segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Biodiversidade - Tesouro no meio da selva. O que faz o Estado do Amazonas progredir.



A Amazônia abriga a maior diversidade de vida do planeta e 12% das espécies de plantas já descritas, mas ainda precisa aprender a gerar de lucro sem a destruição do meio ambiente.

A primeira recomendação que um pesquisador recebe ao ingressar na equipe do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) é ficar de boca fechada. Para explorar economicamente um dos maiores santuários de vida selvagem do planeta, um dos cuidados básicos é assinar acordos de confidencialidade com os parceiros privados. Em ocasiões especiais, no entanto, a regra pode ser quebrada.

A clonagem do curauá - uma planta amazônica da família das bromélias, cujo fruto se parece muito com um abacaxi em miniatura - foi uma dessas ocasiões. Amargo demais para virar suco, o curauá entrou no radar dos pesquisadores após a descoberta do potencial econômico das fibras de suas folhas. Além de servir para revestimento de colchões e forro de carros, as folhas do curauá podem entrar na cadeia produtiva de celulares e equipamentos eletrônicos em substituição à fibra de vidro.

Nada mais simbólico do que um abacaxi para ilustrar o esforço do País na busca por um novo ciclo de desenvolvimento econômico para a Amazônia - uma região que tem no desmatamento o maior inimigo. O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo e a região amazônica abriga muitos de seus tesouros biológicos. Há 85 mil espécies descritas (43% do total do País). E isso representa apenas uma pequena parte do potencial estimado para a região. A flora, a fauna, os fungos e os micro-organismos da floresta são vistos como matéria-prima para a produção de remédios e alimentos. Só que toda essa riqueza não valerá nada, caso não seja estudada pela ciência. E está aí uma das dificuldades crônicas da região. A Amazônia ocupa 61% do território nacional, mas absorve apenas 4% dos doutores e grupos de pesquisa do País.

"São formiguinhas contra um gigante. Existe pesquisa de qualidade, mas não há escala para o desafio econômico e as oportunidades que a região representa para o País", lamenta o pesquisador Ulisses Galatti, do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém.

Só que transformar pesquisa em dinheiro e tirar a Amazônia do limbo científico não são tarefas fáceis. É necessário conciliar interesses muitas vezes conflitantes. Os cientistas estão empenhados em superar a fronteira do conhecimento. Os empresários apostam na biodiversidade como fonte de lucros. E as comunidades locais dependem da natureza para sobreviver. São interesses que envolvem cifras atraentes. Só na última década, o Museu Goeldi, instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), descreveu 130 novas espécies, entre plantas, animais e fungos.

Em menos de um quilômetro quadrado da Floresta Amazônica há mais espécies de plantas do que em todos os países da Zona do Euro. Uma única árvore, por exemplo, é habitat de numerosos tipos de invertebrados, de formigas a aranhas, passando por abelhas e besouros.

Em número de plantas descritas, a Amazônia tem hoje catalogadas 60 mil espécies, o que representa 12% das espécies do planeta. E ainda há três mil espécies de peixes de água doce, 849 de anfíbios, 540 de mamíferos, 1.700 de aves, 693 de répteis e 13 mil de fungos. Além de ser de longe o bioma mais rico do planeta Terra, a Amazônia é, ao mesmo tempo, a floresta com o maior número de espécies descritas. Só que, paradoxalmente, é também onde se estima haver o maior número de espécies a descobrir.

Superar o desafio da biotecnologia vai muito além da identificação de novas espécies. É preciso isolar o princípio ativo (a substância que confere ação de interesse para a produção de fármacos, por exemplo) e descobrir onde aplicá-lo. Criado em 2002, o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) precisou de uma década para clonar as mudas do curauá - etapa obrigatória para garantir a produção em larga escala para a indústria. Resta agora atrair parcerias estratégicas. Ou seja, encontrar empresários que acreditem no potencial da fibra amazônica e de outro, rastrear comunidades locais dispostas a plantar as mudas.

