domingo, 23 de junho de 2013

É o modelo que entrou em crise e faz água!.

'Querem faturar com protestos', diz Marina Silva




Enquanto conversava com a Folha por telefone, na quinta-feira passada, a ex-ministra Marina Silva acompanhou, pela TV, as imagens da manifestação que transcorria em Brasília naquela noite: "Meu Deus, a polícia está batendo nas pessoas. Deve estar cheio de gente que eu conheço", afirmou.

Ela disse que se colocava no lugar das mães "desses meninos". Jovens que, segundo ela, colocaram em prática um "ativismo autoral" sobre o qual vem falando "há mais de três anos", e que é uma das bandeiras da "Rede Sustentabilidade", partido que tenta criar para voltar a disputar a Presidência em 2014.Folha - A sra. vem falando sobre um "ativismo autoral" presente nas manifestações. Sente-se satisfeita com elas?

Marina Silva - Isso é tão grande que seria pretensioso [dizer isso]. Falando com você, estou emocionada. Poxa vida, eu queria muito que o Chico Mendes estivesse vivo, ele entenderia como ninguém o que estou sentindo agora, de poder ter pensado nisso [antes]. E uma demanda que eu vejo oculta é a de um realinhamento político por uma agenda para o Brasil. Parar de o PT querer governar sozinho pegando o que há de pior no PMDB, e a mesma coisa o PSDB. Se continuar no mesmo discurso, vamos continuar indignos dessas manifestações.

O que achou de partidos terem se manifestado após a revogação dos reajustes das tarifas, capitalizando os resultados?

É difícil falar. Me desculpe, mas é ridículo. Você tem a água cavando seu leito na terra e, quando ela transborda depois desse esforço, vê aqueles que querem surfar na onda. Não entenderam nada, não aprenderam nada.

A Rede, que divulgou comunicado dizendo que seus ativistas continuarão "presentes nessas horas", também não pode ser criticada?

Podem até dizer, porque o movimento é tão grande que as pessoas não têm a obrigação de saber que estamos nisso desde sempre. Não registrar que foi uma vitória seria injusto com os milhares e milhares da Rede. A gente nunca levou camisa, bandeira. Todo mundo da Rede que está aí legitimamente opera nessas manifestações, mas ela é multicêntrica. Se você vir as velhas bandeiras querendo surfar, faturar, a Rede é completamente diferente.

Qual acredita ser o seu papel diante desse movimento?

Meu papel é de mais um. A água que cava seu leito faz isso se misturando com a terra. Eu sou mais um nessa mistura de água e terra.

Mas também é uma liderança carismática capaz de juntar pessoas em torno de uma causa, inclusive a de poder voltar a disputar a Presidência...

Tenho dito que quero usar meu carisma para convencer as pessoas de que não dependam do carisma, que não acreditem que tem salvadores da pátria. A pátria é uma construção de todos nós.

A Rede defende a quebra do monopólio dos partidos na política. Não é contraditório formar um partido?

A Rede é um cavalo de Troia. Estamos antecipando o que seria essa nova institucionalidade política. Em vez de ser um partido para que os movimentos fiquem a serviço dele, somos um partido a serviço desses movimentos.

Como a Rede pode atrair esses movimentos, já que causas ambientais não aparecem com veemência nos protestos?

É um erro querer instrumentalizar esse movimento. Seria contraditório com tudo o que tenho dito. A juventude não é atraída por ninguém. Ela é que se atrai e acha ridículo pessoas cheias de cacoetes querendo parecer com eles. Aqueles que têm mais experiência, em lugar de quererem ser donos da ação, deveriam se colocar no lugar de mantenedores de utopias.

Que similaridades vê entre a Rede e esses movimentos?

A Rede tenta ajudar com a atualização do processo político. Nosso esforço está sendo tolhido agora no Congresso. Em vez de os partidos se repensarem, tentam nos sufocar. É muito difícil, porque a característica da estagnação é que as pessoas não veem que estão na estagnação.

A votação do projeto que inibe novos partidos pode ser protelada no Senado, para não dar tempo de questionamento de sua constitucionalidade?

É uma injustiça, mas espero que comecem a entender que o país está mudando. A democracia não é um valor pra ser usado quando algo me beneficia. A base do governo está fazendo com a gente o que tentaram fazer com o PT e a gente reclamava tanto.


sábado, 22 de junho de 2013

Dilma não traz novidades, faz ameaça e comete erros de informação



O pronunciamento da presidente Dilma Rousseff nesta noite de sexta-feira (21.jun.2013) não trouxe nenhuma novidade a respeito do posicionamento do governo federal sobre as manifestações de rua. O mais notável foi seu tom de ameaça em vários trechos quando falou que o governo não vai “transigir” com atos de violência.

Mas o que fez o governo até agora? Há quase duas semanas que as principais cidades do país têm ficado paralisadas no final da tarde.

Como o Brasil é um país conservador, talvez o pronunciamento da presidente possa ter algum efeito tranquilizador em parte da população. Foi uma gravação realizada da forma mais conservadora possível. Em frente a um fundo de madeira, ela usando um blaser de tom amarelo acabou lendo no teleprompter por 9 minutos e 43 segundos. É uma fala muito longa sob qualquer métrica possível. Mas Dilma não tinha saída.

Como a presidente raramente dá entrevistas formais para mídia (exceto para falar de novelas ou “faits divers”), quando fala é necessário ficar descrevendo uma lista sem fim do que considera útil dizer para a população –mesmo que o governo já gaste mais de R$ 1 bilhão por ano em propaganda.

Em certa medida, o pronunciamento de Dilma tenta recuperar o tempo perdido por ela nos últimos dois anos e meio. Sobretudo quando chegou a dizer que vai se esforçar agora para incentivar uma “ampla reforma política”. Essa expressão “reforma política” chega a provocar ataques de narcolepsia em quem acompanha o mundo do poder aqui em Brasília. Basta haver um problema de qualquer ordem no país que o presidente de turno fala sobre a necessidade de uma… reforma política. Passa a crise ou arrefecem os seus efeitos, a reforma política nunca sai.

Por que Dilma nunca falou sobre a necessidade de uma reforma política antes? Foi pega de surpresa agora?

Em outro trecho do pronunciamento, a presidente faz uma confusão com algo que ela própria patrocinou. Diz que a Lei de Acesso à Informação “deve ser ampliada para todos os poderes da República e instâncias federativas”. Como assim, ampliada? A lei já vale para todos os Poderes e para governos estaduais, prefeituras e União.

Talvez até de maneira inadvertida, Dilma acabou passando um pito em cadeia nacional de TV em prefeitos e governadores –que, de fato, cumprem de maneira precária a Lei de Acesso. E o que dizer da própria presidente, que acaba de decretar sigilo sobre todas as informações de gastos de suas viagens ao exterior? Como ela própria disse “a melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor”. Pois é.

Em resumo, quem redigiu e copidescou o pronunciamento não estava muito familiarizado com o governo de Dilma Rousseff. E a própria presidente não fez a revisão necessária daquilo que leu no teleprompter. É desagradável quando ocorrem tantos descuidos em um texto para o qual a petista e sua equipe de marketing tiveram dois dias para produzir.

Sobre a Copa do Mundo e seus gastos, Dilma usou outra verdade pela metade para tentar conter a irritação dos indignados que foram à rua protestar. A presidente afirmou que todos os gastos para construir estádios e outras obras são empréstimos que serão pagos pelas empresas e Estados que receberam esse dinheiro. Não é bem assim. Tem muito dinheiro público, do BNDES, com juros que são subsidiados por todos os brasileiros.

Mesmo que as empresas e Estados paguem esses empréstimos (se é que vão pagar), terão recebido um grande benefício por causa dos juros camaradas. E mais: a maioria dos recursos foi para governos estaduais. Ou seja, se esses governos pagarem, ainda assim terá sido usado dinheiro público –portanto a presidente tergiversou ao dizer que não usaria fundos estatais. Já usou.

A suntuosidade das obras da Copa é um dos poucos pontos de consenso na irritação de quem têm ido às ruas protestar. Há uma sensação forte de que tudo foi feito apenas para turistas e a elite usarem.

Dilma também anunciou que convidará governadores e prefeitos de grandes cidades para aperfeiçoar as instituições e anunciar novos planos de ação.

Por exemplo, o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. Agora? A menos de um ano da Copa do Mundo?

E os prefeitos e governadores em Brasília? Esse tipo de reunião é tão improdutiva como a do ministério de Dilma –que com 39 integrantes precisaria de mais de um dia de reunião se todos falassem por meia hora.

Tudo considerado, não dá para dizer que Dilma cometeu o mesmo erro de Fernando Collor (que em 1992 pediu aos brasileiros que se vestissem de verde e amarelo e todos usaram preto). Ainda assim, o resultado parece ter ficado longe do que a presidente precisaria para tentar recuperar a autoridade perdida nos últimos dias.

