terça-feira, 4 de setembro de 2012

Com Lula, assistência social iguala educação em gastos federais, diz Ipea

Veja que o crescimento dos gastos -ou investimentos em educação e área social, é gritante, entre tanto, se observados em relação ao PIB a evolução dos mesmos itens é mais modesta.

Estudo divulgado nesta terça-feira (4) pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) --órgão do governo federal-- mostra que, ao final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, as políticas de assistência social consumiram R$ 44,2 bilhões dos gastos federais, montante equivalente ao utilizado em educação (R$ 45,5 bilhões).

Intitulado “Gasto Social Federal: prioridade macroeconômica no período 1995-2010”, o estudo aponta que, durante as duas gestões de Fernando Henrique Cardoso, os gastos federais com assistência social subiram de R$ 1,7 bilhão (0,08% do PIB) em 1995 para R$ 15,8 bilhões em 2002 (0,60% do PIB).

Já no primeiro ano de Lula (2003), os gastos federais com assistência social saltaram para R$ 17,4 bilhões (0,66% do PIB) e chegaram a R$ 44,2 bilhões (1,07% do PIB) em 2010, último ano do petista no governo. Durante os oito anos de FHC, os gastos com educação mantiveram-se estáveis e caíram na comparação com a evolução do PIB. Em 1995, o governo gastou R$ 19,7 bilhões ou 0,95% do PIB com educação. Já em 2002, os gastos foram de R$ 19,9 bilhões, o que representava 0,76%

Com Lula, os gastos federais com educação subiram de R$ 18,8 bilhões, ou 0,71 do PIB, em 2003, para R$ 45,5 bilhões, ou 1,11% do PIB em 2010 --valor próximo ao gasto com educação no mesmo ano.
Gasto social cresce 173%

O Ipea considera gastos sociais federais todo o dinheiro que o governo aplica em previdência social, benefícios a servidores públicos, saúde, assistência social, alimentação e nutrição, habitação e urbanismo, saneamento básico, trabalho e renda, educação, desenvolvimento agrário e cultura.

O estudo, que não traz dados referentes aos anos de 2011 e 2012, mostra que, entre 1995 e 2010, os gastos sociais aumentaram 173%.

De acordo com o Ipea, o total dos gastos sociais federais saltou, durante os governos de FHC, de 234 bilhões (11,24% do PIB) em 1995 para R$ 340 bilhões (12,92% do PIB), em 2002. Já durante os governos de Lula, os gastos sociais subiram de R$ 343 bilhões (12,95% do PIB) para R$ 638,5 bilhões (15,54% do PIB), em 2010.

Já considerando o gasto social per capta, a evolução foi de R$ 1.471 ao ano em 1995 para R$ 3.325 em 2010 --em 2002, o valor era de R$ 1.946 e, no ano seguinte, passou para R$ 1.941.

Em 2010, a previdência concentrava 47,5% dos gastos sociais do governo federal, o que representava R$ 303,5 bilhões. Na sequência, apareciam os gastos com benefícios de servidores públicos federais (93,1 bilhões, 14,6% do total), saúde (R$ 68,8 bilhões, 10,8% do total), educação, assistência social, políticas de emprego e defesa do trabalhador (R$ 33,8 bilhões, 5,3%) e habitação e urbanismo (R$ 33,1 bilhões, 5,2%).




Em R$ Bilhões Constantes Dez/2011 (corrigidos pelo IPCA mensal)

Áreas de Atuação
1995
2002
2003
2010
Alimentação e Nutrição
2,3
2,3
2,3
4,5
Assistência Social
1,7
15,8
17,4
44,2
Benefícios Serv. Púb. Federais
51,5
67,9
63,4
93,1
Cultura
0,5
0,5
0,5
1,7
Desenvolvimento Agrário
3,2
3,1
2,8
4,9
Educação
19,7
19,9
18,8
45,5
Emprego e Def. do Trabalhador
11,1
14,9
14,7
33,8
Habitação e Urbanismo
2,3
9
7,8
33,1
Previdência Social
103,7
160,2
172,9
303,5
Saneamento
0,7
2,2
0,9
5,4
Saúde
37,3
44,2
41,9
68,8
Total
234
340
343,3
638,5

Em % do PIB
Áreas de Atuação
1995
2002
2003
2010
Alimentação e Nutrição
0,11
0,09
0,09
0,11
Assistência Social
0,08
0,60
0,66
1,07
Benefícios Serv. Púb. Federais
2,46
2,57
2,38
2,26
Cultura
0,03
0,02
0,02
0,04
Desenvolvimento Agrário
0,16
0,12
0,11
0,12
Educação
0,95
0,76
0,71
1,11
Emprego e Def. do Trabalhador
0,53
0,56
0,55
0,82
Habitação e Urbanismo
0,11
0,35
0,29
0,81
Previdência Social
4,98
6,08
6,52
7,38
Saneamento
0,03
0,09
0,03
0,13
Saúde
1,79
1,68
1,58
1,68
 Total
11,24
12,92
12,95
15,54

Vale pode cair até 15% se mercado do minério não melhorar, diz banco



As ações da mineradora Vale podem cair entre 10% e 15% se a situação continuar ruim no mercado de minério de ferro, calcula o Barclays Capital. “O problema no mercado à vista de minério não deve desaparecer no curto prazo, porque os negócios são escassos, as siderúrgicas tentam se livrar dos estoques e os fornecedores brigam pelo mercado chinês”, diz o banco.

Ainda assim, o Barclays considera que a empresa brasileira vale o risco, argumentando que “se o mercado virar e os preços voltarem para a faixa de entre US$ 110 e US$ 120 por tonelada, em 2013, com a expectativa de preço de longo prazo inalterada (cerca de US$ 90 por tonelada), vemos uma valorização de mais de 30% para o papel”.

(Dow Jones Newswires)



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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dilma rebate FHC e exalta 'herança bendita' de Lula, será que consegue?


Pode não se concordar com FHC, mas que ele foi contundente no seu artigo sobre a pessada herança do Lula, não cabe duda, foi lapidar e a Presidente -ou Presidenta-, como gostam chamar os militantes do PT, tentou em alguns parágrafos dar força idelógica a sua resposta, mas não conseguiu.


A refutação da Presidenta, que pretende “restabelecer” ou “recolocar” a “verdade histórica”, foi insuficiente, com verdades gerais sobre o crescimento econômico do Brasil, algo referente aos investimentos em infraestrutura (mais promessa que realidade), destaca a diminuição da desigualdade -o que é certo, pela Bolsa família e outros programas sociais, entretanto o PT era muito mais do que isso e suas propostas eram mais robustas que isso que está aí.


Sobre a intervenção do FMI, o Brasil nem precisa dessa instituição, sem pressões o País já adota a política do FMI e do Banco Mundial. O último presente dado aos empresários é a privatização dos aeroportos, precisamente, os mais lucrativos, para o capital nacional e internacional.

Para quem está com todo a seu favor e conta com tantos fundamentos para mostrar a robustes da sua política econômica, que tanto tem beneficiado ao Brasil, a resposta ao artigo do sociólogo FHC parece pobre, demais.

Finalmente, a Presidenta não toca em nenhum dos pontos do artigo do FHC, parece diálogo de surdos ou campanha eleitoral. 

  

VEJA AQUI A

"Nota Oficial da Presidente Dilma"

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil"


E AQUI O ARTIGO DO SOCIÓLOGO

Herança pesada


Fernando Henrique Cardoso, Sociólogo, foi Presidente da República.

A presidenta Dilma Rousseff recebeu uma herança pesada de seu antecessor. Obviamente, ninguém é responsável pela maré negativa da economia internacional, nem ela nem o antecessor. Mas há muito mais do que só o infortúnio dos ciclos do capitalismo.

Comecemos pelo mais óbvio: a crise moral. Nem bem completado um ano de governo e lá se foram oito ministros, sete dos quais por suspeitas de corrupção. Pode-se alegar que quem nomeia ministros deve saber o que faz. Sem dúvidas, mas há circunstâncias. No entanto, como o antecessor desempenhou papel eleitoral decisivo, seria difícil recusar de plano seus afilhados. Suspeitas, antes de se materializarem em indícios, são frágeis diante da obsessão por formar maiorias hegemônicas, enfermidade petista incurável.

