quinta-feira, 7 de março de 2013

Não é bem assim, mas interessante ler


Para onde vamos?


- Nicias Ribeiro
- Engenheiro eletrônico
-nicias@uol.com.br

No inicio do ano passado o Ministro Guido Mantega, da Fazenda, anunciou que a economia brasileira teria, em 2012, um crescimento entre 4% e 4,5%. Passados alguns meses, S. Exa. mudou o discurso e disse que o crescimento da nossa economia ficaria entre 3% e 4%. Em meados de 2.012, novamente mudou o discurso e anunciou que, devido a crise na União Européia, o Brasil teria um crescimento em torno de 2,5%. Em setembro, reduziu o seu prognostico para mais ou menos 2%. Agora, na ultima quinta-feira, o IBGE anunciou que, em 2012, o crescimento da nossa economia foi de apenas 0,9%.

Como o Ministro da Fazenda poderá explicar à nossa “Presidenta” e à Nação esse pífio desempenho da nossa economia, considerando, principalmente, a diminuição dos juros pelo Banco Central e a redução do IPI na compra de veículos, fogões, geladeiras e outros produtos, como formula de estimular, mais ainda, o consumo? Como justificar esse baixo crescimento do PIB (produto interno bruto) e uma inflação de quase 6%, portanto, acima da meta?

Sinceramente espero que o Ministro Mantega não diga que esse “pibinho”, como disse a presidente Dilma, seja em razão da crise europeia, uma vez que será difícil explicar o fato do PIB do México, cuja economia é industrializada e não ser grande exportador de commodities, ter crescido 3,9% com uma inflação de 3,2%. E o Perú, cujo PIB cresceu 6,5% com uma inflação de 2,7%? O Chile que cresceu 5,6% com uma inflação de 1,8%? E a Colômbia, que cresceu 3,4% com uma inflação de 2%? Isto sem falar na Venezuela que teve um crescimento maior que o Brasil, apesar de estar com uma altíssima inflação e até sem governo.

O que houve com o Brasil em 2012? Será que a revista inglesa The Economist estava certa em sugerir a demissão do ministro Mantega? Ou será que a culpa é do conjunto do governo que, em vez de investir maciçamente na produção, optou erroneamente em incentivar, mais uma vez, o aumento do consumo da população?

Não sou economista. Contudo, acredito que a maior lição para o enfrentamento de crises foi dada pelo saudoso presidente Franklin Delano Roosevelt, dos EUA, quando enfrentou a grande depressão econômica de 1929. E o caminho trilhado por aquele estadista, foi investir maciçamente com recursos públicos na produção, obviamente, que em projetos de alta rotatividade e de rápido retorno.

Infelizmente o Brasil seguiu o caminho inverso. Em vez de apressar, por exemplo, a conclusão das obras de pavimentação de rodovias como a Cuiabá - Santarém (BR – 163) e Transamazônica (BR-230) que, aliás, integram o PAC I, estimulou novamente o consumo, como se as necessidades básicas de consumo da população não tivesse sido exauridas em 2008/2009, quando se utilizou dessa estratégia para enfrentar aquela crise de liquidez, que teve origem nos EUA.

Hoje, o Brasil convive com juros relativamente baixos, baixos índices de desemprego, reduziu-se os tributos de determinados bens de consumo e a nossa economia não deslanchou, o que prova o erro de estratégia. Agora a presidente Dilma anuncia, em Paris, a construção de 800 aeroportos, o que por si só é um absurdo e que bem demonstra o desespero do governo. Privatiza-se os aeroportos de Guarulhos, Campinas, Brasília, Galeão, Confins e outros. Edita-se Medida Provisória visando a modernização dos nossos portos, via privatização ou concessão. Anuncia-se novas regras de concessão ou de privatização de rodovias e ferrovias e assim por diante. Enquanto isso, apesar das Eclusas de Tucuruí terem sido inauguradas, ainda, no governo Lula, a hidrovia do Tocantins é subutilizada, porque, até agora, não foi feita a derrocagem do pedral do Lourenço, no município de Itupiranga. Isso tudo, sem falarmos na transposição das águas do rio S. Francisco para irrigar o semi-árido nordestino, cujas obras, aliás, se arrastam desde o ínicio do primeiro governo Lula. E a siderúrgica de Marabá. Vai ou não vai? E as refinarias de petróleo de Pernambuco e do Maranhão, que estão em obras desde o governo Lula e cuja demora obriga a Petrobrás a importar mais e mais óleo diesel, caríssimo, para alimentar as termoelétricas que geram energia elétrica no Brasil? Ai, perguntamos: O que queremos? Para onde vamos?...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Política de cotas


Editorial da Folha de São Paulo



Como era previsível, são acalorados os debates acerca da adoção de uma política de cotas pela USP.



O modelo foi proposto pelas reitorias das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unicamp e Unesp) e tem o aval do governo do Estado, mas precisa ser aprovado até junho pelos respectivos conselhos universitários para ser posto em prática já a partir de 2014.



Tendo em vista as críticas que o projeto passou a sofrer, não é improvável que o debate se prolongue para além do prazo estipulado.



A proposta paulista de cotas tem, sobre a versão federal, a vantagem de não se limitar à simples reserva de vagas. Preocupa-se, também, em assegurar o preparo do aluno para acompanhar os cursos.



Até 2016, 20% das vagas seriam preenchidas por egressos de escolas públicas, que passariam antes por uma espécie de "college", um curso intermediário semipresencial de dois anos (ainda a ser criado). Outros 30% entrariam pelo vestibular, mas com bonificação para alunos da rede oficial; e 50% seguiriam o método clássico.



Lamentavelmente, no caso dos postos destinados a jovens vindos do ensino público, incluiu-se uma subcota racial de 35% (discriminação desnecessária, ainda que positiva, pois o critério social já permite a inclusão de não brancos).



Capacitar alunos desfavorecidos é importante, mas o modelo paulista termina por discriminar o jovem mais pobre. Afinal, determina que apenas ele passe pelo curso intermediário. Além disso, a reciclagem seria semipresencial -o estudante iria pouco ao campus, o que nada contribui para a inclusão.



Há críticas pertinentes, mas a janela é curta. Já tramitam na Assembleia Legislativa projetos de lei determinando que as universidades estaduais paulistas reservem 50% das vagas para cotistas, como nas congêneres federais.



Se as academias não alcançarem uma solução de consenso, são grandes as chances de que a controvérsia se encerre por força dos legisladores -a despeito do que pense a comunidade universitária.

sábado, 2 de março de 2013

Mantega. A piada sou eu.....

“É uma piada. Vai ser muito mais que isso!”


Guido Mantega: para Financial Times, otimismo do ministro não tem razão de ser (Lionel Bonaventure/AFP). 
 Para FT, Guido Mantega insiste em tocar 'disco quebrado'

Essa foi a resposta do Ministro Mantega às previsões do Credit Suisse, no início de 2012,  de um PIB de apenas 2%. Logo o banco baixou a sua projeção para 1,5%. O ministro ficou furioso. 

A Presidente Dilma havia inaugurado aquele ano prevendo uma expansão da economia de 4,5%, depois dos magros 2,7% de 2011. Ali pelo início do segundo trimestre, Mantega decidiu baixar 0,5 ponto e se contentou com 4%. 

No fim de junho, já não era tão preciso a respeito, mas uma coisa o homem assegurava: seria superior a 2011 — logo, rondando a casa dos 3%.

Essa do banco é uma piada, vamos crescer mais de 3%. O PIB foi de quase a metade disso.......

Culpa da crise internacional?, pode ter sido,  só em parte. Os  BRICS cresceram bem mais e nossos vizinhos,  sem contar Venezuela e Argentina,  acima dos 5%, dentre eles, Colômbia, Chile, Perú e México. 

Na realidade, é falta de uma verdadeira política industrial que gere competitividade da indústria. Mas principalmente, falta uma política de desenvolvimento econômico para o Brasil. Essa é a grande dívida dos governantes com o povo.  

Ruim.....







quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Elizer Batista, o avô homenageado pela ALEPA, o neto indiciado por homicídio






O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afastou o perito criminal responsável pelo laudo do processo do atropelamento no qual Thor Batista matou um ciclista em 17 de março do ano passado.

O acidente aconteceu na Rodovia Washington Luís, na altura de Xerém, em Duque de Caxias.

Thor havia sido indiciado por homicídio culposo, sem intenção de matar, mas a Quinta Câmara Criminal anulou o documento elaborado pelo perito, que constatou que o filho de Eike Batista dirigia a 135 km/h.

De acordo com a decisão da juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Caxias, Hélio Martins Junior não deverá mais manifestar-se nos autos.

Na semana passada, os desembargadores já tinham votado a favor da defesa de Thor, que alega que o laudo viola a imparcialidade.