A imensidão territorial e as transformações provocadas pela ação humana não bastam para explicar o desconhecimento sobre o potencial da biodiversidade amazônica. Estudos sobre esse tesouro no meio da selva, como o Censo da Biodiversidade, conduzido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, estão apenas no começo. A situação é agravada pela pequena quantidade de pesquisadores residentes na região, muitos deles motivados por posições ideológicas que se chocam com a ideia de explorar comercialmente o patrimônio genético nacional.

No ano em que o CBA foi inaugurado, em Manaus, o mercado internacional de produtos biotecnológicos movimentou US$ 780 bilhões. De olho nesse mercado o projeto saiu do papel para ser um centro de excelência na Amazônia. Visto como um projeto estratégico, a meta era abocanhar uma parcela dos negócios mundo afora. Pesquisas começaram a ser desenvolvidas nos laboratórios montados para explorar o potencial da floresta. Só que, nesses dez anos, os projetos ambiciosos minguaram, a ponto de a instituição ter corrido risco de virar um elefante branco.

Nenhuma patente foi registrada e o centro não tem personalidade jurídica própria, o que o impede de contratar cientistas diretamente. E pior: os recursos do CBA são originários somente dos impostos pagos pelas 600 empresas da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Para evitar a paralisia, driblar a burocracia e impedir que o CBA virasse de fato um elefante branco, a saída foi se aproximar do setor privado e se submeter as regras de mercado. O sigilo passou a ser exigido nas pesquisas em andamento e as equipes de cientistas mudaram a dinâmica de trabalho. Agora, elas atuam apenas numa das etapas do desenvolvimento do projeto.

"Inicialmente, os colegas reagiram mal à ideia de trabalhar em linha de montagem. O Brasil não tem essa experiência. Os cientistas sempre foram vinculados à academia. Mas fomos obrigados a cortar esse vínculo. Não fazemos mais pesquisa básica", analisa o farmacêutico José Augusto Cabral, coordenador de Produtos Naturais da instituição. "Quem planeja fazer um mestrado ou mesmo um doutorado, tem que procurar outro lugar para trabalhar".

(O Globo )

domingo, 12 de agosto de 2012

Leia hoje no Blog do Eniquez

Jatene anuncia R$ 5 bilhões em investimentos para 2014.


Esse é o montante oriundo de diversas fontes que o Estado vai investir até 2014

O Programa de Investimentos Prioritários - um pacote de quase R$ 2 bilhões apoiado em operações de crédito - apresentado pelo governador Simão Jatene às lideranças partidárias da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) na quinta-feira, 9, é apenas uma parte do que o Estado pretende investir até 2014. No total, apenas em projetos considerados estratégicos nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura, a meta do governo é investir R$ 5 bilhões até 2014, afirma o secretário de Planejamento, Orçamento e Finanças, Sérgio Bacury. "Esse montante inclui recursos próprios do Estado, recursos transferidos e operações de crédito novas e outras já em curso", afirmou.

No caso específico do Programa de Investimentos Prioritários, quase metade dos recursos - R$ 955 milhões - virá da linha de crédito Proinvest, criada pelo governo federal para compensar os estados brasileiros pela queda no volume de receitas transferidas, e só está sendo possível graças ao equilíbrio nas contas públicas obtido pelo governo estadual, como enfatizou o governador Simão Jatene, durante o encontro com os deputados. "O fato de termos voltado a apresentar um resultado primário positivo, depois de dois anos negativos, nos deu credibilidade para que o Pará fosse capaz de absorver cerca de R$ 1 bilhão, através do Proinvest, Programa do Governo Federal que abre linha de crédito de R$ 20 bilhões para todos os estados brasileiros", afirmou Jatene, acrescentando que os recursos vão colaborar para o aquecimento da economia do Estado e estão distribuidos de forma a atender todas as regiões.

