiliário do grupo EBX.
 Valor Econômico.

Caiu na Rede.....


BRASÍLIA - (Atualizada às 17h48) Em conversa na manhã desta segunda-feira, 2, com o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, pediu informações por escrito sobre os documentos que revelaram que os EUA espionaram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores.

Figueiredo disse que expressou a “indignação” do governo brasileiro com os fatos revelados e que espera receber uma resposta ainda nesta semana.

Segundo o chanceler, Shannon respondeu que se comunicaria hoje com a Casa Branca, apesar do feriado americano do Dia do Trabalho.

Medidas concretas

Figueiredo se recusou a comentar se a viagem de Dilma a Washington, marcada para o mês que vem, está ou não confirmada, gerando a suspeita de que a presidente poderia cancelar a visita. Ele também disse que o Brasil só decidirá sobre eventuais medidas concretas sobre o assunto depois de receber a resposta dos EUA.

Em relação à conversa com o embaixador americano, Figueiredo disse que ele “entendeu o que foi dito” e buscará uma resposta. “Muitas vezes se acha que diplomacia é dar um jeito de explicar as coisas de forma sinuosa, não é. As coisas, quando têm de ser ditas de forma clara, o são, e foram ditas de forma muito clara”, disse o chanceler.

Proteção

Figueiredo informou ainda que o governo brasileiro está conversando com outros países desenvolvidos e em desenvolvimento para avaliar como eles se protegem desse tipo de situação e que ações conjuntas podem ser tomadas para tratar do tema, que classificou como “grave”.

As denúncias também serão levadas para discussão nos foros internacionais, disse Figueiredo.

Ministro da Justiça

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o Brasil ainda não recebeu explicações conclusivas dos EUA, mas que “tomará as medidas necessárias” em relação ao caso.

“Se confirmados os fatos, isso representará uma violação inaceitável e inadmissível da nossa soberania. Isso não pode acontecer sob nenhum pretexto, mesmo para investigação de dados ilícitos. E quando a investigação acontece em uma dimensão política, empresarial, do ponto de vista valorativo, a situação fica, sem sombra de dúvida, piorada”, declarou Cardozo em entrevista coletiva ao lado do chanceler Figueiredo Machado.

O ministro classificou as interceptações das comunicações do governo brasileiro como “inadmissíveis e caracterizadores de uma situação que não condiz com as relações bilaterais e a parceria estratégica que o Brasil tem com os EUA”.

Ele sublinhou que a espionagem não tinha nada a ver com o combate ao terrorismo ou ao crime organizado, mas atingiram a chefe do governo brasileiro com objetivos políticos e comerciais.

“Os brasileiros amam tanto sua Constituição como os americanos amam a deles. Esse tratamento entre países exige um protocolo que legitime essa situação”, defendeu.

Cardozo voltou de uma viagem aos EUA, na sexta, 30m de agosto, sem a concordância dos americanos em relação à proposta brasileira de que toda interceptação de dados em território nacional fosse feita apenas diante de indícios de práticas criminosas e com ordem judicial de uma corte brasileira, respeitando o princípio da presunção da inocência.

O governo americano respondeu que não concorda em fazer um acordo desse tipo não só com o Brasil, mas com nenhum país do mundo.

(Maíra Magro | Valor)

Tem ponto de vista para todos os gostos

O fascismo do PT contra os médicos

LUIZ FELIPE PONDÉ
O PT está usando uma tática de difamação contra os médicos brasileiros igual à usada pelos nazistas contra os judeus: colando neles a imagem de interesseiros e insensíveis ao sofrimento do povo e, com isso, fazendo com que as pessoas acreditem que a reação dos médicos brasileiros é fruto de reserva de mercado. Os médicos brasileiros viraram os "judeus do PT".
Uma pergunta que não quer calar é por que justamente agora o governo "descobriu" que existem áreas do Brasil que precisam de médicos? Seria porque o governo quer aproveitar a instabilidade das manifestações para criar um bode expiatório? Pura retórica fascista e comunista.
E por que os médicos brasileiros "não querem ir"?
A resposta é outra pergunta: por que o governo do PT não investiu numa medicina no interior do país com sustentação técnica e de pessoal necessária, à semelhança do investimento no poder jurídico (mais barato)?
O PT não está nem aí para quem morre de dor de barriga, só quer ganhar eleição. E, para isso, quer "contrapor" os bons cidadãos médicos comunistas (como a gente do PT) que não querem dinheiro (risadas?) aos médicos brasileiros playboys. Difamação descarada de uma classe inteira.
A população já é desinformada sobre a vida dos médicos, achando que são todos uns milionários, quando a maioria esmagadora trabalha sob forte pressão e desvalorização salarial. A ideia de que médicos ganham muito é uma mentira. A formação é cara, longa, competitiva, incerta, violenta, difícil, estressante, e a oferta de emprego decente está aquém do investimento na formação.
Ganha-se menos do que a profissão exige em termos de responsabilidade prática e do desgaste que a formação implica, para não falar do desgaste do cotidiano. Os médicos são obrigados a ter vários empregos e a trabalhar correndo para poder pagar suas contas e as das suas famílias.
Trabalha-se muito, sob o olhar duro da população. As pessoas pensam que os médicos são os culpados de a saúde ser um lixo.
Assim como os judeus foram o bode expiatório dos nazistas, os médicos brasileiros estão sendo oferecidos como causa do sofrimento da população. Um escândalo.
É um erro achar que "um médico só faz o verão", como se uma "andorinha só fizesse o verão". Um médico não pode curar dor de barriga quando faltam gaze, equipamento, pessoal capacitado da área médica, como enfermeiras, assistentes de enfermagem, assistentes sociais, ambulâncias, estradas, leitos, remédios.
Só o senso comum que nada entende do cotidiano médico pode pensar que a presença de um médico no meio do nada "salva vidas". Isso é coisa de cinema barato.
E tem mais. Além do fato de os médicos cubanos serem mal formados, aliás, como tudo que é cubano, com exceção dos charutos, esses coitados vão pagar o pato pelo vazio técnico e procedimental em que serão jogados. Sem falar no fato de que não vão ganhar salário e estarão fora dos direitos trabalhistas. Tudo isso porque nosso governo é comunista como o de Cuba. Negócios entre "camaradas". Trabalho escravo a céu aberto e na cara de todo mundo.
Quando um paciente morre numa cadeira porque o médico não tem o que fazer com ele (falta tudo a sua volta para realizar o atendimento prático), a família, a mídia e o poder jurídico não vão cobrar do Ministério da Saúde a morte daquele infeliz.
É o médico (Dr. Fulano, Dra. Sicrana) quem paga o pato. Muitas vezes a solidão do médico é enorme, e o governo nunca esteve nem aí para isso. Agora, "arregaça as mangas" e resolve "salvar o povo".
A difamação vai piorar quando a culpa for jogada nos órgãos profissionais da categoria, dizendo que os médicos brasileiros não querem ir para locais difíceis, mas tampouco aceitam que o governo "salvador da pátria" importe seus escravos cubanos para salvar o povo. Mais uma vez, vemos uma medida retórica tomar o lugar de um problema de infraestrutura nunca enfrentado.
Ninguém é contra médicos estrangeiros, mas por que esses cubanos não devem passar pelas provas de validação dos diplomas como quaisquer outros? Porque vivemos sob um governo autoritário e populista.
Luiz Felipe Pondé
Luiz Felipe Pondé, pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, "Contra um mundo melhor" (Ed. LeYa). Escreve às segundas na versão impressa de "Ilustrada".

