sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Quem fala de educação nada fez pela educação, nem aqui nem por lá.

 Eles merecem, eles estão certos, é esse exemplo que devemmos seguir.



Ele está certo, educação e prioritária para o desenvolvimento econômico, é precisamente disso que o Pará carece. Essa é a maldição dos recursos, Região rica em recursos naturais, mas pobre em recursos de capital (humano), pobres em educação. 

Os paraenses são tao generosos que oferecemos honrarias a quem pouco tem feito pelo para, além de negócios com os minérios e recursos naturais. Ainda mais, como o personagem da comédia não pode vir, nós é que vamos la a entregar o prêmio. 

Entretanto.....Ele poderia ter enviado a sua esposa, seu filho ou, em último caso, seu neto, desde que não viese de carro.... 

Diário do Pará - RD. 






quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Governador não está brincando de gestor público


É no Centro de Convenções Hangar onde hoje, os secretários de Estado e dirigentes das autarquias e empresas de governo, continuam prestando contas e esclarecendo as metas para os dois próximos anos do mandato do Governador Simão Jatene.

Quem pensava que seria uma reunião de tranquila, se equivocou profundamente. O Governador já fez tremer muitos dos seus secretários e alguns dirigentes até entregaram as pastas. As perguntas são de um especialista em planejamento, como é o Jatene, não de amador ou um júnior, que começou ontem na vida pública. 

Ele vai ao fundo dos temas e  são os próprios secretários que devem responder, não seus assessores. De fato na reunião só entra o secretário e seu adjunto. 

O Governador quer metas concretas, já cumpridas e por realizar, com dados quantificáveis, que possam ser medidos. Não aceita generalidades nem verbos no gerúndio, nem menos improvisações. 

"Estamos fazendo, já realizamos muitas reuniões, visitas técnicas, assinamos convênios, apresentamos projetos, estamos conseguindo recursos para o Estado, estamos acompanhando projetos, realizando seminários, etc. etc."  NADA DISSO!. 

Têm secretarias que, ainda, não conseguem explicar a que vieram. Muito amadorismo e pouca ação planejada. Isso Jatene vai corrigir, e ele sabe como.  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Mas vale tarde do que muito mais tarde



  •  HIDROVIA


Estudo


A Secretaria de Indústria e Comércio acaba de montar um grupo de trabalho para elaborar estudo sobre a importância da hidrovia do Tocantins para o Pará e para o País. O levantamento de informações começa dentro da própria secretaria e tem por finalidade defender a execução de obras para viabilizar a navegação no Tocantins. Na verdade, trata-se de mais um esforço do Estado para tentar convencer o governo federal a incluir a obra, retirada do PAC por duas vezes, entre suas prioridades. Não custa tentar.

Repórter 70 - O Liberal.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Casa das Caldeiras

Feliz coincidência

Se os cinco empresários do setor produtivo privado com quem a presidente Dilma Rousseff conversou individualmente na semana passada tiverem o mesmo (bom) senso de oportunidade, patriotismo ou adesão aos objetivos do governo para o país que o atribuído por interlocutores do blog ao presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, estaremos no melhor dos mundos. Os investimentos fluirão e a atividade reagirá rapidamente sob condições que a governante encomendou à sua equipe – e, por garantia, pediu a Deus. O PIB tende a crescer 5% ao ano ou mais, o juro nominal e real não descolará da mínima histórica e a taxa de câmbio será a adequada para evitar tragédia na indústria e inflação descontrolada. O IPCA permanecerá orbitando 5,5% ao ano – variação considerada estrutural pelo BC e que já não provoca ranger de dentes no mercado.

A conversa entre a presidente Dilma e o principal executivo do Bradesco durou 1h30 na sexta-feira. E pode não ter qualquer relação com a decisão do banco de ampliar o crédito pré-aprovado para pessoas físicas e que poderá beneficiar cerca de 25 milhões de clientes – praticamente a metade da base já atendida pela instituição. A decisão do Bradesco foi anunciada ontem e considerada, por fontes do Casa das Caldeiras, produto da reunião entre a presidente e Trabuco.

Octavio de Lazari Junior, diretor da área de empréstimos e financiamento do Bradesco, explicou a Felipe Marques, especialista em crédito do Valor, que o aumento dos limites para pessoas físicas decorre da segurança do banco em sua capacidade de prever o risco da base de clientes, que recebeu um reforço significativo desde que foram abertas cerca de 1.000 novas agências no fim de 2011.

O Bradesco foi um dos grandes bancos que teve necessidade de reformular seus modelos estatísticos de concessão de crédito nos últimos anos, para prever com mais eficácia o comportamento de classes de baixa renda. Essa reformulação foi necessária com a chegada de 42,5 milhões de pessoas agregadas ao sistema bancário brasileiro de meados de 2005 até o fim de 2012.

O colunista Raymundo Costa detalha no Valor PRO que Dilma recebeu seis pesos pesados entre quinta e sexta-feira para discutir cenários e projetos específicos das empresas. Além do presidente do Bradesco, a presidente recebeu Rodolpho Tourinho, presidente do Sindicato Nacional da Indústria Pesada; o presidente do grupo francês Lafarge, Bruno La Font; os diretores-presidentes da Cosan, Rubens Ometto; da Vale, Murilo Ferreira; e da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

A ideia desses encontros é distender as relações da presidente com o PIB nacional e inspirar mais confiança a fim de melhorar o ambiente de negócios. Embora tenha sido convocado a investir e ter suas reivindicações em grande parte atendidas pelo governo, o setor privado não respondeu com o investimento previsto, em 2012.

A desconfiança do empresariado decorre do intervencionismo da presidente e de decisões que contribuem para gerar desconfiança no governo. Dois exemplos são frequentemente citados, segundo contou um integrante do primeiro escalão: o apoio à presidente Cristina Kirchner, que não chega a ser um modelo para os brasileiros, e o posicionamento em relação à posse de Hugo Chávez, na Venezuela, antes mesmo que os próprios venezuelanos tivessem apresentado a solução.

Valor Econômico. 

