Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Lula afirma que está preocupado com eleição e não com mensalão
![]() |
| Lula ao lado do prefeito Emídio (dir.) e de Lapas, que substituiu João Paulo como candidato |
Em Osasco, ex-presidente evita citar João Paulo, condenado no STF
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou ontem de comício em Osasco (SP), mas não mencionou o deputado federal João Paulo Cunha (PT), que desistiu da eleição ao ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão.
Lula elogiou o novo candidato do PT, Jorge Lapas, e criticou o principal adversário do petista, o tucano Celso Giglio -que teve sua candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa, mas recorreu ao TSE.
Dirigindo-se a Lapas, Lula declarou: "Você está concorrendo essas eleições com figuras de ontem com ideias de anteontem". Segundo ele, a administração de Giglio (2001-2004) foi um "tempo nefasto".
Os demais petistas que discursaram também não citaram João Paulo Cunha.
Lula aproveitou também para defender o seu governo e criticar o FMI (Fundo Monetário Internacional): "O Brasil era humilhado. O Brasil não poderia decidir nada sem consultar meia dúzia de gringo que mandava no FMI".
Antes, em um ato de campanha de Fernando Haddad em Santo Amaro (zona sul), Lula tinha declarado que não estava preocupado com o julgamento do mensalão, mas sim com a eleição.
Em seu discurso, disse que não iria "falar mal de candidatos", mas que eles não têm "50% da capacidade" de Haddad para governar São Paulo.
Questionado sobre preocupação com o julgamento do mensalão, respondeu: "Estou preocupado com as eleições". O STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar hoje o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente nacional do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.
(LUIZA BANDEIRA E DANIEL RONCAGLIA)
DE SÃO PAULO
Adversário de Lula...., na TV
![]() |
| Eliane Cantanhêde, jornalista |
Joaquim é ministro de amor e ódio, de ame-o ou deixe-o. Adorado pela opinião pública --sobretudo em Brasília, onde continua sendo o "Joca" dos tempos de UnB--, é odiado por petistas de cúpula e de base, mexendo com a solenidade fria do STF e com as emoções quentes dos colegas. Especialmente dos mercuriais.
Respaldado pela toga, justificado pelas dores de coluna, perdoado pelas origens e exposto pelas transmissões ao vivo, ele bateu boca e trocou adjetivos nada polidos com Gilmar Mendes (em outros julgamentos), com o revisor Lewandowski (virou uma guerra) e com o polemista Marco Aurélio (que ultrapassou limites, ao ver perigo na ascensão de Joaquim à presidência, em novembro).
Algodão entre cristais, o presidente Ayres Britto faz o que pode, como vetar no site do tribunal uma nota do relator desancando Marco Aurélio em termos pouco usuais entre Excelências, ainda mais em público.
Veja que a escolha de "adversários" por Joaquim não é ideológica nem partidária --é improvável que, na cabine indevassável, Gilmar e Lewandowski depositem o mesmo voto. Talvez seja mais por excesso de convicções e seu desdobramento quase natural: o voluntarismo.
Pois será justamente Joaquim quem estará dissecando as entranhas do governo Lula e do PT nesta semana. Enquanto Lula e Dilma estiverem nos palanques e no horário nobre falando maravilhas de Haddad, Joaquim gastará tardes inteiras para contar os podres de José Dirceu e do partido do candidato. Guerra de audiências como nunca se viu.
Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal "Globonews em Pauta" e da Rádio Metrópole da Bahia.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Pará. Justiça Eleitoral apreende R$ 4 milhões em avião de candidato do PT.
Apreensão de dinheiro em avião de petista no Pará lembra caso dos 'aloprados'
Um total de R$ 4
milhões que seriam usados em campanha eleitoral foi apreendido pela Justiça
Eleitoral e Polícia Federal na tarde desta terça-feira (2). O dinheiro estava
dentro de um avião
e seria usado pelo candidato do PT à prefeitura Parauapebas, José Das Dores
Couto, também conhecido por Coutinho.
Após receber a
denúncia, o juiz eleitoral Líbio Araújo Moura se dirigiu
até o aeroporto
de Parauapebas, no sudeste paraense, distante cerca de 800 km de Belém, e
flagrou o dinheiro no interior de uma aeronave que havia acabado de pousar na
pista. Imediatamente decretou a apreensão da quantia.