Artigo publicado na Folha de S.Paulo, de 02.09.2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Política Mineral no Pará


 

 

A Secretária Adjunta da SEICOM em Audiência Pública No Senado Federal



  




Visualizações do Blog do Enríquez por países 31/08/2013



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Manifestações contra cubanos são 'imenso preconceito', diz Dilma

Atitude é xenofóbica!!



A cara do Brasil moderno

Visita que a terça feira a Presidenta fez à Câmara dos Deputados rendeu..

STF tinha condenado deputado Natan Donadon (PMDB-RO) a prisão, mas seus pares deputados negam cassação.

Plenário da Câmara nega cassação, parlamentar cumpre pena na Papuda.
Agora ele vai atuar como deputado na cadeia.



Política Monetária manda.


Com Selic a 9%, poupança retoma regra e rende TR mais 0,5% ao mês

Em linha com o esperado pelo mercado e pelos economistas, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve o passo de ajuste das condições monetária e subiu a Selic em meio ponto percentual para 9% ao ano, maior taxa desde abril do ano passado.


A decisão desta quarta-feira foi unânime e sem viés e o breve comunicado divulgado pelo colegiado manteve a redação vista nos encontros de maio e julho: “Dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 9% ao ano, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.


Com a taxa básica de juros subindo a 9% ao ano, o rendimento da caderneta de poupança retoma a “regra antiga”, ou seja, passa a ser de 0,50% ao mês, mais Taxa Referencial (TR), o que representa um retorno anual de 6,17% mais TR.


O tradicional investimento rende pouco mais do que a inflação projetada para o período – o IPCA esperado para os próximos 12 meses está em 6,08%.
Valor. 

Passo a passo, golpe a golpe....Quase 1000





Facebook quer mais

Facebook pode triplicar receita com publicidade móvel, diz consultoria

Os esforços do Facebook para ganhar dinheiro com a venda de anúncios para dispositivos móveis parecem estar surtindo efeito. A avaliação é da empresa de pesquisa e Marketer.


A expectativa é que a participação da rede social nos investimentos publicitários para aparelhos móveis em todo o mundo chegue a 15,8% no fim do ano. É quase três vezes mais que os 5,35% registrado no fim de 2012 — o primeiro ano em que a companhia vendeu esse tipo de anúncio. A estimativa inicial da eMarketer era de que a parcela do Facebook chegaria a 12% do total de 2013. O mercado total de publicidade em aparelhos móveis terá um crescimento de 89% em 2013, chegando a US$ 16,65 bilhões, segundo a eMarketer.

O segmento continuará sob a liderança do Google, com 53,17% de participação, leve alta em relação aos 52,36% registrados em 2012. De acordo com a eMarketer, o desempenho será resultado do aumento nas buscas feitas por meio de dispositivos móveis e de novas fontes de receitas a partir do YouTube.

O Google também se manterá como o principal destino para a publicidade digital em todo o mundo em 2013, com um terço do mercado. No ano passado, a parcela era de 31,46%. O Facebook ficará em segundo lugar, com 5,41% (era 4,11% em 2012). Segundo a eMarketer, o Yahoo perderá um pouco de espaço (a participação sairá de 3,37% para 2,97%) e a Microsoft terá um desempenho praticamente estável (de 2,46% para 2,49%).

O mercado de publicidade digital no mundo pode chegar a uma receita de US$ 117,6 bilhões em 2013, alta de 13% na comparação com 2012, conforme cálculos da eMarketer.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Diplomacia à deriva



Por Rosângela Bittar

A presidente Dilma Rousseff demitiu o chanceler Antonio Patriota em boa hora, por motivo forte, para alívio dela, do staff do Itamaraty enjoado da perda de poder e prestígio e, com certeza, do próprio ministro, cansado de ouvir todos os dias advertências sobre sua demissão iminente. Dilma queria, e não escondia, defenestrá-lo há muito tempo, por que não o fez não se sabe. Talvez pela dificuldade que tem de trocar ministros. Suas frituras são longas e dolorosas.

Escolheu para substituí-lo o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, um diplomata em quem já confiava porque, apesar do fiasco da Rio+20, avaliou que ele foi hábil negociador e fez tudo o que podia para reduzir o fracasso a só uma aparência.

Acaba por aí a clareza do episódio de remoção do senador boliviano Roger Molina da embaixada brasileira na Bolívia para Brasília, conduzido espetacularmente estrada afora por Eduardo Saboia, o encarregado de negócios da embaixada e embaixador substituto, hoje já um herói nacional pelo quixotesco feito.