Marina e o novo partido

Marina Silva: ex-ministra representa uma ameaça à reeleição
de Dilma e não conta com a boa vontade nem de partidos da base nem da
oposição, como o PSDB

Marina terá mais obstáculos que Kassab

A criação de um partido pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é uma tarefa que terá de superar duas frentes de batalha e um desafio. A primeira frente são os obstáculos cartoriais - como a exigência de coleta e validação de quase 500 mil assinaturas de apoio. A segunda é a rejeição política do governo federal e de legendas que não querem ver seus espaços e bancadas reduzidos para uma nova sigla em ascensão. Já o desafio - interno e mais contornável - é convergir os interesses dos três principais grupos que se reúnem em torno da liderança de Marina: os ambientalistas, os evangélicos e os militantes de esquerda, especialmente os de perfil mais radical, ligados ao PSOL.

As duas frentes de batalha estão relacionadas. Marina tende a enfrentar mais dificuldades de juntar as assinaturas do que teve o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao sair do DEM para fundar o PSD, em 2011. O projeto de Kassab foi incentivado pelo PT porque representava um racha na oposição e trazia um naco importante dela para a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff. O PSD, que já nasceu como a quarta bancada da Câmara, com 51 deputados federais, permitiu o maior realinhamento partidário desde a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, em 2003.

Marina, diferentemente de Kassab, representa uma ameaça à reeleição de Dilma em 2014 e não conta com a boa vontade dos petistas. Nem dos partidos que ainda contabilizam a perda de recursos políticos para o PSD.

"A maior dificuldade da Marina não será colher as assinaturas. Mas atrair filiados caso não tenha acesso à fatia maior do tempo de TV e do fundo partidário. Há um movimento forte no Congresso para não se permitir o que aconteceu com o PSD. E esse movimento tem tudo para dar certo", afirma Carlos Siqueira, primeiro-secretário do PSB, partido liderado por outro presidenciável, o governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Siqueira refere-se ao projeto do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). A proposta proíbe que a bancada recém-cooptada por um novo partido na Câmara seja utilizada como critério para o rateio proporcional do tempo de rádio e TV e dos recursos do fundo partidário. É algo já previsto na legislação, mas que recebeu outra interpretação, em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao PSD. O objetivo agora é explicitar a regra, fechando a brecha aberta pelo STF. "Quem tem que legislar é o Congresso Nacional. Com esta lei, fica mais claro. O deputado é eleito com a ajuda do partido. Ele pode até criar outra legenda, mas não vai levar o tempo de rádio, de TV, nem recursos do fundo. Isso dá segurança institucional e jurídica [ao partido pelo qual foi eleito]", defende Edinho Araújo.

O deputado nega que a proposta tenha sido criada com o objetivo de prejudicar a candidatura presidencial de Marina Silva. "Quando propus, não pensei em ser contra ninguém individualmente. A dificuldade será geral", prevê. Caso a lei seja aprovada, o partido de Marina terá direito de participar apenas da distribuição igualitária do tempo de TV (um terço dele dividido entre todos os candidatos) e de 5% do fundo partidário. Os demais 95% e os restantes dois terços do horário eleitoral seriam repartidos proporcionalmente pelos partidos de acordo com o desempenho na última eleição à Câmara dos Deputados. O projeto é apoiado por nove legendas tanto governistas - PT, PMDB, PSB, PP, PR, PDT e PRB - quanto os oposicionistas PSDB e PPS, que reúnem 360 deputados, nada menos que 70% dos votos na Casa.

Com o clima político hostil, a terceira via Marina Silva tende a ter mais problema para obter, em pelo menos nove Estados, as 491.569 assinaturas de apoio - número equivalente a 0,5% dos votos válidos na última disputa à Câmara. A exigência é um muro de contenção erguido no anos 1990 para impedir a proliferação de legendas. Hoje, há 30 partidos. Mas cerca de 70 siglas nasceram - e a maioria foi extinta - entre 1980 até 1995, quando entrou em vigor a nova legislação, mais rígida. Desde então, em 17 anos, apenas cinco agremiações foram criadas da estaca zero: o PRB, ligado à Igreja Universal, e o PSOL, fundado por dissidentes do PT, ambos em 2005; o PSD e o Partido Pátria Livre (PPL), em 2011; e o Partido Ecológico Nacional (PEN), no ano passado.

O PEN, de acordo com seu presidente, o ex-deputado estadual de São Paulo Adilson Barroso, levou seis anos para levantar as assinaturas e obter o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Barroso chegou a oferecer a legenda para abrigar o grupo de Marina Silva, que, no entanto, não aceitou.

Kassab, por sua vez, conseguiu o registro do PSD em menos de sete meses, tempo semelhante ao que terá Marina. Se lançar a sigla em meados de fevereiro, como se cogita, a ex-ministra terá menos de oito meses até o prazo de 5 de outubro para cumprir todas as etapas - já que os candidatos precisam estar filiados a seu partido pelo menos um ano antes do dia da eleição.

O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, afirma que a missão do grupo de Marina não será fácil e talvez nem factível, pelo pouco tempo à disposição. "É uma tarefa infernal, se você não tem uma estrutura importante, como foi o caso do PRB que tem a Igreja Universal. Quanto a nós, lançamos o partido em abril [de 2011] e começamos a colher as assinaturas em maio. Mas o que já éramos na época? Tínhamos dois governadores, cinco ou seis vice-governadores e mais de 40 deputados. Tínhamos estrutura de ação grande para fazer a coleta de assinaturas", diz o dirigente do PSD, que aponta ainda como dificuldade a criação de comissões provisórias em ao menos 5% dos municípios de cada Estado.

Saulo Queiroz questiona o poder de fogo do grupo da ex-senadora, que não detém o controle de máquinas de governo como era o caso dos aliados de Kassab. "Marina não tem esse apoio. Quem vai acompanhá-la, quem vai operar pelo país todo?", questiona.

A ex-ministra conta com os simpatizantes que a acompanham desde a eleição de 2010, e de sua saída do PV, e formaram o Movimento por uma Nova Política, com atuação nas redes sociais da internet. O movimento é composto por uma gama de políticos de vários partidos, como PT, PDT, PPS, PSOL, ambientalistas e evangélicos.