Mas não foi só isso: o mensalão é outra dor de cabeça. De tal desvio de conduta a presidenta passou longe e continua se distanciando. Mas seu partido não tem jeito. Invoca a prática de um delito para encobertar outro: o dinheiro desviado seria "apenas" para o caixa 2 eleitoral, como disse Lula em tenebrosa entrevista dada em Paris, versão recém-reiterada ao jornal The New York Times. Pouco a pouco, vai-se formando o consenso jurídico, de resto já formado na sociedade, de que desviar dinheiro é crime, tanto para caixa 2 como para comprar apoio político no Congresso Nacional. Houve mesmo busca de hegemonia a peso de ouro alheio.

Mas não foi só isso que Lula deixou como herança à sucessora. Nos anos de bonança, em vez de aproveitar as taxas razoáveis de crescimento para tentar aumentar a poupança pública e investir no que é necessário para dar continuidade ao crescimento produtivo, preferiu governar ao sabor da popularidade. Aumentou os salários e expandiu o crédito, medidas que, se acompanhadas de outras, seriam positivas. Deixou de lado as reformas politicamente custosas: não enfrentou as questões regulatórias para acelerar as parcerias público-privadas e retomar as concessões de certos serviços públicos. A despeito da abundância de recursos fiscais, deixou de racionalizar as práticas tributárias, num momento em que a eliminação de impostos se poderia fazer sem consequências negativas: a oposição conseguiu suprimir a CPMF, cortando R$ 50 bilhões de impostos, e a derrama continuou impávida.

É longa a lista do que faltou fazer quando seria mais fácil. Na questão previdenciária, o único "avanço" não se concretizou: a criação de uma previdência complementar para os funcionários públicos que viessem a ingressar depois da reforma. A medida foi aprovada, mas sua consecução dependia de lei subsequente, para regulamentar os fundos suplementares, que nunca foi aprovada. As centenas de milhares de recém-ingressados no serviço público na era lulista continuaram a se beneficiar da regra anterior. Foi preciso que novo passo fosse dado pelo governo atual para reduzir, no futuro, o déficit da Previdência. Que dizer, então, de modificações para flexibilizar a legislação trabalhista e incentivar o emprego formal? A proposta enviada pelo meu governo com esse objetivo, embora assegurando todos os direitos trabalhistas previstos na Constituição, foi retirada do Senado pelo governo Lula em 2003. Agora é o próprio Sindicato Metalúrgico de São Bernardo do Campo que pede a mesma coisa...

Mas o "hegemonismo" e a popularidade à custa do futuro forçaram outro caminho: o dos "projetos de impacto", como certos períodos do autoritarismo militar tanto prezaram. Projetos que não saem do papel ou, quando saem, custam caríssimo ao Tesouro e têm utilidade relativa. O exemplo clássico foi a formação a fórceps de estaleiros nacionais para produzirem navios-tanque para a Petrobrás (pagos, naturalmente, pelos contribuintes, seja por meio do BNDES, seja pelos altos preços desembolsados pela Petrobrás). Depois do lançamento ao mar do primeiro navio, com fanfarras e discursos presidenciais, passaram-se meses para se descobrir que o custo não fez jus a tanta louvação. Que dizer dos atrasos da transposição do São Francisco, ou da Transnordestina, ou ainda da fábrica de diesel à base de mamona? Tudo relegado aos restos a pagar do esquecimento.

O que mais pesa como herança é a desorientação da política energética. Calemos sobre as usinas movidas "a fio d'água", cuja eletricidade para viabilizar o empreendimento terá de ser vendida como se a produção fosse firme o ano inteiro, e não sazonal. Foi preciso substituir o companheiro que dirigia a Petrobrás para que o País descobrisse o que o mercado já sabia, havendo reduzido quase pela metade o valor da empresa. O custo da refinaria de Pernambuco será dez vezes maior do que previsto; há mais três refinarias prometidas que deverão ser postergadas ad infinitum. O preço da gasolina, controlado pelo governo, não é compatível com os esforços de capitalização da Petrobrás. Como consequência de seu barateamento forçado - que ajuda a política de expansão ilimitada de carros com a coorte de congestionamentos e poluição - a produção de etanol se desorganizou a tal ponto que estamos importando etanol de milho dos Estados Unidos!

Com isso tudo, e apesar de estarmos gastando mais divisas do que antes com a importação de óleo, o presidente Lula não se pejou em ser fotografado com as mãos lambuzadas de petróleo para proclamar a autossuficiência de produção, no exato momento em que a produtividade da extração se reduzia. No rosário de desatinos, os poços secos, ocorrência normal nesse tipo de exploração, deixaram de ser lançados como prejuízo, para que o País continuasse embevecido com as riquezas do pré-sal, que só se materializarão quando a tecnologia permitir que o óleo seja extraído a preços competitivos, que poderão tornar-se difíceis com as novas tecnologias de extração de gás e óleo dos americanos.

É pesada como chumbo a herança desse estilo bombástico de governar que esconde males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da Nação.


FHC acusa Lula de deixar "herança pesada"



Em linha oposta à de fiador de candidaturas estratégicas para o PT adotada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pouco deve influir nas eleições municipais de 2012.

À exceção de uma ou outra gravação, como a que fez para a propaganda de Daniel Coelho, candidato tucano à Prefeitura do Recife (PE), o ex-presidente "não será um ator eleitoral de destaque", segundo o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra. "Não é do interesse do PSDB nacionalizar as disputas municipais. E Fernando Henrique é um homem muito ocupado, tem suas palestras e artigos para escrever", afirma.

No mais recente artigo de Fernando Henrique Cardoso, publicado pelos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" ontem, o ex-presidente bate forte em seu sucessor, a quem acusa de deixar para a atual presidente, Dilma Rousseff, uma herança pesada de "males morais e prejuízos materiais sensíveis para o futuro da nação". A crítica coincide com o retorno de Lula ao palaque, na sexta-feira, em Belo Horizonte (MG), em ato de apoio à candidatura de Patrus Ananias (PT).

Lula cumpriu o roteiro que vem norteando a propaganda petista na cidade. Apresentou Ananias como o candidato "que sabe cuidar das pessoas mais humildes" e atacou o atual prefeito e candidato a reeleição, Marcio Lacerda (PSB), descrevendo-o como alguém que só toca obras e que "às vezes não sabe nem rir, que às vezes parece que não tem coração". Difícil imaginar FHC nos mesmo moldes, como o próprio admitiu recentemente. "Ele [Lula] sempre fez isso. Eu nunca fiz", disse, após proferir palestra a profissionais da área da saúde na capital paulista.

Recuperado de um câncer na laringe - no mês que vem completa um ano que ele descobriu a doença -, Lula falou por cerca de 15 minutos na capital mineira e avisou que o comício seria o primeiro de muitos que fará em 2012. Em dado momento, citou nominalmente FHC, a quem acusou de criar dificuldades para prefeitos na liberação de recursos do governo federal.



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domingo, 2 de setembro de 2012

Rende votos ser amigo da Rainha ou do Rei?


O jornal "O Liberal"  de Hoje domingo, 02 de setembro, publicou 2ª pesquisa do IBOPE para a prefeitura de Belém. 
 
A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de agosto e registrada no TRE-PA sob o N° 00061/2012. A margem de erro da pesquisa é de 4%.
  •  Pesquisa estimulada 


  •  Simulação 2º turno Edimilson x Priante

  

  • Simulação 2º turno Edimilson x Zenaldo



Ainda falta muito chão pela frente para os candidatos cantar vitoria, já vi uns muito magros de tanto malhar pelas ruas e bairros de Belém. 

 

Em um mês de campanha tudo pode acontecer. 

 

Mas já está claro que Edimilson estará no segundo turno, se não vence no primeiro, como pode acontecer, se continuam batendo nele. 

 

Algumas perguntas que não querem calar.  

 

Pimentel e Jefferson não estarão errados na estratégia de bater em Edimilson, em vez de mostrar o sucesso da sua gestão?

 

A população dos bairros de classe média, não estará cansada dessa propaganda que ano a ano se repete? Não é muita a poluição sonora e visual, a oferta de obras, de asfalto nas ruas, de mega projetos sem planejamento, carência absoluta de plano diretor?

 

Não é absurda essa propaganda onde os candidatos prometem obras com  orçamentos tão voltuosos que parecem de um país inexistente?. 

 

Não será que a violência em belém tem aumentado pela falta de políticas sociais na periferia?. Falta educação, ações sociais no bairros, mais esporte, alternativas para a juventude, etc.  