Inclusive, essa
denúncia teria sido comunicada ao magistrado havia alguns dias através do
Disque-Denúncia Eleitoral, sendo esta a principal reclamação dos eleitores
durante o período.
Devido a repercussão
e forte presença da imprensa em Parauapebas, a Polícia Federal decidiu levar a
aeronave e o dinheiro para o município de Marabá, onde caso será registrado.(Com informações do DOL)
Lula deveria pedir desculpa aos tucanos.
Lula diz que seu bico não é predador 'como o dos tucanos'
Tucanos não são predadores, se alimentam de frutos silvestres.
O tucano é uma ave da Família Ramphastos. É muito conhecido por seu enorme bico (chega aos 20 cm). É uma ave muito bonita que causa admiração aos olhos de quem o ve, eles representam Amazônia e o Brasil.O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou na noite desta segunda-feira, 1, no comício do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, a coragem da presidente da República, Dilma Rousseff, em participar do evento na zona leste e olhar para cada mulher e para cada homem e dizer que veio "meter o bico" na eleição da capital. Ao falar da citação da presidente, Lula complementou: "O meu bico não é grande como o dos tucanos, é muito melhor, porque não é de predador, de comer passarinho, é de quem quer conversar com o povo. Fiz mais do que a elite brasileira fez em 500 anos, só peço uma chance pro Haddad."
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Impacto do mensalão em São Paulo
Mensalão tirou 10% dos votos dos paulistanos que iriam para Haddad
Como o Datafolha descobriu que 81% dos paulistanos não mudaram seus votos para prefeito de São Paulo por causa do mensalão, muitos petistas se sentiram aliviados. Mas a notícia não foi tão boa assim para o PT quando são analisados os 19% que se incomodaram com o caso agora sendo julgado no Supremo Tribunal Federal.Segundo a pesquisa, 10% dos eleitores paulistanos deixaram de votar em Haddad por causa do mensalão.
Outros 4% abandonaram José Serra (PSDB) pelo mesmo motivo e 2% desertaram Celso Russomanno (PRB).
Gabriel Chalita (PMDB) e Paulinho da Força (PDT) perderam 1% cada um. E 1% não souberam responder.
Há uma hipótese clássica para não petistas perderem votos na esteira do mensalão: quando ocorre um escândalo em Brasília, políticos famosos também registram danos em suas imagens ""uma decorrência do estereótipo reducionista segundo o qual "eles são todos iguais".
Já no caso de Fernando Haddad, há uma ligação direta. Ele é do PT. Se o mensalão não existisse, o candidato petista teria potencialmente mais dez pontos percentuais de intenção de voto. Iria de 18% a 28%, patamar tradicional do partido na cidade.
Nesta semana, devem começar a ser julgados políticos importantes do PT, como José Dirceu e José Genoino. Os telejornais vão noticiar todos os dias, até a eleição.
Se algum candidato vier a perder voto de maneira mais robusta em decorrência deste escândalo, o Datafolha indica que esse político será Fernando Haddad.
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIAUOL
Utopia congelada?
Utopia congelada
Tarso Genro
TENDÊNCIAS/DEBATES (Folha)
Em 1994, pedi aqui a moratória da utopia socialista. A esquerda ganharia pelas regras do jogo. Criticaram. Hoje, o "votar não adianta" assombra é a Europa
Há anos (em janeiro de 1994), escrevi um artigo nesta seção da Folha, cujo título era "Uma moratória para a utopia".
Na época, fui criticado pela autodenominada "esquerda" do meu partido -que mais tarde tomou seus próprios caminhos- e também pela esquerda acadêmica, que agora se especializou no antilulismo e no antipetismo e que faz coro com a direita mais retrógrada, "contra os políticos" e "contra a corrupção", estabelecendo uma identidade mecânica e autoritária entre ambos.
A moratória com a utopia socialista pressupunha -e ainda pressupõe- uma convergência à esquerda a partir dos valores básicos da democracia e da república, daí tendo como fulcro o Estado de Direito: a observância das "regras do jogo" (Bobbio).
Isso pressupunha a inversão de prioridades, a partir dos governos de esquerda, pautando -em oposição à mera estabilidade- a estabilidade com distribuição de renda e inclusão social e educacional amplas.
Tratava-se de colocar os "de baixo" na mesa da democracia, como dizia Florestan Fernandes. E isso foi feito.