Figueiredo tem missão que desafia o hábil negociador

Ciclofaixas da rua Mundurucus

Confira o Tweet de @blogdoenriquez: https://twitter.com/blogdoenriquez/status/372706279396896768

Jader.... SUDAM? Plano Marajó? coisa do PT/PMDB


Zenaldo o culpado

Diario do Pará. RD. 
 















segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Partido de Marina Silva deve filiar apenas três deputados




BRASÍLIA - Apenas dois deputados federais e um senador acompanharam a ex-senadora Marina Silva no pedido de registro do seu novo partido, o Rede Sustentabilidade, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira. A falta de apoio de parlamentares deve limitar a campanha de políticos do partido a poucos segundos de propaganda eleitoral na televisão e rádio.

Acompanharam o protocolo os deputados Walter Feldman (PSDB-SP) e Domingos Dutra (PT-BA) e o senador Pedro Simon (PMDB-RS). O pemedebista, porém, disse que não vai trocar de partido e que foi apenas apoiar o registro do Rede. Apenas um outro deputado deve se filiar ao partido, na conta dos dirigentes: Alfredo Sirkis (PV-RJ), que não foi ao ato por já ter um compromisso em seu Estado no mesmo horário.

A falta de tempo de propaganda eleitoral deve dificultar a candidatura de Marina à Presidência e de possíveis candidatos aos governos estaduais e ao Legislativo. Com três deputados, o partido terá direito a cerca de seis segundos de propaganda, fora o tempo distribuído igualitariamente entre os candidatos.

“A incerteza sobre o registro dificultou as filiações. Muitos deputados mostraram interesse no partido, mas disseram que não podiam arriscar ficar sem legenda para 2014. Quem está vindo é porque acredita nas ideias do Rede”, afirmou o deputado Walter Feldman ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor.

Para Feldman, a falta de tempo de televisão é um problema a ser contornado com uma estratégia diferente de mobilização, como propaganda pelas redes sociais. Ele reconhece, porém, que esse instrumento não atinge toda a população, e que a sigla terá que pensar em novas formas de chegar aos eleitores.

“A última campanha [de 2010] já mostrou que a mídia abre espaço, com entrevistas e nos telejornais, para os candidatos que se mostram competitivos”, disse. “Também podemos fazer coligação com outro partido”. Em 2010, Marina ficou em terceiro lugar na eleição para presidente, com 20 milhões de votos, mesmo com escasso tempo de propaganda na TV.

Feldman aponta outro problema eleitoral causado pela incerteza do registro: o pouco tempo para convencer pessoas de fora da política a se candidatarem. “Nosso estatuto prevê que 30% das vagas para o Legislativo fique com candidaturas avulsas, de pessoas ligadas a uma bandeira e que não pertencem à estrutura partidária. Cada Estado começou a levantar o nome desses possíveis candidatos, mas o tempo para convencimento vai ser curto”, afirmou.

O Rede corre contra o tempo para conseguir o registro até 5 de outubro, prazo legal para participar das eleições de 2014. O partido protocolou nesta segunda-feira o pedido de fundação no TSE mesmo sem os cartórios terem certificado todas as 492 mil assinaturas de apoio necessárias – cerca de 220 mil ainda estão sendo analisados pelos cartórios eleitorais.

Por Raphael Di Cunto e Juliano Basile | Valor


domingo, 25 de agosto de 2013

Avião negreiro - ELIANE CANTANHÊDE



BRASÍLIA - Ninguém pode ser contra um programa que leva médicos, mesmo estrangeiros, até populações que não têm médicos. Mas o meio jurídico está em polvorosa com a vinda de 4.000 cubanos em condições esquisitas e sujeitas a uma enxurrada de processos na Justiça.

A terceirização no serviço público está na berlinda, e a vinda dos médicos cubanos é vista como terceirização estatal --e com triangulação. O governo brasileiro paga à Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que repassa o dinheiro ao governo de Cuba, que distribui entre os médicos como bem lhe dá na veneta.

Os R$ 10 mil de brasileiros, portugueses e argentinos não valem para os que vierem da ilha de Fidel e Raúl Castro. Seguida a média dos médicos cubanos em outros países, eles só embolsarão de 25% a 40% a que teriam direito, ou de R$ 2.500 a R$ 4.000. O resto vai para os cofres de Havana.

Pode um médico ganhar R$ 10 mil, e um outro, só R$ 2.500, pelo mesmo trabalho, as mesmas horas e o mesmo contratante? Há controvérsias legais. E há gritante injustiça moral, com o agravante de que os demais podem trazer as famílias, mas os cubanos, não. Para mantê-los sob as rédeas do regime?

E se dez, cem ou mil médicos cubanos pedirem asilo? O Brasil vai devolvê-los rapidinho para Havana num avião venezuelano, como fez com os dois boxeadores? Olha o escândalo!

O Planalto e o Ministério da Saúde alegam que os cubanos só vão prestar serviço e que Cuba mantém esse programa com dezenas de países, mas e daí? É na base de "todo mundo faz"? Trocar gente por petróleo combina com a Venezuela, não com o Brasil. Seria classificado como exploração de mão de obra.

Tente você contratar alguém em troca de moradia, alimentação e, em alguns casos, transporte, mas sem pagar salário direto e nem ao menos saber quanto a pessoa vai receber no fim do mês. No mínimo, desabaria uma denúncia de trabalho escravo nas suas costas.

Mais PT envolvido em rolo com propina de empresa

Petista teria oferecido propina em nome da Oi

Acusação contra o deputado Vicente Cândido (SP) foi feita pela revista 'Veja'

O conselheiro da Anatel que teria recebido a oferta esteve duas vezes em seu gabinete, afirma a publicação


O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) é acusado de oferecer propina a um conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para que a empresa Oi fosse beneficiada com a redução de multas pendentes com o órgão.

De acordo com reportagem da revista "Veja", o parlamentar se reuniu em Brasília com Marcelo Bechara, um dos conselheiros da Anatel, para tratar do tema.