 

Não será que estão abusando da inteligência da população? 

 

Meu voto será para aquele candidato que menos incomode meus ouvidos, já que a poluição visual é impossível evitar. 

 

Não vou para a rua a encontrar um iferno de barulho, poluição sonora e sujeira nas ruas, com perigos de assaltos a mão armada, sem proteção da polícia que fica extorquindo a população em vez de cuidar da segurança do cidadão, que paga seus impostos. 

 

Belém, uma cidade destrída, sem árvores (a cidade de Brasil que menos árvores tem por habitante). 

 

Bom domingo. Eu fico trancado no meu AP com janelas para Belém e para o rio, sem vontade de passear em ruas destruídas pela falta de políticas públicas, que cuidem do equilibrio ambiental da cidade.

 

sábado, 1 de setembro de 2012

No Pará a educação continua péssima


"Porque" não saimos do último lugar no ranking da educação dos estados?. 


Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, divulgados recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que sete Estados não cumpriram suas metas específicas: Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

O Ideb de 2011 caiu em relação ao desempenho alcançado em 2009 nos Estados de Acre (passou de 3,5 em 2009 para 3,4 em 2011), Pará (de 3,1 para 2,8), Maranhão (de 3,2 para 3,1), Paraíba (de 3,4 para 3,3), Alagoas (de 3,1 para 2,9), Bahia (de 3,3 para 3,2), Espírito Santo (de 3,8 para 3,6), Paraná (de 4,2 para 4) e Rio Grande do Sul (de 3,9 para 3,7).

Segundo esses índices os Estados de todas as cores partidários cairam na educação, mesmo aqueles que contam com todo o apoio do Governo Federal, inclusive o Estado mais querido da presidente Dilma. 

O Estado do Pará continua sendo um dos piores do Brasil em educação.  Já era ruim e não saiu da última posição em que foi deixado pelo governo anterior.

Grande desafio para a educação do pará, que só pode envergonhar a "todos e todas".

No ensino médio aparece mais uma vez em primeiro lugar Santa Catarina, com 4,3, seguida de São Paulo (4,1), Paraná (4), Minas Gerais (3,9) e Mato Grosso do Sul (3,8). Alagoas aparece na penúltima posição, com 2,9, e o Pará ficou em último, com 2,8.

 A President@ Dilma se perguntaria: "Porque" no saimos dessa última posição no ranking da educação? 

Ela mesma que responda.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Alta do PIB do Brasil é a menor entre os Brics no 2º tri, diz IBGE

RIO - O crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre em comparação com o  mesmo período de 2011, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), colocou o Brasil na lanterna do crescimento entre os Brics. A liderança coube à China, com alta de 7,6% na mesma base comparativa.

 Leia também:
Economia brasileira cresce 0,4% no 2º trimestre sobre o 1º, diz IBGE

A seguir vieram Índia, com 5,5%; Rússia, com 4%; e África do Sul, com 3,2%.
Em termos de PIB per capita, o Brasil, com US$ 11,6 mil, só ficou atrás da Rússia, com US$ 16,7 mil. A seguir vieram África do Sul, com US$ 11 mil; China, com US$ 8,4 mil; e Índia, com US$ 3,7 mil.
Financiamento
O Brasil fechou o segundo trimestre com uma necessidade de financiamento de R$ 27,8 bilhões, a maior para um segundo trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 2000. No segundo trimestre do ano passado, a necessidade de financiamento havia sido de R$ 21,5 bilhões.
O aumento da necessidade de financiamento foi causado principalmente pelo saldo externo negativo de bens e serviços, que subiu R$ 9,2 bilhões na mesma base de comparação. Entre abril e junho deste ano, o déficit foi de R$ 14,4 bilhões, contra um déficit de R$ 5,2 bilhões em igual período do ano passado.
Em contrapartida, a renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo foi reduzida em R$ 1,9 bilhão em relação ao segundo trimestre do ano passado, passando de R$ 18,2 bilhões para R$ 16,3 bilhões.
Essa redução foi causada pela remessa líquida de lucros e dividendos, que caiu R$ 3,9 bilhões, enquanto o pagamento líquido de juros subiu R$ 1,9 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e igual período deste ano.
(Rafael Rosas | Valor)

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Candidato do PT lançou a toalha. Caiu em desgraça, que se vire

João Paulo avisa a aliados que anunciará retirada da candidatura hoje

Um dia depois de ser condenado pelos crimes de corrupção e peculato (desvio de recursos públicos) no julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) avisou a amigos que anunciará, dentro de algumas horas, a retirada de sua candidatura à Prefeitura de Osasco.

Aliados chegaram a sugerir que resistisse por mais um dia, mas, admitindo-se abalado com a decisão do STF, João Paulo disse que não resistirá à pressão para que seja substituído pelo vice de sua chapa, Jorge Lapas (PT).

Gabo Morales -24.ago.2012/Folhapress
O candidato a prefeito de Osasco João Paulo Cunha em campanha na Vila Menk na semana passada
Numa reunião na noite de ontem, o núcleo de sua campanha concluiu que João Paulo deve ser poupado de constrangimento público. Há ainda expectativa de que Lapas -- indicado pelo prefeito Emídio de Souza (PT)-- consiga chegar ao segundo turno.

Por 8 votos a 2, a maioria dos ministros do Supremo votou por condenar João Paulo. O petista é acusado de receber R$ 50 mil para beneficiar agência do empresário Marcos Valério em contrato com a Câmara na época em que presidia a Casa (2003-2004).

Ainda falta um voto, do ministro Carlos Ayres Britto, mas, a não ser que algum dos ministros mude seu voto, a condenação já está definida.

O voto que definiu maioria pela condenação foi proferido pelo ministro Gilmar Mendes, oitavo a votar sobre o caso no julgamento do mensalão.

Também votaram pela condenação Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Cezar Peluso, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, além do relator, Joaquim Barbosa. O ministro Dias Toffoli seguiu a decisão do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição. Apenas o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, ainda não votou.

O ministro José Antonio Dias Toffoli seguiu a decisão do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição.

A maioria dos ministros inocentou o petista da acusação de peculato pela contratação de um assessor quando presidente da Câmara. A acusação sustenta que houve desvio de dinheiro público, já que a contratação serviu para assessoria pessoal dele.

Quanto à acusação de lavagem de dinheiro contra o petista, os ministros estão divididos e será definida no voto do presidente. Votaram pela condenação neste ponto Celso de Mello, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Carmén Lúcia e Joaquim Barbosa. Avaliam que o fato de João Paulo mandar a mulher receber os R$ 50 mil em uma agência do Banco Rural foi para ocultar a movimentação financeira.
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA


Serra cai, Haddad sobe e Russomano lidera as pesquisas


Os resultados das pesquisas Datafolha e Vox Populi, divulgadas ontem à noite, mostraram mais uma queda do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, que perdeu cinco pontos percentuais no levantamento do Datafolha e está com 22% das preferências do eleitorado. O petista Fernando Haddad deu um salto, subiu seis pontos e aparece com 14%. O líder Celso Russomanno (PRB) manteve-se estável com 31%, entre os dois últimos levantamentos do instituto. Os percentuais dos três candidatos são os mesmos no Vox Populi. São as primeiras pesquisas realizadas depois do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

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Várias do Painel da Folha


O sólido crescimento de Celso Russomanno entre os eleitores tucanos confirma diagnóstico interno da campanha de José Serra: a prioridade é reconquistar adeptos que migraram para o líder nas pesquisas -que subiu 16 pontos no grupo de simpatizantes do PSDB, segundo o Datafolha. A erosão do eleitorado serrista também beneficiou Gabriel Chalita, que ganhou 5 pontos entre os peessedebistas. A estratégia inicial para retomar os votos "azuis" será a comparação de currículos.

Red zone Fernando Haddad aumentou de 21% para 40% sua intenção de voto entre os eleitores que manifestam predileção pelo PT, segmento em que Russomanno perdeu 4 pontos percentuais.

Matemática A equipe de Serra relativiza a rejeição do candidato, que atingiu recorde de 43%. Tucanos argumentam que ela é fruto da soma de eleitores dos rivais e do contingente próximo de 25% que vota branco ou nulo.