Justiça descarta laudo contra Thor Batista

Além de retirar os laudos periciais e o depoimento de Hélio do processo, a magistrada marca novo interrogatório de Thor, para às 13h do próximo dia 12 de março.


Paulo Bernardo, nosso ministro da banda larga de 5 Mbps

Na falta do que mostrar…



Na Espanha – país que em breve terá uma rede de banda larga de 100Mbps – Paulo Bernardo, nosso ministro da banda larga de 5 Mbps, voltou a atacar os EUA pelos custos assumidos pelo Brasil com a falta de um PTT na América Latina (ponto de troca de tráfego). Que, segundo ele, obriga que 35% das conexões brasileiras tenham de passar pela rede norte-americana.

E aí se valeu do ataque para defender a tortuosa posição brasileira na UIT, que apoiou abertamente países contrários à neutralidade de rede, a maioria com viés ditatorial. Todas as grandes democracias do mundo foram contra a proposta da UIT.

* É o tipo da viagem que, o melhor que um ministro sem agenda faria, seria tomar vinho.
Do Blog Capital Digital. 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Blairo Maggi: ‘Os radicais nos querem pendurados em árvores’

Rei da soja vai comandar Meio Ambiente no Senado

BRASÍLIA — O senador Blairo Maggi (PR-MT), um dos maiores produtores de soja do país, já foi o inimigo público número um dos ambientalistas e virou símbolo internacional do desmatamento. Chegou a receber o título de “Motosserra de Ouro”. Mas o ex-governador de Mato Grosso jura que isso é coisa do passado. Hoje, ele foi aclamado presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Blairo ataca ambientalistas radicais: ‘Querem que o país volte a ser 
uma floresta só’ ANDRE COELHO / André Coelho/29-2-2012
Blairo diz se considerar o parlamentar ideal para presidir a comissão e afirma que as ONGs dispensaram a ele um tratamento de amante: “No gabinete, era beijinho, beijinho, mas lá fora fingiam que não me conheciam”. O senador afirmou que os radicais defensores do meio ambiente querem todo mundo pendurado em árvores comendo coquinhos, “como Adão e Eva”. Mas o senador diz que defende energia, carros e bosques para todos os brasileiros: “Uma vida boa, moderna e bacana”.

Sobre sua indicação para a Comissão de Meio Ambiente, sabe que virá chumbo grosso...

Espero.

O senhor está preparado para enfrentar os integrantes de movimentos ambientais?

Não tem novidade nesse tipo de coisa. A minha atividade agrícola é inimiga número um dos ambientalistas, embora ache que eles estão absolutamente errados. Não tem vida se não tem comida, se não tem alimentos. A sociedade só se organizou depois da agricultura. É que está tão fácil conseguir comida hoje que ninguém sabe de onde ela vem. Quando assumi o governo de Mato Grosso, o índice de desmatamento era crescente. Quando me elegi, disseram que tinham colocado a raposa para tomar conta do galinheiro. Mas, se pegarem os números de depois que eu saí, verão que houve redução de 90% no desmatamento. É possível aliar produção e preservação. Houve enfrentamento com os ambientalistas, que me deram o famoso prêmio “Motosserra de Ouro”, e acharam uns humoristas para fazer graça. Não fiz nada para merecer esse título.

O senhor não receia que essas investidas voltem com sua nomeação para a Comissão de Meio Ambiente?
Não. Minha história como empresário e agricultor é bem diferente da história que plantaram de minha atuação como governador na área ambiental. Chamei os setores produtivos, reorganizei o setor e disse que a pressão estava muito grande. Haveria o risco de produzirmos e, por barreiras ambientais, não vendermos para ninguém. Comecei a me entender com as ONGs. Procurei as ONGs fora do Brasil, em Washington, mostrei as intenções de meu governo. Houve resistência no início. O acordo foi feito, e avançamos muito. Teve período em que as ONGs começaram a frequentar o estado, a ir ao meu gabinete. Internamente, conversávamos muito bem. Mas, fora, era difícil. Tratavam-me como se trata uma amante: dentro de casa, é beijinho, beijinho. E, do lado de fora, fingiam que nem me conheciam. O Greenpeace e o WWF foram para dentro do governo, e criamos programa de recuperação de floresta que virou até modelo para o Código Florestal. No fim, o Greenpeace me deu um bombom de cupuaçu, simbolizando nosso entendimento com a floresta.

Como vai lidar com as prováveis manifestações?

Já estou acostumado. Nem sei se haverá manifestações, mas, se for assim, fazer o quê? Tenho minhas credenciais, o que minha empresa faz e fez pelo meio ambiente. Sei como fazer. Não passarei vergonha, não tenho medo de discutir e de que se levantem meu passado e meu presente.

Por que o senhor se interessou por essa comissão?
Porque sou um defensor do meio ambiente, cujo conceito para mim é crescer e preservar. Andam juntos. Tenho esse perfil. Conheço bem o que as ONGs e os produtores pensam, como agem e o que querem. Se tiver alguém com currículo mais apropriado que o meu para essa comissão, cedo o lugar. Tenho todas as credenciais para ocupá-lo. As ONGs sérias me conhecem.

Quais são as ONGs sérias?

Todas (risos).

O senhor sempre apareceu cotado para o Ministério da Agricultura. O rumo mudou?

Na política, tudo é muito dinâmico. Não vejo contradição entre as duas coisas. Se tem alguém que sabe cuidar do meio ambiente, esse alguém é o agricultor, que sabe olhar para a terra e defendê-la. Ali estão seu futuro e seu ganha-pão. Agora, os radicais não querem nada! Querem que o país volte a ser uma floresta só, que vivamos pendurados em árvores comendo coquinhos por aí. Como Adão e Eva. Ninguém quer isso. Quer ter energia elétrica, boas estradas, andar de automóvel e parques para darmos caminhadas e uma boa vida no campo. Uma vida boa, moderna, bacana.

É boa a relação do senhor com a presidente Dilma?

A minha, sim. A do partido (PR), eu não sei.

Como avalia o partido que a Marina Silva está lançando (o Rede)?

Com respeito. É uma defesa intransigente do meio ambiente.

O senhor se filiaria?

Não. Somos diferentes na forma como pensamos o mundo. Viva a diferença!


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Marcos Valério,Virgílio Guimarães (PT), Paulo Rocha (PT) e os garimpos do Pará


Nascido em Curvelo (MG), a mesma cidade de Marcos Valério, o ex-deputado Virgílio Guimarães foi o responsável por levar o polêmico empresário, hoje condenado a mais de 40 anos de prisão, a dirigentes do PT. Agora, ele está envolvido num novo negócio, para a exploração de ouro em Serra Pelada, no Pará e leva no colo ao nosso ex-deputado do PT, Paulo Rocha a polêmica operação que será levada ao Ministério Público

 Leia abaixo a reportagem de Josie Jeronimo, na revista Istoé: 

Vossas excelências, os garimpeiros

Ex-deputados do PT, Virgílio Guimarães e Paulo Rocha celebram um fabuloso negócio com associação de garimpeiros de Serra Pelada para ficar com 56% da exploração de duas jazidas de ouro. Acordo vai ser investigado pelo Ministério Público

Josie Jeronimo

Candidato derrotado a uma vaga de suplente de senador em 2010, o ex-deputado Vírgilio Guimarães, do PT de Minas Gerais, fez uma aparição espetacular no garimpo de Serra Pelada, no domingo 17. Conduzido por outro ex-parlamentar, o também petista Paulo Rocha, do Pará, Virgílio deu uma palestra para 545 garimpeiros e voltou para casa com um contrato fabuloso. Atuando como consultor de empresas interessadas em investir em duas jazidas com reservas calculadas em 33 toneladas de ouro, Virgílio e seus clientes terão direito a ficar com 56% de toda a riqueza que for extraída do lugar, reservando 44% para a cooperativa que reúne 38 mil garimpeiros de Curionópolis, a 700 quilômetros de Belém. Virgílio admite a negociata: “Fui lá fazer uma palestra de gestão. Aí me desafiaram: se o senhor é tão bom gestor, pode nos ajudar aqui?”

As condições do contrato da empresa de Virgílio, a Brasil Século III, que privilegiam os gastos de investidores sobre os garimpeiros, estão próximas do que se pratica no mercado. Mas o acordo, firmado no último fim de semana, já produz descontentes. Garimpeiros levaram o caso para o Ministério Público Estadual, reclamando que a firma, registrada em Belo Horizonte com capital de R$ 20 mil, não tem capacidade econômica e técnica para explorar as cerca de 33 toneladas de ouro estimadas nas duas lavras. O ex-deputado se defende: “A minha empresa foi contratada para fazer gestão. Minha missão é viabilizar o negócio. Vou buscar mineradora para fazer a exploração”, confirma. Nascido numa família de posses, o próprio Virgílio irá acumular uma pequena fortuna se o negócio prosperar. Ficará com 5% do ouro extraído. Se a área tiver, mesmo, 33 toneladas de ouro, sua fatia será equivalente a 1,6 toneladas, ou R$ 132 milhões pelo valor do metal na semana passada.