O deputado federal Alfredo Sirkis (RJ), que preferiu ficar no PV durante a crise que levou Marina a abandonar o partido, em julho de 2011, questiona a associação de segmentos tão diferentes. "É um conjunto de forças extremamente heterogêneo. Vai ser a dificuldade do partido. Numa campanha presidencial, como a de 2010, tudo bem, puderam coexistir. Mas imagine como será o programa do partido. Estou visceralmente ligado à causa verde; e não me vejo discutindo assuntos como aborto ou voltando a teses da extrema-esquerda", afirma Sirkis, que participou da luta armada durante o regime militar.

O deputado diz que Marina está estreitando sua base de apoio, numa inflexão à esquerda, "sobretudo se a Heloisa Helena for a segunda maior personalidade" da legenda. A contundente ex-senadora e candidata à Presidência em 2006, hoje em seu segundo mandato de vereadora em Maceió, já anunciou que sairá do PSOL caso Marina venha a formar o partido.

Sirkis considera que a previsão de que a nova sigla atraia até 15 deputados federais trabalha com um "cenário muito otimista". "Os descontentes nos partidos não são tantos assim. Agora tem muita gente fazendo rerré, jogando charme. Mas na hora do 'vamos ver' desiste", diz.

O deputado afirma que o projeto em tramitação na Câmara sobre tempo de TV e fundo partidário "está em ponto de bala". Se ele passar, diz Sirkis, Marina terá tempo mínimo no horário eleitoral e seu poder de atração cairá muito. "Não vão dar para ela a colher de chá que deram para o Kassab. Antes interessava ao governo, agora não", diz.

O ex-presidente estadual do PV em São Paulo, Maurício Brusadin, que saiu da legenda junto com Marina Silva, concorda que o ambiente político para a ex-senadora será bem menos propício. No entanto, discorda do baixo potencial de adesões. Ele lembra que recentemente 312 dissidentes petistas no Piauí aderiram ao Movimento por uma Nova Política. Na Câmara, em sua opinião, a bancada poderia chegar a 30 deputados federais. "Ela [Marina] não é um azarão. É uma candidata a presidente que teve 20% e pode puxar a votação dos parlamentares que querem se reeleger. O mais difícil já se tem, que é uma potência, uma candidatura sedutora para o parlamentar mediano", diz.

Sobre o perfil heterogêneo do grupo ligado à Marina, Brusadin minimiza. "Não dá para aceitar alguém que nos foi contrário no Código Florestal, mas a tese ampla da sustentabilidade comporta tudo isso. Para se chegar à Presidência tem que se ter mesmo um balaio", afirma.

BNDES aprova crédito de R$ 488 milhões para usina Adecoagro


SÃO PAULO - A usina Adecoagro Vale do Ivinhema obteve o financiamento de R$ 488,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltados para a implantação de uma nova usina de açúcar e etanol no município de Ivinhema (MS), com capacidade para 4,1 milhões de toneladas de cana por safra.

O projeto também inclui a instalação de uma unidade de cogeração de energia elétrica com capacidade de 120 MW e de linha de transmissão associada. A Adecoagro Vale do Ivinhema integra o Grupo Adecoagro, de controle internacional. Fundado em 2002, o grupo opera no Brasil, na Argentina e no Uruguai e desenvolve atividades no setor agropecuário que incluem o cultivo de cereais, oleaginosas, lácteos, café, algodão e açúcar, produção de etanol, cogeração de energia e pecuária.

Este é o segundo projeto que o Grupo Adecoagro implanta no setor sucroenergético no Brasil. O primeiro é de 2008, quando a empresa iniciou as atividades operacionais da Angélica Agroenergia, localizado no Mato Grosso do Sul, e com capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Em 2014, quando a unidade de Ivinhema começar a operar, o grupo chegará a uma moagem de cerca de 9,3 milhões de toneladas de cana de açúcar.

(Janice Kiss | Valor)

Vendas da linha Galaxy S da Samsung somam 100 milhões de aparelhos



SÃO PAULO - Em mais um sinal do espaço que vem ocupando no mercado mundial de smartphones, a coreana Samsung informou hoje ter atingido a marca de 100 milhões de aparelhos da linha Galaxy S vendidos.

O número inclui as vendas dos modelos Galaxy SIII e dos antecessores Galaxy SII e Galaxy S. Segundo informou a Samsung, o Galaxy S, lançado em junho de 2010, vendeu 10 milhões de unidades nos primeiros sete meses no mercado. Já o Galaxy SII atingiu a marca em cinco meses, enquanto o Galaxy SIII vendeu 20 milhões de unidades em 100 dias.

O anúncio da Samsung acontece no mesmo dia em que notícias de agências internacionais indicam que a Apple teria diminuído a demanda por componentes para o iPhone 5 diante da menor expectativa de demanda.

(Bruna Cortez | Valor)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Onde o sonho e a Ilusão se confundem

Repórter 70

  • VALE
Ferrovia

Tudo indica que a Vale vai optar por uma ferrovia para transportar minério de ferro de Carajás até o futuro porto do Espadarte, em Curuçá. A informação já chegou aos escalões superiores do governo do Estado. A se confirmar, a opção não será surpresa, por conta da novela mexicana que se tornou a Hidrovia do Tocantins, que até hoje não saiu do papel. O efeito colateral dessa medida é que seria doloroso: o fim do sonho de agregar valor econômico à produção de ferro em solo paraense.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Casa das Caldeiras


No coração do brasileiro, luz mais barata e bronca em banco 


A redução da conta de luz em cerca de 20% neste ano entusiasmou os brasileiros na virada do terceiro para o quarto trimestre do ano passado. A novidade, rara inclusive pela dimensão do corte, não passou em branco. Foi registrada na pesquisa de opinião sobre o governo da presidente Dilma Rousseff realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope em setembro do ano passado como um tema de destaque nos noticiários. Teve cartaz semelhante, na pesquisa de junho, o combate do governo Dilma às elevadas taxas de juros cobradas pelos bancos aos tomadores de crédito. O apreço da população por essas notícias faz sentido. Repercutem pra valer no orçamento das famílias. Interferem nas decisões de consumo.