No encontro, realizado no gabinete do deputado, sempre segundo a revista, Cândido ofereceu propina a Bechara para que ele atuasse a favor da Oi, companhia de telecomunicações que tem dívidas com a Anatel avaliadas em mais de R$ 10 bilhões.

A Anatel, responsável por regulamentar e fiscalizar as empresas do setor, discute no momento se as companhias poderão usar parte dinheiro que seria destinado a honrar o débito para fazer novos investimentos.

À revista, Cândido admitiu ter perguntado a Bechara "se ele tinha honorários". O deputado, ainda de acordo com a "Veja", confirmou ter atuado a favor da Oi, já que diz ser amigo de importantes sócios da empresa, mas afirmou não receber por isso.

Bechara, que disse à revista ter estranhado a "abordagem" do deputado, voltou ao gabinete para uma segunda reunião, afirma a publicação.

A fusão da Oi com a Brasil Telecom, um dos maiores negócios da história do setor, ocorreu em 2008 com o apoio do governo Lula, simpático com a ideia de uma grande tele nacional.

Ontem, a companhia soltou nota sobre o assunto: "a Oi refuta qualquer ilação de que haja atuação de terceiros em seu nome no âmbito da Anatel. A empresa desautoriza qualquer pessoa que tente atuar indevidamente em seu nome em atos que estejam em desacordo com a lei e princípios éticos".

Procurados ontem pela Folha, Vicente Cândido e Marcelo Bechara não foram encontrados.

sábado, 24 de agosto de 2013

Criada Comissão Especial para realizar eleições na UFOPA



Em reunião extraordinária do Conselho Universitário da UFOPA (CONSUN), ocorrida nesta quinta-feira, 22, o reitor Pro Tempore José Seixas Lourenço anunciou a criação de uma Comissão Especial, que tem como objetivo consultar a comunidade e propor normas para o processo de eleição do reitor e do vice-reitor da Universidade. A Comissão, composta por seis conselheiros - com representação de docentes, discentes e técnicos - e presidida pelo Prof. Marcos Ximenes Ponte, tem um prazo de 10 dias úteis, a contar a partir desta sexta-feira, 23, para formular as normas e apresentar a proposta de calendário eleitoral, que nortearão as primeiras eleições diretas da UFOPA. A proposta recebeu o apoio do Pleno do Conselho, por aclamação.

Durante a reunião, o reitor também anunciou a constituição de uma Comissão Especial para elaborar, no prazo de 180 dias, o Regimento Interno da UFOPA, dada a aprovação do Estatuto da Universidade pelo MEC no último dia 16. A medida também foi apoiada por aclamação.

Por aclamação o plenário do CONSUN adotou ainda a Nota da Reitoria sobre Estatuto e Eleições, publicada no último dia 21.

Comunicação/UFOPA

22/8/2013

Estatuto pronto para eleições na UFOPA.



UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ – UFOPA


Nota da Reitoria sobre o estatuto e eleições na UFOPA


A Reitoria da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA compartilha com a Comunidade Universitária e com a população a aprovação, pelo Ministério da Educação – MEC, do seu Estatuto, publicado no Diário Oficial da União do dia 16 de agosto último, depois de amplo e exaustivo processo interno de discussões, estudos e análises, que envolveram todos os segmentos e instâncias da Universidade.

A UFOPA tem sua sede em Santarém e os demais câmpus nos Municípios de Alenquer, Itaituba, Juruti, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná, podendo expandir sua atuação para outros municípios.

A Reitoria da UFOPA torna público o seu reconhecimento aos esforços do ministro e dos demais altos dirigentes do MEC, que atenderam ao permanente e reiterado pedido de celeridade para a análise e aprovação do Estatuto, devendo ser destacado também o precípuo papel do Conselho Universitário da UFOPA, inclusive das suas Câmaras e Comissão Especial, que, ao harmonizar o texto do Estatuto à legislação vigente, em muito contribuiu para uma direta e rápida tramitação e aprovação do Estatuto pelo MEC, onde foi submetido à análise técnico-jurídica.

A Reitoria informa que dará início, de imediato, junto ao colegiado máximo de deliberação da Universidade, às providências que vão definir os critérios legais e o calendário que nortearão todo o processo de escolha do reitor e dos demais componentes da Administração Superior, concluindo, assim, a etapa de gestão pro tempore, iniciada ao final do ano de 2009, logo após a criação da UFOPA pela Lei nº 12.085, de 5 de novembro de 2009.

Por fim, a Reitoria agradece sensibilizada a cada um e a todos, especialmente aos professores, aos servidores técnico-administrativos, aos alunos e às entidades destes primeiros tempos, que, indistintamente, vêm contribuindo, de uma forma ou de outra, para tornar realidade este sonho de implantação e de consolidação da primeira Universidade Pública com sede no interior da Amazônia, de vanguarda, com qualidade, com caráter científico e como espaço de produção do conhecimento, compromissada em promover o desenvolvimento humano e de elevar as condições de vida da população.

JOSÉ SEIXAS LOURENÇO

Reitor Pro Tempore

Santarém, PA, 21/8/2013



Nem política socialista PT faz, mas pede emprestada tese do Internacionalismo Proletário.


Os primeiros médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para participar do programa Mais Médicos, do governo federal, disseram neste sábado que não sabem quanto receberão pelo trabalho e que vieram "por solidariedade, e não por dinheiro".

"Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo", afirmou o médico de família Nélson Rodríguez, 45, ao desembarcar no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife (PE).


Primeiros médicos cubanos do programa Mais Médicos desembarcam no aeroporto internacional do Recife (PE) neste sábado
Padilha defende chegada de médicos cubanos
Conselho diz que negará registro a estrangeiro
Associação médica vai ao STF contra Mais Médicos

Ele disse que a atuação dos profissionais no Brasil seguirá as ações executados em países como Haiti e Venezuela, onde já trabalhou. "O sistema de saúde no Brasil é mais desenvolvido que nesses outros países que visitamos, então poderemos fazer um trabalho até melhor na saúde básica", afirmou.