Fernando Rodrigues



A presidente ainda não se deu conta



Dilma Rousseff fez um pronunciamento administrativo-eleitoral. Como presidente, separou manifestante de baderneiros. Prometeu ouvir os primeiros e reprimir os segundos. Como candidata à reeleição, ela dividiu com executivos estaduais e municipais a culpa pela raiva das ruas. E insinuou que só não faz mais porque não deixam. Foi assessorada pelo jornalista e ex-ministro Franklin Martins e pelo marqueteiro João Santana.

Instituições e governos precisam mudar, reconheceu uma Dilma mais humilde do que o habitual. Por isso, vai “conversar com os chefes de outros poderes”. Deseja “somar esforços”. De resto, convidará governadores e prefeitos das principais cidades para propor “um grande pacto.”

Pacto para quê? Para fazer andar projetos que o governo já apresentou e os outros não permitiram que caminhassem: plano nacional de mobilidade urbana (depende de convênios com prefeituras), destinação de 100% dos dividendos do pré-sal para a educação (o Congresso demora-se em aprovar) e a importação de milhares de médicos do exterior para “ampliar” o atendimento do SUS (entidades de classe, congressistas e prefeitos torcem o nariz para a ideia).

No campo administrativo, a pauta de Dilma é acanhada. Não faz jus à grandiosidade da raiva insinuada na presença de mais de 1 milhão de insatisfeitos nas ruas. Na seara política, a presidente-candidata soou desconexa. Os manifestantes informaram que não toleram a corrupção, ela reconheceu, antes de acrescentar: “Todos me conhecem. Disso não abro mão.” Heim?!? Em 2011, Dilma fez a pseudofaxina. Em 2012, negociou com os ‘faxinados’ a devolução dos ministérios violados aos partidos violadores.

Em resposta ao apartidarismo dos manifestantes, Dilma disse que não há democracia sem partidos e votos. Verdade. Em seguida, declarou que é preciso “oxigenar” o sistema. Chefe de um governo fisiológico, que acaba de trocar o tempo de propaganda televisiva do PSD por uma vaga de ministro para o ex-inimigo Guilherme Afif Domingos, Dilma prometeu empenhar-se pela reforma política.

Na próxima manifestação, a rapaziada talvez grite: ‘Fala sério!’ A propósito, Dilma disse que receberá os “líderes” do movimento que encheu as ruas. Ganha um passaporte para a felicidade quem disser o nome do responsável pelos protestos que explodiram de Norte a Sul. A presidente ainda não se deu conta. Mas quem enviou os manifestantes ao meio-fio não foi um grupo de líderes, mas um sentimento.

Josias de Souza


Vamos importar milhares de médicos, grande vergonha

Em 10 anos o Governo não conseguiu formar profissionais da saúde,  para atender as demanda. 

Em vez de criar competência endógena nestes 10 anos de governo Lula/Dilma, se opta por importar médicos. Em vez de aumentar a qualidade da educação e ampliar as vagas nas universidades, o governo vai comprar médicos fora do País. A Presidente (a) já falou com os profissionais de saúde? Conhece a experiência dos médicos cubanos que foram para Venezuela?. E os que foram para o Haiti. 


Brasil vive a mesma situação educacional do Haiti? Seria passar um atestado de total incompetência. 


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Curiosidades do movimento democrático


Da a impressão que o Governo Federal não governa o Brasil, que está falando de outro País e não daquele que governaram por 10 anos. Brasil.

O PT foi a entrar no movimento a protestar, contra quem? contra o Governo Federal, contra o modelo de crescimento e desenvolvimento do Brasil? Ah, então Tá! Suas bandeiras foram queimadas. Os militantes do PT se sentiam como peixes fora D´Água, isso, peixes e peixas fora D´Água.

O P O R T U N I S T A S!  O P O R T U N I S T A S! O P O R T U N I S T A S!  O P O R T U N I S T A S!

A Voz das ruas!




Não era para menos

Dilma estava "perplexa" com protestos, diz governador do Ceará

A presidente Dilma Rousseff telefonou ontem (20) para o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), para ouvi-lo sobre a onda de protestos no país. Segundo ele, Dilma estava em estado de "perplexidade".

Cid disse que sugeriu à presidente que faça uma reunião com governadores e prefeitos para discutir o assunto. Hoje, Dilma está reunida com seus ministros para avaliar os protestos.

"É um movimento de contestação aos poderes constituídos. Quem está com essa responsabilidade tem que se solidarizar e, junto às pessoas, pensar em um planejamento para o Brasil", disse o governador nesta sexta-feira (21), após um evento em Fortaleza.

Na noite de ontem, uma passeata de ao menos 3.000 pessoas terminou com uma tentativa de invasão ao Palácio da Abolição, sede do governo do Ceará. Manifestantes mais radicais apedrejaram os vidros do palácio. Houve 61 detidos, sendo seis menores de idade.

Cid afirmou que os manifestantes propensos ao vandalismo são uma "parte muito pequena" do grupo e que o movimento não pode "descambar para a destruição do patrimônio público, porque é um patrimônio nosso construído com nosso suor".

O governador cearense ressaltou que é a favor dos protestos, apesar de admitir não saber em que eles resultarão. "A gente deve canalizar essa energia da parte positiva das manifestações para termos um grande projeto de longo prazo, colocando metas e responsabilidades. É isso que a juventude quer", disse.

Ele defendeu o estabelecimento de uma matriz de responsabilidade para ações nas diversas áreas de governo.

Para Cid, a construção dos estádios da Copa do Mundo mostrou à população que, quando há uma mobilização, as coisas acontecem --por isso, elas passaram a fazer reivindicações. "O povo aprendeu", disse.

"Se os governos tiveram capacidade de fazer os estádios, por que a gente não melhora a educação, a saúde e a segurança pública?", questionou o governador.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A UNE que não UNE

Por onde anda a UNE - União Nacional dos Estudantes? 


A voz das ruas no Brasil, Rio de Janeiro não é por 20 centavos. 


Muita gravata e pouca rua

Uma pequena mostra de como se luta por mais educação. Chile 2013. 


200 mil estudantes chilenos por mais educação, gratuita e de qualidade.  

terça-feira, 18 de junho de 2013

Esgotamento do modelo



Perderam os fundamentos e todos seus princípios

Se passaram os últimos 10 anos engordando seus cofres particulares , colocaram gravata e se sentiram superiores ao resto dos brasileiros

Usaram a maquina publica para uso particular

Esqueceram os sonhos pelos quais alcançaram o governo

Investiram  em obras suntuosas sem melhorar o conjunto das obras que gerassem externalidades positivas na população

Foram os melhores guardiões do próprio capitalismo, de Estado

O regime não passou de um governo populista. 

domingo, 16 de junho de 2013

Torcida vaia e constrange Dilma


Dilma (no centro) discursa na abertura da Copa das Confederações ao lado de Joseph Blatter

A presidente Dilma Rousseff foi muito vaiada momentos antes do início da abertura da Copa das Confederações. Anunciada pelo alto-falante do estádio, ela fez caras de poucos amigos e limitou-se a dizer uma única frase no microfone, enquanto Joseph Blatter, presidente da Fifa, deu uma bronca na torcida pelo comportamento.

"Por favor, onde está o fair play de vocês", disse o cartola, que também foi vaiado pelo público. Dilma, por sua vez, foi sucinta e ignorou os protestos. "Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações 2013", disse ela, atropelando as vaias.

O momento embaraçoso repete uma outra história polêmica do país em grandes competições. Em 2007, na cerimônia que abriu o Pan do Rio de Janeiro, Lula estava no Maracanã e foi vaiado em todas as vezes que apareceu no estádio ou foi citado. Até por isso, ele quebrou o protocolo e não fez o pronunciamento tradicional de abertura.
UOL

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Exploração econômica da floresta no Pará

Governo prepara edital para exploração de 440 mil hectares de floresta no Pará


Mais de 440 mil hectares de uma área florestal no Pará poderão ser explorados por madeireiras a partir do próximo ano. O edital para que as empresas interessadas disputem as concessões de exploração sustentável de madeira foi lançado há uma semana pelo Serviço Florestal Brasileiro (SBF).

A Floresta Nacional do Crepori está localizada entre as rodovias Transamazônica (BR-230) e Cuiabá-Santarém (BR-163). O lote de concessão está dividido em quatro unidades de manejo com áreas de 29 mil hectares, 59,8 mil hectares, 134 mil hectares e 219 mil hectares, o que permitirá atrair empreendedores de vários portes. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial.

Os empresários têm até o final de novembro para apresentar os documentos e as propostas para concorrer à concessão de uma das quatro unidades em que a floresta foi dividida. O valor mínimo de pagamento é R$ 16,38 por mil metros cúbicos de madeira.

A disputa vai depender não apenas da taxa que as madeireiras pretendem pagar a cada mil metros cúbicos retirados. Além disso, as empresas precisam apontar indicadores ambientais, sociais e econômicos que aumentem a produtividade, como uso de tecnologias inovadoras para a retirada do produto e investimentos em infraestrutura e serviços para a comunidade local.