As receitas próprias do Estado têm tido um bom desempenho, com crescimento em termos reais entre 14 e 15%. Os indicadores fiscais do Estado do Pará, com base em dados do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), revelam que as contas públicas do Estado estão equilibradas, mesmo após apresentar durante 2009 e 2010, resultados primários negativos de R$ 41 milhões e R$ 400 milhões, respectivamente. Em 2011, os números passaram a ser positivos. O resultado primário foi de R$ 738 milhões e, no primeiro semestre deste ano, o resultado primário se manteve positivo, com cerca de R$ 1 bilhão.

O Liberal.

Setor empresarial do Pará. Estado é 11º em empresas individuais


Crescimento foi de 82% no Pará desde maio de 2011 até abril deste ano


VICTOR FURTADO

Da Redação (O Liberal)

O Pará teve 82% de crescimento do número de microempresas individuais (MEIs), o 11º maior do Brasil, chegando a 56.100 MEIs, como aponta pesquisa feita pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal e uma amostra de 12 mil pessoas em todo o País. Porém, a região Norte teve o menor desempenho comparada a outras regiões, apesar de ter crescido 70% de maio de 2011 a abril deste ano, representando 7% dos MEIs e 4% das micro e pequenas empresas (MPE). Grande parte desses MEIs atua nos segmentos de comércio (39%) e serviços (36%). A indústria e a construção civil representam 17% e 8% respectivamente.

Na pesquisa, o perfil do MEI mostra trabalhadores na faixa etária entre 25 e 39 anos; com ensino médio ou técnico completo; que trabalham em casa (principalmente com comércios e serviços); se formalizaram para obter CNPJ e emitir nota fiscal; recomendam a formalização; e pretendem crescer (migrando para micro ou pequena empresa) para faturarem mais de R$ 60 mil por ano. No Pará, 55% dos MEIs são homens e 45% são mulheres.

Edimilson sai na frente, disparado com 42% das preferências

Para quem só acredita em pesquisa o dia da eleição, estes dados não interessam, mas....., sempre é bom estar de bem com os números da IBOPE. 



Na primeira pesquisa de intenção de voto à Prefeitura de Belém, o candidato Edmilson Rodrigues lidera. O resultado foi divulgado neste sábado (11), pelo IBOPE e TV Liberal, que encomendou a pesquisa de opinião. Os pesquisadores realizaram o levantamento em Belém entre os dias 7 e 9 de agosto. O candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues, ficou com 42% das intenções de voto, enquanto que, o segundo colocado, José Priante (PMDB), recebeu 22% das menções. Zenaldo Coutinho (PSDB) aparece na terceira colocação, com 12% das intenções de voto, Arnaldo Jordy (PPS) tem 7% e Jefferson Lima (PP) tem 5%. Anivaldo Vale (PR) e Alfredo (PT) receberam, respectivamente, 2% e 1% das menções, enquanto Marcos Rego (PRTB) não atinge 1% das intenções de voto.


Amostra - O IBOPE entrevistou 602 eleitores em Belém. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará sob o protocolo Nº 00036/2012.

Redação Portal ORM, com informações da TV Liberal

300 mil em greve. Um peixe chamado Dilma

Senadores e deputados petistas consideram inconcebível o governo de um partido forjado no movimento sindical viver essa onda de greves. Existe um receio na bancada de que as paralisações manchem a imagem de gestora, principal ativo político-eleitoral da presidente Dilma

Millôr Fernandes, em suas Fábulas fabulosas, mencionou certa vez a história do sujeito que queria ensinar seu peixinho a viver fora d’água. Todos os dias o homem tirava o bichinho do aquário, aumentando gradativamente o tempo de permanência fora do hábitat. Deu tão certo que o cidadão começou a passear com o peixe pela coleira na vizinhança como se fosse um cachorro. Um belo dia, num desses passeios, começou a chover tão forte que o peixinho caiu numa poça d’água. Morreu afogado. Moral da história: não adianta aprender coisas novas se não se souber preservar o conhecimento das antigas. É esse hoje o maior receio dos petistas em relação à presidente Dilma Rousseff. Especialmente, quando veem por aí o Brasil devagar quase parando e a onda de greves na administração pública.