Felizmente (e não foi obviamente por artigos como aquele) o Brasil trilhou este caminho. E por mais que se possa criticar o cerco midiático ao STF no processo do "mensalão", por mais que se possa discordar da avaliação das provas, da inovação de teses para proporcionar condenações, da "politização" excessiva do processo, ninguém pode dizer que os ministros da nossa corte suprema estão julgando contra as suas convicções ou insuflados por pressões insuportáveis.
Nada do que está acontecendo é estranho a qualquer Estado de Direito, por mais democrático e maduro que ele seja.
O Estado de Direito democrático é assim mesmo. A sua superioridade em relação às ditaduras é que as suas limitações e insuficiências são abertas e podem ser contestadas, tanto no plano da política como do direito, de forma pública e sem temor, por qualquer cidadão.
Faço estas observações porque eminentes intelectuais e jornalistas europeus, em distintas manifestações, hoje questionam a situação da democracia na Europa.
Boaventura Sousa Santos (na revista "Visão", de Lisboa) escreve "Portugal é um negócio ou é uma democracia?". Joaquin Estefania ("El País", de Madrid), defende que "começa a ser um mistério que alguém se moleste de votar e estimular a alternância partidária (...) se não existe capacidade de intervenção efetiva por parte de uma autoridade política eleita".
Antonio Baylos Grau, da Universidade Complutense de Madrid, diz que a Espanha está "numa democracia limitada", com a "soberania limitada (doutrina Brejnev) através da arquitetura financeira mundial, concentrada em poucas mãos".
Assim, sugiro que a democracia no Brasil, neste período histórico, está mais avançada do que no continente europeu, porque a adoção da dogmática de "não há alternativa" (ao caminho pautado pelas agências de risco e pelo poder privado do capital financeiro) não tem vigência nem efetividade em nosso país.
As medidas que a presidenta Dilma tem tomado na gestão econômica, dando sequência às políticas do presidente Lula, de inserção soberana, cooperativa e interdependente do país, na economia e no mercado mundial, mostram que a democracia, sim, pode ter consequência na economia e no desenvolvimento social de qualquer estado.
Na Europa, não somente foi feita uma moratória com a utopia socialista, cujo impulso foi responsável pelas grandes conquistas de proteção social e de coesão nacional no século passado, mas também foi congelada a utopia democrática. Os governos eleitos, sejam socialdemocratas ou conservadores, na primeira fala que fazem, quando chegam ao poder, é que "não há alternativa".
Logo, não adianta votar e escolher.
Nós, da esquerda e do PT, e todos os democratas de todos os partidos celebremos esta diferença: ainda não conseguiram congelar, aqui, a utopia democrática.
TARSO GENRO, 65, é governador do Rio Grande do Sul. Foi ministro da Justiça, da Educação (ambos no governo Lula) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002)
sábado, 29 de setembro de 2012
Para morrer basta estar vivo.
Descansa em Paz
Meus lindos, nem acredito!!! Estou de volta ao SBT, meu coração está disparado! Feliz feliz feliz feliz!!!
Russomanno se compara a Lula após cair em pesquisa
Após registrar pela primeira vez queda nas intenções de voto no Datafolha, Celso Russomanno (PRB) se comparou ontem a Lula, maior fiador da candidatura de Fernando Haddad.
Russomanno lidera com 30% das intenções de voto, mas perdeu cinco pontos em uma semana. Haddad (PT) tem 18% e está tecnicamente empatado com José Serra (PSDB), que tem 22%.
Em uma palestra na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação, em Santa Cecília (centro), Russomanno rebateu as críticas de que não teria experiência, mote de inserções veiculadas pelo PT e de discursos de Haddad.
Ele listou os cargos que ocupou no Detran, no Juizado de Menores e na Casa Civil no governo de Paulo Maluf. Russomanno disse que Lula, ao assumir o Planalto, tinha no currículo um mandato na Câmara e a experiência como líder sindical.
"Será que eu não estou preparado, não tenho currículo? Mas, se a gente voltar uns anos atrás, todo mundo tinha medo do Lula. Ele tinha um mandato de deputado federal e tinha sido presidente de sindicato. E foi um bom presidente."
Ele disse ainda que, como Lula, gostaria de "trabalhar pelo social". O discurso de Russomanno segue uma nova estratégia da campanha: neutralizar o ataque petista usando o exemplo de Lula.