“No plano do manejo, verificamos se tem comunidades tradicionais próximas. Do retorno social, nossa estimativa é a criação de 200 empregos diretos e 400 indiretos, apenas em um dos municípios”, explicou Marcelo Arguelles, gerente executivo de Concessões Florestais do SBF.

Essa será a terceira concessão de parcela de florestas que o SBF abre para concorrência. O primeiro edital foi lançado em 2008 para uma floresta em Rondônia. “Em 2010, lançamos novos contratos no Pará. Temos mais um processo de mais 85 mil hectares em andamento e a expectativa de lançamento de vários editais de grandes áreas, que vão somar mais de 1 milhão de hectares”, disse ele.

A expectativa do governo é estimular a produção de madeira legal e sustentável nessas regiões, mas os técnicos ainda não conseguem medir os impactos da iniciativa.

˜São contratos ainda pontuais. Não temos condições de avaliar regionalmente. Mas do ponto de vista local, há benefícios claros. No Jamari [floresta em Rondônia com área explorada sob concessão], por exemplo, havia problema muito grave de invasão. Com a presença dos concessionários, a exploração ilegal foi reduzida a zero”, concluiu.

Segundo Argueles, a percepção da sociedade local sobre a floresta muda com a geração de riqueza e renda que a concessão passa a representar.

Por: Carolina Gonçalves
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Davi Oliveira

Servidores, empresários, produtores rurais, alunos de escolas particulares, familiares de autoridades e mortos

BOLSA FAMÍLIA. Comida pela inflação. 

Além de irregularidades no pagamento, os relatórios apontaram para uma série de problemas, como falta de controle da frequência escolar e do cartão de vacinação das crianças, inexistência de comissão gestora do programa e até desvios de recursos enviados para atividades complementares.

domingo, 9 de junho de 2013

Em visita da ONU ao Pará, Agência de Inovação Tecnológica da UFPA recebe homenagem


Recepção da comitiva da ONU pela Reitora da UFPA, em Exercicio. 

Secretário da ONU visita UFPA06 de Junho de 2013


O secretário-adjunto da Organização das Nações Unidas (ONU), Thomas Stelzer, visitou a Universidade Federal do Pará (UFPA) nesta terça-feira, 4. O secretário esteve acompanhado de sua comitiva, formada pela doutora Sheila Pimentel, presidente da Fundação Humanitare, organização ligada à ONU, a Embaixadora da Áustria Marianne Feldmann, pelo doutor Osório Coelho, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pelo Prof. José Rincon Ferreira Coordenador do Prêmio Benchimol da Amazônia e outros técnicos do setor privado e do governo federal. 


A delegação da ONU foi recebida pela reitora da UFPA,  em exercício,  professora Marlene Freitas. Na ocasião, foi assinado um Termo de Cooperação Técnico-Científico entre a UFPA e a Fundação Humanitare, o qual possibilitará a execução e o desenvolvimento de projetos de estudos, pesquisa, gestão, treinamento e outros de caráter estratégico, voltados ao uso econômico da biodiversidade da Amazônia..

A reunião para a assinatura do Termo iniciou-se com o pronunciamento do diretor da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), professor Gonzalo Enríquez, que falou sobre a importância da parceria com a Humanitare e dos benefícios para a UFPA e região, destacando a importância da inovação tecnológica como ferramenta estratégica para aumentar a competitividade da economia, “Sem o conhecimento científico produzido na universidade as inovações tecnológicas não acontecem na indústria”, manifestou Enríquez. Em seu discurso, Stelzer destacou a importância da produção científica para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e a contribuição da UFPA, uma vez que as pesquisas nessa área de atuação têm aumentado durante os últimos três anos.

Stelzer argumentou que na atualidade existe necessidade de redefinir o modelo econômico vigente, principalmente na sua relação com o meio ambiente. Ressaltou que a produção de CO2 não pode continuar nos níveis atuais que são de mais de 30 milhões no Planeta, será necessário ser mais eficiente no consumo de energia e ampliar a acessibilidade e eficiência energética. Atualmente mais de 2 bilhões de pessoas não contam com energia elétrica. Stelzer colocou como exemplo de uso eficiente de energia a economia Americana, que tem aumentado sua eficiência no uso da energia em cerca de 60%.

Por sua vez o Diretor de Agência de Inovação destacou a necessidade de que essa diminuição da eficiência energética tenha efeitos positivos nos países emergente, já que atualmente mais de 70% do consumo energético mundial corresponde aos países desenvolvido e quem responde pela produção da energia em essa mesma proporção são, precisamente, os países em desenvolvimento.

Pioneirismo - Para Sheila Pimentel, a iniciativa do Termo de Cooperação simboliza um marco, já que a UFPA é a primeira universidade brasileira a fechar um acordo dessa natureza. Ela falou, ainda, sobre a relevância do financiamento de pesquisas voltadas à biodiversidade.

Logo após a reunião de assinatura do documento, a delegação seguiu para visita a Agência de Inovação Tecnológica da UFPA- Universitec, onde foram apresentadas as ações da Agência de Inovação, bem como a apresentação de empreendimentos instalados na Incubadora de Empresas.

A reunião para assinatura do convenio foi precedido por um encontro na Federação das Industrias do Pará FIEPA, com a presença de autoridades do Governo do Estado, de ensino e pesquisa e de empresários e instituições locais. Na ocasião a Agência da Inovação Tecnológica recebeu uma placa de homenagem em reconhecimento pelas suas iniciativas em prol da Bacia Amazônica e a inovação tecnológica, destacando-se iniciativas sobre o uso sustentável dos recursos naturais e biodiversidade, como uma proposta concreta de cuidado do meio ambiente e seu papel na transferência de tecnologia. Gonzalo Enríquez recebeu a placa de homenagem, em nome do Reitor da UFPA e da equipe técnica da Agência de Inovação Tecnológica, ressaltando que uma homenagem dessa natureza criava novos desafios para a instituição.



Recebendo o Prêmio de mãos do Secretário da SEICOM,  David Leal. 


Placa da homenagem à Agência de Inovação Tecnológica  da UFPA

sábado, 8 de junho de 2013

Indústria do Pará continua caindo.....

Indústria acumula uma queda de 10,6% no Pará. Segundo o IBGE, recuo no setor foi de 1,4 no mês de abril.
Desde janeiro esse 10,6% incomoda muito ao Governador Jatene, que procura alternativas para melhorar esses números negativos do seu governo.

A conferir....

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Então Tá, no longo prazo estaremos todos mortos.

Inflação pode cair abaixo de 5% em 2014, diz Tombini a jornal

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, que a decisão da autoridade monetária de subir a taxa básica de juro em 0,5 ponto percentual tem por objetivo reforçar a confiança de investidores e consumidores na economia brasileira. E afirmou que é possível ter uma inflação abaixo de 5% em 2014.
O comunicado divulgado após a última do Copom, na quarta-feira, disse que alta de juros “contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”, embora muitos analistas vejam ainda com ceticismo a possibilidade de inflação recuar para baixo dos 5,5%. Tombini reiterou, entretanto, que o BC trabalha “nesse horizonte para a convergência da inflação para a meta, de 4,5%”.

“Inflação baixa, sob controle, é uma condição necessária para o planejamento dos empresários, logo, para o investimento”, afirmou. Tombini negou que a economia do país esteja entrando em um processo de estagflação, como afirmam alguns especialistas, pois a economia brasileira começa agora uma recuperação gradual. E disse ainda que o investimento será o carro-chefe do crescimento. “O consumo, naturalmente, ajuda a propagar o crescimento, mas não necessariamente vai ser o carro-chefe”, disse.

Sobre o câmbio, Tombini disse que a desvalorização observada recentemente segue o movimento internacional. Reforçou que o câmbio é flexível e refletirá os fundamentos da economia. E que o Banco Central “intervirá sempre que necessário para reduzir a volatilidade”.


Por Lucinda Pinto | Valor

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Futuro do Pará, pensado da forma planejada, sem ilusão.


Da Redação
Agência Pará de Notícias

Sidney Rosa, Secretário Especial SEDIP
Um grupo de técnicos e gestores reuniu no último dia 24 para afinar os detalhes de um dos projetos considerados estratégicos para o Governo Estadual. Iniciada já nos primeiros meses da gestão atual, a ação tem como objeto o levantamento minucioso da situação econômica, fiscal e social do estado que servirá como subsídio para elaboração de uma política de desenvolvimento que transcenda o próprio governo e se torne uma política de Estado, dando condições ao desenvolvimento do Pará até o ano de 2030.

Trata-se do Pará Estratégico 2030, projeto que deve ser apresentando, em forma de diagnóstico, no dia 20 de junho em uma audiência pública especial na Assembleia Legislativa do Estado. Esse documento traz todos os indicadores que tornam possível uma visão ampla e detalhada dos riscos e dos potenciais econômicos do Estado, servindo tanto à formulação de políticas públicas quanto aos investidores que tem interesse em se instalar em nosso território.

Coordenado pela Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), que tem Sidney Rosa como titular, o projeto inclui técnicos das 11 secretarias executivas e órgãos de governo vinculados à pasta. Quem coordena os trabalhos de diagnóstico e, agora, a fase de elaboração do plano, é a professora doutora Maria Amélia Enriquez, adjunta da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom).