Já Rocha uniu-se a Virgílio não apenas pelo ouro – mas também pelos votos. Aquecendo os motores de uma eventual candidatura ao governo do Estado em 2014, ele transformou seu gabinete político, em Belém, em ponto de encontro para defender uma reivindicação histórica dos garimpeiros. Quer convencer a Caixa Econômica Federal a honrar uma dívida de ­R$ 550 milhões, acumulada em décadas de erros e desvios na pesagem de ouro que foram vendidos à instituição. A legitimidade do pleito já foi reconhecida em decisões monocráticas de dois tribunais, o Tribunal Regional Federal e o Superior Tribunal de Justiça, mas a Caixa mantém recurso que contesta a decisão. Numa típica disputa que terá um desfecho político, Rocha não esconde que pretende usar de prestígio junto ao governo federal para liberar o dinheiro. Uma influência a peso de ouro. No Planalto, a postura é não se envolver no caso – até que os garimpeiros apresentem um projeto sustentável de exploração do ouro da região.


Críticas aos governos tucanos e petistas


O que vale para o Governo tucano do FHC vale para o governo do PT?

Quem fez parte do governo tucano era toda a base aliada do atual governo PT, quer dizer, PMDB, DEM ou PSD, PSB, PDT, PR, PP e o restante de partidos nanicos que sempre estarão em qualquer governo, desde que recebam compensações financeiras e cargos.

Não da para isolar um só partido como responsável da sua gestão....

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pará, setores econômicos em baixa até 2010, futuro, a conferir


Veja dados do IDESP. Todos os setores da economia apresentam baixa no Valor Adicionado. A indústria cresce, mas é o setor mineral extrativo que se contabiliza como industria.....




Sem política industrial o Pará vive só do extrativismo

Reporter 70

„Com tamanha falta de vontade política, o setor mineral aposta todas as fichas que a Aços Laminados do Pará não sairá do papel tão cedo.

O Liberal 24/02/2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Qualquer parecido com discurso do Governo brasileiro não é mera coincidência

NOAM CHOMSKY: LAS 10 ESTRATEGIAS D,E MANIPULACION MEDIATICA | Educación Mediática y Competencia Digital. "La cultura de la participación"

Pará estuda cadeia mineral


Técnicos do governo realizam oficina sobre verticalização do setor, que em seguida ganhará plano específico A verticalização da produção mineral no Pará, considerada uma das falhas da cadeia no Estado, será tema de uma oficina cujo objetivo é a formulação do primeiro Plano Estadual de Mineração. A iniciativa é inédita em todo o Brasil, já que nenhum estado até então elaborou um documento que norteie a atividade. Após a fase de oficinas, serão realizadas oitivas em Belém e nas regiões de Tapajós e Carajás a fim de completar o plano, que deverá ficar pronto em setembro ou outubro deste ano, com vigência até 2030.


Para a Secretaria de Estado Adjunta de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Maria Amélia Enríquez, o apontamento é fundamental frente aos investimentos que se anunciam para o setor: serão R$ 80 bilhões nos próximos anos, segundo estimativa da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa). As oficinas estão sendo realizadas desde 2011. Até o ano passado, os eventos tiveram diversos temas, como ciência e tecnologia para a indústria, gemas e joias, e mineração em áreas preservadas.


Nesse período, a Seicom contabilizou a participação de mais de 400 instituições, sendo 161 públicas. A oficina de hoje deve durar todo o dia. Pela manhã, na Escola de Governo do Estado do Pará (EGPA), haverá a palestra temática, com debate ao final. À tarde, discussões sobre mecanismos legais para políticas públicas. Para a secretária adjunta da Seicom, a questão primordial da oficina é criar mecanismos que descentralizem a riqueza no Estado. "Agregar valor é um processo de verticalização, com o beneficiamento da matéria prima", afirmou a secretária adjunta. "Mas, também, é horizontalizar, fazendo com que os empreendimentos minerais se relacionem com fornecedores do Estado, que podem vender mantimentos e produtos". Possuir o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) mineral do Brasil obriga o Pará a instituir políticas públicas em parceria com o setor minerário, na opinião de Maria Amélia Enriquez.


O histórico do setor é prova disso. Na década de 1950, a exploração artesanal na região do Tapajós; na década de 1970, o projeto da Mineração Rio do Norte com exploração de bauxita; na década de 1980, os grandes empreendimentos de Carajás e, na cadeia do alumínio, Alubrás e Alunorte. "O Estado tem de dizer o que quer da atividade. É necessário que se delimitem os papéis de cada ente na cadeia produtiva, tanto empresas, quanto governos", explicou a adjunta, que já assessorou a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, órgão do Ministério de Minas e Energia. A gestora participou da criação de um plano, semelhante ao documento que o Estado agora elabora, só que em nível federal.


Um plano estadual que se justifica pelos prognósticos de investimentos para os próximos anos. Só na mina de ferro S11D, a Vale vai investir R$ 20 bilhões, lembra a secretária adjunta, empreendimento que será o maior do mundo em extração do minério. "Temos projeto da Votorantim, outro em São Félix do Xingu com o grande complexo químico de fosfato, além de todos os empreendimentos do Tapajós", listou Maria Amélia, adiantando que a fase de oficinas do plano deve se interiorizar.


No município de Parauapebas, sudeste paraense, haverá oficina sobre royalties da mineração; em Paragominas, na mesma região, o evento debaterá responsabilidade social das empresas. Até setembro, haverá a entrega de pesquisas encomendadas a empresas de consultoria e, também, a realização de audiências públicas em Belém e nas regiões de Carajás e Tapajós. "O plano deve estar consolidado em setembro ou outubro", garantiu a secretária adjunta.

Do Blog Tribuna Tapajônica 

PAC 2 atinge R$ 328 bilhões em obras concluídas



BRASÍLIA - A execução global — obras concluídas e ainda por concluir — da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) atingiu R$ 472,4 bilhões em ações de infraestrutura, 47% do previsto entre 2011 e 2014. O PAC executou 31% a mais em 2012, de acordo com balanço apresentado hoje pelo Ministério do Planejamento. As obras concluídas somaram R$ 382,2 bilhões. Apenas em 2012 foram executados R$ 201,2 bilhões.

Os pagamentos e empenhos realizados com recursos da União até 31 de dezembro de 2012 somaram R$ 39,3 bilhões, alta de 40% sobre 2011. A execução de recursos do orçamento da União nos dois primeiros anos do PAC 2 é 259% superior ao do mesmo período PAC 1.

O governo federal também informou que entre as principais realizações da segunda fase do PAC, foram realizados em R$ 27,7 bilhões de reais no setor de transportes desde o início do governo da presidente Dilma Rousseff.

Esses recursos foram destinados à conclusão de 1,4 mil km de rodovias, 459 km de ferrovias e 19 empreendimentos em aeroportos e 15 em portos. Todas essas foram concluídas.

No segmento de energia foram investidos R$ 108,1 bilhões em ações concluídas. Esses recursos resultaram em 6,8 mil MW na área de geração de energia elétrica, 4,5 mil km de linhas de transmissão e 20 empreendimentos de exploração e produção de petróleo.

No conjunto de ações concluídas na área de energia, estão concluídos 13 empreendimentos de refino e petroquímica, sete obras de fertilizantes e gás natura, entre outras obras da indústria naval.

Ainda no rol das obras acabadas, o governo ressalta que R$ 188,1 bilhões foram destinados ao programa Minha Casa Minha Vida. Outros R$ 3,8 bilhões foram destinados ao programa Água e Luz para Todos.

(Rafael Bitencourt, Eduardo Campos e Edna Simão | Valor)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Eduardo Campos critica MP dos Portos


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), criticou nesta quinta-feira a edição da Medida Provisória 595, mais conhecida como “MP dos Portos”, que visa reorganizar os terminais portuários do país. Campos afirmou, no entanto, que o governo federal se comprometeu a debater eventuais mudanças no texto.

O governador pretende se posicionar oficialmente amanhã sobre o tema, mas adiantou que discorda, por exemplo, da perda de autonomia dos Estados para a licitação de áreas portuárias.

Bibelô de sua administração, o Porto de Suape, no litoral sul de Pernambuco, deixaria de realizar as licitações, que pela MP ficarão sob responsabilidade da União. “Estou falando do porto mais eficiente do Brasil, e não das docas federais e seus vícios”, disparou o governador.