DIÓGENES CAMPANHA
DE SÃO PAULO
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Então tá
Ao citar mensalão, Lula diz que governos do PT julgaram e condenaram envolvidos no escândalo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em evento de campanha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (27), que o PT tem de ter orgulho por ter julgado e condenado pessoas envolvidas em escândalos de corrupção, ao fazer referência ao escândalo do mensalão. Foi a primeira vez que Lula se referiu ao mensalão desde o início da campanha."Aquele mesmo senhor que ofendeu a Dilma [Rousseff] até onde ninguém jamais tentou ofender, agora está ofendendo o companheiro Fernando Haddad. Ou seja, tentando baixar o nível da campanha, tentando vincular Haddad ao julgamento do processo que está na Suprema Corte. Tem que ter orgulho, não tem que ficar com vergonha, no nosso governo as pessoas são julgadas e apuradas. No deles, tripudiam ", afirmou Lula ao fazer referência a uma declaração do candidato tucano José Serra, que afirmou que a presidente "não deveria meter o bico" na eleição de São Paulo.
De acordo com Lula, "no tempo deles, o procurador-geral da República [Geraldo Brindeiro] era chamado de engavetador".
"É importante lembrar da compra de voto em 1996 para aprovar a reeleição neste país", disse Lula, dessa vez em referência ao escândalo que envolveu a aprovação da emenda à Constituição que permitiu a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2001).
"Se juntarem todos os presidentes da história do Brasil, vocês vão ver que eles não criaram instituições para combater a corrupção como nós criamos em oito anos. Sintam orgulho porque, se tem uma coisa que fizemos, foi criar instrumentos para combater a corrupção", afirmou Lula.
Sem citar nomes, o ex-presidente afirmou que, em 2006, a imprensa tentou inflar a candidatura de uma ex-militante do PT --a ex-senadora Heloisa Helena-- e pediu a Haddad que não responda ao "jogo rasteiro" de quem tenta ligá-lo ao mensalão.
Logo após a entrada de Lula e Haddad no anfiteatro onde foi realizado o evento, a manifestação de um estudante causou constrangimento no início da cerimônia. Em frente ao palco, ele levantou uma faixa com a inscrição "Renovação com Mensalão? PT do Lula, PT do Haddad, tem o mensalão".
O manifestante foi hostilizado, teve a faixa arrancada de suas mãos e foi retirado do local.
Julianna Granjeia
Do UOL, em São Paulo
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Mulheres uruguaias protestam contra projeto que descriminaliza aborto
Um grupo de mulheres se manifestou na frente do Parlamento uruguaio,
algumas delas completamente nuas e com seu corpo coberto apenas com uma
pintura laranja, em protesto contra partes do projeto de
descriminalização do aborto que está sendo debatido nesta terça-feira
pelo Legislativo.As mulheres do movimento Mulher e Saúde no Uruguai (MYSU, na sigla em espanhol) desceram de um ônibus e protestaram perante o olhar atento dos transeuntes e dos meios de comunicação que se aglomeraram diante da cena, e permaneceram ali durante vários minutos apesar das baixas temperaturas em Montevidéu.
Segundo explicou Marta Aguñín, uma das porta-vozes da organização, o protesto se justifica porque a norma debatida pelos deputados não recolhe nenhum dos pedidos das organizações pró-aborto e "nem contempla nem defende muitos direitos das mulheres".
Galeria
"Os deputados estão debatendo o que acontece com o corpo das mulheres, e nós mulheres defendemos nossos direitos e queremos ser nós as que decidimos sobre o que acontece com nossos corpos", disse Aguñín.
A ativista lamentou que o projeto, que deve ser aprovado por uma pequena margem na Câmara dos Deputados e precisará ainda ser confirmado pelo Senado para entrar em vigor, obrigue as mulheres que queiram abortar a comparecer perante uma comissão médica.
"Além disso, a norma não descriminaliza o aborto inteiramente, já que se não forem cumpridos os prazos dentro do sistema, a mulher terá que recorrer ao circuito clandestino e ali seria punível", destacou.
Se for aprovada, a norma descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação, com um prazo maior e sem limite caso haja riscos para a saúde da mãe. O aborto deverá ser sempre feito em centros de saúde e sob a supervisão das autoridades.
HUMILHAÇÃO
Desde que o conteúdo do projeto ficou conhecido, organizações que defendem o aborto mostraram seu profundo descontentamento. Entre outros adjetivos, elas definiram como "humilhante" que as mulheres tenham que submeter-se "a um tribunal" para explicar por que querem abortar, sem que, além disso, se legalize a prática em sua totalidade.