À imprensa, outros médicos que deram entrevistas concordaram com o colega. Todos eles falaram "portunhol" --afirmaram que tiveram contato com o português quando trabalharam na África ou por terem amigos que já trabalharam no continente.

Natacha Sánchez, 44, que trabalhou em missões médicas na Nicarágua e na África, disse que os cubanos estão preparados para o trabalho em locais com "condições críticas" e que pretendem trabalhar em conjunto com os médicos brasileiros. Ela afirmou não ter conhecimento das críticas feitas pelo Conselho Federal de Medicina ao programa Mais Médicos.

Os médicos cubanos desembarcaram vestindo jaleco, com bandeiras do Brasil e de Cuba. Eles foram escoltados por homens do Exército e da Marinha durante os procedimentos de imigração e alfândega, de onde seguiram em vans para alojamentos das Forças Armadas. Quatro deles foram levados para uma sala e conversaram com jornalistas.

O voo dos cubanos pousou por volta das 14h. Em um avião fretado da empresa Cubana, vieram 206 médicos. Desses, 30 ficarão em Pernambuco e os outros irão ainda hoje para Brasília.

Amanhã, outro grupo de 194 médicos chega em voos que farão escalas em Fortaleza, Recife e Salvador.

Eles ficarão hospedados em instalações militares durante o treinamento do programa, até serem deslocados para os municípios onde irão atuar.

A expectativa do governo é que, até o final do ano, mais 3.600 médicos cubanos desembarquem no Brasil.

Além dos cubanos, vão desembarcar até amanhã outros 244 médicos estrangeiros e brasileiros com registro profissional no exterior que se inscreveram na primeira etapa do Mais Médicos.


Em três meses Chile elige presidente. Marco Enríquez pode ganhar, é a terceira via

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Para quem respira campanha eleitoral e só vive dela, prato cheio.


Diário do Pará - RD 

Quem pouco faz e nem trabalha, fala de eleição um ano antes

Diário do Pará

Mais caro a emenda que o soneto


A obsoleta legislação de patentes



O monopólio de patentes resulta em remédios até cem vezes mais caros que o custo de produção. Quanto maior o sofrimento, maior o lucro


A legislação de propriedade intelectual inclui um aspecto claramente prejudicial aos países em desenvolvimento e a pequenas empresas.

Uma patente confere ao seu detentor monopólio de um mercado. As vantagens advindas se traduzem em maior rendimento e, portanto, maior disponibilidade financeira para pesquisas e, consequentemente, maior número de patentes. Cria-se um círculo vicioso nefasto.

Historicamente, esse malefício foi compensado com a exigência de manufatura em território do país cedente. Todavia, em finais da década de 1990, o Brasil e a maioria dos países em desenvolvimento, pressionados pelos industrializados, aceitaram acordo internacional segundo o qual, no setor de medicamentos, seriam permitidas importações de produtos patenteados em substituição à produção interna. Como consequência, no Brasil, 1.050 unidades de produção foram extintas e 350 novos projetos foram abandonados no setor de química fina.

A justificativa para a aceitação dessa reversão conceitual era a de que não haveria escala no mercado brasileiro. Ora, será que os empresários daquelas 1.050 unidades de produção recém-criadas e os dos 350 projetos não sabiam disso quando fizeram seus investimentos?

Hoje, até mesmo a insistente afirmativa do setor multinacional de que o sistema de patentes é um estímulo à pesquisa está sendo amplamente contestada. Aliás, toda evidência é de que reserva de mercado é um empecilho ao desenvolvimento tecnológico.

É trágica a observação de que, em setores essenciais para a saúde (câncer, Aids etc.), esse monopólio resulta em preços de medicamentos entre 20 e 100 vezes superiores aos custos de produção. Quanto maior o sofrimento, maior o lucro.

O crescimento exorbitante de um parasitário complexo dedicado ao litígio judicial prova que o atual sistema de patentes já é obsoleto e prejudicial. Basta lembrar que um grande número de empresas no mundo gasta com litígios (US$ 500 bilhões de 1990 a 2010) mais do que com pesquisas.

Nossa proposta é simples, natural e em absoluto acordo com a economia de mercado e com tratados internacionais.

1. O governo concederá direito de produção ou importação que inclua uma ou mais inovações a qualquer solicitação, contanto que todas as informações necessárias à fabricação do produto sejam divulgadas. Preços serão determinados pelo próprio produtor.

2. Entidade oficial calculará o valor dos custos médios para inovação e desenvolvimento de produtos e processos específicos para cada setor industrial.

3. O governo concederá a qualquer empresa nacional permissão para produzir o item em questão, contanto que seja pago ao concessionário original o valor determinado pelo procedimento. Com isso, os preços ficam autorregulamentados. Preços abusivos obteriam competição imediata. Para que o concessionário original possa se manter no mercado, os preços teriam que ser justos, pois as vantagens advindas seriam benefício suficiente para o concessionário original.

ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, 82, físico, é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

sábado, 17 de agosto de 2013

O melhor amigo do homem

 Os contratos milionários do escritório da mulher de Cabral

A primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo, ganha quase dez vezes o salário do marido no escritório contratado por concessionárias e prestadoras de serviço para o estado



O escritório Coelho & Ancelmo Advogados Associados chama atenção no Rio de Janeiro por duas características. A primeira é ter experimentado nos últimos seis anos um crescimento espetacular. De três profissionais e 500 processos em carteira, saltou para um empreendimento com vinte advogados e cerca de 10 000 ações. A receita do escritório era de 2,1 milhões de reais em 2006 e foi para 9,5 milhões no ano passado. A segunda característica a ressaltar é o fato de a banca ter como sócia-proprietária a advogada Adriana Ancelmo, de 43 anos, mulher de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, a quem ele trata pelo apelido de Riqueza. Adriana tem ganhos mensais de 184 000 reais por sua participação. E essa seria apenas uma bela história de um jovem casal bem-sucedido, não fosse uma terceira circunstância: pode não ser mera coincidência o progresso da banca durante os mandatos de Cabral como governador do estado.