Campos sinalizou que pretende bater na mesa pela autonomia de Suape, podendo, inclusive, acionar a Justiça. Ele se reuniu na tarde desta quinta-feira com os prefeitos dos 184 municípios de Pernambuco. Boa parte do discurso foi centrado na necessidade de revisão do pacto federativo, uma das plataformas de sua possível candidatura ao Planalto em 2014.

Fundo

Com o intuito de movimentar a economia do Estado em 2013, o governo de Pernambuco ainda anunciou a criação de um fundo que repassará R$ 229 milhões para investimentos nos municípios. Segundo auxiliares do governador, funcionará como uma espécie de 13º salário para as 184 prefeituras de Pernambuco.

Cada município receberá durante o ano de 2013 o equivalente a uma cota do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é pago pelo governo federal. O valor do FPM recebido por cada cidade em 2012 será dividido por 12. A cifra resultante será paga em quatro parcelas, sem periodicidade fixa.

De acordo com Campos, os prefeitos serão responsáveis pela aplicação dos recursos, mas serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas do Estado. “O TCE vai acompanhar com as ferramentas legais, mas de maneira desburocratizada”, disse o governador.

O dinheiro poderá ser utilizado em áreas como recursos hídricos, saúde, educação e infraestrutura urbana, entre outras. O objetivo é dar fôlego financeiro aos municípios, sobretudo aqueles que, por pendências antigas com o governo estadual, não podem firmar convênios.

(Murillo Camarotto | Valor)


PT quer distancia de Pernambuco

PT tira Pernambuco do roteiro de exibição da pré-candidatura de Dilma


SÃO PAULO - O PT deixou Pernambuco fora do roteiro preparado para exibir neste semestre a pré-candidatura de Dilma Rousseff à reeleição, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem a definição do presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sobre sua eventual candidatura à Presidência, a direção petista evitou montar um palanque para Dilma no Estado.

Segundo o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi, o Estado de Pernambuco — berço político de Campos — só será incluído na programação se o presidente do PSB definir seu apoio à reeleição de Dilma, o que é considerado pouco provável neste ano. “Precisamos ter clareza política das intenções de Campos antes de ir a Pernambuco. Não colocamos o Estado [no roteiro] de propósito”, disse Frateschi.

O partido fará pelo menos 10 seminários pelo país para exibir a pré-candidatura de Dilma à reeleição, lançada na quarta-feira por Lula, em evento de comemoração dos dez anos do PT no comando da Presidência da República.

O partido prepara eventos de grande porte para a presidente em Minas Gerais, Estado do pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves, e no Rio de Janeiro. O encontro em Belo Horizonte (MG) está previsto para meados de abril e o do Rio para o início de maio.

O comando petista tenta articular a participação de Dilma em pelo menos um seminário em março. Algumas das reuniões foram marcadas aos sábados, para facilitar a participação da presidente.

O ex-presidente Lula deve participar da maioria dos encontros, que terá a presença de dirigentes de partidos aliados ao governo federal. A ideia é afinar o discurso petista para a eleição de 2014 e articular alianças nos Estados.

O primeiro evento será na próxima semana, no dia 28, em Fortaleza (CE). Em busca de aproximação com o PSB, o partido contará com a presença do vice-presidente do partido, Roberto Amaral. Lula deverá se encontrar com o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB). O evento, no entanto, poderá gerar constrangimentos à ex-prefeita Luizianne Lins (PT), que é contra a aproximação de seu partido ao PSB no Estado.

Com os eventos, a expectativa do PT é que as viagens de Lula fiquem vinculadas à agenda partidária, evitando especulações de que o ex-presidente tente disputar novamente a Presidência em 2014.

(Cristiane Agostine | Valor)

Pará terá seu Plano Estadual de Mineração

Diário do Pará. 21/02/2013 

Plano Estadual de Mineração continua hoje na SEICOM









O Liberal, 21/02/2013. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A última ceia....e a reaproximação de dois paraenses


Vale a pena entender, de novo.

O câmbio que nos convém


Criou-se um injustificado pessimismo sobre a política cambial. Talvez valha a pena tentar introduzir alguma ordem na discussão.

Começando do começo: o Produto Interno Bruto mede o valor adicionado numa unidade de tempo da produção de bens e serviços finais, de acordo com as definições da contabilidade nacional. Nas economias abertas, a demanda nacional total possui cinco componentes: o consumo, o investimento, os gastos do governo e as exportações, deduzida das importações, também nos termos da contabilidade nacional.

Cada um desses componentes é "determinado" pelo comportamento de algumas variáveis:

O câmbio livremente flutuante é só exercício de livro-texto

1) o consumo privado (C) é determinado pelo PIB disponível, isto é, deduzido dos impostos pagos e das transferências do governo para o setor privado;

2) o investimento (I) é fugidio. É influenciado positivamente pelo nível da renda e pelo nível do uso da capacidade instalada e, negativamente, pela taxa de juros real. Depende fundamentalmente das "expectativas" do investidor. As decisões de investir são frequentemente tomadas pelo "espírito animal" dos empresários, mas elas não se sustentam, se a sua taxa de retorno real não for superior à taxa de juros real;

3) o gasto do governo (G) é discricionário, mas é limitado pelas condições de sustentabilidade fiscal no longo prazo, o que significa déficits nominais relativamente pequenos e dívida pública manejável com relação ao nível de renda global;

4) a exportação (X) é influenciada positivamente pelo nível de renda do resto do mundo e pela taxa de câmbio real (preço relativo dos bens importados em termos dos bens nacionais); e

5) a importação (M) depende positivamente do nível de produção do país, e negativamente da taxa de câmbio real. A diferença entre a exportação e a importação é chamada de exportação líquida ou saldo em conta corrente (NX).

A taxa de câmbio real tem influência na composição dos dispêndios de consumo (entre bens transacionáveis nacionais e estrangeiros) e dos dispêndios de investimento (compra de equipamento nacional ou importado). Não há, entretanto, evidência empírica de que ela influa no nível do consumo.

O mesmo ocorre, aliás, com os investimentos: a taxa de câmbio real determina a escolha mais econômica para as empresas na comparação entre bens e serviços nacionais e estrangeiros, mas tem importância negligível na decisão do nível do investimento global.

Obviamente, o equilíbrio do mercado exige que o nível da produção interna (oferta) seja igual à demanda total interna e externa, o que depende do próprio nível de produção, das decisões discricionárias de tributação líquida de transferências (T) dos gastos do governo (G) e de duas variáveis, que são endogenamente determinadas quando se introduz o mercado financeiro: a taxa real de câmbio e a taxa de juros real.

Duas observações são necessárias. A primeira é que as decisões discricionárias - o nível de investimentos, que depende da taxa de juro real, e a exportação líquida, isto é, o saldo em conta corrente, que depende da taxa de câmbio real - estão ligadas por uma identidade da contabilidade nacional: investimento = poupança privada + poupança do governo - exportação líquida.

Um saldo positivo na conta corrente mostra que se exporta poupança; um saldo negativo, que se está importando poupança. Como o investimento depende da taxa de juro real, e o saldo em conta corrente da taxa de câmbio real, a identidade cria uma relação entre elas.

A identidade é apenas consequência da coerência imposta pela contabilidade nacional. Não tem nada a ver com qualquer relação de causalidade. Ela sempre se realiza pela manobra das variáveis endógenas: as taxas de câmbio e de juro reais.

Ela não autoriza, portanto, a afirmação "que um saldo negativo em conta corrente produzido pela valorização do câmbio real aumenta, necessariamente, o nível de investimento", porque é contingente ao comportamento da poupança privada nacional (renda menos consumo privado) e ao comportamento discricionário das contas públicas (tributação líquida menos gastos do governo).

A segunda observação é que existe ampla sustentação empírica sugerindo que em situações normais de pressão e temperatura, isto é, quando se verifica a condição chamada de Marshall-Lerner entre as elasticidades da exportação e importação com relação à taxa de câmbio real, sua desvalorização tende a reduzir, depois de algum tempo, o déficit em conta corrente (a famosa "curva J", claramente visível em alguns momentos no Brasil).

Uma desvalorização cambial tende a influir tanto na poupança como no investimento privado, pelo aumento da produção causado pela expansão das exportações e a redução das importações. O aumento do PIB pode, por sua vez, aumentar a poupança privada e exercer um papel importante na poupança do governo, se o aumento da receita for acompanhado por um controle da despesa pública.

Isso sugere que, provavelmente, o ajuste para satisfazer a identidade da contabilidade nacional em resposta à redução do saldo em conta corrente (produzido pela desvalorização da taxa de câmbio real) vai fazer-se por um aumento do investimento, motivado pelo ajuste da taxa de juro real.