Correio... Gilberto Kassab enviou ontem e-mail aos 28 secretários e oito presidentes de empresas municipais determinando atenção redobrada com as informações sobre a prefeitura que adversários de Serra veiculam na propaganda na TV e no rádio.

... elegante O prefeito recomenda que assessores convoquem entrevistas coletivas, distribuam notas oficiais e publiquem no site respostas a críticas em tempo real.

Popstar Depois do show de Plácido Domingo na abertura do Centro de Eventos do Ceará, o governador Cid Gomes sonha com Paul McCartney para inaugurar em dezembro o Novo Castelão, estádio da Copa em Fortaleza.

Freio Com a disparada de Geraldo Júlio (PSB) em Recife, empatando com Humberto Costa, setores do PT aconselham que Lula deve sair de cena por lá, para evitar que a eventual derrota seja lida como vitória de Eduardo Campos sobre o ex-presidente.

Sujou 1 A mudança no entendimento do STF sobre lavagem de dinheiro preocupa advogados do mensalão. Ministros chamados "garantistas'', como Gilmar Mendes e Celso de Mello, condenaram João Paulo Cunha pelo crime. Em 2007, Mendes chamou a denúncia de "fantasmagórica'' nesse item.

Sujou 2 Ministros e defensores apostam que o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, que também rejeitou o crime em 2007, aceitará a lavagem hoje, o que deve balizar o voto para outros réus.

Saideira Apesar de duro para os réus, o voto de Cezar Peluso foi considerado "brilhante" pela defesa. Um alfinetou: "Ele falou a mesma coisa que Joaquim Barbosa, mas em um terço do tempo".

No telhado No programa de ontem de rádio de Osasco o prefeito Emídio Souza foi muito mais citado que João Paulo Cunha, que só apareceu numa breve fala no final.

Diário Embora desanimados com o viés condenatório geral, os advogados acharam o dia de ontem melhor que que teve a trinca Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Dizem que os "garantistas" restabeleceram algumas premissas, como a da presunção de inocência.

Faca Uma preocupação dos réus é com o isolamento de Ricardo Lewandowski, que ficou vencido na maioria dos votos. Temem que, para evitar o isolamento na corte, o revisor endureça em relação a itens do processo.

Visita à Folha Claudio Haddad, presidente do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), visitou ontem a Folha. Estava com Carolina da Costa, diretora acadêmica de graduação, e Cleber Martins, assessor de imprensa.

com FÁBIO ZAMBELI e ANDRÉIA SADI

domingo, 26 de agosto de 2012

Mais uma do juiz Lewandowski


Ricardo Lewandowski Recomenda mandar à esposa pegar o dinheiro roubado, assim você será absolto.


“A questão do João Paulo Cunha tem nuances, e você vai ver que cada réu que é acusado de lavagem de dinheiro, dentro das circunstâncias específicas em que ele sacou, vai ter uma solução”, explicou, reforçando a ideia que já antecipara no julgamento quinta-feira, quando ressaltou que, ao contrário de outros réus, que enviaram até garçons e contínuos para pegar o dinheiro, Cunha havia mandado a própria mulher, o que a seu ver demonstra que agira às claras.

"Juiz não pode se pautar pela opinião pública”, disse o ministro. Parece que só se pauta pelo Planalto.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Duas caras do Lewandowski

Lewandowski nega habeas corpus para pobre que tinha furtado farol de milha e a pescador que fisgou 12 camarões em Santa Catarina e libera poderoso militante do PT, acusado de peculato.

Está na Biblia, quem tudo tem,  tudo le será dado e em dobro.....

LINHA DURA

E Lewandowski tem sido duro em outros julgamentos. Anteontem, numa das turmas do STF, negou habeas corpus para um carcereiro acusado de peculato em Tatuí, em SP. Ele foi condenado por furtar o farol de milha de uma moto. O valor, apurado em perícia: R$ 13.

LINHA DURA 2

Lewandowski, também contra um pescador que fisgou ilegalmente 12 camarões em Santa Catarina, foi voto vencido: Gilmar Mendes e Cesar Peluzo, da mesma turma, defenderam o trancamento das ações. Numa terceira, sobre o furto de uma bermuda, acompanharam Lewandowski: o réu tinha antecedentes criminais.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dilma deve vetar artigo da Lei de Cotas para que Enem seja principal critério de seleção

A presidente Dilma Rousseff vai vetar parte do projeto de lei que regulamenta o sistema de cotas raciais e sociais para universidades federais de todo o País. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que se reuniu ontem (22) com a presidente, o Artigo 2º do texto, que trata da seleção dos estudantes, será vetado.

Pelo texto aprovado pelo Congresso, a seleção dos estudantes que terão direito a ingressar nas universidades federais pelo sistema de cotas raciais e sociais será feita com base no Coeficiente de Rendimento (CR), obtido a partir da média aritmética das notas do aluno no Ensino Médio. Com o veto a esse trecho, o governo quer garantir que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja a ferramenta para definir o preenchimento da vagas destinadas às cotas.

"Vai ter o veto do Artigo 2º, que é o acesso. O acesso se faz pelo Enem. A regra republicana do Brasil é o Enem. Os alunos já optaram pelo Enem", disse o ministro.

O projeto de lei aprovado pelo Senado, no começo deste mês, prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais em todo o país reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes negros, pardos ou indígenas, ou que tenham estudado em escolas da rede pública.

Dilma tem até o dia 29 de agosto para sancionar a nova lei.
(Agência Brasil)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Menos de 20% do esgoto são tratados na América Latina e no Caribe



Menos de 20% do esgoto são tratados na América Latina e no Caribe. Nas cidades, 16% da população (74 milhões de pessoas) carecem de saneamento adequado. A constatação está no relatório Estado das Cidades da América Latina e Caribe, divulgado na terça-feira (21) pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat).

O estudo também traz notícia positiva que a região já alcançou o Objetivos do Milênio em relação ao abastecimento de água. Atualmente, 92% da população urbana têm acesso à água encanada.

No entanto, o desperdício de água tratada é grande. Cerca de 40% da água desperdiçada ocorrem devido infraestrutura precária de abastecimento e uso inadequado. As tarifas cobradas pelo fornecimento não costumam cobrir os custos de operação e penalizam os mais pobres, segundo as Nações Unidas.

“Há muitos cidadãos mais pobres que pagam caro pelo serviço, às vezes, o dobro que os mais ricos por um serviço pior”, comentou o oficial principal de Assentamentos Humanos do ONU-Habitat, Erik Vittrup.

Constatou-se que cada habitante já produz o equivalente a 1 quilo de resíduos, e a quantidade não para de crescer. De acordo com a pesquisa, os serviços de reciclagem, reutilização e aproveitamento dos resíduos sólidos ainda são incipientes em todos os países da região.

“Ainda tem um grande número de cidades que estão contaminando rios e mares e deixando lixo a céu aberto”, lamentou Vittrup.

A pesquisa apontou falhas no acompanhamento sistemático e organizado desses serviços, como a falta de indicadores precisos, completos e comparáveis, prejudicando a adoção de estratégias. Em geral, os dados são fornecidos pelos próprios provedores dos serviços. (Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)

Dados do desmatamento estarão na internet quinzenalmente, diz INPE



A atualização dos dados do DETER – Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real, da Amazônia, na internet, passa a ser feita a cada 15 dias.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) envia alertas de degradação e desmatamento na Amazônia ao IBAMA todos os dias. O órgão os utiliza para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta.

Não há mudança nessa operação diária entre INPE e IBAMA, apenas na frequência de divulgação dos dados na internet. Antes, essas informações ficavam acessíveis ao público a cada mês, bimestre ou trimestre, geralmente após sua apresentação pelo governo federal em Brasília.

A nova forma de divulgação dos dados do DETER foi acordada entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual o INPE está ligado, e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável pelo IBAMA. Assim, a sociedade pode conhecer novos resultados sobre o monitoramento da Amazônia com maior frequência, pois dados do sistema serão apresentados duas vezes por mês, sempre por meio da página www.obt.inpe.br/deter.

Nesta segunda-feira (20), foram publicados os dados referentes ao monitoramento realizado de 1º a 15 de agosto.

Sobre o DETER – Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisitação.

O DETER utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.

Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos. (Fonte: G1)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cenários sobre desindustrialização e reprimarização da economia se confirmam

Brasil se afasta de países avançados, diz estudo

O  Brasil entrou num processo de desindustrialização precoce e de distanciamento em relação às economias avançadas, sobretudo as que estão hoje na fronteira do desenvolvimento tecnológico, segundo estudo dos economistas André Nassif, do BNDES e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carmem Feijó, da UFF, da Eliane Araújo, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A queda da fatia da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB), a elevação do déficit comercial nos setores mais intensivos em tecnologia e o aumento da distância da produtividade do trabalho na indústria brasileira em relação à americana apontam nessa direção, dizem os autores.

Leia mais.


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Caras pintadas Chapa Branca

Assuntos gerais.

Cara-pintada. Na segunda audiência com a presidente desde a posse, a UNE insistirá amanhã nos 10% do PIB na Educação e pedirá que o MEC acelere o controle da qualidade do ensino nas universidades federais.


Coseguiram tirar Serra, mas aí vem um Tiririca para prefeito de São Paulo

Esculhambação

Celso Russomanno ocupar a liderança na disputa à prefeitura é a melhor síntese para mostrar a esculhambação até agora nessa eleição. Afinal, ele é essencialmente um produto de mídia, onde se destacou por tratar de assuntos que pouco têm a ver (ou quase nada a ver) com questões municipais. De certa forma, é a reprodução do efeito Tiririca.

Chegamos a esse ponto por causa, até aqui, de um vazio. A rejeição de Serra, que, segundo o Datafolha, bateu em 38%, é resultado da percepção de que ele, apesar de seu preparo, não está realmente interessado em ser prefeito. É apenas a falta de alternativa à espera de algo melhor.

Tanto Serra como Russomanno adaptaram seus discursos para ganharem os votos de evangélicos e católicos, trazendo para eleição uma visão atrasada da política.

Gabriel Chalita faz campanha pela inovação e moralidade a bordo do PMDB. Fernando Haddad, hoje, é mais lembrado pela foto com Paulo Maluf e parecer um assessor de Lula. Ataca Kassab que, por pouco, não esteve ao seu lado.

Tanto para o PT quanto para o PSDB a cidade é um trampolim --e isso fica visível mesmo para o cidadão comum. Para a Igreja Universal, Russomanno é a chance de ter um pé no terceiro cargo eletivo mais importante do país.

O horário eleitoral tende a mudar os resultados revelados pelo Datafolha.

Mas o que vemos na pesquisa aponta um problema: a sociedade paulista vive um momento criativo, inovador e pulsante, descolado da política local.

Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Discurso do Presidente do Uruguai, José Pepe Mujica na Rio+20 - Legendad...

O Sul Maravilha recebe o maior investimento de empresa privada no Brasil, diz Vale

Orçamento do projeto é de cerca de US$ 20 bilhões; com modificações, haverá redução no consumo de recursos energéticos


RIO - O presidente da Vale, Murilo Ferreira, ressaltou nesta quarta-feira, 27, que o projeto Serra Sul , que obteve licença ambiental prévia, é o maior investimento já feito por uma companhia privada no Brasil. O orçamento de Serra Sul é de cerca de US$ 20 bilhões. O executivo admitiu que a licença demorou para ser obtida. Ferreira agradeceu o esforço do comitê de Meio Ambiente criado para agilizar a obtenção de licenças pela companhia.

Em teleconferência, o executivo informou que o projeto sofreu modificações e, com isso, toda a parte logística fica fora da área da Floresta Nacional de Carajás. Nesse modelo, apenas uma parte da mina fica dentro da Floresta. Com essa modificação, o projeto conseguiu uma redução de 93% no consumo de água, de 77% no consumo de combustível e de 80% na emissão de gases. Segundo ele, o modelo adota um perfil sustentável para o projeto.

Ferreira revelou que apresentou nesta quarta à presidente da República, Dilma Rousseff, o projeto de Serra Sul. "Ela deu palavras de muito estimulo para nós. Se mostrou muito confiante de que vamos levar o projeto adiante", afirmou.

Segundo Ferreira, a Vale planeja elevar a produção do Sistema Norte para 230 milhões de toneladas de minério de ferro. Em 2011, a produção alcançou 109 milhões de toneladas de minério de ferro.

De acordo com o presidente da companhia, esse incremento de produção virá exatamente do projeto Serra Sul, que tem capacidade para agregar 90 milhões de toneladas de minério de ferro e outros 40 milhões de toneladas de Serra Norte. "Em 2017 devemos produzir 460 milhões de toneladas, considerando que nossa produção hoje está na casa de 310 milhões. Teremos aumento substancial até lá", disse.

Segundo ele, 80% da engenharia do projeto Serra Sul já está pronto, o que deve agilizar a entrada em operação de Serra Sul. 

ESTADO DE SÃO PAULO. 

Vale obtém licença ambiental para projeto de minério em Carajás



SÃO PAULO - A Vale informa que recebeu a licença prévia (LP) para o projeto de minério de ferro Carajás S11D, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Conforme o fato relevante, a LP faz parte da primeira fase de licenciamento do empreendimento e atesta sua viabilidade ambiental.

Ainda segundo o comunicado, o S11D é o maior projeto da história da Vale e também o maior da indústria de minério de ferro, constituindo-se na principal alavanca de crescimento da capacidade de produção e da manutenção da liderança da companhia no mercado global em termos de volume, custo e qualidade.

Localizado na serra sul de Carajás, no Pará, com investimento previsto de US$ 8,039 bilhões para o desenvolvimento de mina e usina de processamento, o projeto tem capacidade nominal de 90 milhões de toneladas métricas anuais (Mtpa) de minério de ferro com teor médio de ferro de 66,48% e baixa concentração de impurezas. A entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2016.

O S11D será acompanhado por investimento em infraestrutura de logística (na estrada de ferro Carajás e terminal marítimo de Ponta da Madeira) estimado em US$ 11,4 bilhões, o que permitirá, após sua conclusão, a movimentação de 230 Mtpa de minério de ferro.

Com a aplicação do conceito de mineração sem caminhões, os caminhões fora-de-estrada serão substituídos por uma estrutura composta por escavadeiras e britadores móveis que irão extrair o minério de ferro e alimentar correias transportadoras que farão o transporte até a usina de beneficiamento. Segundo a Vale, o processamento do minério de ferro a partir da umidade natural (sem acréscimo de água) é outra tecnologia que mitigará os impactos ambientais. "Essa técnica elimina a geração de rejeitos com o máximo de aproveitamento do minério, pois as partículas mais finas, que seriam eliminadas no processo convencional, misturam-se ao produto final", explica a empresa, no fato relevante.

Conforme o comunicado, quando estiverem operando a mina e a usina do S11D produzirão com economia de 93% e 77%, respectivamente, no consumo de água e combustível, possibilitando a redução de 50% na emissão de gases de efeito estufa, quando comparado aos métodos convencionais. O processamento a seco permitirá também a redução do consumo de energia elétrica em 18 mil MW ao ano e a eliminação do uso de barragem de rejeito, minimizando a intervenção em ambientes nativos.

A Vale diz ainda que "Carajás oferece a melhor plataforma de crescimento de minério de ferro no mundo, combinando substancial volume de reservas provadas e prováveis, 4,239 bilhões de toneladas métricas, e baixo custo operacional resultante da alta qualidade do depósito mineral e do eficiente sistema logístico para transporte a longa distância".

"O projeto S11D estabelecerá base para a construção ao longo do tempo de novas plataformas de criação de valor mediante desenvolvimento de projetos brownfield de baixo custo de investimento, dando sustentação à manutenção no longo prazo da liderança da Vale no mercado global de minério de ferro", afirma a companhia. "O minério de ferro de alta qualidade de Carajás apresenta menores custos operacionais e valor em uso superior para a indústria do aço, pois implica maior produtividade e menor consumo de combustível e emissões de carbono, o que magnifica a sensibilidade da demanda global à expansão da produção do metal e contribui para a sustentabilidade ao longo da cadeia produtiva", acrescenta.

A mineradora ressalta também que "o aumento de produção de minério de ferro de alta qualidade está em linha com a estratégia da Vale de crescimento e criação de valor sustentável baseado numa plataforma de ativos de classe mundial, gestão ativa de portfólio e disciplina na alocação de capital". Conforme a empresa, o passo seguinte no processo de licenciamento ambiental é a obtenção da licença de instalação (LI), o que viabilizará o início das obras de construção da usina.

domingo, 19 de agosto de 2012

Lúcio Flávio Pinto mandou ver

 

Não há mais, a rigor, candidato de esquerda. Monopolista da ética, o PT a negociou em praça pública, jogando fora o elemento que distinguia a esquerda dos demais grupos políticos. 