Os petistas consideram que Dilma está mais solta nos palanques. Faz até piada com temas esportivos, algo parecido com o estilo do ex-presidente Lula. Mas Lula, só existe um. Dilma foi apresentada ao eleitor como a grande gestora, capaz de fazer o país funcionar em todos os campos. As universidades federais estão paradas há praticamente dois meses. Conforme mostrou o Correio ao longo dos últimos dias — o assunto foi manchete do jornal antes que os jornais do Rio e de São Paulo acordassem para a gravidade do tema —, as greves se alastram por praticamente toda a administração pública. Para setores do próprio PT, é inconcebível o governo de um partido forjado no movimento sindical não ter se antecipado a essas paralisações no serviço público, no sentido de evitar o prejuízo à população.

Denise Rothenburg

 

sábado, 11 de agosto de 2012

McDonald's muda receita após denúncia de Chef britânico


O Chef britânico, Jamie Oliver, mostrou em programa que rede de fast-food usava hidróxido de amônio para converter sobras de carne gordurosa em recheio


McDonald’s: empresa mudará receita nos Estados Unidos, mas não admite que esteja sendo pressionada por denúncia de chef

São Paulo - A rede de fast-food McDonald's anunciou que mudará a receita de seus hambúrgueres nos Estados Unidos. A mudança acontece pouco tempo após o chef de cozinha britânico Jamie Oliver descobrir e mostrar em um programa de TV que a rede usa hidróxido de amônio para converter partes gordurosas de carne em recheio para seus produtos, segundo informações do Mail Online.

"Basicamente, estamos falando de comida que seria vendida por um preço muito baixo para produzir comida para cães, e que, depois desse processo, é vendida como alimento para humanos", afirmou Oliver. "Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?", questionou o chef.

A receita, que o apresentador chamou de "lodo rosa", é produzida, segundo ele, em um processo pelo qual a carne é "centrifugada" e "lavada" em uma solução de hidróxido de amônio e água.

De acordo com o Mail Online, o processo de conversão nunca foi utilizado no Reino Unido, nem na Irlanda, países que usam carne de produtores locais.

Ao site, o McDonal's negou que tenha optado pela troca de sua receita por causa da denúncia de Jamie Oliver. A matéria diz ainda que duas outras redes - Burger King e Taco Bell - utilizavam hidróxido de amônio em suas receitas, mas já modificaram as receitas.

Procurada, a Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald's na América Latina, informou que "o aditivo em questão não é utilizado como ingrediente nem em qualquer processo da cadeia produtiva da marca na região".

A companhia acrescentou que "os hambúrgueres são preparados com 100% de carne bovina e que toda a produção é validada pelas autoridades regulatórias locais".

Ex marido não quer papo com PT


Ex-marido de Dilma irá retornar ao PDT. 

Ao PT nem pensar é um PMDB  de esquerda.

Jader alerta sobre conflitos na região do Piriá


O senador Jader Barbalho encaminhou ontem (8) ao ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, um ofício relatando denúncias sobre conflito de terras no município de Cachoeira do Piriá, nordeste do Pará. De acordo com o documento, a população local vive um problema sério de ameaça de despejo, já que o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão ligado ao Ministério, teria dado decisão em favor da empresa canadense Luna Gold para que a mesma faça exploração em uma lavra de ouro, localizada em um bairro onde vivem mais de 5 mil pessoas. Como “proprietária” da área, a empresa já anunciou a desapropriação dos moradores.

“Faço chegar ao vosso conhecimento expediente que recebi do município de Cachoeira do Piriá, solicitando minha interferência como senador do Pará, com vistas a evitar grave conflito envolvendo a população daquele município, com consequências imprevisíveis de natureza social e de segurança pública”, destaca o texto do documento encaminhado ao ministro.

O senador disse que as informações dos cidadãos dão conta que tal “alvará” existe há mais de 50 anos, sendo passado de empresa para empresa, vendido e comprado por quem puder e quiser, sem nenhum respeito aos 30 mil habitantes do município localizado na BR-316 (rodovia Pará-Maranhão).