O elemento mais forte de suspeição deriva do fato de que, antes de Cabral tomar posse, o escritório de Adriana tinha apenas 2% de seu faturamento vindo de concessionárias e prestadoras de serviço ao governo do Rio. Agora, 60% da receita vem de honorários recebidos por serviços prestados a empresas que, direta ou indiretamente, dependem de dinheiro público guardado no cofre do qual Cabral tem a chave.
 Veja

Investir pouco e mal

O Governo arrecada muito, eleva o gasto e escolhe mal onde investir

 Miriam Leitão


Demagogia - Deu no R70 O Liberal


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Ajuda é insuficiente e haitianos enfrentam caos no Acre


Surto de diarreia agrava situação em galpão de Brasileia onde 480 imigrantes dividem área na qual só cabem 200


Estado de São Paulo 

Presos vão para as ruas, a protestar por ginecologistas

DIÁRIO DO PARÁ 

Redução da conta de LUZ, se lembram?, Teremos energia mais barata, depois a gente aumenta

Aneel aprova aumento na tarifa de energia elétrica da Celtins

O aumento varia de 10,23% a 12,96%.

Energia elétrica da Celtins no Tocantins vai
aumentar até 12,96% (Foto: Bernardo Gravito/G1)
A agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (2) o reajuste tarifário que valerá a partir do dia 4 deste mês. São 506 mil unidades consumidoras em 139 municípios doTocantins. Os consumidores residenciais de baixa tensão, terão aumento de 10,23% à 10,45%, que dependerá do gasto de cada unidade consumidora. Já para os de alta tensão, como as indústrias, o aumento será de 12,96%.

Segundo a Aneel os valores repassados para os consumidores refletem o índice previsto no contrato de concessão para medir a inflação do período, provocada pelo aumento dos gastos da Companhia de Energia Elétrica do Estado do Tocantins (Celtins)

CONCURSEIROS

CONCURSO
No total, são 29 vagas de auditor fiscal em seis cidades


O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu concurso para preenchimento de 29 vagas de auditor federal para seis cidades do Brasil. Para concorrer, o candidato deve ter nível superior em qualquer área de formação e se inscrever até o dia 3 de setembro. O salário é de R$ 12.076,90, com a jornada de trabalho de 40 horas semanais. O Pará terá apenas duas vagas disponíveis. Do total das oportunidades, há uma vaga reservada para candidatos com deficiência para Brasília.


As vagas são para Brasília (19), Amapá (2), Amazonas (2), Mato Grosso (2), Pará (2) e Rondônia (2). Os candidatos deverão estar com o diploma de conclusão de curso de nível superior ou habilitação legal, devidamente registrados. As inscrições deverão ser feitas somente pelo site www.cespe.unb.br/concursos/tcu_13_auditor. A taxa de inscrição é de R$120 e o pagamento deve ser efetuado até o dia 13 de setembro.


O certame contará com uma prova objetiva e outra discursiva, nas áreas de conhecimento básico e específico. As provas serão executadas pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cesp/UnB), na data provável de 13 de outubro, nos turnos da manhã e tarde, nas cidades de Brasília, Macapá, Manaus, Cuiabá, Belém e Porto Velho. O programa de formação, que corresponde à segunda fase será realizado somente em Brasília. O concurso terá validade de 90 dias e não poderá ser prorrogado.

Novas teorias sobre origem dos mamíferos


Fósseis chineses propõem teorias diferentes para origem de mamíferos

Dois fósseis são possíveis chaves para entender origem de mamíferos.
Ainda existem muitas divergências sobre o surgimento da classe.


Ilustração do Arboroharamiya, animal com corpo adaptado para vida nas árvores. (Foto: Zhao Chuang)

Dois fósseis descobertos na China, que datam de 160 a 165 milhões de anos atrás, propõem duas teorias diferentes sobre a origem dos mamíferos. Os achados foram descritos e publicados na revista “Nature” desta semana.

Ainda existem muitas divergências sobre a origem exata dos mamíferos. O consenso é que eles já estavam espalhados e diversificados no período Jurássico. Mas ainda não se sabe com precisão quando eles tiveram origem.

As pesquisas baseiam-se em dois fósseis perfeitamente conservados do grupo dos Haramiyida. Um foi denominado Arboroharamiya e o outro, Megaconus. Os fósseis mais antigos dos Haramiyida, que são considerados mamíferos primitivos, datam de até 50 milhões de anos antes das primeiras evidências de mamíferos.

Por terem dentes com características similares aos roedores, têm semelhanças com outro grupo extinto: os multituberculata, que foram colocados pelos cientistas na origem dos mamíferos.

Imagem mostra fotografia de fóssil da espécie
Megaconus descoberta na China. (Foto: Zhe-Xi Luo/
Universidade de Chicago)
O Arboroharamiya, descoberto e analisado por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências, da Universidade de Linyi, na China, e da Indiana University of Pennsylvania, é adaptado para viver em árvores e pode ter sido onívoro ou herbívoro. Os ossos da orelha assumiram uma configuração típica de mamíferos.

Os resultados colocam os animais desse grupo junto com o grupo dos Multituberculata na origem dos mamíferos. Isso implica que os mamíferos tiveram origem pelo menos 215 milhões de anos atrás, muito antes do que os paleontologistas aceitavam até então.

Já o Megaconus, descrito por pesquisadores da Universidade de Chicago, da Universidade de Bonn, na Alemanha, da Universidade Normal de Shenyang e da Universidade de Medicina de Tianjin, ambas da China, é aparentemente adaptado para a vida terrestre e tinha uma dieta baseada em plantas. A formação óssea da orelha e dos tornozelos assemelham-se mais com grupos mais primitivos.

Os pesquisadores interpretam essas informações constatando que os Haramiyida são um grupo mais primitivo do que os Multituberculata e que se encontra fora da classe dos mamíferos. A partir desses dados, os cientistas concluíram que a origem dos mamíferos seria bem mais recente, no período Jurássico Médio.