Daí o eleitor não conceder um segundo mandato a Ana Júlia Carepa. E talvez decida repetir a rejeição a Edmilson, cansado de retórica vazia.

 Jornalista Lúcio Flávio Pinto. Sobre eleições municipais em Belém. 

E os outros?.


 

Justiça americana nega pedido para conter aumento da mistura de etanol



SÃO PAULO - O tribunal de apelações do distrito de Columbia, nos Estados Unidos, negou hoje um pedido formal que havia sido feito para que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) interrompesse a expansão da mistura de etanol à gasolina no país. Atualmente, a maior parte da gasolina vendida nos EUA contém 10% de etanol.

Em 2009, os fabricantes do biocombustível pediram à EPA a permissão para adicionar até 15%, em uma tentativa de expandir o mercado. O órgão ambiental concedeu uma vitória parcial ao setor, ao autorizar que o chamado E15 (gasolina que possui 15% de etanol) fosse utilizado em veículos fabricados a partir de 2001.

No fim de 2010, associações que representam as indústrias de petróleo e de automóveis contestaram a decisão, dizendo que a aprovação parcial poderia expô-las a ações judiciais de clientes que colocassem o biocombustível no motor errado. As empresas de alimentos, preocupadas com o fato de que o uso de mais etanol elevaria os custos de milho — base para a alimentação animal — também levou sua reclamação à justiça.

Segundo o tribunal, o pedido foi negado porque nenhuma das partes tinha o direito legal de contestar a decisão da EPA. Bob Greco, diretor do Instituto Americano de Petróleo, que representa as indústrias de petróleo e gás, disse que é "surpreendente que o tribunal não aceite que as refinarias, que devem cumprir com o mandato de etanol, têm legitimidade para este caso".

Em nota, a EPA informou que "esta decisão e as ações anteriores da EPA não exigem o uso ou a venda de E15. A EPA continuará a trabalhar com as partes interessadas para garantir uma transição suave se houver a decisão por introduzir o E15 no mercado”. Apesar da decisão, não está claro qual será a amplitude de adoção do E15. Os maiores fabricantes de automóveis disseram que suas garantias não cobrem danos associados com o E15, embora a EPA diga que a mistura é segura em carros novos.

Representantes da Associação Nacional de Lojas de Conveniência, um grupo comercial que representa os postos de gasolina nos EUA, estão preocupados se o E15 pode ser armazenado com segurança em tanques subterrâneos e temem serem responsabilizados por clientes que utilizarem o produto em motores não indicados.



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Após críticas a 'kit gay', Haddad defende respeito à diversidade



O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu hoje "respeito à diversidade" após ter sido criticado na internet pelo presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, que o chamou de "pai e mentor intelectual do kit gay".

Coordenador da campanha de Celso Russomanno (PRB), Pereira, que é bispo da Igreja Universal, disse ontem no Twitter que Haddad "queria iniciar as crianças na sexualidade precoce". Ele se referia ao material anti-homofobia produzido para escolas quando o petista era ministro da Educação.

A declaração de Pereira foi uma reação ao fato de um perfil de apoiadores do petistas no Twitter ter divulgado processos contra Russomanno na Justiça.

Após caminhar pela Bienal do Livro, Haddad afirmou, sem defender especificamente o "kit gay": "Entendo que a diversidade é a força de São Paulo. Se nós pudermos respeitar todas as pessoas em relação a todas as possibilidades, é muito bom para a cidade. Uma cidade em que as diferenças sejam respeitadas e até enaltecidas", afirmou Haddad.

Ele disse não ter acompanhado o bate-boca entre Pereira e os petistas e afirmou que debates na internet devem permanecer no espaço virtual. Defendendo uma campanha de "alto nível", o petista disse ser preciso "perdoar e compreender um gesto que tenha sido impensado da parte de quem quer que seja".

O candidato José Serra (PSDB) também visitou a Bienal do Livro, mas petista e tucano não se encontraram.

Haddad, que fez campanha ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, passou em frente a um stand fechado em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dava uma palestra, mas também não houve encontro dos dois.

(Folhapress)

Economia dá primeiros sinais de recuperação


Três indicadores divulgados ontem deram os primeiros sinais de recuperação da atividade econômica, ainda que em ritmo moderado. As vendas do comércio varejista de junho cresceram 6,1% em relação a maio, feito o ajuste sazonal. Elas foram puxadas pelo salto de 16,4% das vendas de veículos e autopeças, um reflexo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis.

Já o saldo entre contratados e demitidos com carteira assinada em julho ficou em 142,5 mil, 1,4% acima de julho de 2011, depois de dois meses em que a geração de empregos tinha sido quase 45% inferior à do mesmo mês do ano passado. Até a combalida indústria de transformação mostrou resultado favorável. E o índice de confiança do empresariado industrial subiu 2,2% em agosto, para 54,5 pontos.




"Os números do varejo mostraram um consumo bastante forte e o Caged [Cadastrado Geral de Empregados e Desempregados]

revelou alguma reação do emprego, o que é positivo", diz o economista Alexandre Teixeira, sócio da MCM Consultores, para quem a retomada está em curso, embora não seja generalizada nem muito expressiva. A indústria, por exemplo, ainda patina.

O resultado mais forte do comércio, com alta surpreendente de 0,8% no setor de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, fez Teixeira elevar sua estimativa para o crescimento do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho de 0,5% para 0,8%, na comparação com maio. Termômetro do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br será divulgado hoje.

Para a economista Fernanda Consorte, do Santander, os dados do Caged apontam para um segundo semestre melhor do que o primeiro. Uma retomada mais forte, contudo, ainda esbarra no desempenho fraco da indústria, afirma.

VALOR ECONÔMICO

Dilma promete estimular investimento privado para combater crise, como?

MARECHAL DEODORO - A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta sexta-feira que o governo seguirá estimulando os investimentos privados como forma de combater os efeitos da crise econômica global. “O Brasil vai combater a crise investindo”, afirmou Dilma, que participou da inauguração de uma fábrica de PVC da Braskem, em Alagoas.
A presidente admitiu que o governo federal segue preocupado com os custos elevados e com a perda de competitividade da indústria nacional, motivo pelo qual continuará anunciando pacotes de estímulo ao investimento.
“Primeiro foi o pacote de rodovias e ferrovias, depois vêm os portos e aeroportos e também a mudança no patamar de custo da energia elétrica no Brasil”, afirmou a presidente, no momento em que foi mais aplaudida pelos presentes. Segundo ela, a economia já começou a reagir aos estímulos do governo.
Dilma também ressaltou a política econômica ao mencionar que seu governo não repete a “situação de valorização artificial do câmbio, como acontecia em outros tempos”.
Antes dela, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, rebateu as críticas de que as medidas federais são anunciadas de forma dispersa e sem consistência.
“Para os desatentos, dizemos que as medidas parecem fatiadas porque são setoriais, e as indústrias têm setores”, afirmou o ministro. “Mas é claro que há uma lógica”, completou.
Além de Pimentel, participaram da solenidade o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, além do governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB).
(Murillo Camarotto | Valor)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

PIB da Venezuela cresce 5,6% no primeiro semestre


O Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela cresceu 5,4% no segundo trimestre deste ano em comparação com igual período do ano passado. Esse foi o sétimo trimestre seguido em que a economia do país avançou, segundo os números divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central da Venezuela.

O setor de petróleo expandiu-se 1% no período, enquanto o de construção cresceu 17,6%. Mineração foi o único setor que recuou no segundo trimestre, caindo 4,5%. Nos primeiros seis meses deste ano, o PIB venezuelano aumentou 5,6% ante igual intervalo do ano passado.
O presidente Hugo Chávez elevou fortemente os gastos públicos em programas sociais antes da eleição de 7 de outubro, na qual buscará a reeleição. Um programa que prevê a construção de centenas de milhares de casas para os cidadãos de baixa renda nos próximos vários anos é uma das principais bandeiras de Chávez na corrida eleitoral contra o candidato da oposição, Henrique Capriles.
(Dow Jones)
Valor Econômico.