“O fato de Cachoeira do Piriá ter sido criada justamente em terras auríferas tem provocado o terror constante da ameaça de despejo e o risco do desemprego, porque o garimpo é sua principal atividade econômica. Há muitos grupos interessados no ouro”, alerta Jader Barbalho.

O senador destaca também que, face à disposição do DNPM de despejar a população, “pois está ao lado da empresa que hoje detém o cinquentenário “alvará” – como pode ser constatado no documento anexo”, é evidente o risco do conflito.

O documento encaminhado pela população de Cachoeira do Piriá e anexado ao ofício do senador apresenta, segundo Jader, uma proposta “que merece ser observada pelo governo, por haver precedentes sobre o tema: a criação de uma área de exclusão dentro do território abrangido pelo tal alvará.”

“Igual a mim, vossa excelência sabe das dificuldades do povo da região e da necessidade urgente da interferência do poder público para dizimar questões dessa natureza. Tenho certeza de que Vossa Excelência tomará imediatamente as medidas necessárias para tranquilizar a população de Cachoeira do Piriá. Pode contar com a minha total dedicação para discutir e resolver esses problemas que a “indústria dos alvarás sem fim” tem causado à população mais pobre”, conclui Jader Barbalho.

(Diário do Pará)

Sob vaias, apitos e assobios, Dilma afirma que vai assegurar empregos à população mais frágil. Banqueiros!

Em meio a protesto, presidente diz querer serviço público de qualidade. 

Só ela?. Todos queremos, mas para isso devia ter investido. Depois de uma década Brasil está no mesmo patamar em educação básica.

AGU defende corte de salário de grevistas; para sindicalista, o governo 'tenta apagar fogo com gasolina'

O governo endureceu o tom contra os servidores federais em greve. Dilma Rousseff enfrentou protesto e vaia em Minas e disse que a prioridade é garantir emprego a quem não tem estabilidade. "Tem de olhar o que é mais importante no país, e aí atendê-lo. (...) O que o meu governo vai fazer é assegurar empregos para aquela parte da população que é a mais frágil, que não tem direito à estabilidade."

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Secretária Adjunta da SEICOM, recebe prêmio de Economista do Ano 2012

Maria Amélia Enríquez foi galardoada com o Prêmio Economista do Ano 2012, Conferido pelo Sindicato dos Economistas. Ela é atualmente Secretária Adjunta da SEICOM.


A decisão foi comunicada à Professora Maria Amélia.

Comunicamos que por maioria de votos dos associados. deste Sindicato, foi escolhida como Profissional Economista do Ano de 2012, a Professora Dra. Maria Amélia Enriquez.

A outorga da premiação, será feita no encerramento da Semana do Economista, dia 17 de Agosto de 2012, as 20 horas, no auditório do SEBRAE, na Rua Municipalidade.

Parabenizamos não somente à colega Maria Amélia como também os outros dois colegas indicados em votação da Diretoria deste Sindicato: Prof. José Alberto Colares e Prof. Daniel Acatauassu Freira.

Segue Currículo da premiada. Parabéns Maria Amélia.

Doutora em desenvolvimento sustentável pelo CDS/UnB (2007), mestrado em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (1993), especialização em teoria econômica pelo CESEP/PA (1987), graduação em Economia pela Universidade Federal do Pará (1986). Atualmente é professora da Universidade da Amazônia e da Universidade Federal do Pará. Ex- presidente da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO). Tem experiência nas áreas mineração e desenvolvimento regional, licenciamento ambiental, planejamento estratégico e áreas afins, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento sustentável, indústria mineral e impactos regionais nos municípios de base mineradora do Brasil . No período de maio de 2008 a julho de 2011, foi assessora da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformacão Mineral (SGM) do Ministério das Minas e Energia (MME). Desde junho de 2009 é membro do International Panel for Sustainable Resource Management (Resource Panel) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP). É atualmente Secretária Adjunta da Secretaria de Indústria Comércio e Mineração - SEICOM, do Estado do Pará.