“No dia 20 nós vamos apresentar um diagnóstico e as projeções do governo para o futuro do Estado. Já em outubro, será apresentado o Plano, ou seja, um documento com propostas, metas e diretrizes para o desenvolvimento sustentável do Pará até o ano de 2030”, explica a professora, doutorada pela Universidade de Brasília em Desenvolvimento Sustentável e ex-técnica do Ministério de Minas e Energia do Governo Federal.

Maria Amélia Enríquez,  Secretária Adjunta SEICOM
Segundo Maria Amélia Enriquez, a economia do Pará está dividida em três eixos: a) o eixo dos projetos de desenvolvimento de energia, mineração, agronegócio e infraestrutura, onde o estado deve concentrar esforços para extrair e obrigar cada vez mais os grandes projetos a darem garantias ambientais e sociais, minorizando os impactos e ampliando os benefícios desses empreendimentos à população, b) as economias tradicionais do extrativismo, agricultura familiar, pesca artesanal, economia de subsistência e outras, que serão alvo de um trabalho direcionado do governo que as amplie e desenvolva em benefício da qualidade de vida das populações rurais e crescimento sustentável e, finalmente, c) o eixo da inovação, da economia criativa, do turismo, biotecnologia e todo o potencial de desenvolvimento de setores menos tradicionais e mais modernos da economia, projeto que deve estar vinculado à uma política educacional e social.

É nesse sentido, e a partir desses três eixos, que o governo tem buscado as contribuições de cada setor de gestão e produção para elaborar o plano.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aniversário na UFPA lota auditório

Agência de Inovação Tecnológica e  a Incubadora de Empresas promovem Evento de aniversário


A Agência de Inovação Tecnológica e o PIEBT|Universitec, da Universidade Federal do Pará (UFPA), completa 18 anos de contribuição para o desenvolvimento do empreendedorismo baseado em ciência e tecnologia e na disseminação da transferência de conhecimentos gerado na UFPA.

Para comemorar essa importante data, a Universitec promoveu nesta sexta-feira, 24 , um evento que contou com a apresentação de cases de sucesso de empresas que fazem parte da Incubadora, bem como as que já estão no mercado, além de serem apresentadas as metas para os próximos anos.
Reitor com palestrantes no evento
Estiveram presentes o reitor da Universidade, Carlos Edilson de Almeida Maneschy; o pró-reitor de Pesquisa e Pós Graduação, professor Emmanuel Zagury Tourinho; o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Davi Leal; o coordenador do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Ronaldo Lima, além de empresários, representantes do Sebrae, do Banco do Brasil, entre outros parceiros da Universitec, da Incubadora e da Universidade. O Evento lotou o auditório da Agência de Inovação. 

Durante a cerimônia, o reitor Carlos Maneschy foi homenageado por sua importante contribuição como diretor da Fadesp, período em que a Incubadora foi implantada. Maneschy foi fundamental para o desenvolvimento e consolidação da Incubadora de Empresas de base Tecnológica da UFPA. Outro homenageado foi o professor Douglas Gabriel Domingues pela inestimável contribuição ao ensino da disciplina Direito Industrial e a consolidação da proteção do setor de Propriedade Intelectual da UFPA, que, atualmente, integra a Universitec como Coordenadoria de Propriedade Intelectual.

Professor Maneschy recebe Homenagem da Pró-reitora Marlene Freitas
Maioriade bem-sucedida - Ao longo desses 18 anos da Incubadora-PIEBT, já foram apoiadas 42 empresas/projetos, nas áreas de biotecnologia, produtos naturais, alimentos, cosméticos, dermocosméticos, fitoterápicos, energia, tecnologia da informação, comunicação e design e, em geral, empresas voltadas para o aproveitamento da biodiversidade da Amazônia.´

Apesar de serem mais de 40 empresas que passaram pela Incubadora, foram selecionadas duas empresas como vitrine da Incubadora ao longo desses 18 anos. Uma delas pelo sucesso alcançado nas suas ações de empreendedorismo e no uso de riquezas naturais para fabricação de cosméticos, a Empresa Chamma da Amazônia, representada pela empresária Maria de Fatima Chamma; e a segunda, pela sua enorme capacidade para desenvolver processos de inovação tecnológica na elaboração de seus produtos originados da Biodiversidade, a empresa Amazon Dreams, que foi representada pelo professor doutor Herve Louis Ghislain Rogez .

Projetos inovadores - Como parte das suas atividades e foco de atuação do PIEBT, durante esses anos, foram apoiados a criação e o desenvolvimento de projetos inovadores de alunos, professores, pesquisadores e da sociedade em geral, que contavam com potencial para transformarem-se em produtos, serviços ou processos dotados de tecnologia agregação de valor, que contribuíssem para o desenvolvimento do Estado.

Na ocasião, foi proposto pelo secretário de Estado de Indústria, Comercio e Mineração, Davi Leal, um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado e a UFPA, por meio da Universitec, para o desenvolvimento de ações com objetivo de incentivar o empreendedorismo no Estado.

Atualmente, o PIEBT possui nove empresas incubadas e seis projetos pré-incubados, dentre os que já passaram ou ainda estão instaladas na Incubadora, encontram-se Chamma da Amazônia, Amazon Dreams, Inovar, Digitalizar, Dynamis Techne, ITAIC, BIO+, Amazon Biotec, Mundo Digital Interativo e Syanz. Entre as que receberam premiações regionais e nacionais, estão Chamma da Amazônia e Amazon Dreams. Ambas já têm forte atuação nos mercados nacional e internacional.

Serviços - Com um espaço físico especialmente construído para alojar temporariamente micro e pequenas empresas, a Incubadora-PIEBT oferece uma série de serviços, tais como cursos de capacitação gerencial, assessorias, consultorias, orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento, serviços administrativos, acesso a informações entre outros. A Incubadora é reconhecida por oferecer suportes técnico, gerencial, operacional e agilizar o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

Para o diretor da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), professor Gonzalo Enriquez, da qual a Incubadora faz parte, a Incubadora vem cumprindo o seu objetivo principal, que é promover e disseminar o empreendedorismo inovador na comunidade acadêmica e empresarial local. Entretanto um dos desafios mais importantes, não apenas da Incubadora, mas também da própria Agência de Inovação Tecnológica (incluindo o PIEBT, a área de serviços de laboratórios e de propriedade intelectual), consiste na criação de um Ambiente de Inovação na Universidade, em conjunto com seus importantes Stakeholer, que se constitua em uma referência para a Amazônia.

Texto: Ascom/ Universitec
Fotos: Alexandre Moraes

sábado, 25 de maio de 2013

Casa das Caldeiras


O combate solitário do BC contra a inflação


Assessores do governo fazem, periodicamente, uma avaliação do que a imprensa internacional está publicando sobre o Brasil. A última é frustrante. Varia entre uma visão pessimista sobre crescimento, inflação e taxa de juros, e um abandono geral do foco no país. A expressão máxima do pessimismo seria a do Financial Times. A The Economist, por exemplo, vem deixando de tratar do Brasil nas suas páginas. Isso seria um indício de que o humor dos investidores estrangeiros com o país continua ruim, afetado por uma postura pouco amigável do governo com o mercado.

Diante da campanha eleitoral, as expectativas começam a se voltar para 2015. Será a presidente Dilma Rousseff, se reeleita, vítima de sua própria herança?

Baixo crescimento e inflação alta são os efeitos colaterais de uma política econômica errante. No primeiro ano ela teve que corrigir os excessos de Lula, que deixou uma política fiscal e de crédito em franca expansão, exacerbando o consumo e gerando uma cadeia de inadimplência no sistema bancário, com todos os danos sobre a inflação.

A ação do governo derrubou a atividade econômica. No segundo ano, 2012, optou pela anabolização do consumo como instrumento para irradiar dinamismo na economia. As famílias, já altamente endividadas, não tinham mais fôlego para repetir a saída da crise de 2008/2009 e o modelo desandou. O governo tentou ajudar a indústria com a desvalorização cambial e colheu mais inflação.

Os juros, em queda desde agosto de 2011, começaram a subir este ano, depois que o governo entendeu que juros baixos, por si só, não produzem crescimento e ainda sancionam pressões inflacionárias. Na área fiscal, o superávit primário deixou de ser meta e passou a ser uma variável flutuante, ao sabor das receitas e despesas públicas. Se teve ajuda da contenção fiscal , no passado, para reduzir os juros, agora o BC está sozinho para conter a inflação.

Na próxima semana, o Copom deve aumentar novamente a taxa Selic. O mercado se divide entre uma elevação de 0,25 e de 0,50 ponto percentual. O BC reafirma seu compromisso em encerrar o ano com uma variação do IPCA inferior aos 5,84% do ano passado e de levar o índice para as “cercanias” de 4,5% em 2014. O pior que o BC pode fazer, agora, é deixar a inflação se arrastando como um problema no ano eleitoral de 2014.