As pesquisas de opinião pública a respeito do governo e da gestão da presidente sugerem elevada correlação entre as medidas tomadas no sentido de fortalecer o consumo e melhorar a distribuição de renda e a positiva e crescente avaliação positiva – tanto do governo quanto de Dilma.

O “prejuízo” na imagem do governo que poderia resultar de um abatimento menor no preço da conta de luz em função da escassez de energia – possibilidade afastada categoricamente ontem pelo governo – não chegou a ser estimado por analistas de mercado. Mas, segundo esses analistas, não deve ser desconsiderado. Até porque, explicam, no caso de revisão de cálculos sobre redução da conta de luz, a inflação tende a ficar mais pesada.

E, como uma coisa puxa a outra, na pior hipótese o Banco Central poderia ser forçado a também tirar a taxa Selic do atual nível recorde de baixa para algo superior, cenário em que todo mundo sairia perdedor: o governo, que prefere o juro o mais nanico possível, mesmo com inflação mais gorducha, e o brasileiro que subiu à classe média e conquistou espaço no mercado de crédito.

VALOR ECONÔMICO

A conferir. Ministro Barbosa, disse que o IPCA deve seguir tendência de queda em 2013

Nelson Barbosa vê inflação convergindo
 para o centro da meta


BRASÍLIA - O ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse há pouco que o IPCA deve seguir tendência de queda em 2013, em direção ao centro da meta, de 4,5%. “A inflação mais um ano ficou dentro do intervalo estabelecido pelo governo e a expectativa é de que em 2013 ela continue caindo, se aproximando mais do centro da meta”, afirmou. “Nosso diagnóstico é o mesmo do Banco Central”, disse, lembrando que sobre o assunto “o BC presta esclarecimentos mais detalhados.”

Ontem, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que apesar de a inflação mostrar "resistência" no curto prazo, as perspectivas indicam "retomada da tendência declinante" ao longo deste ano. O presidente do BC lembrou que, pelo nono ano consecutivo, a inflação encerrou o ano dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O IPCA fechou 2012 com alta de 5,84%, ante 6,5% em 2011.

Barbosa, que esteve em uma reunião no Ministério do Planejamento sobre o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), frisou que a redução no custo da energia elétrica também vai contribuir para o controle da inflação neste ano. A queda no índice seria de mais ou menos 0,5 ponto percentual, como já anunciou o governo anteriormente, mas Barbosa não comentou o número exato previsto.

Vai haver, segundo ele, uma baixa nas contas de luz e o “impacto a gente vai começar a ver a partir de março.” A energia corresponde a cerca de 3,3% do cálculo do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Também há impacto indireto, pois “havendo redução de custo [de produção] as empresas podem repassar isso” às mercadorias, afirmou.

Em relação ao IPCA do ano passado, que fechou acima do centro da meta, o ministro interino disse que houve quebra da safra agrícola no hemisfério norte, o que elevou os preços de grãos e derivados.

Barbosa disse ainda que desonerações contribuíram para controlar o aumento dos preços de alguns produtos, mas houve “aumentos pontuais” decorrentes de alta na tributação de cigarros e bebidas. “No balanço geral, a política tributária teve um impacto neutro ou favorável sobre a evolução da inflação”, avaliou o ministro interino.

(Thiago Resende e Lucas Marchesini | Valor)

Queda da indústria no Pará

O Pará precisa agregar valor a sua produção.   

Repórter Diário.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Métrica biológica e os impactos à biodiversidade



Juliana Rehfeld, da Anglo American: A fórmula baliza investimentos e dá segurança à mitigação de danos e ao relacionamento com as comunidades"



Antes de explorar a jazida de níquel do Jacaré, em São Félix do Xingu, no Pará, atualmente em estudo de pré-viabilidade e com estimativa de produção anual de 80 mil toneladas por 49 anos, a mineradora responsável pelo projeto iniciou medições inéditas que vão além do potencial e vida útil da reserva, das análises de mercado e das planilhas financeiras. Também os impactos à biodiversidade e a dependência atual e futura do empreendimento em relação aos estoques naturais foram incorporados à conta. "No cenário da gestão de riscos, busca-se um método capaz de dimensionar os efeitos dessas alterações e, no próximo passo, valorar ativos ambientais", afirma Juliana Rehfeld, gerente de desenvolvimento sustentável da Anglo American, com plano de replicar a experiência nas demais operações no país.

Está em jogo o acesso à matéria-prima e a oportunidades de negócio: "A fórmula baliza investimentos e dá segurança à mitigação de danos e ao relacionamento com comunidades". A iniciativa integra um projeto-piloto internacional que reúne no Brasil oito empresas de grande porte para a calibragem de uma nova ferramenta de gestão - o Corporate Ecosystem Services Review - testada no exterior por mais de 300 corporações nos últimos quatro anos. Em território brasileiro, o foco é a Amazônia. "Problemas no acesso aos serviços vitais dos ecossistemas, como água e fixação de carbono, podem gerar riscos e impactos nos lucros operacionais", adverte Francisco Almendra, coordenador de clima e energia do World Resources Institute (WRI) no Brasil. Ele completa: "No mundo de hoje é estratégia de sobrevivência para os negócios avaliar o impacto e dependência em relação a esses ativos".

A métrica avalia 24 serviços ecossistêmicos. O grupo sul-africano Mondi, uma das maiores companhias globais de papéis e embalagens, com receita anual de € 5,7 bilhões, aplicou a metodologia para reverter o índice de espécies invasoras da fauna e flora levadas a ambientes estranhos ao seu habitat natural junto com o transporte de mercadorias, causando desequilíbrios ecológicos. Foi também aferido o impacto sobre a água doce, medida cujos resultados fortaleceram as relações com comunidades e permitiram a geração de renda com turismo.

No caso da empresa canadense de energia BC Hydro, a medição reduziu conflitos com partes interessadas do entorno dos empreendimentos e contribuiu para diminuir pela metade o tempo de licenciamento ambiental de hidrelétricas - de três a cinco anos para um a três anos.