Não tenhamos ilusões: o regime de câmbio livremente flutuante é apenas exercício de livro-texto, como mostraram na semana passada Draghi, François Hollande e Shinzo Abe! O Brasil precisa de uma taxa de câmbio relativamente desvalorizada, pouco volátil e imune ao excesso de ativismo que perturba as expectativas dos agentes. Ela não é tudo, mas é um coadjuvante essencial da atual política econômica que estimula o desenvolvimento.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

E-mail: contatodelfimnetto@terra.com.br


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Rede Sustentabilidade estará "à frente" das outras legendas, diz Marina



Batizada como Rede Sustentabilidade, legenda estará 'à frente' das siglas tradicionais, afirma ex-senadora


Em encontro para aprovar estatuto da nova sigla, militantes lançam Marina para presidente em 2014DE BRASÍLIA


A ex-senadora Marina Silva afirmou ontem que o novo partido que está organizando não será de esquerda nem de direita, mas estará "à frente" das outras legendas.

"Nem direita, nem esquerda. Estamos à frente", afirmou Marina, em entrevista durante encontro de militantes que aprovou o estatuto do novo partido, em Brasília.

O nome da nova sigla foi definido ontem. Ela será registrada como Rede Sustentabilidade, mas os organizadores do evento preferiram apresentá-la como #rede.

Marina afirmou que seu objetivo não é apenas ter uma legenda para disputar as eleições de 2014, e disse que a Rede irá romper com a "lógica de partidos a serviço de pessoas" e "quebrar o monopólio dos partidos na política".

A ex-senadora deixou o PT em 2009 e concorreu à Presidência da República pelo PV nas eleições de 2010. Ela teve 20 milhões de votos e ficou em terceiro lugar, mas depois se desentendeu com a cúpula do PV e saiu do partido.

Em discurso para os militantes, Marina disse que o grupo também não se definirá por posições que assumir em relação ao governo Dilma Rousseff. "Nem oposição, nem situação. Precisamos de posição", afirmou. "Se Dilma estiver fazendo algo bom, vamos apoiar. Se não, não."

Três deputados federais foram apresentados como fundadores do novo partido de Marina, Domingos Dutra (PT-MA), Walter Feldman (PSDB-SP) e Alfredo Sirkis (PV-RJ).

A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), que rompeu com o PT no início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disputou as eleições presidenciais de 2006, vai deixar o PSOL para ingressar na nova legenda.

Ao discursar no encontro de ontem, Heloísa Helena lançou o nome de Marina para a Presidência e puxou o coro dos militantes: "Brasil, urgente: Marina presidente".

Em entrevista, Marina disse que sua candidatura em 2014 é apenas uma "possibilidade" que ainda terá que ser debatida com seus aliados.

Para participar das eleições presidenciais de 2014, o novo partido de Marina precisa recolher 500 mil assinaturas em pelo menos nove Estados nos próximos meses e tem até outubro para obter o registro da Justiça Eleitoral.

Outros três deputados estudam a possibilidade de entrar no novo partido, Ricardo Tripoli (PSDB-SP), Reguffe (PDT-DF) e Alessandro Molon (PT-RJ), mas eles não participaram do encontro de ontem.

ESTATUTO

O estatuto do novo partido proíbe o recebimento de doações de fabricantes de bebidas alcóolicas, cigarros, armas e agrotóxicos e estabelece que a legenda imporá um teto às contribuições que seus candidatos poderão receber.

O estatuto também fixa um limite para os mandatos dos parlamentares que se elegerem pela Rede. Só será permitida uma reeleição. A ideia é estimular o aparecimento de novas lideranças, mas o estatuto permite que a regra seja revista por um plebiscito interno em casos excepcionais.

Folha.
(MÁRCIO FALCÃO E ERICH DECAT)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Pode ver quente que o Papão está fervendo.....




Painel da Folha de São Paulo


Porteira fechada


Com a abertura da temporada de proliferação de novos partidos, como o de Marina Silva, que será lançado hoje, a Câmara retomou articulação para votar neste semestre projeto que obstrui a criação de legendas. Capitaneada pelo PSD de Gilberto Kassab, a ideia tem apoio do PMDB, do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (RN). Mas deputados do partido devem apoiar uma "janela" para permitir a troca de siglas. "É o único jeito de aprovar'', afirma um peemedebista.

Nem aí Na contramão dos interesses de Kassab e do governo, o PSDB não deve apoiar tentativas de melar o cronograma político de Marina. Os tucanos acham que, se for candidata, a ex-petista tira mais votos de Dilma Rousseff que da oposição.

Pay-per-view O Planalto vai acompanhar de perto a Convenção Nacional do PMDB, prevista para 2 de março. O temor é que Michel Temer e outros caciques usem o encontro para pedir mais ministérios para o partido. Dilma pretende manter as atuais cinco pastas da sigla.

Lobby inverso Para se contrapor à investida de Paulinho da Força (PDT-SP) contra a medida provisória dos portos, cinco entidades empresariais (CNI, CNA, CNC, CNT e Abdib) se reúnem na segunda-feira com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) para dar suporte à proposta.

Piquete Sindicatos ligados à Força farão mobilização, também na segunda, em três portos do litoral paulista. Serão distribuídos cinco milhões de panfletos. Na terça-feira, têm programada plenária em Brasília para definir calendário de paralisações da categoria até o dia 6.

Discórdia O governo aposta na divisão entre os representantes dos trabalhadores. Anteontem, durante reunião com Gleisi, Paulinho defendeu a retirada da MP da pauta, enquanto Mario Teixeira, da Federação Nacional dos Conferentes de Cargas, se declarou a favor da medida.

Dura na queda No encontro com sindicalistas, a ministra defendeu a implantação dos 150 terminais de uso privativo previstos na MP. Entidades contrárias ao projeto alegam que os TUP reduzirão a importância e o movimento dos portos públicos.

Chuvas... Embora tenha evitado aparecer em público no momento agudo da enchente de anteontem em São Paulo, Fernando Haddad telefonou diretamente a subprefeitos para saber de providências tomadas nos pontos críticos de alagamento.

... e trovoadas Na avaliação do governo petista, a resposta oficial às cheias foi rápida. Mas a previsão é de que hoje e amanhã novos temporais tirem o sono do prefeito.

Em casa A bancada do PSDB pedirá que Geraldo Alckmin interceda para dar a um vereador a presidência paulistana da sigla. Embora Mario Covas Neto tenha se lançado, Andrea Matarazzo conta hoje com o respaldo da maioria dos colegas.

Medida certa Alexandre Padilha (Saúde) reagiu com humor à "bronca" que levou da "Dilma Bolada", paródia da presidente nas redes sociais. "Depois da observação da presidente sobre os meus quilinhos a mais, amanhã pisarei fundo na atividade física", brincou, no Twitter.

Rico Na sua mensagem à Assembleia baiana, Jaques Wagner (PT) confirmou que, apesar do ritmo lento da economia, vai estadualizar o metrô de Salvador e iniciar a construção da ponte ligando a capital a Itaparica.

Visita à Folha Andrea Ceccherini, presidente do Osservatorio Permanente Giovani-Editori, visitou ontem a Folha.

com FÁBIO ZAMBELI e ANDRÉIA SADI

TIROTEIO

"Contrariando a torcida dos adversários, o retorno do Roberto Jefferson à vida partidária ocorrerá mais rápido do que se imagina."
DO SECRETÁRIO-GERAL DO PTB, CAMPOS MACHADO, criticando movimento para esvaziar o poder do ex-deputado, que se recupera de um câncer, na sigla.

CONTRAPONTO

Folia doméstica

Durante o Carnaval, Eduardo Campos cruzou nas ruas de Recife com um folião sem fantasia, mas que exibia um adereço que lembrava uma casa em sua cabeça. Estranhando o figurino, o governador de Pernambuco quis saber que vestimenta era aquela. O homem respondeu:
-Minha mulher mandou que eu não saísse de casa. Caso ocorra qualquer coisa, o senhor vai ser minha testemunha, viu?
Campos, então, brincou:
-Pode deixar. Eu digo para ela que você não saiu de casa nem a casa saiu de você...



VERA MAGALHÃES painel@uol.com.br

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vale enfrenta processo de R$ 37,8 milhões no Maranhão



RIO DE JANEIRO - Procuradores do Ministério Público do Trabalho do Maranhão abriram um processo de R$ 37,8 milhões contra a mineradora Vale. Eles alegam que a companhia violou regras sociais e ambientais no Estado.

O Ministério Público do Trabalho disse em comunicado na noite de ontem que investiga acusações contra a Vale desde 2007, por “irregularidades e acidentes no ambiente de trabalho que resultaram na morte de cinco funcionários.”