Na sexta-feira passada, uma enquete realizada pela empresa de consultoria Numero mostrou que 52% da população do Uruguai é a favor da descriminalização do aborto, 34% contra e 14% não se pronuncia.
Apesar de estar penalizado pela lei, no Uruguai acontecem 30 mil abortos por ano segundo números oficiais. Esse número chega a duplicar nas estimativas de organizações defensoras dos direitos das mulheres.
DA AGENCIA EFE, EM MONTEVIDÉU
Haddad empata com Serra em SP, segundo pesquisa Vox Populi
Pesquisa Vox Populi divulgada pelo "Jornal da Band" nesta segunda-feira (24) aponta o petista Fernando Haddad empatado em segundo lugar com o tucano José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Na pesquisa feita entre 19 e 21 de setembro, Haddad subiu de 14% no levantamento em agosto para 17% das intenções de voto. Já o candidato do PSDB passou de 22% para 17%.
A liderança continua com Celso Russomanno (PRB), que passou de 31% para 34% das intenções de voto.
Russomanno segue à frente e Serra se descola de Haddad
Segundo o Vox Populi, o candidato do PMDB, Gabriel Chalita, aparece em quarto lugar, com 5% das intenções de voto, mesmo número do levantamento anterior.
Soninha Francine (PPS) passou de 4% para 2%, Paulinho da Força (PDT) foi de 2% para 1% e Levy Fidelix (PRTB) passou de 0% para 1%.
Carlos Giannazi (PSOL), Ana Luiza (PSTU), Anaí Caproni (PCO), Eymael (PSDC) e Miguel Manso (PPL) não alcançaram 1% dos votos.
O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 13%.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas e foi registrada na Justiça Eleitoral com o número SP-01066/2012. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
ESPONTÂNEA
Na pesquisa espontânea, Russomanno aparece com 30%, seguido por Haddad e Serra, com 15% das intenções de voto cada.
Chalita tem 4%, Soninha, 2% e Levy Fidelix, 1%. Os demais candidatos somam juntos 1% das intenções de voto.
O número de votos brancos e nulos é de 10%. Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 22%.
Sobre a rejeição, Serra passou de 32% na pesquisa de agosto para 39% neste levantamento.
Haddad aparece em segundo lugar, com 12% --antes ele tinha 11%. Russomanno oscilou dois pontos e agora tem 7% de rejeição.
Soninha e Levy Fidelix aparecem com 5% de rejeição. Paulinho da Força tem 3%. Eymael e Chalita somam 2%. Miguel Manso registra 1%. Anaí Caproni, Ana Luiza e Carlos Giannazi não pontuaram.
Os eleitores que disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos somam 9%. Os que não votariam em nenhum deles são 7%. Não sabe ou não responderam somam 8%.
SERRA
Questionado sobre a queda na pesquisa, Serra minimizou a pesquisa. "O Vox Populi não é sério, é brincadeira", disse o tucano ao chegar ao debate da TV Gazeta nesta segunda-feira.
UOL
PT/PMDB Aliança estratégica, cada vez mais parecidos
Debate tem dobradinha entre Haddad e Chalita para atacar Serra
O debate desta segunda-feira (24) na "TV Gazeta" registrou uma dobradinha involuntária entre os candidatos Gabriel Chalita (PMDB) e Fernando Haddad (PT) --que atacaram o tucano José Serra.
No primeiro bloco do encontro, Haddad perguntou a Chalita sobre o transporte público --na pergunta ele disse que o setor tem uma "avaliação ruim", "ao contrário do que disse Serra" --o tucano havia respondido antes uma pergunta feita por Paulinho da Força (PDT) sobre o tema.
Na resposta, Chalita atacou a administração "Serra/Kassab" e disse que os recursos no setor são insuficientes. Haddad, em sua tréplica, afirmou que as obras feitas no metrô são insuficientes.
PMDB e PT são aliados no governo federal. Antes do processo eleitoral, Chalita e Haddad trocaram elogios. Haddad e Serra brigam pelo segundo lugar nas pesquisas.
Celso Russomanno --até agora líder nas sondagens-- sofreu um ataque de Carlos Giannazi (PSOL), em pergunta endereçada a Haddad.
Giannazi questionou o motivo dos ataques a Russomanno, "[cujo partido] é da base do governo federal" --nos últimos dias o petista aumentou o tom contra o candidato do PRB.