A inovação principal é a análise sobre quanto o negócio depende dos recursos naturais impactados pelas atividades da própria empresa e seus fornecedores, principalmente nos setores do agronegócio, abastecimento de água, produção florestal, energia, petroquímica, mineração e turismo. De acordo com a Avaliação Ecossistêmica do Milênio, estudo conduzido pelo WRI em parceria com 2,5 mil pesquisadores de todo o mundo, 15 dos 24 serviços ambientais do planeta se degradaram em níveis perigosos nos últimos 50 anos. Além de custos operacionais com implicações na competitividade, como alto valor da água limpa no futuro, o ambiente de escassez implica riscos regulatórios, de reputação e de acesso a mercados e a crédito - mas também abre caminho para novas tecnologias, modelos de negócios e arranjos produtivos.

Para uma indústria de cosméticos, impactos na regulação do clima pelo ambiente natural podem mudar o regime de chuvas e, por tabela, a incidência de insetos, prejudicando a produção de ativos da biodiversidade, como óleos essenciais. "Evoluímos na medição mais aprofundada dessas dependências", afirma Janice Casara, gerente de sustentabilidade da Natura, participante do projeto do WRI no Brasil, no qual as empresas testam a ferramenta com apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). Os resultados finais serão divulgados em meados de 2013.

A Natura emprega a fórmula para monitorar a produção pioneira de óleo de palma em sistemas agroflorestais mantidos por produtores familiares, na Amazônia. "Olhar estrategicamente para o futuro, e não apenas para o quanto foi emitido, gerado ou consumido no passado, é chave para a gestão sustentável mais coerente e de longo prazo", avalia a gerente. O foco unicamente nos impactos, diz ela, revela apenas "a ponta do iceberg" e não a real conexão dos negócios com os ecossistemas, envolvendo "questões culturais e de valor espiritual".

A preocupação chegou ao varejo. "É importante entender em que medida as operações de uma rede de supermercados estão associadas aos serviços ecossistêmicos", diz Camila Valverde, diretora de sustentabilidade do Walmart. O alvo principal será a cadeia de suprimento, em geral responsável por 90% dos impactos até os produtos serem expostos nas prateleiras.

Em Randon, no Pará, uma mina de bauxita hoje em fase de licenciamento para ser explorada a partir de 2016 incorpora dados sobre serviços ecossistêmicos ao planejamento das operações. Está prevista a recuperação de floresta em áreas de pastagens degradadas de onde o mineral será extraído, além da construção de aterro sanitário e estação de tratamento de esgoto na cidade, reduzindo o risco do abastecimento da empresa com água poluída.

"É uma forma de evitar custos operacionais mais altos no futuro", argumenta David Canassa, gerente de sustentabilidade da Votorantim Metais, responsável por investimento de R$ 5,6 bilhões na região. "Em 2010, quando a biodiversidade foi inserida na pauta do planejamento estratégico, estipulamos que em cinco anos teríamos uma metodologia para medi-la", diz o executivo. Não bastava valorar os serviços ecossistêmicos, mas identificar os impactos sobre os recursos que a natureza provia às operações. Após a experiência inicial, o método começou a ser aplicado em outras quatro plantas do grupo.

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Perdas da biodiversidade podem afetar economias



Quando a iniciativa The Economics of Ecosystems and Biodiversity (TEEB) divulgou há três anos que o mundo perde anualmente entre US$ 2,5 trilhões e US$ 4,5 trilhões com a destruição dos ecossistemas vitais, o setor empresarial despertou para os riscos e começou a se movimentar para evitar impactos irreversíveis nos negócios. Liderado por Pavan Sukhdev, diretor-fundador da empresa indiana GIST (Green Indian States Trust), o estudo, iniciado em 2007, gerou diferentes relatórios que subsidiariam negociações internacionais sobre o tema. No Brasil, dono de 15% da biodiversidade do planeta, invejável estoque hídrico e expressivo potencial no mercado de fixação de carbono, o governo federal decidiu iniciar a tropicalização da metodologia para inserir o assunto nas contas nacionais, trabalho conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em paralelo, foi lançada em outubro no Brasil uma versão do TEEB específica para o mundo dos negócios, de modo que o meio empresarial contabilize riscos e identifique oportunidades a partir da biodiversidade. "A inclusão desses valores nas políticas adotadas pelas empresas pode gerar economia de recursos, desenvolvimento local, geração de emprego e melhoria na qualidade de vida", diz Helena Pavese, gerente de política ambiental da Conservação Internacional (CI-Brasil), organização ambientalista que desenvolve o projeto em cooperação com a ONU.

O objetivo é tornar as ferramentas de medição acessíveis e mudar a cultura corporativa para incluir a biodiversidade no manejo de riscos. Nos próximos 25 anos, diz Pavese, as perdas de biodiversidade podem atingir € 25 bilhões, podendo afetar setores estratégicos.

Só os EUA movimentam entre US$ 75 bilhões e US$ 150 bilhões com a produção de fármacos a partir de recursos naturais. Pavese acredita ser possível reverter o processo quando se mede financeiramente a biodiversidade.

A cidade de Nova York, por exemplo, economizou US$ 6 bilhões em tratamento de água após o recente investimento na recuperação ambiental de seu principal manancial hídrico, nas montanhas de Catskills.

Contabilizar o retorno para as empresas e para a sociedade de cada real investido na proteção dos recursos naturais é uma estratégia que fortalece os argumentos para a urgência da conservação. No Brasil, 78% da hidroeletricidade provem de fontes geradoras nutridas por rios situados em áreas protegidas, como parques ou reservas, que garantem qualidade e boa vazão à água. Os dados constam no relatório "Contribuição das Unidades de Conservação Brasileiras para a Economia Nacional", elaborado pelo United Nations Environment Programme (UNEP).

Para o pesquisador Carlos Eduardo Young, um dos autores do estudo, "o sucesso ou fracasso dos empreendimentos deixam de ser consequência apenas dos resultados financeiros atingidos".

Na competição por mercado, surgem ferramentas de gestão para diferenciar empresas que adotam boas práticas no uso da biodiversidade. É o caso do selo de certificação Life, projeto brasileiro reconhecido pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), em fase piloto de desenvolvimento. (SA)


Governo acelera a criação de estatais que não geram receita

Das dez empresas concebidas desde Lula, só uma já tem perspectiva de operar de forma independente


Empresa que nunca funcionou e incluída em plano de desestatização gastou R$ 110 mil para remunerar conselheiros



Sede da Hemobrás, em Brasília, única das estatais criadas nos governos
petistas que deu os primeiros passos para gerar receita - 
Andre Borges/Folhapress


A prática de criar estatais foi ressuscitada pela administração petista e acelerada pela presidente Dilma Rousseff, mas a maior parte das novas empresas está longe de fazer jus a essa qualificação.