“Nos anos em que está no Maranhão, a companhia tem desrespeitado regras básicas de segurança e saúde”, disse a procuradora Anya Gadelha no documento.

No Maranhão está uma importante parte da ferrovia de Carajás, que conecta o maior complexo de mineração da companhia, próximo ao Pará, a uma unidade de pelotização e um terminal portuário na costa.

A Vale não comentou o assunto.

(Dow Jones Newswires)

Presidente do Senado comparado com rato

Após crítica, Renan demite sobrinha do presidente do STF


BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), demitiu a sobrinha do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, por causa da publicação de uma foto no Facebook.

A sobrinha de Barbosa fazia estágio no Senado e, junto com uma colega, publicou uma foto de um rato morto que foi encontrado na gráfica do Senado. Ao lado da foto elas escreveram o seguinte: “E a gente achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros”.

A assessoria do STF informou que Barbosa não vai comentar o caso.

Curiosamente, o atual presidente do STF foi funcionário da gráfica do Senado na década de 1970, quando estudou direito na Universidade de Brasília.

(Juliano Basile / Valor)

Pedra de Lourenço, destruição ambiental de enormes proporções



SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE (SEMA) INFORMA SOBRE LICENCIAMENTO DA PEDRA DE LOURENÇO.


O Derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, seria uma verdadeira irresponsabilidade se fosse autorizada sua Licença Previa.

A oposição clama pela derrubada. A própria ex-governadora Ana Julia, no seu Blog, critica à SEMA pelo cancelamento da licencia previa. Pouco sabe Ana Julia, deveria ter falado com a Presidenta Dilma, que alertou ao governo do Estado do impacto ambiental que provocaria a derrocada da Pedra. 

Seriam mais de 40 km afetados por explosivos, provocando uma destruição de nascentes do rio e grande variedade de peixes, plantas e biodiversidade do Rio Tocantins. 

A ex-governadora parece não estar bem informada sobre o desastre ambiental que provocaria a ação promovida pelas empreiteiras que querem abrir caminho para navegação de embarcações de grande calado para transporte e escoamento da soja produzida no Estado de Mato Grosso. 

Seria menor o impacto se fosse feito um desvio da pedra de forma a viabilizar a navegação. 

A SEMA PROMOVE UMA ENTREVISTA COLETIVA DE IMPRENSA. VEJA INFORMAÇÃO ABAIXO. 


Data: 15/02/2013 às 11:00
Expiração: 15/02/2013 12:00:00
Local: Secretaria de Estado de Meio Ambiente - sala de reuniões
Endereço: Travessa Lomas Valentinas, 2717, entre Perimetral e João Paulo II
Contatos: Ascom Sema - (91) 3184-3341

Nesta sexta-feira (15), a partir das 11 h, o secretário de Estado de Meio Ambiente, José Alberto da Silva Colares, concede entrevista coletiva sobre o processo de cancelamento da Licença Prévia para o projeto de derrocamento no Rio Tocantins, no trecho entre a Ilha do Borgéa e a localidade de Santa Terezinha do Tauari, compreendendo os municípios de Itupiranga e Nova Ipixuna, na região sudeste, conhecido como Pedral do Lourenço.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mineração em queda


Rio Tinto termina 2012 no vermelho





SÃO PAULO - Após um ano difícil para a mineração em todo o mundo, a anglo-australiana Rio Tinto divulgou hoje um prejuízo líquido atribuível a seus acionistas controladores de US$ 2,99 bilhões em 2012. No ano anterior, a empresa havia apresentado um lucro de US$ 5,83 bilhões.


No ano passado, a companhia registrou uma queda de 15,8% em sua receita líquida, que atingiu US$ 50,97 bilhões. Os volumes vendidos foram reduzidos em quase todos os segmentos, menos no de diamantes, que garantiu faturamento de US$ 4,04 bilhões nos 12 meses, alta de 11,1%.

O minério de ferro foi o maior responsável pela baixa nas receitas. A comercialização da commodity garantiu à Rio Tinto 17,6% menos recursos do que em 2011, ou seja, uma receita bruta de US$ 24,28 bilhões. A divisão de alumínio faturou US$ 10,1 bilhões, queda de 16,9%, e as receitas com cobre caíram 13,7%, para US$ 6,52 bilhões.

Se o desempenho operacional foi pior em 12 meses, baixas contábeis no exercício trouxeram perdas de US$ 16,41 bilhões. As reduções no valor de ativos foram realizadas principalmente no negócio de alumínio da companhia e na mina de carvão em Moçambique.

Excluindo esses efeitos considerados “não recorrentes” pela anglo-australiana e mais alguns ganhos com vendas de ativos e transações financeiras, o lucro ajustado ficou em US$ 9,3 bilhões. O montante ficou próximo dos US$ 9,83 bilhões estimados pelo mercado e por volta das 6h20 (horário de Brasília), as ações da empresa subiam 1,5% em Londres, para 38,13 libras.

Para 2013, a Rio Tinto pretende aumentar sua produção do minério de ferro em 4,5%, para 265 milhões de toneladas. A alumina é aguardada em volume 17,6% maior, ou 8,2 milhões de toneladas e é previsto um crescimento de 15,2% na extração de alumínio. A anglo-australiana estima alta de 21,2% na produção de cobre, ou 665 mil toneladas, e refinar 9,2% mais, ou 305 mil toneladas.

Outro motor do prejuízo em 2012 foi o aumento do custo operacional da Rio Tinto. Mesmo com uma queda na receita, os gastos da companhia avançaram 4,8%, chegando a US$ 39,51 bilhões. Somados a despesas gerais e administrativas, baixas contábeis e outros itens, levaram a empresa a um prejuízo operacional, antes de juros e impostos, de US$ 1,97 bilhão no período. Em 2011, o resultado operacional da Rio Tinto havia sido positivo em US$ 13,94 bilhões.

(Renato Rostás | Valor)



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Você nasceu Gay?


Um pouco de lenha à fogueira


Silas Malafaia: ninguém nasce gay


O evangélico Silas Malafaia rebateu, através de carta enviada por e-mail à redação de A TARDE, nesta terça-feira, 5, os argumentos usados em vídeo pelo biólogo, mestre em genética e doutorando na Universidade de Cambridge (Inglaterra), Eli Vieira, postado na internet como resposta às declarações polêmicas do pastor feitas ao programa de entrevistas De Frente com Gabi, da apresentadora Marília Gabriela, no último domingo, dia 3. As declarações de Malafaia causaram uma onda de protestos nas redes sociais, por conta do teor homofóbico das falas do religioso.


O vídeo de Eli Vieira, por sua vez, foi publicado como resposta ao apelo do deputado federal Jean Wyllys (Psol - RJ), que também por meio das redes sociais, no próprio domingo, conclamou os "homens e mulheres da ciência a não se calarem ante a estupidez fundamentalista e o cinismo dos exploradores comercias da fé!"



No texto, o pastor evangélico diz estar enviando "sua resposta ao doutorando em Genética". Confira a íntegra da carta do pastor Silas Malafaia:
"Minha resposta ao doutorando em Genética, que me parece estar defendendo a sua causa na questão da homossexualidade:

Toda a argumentação que ele apresenta é apenas suposição científica, sem prova real, e tremendamente questionada pela própria Genética. É igual à Teoria da Evolução, uma argumentação científica que não pode ser provada.

Não existe ordem cromossômica homossexual, só de macho e fêmea. Então, pseudodoutor, não existe uma prova científica de que alguém nasce homossexual, apenas conjecturas.
Dados de pesquisas americanas:

86% dos homens homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relação com mulheres; 66% das mulheres homossexuais já se apaixonaram ou tiveram relações com homens. Como alguém nasce homossexual se já teve relação heterossexual? Isso é uma piada!

46% dos homens homossexuais já sofreram abuso por homens. A pesquisa é mais estarrecedora ao mostrar que 68% dos homens homossexuais só se identificaram com o homossexualismo após o abuso.
Se o rapaz metido a doutor em Genética quiser saber mais, leia o livro Nascido gay?, do Dr. John S. H. Tay, que tem mestrado em Pediatria e dois doutorados: um em Genética e outro em Filosofia, e analisou 20 anos de pesquisas sobre o assunto.

Mais uma para o pseudodoutor sobre os gêmeos monozigóticos, que são idênticos geneticamente: 35% desse tipo de gêmeo que é homossexual, o seu irmão gêmeo é heterossexual. Logo, conclui-se que geneticamente não se nasce homossexual, e o fator externo, do ambiente, é fundamental para determinar isso. Preferência aprendida ou imposta. Ou todos teriam de ser homossexuais ou todos teriam de ser heterossexuais no caso de gêmeos monozigóticos.