"O Russomanno é um subproduto da política", disse Giannazi, que, segundo ele, foi criado pelo PT, "que prioriza o consumo". "O PT reduziu a cidadania ao consumo."
Haddad respondeu que não fez ataques a Russomanno, mas questiona sua "falta de plano de governo". Disse ainda que sua "boa educação" o permite discordar da forma como Giannazi "faz política" sem atacá-lo.
Giannazi respondeu: "Você é mal agradecido com ele", disse ao lembrar que o partido de Russomanno vota junto com o governo na Câmara dos Deputados.
Do UOL, em São Paulo
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Por que criar futuros desejáveis?
Sobre Crie Futuros
“O futuro é fruto dos sonhos do passado e escolhas do presente”.
Olhando o futuro do passado, fica claro que muito do que existe hoje foi antes sonhado. Desde o fim do século XIX, encontramos imagens de videoconferência; notebooks; tecnologia wireless; demasiados carros; cidades em escala inumana; drive through; fast food, cirurgia remota; aquecimento solar. Foram imagens que orientaram escolhas de modos de viver, prioridades de políticas e investimento, inovação tecnológica. O recado fica claro: a maneira como enxergamos o futuro influencia sua criação. As escolhas de hoje desenham o mundo de amanhã. Mudando as escolhas, podemos mudá-lo. E como escolher? Será que temos visões de futuro desejáveis para orientar nossas escolhas e inspirar inovação? Peter Drucker diz: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”.
O que norteia nosso trabalho é a busca de sustentabilidade num sentido mais amplo. Existem mudanças que acontecem por ajustes, como uma fruta que amadurece, e outras que acontecem por mudança de estado, como a lagarta que se transforma em borboleta. Este é o tipo de transformação que necessitamos. Mas como? Se a Terra é uma só e seus recursos são finitos, escassos e se consomem com o uso?
Soluções possíveis surgem quando lidamos com quatro eixos onde há abundância, cujos recursos são infinitos e se multiplicam com o uso: (1) A Economia Criativa e seus recursos intangíveis: cultura, conhecimento, criatividade, experiência (2) As tecnologias de informação e comunicação: bits são infinitos, assim como os universos virtuais que eles criam (3) Uma vez em rede, a sociedade pode se organizar em infinitas formas de colaboração e interação. E finalmente a chave para que tudo isso seja possível: ampliar a noção de “riqueza” para uma visão multidimensional, com patrimônios e resultados não apenas na dimensão financeira, mas também nas dimensões ambiental, social e cultural.
A partir destes eixos construímos uma ficção, Desejável Mundo Novo, na qual é possível “sentir” o que seriam estilos de vida sustentáveis, diversos e criativos, em capítulos
organizados em temas da vida cotidiana que “re-inventam” a economia, a política, as cidades,o cuidar, a educação, as relações. A hipótese que defendemos em Crie Futuros é que nossos sonhos fertilizam o futuro – por isso nos dedicamos a criar e semear futuros positivos, que possam inspirar o desejo de concretizá-los. Fred Polack, um dos pioneiros de estudos de futuro, em seu livro “Imagens do Futuro”, de 1961, faz um estudo da história das civilizações relacionando com suas visões de futuro. Conclui que visões positivas de futuro estão presentes no florescimento das culturas e as visões negativas são um fator determinante em sua decadência e também que a força de uma cultura pode ser medida pela intensidade de suas imagens de futuro. Hoje, infelizmente os futuros difundidos pela grande mídia, games e ficção científica são tenebrosos. Por isso fizemos este livro inspiracional, que mostra o futuro que está nos desejos de pessoas de diversas idades, origens e formações. Nosso futuro desejável é que ele possa motivar mais e mais gente a criar seu futuro, inspirar lideranças na tomada de decisão e apontar oportunidades.E,sobretudo,suscite a pergunta: “Por que não?”
Lula pede que se ponha fim a eventuais divergências entre petistas e democratas (DEM).
Em comício para militância Lula pede não atacar aliados
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou na noite deste sábado (22), em São Bernardo do Campo (SP) o primeiro dos quatro comícios que fará até segunda-feira em redutos petistas na Grande São Paulo. Ao lado de seu afiliado político, o prefeito e candidato à reeleição Luiz Marinho (PT), Lula evitou nacionalizar o discurso e cobrou a militância local para que não faça ataques a partidos que são aliados na cidade e rivais do PT nacionalmente - o DEM integra as 17 legendas da base de apoio de Marinho. Ele ainda defendeu que "o bom momento que vive o País deve ser usado para eleger mais companheiros" nessas eleições de 2012.