Ministro Lewandowski, como relator da Taxa Mineral, nota dez, como revisor do Mensalão, nota ruim.

 A Taxa de Mineração foi considerada constitucional pela Advoacia Geral da União. Diferentemente do papel de revisor no caso do Mensalão, aqui  o Ministro Ricardo Lewandowski, foi nota dez.

Veja o resumo do parecer.

Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários - TFRM.

" Assim, tendo em vista que a União, os Estados, o Distrito Federal Federal e os Municípios compartilham a compet~encia de fiscalizar as concessões de direitos de pesquisae exploração de recursos minerais, atividades supostamente geradoras de danos ambientais, sociais e econômicos, estão eles autorizados a instituir taxa em razão do efetivo exercício do poder de políciasobre tais delegações".

"E, em respeito ao princípio da legalidade tributária (artigo 150, inciso I, da Constituição), essas taxas devem ser instituídas por meio de lei, tal como os demais tributos previstos pelo ordenamento jurídico"

Esse foi o parecer que resume toda a fundamentação da referida Taxa, que deverá ser paga ao Estado do Pará.

O Vice-Governador, Helenilson Pontes que coordenou as ações para instituir a taxa e o Governador Simão Jatene, devem estar celebrando essa ação de grande importância para o desenvolvimento do Estado do Pará. 

Essa vitoria do Pará marca um divisor de águas na historia da política mineral do Estado. 

Hoje o Vice-Governador disse que " Os empreendimentos mineradores devem ser verdadeiras janelas de oportunidade para impulsionar o desenvolvimento sustentável do Pará. Entretanto, investimentos bilionários que apenas aumentam o lucro dos acionistas, sem o compromisso com as metas do governo de reduzir a pobreza e a desigualdade no Estado não são bem vistos pelo Governo. 

Mais direto do que isso?, com a palavra as empresas mineradoras.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ao César o que é do Cesar, conquista do Governo Lula

Senadora tucana  registra 6 anos de vigência da lei Maria da Penha

A senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) registrou, em artigo publicado nesta terça-feira (07/08), no jornal goiano O Popular, os seis anos de promulgação e vigência da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06). Lúcia Vânia lembrou ter sido relatora no Senado do projeto que lhe deu origem, fato que constituiu um marco em sua trajetória política de luta pelos direitos sociais e da mulher. Lúcia Vânia enfatizou que a lei “mudou o destino de milhões de mulheres, vítimas de violência doméstica e familiar no Brasil ao criar mecanismos de severas punições ao agressor e estabelecer medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência”.

Bolsa Verde prioriza busca ativa



O Comitê Gestor do Programa de Apoio à Conservação Ambiental Bolsa Verde teve sua segunda reunião nesta terça-feira (7), no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília. Segundo a diretora do Departamento de Extrativismo da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Cláudia Calório, para a expansão dessa ação governamental, será necessário o aprofundamento da busca ativa.

Trata-se de uma ferramenta do governo federal que procura levar o Estado ao cidadão, alcançando aqueles que não acessam os serviços públicos e vivem fora de qualquer rede de proteção social e que de alguma forma tem dificuldade de acesso aos programas sociais. Dessa forma, será possível avançar no número de beneficiários e garantir a inclusão de todas as famílias com o perfil da ação.

O Comitê Gestor do Programa Bolsa Verde foi instalado no dia 30 de maio deste ano. Tem por finalidade elaborar o planejamento do programa, compatibilizar o número de famílias beneficiárias com os recursos disponíveis e indicar áreas prioritárias para a implementação das ações. Também vai elaborar e aprovar o regimento interno do programa. Inicialmente estão previstas reuniões mensais, até que seja aprovado o regimento interno, que definirá a periodicidade dos encontros.

Extrema pobreza – Criado em setembro de 2011, o Bolsa Verde concede, a cada trimestre, benefício de R$ 300 às famílias em situação de extrema pobreza que vivem em áreas socioambientais prioritárias. Na prática, pretende-se incentivar a conservação dos ecossistemas (manutenção e uso sustentável), a promoção da cidadania e melhoria das condições de vida e elevação da renda da população, com ações de capacitação ambiental, social, educacional, técnica e profissional.