[Algumas fontes de pesquisas do livro citado: TOMEO, M. E.; TEMPER, D. I.; ANDERSON, S. Kotler D. Archives of Sexual Behavior [Registros sobre comportamento sexual], outubro de 2011; 30(5):535-41 ; STODDAR, J. P.; DIBBLE, S. L.; FINEMAN, N. "Sexual and physical abuse: a comparison between lesbians and their heterosexual sisters", in: Journal Of Homosexuality, 56(4):407-20, 2009.]
A verdade é esta: ninguém nasce gay. Não existe prova científica, apenas teorias científicas."

O deficit da Balança Comercial é o maior da série histórica de 20 anos.



A balança comercial brasileira fechou janeiro com um deficit de US$ 4,04 bilhões, o maior da série histórica de 20 anos. Há uma justificativa para esse número tão negativo. Dentro dessa conta está US$ 1,6 bilhão correspondente a importações de combustíveis do ano passado que só agora foram contabilizadas. Ou seja, se isso não tivesse ocorrido, o deficit seria de US$ 2,4 bilhões, ainda assim um valor altamente preocupante.

Esse número, mesmo com as ressalvas do efeito Petrobras, é o reflexo da perda de fatias do mercado interno para produtos importados em quase todos os setores manufatureiros. A totalidade da expansão do mercado interno está sendo atendida por importações, visto que cai a produção manufatureira e crescem as vendas do comércio.

Além do estrago que isso faz na indústria brasileira, é preciso colocar atenção no efeito que poderá ter, no médio prazo, nas contas externas. Em 2011, o superavit comercial brasileiro atingiu US$ 29,8 bilhões. Em 2012, US$ 19,4 bilhões. Nos 12 meses até janeiro, esse valor já caiu para US$ 16 bilhões. Para 2013, os otimistas esperam no máximo

US$ 10 bilhões. Ou seja, há uma clara tendência de redução do superavit e a hipótese de deficit neste ano não está mais descartada.

Brasil muda de dono


China supera os EUA e é a maior potência comercial do planeta


GENEBRA - A China tornou-se a primeira potência comercial do planeta em 2012, no que economistas consideram um momento histórico. Medido pela soma de exportações e importações de mercadorias, a potência asiática pela primeira vez superou os Estados Unidos, em nova mostra de seu persistente crescimento na economia mundial.


Os EUA totalizaram US$ 3,82 trilhões de exportações e importações. Já a China totalizou US$ 3,87 trilhões, segundo as últimas estatísticas divulgadas pelos dois países.

A China já era o maior exportador do mundo desde 2009. Agora surge como maior nação comerciante, mas ainda não é o maior importador global. Os EUA importaram US$ 2,2 trilhões de mercadorias, enquanto a nação asiática importou US$ 1,8 trilhão.

Na cena comercial em Genebra, em todo caso, mais importante é que os últimos dados das três maiores economias mostram uma retomada do crescimento.

A China e os EUA tiveram forte alta nas exportações. E a Alemanha teve seu segundo maior recorde de vendas externas em 60 anos, obtendo um saldo comercial de US$ 188 bilhões no ano passado.

Por Assis Moreira | Valor



sábado, 9 de fevereiro de 2013

Legalização da atividade garimpeira em Itaituba e APL de jóias e gemas

Assinatura de compromisso para legalização da atividade garimpeira região de Itaituba e apresentação do projeto de APL de Joias e Gemas da SEICOM.


Na assinatura, a Prefeita Iliane, o Secretário da SEMA
e o Deputado Aguiar. 
Quinta feira 07/02/2013, na sede da Prefeitura de Itaituba, foi assinado um termo de compromisso para legalização da atividade garimpeira na região garimpeira de Itaituba, nos municípios de Itaituba, Trairão, Novo Progresso e Jacareacanga.

Participaram do evento, na representação do governo do estado, o secretário José Colares, da prefeitura de Itaituba, a Prefeita Eliene Nunes e pelos Garimpeiros, Dirceu Frederico.

Um dos principais acordos a que se chegou durante os debates, que se prolongaram por uma semana, foi a proibição, por parte do governo, de utilização de equipamentos que comprometam os afluentes diretos e indiretos do Rio Tapajós, tais como PCs e DRAGAS. 

O Governo do Estado vai conceder um prazo que a retirada do equipamento e iniciar o processo de legalização e regularização ambiental da atividade dos garimpos na região. 


Na assinatura do acordo, a Prefeita, a Secretária do Meio Ambiente do Município,
o Secretário da SEMA, José Alberto Colares
e a Secretária Adjunta da SEICOM, Maria Amélia Enríquez 
Diversos representantes do governo do estado, dos garimpeiros e da prefeitura, sobrevoaram a região garimpeira e constataram a existência de mais de 30 dragas e PCs operando nos leitos do Rio Tapajós, o que caracteriza um verdadeiro crime ambiental, pelos efeitos devastadores, nas afluentes e no Rio Tapajós. Daí a importância do acordo, que será publicado proximamente pelo governo e os garimpeiros (foto).

Algumas das PCs utilizadas na atividade de exploração dos garimpos ilegais. O dano que provocam nas áreas da floresta são irreparáveis. 

No encerramento da semana de trabalho, foi apresentado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração um projeto sobre implantação de um APL de GEMAS E JOIAS, como parte do processo de legalização da atividade garimpeira na região.


A Secretária Adjunta da SEICOM apresentação do Projeto de Gemas e Joias e Marjorie Neves
Coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental da SEICOM.
Participaram no Seminário mais de 150 representantes do município do Itaituba e de instituições da indústria, comércio e do segmento de mineração do Estado.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Crise da indústria não acontece só no Brasil, diz Mantega. A conferir.....



SÃO PAULO - Questionado sobre o que o governo pode fazer para elevar a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira em São Paulo que não é só no Brasil que o setor atravessa uma crise que, segundo o ministro, vem desde 2008 devido à falta de mercados e da consequente dificuldade de exportar.

“Temos uma indústria e queremos que ela continue importante na economia”, disse Mantega, que participa nesta manhã do fórum “Infraestrutura e Energia no Brasil: Projetos, Financiamentos e Oportunidades”, organizado pelo Valor e com apoio do BTG Pactual, para atrair investidores a projetos federais.

Segundo o ministro, os setores prioritários e que devem puxar uma retomada da indústria m 2013 são os de petróleo e gás, extrativo mineral, química, automobilística e de bens de capital. “Todos eles estão recebendo estímulos através de financiamento mais barato e redução de custos de energia e tributos”.

Câmbio sem excessos

No mesmo evento, o ministro afirmou também que política monetária que o governo tem praticado não é contracionista, mas também não é expansionista porque “não estamos fazendo nenhum quantitative easing”.

A expansão do crédito, por outro lado, está “até moderada” na opinião do ministro. “A expansão do crédito poderia ser menos moderada”, afirmou o ministro, dirigindo-se a banqueiros presentes no evento.

“Mas os juros caíram e estão em uma das taxas mais baixas da nossa história”.

Com juros “mais civilizados”, continuou Mantega, a taxa de câmbio ficou sujeita a menos desequilíbrios e está em um patamar menos volátil, que estimula exportações e dá perspectivas de longo prazo a investidores.

“O objetivo é uma taxa de câmbio flutuante, sem muita volatilidade, sem permitir excessos”, ressaltou.

(Arícia Martins e Tainara Machado | Valor)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Impactos do Linhão do Tucuruí no meio ambiente


Linhão de Tucuruí pode causar danos ambientais em área do Igarapé do Mindu, diz especialista


Obra, que foi iniciada pela Eletrobrás Amazonas Energia, deverá ter seu licenciamento ambiental revisto pela Semmas



Caminhões e outros equipamentos pesados estão trabalhando
nas obras do 'Linhão' e transitam entre as árvores (Márcio Silva)

A instalação de torres de transmissão de energia elétrica do Linhão de Tucuruí às margens do igarapé do Mindu, em Manaus, pode causar graves impactos na mobilidade urbana, no solo, no clima, na fauna e na vegetação do local, provocando desde alagamentos de ruas, como as avenidas Umberto Calderaro Filho e Maceió, a alterações climáticas na área de influência da obra, sobretudo no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul.

Animais como o sauim-de-coleira, que sofre risco de extinção, podem ficar isolados devido à redução do habitat e se tornarem vítimas de choque elétrico, e répteis e peixes nativos podem ter a reprodução comprometida.

O alerta foi feito pelo especialista em manejo de fauna em Unidades de Conservação e Áreas Protegidas e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Rogério Fonseca, ao ser consultado sobre as obras do Linhão de Tucuruí dentro do Corredor Ecológico do Mindu, iniciadas há poucos dias. Para Fonseca, a instalação das torres “não está no lugar certo” e outro local deve ser considerado pelos responsáveis.