"O prefeito tem que fazer as alianças necessárias para que ele possa ter um conjunto de partidos políticos, um conjunto de candidatos a vereadores que possam garantir a vitória", disse Lula. "Por isso quero agradecer aos partidos que estão apoiando o Marinho, independentemente da divergência no âmbito estadual e federal."
Ao final do discurso, ele voltou a mandar um recado, sem citar nomes, para que se ponha fim a eventuais divergências entre petistas e democratas. "Quem está apoiando o Marinho é aliado e quem não está é adversário", afirmou Lula.
O ex-presidente contou no discurso que recebeu da presidente Dilma Rousseff os resultados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, deste ano e afirmou que os número positivos eram motivo de orgulho e felicidade porque melhoraram as condições de vida do povo brasileiro.
"A tendência é melhorar ainda mais, porque o Brasil aprendeu a gostar de si. O Brasil aprendeu a eleger gente que gosta de gente, aprendeu a eleger pela primeira vez uma mulher presidente da República", disse Lula.
Segundo o ex-presidente, que faz neste domingo mais dois comícios, em Santo André, para o candidato Carlos Grana (PT), e, em Diadema, para a reeleição do prefeito Mário Reali (PT), é preciso aproveitar o bom momento que vive o País. "Vamos ter que aproveitar o bom momento para eleger mais companheiros nossos." Lula estará ainda na segunda-feira em Mauá, apoiando Donisete Braga (PT), e disse que foi convidado para ir a Guarulhos e a Osasco.
RICARDO BRANDT - Agência Estado
domingo, 23 de setembro de 2012
Criador & criatura
O escolhido para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PT conta como estreitou sua relação com Lula entre gafes e conversas no avião presidencial
![]() |
| Lula discursa durante lançamento da candidatura de Haddad em SP |
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
O momento não era o mais apropriado para deslizes.
Numa sexta-feira tumultuada pelo escândalo do mensalão, o governo tentava evitar a abertura do processo de cassação do mandato de José Dirceu na Câmara enquanto parlamentares da esquerda do PT convocavam a imprensa para um ato contra "a política econômica, as alianças espúrias e a corrupção".
Foi nesse clima que Fernando Haddad entrou no gabinete do presidente Lula em 5 de agosto de 2005, uma semana após tomar posse, para a sua primeira audiência como ministro da Educação.
Os dois ainda buscavam quebrar o gelo quando uma ligação do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, trouxe outra má notícia: a descoberta de um foco de aftosa em Mato Grosso do Sul.
"Eu tinha que minimizar o problema para conseguir despachar", lembra Haddad, sete anos depois. "Então eu disse: 'Presidente, o gado brasileiro é vacinado'. E ele: 'Você não entende nada de febre aftosa, né? A vacina não é garantia da não contaminação'. Aí já começou a complicar a minha audiência..."
O caçula do governo tentou consertar a gafe. Argumentou que o gado infectado teria sido transportado em caminhões fechados, sem contato com o resto do rebanho. Lula levou as mãos à cabeça: "Mas você não entende nada mesmo de febre aftosa, né? O vírus viaja até 90 quilômetros com o vento!"
O ministro dobrou o papel com o roteiro da reunião e sugeriu voltar outro dia, mas o presidente exigiu que ele ficasse até encerrar a lista de pendências da pasta.
Assim começou a se estreitar a relação que levaria o primeiro operário a governar o país a escolher um professor da USP sem traquejo eleitoral como seu candidato a prefeito de São Paulo em 2012.
SEM INTIMIDADE
Antes da primeira eleição de Lula, Haddad foi convidado para debates no Instituto Cidadania, onde o petista remontava seu "gabinete paralelo" depois de cada derrota em eleições presidenciais. "Mas nós tínhamos uma relação muito superficial. Nenhuma intimidade", afirma.
A sensação de distância era tão grande que um dia, já na Presidência, Lula disse acreditar que seu ministro nunca havia votado nele.
"Com exceção de 1982, quando votei no Rogê Ferreira [do PDT] para governador, eu sempre votei no senhor. Mas reconheço que sem convicção...", respondeu Haddad. A primeira-dama Marisa Letícia, que ouvia a conversa, se desesperou: "Fernando, como é que você diz uma coisa dessa?"