Claudia Safatle

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Incubadora de Empresas da UFPA comemora 18 anos


A Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Agência de Inovação Tecnológica,  da Universidade Federal do Pará (UFPA), completa 18 anos de contribuição para o desenvolvimento do empreendedorismo baseado em ciência e tecnologia e na disseminação da transferência de conhecimentos gerado na UFPA.

Para comemorar a data, a Universitec promove, nesta sexta-feira, 24, das 8h30 às 10h30, um coquetel que contará com a apresentação de cases de sucesso de empresas que fazem parte da incubadora, bem como as que já estão no mercado, além de serem apresentadas as metas para os próximos anos. Na ocasião estarão presentes o reitor da UFPA, pró-reitores, empresários, representantes do Estado, Sebrae, Banco da Amazônia, entre outros parceiros da Universitec, da Incubadora e da Universidade. A programação ocorre no Auditório da Universitec, Campus Profissional da UFPA, no Guamá.

Aproveitamento da biodiversidade da Amazônia - Ao longo desses 18 anos da Incubadora-PIEBT, já foram apoiadas 42 empresas/projetos, nas áreas de biotecnologia, produtos naturais, alimentos, cosméticos, Dermocosméticos, fitoterápicos, energia, tecnologia da informação, comunicação e design e, em geral, empresas voltadas para o aproveitamento da biodiversidade da Amazônia.

Como parte das suas atividades e foco de atuação do PIEBT, durante esses anos, foram apoiados a criação e o desenvolvimento de projetos inovadores de alunos, professores, pesquisadores e da sociedade em geral, que contavam com potencial para transformarem-se em produtos, serviços ou processos dotados de tecnologia agregação de valor, que contribuíssem para o desenvolvimento do Estado.

Incubados - Atualmente, o PIEBT possui nove empresas incubadas e seis projetos pré-incubados, Dentre os que já passaram ou ainda estão instaladas na Incubadora, encontram-se a Chamma da Amazônia, Amazon Dreams, Inovar, Digitalizar, Dynamis Techne, ITAIC, BIO+, Amazon Biotec, Mundo Digital Interativo e a Syanz. Entre as que receberam premiações regionais e nacionais, estão a Chamma da Amazônia e a Amazon Dreams. Ambas já têm forte atuação nos mercados nacional e internacional.

 




 Com um espaço físico especialmente construído para alojar temporariamente micro e pequenas empresas, a Incubadora-PIEBT oferece uma série de serviços, tais como cursos de capacitação gerencial, assessorias, consultorias, orientação na elaboração de projetos a instituições de fomento, serviços administrativos, acesso a informações entre outros. A Incubadora é reconhecida por oferecer suportes técnico, gerencial, operacional e agilizar o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas.

Para o professor Gonzalo Enríquez, diretor da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec), da qual a Incubadora faz parte , a Incubadora vem cumprindo o seu objetivo principal que é promover e disseminar o empreendedorismo inovador na comunidade acadêmica e empresarial local. Entretanto um dos desafios mais importantes, não apenas da Incubadora, mas também da própria Agência de Inovação Tecnológica (incluindo o PIEBT, a área de serviços de laboratórios e de propriedade intelectual), consiste na criação de um Ambiente de Inovação na Universidade, em conjunto com seus importantes Stakeholer, que se constitua em uma referência para a Amazônia.

Texto: Ascom / Universitec
Fotos: Alexandre Moraes

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Santos inocentes e criminosos.


Vejam como é interessante as visões do "Pensamento Único", quando é um membro do PT indiciado pela justiça, com provas de crimes e á espera de serem condenados. O Governo pede calma e quer a maior das justiças, para não condenar alguém que pode ser inocente. 


Ora, o caso do boato sobre extinção da Bolsa Família, em menos de três horas a Ministra Rosário encontrou os culpáveis criminosos.

sábado, 18 de maio de 2013

O Pará prefere dinheiro fácil e rápido, mesmo que signifique pobreza do paraense


 Se o Pará tiver a inteligência de implantar  cinco projetos desta natureza em parques tecnológicos, não seriamos um Estado pobre e subdesenvolvido, criaríamos altas externalidades econômicas para gerar um verdadeiro desenvolvimento e não essa pobreza que não conseguimos superar. 



PCTGuamá terá unidade do CEABIO


A equipe do Centro de Estudos Avançados em Biodiversidade da UFPA (CEABio) teve o projeto aprovado pelo Conselho Curador do Parque de Ciência e Tecnologia - PCTGuamá . O CEABio representa um dos mais importantes centros de Pesquisa Básica em biodiversidade, com o qual conta a UFPA, e reúne uma equipe de pesquisadores, a maioria dos quais com formação acadêmica em áreas estratégicas para pesquisa em biodiversidade, como biotecnologia, química e biologia.

A apresentação feita pela equipe do CEABio mostrou, passo-a-passo, o processo de implantação do centro e ressaltou a importância dos produtos que serão gerados a partir das pesquisas que serão realizados pelo pesquisadores do Centro. Conforme o Plano de Negócios, os produtos serão extraídos, aproveitando a biodiversidade de plantas, peixes e microrganismos, existentes na Amazônia, sobre os quais a equipe de pesquisadores já estuda faz alguns anos.

Atuação - As áreas de atuação do CEABio serão a saúde, fitoterápicos, cosméticos e dermocosméticos e realização de serviços tecnológicos para empresas que precisem alargar suas pesquisas e colocar produtos de alto valor agregado, no mercado nacional e internacional.

A realização do Plano de Negócios contou com apoio técnico da Agência de Inovação Tecnológica (Universitec). Na ocasião foram apresentados os objetivos e o papel estratégico que cumprirá um centro de pesquisa de biodiversidade no Parque Tecnológico do Guamá, que incorpora uma área de serviços tecnológicos e produtos voltados para o mercado. Além das oportunidades e potencialidades da Amazônia aliados à experiência que o CEABio possui no desenvolvimento de produtos a partir da pesquisa básica.

Para conhecer e preservar a biodiversidade amazônica - O CEABio será coordenado pelo professor doutor Júlio Cesar Pieczarka, com o objetivo de desenvolver pesquisas para conhecer e preservar a biodiversidade amazônica com base no uso sustentável dos recursos naturais. Será construído em uma área de 2 mil m², no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT-Guamá), situado na Cidade Universitária José da Silveira Netto, em Belém , em um prazo de até 24 meses.

De acordo com Julio Pieczarka, o apoio da Universitec foi importante, no sentido de orientar na formatação do Plano de Negócio que foi apresentado ao conselho curador do PCT-Guamá. E essa parceria irá se estender, uma vez que o CEABio contará com o apoio da Universitec no que se refere a viabilizar um acordo de cooperação que possa garantir a capacitação e formação de empreendedores biotecnólogos com objetivos de desenvolver empreendimentos que reforçem a geração de inovação no ambiente da Universidade e transferí-los para o mercado.

O diretor da Agência, professor Dr. Gonzalo Enríquez, ressaltou o papel de um empreendimento dessa natureza implantado no Parque e afirmou que o CEABio representa um dos mais importantes centros de alta tecnologia, que será implantado em um parque tecnológico, pela capacidade e competência na academia; e na pesquisa básica e tecnológica, o CEABIO será um empreendimento de negócios como poucos que existem no Brasil e que nos países desenvolvidos são rotineiros.


Linhas de pesquisa e geração de produtos tecnológicos de alto valor agregado do CABIo. 


1. Biodiversidade de vertebrados: Cultura de células-tronco

2. Biodiversidade de invertebrados: agroindústria

3. Ecologia de florestas tropicais: bioprospecção de espécies

vegetais com potencial para fármacos

3.1. Propagação de espécies lenhosas nativas da Amazônia:

indústria madeireira

3.2. Etnofarmácia: produção de remédios

3.3. Fitoquímica de derivados de espécies vegetais: uso medicinal

4. Citogenética da biodiversidade amazônica: determinação

de modelos animais

5. Genética molecular da biodiversidade: base genética de

princípios ativos.

6. Cultura celular e células tronco mesenquimais.

7. Mutagênese ambiental: testes de extratos vegetais com

potencial para fármacos

7.1. Estudo reprodutivo de biomarcadores: determinação de

modelos animais


Texto : Hellen Lobato – Ascom Universitec

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pará tem terceira pior margem de acesso à web do Brasil


Só faltava esse recorde. 





A indústria que menos cresce no Brasil, os piores indicadores de educação, de segurança, de saúde e a queda constante da produção agropecuária, do comércio...

Queda brutal da disponibilidade do setor serviços. 

Em fim estamos voltando ao século XIX, de onde na realidade nunca saímos. 

93% do valor da produção paraense é apenas setor minereo de baixo valor agregado, madeira e agronegócios, representam o restante 7%. 


Só temos recursos naturais que não são infinitos, como muitos acreditam....




domingo, 12 de maio de 2013

Em campanha

Do Blog do Cláudio Humberto. Veneno puro....