Revisão

As obras do Linhão de Tucuruí dentro do Corredor Ecológico do Mindu e na margem do igarapé foram iniciadas, sem alarde, há alguns dias, mas a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) prometeu rever o licenciamento ambiental concedido à Eletrobras Amazonas Energia.

O órgão municipal afirmou que ainda nesta quarta-feira (30), notificaria a concessionária a respeito da revisão do documento. Nesse ínterim, a concessionária tem autorização para executar as obras apenas em outras áreas do traçado do Linhão de Tucuruí em Manaus.

Refúgio

Na última terça-feira (29), a reportagem de A CRÍTICA flagrou máquinas e tratores em um trecho a poucos metros do igarapé do Mindu, nas proximidades do Parque Municipal do Mindu.

Funcionários do parque, que pediram sigilo de seus nomes, demonstraram preocupação com o futuro dos animais que vivem no parque. O local é refúgio de animais silvestres, como cotia, preguiça, arara, tucano e sauim-de-coleira, este último ameaçado de extinção.

Durante a visita ao canteiro de obras, a reportagem não encontrou apenas máquinas de perfuração para a instalação das torres, mas também áreas onde árvores foram suprimidas.

Nem mesmo uma árvore localizada numa pracinha do condomínio Veneza, localizado ao lado do Igarapé do Mindu, escapou. Ao seu redor, várias pequenas toras de madeira estavam espalhadas, que seriam usadas provavalmente como calços.

Segundo Rogério Fonseca, a área do Igarapé do Mindu é uma zona de infiltração de água que serve como amortecimento da cidade. “É por conta do Parque do Mindu estar ali que as avenidas Paraíba (Umberto Calderaro Filho) e Maceió não ficam debaixo de água. Essa capacidade de absorção da água pela área de floresta que tem nas margens vai diminuir se as torres forem instaladas ali”, explicou.

Outra conseqüência é que, reduzindo a área verde, reduz-se também o dormitório dos papagaios e periquitos, o que levaria estes animais a procurar outras áreas para descansar. “Tirou a floresta, para onde eles vão migrar? Vão para os condomínios, ‘encher o saco’ dos moradores. Isso em uma área onde os buritizais já foram aterrados para se construir a entrada de um condomínio”, contou.

Licenciamento

Procurada, a Eletrobras Amazonas Energia disse que a obra citada é a Linha de Transmissão Mutirão-Cachoeira Grande-Compensa e que ela possui licenciamento ambiental.

A empresa diz que trata-se “de obra de baixo impacto ambiental por não exigir a realização de terraplanagem ou o desmatamento de área considerável, tendo em vista que serão instaladas apenas torres de transmissão. Neste trecho, foi programada a instalação de torres de transmissão cujas linhas são instaladas sobre a vegetação (com mais de 15 metros de altura) de forma a evitar o desmatamento e outros impactos”.

O licenciamento ambiental que autoriza a Eletrobrás Amazonas Energia realizar as obras na área foi liberado pela própria Semmas, na gestão do ex-secretário Marcelo Dutra, na administração de Amazonino Mendes.

A CRÍTICA apurou que o processo possui indícios de falhas. Há quem questione até mesmo as medidas mitigatórias propostas pelo EIA/RIMA elaborado pela concessionária.

Nessa quarta-feira (30), a atual gestão da Semmas informou que uma equipe já estaria em campo para avaliar os impactos produzidos pela obra. Após o término dessa avaliação será possível fornecer maiores informações.

“Até que tenhamos uma análise da situação a empresa/prestadora de serviços irá ter a notificação de trabalhar em outras partes da linha de transmissão aguardando o posicionamento do órgão”, disse a nota.



Sistema

A linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus vai interligar os Estados do Amazonas, Amapá e parte do Pará ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Terá aproximadamente 1.800 quilômetros de extensão total em tensões de 500 e 230 kV em circuito duplo e passará por trechos de florestas e vai atravessar o rio Amazonas. O licenciamento ambiental interestadual foi concedido pelo Ibama.

Na nota que enviou ao jornal, a Eletrobras Amazonas Energia informou que está executando obras em diversas áreas da cidade de Manaus e que, na região citada pela reportagem, estão sendo realizadas obras que fazem parte da implantação da Linha de Transmissão (LT) de 138 kV, necessária ao escoamento da energia proveniente da interligação de Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio do ‘linhão’ de Tucuruí, em 500 kV.

A Crítica; Manaus.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Guerra a Garimpos no Amazonas


Garimpo no Amazonas tem as atividades suspensas por determinação da Justiça Federal

Francisco Assis Moreira da Silva, o “Zezão do Abacaxi”, é apontado como responsável por explorar ilegalmente, por mais de 30 anos, o garimpo localizado em Maués


Atividades no garimpo localizado no Sul de Maués estão suspensas por 
determinação da Justiça Federal (Clóvis Miranda - 01.2007)

A pedido do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), a Justiça Federal determinou, em caráter liminar, a suspensão de qualquer atividade de pesquisa mineral ou de extração de ouro na área do garimpo Rosa de Maio, localizado ao sul do município de Maués – a 260 quilômetros de Manaus -, no rio Parauari.
A multa diária em caso de descumprimento foi fixada em R$ 5 mil.

A decisão decorreu de ação civil pública ajuizada pelo MPF/AM, em agosto de 2012, contra o garimpeiro Francisco Assis Moreira da Silva, conhecido como “Zezão do Abacaxi”, por causar danos ambientais decorrentes da exploração ilegal da atividade de extração de minério de ouro, desde a década de 70, no garimpo Rosa de Maio.

As empresas CRC do Brasil Mineração Ltda. E Maués Mineração Ltda. Também são alvos da ação.

De acordo com as investigações, ficou comprovado que as duas empresas também se beneficiaram das pesquisas minerais e da exploração ilegal de ouro no garimpo Rosa de Maio por mais de dez anos e, por isso, também são consideradas pelo MPF/AM responsáveis pelos danos ambientais provocados pela atividade na bacia do rio Parauari.

Nos pedidos finais, o MPF/AM requer a condenação dos processados à recuperação e compensação dos danos ambientais produzidos pela exploração de minérios no local. A ação também requer que o garimpeiro e as empresas de mineração devolvam ao patrimônio da União, em valor a ser apurado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e corrigido monetariamente, o correspondente à extração de ouro realizada na área.

A ação civil pública segue em tramitação na 7ª Vara Federal no Amazonas, sob o nº 13609-68.2012.4.01.3200.

Garimpo histórico

O garimpo Rosa de Maio foi identificado pelo setor técnico-científico da Polícia Federal no Amazonas (PF), em 2009, como um dos dois garimpos que ainda estavam em operação na região.

Ao todo, foram apontadas cinco frentes de lavra de minérios na área do garimpo. Danos ambientais visíveis como desmatamento de vegetação em área de preservação permanente à margem dos rios e ao redor de nascentes e assoreamento de igarapés entre outros.

Durante a visita ao local do garimpo, em 2009, a Polícia Federal apurou que o garimpo Rosa de Maio pertencia a Francisco Assis, conhecido como “Zezão”, morador da cidade de Itaituba, no Pará, e que o garimpo teve início por volta de 1975.

No auge das atividades, segundo os relatos colhidos pela PF, a área chegou a reunir 200 garimpeiros e nove maquinários. Na época das diligências realizadas pela PF, a produção informada foi de 1,5 quilos de ouro por mês, sendo que 70% ficava para o dono do garimpo e 30% para os garimpeiros.

Na conclusão do relatório técnico, os peritos da PF confirmaram a existência de extração mineral de ouro recente no garimpo Rosa de Maio e constataram que a área degradada pela atividade nos últimos 50 anos era de aproximadamente 1.065 hectares.

Confissão

O próprio processado Francisco Assis Moreira chegou a admitir ser o responsável pela extração mineral no garimpo Rosa de Maio durante aproximadamente 30 anos, em interrogatório realizado na Delegacia de Polícia de Itaituba, como parte de um inquérito conduzido pela Polícia Federal do Amazonas.

Com base nas investigações, ele foi denunciado criminalmente pelo MPF/AM em junho desse ano por crime contra o patrimônio, pela usurpação de bens da União sem autorização legal.

A ação penal tramita na 7ª Vara Federal do Amazonas, sob o nº 10744-72.2012.4.01.3200.

Em reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, datada de 24 novembro de 1991, Francisco Assis Moreira da Silva, o “Zezão do Abacaxi”, foi apontado como o garimpeiro mais rico do Brasil, com uma fortuna avaliada à época em US$ 20 milhões, a qual ele administrava pessoalmente e sem a mediação de bancos.

A reportagem afirma também que a produção do Rosa de Maio – que ele teria comprado do primeiro proprietário por 20 quilos de ouro -, chegou a 110 quilos de ouro por mês.

Fonte: A Crítica