Aos poucos, os dois foram ficando mais próximos. Suas mulheres fizeram amizade, o ministro levou os filhos para festas na Granja do Torto e passou a ser convidado para trocar ideias até na sauna do Palácio da Alvorada. Quando o presidente viajava para São Paulo, ele se apressava em pedir carona no Aerolula.
"Isso ajuda muito. Ele me chamava sempre para conversar na cabine presidencial", conta Haddad, orgulhoso. "Lá não toca telefone, os problemas não entram no avião. É um momento bom."
POR TELEPATIA
Satisfeito com o desempenho do pupilo no MEC, Lula começou a lhe pedir palpites sobre economia -ele diz que só opinava ao ser consultado, num esforço para não melindrar os ministros da área.
A transformação do auxiliar em candidato foi uma consequência natural. E só não se precipitou em 2010, quando Lula sondou Haddad para concorrer ao governo do Estado, porque ele já havia escolhido outra ilustre desconhecida, Dilma Rousseff, para disputar a Presidência.
"Ele sabia que um projeto de renovação tem munição limitada", diz o ex-ministro.
Nas palavras dele, o convite para se candidatar neste ano, contrariando a desconfiança do partido e as pretensões da ex-prefeita Marta Suplicy, foi o "coroamento" da aproximação. Os dois se encontram ao menos uma vez por semana e conversam por telefone dia sim, dia não.
O ex-presidente driblou o tratamento do câncer para articular a campanha e chegou a posar com o ex-inimigo Paulo Maluf para ampliar o tempo do candidato na TV.
"Eu não sei nem como caracterizar a relação que nós temos hoje. É meio fraternal, meio paternal", arrisca Haddad. "Eu o entendo, ele me entende, está tudo sempre super-resolvido entre nós. Tem hora que é telepático."
Há alguns anos, não era bem assim. Em conversas com Tarso Genro, que antecedeu Haddad no MEC, Lula chamava o afilhado de "mauricinho" e "almofadinha que deu certo", num misto de reconhecimento e deboche.
Entre amigos, o candidato costuma se vingar imitando a voz rouca e os tropeços do ex-presidente no português.
"Já contaram para ele, mas eu neguei", conta, com o sorriso do aluno que espera o professor deixar a sala de aula para lhe pregar uma peça.
sábado, 22 de setembro de 2012
Haddad jogou a toalha e namora Russomano
Ala do PT busca 'pontes' com Russomanno
Com a avaliação de que é considerável a chance de que Celso Russomano (PRB) vença a disputa pela Prefeitura de São Paulo, setores do PT já põem em prática a estratégia de restabelecer pontes com o candidato.O plano tem o objetivo de evitar que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) patrocine Russomanno em troca de apoio à sua tentativa de reeleição, em 2014.
Petistas decidiram manter relações com o PRB ainda que o candidato petista, Fernando Haddad, seja seu adversário no 2º turno.
Para esses petistas, a prioridade é derrotar o tucano José Serra (PSDB) e evitar que Alckmin feche um acordo com o PRB com vistas a 2014.
"Nossa principal polarização é PT x PSDB. Nosso objetivo é levar Haddad para o segundo turno e tirar Serra. Conseguindo isso, o PT já é um vitorioso", disse o ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP), verbalizando um discurso corrente no partido.
Presidente do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, o bispo Marcos Pereira diz que já discutiu com o PT pacto de não agressão, a exemplo do que fez com Serra, após Haddad esboçar crescimento nas pesquisas.
Sem citar interlocutores, Pereira alega que a iniciativa só foi tomada há duas semanas, dois meses depois de sua conversa com Serra.
Segundo ele, a proposta teve acolhida no PT. "Tanto, que até agora, eles não partiram para a baixaria."
A adesão do PRB a manifesto em defesa do ex-presidente Lula é, para petistas, um sinal de boa vontade. Segundo petistas, o ministro Marcelo Crivella (Pesca) teria dito que Russomanno foi consultado sobre a nota. Crivella teria frisado que não existe acerto com Alckmin.
Por trás do discurso, há a constatação de que, sozinho, o PRB não tem condições de ocupar a máquina.
A estratégia esbarra na cúpula da campanha de Haddad, disposta a adotar tom mais agressivo na propaganda. Haddad descarta o apoio. "Nossa inclinação é estarmos no segundo turno."
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO
Colaborou LUIZA BANDEIRA.
Assinar:
Postagens (Atom)