Participaram também do encontro o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável, Paulo Cabral, coordenador do Comitê, representantes dos ministérios da Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário, além de convidados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria do Patrimônio da União e Fundação Nacional do Índio (Funai). (Fonte: Sophia Gebrim/MMA)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Guerra fiscal se acirra e ameaça investimentos



A decisão de vários Estados de cancelar reciprocamente os benefícios tributários concedidos às empresas agravou o problema da guerra fiscal, porque criou uma grande incerteza jurídica que não apenas afeta investimentos já realizados como atrapalha a atração de novos investimentos pelo país. Para o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a solução para o problema dos incentivos fiscais é emergencial. "Isso se torna um problema para o Brasil como um todo e precisa ser resolvido", disse, em entrevista ao Valor.

Os Estados estão verificando se o crédito tributário apresentado pela empresa teve origem em incentivo fiscal. Em caso positivo, o crédito é glosado, ou seja, não é aceito. Barbosa disse que é preciso encontrar uma saída para a questão no âmbito do próprio Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e que, passadas as eleições, o governo federal vai estimular o entendimento. Ele observou que o acordo é urgente, pois a qualquer momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá adotar a súmula vinculante 69, que tornará inconstitucionais, imediatamente, todos os incentivos concedidos sem prévia aprovação do Confaz.

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ICMS unificado beneficiaria 20 Estados

Barbosa informou que já existem negociações entre os secretários estaduais de Fazenda, dentro do Confaz, em busca de uma saída. Para ele, a solução passa, em primeiro lugar, pela suspensão da exigibilidade dos créditos tributários do ICMS e pela remissão e anistia desses créditos. A segunda etapa é a definição de regras para os atuais benefícios tributários que vão valer para o futuro.

"É importante resolver isso [os incentivos] do ponto de vista de definição do que vai valer ou não, ainda que a transição seja feita no ritmo permitido pelo Orçamento", disse, numa referência ao custo fiscal da última etapa da reforma do ICMS, que prevê a unificação da alíquota interestadual em 4%. A União arcará com as perdas da mudança, que beneficiará os Estados de destino das mercadorias. Para minimizar o impacto, Barbosa propõe prazo de transição maior, de oito anos.



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Por Ribamar Oliveira | De Brasília

"Crime tem que ser punido", diz FHC



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem durante evento no Rio de Janeiro que, depois de ouvir as acusações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sobre o caso mensalão, não tem dúvidas de que houve "crime".

"Depois do que ouvi do procurador-geral da República, houve crime. Crime tem que ser punido", disse o ex-presidente a jornalistas, evitando citar os acusados. "Agora, quem é o criminoso, só quem tem os autos na mão pode saber".

As declarações foram feitas durante abertura de evento organizado pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abab) no Riocentro, zona oeste do Rio.

Na semana passada, Gurgel apresentou as acusações do caso mensalão e pediu a prisão imediata de 36 dos 38 réus, cujo julgamento foi iniciado no Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada.

Perguntado sobre o que esperava da apresentação da defesa dos acusados petistas, iniciada esta semana, o tucano afirmou que "o réu tem direito de se defender". "Cabe ao juiz separar o joio do trigo, se o réu tem precedentes ou não", comentou, frisando que não era advogado, mas que tinha "experiência de vida".

Para FHC, 81 anos, o procurador foi convincente em sua apresentação, e o STF tem exercido um papel "construtivo". "Mas esta é uma decisão difícil. Tenho confiança de que julgarão [o caso] com serenidade e também com Justiça. Havendo crime, cumpra-se a lei".

O ex-presidente mostrou-se cético sobre a possibilidade de todos os réus serem absolvidos. "Dentro do que ouvi do procurador, não dá para dizer que haverá uma absolvição geral. Isso é impossível", ressaltou.