Campos e Aécio
Cotados para disputar a Presidência em 2014, o senador
mineiro Aécio Neves (PSDB) e
o governador Eduardo Campos (PSB) acertaram costurar
uma estratégia comum para
levar as eleições contra presidenta Dilma ao segundo
turno. Em conversa esta semana, os dois combinaram
de concentrar ataques ao
governo petista e convencer
os partidos a lançar o maior
número possível de candidatos à Presidência.

Todos contra um
Eduardo e Aécio planejam
reunião reservada com Marina Silva e Fernando Gabeira
(PV), também cotados para
concorrer a presidente.

União faz a força
Aécio Neves avalia que só será possível, e com dificuldades, superar a popularidade
de Dilma, se os adversários
se unirem nos dois turnos.

O Pará e seus desafios


Algo está errado no Pará, muita ilusão e pouca ação. 


O Liberal, 11 de maio de 2013
Repórter 70




terça-feira, 7 de maio de 2013

A economia nos limites

Para Lara Resende, a correlação entre nível de renda e bem-estar deixa de ser verdadeira em países muito ricos


A dimensão social da realidade econômica, deixada de lado pelos economistas; a estrutura física da Terra, abusada pela sanha produtiva da humanidade; o bem-estar que não se deixa medir pelas variáveis do crescimento da renda. São temas que poucos esperariam encontrar no texto de um economista. A não ser que esse economista se veja, em algum momento, como "ex-economista"; é o que chegou a fazer o carioca André Lara Resende no livro "Os Limites do Possível - A Economia Além da Conjuntura" (Portfolio Penguin, 288 págs., R$ 44,90), que reúne artigos redigidos entre 2006 e 2013, dez dos quais publicados noValor. O lançamento, na segunda-feira, inaugura o selo dedicado a economia e negócios da editora Companhia das Letras.

A definição como "ex-economista", nos anos que precederam a crise dos subprimes, deve-se em parte à conclusão do estudo do tema a que dedicou grande parte da carreira, a inflação crônica; e em parte, também, por desencanto com os rumos que a teoria macroeconômica tomou.

Já a crise iniciada em 2008, diz Lara Resende, ressuscitou seu interesse pelo assunto, acrescido de preocupações com problemas que estão nos limites da reflexão econômica, ou mesmo além desses limites.

Na década de 1980, o economista se dedicou ao problema da inflação crônica brasileira e fez parte das equipes que criaram os planos Cruzado e Real. No governo de Fernando Henrique Cardoso, ocupou o cargo de presidente do BNDES. Lara Resende fala ao Valor sobre os rumos da crise no mundo, seus reflexos no Brasil e as implicações de longo prazo para a humanidade como um todo.

Valor: O senhor introduz o livro com uma provocação: em 2006, considerava-se um "ex-economista" quando recebeu o prêmio de economista do ano da Ordem dos Economistas do Brasil. Em que consiste um "ex-economista"?

André Lara Resende: O prêmio me surpreendeu, eu me considerava um ex-economista, como se dissesse "missão cumprida"...


Valor: Por causa do Plano Real?

Lara Resende: Por todo o desafio de entender o problema da inflação crônica e a indexação, projeto ao qual me dediquei por muito tempo.


Valor: O senhor se mostra desencantado com a macroeconomia, que virou "uma área menor da matemática aplicada", com inveja da física, e cita Joseph Schumpeter [1883-1950] para lamentar a falta da dimensão social da disciplina.

Lara Resende: Depois do Plano Real, tive vontade de fazer uma imersão na teoria. No dia a dia do mercado financeiro, perdemos rapidamente pé com o que se faz na academia. Voltei a ler e concluí que estava chato demais. Era sempre a mesma coisa: o modelo dinâmico estocástico de equilíbrio geral e alguma variação. Não havia nenhuma contribuição nova. Então eu me disse: "Sou um ex-economista". Aí veio a crise e o tema voltou a ser interessante.


Valor: O desconforto com a macroeconomia é generalizado. Em livros, artigos de jornal, estudos, a disciplina é criticada por todos os lados. É preciso repensá-la desde a base?

Lara Resende: Com a crise, a área sofreu um baque enorme. Na segunda metade do século XX, a economia tentou mimetizar as ciências exatas, pensando que elas, sendo mais formais, usando o instrumental da matemática, dão respostas mais precisas. O instrumental matemático ajuda muito, sim, mas tem limite. A economia não é ciência exata, é parte das ciências sociais. Ela é um subconjunto de uma teoria filosófica. Formalizada, a economia foi conduzida a um beco sem saída. Ficou estéril. Baseada no modelo paradigmático de equilíbrio competitivo, sem nada a ver com a realidade, e no qual se introduzem distorções, para aproximá-lo de determinados problemas específicos da realidade. Isso é um jogo bastante repetitivo.

Valor: Com a crise, no Brasil e no mundo a atuação do Estado voltou ao primeiro plano. Como o senhor vê a volta da ação do governo?

Lara Resende: O caso brasileiro e o americano são bem diferentes. No Brasil, o governo usou a política fiscal com a desculpa de que era anticíclica. O que deveria ter sido feito era política monetária. Em nenhum momento a situação brasileira foi como a crise dos EUA e da Europa. Não houve estouro de bolha, nem excesso de endividamento. O Brasil foi atingido pela via do comércio externo. Foi uma janela de oportunidade perdida para baixar os juros. Na Europa e nos EUA, a questão era diferente. Com o que se aprendeu da crise de 1930, os governos conseguiram evitar o colapso. Com a política monetária, reduzindo os juros para zero e transferindo dívida privada para o setor público, chegou-se à situação de excesso de endividamento público, enquanto a dívida privada não foi eliminada. A política monetária já está no nível zero, mas a economia não se recupera. Essa é a situação que o Japão já enfrenta há 20 anos e agora parece ter chegado aos EUA. Qual é a solução?

Valor: Tanto no Japão quanto nos EUA, insiste-se em inundar o mercado com dinheiro.

Lara Resende: Não surpreende. Desde a visita de [Milton] Friedman [1921-2006] ao Japão, acredita-se que com mais moeda, ainda que por caminhos desconhecidos, reativa-se a economia. Quem se opõe é a linha keynesiana. [John Maynard] Keynes [1883-1946] mostrou que estamos na armadilha de liquidez e a política monetária é incapaz de reavivar a economia. A única solução é voltar a Keynes: política fiscal

com aumento de gastos públicos, para servir de motor de arranque para a economia. Os críticos aos keynesianos respondem que a situação é diferente dos anos 1930, quando o endividamento privado não existia, porque tinha sido destruído pela depressão. Hoje, tanto o setor privado quanto o público estão muito endividados.

"Temos de voltar ao conceito clássico da boa vida, relacionado a viver bem, à satisfação de prazeres, às fontes de felicidade"

Valor: Isso é um impasse? O risco de colapso foi só postergado, em vez de evitado?

Lara Resende: Houve uma opção clara: os custos sociais e políticos de uma depressão, ou seja, deixar que os muito endividados quebrem e a dívida desapareça, são muito altos. Hoje, ninguém questiona essa opção. Schumpeter talvez considerasse essa resposta um equívoco, porque o capitalismo precisa de forças destrutivas para se renovar. Sem a renovação, ganha-se ao evitar a crise, mas perde-se pela esterilização do dinamismo. O resultado é a longa estagnação. É substituir, como diz [Karl] Marx, o fim horroroso pelo horror sem fim.


Valor: No Brasil, tivemos o uso da política fiscal, depois a redução dos juros, e agora a inflação acima da meta e o crescimento baixo. Qual é a particularidade do caso brasileiro?

Lara Resende: Hoje, acho que há uma certa leniência com a inflação. Pode ser que seja um viés meu, um trauma com a inflação, mas acho essa leniência muito perigosa. A credibilidade do sistema de metas e do Banco Central foi conquistada a duras penas. Por exemplo, uma das explicações para as taxas de juros excepcionalmente altas nos últimos anos é que o BC tinha que obter credibilidade. Quando o BC finalmente começava a conseguir a credibilidade, ela começou a ser erodida. É preocupante.

Valor: E a política fiscal?

Lara Resende: O Brasil tem um problema essencial, que não é de hoje, mas dos últimos 50 anos, que é a insuficiência de poupança e, portanto, de investimento. Sem a poupança privada, a solução estaria na poupança pública: reduzir o déficit público e dar estímulo à poupança privada, para que invistam e aumentem a oferta. O Brasil tem feito exatamente o oposto. Estimula sempre a demanda agregada, que está batendo no teto, nos gargalos. Mas se fosse para aumentar gasto público, que fosse no investimento, não nos gastos correntes.

Valor: Seu texto de agosto de 2011 lista esses traços da economia brasileira. De lá para cá, a única variável relevante que se alterou foi a taxa de juros, com a política de redução da Selic.

Lara Resende: O que digo nesse artigo é justamente que a taxa de juros já deveria ter caído, na crise de 2008. Havia quem contra-argumentasse dizendo que, depois, a Selic teria de subir de novo. Quando o BC enfim baixou os juros, houve fortes críticas, mas eu não estava tão convencido de que fosse um erro. Agora acho que o BC subiu os juros com atraso.