“Essas genealogias divergentes tem implicações profundamente diferentes para a origem e a diversificação inicial dos mamíferos”, escreveram Richard Cifelli e Brian Davis em um artigo publicado na mesma edição da “Nature”.

Eles enfatizam que nenhum dos dois estudos explicam perfeitamente os dados revelados pelos fósseis e que mais estudos terão de ser realizados para compreender melhor as informações.
G1. 

Ilustração mostra Megaconus no que seria seu habitat natural. (Foto: April Isch/Universidade de Chicago)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quem reclama por segurança privada são só novos ricos do Poder Executivo Federal

Google reconhece ser impossível dar garantias de segurança à privacidade de usuários

Empresa hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtos na internet




A Google, empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos, que hospeda e desenvolve uma série de serviços e produtos na internet, reconheceu que é impossível dar garantias de segurança à privacidade dos usuários. Em documentos judiciais, a Google informou que os usuários do correio eletrônico Gmail não devem ter “expectativas razoáveis” de que as suas comunicações são confidenciais.

A falta de privacidade do Gmail é salientada em um texto de 30 páginas, que foi apresentado no último dia 13, pelos advogados da Google nos tribunais de San José, no norte da Califórnia. Os advogados responderam a uma queixa coletiva na qual a empresa é acusada de espionar os internautas.

Para a direção da Google, as acusações são improcedentes pois as práticas da empresa se ajustam à lei vigente. As leis federais sobre escutas isentam de responsabilidade empresas dedicadas a comunicações eletrônicas, se os usuários aceitarem que suas mensagens podem ser interceptadas, como é o caso do Gmail.

Agência Brasil. 


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Migração política, sem rumo claro




Cachorro que tem muito dono morre de fome

Cinco ministros formam Comitê Gestor do Inova Empresa


Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta-feira (9), os nomes dos membros do Comitê Gestor do Plano Inova Empresa. Compõem o grupo os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; da Fazenda, Guido Mantega; da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos; e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O Comitê irá se reunir a cada seis meses com o objetivo de elaborar as diretrizes para a execução do programa, coordenar o monitoramento e avaliar os resultados da ação. Qualquer um dos membros poderá solicitar encontros extraordinários quando necessário.

Haverá ainda uma Secretaria Técnica para produzir relatórios, além de transmitir as diretrizes e acompanhar a implantação do Plano Inova Empresa junto às agências operadoras. A secretaria terá representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), da Financiadora de Estudos e Projetos (FInep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Inova Empresa é um plano de apoio financeiro por meio de crédito, subvenção econômica, investimento e do financiamento a instituições de pesquisa. Até 2014 serão aplicados mais de R$ 30 bilhões em inovação. Os recursos são destinados a empresas brasileiras de todos os portes que tenham projetos inovadores. O plano apoia setores considerados prioritários pelo governo federal, como saúde, aeroespacial, energia, petróleo e gás, tecnologia assistiva e tecnologias da informação e comunicação (TICs).

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quatro dia, só Deus sabe se pode


Marina Silva tem até quinta-feira para oficializar criação do partido Rede

Mesmo em alta nas pesquisas para a disputa ao Planalto, aliados admitem que ela pode ser obrigada a negociar a candidatura por outra legenda



Apontada por pesquisas eleitorais como o maior obstáculo à reeleição da presidente Dilma Rousseff, a ex-senadora Marina Silva tem pela frente quatro dias decisivos para uma eventual campanha ao Palácio do Planalto. Até quinta-feira, a Rede Sustentabilidade, encabeçada por Marina, precisa validar cerca de 500 mil assinaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para regularizar o novo partido, criado para dar sustentação à candidatura presidencial da ex-petista. O partido tem o relógio como principal inimigo para o projeto, já que 300 mil assinaturas ainda precisam ser validadas para a formação da Rede. Com dificuldades para consolidar os documentos em cartório, a pré-candidata pode ser obrigada a estudar vias alternativas para encarar a disputa eleitoral.

Hoje, a Rede informou que tem cerca de 800 mil assinaturas coletadas. Dessas, 600 mil foram entregues aos cartórios, mas apenas 189 mil foram validadas. Integrantes da legenda alegam que a regularização está sendo prejudicada pelo atraso dos cartórios. Segundo eles, os funcionários locais estariam sobrecarregados de trabalho, devido à implantação do sistema de biometria. “Os cartórios deveriam fazer esse processo em, no máximo, 15 dias. Mas muito deles estão demorando mais do que isso”, disse o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ).

Correio Braziliense


sábado, 10 de agosto de 2013

Dilma recupera 6 pontos de popularidade, diz Datafolha



Depois de uma queda de 35 pontos percentuais na aprovação de seu governo, a presidente Dilma Rousseff teve uma ligeira recuperação, segundo pesquisa Datafolha concluída ontem.

O índice dos que consideram o governo ótimo ou bom subiu de 30% no final de junho, no auge dos protestos, para 36% agora.

A aprovação a Dilma é maior entre os mais pobres. Entre os que ganham até dois salários mínimos, 41% aprovam o governo.

Entre os mais ricos, aqueles que ganham acima de dez salários mínimos, a aprovação tem o menor índice (29%), mas foi nessa faixa que Dilma teve o maior crescimento entre aqueles que consideram a sua gestão ótima/boa. O aumento foi de oito pontos percentuais.

O ápice da aprovação de Dilma ocorreu em março, quando 65% consideravam a sua gestão ótima ou boa.

Na pesquisa deste mês, o índice dos que julgam o seu governo ruim/péssimo variou de 25% para 22% e aqueles que o consideram regular oscilou de 43% para 42%.

Há menos otimismo agora dos benefícios que os protestos podem trazer tanto para o entrevistado como para os brasileiros. No fim de junho, 65% diziam que a onda traria mais benefícios pessoais do que prejuízos; agora são 49%. Em relação aos brasileiros, o índice caiu de 67% para 52%.

A avaliação do governo Dilma na área econômica também teve uma pequena recuperação. A aprovação subiu de 27% para 30%, um ponto acima da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais.