Serra diz que ‘kit gay’ tinha aspectos ‘ridículos’

Cadidato tucano disse que Haddad deve explicações sobre o material, criado quando petista era ministro da Educação

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, criticou o "kit gay" criado a pedido do Ministério da Educação e afirmou que o ex-ministro Fernando Haddad (PT), seu adversário na disputa, deve explicações sobre a elaboração do material de combate ao preconceito a homossexuais.


JF Diorio/AE
Candidato tucano criticou 'kit gay'

Questionado sobre o assunto em entrevista à rádio Jovem Pan, na manhã desta quinta-feira, 16, o tucano disse que o kit que seria usado contra a homofobia na rede pública de ensino tinha "aspectos ridículos e impróprios".

"Não quero nem entrar em detalhes, porque vão dizer que eu estou introduzindo (o tema na campanha), mas (o "kit gay") tinha aspectos ridículos e impróprios para passar para crianças pequenas", afirmou.

Apesar de dizer que não pretende apresentar o tema durante a campanha, o tucano ligou diretamente Haddad à criação do material. "Quem fez foi o Ministério da Educação quando Fernando Haddad era titular, então é natural que cobrem isso na campanha. Ele é quem tem que se explicar, não são os outros candidatos", disse o candidato do PSDB.

Serra tem dirigido críticas ao candidato petista nos últimos dias, apesar de dividir a primeira colocação nas pesquisas de intenção de voto com o candidato do PRB, Celso Russomanno.

Na terça passada, Serra fez referência ao julgamento do mensalão, que está sendo realizado pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília. O escândalo tem petistas como alvo principal. Nos bastidores, a campanha de Serra acredita que Haddad vai subir nas pesquisas com o início do horário eleitoral de TV no dia 21 de agosto.

Na entrevista desta quinta, Serra afirmou ainda que o "kit gay", elaborado por uma ONG a pedido do Ministério da Educação, era uma "via errada" de combate ao preconceito.

"(O kit gay) foi considerado um equívoco, tanto que a presidente (Dilma Rousseff) retirou quando tomou conhecimento. Não era apenas combate ao preconceito, era uma via errada."

Haddad disse que recebeu o comentários como um "elogio" a Dilma, que vetou a distribuição do material nas escolas. Para o petista, a decisão da presidente foi acertada naquele momento.

"Acho que é a primeira vez que ele elogia algo que a Dilma tenha feito", disse o candidato do PT.

O petista, no entanto, não gostou dos adjetivos usados pelo tucano para qualificar o kit, que seriam "um desrespeito" ao trabalho da ONG que o produziu.

Evangélicos. O "kit gay" também é alvo de críticas de líderes evangélicos, de quem Serra se aproximou durante a campanha. Nos últimos meses, pastores declararam que pretendem fazer campanha contra Haddad por sua relação com o material.

Entre os religiosos que fizeram críticas ao material anti-homofobia estão líderes da Igreja Universal, que apoia Russomanno, e da Assembleia de Deus, que tem parte de seus pastores ao lado de Serra e uma ala com Gabriel Chalita (PMDB).

O candidato do PSDB disse, também na entrevista desta quinta, que não pretende focar sua campanha na relação com as igrejas, mas admitiu a importância do segmento. "Para mim, política não é a mesma coisa que religião, mas religião e política são duas coisas fundamentais", disse Serra. "Minha preocupação como candidato é ganhar todos os setores do eleitorado", afirmou.

Questionado sobre a relação de Serra com as igrejas, Haddad afirmou que pedir votos dentro de um culto religioso "não é compatível" com a figura de um candidato. "Visito lideranças religiosas com muito gosto, mas para oferecer apoio para que a missão religiosa ajude os mais pobres e amplie os programas socias. Minha relação para aí", disse.

O petista afirmou ainda que é função do prefeito garantir a liberdade religiosa na cidade e, por isso, se eleito, trabalhará pela regularização de templos religiosos hoje em situação irregular.

ESTADO DE SÃO PAULO.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Fazenda quer ajuda da Vale para Orçamento



Em um dos processos em que cobra da Vale dezenas de bilhões de reais por conta de lucro obtido por suas controladas no exterior, a Fazenda Nacional cita a execução do Orçamento da União como argumento (ainda que não o único) para convencer a Justiça de que ela deve manter a cobrança dos tributos da mineradora.

De acordo com relato do desembargador Olindo Menezes, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a Fazenda alega que a "vultosa quantia é de suma importância para concretização de diversas políticas públicas federais", e prevê que a cobrança dos R$ 24 bilhões (referentes a dois dos quatro autos de infração lavrados pelo Fisco contra a Vale) ajudaria a "mitigar os efeitos negativos advindos do corte das despesas primárias do governo federal, na ordem de cinquenta e cinco bilhões de reais".

A Fazenda diz ainda, segundo relato do desembargador, que a liberação dos recursos do orçamento ao longo de 2012 depende da entrada "de receitas de natureza extraordinária, entre as quais incluem-se os pagamentos oriundos de atividades de cobrança e fiscalização e as receitas provenientes de decisões na esfera judicial".

No seu argumento final, contrário à Vale, o magistrado usa argumentos jurídicos — decisões de mérito na primeira e segunda instância desfavoráveis à companhia — para manter a cobrança. Mas cita que impedir a execução causaria grave lesão à economia pública, "dado o gigantismo das cifras envolvidas no debate".



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Garimpos clandestinos levam devastação à Amazônia Legal



A crescente presença dos garimpos na Amazônia brasileira, estimulada pelo aumento do preço do ouro no mercado nacional e internacional, traz à tona um alerta ambiental que vai além da visível degradação de solos e margens de rios. O uso de substâncias como mercúrio e cianeto na separação e limpeza do mineral transforma o garimpo de ouro em uma das atividades mais poluidoras, contribuindo para a contaminação de peixes e animais silvestres e afetando a saúde humana.

O secretário executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb), Onildo Marini, diz que o problema da derrubada de árvores na região amazônica para exploração mineral, por exemplo, é minimizado ante os efeitos produzidos pelo uso indiscriminado do mercúrio. “Usado na hora de concentrar o ouro, de queimar o ouro, o mercúrio, evapora ou vai para os peixes. Essa é uma cadeia que ninguém sabe de fato qual importância tem, mas efeito é grave”, ressalta o geólogo.

O coordenador-geral de Fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Dutra, cita pesquisas segundo as quais o mercúrio usado nos garimpos vai sendo acumulado na cadeia alimentar local. “Peixes carnívoros acumulam o mercúrio e o ser humano, ao comer tais peixes, ingere tudo.”

De acordo com especialistas, na bacia do Rio Tapajós no Pará, onde existiam mais de 200 garimpos em atividade na década de 1990, foram liberadas, anualmente, cerca de 12 toneladas de mercúrio no ambiente. Conforme levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a concentração de mercúrio analisada no cabelo de pescadores de uma vila da região mostrou que o metal provocou problemas de visão e comprometimento muscular nos ribeirinhos.

Países como Argentina, Índia e Filipinas já proibiram o uso do mercúrio. No Brasil, a retomada do garimpo em larga escala faz com que se intensifique o uso do produto. Depois de encontrar o ouro, os garimpeiros aplicam o mercúrio e aquecem o minério amalgamado. O resultado é o ouro puro e a evaporação de mercúrio na atmosfera e nas águas próximas, afetando peixes e animais silvestres que acumulam facilmente o produto.

Há quase dois meses, sob o argumento de regularizar a atividade do garimpo na região, o Conselho Estadual do Meio Ambiente do Amazonas aprovou uma resolução estadual liberando o uso do mercúrio pelos garimpeiros, mas com algumas condições, como a comprovação da origem de compra da substância e o uso de equipamentos adequados para sua aplicação.

O Ministério Público Federal no estado recomendou a suspensão da medida, argumentando que substância pode representar ameaça à saúde humana e ao meio ambiente. Ontem (14), representantes de garimpos e do governo do Amazonas começaram a discutir o problema. Segundo assessoria do governo do estado, um grupo técnico, que tem entre seus integrantes alguns participantes do encontro de ontem, apresentará, até o fim desta semana, avaliações sobre o uso do mercúrio para que uma equipe jurídica decida o futuro da resolução.

O geólogo Elmer Prata Salomão acrescenta que, além de mercúrio, os garimpeiros usam outra substância tóxica, o cianeto. “Usado corretamente, não tem problema, mas se deixar cianeto na água, sem neutralizar, todos os animais que bebem esta água vão morrer. O uso do cianeto na mineração é clássico, mas tem que ser feito com todas precauções e cuidados que a tecnologia oferece.”