Valor: Um objetivo da redução da Selic era incentivar o investimento de longo prazo. Em quanto tempo esse efeito é visível?

Lara Resende: Aumentar os investimentos de longo prazo e o investimento público é mais fácil de falar que de fazer. É necessário ter uma programação e uma logística que não são nada claras. Não se consegue investir com agilidade. O governo americano está tentando, por exemplo, e tem dificuldade.

Valor: E o investimento privado?

Lara Resende: No longo prazo, depende dos chamados "espíritos animais", que dependem, por sua vez, de muita confiança. Mas o governo tem sido titubeante e contraditório. Com isso, piorou muito a visão empresarial sobre o Brasil. Ainda mais no exterior, onde era muito positiva até há poucos anos, e agora está péssima. Foi uma guinada enorme. A percepção doméstica era mais matizada, não tão positiva, e agora não é tão negativa. Mas também piorou.

Valor: O senhor descreve o Plano Collor como "barroco, complexo e agressivo, embora fracassado". Em seguida, diz que ele reduziu o endividamento público e, sem isso, o Plano Real seria impossível. Essa relação é tão estreita assim?

Lara Resende: Esse trecho é uma provocação talvez forte demais. A inflação crônica é fruto do endividamento público excessivo. Só é possível estabilizar a economia se o endividamento for reduzido. No Brasil, o Plano Collor fez, de maneira violenta, agressiva, uma redução drástica no endividamento público, que facilitou o programa de estabilidade posterior. Por sinal, hoje posso dizer que eventualmente essa questão vai aparecer no mundo desenvolvido, também. Alguma forma de redução agressiva da dívida pública vai ser inevitável.

Valor: A desigualdade é um tema que aparece em vários textos, com a avaliação de que o bem-estar proporcionado pela diminuição da desigualdade beneficia também os ricos. Como se obtém uma sociedade mais igual sem arriscar a livre iniciativa e as liberdades individuais?

Lara Resende: A experiência do comunismo soviético levou a uma profunda desconfiança contra a busca da igualdade social, com a suspeita de que isso implique aceitar a redução das liberdades individuais. Mas é possível ter sociedades mais homogêneas e democráticas, como na Escandinávia. Os céticos dizem: basta garantir a igualdade de oportunidade. Mas mesmo esta não pode prescindir da ação de governo. As duas são importantes: igualdade de oportunidades e um mínimo de homogeneidade. Isso deve ser obtido não de forma autoritária, mas com políticas de compensação, que vão do investimento em educação à oferta de cultura.

Valor: Isso inclui as cotas universitárias?

Lara Resende: Eu tinha uma implicância com as cotas, porque é o tipo de coisa que sempre pode levar a abusos. Mas devo confessar que tive que rever minha opinião. Pensei muito nisso nos últimos anos e acho que políticas compensatórias devem ser adotadas.

Valor: Seu livro discute, também, o crescimento como paradigma da economia. A crise teria freado a crença no crescimento como meta absoluta. Como o senhor enxerga o tema do crescimento, a partir da crise de 2008?

"O raciocínio econômico está assentado sobre a ideia de que o processo produtivo cria sem exaurir o mundo físico"

Lara Resende: Esta crise é um caso clássico de crise financeira. O tema do crescimento econômico é importante por outro lado. Ele aparece como objetivo porque, até hoje, foi uma variável aproximativa para o bem-estar. Esse, sim, deve ser o objetivo da política econômica. Mas a correlação entre crescimento e bem-estar pode estar se esgotando. A evidência empírica mostra que é uma correlação verdadeira, mas só até um nível de renda surpreendentemente baixo. Algo como US$ 75 mil anuais de renda. Acima disso, a relação se enfraquece. O bem-estar está associado a outras coisas, como a homogeneidade social. A desigualdade é profundamente desagregadora do espírito social, que é importante para o bem-estar. É evidente, também, como ficou gritante com a entrada da China no mundo do consumo, que nas condições atuais de tecnologia é impossível manter 7 bilhões de pessoas com o padrão de consumo semelhante ao dos países desenvolvidos.

Valor: Além do limite do crescimento possível, haveria um limite do crescimento desejável?

Lara Resende: É preciso fazer essa pergunta. O país que está na fronteira desse problema é o Japão. Chega um ponto em que o país envelhece, reduzindo o crescimento via demografia; e as pessoas ficam saturadas com o consumo. Chegou-se a um nível de renda e de sofisticação em que não se avança mais. A saturação faz com que a economia tenda a ser menos dinâmica.

Valor: Os japoneses, agora, decidiram voltar a perseguir o crescimento. Shinzo Abe, o primeiro-ministro, promete dobrar a base monetária para reativar a economia.

Lara Resende: Tenho dúvidas sobre a tentativa de reanimar a economia artificialmente. A digestão de excesso de dívida com crescimento me parece hoje mais questionável que no passado. Abe quer levar ao extremo algo que começou no próprio Japão, por sugestão de Friedman, em 1998. Nos EUA, Ben Bernanke lançou o "quantitative easing" três vezes, embora menos agressivamente. De outra forma e

por questões políticas, o BCE [Banco Central Europeu] fez o mesmo, assim como o Banco da Inglaterra. É um grande ponto de interrogação em que vai dar esse experimento de política monetária.

Valor: Se a macroeconomia se preocupa tanto com o nível do produto, como ela tem de se transformar para pensar o "pós-crescimento"?

Lara Resende: Precisamos entender que o processo da economia, a produção, o consumo, cria um problema que é mais do que econômico. Existem limites físicos para o crescimento. Isso foi brilhantemente demonstrado por Nicholas Georgescu-Roegen [1906-1994], pioneiro da tese de que havia erro na concepção da economia que pode crescer sempre. O raciocínio econômico está assentado sobre a ideia de que o processo produtivo cria sem exaurir o mundo físico. Mas isso viola a lei da entropia. Todo processo de produção dissipa energia não recuperável. Aquilo que era correto e interessante conceitualmente, hoje tem aplicação prática.


Valor: Quais são os caminhos abertos para lidar com esse problema?

Lara Resende: Há duas teses radicalmente opostas. Os otimistas desconsideram o problema, dizendo que a evolução da tecnologia o resolverá. Do outro lado, a figura paradigmática do pessimismo soturno é James Lovelock, autor da teoria de Gaia. Ele diz: houve um desequilíbrio no macrossistema do planeta. O ser humano, que sempre somou algo como 200 milhões de pessoas sobre a Terra, de repente, em dois ou três séculos, passa a 7 bilhões. Isso é insustentável. É como uma epidemia, e a própria biosfera vai resolver a doença, reduzindo o número de humanos sobre a Terra. Como isso vai acontecer, não se sabe, mas vai. É uma posição bem desagradável, não? Não estamos habituados à ideia de que certas coisas não têm solução.

Valor: Não existe algum meio-termo um pouco mais palatável?

Lara Resende: No meio do caminho tem a posição dos ecologistas. É curiosa. Fala-se na passagem para o crescimento sustentável, mas tenho a impressão de que são duas palavras de um antagonismo radical. De que adianta juntar o aposto "sustentável" à noção de crescimento? Isso não a neutraliza. A tese de Robert e Edward Skidelsky, pai e filho [autores de "How Much is Enough?"], é que há um equívoco. O enriquecimento existe para que se aproveite a vida. Para ter uma boa vida. Temos de voltar ao conceito clássico da boa vida, relacionado a viver bem, à satisfação de prazeres, às fontes de felicidade. Mas eles são críticos, e concordo com eles, da ideia de usar o conceito de felicidade para substituir a renda. Não sabemos como definir a felicidade. Se é um conceito existencial, não é quantificável. Se é utilitarista, não pode ser referência como objetivo de vida. O filósofo Michael Sandel também discute a necessidade de mudar algo na cultura, na nossa visão de mundo. Teríamos de buscar uma vida confortável e agradável, largando o objetivo de possuir cada vez mais, especialmente bens materiais. Mas ainda estamos muito, muito longe disso.

Valor: Quando seus artigos começaram a tratar do "limite do possível", a recepção foi mais forte do que o senhor esperava. Como está esse debate, do ponto de vista intelectual?

Lara Resende: Ainda muito polarizado. Por um lado, há os otimistas de que falei, que desconsideram completamente essa questão, como se fosse um modismo, com apelo entre os jovens: "Quer fazer sucesso, então se diga verde"! Eles ficam irritados quando um economista - digamos assim - "neoclássico" leva o tema em

consideração. Do outro lado, há os que tratam o problema de modo quase religioso. Para eles, se acredito que o planeta tem limites físicos, sou contra o mercado, o sistema de preços, o capitalismo... Isso é uma falsa oposição. O sistema de preços competitivos não é nem de direita nem de esquerda. É um instrumento de transmissão de informação, com o qual muitos tipos de sociedade podem ser construídos.

Valor: Iniciativas de precificar os limites da Terra, como o Protocolo de Kyoto, não avançaram por motivos políticos: países muito relevantes, a começar pelos EUA, mantiveram distância.