O Datafolha mostra que estancou o movimento dos que acreditam que a inflação vai aumentar. Entre o final de junho e agosto, esse índice oscilou de 54% para 53%. O pessimismo com a inflação estava em crescimento desde dezembro do ano passado.

Há mais otimismo com o emprego, ainda de acordo com a pesquisa. Caiu cinco pontos percentuais o índice de brasileiros que dizem acreditar que o desemprego vai aumentar, de 44% para 39%.

Também houve uma queda no contingente daqueles que acham que o poder de compra dos salários vai diminuir (de 38% para 32%).

Os brasileiros são mais otimistas com a sua situação econômica do que com as expectativas para o país.

Subiu de 44% para 48% os que acreditam que sua situação vai melhorar. Já a opinião sobre a situação do país segue igual a junho (oscilou de 31% para 30%).
A pesquisa foi feita entre quarta-feira e ontem em 160 municípios do país, com 2.615 entrevistados.

Com Dilma em baixa, PT antecipa fim de seminários do partido

A primeira aparição da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde as manifestações de junho, na noite desta quarta-feira (24), marcará também o fim precoce do ciclo de comemorações pelos dez anos do PT no governo.

Inaugurado em fevereiro, quando Lula lançou Dilma à reeleição, o seminário "O decênio que mudou o Brasil" era previsto para ocorrer em dez cidades, "de todas as regiões do país", e durar até o final do ano.

Agora, com a presidente em baixa entre os eleitores --sua aprovação caiu 35 pontos percentuais nos últimos quatro meses, atingindo o menor nível do mandato (30% de avaliação positiva, segundo o Datafolha)--, o partido vai promover a despedida do evento hoje, em Salvador. A cidade é apenas a sexta capital da turnê, que será encerrado sem passar por Norte e Centro-Oeste.

O mais recente seminário, que seria em Goiânia, no final de junho, por exemplo, acabou cancelado devido à onda de protestos.

"A coisa vai mudando a depender da conjuntura. Agora, o que virou muito importante para nós é a questão da reforma política", diz o secretário nacional de comunicação do PT, Paulo Frateschi.

Ele afirma que a situação pode mudar e que novos seminários podem ser marcados depois. O material de divulgação do evento de hoje, no entanto, afirma que este será o último seminário.

O encontro acontece após rusgas entre Dilma e o partido, que emitiu uma resolução com críticas ao governo, e em meio ao coro interno de "volta Lula" para 2014. No sábado (20), a presidente não compareceu à reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília.

DEZ ANOS

Os seminários anteriores sempre serviram de termômetro para a sigla e o Planalto.

Após Lula lançar Dilma em São Paulo, no dia 20 de fevereiro, o ex-presidente aproveitou a reunião de Fortaleza, uma semana depois, para mandar um recado à base: "O PT pode até ganhar a eleição sozinho, mas precisa de aliados para governar. Tem hora em que precisamos do apoio dos aliados, e tem horas que temos que ter a humildade de apoiar os outros".

Quando Dilma vivia o ápice de sua popularidade, que estava em 65%, em abril, Lula afirmou em Belo Horizonte "nunca ter tido tanta tranquilidade" e chegou a compará-la a outros nomes com passagem marcante pela Presidência da República.

"Este país, que já teve Getúlio, Juscelino, que já teve Lula, este país tem nesta mulher a pessoa que mais chegou preparada para governar este país", disse na ocasião.

Com o aumento das críticas da oposição, especialmente em relação à situação econômica do país, as falas ganhavam tons de resposta. Na capital mineira Dilma atacou os "pessimistas sistemáticos, especializados em pessimismo". Em Porto Alegre, em maio, repetiu o discurso.

Já enfrentando o início das manifestações, no dia 13 de junho, em Curitiba, ela prometeu "dar a volta por cima" e recebeu afagos de Lula, que avisou que a presidente não estava só e que não podia "se deixar abalar".

O seminário de hoje, em um hotel onde Lula está desde ontem na capital baiana, utilizou o chamado "gritos das ruas" para escolher como tema "Participação Popular e Movimentos Sociais".

O auditório tem capacidade para 800 pessoas sentadas, mas o PT espera a presença de 1.000 militantes. A organização também é feita pelo Instituto Lula e pela Fundação Perseu Abramo.

Recuperação tímida 






quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Brasil sai da UTI. A conferir


Dilma reafirma que inflação está completamente sob controle



VARGINHA (MG) - A economia brasileira crescerá a um ritmo bem mais forte do que a dos EUA, onde analistas falam em um avanço inferior a 2%, afirmou a presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira em cerimônia da inauguração de um campus da Universidade Federal de Alfenas em Varginha.

“Eu acredito que vamos ter um crescimento bem mais robusto do que esse”, disse ela em entrevista no aeroporto de Varginha, no sul de Minas Gerais.

Dilma disse que não falaria quanto espera para o crescimento do Brasil para não ser cobrada depois. Nos EUA, disse ela, a discussão recente é se a maior economia do mundo crescerá 1,7% ou 1,8%. “Tenho convicção de que a situação [do Brasil] é bem melhor”.

Inflação sob controle

Ao fazer um balanço sobre a economia, Dilma disse que “a inflação está completamente sob controle” e citou o IPCA de julho, divulgado nesta quarta-feira, que registrou 0,03%, “uma das mais baixas [taxas] para esse período”.

Dilma se queixou de que “fizeram todo um estardalhaço de que tínhamos perdido o controle” dos preços e que agora os índices mostram uma realidade diversa. O mesmo ocorreu, segundo ela, com as previsões do fim do ano passado e início deste ano, quando críticos diziam que com as mudanças de regras no setor elétrico, faltaria energia no Brasil.

Em seu panorama sobre a situação da economia, ela citou ainda que o país recebeu no primeiro semestre US$ 30 bilhões em investimento estrangeiro direto e perguntou por que colocariam essa quantia no país se a situação fosse tão ruim quanto os críticos a descrevem.

A presidente também falou da criação de empregos e disse que as 826 mil vagas criadas no primeiro semestre foram mais do que os postos gerados durante todo o primeiro governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).