Levantamento feito pela Folha mostra que, em uma década, os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma deram à luz dez estatais, quatro delas nos últimos dois anos -não foram incluídas na conta subsidiárias de empresas preexistentes, como a CaixaPar, o Banco Popular e a recém-lançada Infraero Serviços.

Da lista, apenas uma já deu os primeiros passos rumo à geração de receitas suficientes para financiar seus investimentos e operações: a Hemobrás, fundada em 2004 para fabricar e vender medicamentos derivados do sangue.

As demais ou não saíram do papel ou são mantidas com recursos da arrecadação de tributos como uma repartição pública.

Aprovada por lei no mês passado, a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) já está classificada pelo Ministério do Planejamento entre as estatais dependentes do Tesouro Nacional, ao lado de outras cinco criadas nos governos do PT.

TREM-BALA


A EPL tomou o lugar da Etav, uma breve empresa criada no ano anterior exclusivamente para viabilizar o trem-bala nacional -e que, de um orçamento de R$ 166 milhões, desembolsou apenas R$ 3 milhões com salários e despesas administrativas.

Também necessitam do dinheiro do contribuinte a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o Ceitec (Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada), a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e a Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa).

A maior delas, a EBC, não é propriamente uma novidade: surgiu em 2007 a partir de uma ampliação da antiga Radiobrás. No ano passado, segundo dados preliminares, ela gerou cerca de R$ 70 milhões em receitas com os serviços de radiodifusão, mas suas despesas ultrapassaram os R$ 400 milhões.

Criado em 2008 para fabricar chips eletrônicos, o Ceitec informou uma receita de R$ 300 mil no ano passado com a venda de seus produtos para a iniciativa privada. A legislação considera microempresas aquelas com receita anual até R$ 360 mil.

Outras duas estatais estabelecidas por lei nos últimos anos ainda não existem na prática: a PPSA, concebida para explorar o petróleo do pré-sal, e a ABGF, apelidada de Segurobras, para garantir obras de infraestrutura.

LEGADO ESPORTIVO


O caso mais inusitado é o da Brasil 2016, ou Empresa Brasileira de Legado Esportivo, criada no final do governo Lula para desenvolver projetos ligados à Olimpíada do Rio de Janeiro. Descartada antes de esboçar qualquer iniciativa, ela foi incluída no Programa Nacional de Desestatização.

Mesmo sem nunca ter entrado em operação, registrou como único gasto em seu balanço R$ 110 mil para remunerar conselheiros.

A Hemobrás, até agora, é a única incluída no orçamento federal de investimentos, que reúne as empresas utilizadoras de recursos próprios, como a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos.

Ela recebeu aportes do Tesouro Nacional para a abertura de uma fábrica em Pernambuco, ainda não concluída. De um orçamento de R$ 264 milhões em 2012, R$ 50 milhões foram investidos até outubro.


GUSTAVO PATUBRENO COSTADE BRASÍLIA

Torturadora moderna

Se existisse uma verdadeira lei de imprensa, essa mulher estaria presa....

Ela é um obstáculo ao Pensamento Único....

"A bagunça da atual administração da política econômica".


Por Miriam Leitão


Pode levar anos para consertar o que a bagunça da atual administração da política econômica do Brasil tem feito. Aos poucos, está sendo dilapidado o patrimônio de solidez fiscal do país. Com truques contábeis, jeitinhos, mudanças de regras, invenções, o ministro Guido Mantega está minando o que o Brasil levou duas décadas para construir: a base da estabilização.

De todos os erros do ministro, esse é o pior. Mantega está tirando a credibilidade dos números das contas públicas. Mesmo quem acompanha o assunto já não sabe mais o valor de cada número que é divulgado.

O governo autorizou o resgate antecipado de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano. Isso é 81% de um dos fundos do FSB. Além disso, o BNDES pagou R$ 2,3 bilhões e a Caixa R$ 4,7 bilhões, definindo esse dinheiro como dividendo antecipado para o Tesouro.

Está fabricando dinheiro. O Tesouro se endivida, manda o dinheiro para os bancos públicos, depois extrai deles recursos antecipados, alegando serem dividendos de balanços ainda nem fechados. Os recursos são registrados como arrecadação no fechamento das contas do ano. É estelionato fiscal.

Foram tantos truques em que dívida do Tesouro virou receita do governo para fingir o cumprimento de metas fiscais que hoje ninguém sabe dizer qual parte é confiável dos números que o governo divulga. Só com truques, diferimentos, transformismos e abracadabras, o Ministério da Fazenda conseguiu chegar à meta do ano.

A Caixa recebeu dinheiro público recentemente, e agora está antecipando dividendos ao Tesouro. A capitalização foi feita para fortalecer a instituição centenária da fragilidade financeira em que ficou após operações como a compra de 49% de um banco falido, no qual teve depois que despejar mais dinheiro.

As transferências para o BNDES aproximam-se de R$ 300 bi. Nascem como dívida, viram empréstimo subsidiado, e depois dividendo antecipado para o Tesouro. Com manobras circulares assim que se montou o mais nefasto e inflacionário dos mecanismos do passado, a conta movimento.

O Fundo Soberano era para ser um fundo de longo prazo onde fosse feito um esforço extra de poupança para momentos de crise. Em 2012 o país não cresceu, mas não foi ano exatamente de crise.

A mudança da Lei de Responsabilidade Fiscal é um atentado à viga mestra do edifício que os brasileiros construíram para ter uma moeda estável. Se a Fazenda considera que o custo da dívida dos entes federados ficou incompatível com a atual taxa de juros no Brasil, precisa abrir um debate amplo, sério e transparente para se encontrar a saída sem fazer rachaduras na sustentação da estabilidade.