Lara Resende: A precificação do problema ecológico reflete um caso clássico de falha de mercado. É um bem público, ou seja, sem custos privados, mas com custos públicos para o consumo. O preço não aparece para o indivíduo. Precificar esses custos com preços-sombra, através de regulamentação, dá de frente com o fato de que é um problema planetário, que exigiria uma governança mundial. Essa é outra questão: o mundo está interligado e precisa de governança internacional... Mas não tem.

Valor: No livro, o senhor associa a necessidade de regulação mundial à crise de 2008. Mas os avanços nesse sentido foram tímidos. Há espaço para tamanha coordenação internacional?

Lara Resende: Nenhuma tentativa de coordenação, desde 2008, foi objetiva. Ainda estamos com o arcabouço discutido na crise de 1930, que levou à conferência de Bretton Woods. Esse arcabouço parece ter ficado obsoleto e inadequado para o avanço de problemas cada vez mais supranacionais. Sempre fui entusiasta da União Europeia, achando que era o grande experimento nessa direção. Infelizmente, a moeda única foi uma precipitação. A crise está testando a convicção política, na UE, de que é necessária uma governança supranacional. Hoje, não está claro que esse teste vai sobreviver.

Valor: O senhor também sugere criar uma moeda supranacional, que não fosse vinculada às instituições nacionais. Como lhe parece essa discussão, que ressurgiu há dois anos?

Lara Resende: Sempre achei isso muito importante. Uma moeda internacional que não substitua as moedas nacionais. Haveria uma moeda de reserva internacional, emitida por um órgão de governança internacional. Não seria como os direitos especiais de saque, do FMI [Fundo Monetário Internacional]. Seria uma moeda no duro. Ela poderia ter circulação e câmbio livre com as moedas nacionais.

Valor: Isso faz lembrar o padrão-ouro.

Lara Resende: Com a diferença de que, como a oferta de ouro era limitada, o padrão-ouro criava problemas deflacionários enormes. O objetivo da moeda internacional seria evitar o efeito desorganizador de uma moeda nacional, como o dólar, funcionando como reserva internacional. Se o país precisa, faz política monetária com objetivos domésticos. Isso é muito desorganizador no plano internacional.

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Por Diego Viana e Robinson Borges | De São Paulo

O PT abre as portas do Planalto para a entrada do neoliberalismo

Dilma anuncia Guilherme Afif Domingos (PSD-ex DEM) no ministério e busca apoio do varejo

Depois de tanta crítica e combate ao neoliberalismo e à direita do Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT) envereda pelo caminho de uma aliança estratégica com o neoliberalismo. Um dos seus principais expoentes, Afif, já foi membro do Governo Militar e sempre defendeu a teoria de diminuição do estado, dos impostos, de um estado pequeno e de uma iniciativa forte e de uma economia de livre mercado.

Eu já disse, o PT não tem fundamentos nem princípios ou se teve, já foram embora. Hoje esta-se transformando em um verdadeiro PRI mexicano, Partido Revolucionário Institucional, que assumiu o poder na década de 1920, com princípios revolucionários e fundamentos sociais e se manteve no poder por mais de 60 anos. Como o PRI se manteve no poder? abandonando todos seus princípios e fundamentos sociais e integrando-se com a direita mexicana, com uma proposta populista, mas defendendo o regime dos grandes empresários, comandando um modelo de governo onde a corrupção se instalou no executivo, perpassou os partidos, o parlamento, sindicatos (todos foram comprados pelo PRI). 

O passo seguinte da corrupção no México foi o acerto com o narcotráfico mexicano e internacional que também, passou a formar parte, de forma indireta, dos diversos governos da "Revolução Mexicana". 

Qualquer parecido com a trajetória que seguida pelo nosso PT, é apenas uma ilusão de ótica do blog.        
Fique com a matéria do Valor.



Afif, em evento da Associação Comercial, da qual foi presidente: nomeação aproxima PSD do PT, com vistas a 2014

Em aceno ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a presidente Dilma Rousseff anunciou ontem o empresário e vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), para chefiar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério. A posse será na quinta-feira. A entrada de Afif no governo petista aproxima o PSD do PT, com vistas às eleições de 2014.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o vice-governador de São Paulo tem tido "papel relevante em todos os processos que, nos últimos anos, resultaram no estímulo e na valorização das micro e pequenas empresas".

A nomeação foi feita em uma reunião entre Dilma, Afif, Kassab e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Todos se encontraram pela manhã, na cerimônia de posse de diretores e conselheiros da Associação Comercial de São Paulo e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, na capital paulista.

Vice do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Afif cogitou acumular os dois cargos, constrangendo o tucano. Em nota, Afif não deixou claro se deixará a gestão estadual. "Quero agradecer o governador pela compreensão com minha nova incumbência e pela missão que muito me honrou, que foi presidir o Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas". Em nota, Alckmin evitou transparecer o mal-estar e parabenizou Dilma pela escolha. "Com o convite, São Paulo dá mais uma contribuição para o Brasil. E, a serviço do Brasil, haverá de fazer ainda mais por São Paulo", afirmou o governador, no texto (leia mais nesta página).

A nomeação aumenta o distanciamento do PSD em relação ao PSDB para a próxima eleição. Em São Paulo, o partido apoiou o tucano José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012, mas depois da eleição começou a articular a adesão ao governo federal.

Ontem, horas antes de o governo federal divulgar oficialmente a nomeação do novo ministro, Dilma fez vários elogios públicos a Afif em evento da Associação Comercial de São Paulo - entidade presidida pelo vice-governador por duas vezes. "Queria aproveitar esta cerimônia para homenagear um brasileiro que colocou na pauta do país, na nossa pauta, o apoio às pequenas e micro empresas, fazendo com que reconhecêssemos que esta é uma questão estratégica", disse.

Dilma destacou a atuação de Afif na defesa dos micro e pequeno empresários, como na articulação do Simples e na criação da lei do microempreendedor individual. "A questão dos pequenos negócios é uma estratégica e imprescindível para o presente e o futuro do país".

A empresários, a presidente afirmou que a Secretaria da Micro e Pequena Empresa é "essencial". "Haverá um ministro olhando só para a questão dos pequenos negócios", reforçou. "[A secretaria] é um elemento fundamental para que nós tenhamos colocado em definitivo na pauta em todas as esferas do governo a preocupação com o pequeno negócio", disse Dilma.

A presidente afirmou que não há uma tradição de cuidar desses empresários e disse que pretende mudar isso. "O governo deve dar suporte, apoiar e estimular. Não pode e não deve jamais se constituir uma barreira para eles". Segundo Dilma, houve uma "explosão" de micro e pequenas empresas nos últimos anos, que passaram de 2 milhões em 2007 para 4,4 milhões, que "agregaram 11 milhões de postos de trabalho".

Durante o discurso, Dilma fez acenos a outro dirigente do PSD: Paulo Safady Simão, presidente do diretório estadual de Minas e presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil. O dirigente é cotado para disputar o governo mineiro, em 2014.

Na cerimônia concorrida, na qual o empresário Rogério Amato foi reconduzido à presidência das duas entidades, Dilma anunciou a redução da taxa de juros para microempresas de 8% para 5% ao ano. A presidente afirmou que tem reduzido os impostos no país e que afirmou que diminuirá a burocracia para as empresas.

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cristovam Buarque diz que Bolsa Família terá fracassado se ainda existir em 20 anos

Para o senador, programa deveria aliar ações de Educação para não ser mais necessário no futuro

BRASÍLIA - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) subiu à tribuna do Senado nesta segunda-feira e elogiou a série de reportagens publicada pelo GLOBO neste domingo (veja matéria aqui no blog), sobre os beneficiários do Bolsa Família. Para o senador, o auxílio é benéfico, mas deve se tornar desnecessário no futuro, com adoção de ações na área da Educação. Para o senador, a manutenção do programa daqui a 20 anos apontaria um fracasso.

- Seria uma tragédia se o Brasil de hoje não tivesse a Bolsa Família. E será uma tragédia se, daqui a 20 anos, a gente continuar precisando da Bolsa Família. E a saída é a educação - discursou Cristovam.

O senador afirmou que o Bolsa Família é um avanço da democracia ao transferir renda para os mais pobres, mas fracassa por não oferecer ensino de qualidade aos filhos dos beneficiários. Ele criticou o governo da presidente Dilma Rousseff por não apoiar projeto de lei de autoria dele que obriga os pais atendidos pelo programa a comparecer à escola dos filhos pelo menos uma vez por ano.

- A matéria do GLOBO de ontem (domingo), a meu ver, tem um papel histórico. Porque pela primeira vez se mostra, com dados, que as famílias estão perpetuando a necessidade de uma bolsa. E, se isso acontece, o programa fracassou, apesar de assistir bem. Assistiu, mas fracassou. É como você manter uma pessoa na UTI sem curá-la. Não basta ficar dando remédio. É preciso dar o remédio e dar a cura. O Bolsa Família é um remédio, a educação é a cura que permitiria que essas famílias saíssem da pobreza.

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