Assim como o mercúrio foi liberado no Amazonas, órgãos ambientais de outros estados têm autorizado o uso do cianeto e garantido fiscalizações rotineiras. Salomão cita os estados do Pará e de Mato Grosso como exemplos. “Se pegar um rio amazônico e lançar cianeto, vai ser um desastre”, conclui o geólogo.

(Fonte: Carolina Gonçalves/ Agência Brasil).

Oposição ironiza, 'lamenta atraso' e louva 'mudança de curso' de petista

 lançamento do pacote de concessões foi alvo de ironia do PSDB, que divulgou nota cumprimentando a presidente Dilma "por ter aderido ao programa de privatizações".

O partido foi criticado pelo PT, em campanhas eleitorais anteriores, por ter patrocinado medidas semelhantes.

"Lamentamos o atraso dessas iniciativas, que, a curto prazo, não poderão atenuar o decepcionante crescimento do PIB. Porém reconhecemos que essa mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país."

A presidente anunciou que repassará ao setor privado concessões para a exploração de rodovias e ferrovias, com as quais o governo espera viabilizar investimentos de
R$ 133 bilhões ao longo dos próximos 30 anos.

PARCERIA

Dilma negou durante o lançamento do pacote que as medidas sejam privatização e afirmou que o governo não está se desfazendo de patrimônio público.

"Estamos fazendo parceria com o setor privado para beneficiar a população, para saldar uma dívida de décadas e um atraso nos investimentos, e assegurar o menor custo logístico."

A Folha apurou, porém, que a gestão Dilma planejou o lançamento de um plano ambicioso para quebrar um paradigma dentro do partido e neutralizar futuras resistências dentro do PT. O objetivo era ter uma "vacina" contra reações.

O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), chamou o plano de "reforma ideológica" de Dilma.

"Diante da falta de recurso e eficácia do governo, ele passa por cima da sua gênese estatizante para tentar ter alguns resultados. Acho que esse pacote deveria ter sido lançado há pelo menos dez anos", afirmou Maia.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), apoiou as medidas anunciadas pelo governo.

"O governo federal está no rumo certo. Sempre defendemos as concessões", afirmou o tucano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o plano. O petista disse que, quando o Estado tem dificuldade orçamentária para fazer obras com dinheiro da União, é preciso passar os projetos para a iniciativa privada.

"Afinal de contas, o povo muitas vezes não quer saber se quem faz é o Estado ou a iniciativa privada. O que ele quer é o benefício."

O ex-presidente afirmou que, após um período sendo administradas pela iniciativa privada, os projetos voltarão para o Estado.

UOL

Problema semântico - Não é privatização, apenas Concessão, por 99 anos

Concessão.

Essa foi a saída que encontrou o governo para privatizar os principais aeroportos do Brasil. Foram incluídos apenas que são do interesse do setor privado. 
 
Concessão: outorga que faz o poder público a um particular ou a uma empresa privada, do direito de executar, em seu nome e mediante certos encargos e obrigações, uma obra, ou a exploração de serviço público ou de certos bens, como recursos minerais, p.ex., por um tempo determinado.

Um a um vai caindo os fundamentos históricos do Partido dos Trabalhadores. 


Tucano parabeniza à Presidente Dilma. Eles se entendem muito bem.

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), cumprimentou a presidente Dilma Rousseff, em nota à imprensa, por aderir às privatizações, apesar do atraso. Sérgio Guerra enfatizou que o PSDB desenvolve esse programa há anos. E lamentou que essa nova postura da presidente não poderá, a curto prazo, atenuar “o decepcionante crescimento do PIB brasileiro”. Veja aqui a íntegra da nota do presidente tucano:

O PSDB cumprimenta a presidente Dilma

O PSDB sempre colocou os interesses dos brasileiros acima dos interesses partidários. Por isso, cumprimenta a presidente Dilma por ter aderido ao programa de privatizações, há anos desenvolvido pelo partido, como um dos caminhos para acelerar os investimentos em infraestrutura.

Lamentamos o atraso dessas iniciativas que, a curto prazo, não poderão atenuar o decepcionante crescimento do PIB brasileiro. Porém, reconhecemos que esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país.

Chegou a hora de dar mais atenção à produção, ampliando os investimentos públicos e privados para criar um clima de maior confiança na continuidade do crescimento econômico. Só assim, será possível assegurar, a médio prazo, o desejável aumento do consumo e do bem-estar dos brasileiros.

Sabemos que a presidente poderá ser cobrada por adotar medidas opostas às que defendeu em sua campanha eleitoral de 2010. Foi o que já ocorreu na privatização dos aeroportos. Esperamos que o improviso e a falta de convicção, por parte do governo e de seu partido, não impeçam a implantação dessas decisões importantes para o Brasil.

Deputado Federal Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB

Repleta de garimppos, Amazônia abriga terceira corrida do ouro no Brasil



O que o resultado das operações de fiscalização de crimes ambientais sinalizava, e o governo temia, está sendo confirmado agora por especialistas em mineração e órgãos ambientais: começou, há quase cinco anos, a terceira corrida do ouro na Amazônia Legal, com proporções, provavelmente, superiores às do garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará, no período entre 1970 e 1980.

Nos últimos cinco anos, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) desativou 81 garimpos ilegais que funcionavam no norte de Mato Grosso, no sul do Pará e no Amazonas, na região da Transamazônica. O Ibama informou que foram aplicadas multas no total de R$ 75 milhões e apreendidos equipamentos e dezenas de motores e balsas.

Nesta semana, fiscais do Ibama e da Funai (Fundação Nacional do Índio) e agentes da Polícia Federal, desativaram três garimpos ilegais de diamante no interior da Reserva Indígena Roosevelt, em Rondônia. Dezessete motores e caixas separadoras usadas no garimpo ilegal foram destruídos, cessando o dano de imediato em área de difícil acesso.

A retomada do movimento garimpeiro em áreas exploradas no passado, como a Reserva de Roosevelt, e a descoberta de novas fontes de riqueza coincidem com a curva de valorização do ouro no mercado mundial. No ano passado, a onça – medida que equivale a 31,10 gramas de ouro – chegou a valer mais de US$ 1,8 mil.

Com a crise mundial, a cotação no mercado internacional, recuou um pouco este ano, mas ainda mantém-se acima de US$ 1,6 mil. No Brasil, a curva de valorização do metal continua em ascensão. No início deste ano, o preço por grama de ouro subiu 12%, chegando a valor R$ 106,49.

“É um valor muito alto que compensa correr o risco da clandestinidade e da atividade ilegal. Agora qualquer teorzinho que estiver na rocha, que antes não era econômico, passa a ser econômico”, afirma o geólogo Elmer Prata Salomão, presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Mineral e ex-presidente do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), ligado ao Ministério de Minas e Energia.

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Mecanização de garimpos dificulta repressão da atividade ilegal

Como a atual corrida do ouro é muito recente, os dados ainda são precários e os órgãos oficiais não têm uma contagem global. Segundo Salomão, que presidiu o DNPM na década 1990, depois da corrida do ouro de Serra Pelada, foram feitos levantamentos que apontaram cerca de 400 mil garimpeiros em atividade no Brasil.
Regiões estratégicas

O secretário executivo da Adimb (Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira), Onildo Marini, cita duas regiões em Mato Grosso consideradas estratégicas para o garimpo: o Alto Teles Pires, no norte do estado, que já teve forte movimento da atividade e hoje está em fase final, e Juruena, no noroeste mato-grossense, onde o garimpo foi menos explorado.

“Tem garimpos por toda a região e tem empresas com direitos minerários reconhecidos para atuar lá”, relata. Como ainda há muito ouro superficial que atrai os garimpeiros ilegais, a área tem sido alvo de conflitos. As empresas tentaram solucionar o problema no final do ano passado, quando procuraram o governo de Mato Grosso e o DNPM. “A notícia que tive é que a reunião não foi muito boa. Parece que o governo local tomou partido do garimpo”, disse ele. Procurado pela Agência Brasil, o governo de Mato Grosso não se manifestou.

“Os garimpos mais problemáticos são os de ouro e diamante. Na Amazônia, incluindo o norte de Mato Grosso, estão os mais problemáticos e irregulares, tanto por estarem em áreas proibidas, como por serem clandestinos.”


UOL