Na época da renegociação, foram oferecidas duas taxas de juros aos devedores: quem fizesse um ajuste prévio pagaria 6%, quem não quisesse fazer pagaria 9%. A prefeitura de São Paulo escolheu não se ajustar e pagar mais. Agora, o governo está oferecendo a todos os juros de 4%.

A conta dos desatinos fiscais da atual equipe econômica chegará, mas quando os autores das artimanhas contábeis não estiverem mais lá para responder. Como sempre, a conta cairá sobre a população. O governo militar inventou artefatos de fabricação de dinheiro que produziram inflação. A democracia consumiu uma década para desarmar essas bombas. Os riscos a que o governo tem exposto o país são enormes.

Era preferível o governo ter simplesmente admitido que em 2012 arrecadou menos do que previa e, por isso, não pôde cumprir a meta. Ao mesmo tempo, se comprometeria a fazer esforço extra em ano de maior crescimento.

O Ceará saiu na frente...

 CADÊ?

Hidrovia


A participação da Vale na siderúrgica de Pecém, no Ceará, deixou empresários do sul do Estado com as
barbas de molho. Afinal, se a condição para instalação da Alpa e Aline, em Marabá, é a retirada das pedras do caminho do Lourenço, para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, o Pará ainda vai ficar a ver navios por muito tempo e o prometido polo metal-mecânico não sairá do papel tão cedo.

Repórter 70, O Liberal.


As diferenças entre as filhas do Presidente Hugo Chávez



CARACAS - Na cabeceira do quarto onde está internado Hugo Chávez, Rosa Vírginia, a filha mais velha do líder venezuelano permanece de vigília desde que o presidente passou por sua quarta cirurgia, no começo de dezembro. Por questões legais, cabe à ela tomar as decisões que afetam o futuro de seu pai. Mais nova, María Gabriela, é vista como a primeira-dama.

Recentemente, pediu que acabassem as mentiras sobre o estado de saúde do Chefe de Estado, diante dos rumores sobre sua suposta morte, em um tweet publicado na internet. As duas, filhas do primeiro casamento do presidente com Nancy Colmenares, viveriam no entanto um conflito em relação à decisão mais difícil de todas: dar a ordem para desligar a máquina que mantém Chávez vivo, de acordo com o jornal espanhol "El Mundo".

Na quinta-feira, o irmão mais velho de Chávez, Adán, esteve na capital cubana. O jornalista venezuelano Nelson Bocaranda confirmou que a visita de Adán teve uma finalidade específica: foi um pedido das filhas do presidente, que teriam visões opostas sobre a decisão. Casada com com o ministro da Tecnologia, Jorge Arreaza, Rosa Virgínia assume o papel de possível herdeira política de Chávez.

Nos comícios finais da campanha de reeleição, Rosa foi figura constante. Além dos eventos eleitorais, acompanhou Chávez também nos compromissos oficiais. Em junho de 2011, foi recebida pela presidente Dilma Rousseff durante a visita do presidente venezuelano ao Brasil. E esteve ao lado de Chávez durante o longo tratamento contra o câncer, em Cuba: numa das poucas fotografias de Chávez em Havana, a filha estava junto.

María Gabriela Chávez é a mais nova. Mais comunicativa, pediu na semana passada, para que acabassem as mentiras sobre o estado de saúde do chefe de Estado. Nesta sexta-feira, também desmentiu que a irmã mais velha tivesse uma conta no Twitter. "Peço respeito à família, e principalmente, respeito ao meu povo. Chega de mentiras. Estamos juntos com papai, vivos, lutando e recuperando a saúde", disse em sua conta.

Chávez tem ainda outra filha, Rosinés, do casamento com a locutora Marisabel Rodríguez, de quem o mandatário se divorciou há sete anos. De acordo com o jornal "ABC", no entanto, a jovem de 15 anos não conseguiu ver o pai, apesar de ter passado o fim de semana em Cuba, tentanto visitá-lo. Na quinta-feira, Marisabel viajou à capital cubana para buscar a filha.

(O Globo)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Resultados do vestibular da UFPA será divulgado neste sábado, dia 5

Listão da UFPA será divulgado neste sábado, dia 5




O resultado do Processo Seletivo 2013 (PS 2013) da Universidade Federal do Pará (UFPA) será divulgado neste sábado, dia 5 de janeiro, a partir das 10h. O Centro de Processos Seletivos da Instituição (Ceps) recebeu nesta quarta-feira, 2 de janeiro, os dados do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) - que equivale à Primeira Fase do PS 2013 - e já está processando as informações.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 90 universidades e institutos federais brasileiros utilizam o Exame na seleção de candidatos. Na UFPA, além do Enem, os 76.874 candidatos inscritos no concurso participaram da segunda fase do processo seletivo no dia 9 de dezembro e 68.745 deles continuam na disputa por uma das 8.569 vagas ofertadas em 179 cursos de graduação em Belém e em outras dez cidades do interior do Estado.

A divulgação inicia-se a partir das 8h com a reunião da Comissão Permanente de Processos Seletivos da UFPA (Coperps), a qual é responsável pela realização do concurso. Após homologado, o “listão” será entregue ao reitor em exercício, Edson Ortiz, e em seguida, divulgado para a imprensa durante uma entrevista coletiva realizada no Centro de Eventos Benedito Nunes, no campus básico, no bairro Guamá.

No encontro com os jornalistas, além do reitor, estarão disponíveis para entrevistas também a presidente da Coperps, Marlene Freitas; a diretora do Ceps, Marilucia Oliveira; e o diretor do Centro de registro e Indicadores Acadêmicos (CIAC), Aluizio Barros, além de integrantes da Coperps e da administração superior da Universidade que acompanham a cerimônia.

Entre os temas abordados estão informações sobre a realização do concurso, sobre o preenchimento das vagas e, ainda, orientações aos calouros sobre documentos e procedimentos para habilitação, matrícula e início das aulas na Universidade. A previsão da UFPA é de que a tradicional leitura do resultado pelas rádios se inicie por volta das 10h30 da manhã e cerca de meia hora após o início da transmissão, o listão estará disponível no site do Ceps e no Portal da UFPA.

Números e novidades – Este ano a Universidade Federal do Pará oferta 8.569 vagas em 179 cursos de graduação em diversas áreas do conhecimento. Entre os candidatos que não concorrem pelo sistema de cotas, a maior procura é pelo curso de Medicina. Já entre os cotistas, Educação Física é o curso mais procurado. Entre as novidades do PS 2013, destacam-se a criação da reserva de vagas para estudantes quilombolas e a adoção da cota renda, prevista pela nova legislação brasileira. Além disso, a UFPA criou dois novos cursos de graduação: Engenharia Biomédica e Tecnólogo em Produção Multimídia.

Serviço:

Resultado do PS 2013 da UFPA
Data: 5 de janeiro de 2013
Local: Centro de Eventos Benedito Nunes (CEBN), no Campus Básico da UFPA.
Divulgação: no www.ufpa.br e no www.ceps.ufpa.br

Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Karol Khaled




Outras.



CARACAS - O ministro da Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, disse na noite desta quinta-feira, em um pronunciamento nacional transmitido pela TV, que o presidente do país, Hugo Chávez, está sofrendo complicações de uma “infecção pulmonar severa”, três semanas depois da quarta cirurgia contra um câncer, realizada em Cuba.

Nesta quinta, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, retornou a Caracas, após ter passado os últimos dias em Havana. “O presidente Chávez está consciente das circunstâncias, circunstâncias complexas. Está consciente da batalha que enfrenta, com a mesma energia de sempre”, disse o vice-presidente na tarde desta quinta-feira, ao chegar à capital venezuelana.

Mais cedo, o fato de alguns dos mais importantes líderes políticos da Venezuela terem se reunido em Havana desencadeou uma onda de rumores sobre o estado de saúde de Chávez. Ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, considerado o principal rival de Maduro na disputa pela herança política chavista, o vice-presidente culpou a mídia de “ultradireita” ao redor do mundo e o governo dos Estados Unidos por relatos “falsos” e “danosos” sobre as condições de saúde do líder venezuelano.

(Dow Jones Newswires)


Orçamento 2012/2013 do ONS é ampliado para R$ 511 milhões


BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou hoje um novo orçamento para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o período de julho de 2012 a junho de 2013.


O novo orçamento será de R$ 511,219 milhões para o período, conforme resolução publicada nesta sexta-feira no “Diário Oficial da União”.


Do total, R$ 426,443 milhões serão destinados a despesas de custeio, R$ 73,717 milhões ao plano de ação proposto pelo ONS e R$ 11,058 milhões a aquisições e benfeitorias, que estão detalhadas na resolução.


A norma altera o orçamento anterior do ONS para o período, que havia sido aprovado em junho, no valor de R$ 493,877 milhões. O ONS, que havia solicitado R$ 511,2 milhões, apresentou um pedido de reconsideração.


(Maíra Magro | Valor)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Em coma induzido

Em nome de Chávez, Nicolás Maduro envia mensagem a militares venezuelanos


Caracas, 28 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se recupera de uma nova operação em Cuba pela reaparição de um câncer, enviou nesta sexta-feira uma mensagem de fim de ano à Força Armada Nacional Bolivariana, que foi lida em um ato por seu vice-presidente e chanceler, Nicolás Maduro.

"Elevo minha voz para transmitir-lhes, camaradas da Força Armada Nacional Bolivariana, o renovado e fraterno testemunho de respeito, admiração, gratidão e carinho do povo heróico de Simón Bolívar", declarou Maduro, que assegurou que transmitiu a mensagem em "nome" e sob "ordens e instruções" de Chávez.

"Aqui em Havana, na Cuba revolucionária, me sinto pleno de fé em Cristo redentor, em sua misericórdia infinita, pleno de fé no amor de nosso povo que me cura com suas orações e bênçãos de cada dia, pleno de fé pelo compromisso e pela lealdade que a Força Armada revolucionária me está demonstrando nesta hora tão complexa e difícil", acrescentou a carta.

Maduro, que liderou um ato com as tropas na cidade de Barcelona, comentou ter cumprido "com emoção e amor a tarefa" de transmitir a mensagem de Chávez aos militares, aos quais lembrou que "têm a responsabilidade de garantir a paz e a soberania desta terra sagrada, deste povo sagrado de Bolívar".

Esta é a primeira mensagem de Chávez divulgada durante um ato oficial, depois que no dia 24 de dezembro Maduro disse ao canal estatal "VTV" que tinha conversado por telefone durante 20 minutos com o governante, que, assegurou, estava caminhando, fazendo exercícios e lhe deu "ordens de trabalho".


Nicolás Maduro


UOL.


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está em coma induzido, com os sinais vitais muito debilitados, mantidos por aparelhos, no hospital de Havana (Cuba), onde foi internado para a quarta cirurgia de remoção de um tumor na região pélvica. A informação é do diário espanhol "ABC", que complementa afirmando que está programado, para os próximos dias, o desligamento dos equipamentos que vêm mantendo o presidente venezuelano vivo.


Leia mais
Chávez apresenta novas complicações após operação em Havana

Segundo o "ABC", as autoridades venezuelanas já se preparam para o pior. Seu genro e ministro de Ciência e Tecnologia afirma que Chávez chegou ao fim de ano "tranquilo e estável".

Chávez passou por uma cirurgia no dia 11 de dezembro para a retirada de um câncer no intestino. Segundo o jornal, a equipe de médicos russos, assistidos por cubanos, retirou 43 cm de intestino do presidente. No entanto, exames apontaram metástases na bexiga e na medula óssea, o que exigiria um transplante de medula, o que a saúde frágil de Chávez não permitiu.

Atração de Investimentos

Deu no Reporter 70.

A partir de Janeiro deste ano, na Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SEICOM), quem vai cuidar da atração de investimentos da SEICOM será o próprio secretário David Leal, chamou para ele uma área que considera da maior importância, e sem dúvida é. 

 

 

Quem até agora cuidava da área de Atração de Investimentos era a Diretora Fátima Gonçalves. 

 

 

 

A conferir

  • Educação 

    􀂄 Para encerrar a mexida no primeiro escalão da administração do Estado falta apenas a substituição do secretário de Educação, Cláudio Ribeiro. O governador Simão Jatene procura nomes.

    Repórter 70

    O Liberal