FHC também foi cauteloso ao comentar a disputa eleitoral em São Paulo, onde o candidato tucano José Serra apareceu empatado com o candidato do PRD, Celso Russomano, na última pesquisa Ibope. "O Russomano é um político calejado, e seu programa no rádio era muito popular. Em um primeiro momento, a população vai se inclinar para aquele que conhece mais", disse. "Só vamos saber mesmo como vão ficar as coisas quando o programa de televisão começar", completou.

Acompanhado de assessores e caminhando com dificuldade, FHC percorreu os pavilhões do Riocentro e tirou fotos com admiradores, após ver a apresentação de um grupo de escola de samba.

O ex-presidente criticou os rumos que o governo Dilma Rousseff tem dado à economia. Segundo ele, o crescimento econômico só será retomado quando houver mais investimentos e maior produtividade, e que o aumento do consumo será consequência desses fatores.

"É claro que em certos momentos você tem que dar força para o consumo. É necessário, mas o consumo não pode vir sozinho, tem que haver investimento", declarou.

Apesar disso fez elogios ao que chamou de "competência técnica" da presidente Dilma.

"O que é premente agora, deixando de lado o câmbio e juros, é como fazer com que haja investimentos em infraestrutura. A Dilma tem condições de enfrentar essa questão. Ela tem competência técnica. Agora, ela tem que mudar o paradigma vigente, criar uma relação mais fluida entre o setor privado e o setor público", completou FHC, que mesmo sem ser questionado negou ser "privatista".

"Eu não sou privatista, acho que certas coisas têm que ser públicas. A regulação tem que ser pública. Para ter um setor privado mais ativo, tem que fortalecer os instrumentos de regulação. Tudo isso está precisando de uma injeção de óleo. E eu também estou precisando de uma, preciso descansar um pouco", brincou, tentando encerrar a entrevista.



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Advogado de Dirceu cita Dilma e Lula para defendê-lo

BRASÍLIA - O advogado do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, José Luis de Oliveira Lima, o Juca, citou depoimentos da presidente Dilma Roussef e do ex-presidente Lula para fazer a defesa de seu cliente perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

Juca disse que tanto Dilma quanto Lula afirmaram em depoimentos que o fato de a Casa Civil receber empresários não significa que atue para favorecê-los. “A hoje presidente Dilma fez um depoimento, quando estava na Casa Civil, e Lula também”, enfatizou Juca.

O advogado utilizou essas alegações para contestar a tese de que Dirceu ajudou bancos que teriam participado do esquema do mensalão, concedendo empréstimos a partidos e a empresas do publicitário Marcos Valério. “A defesa trouxe depoimentos, mostrando que Dirceu jamais beneficiou qualquer instituição financeira”, continuou Juca.

“Qual o depoimento que o Ministério Público trouxe de que o ministro teria proibido os órgãos de controle de operações financeiras (de fiscalizar os bancos)?”, questionou o advogado. “Isso não existe nos autos”, completou.

(Juliano Basile, Maíra Magro e Fernando Exman | Valor)



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Assim não da, economistas culpados, governos inocentados.


Todos já sabíamos que o Delfim Neto iria a construir sua estratégia de saída. Agora se lançou contra o sistema financeiro, contra as idéias dos economistas dos mercados perfeitos e aqui ninguém teve culpa pela marolinha, como se as medidas de política econômica, desenhadas pelo governo Lula, não tivessem sido originadas por políticos e sim só por economistas de turno, no Banco Central ou no Ministério da Fazenda. 

Veja se gosta desta nova versão do Preofessor Delfim Neto. 

  

É o desemprego, tontos!


Por Antonio Delfim Netto

Na preparação e na expansão dos fatos que levaram à crise que estamos vivendo não existem inocentes: os governos falharam miseravelmente, o setor financeiro sem regulação - como o velho escorpião da fábula - cumpriu o seu objetivo matando o setor real da economia e alguns economistas, gloriosamente, "teorizaram matematicamente" a alta qualidade dos malfeitos...

Seria ridículo e pretensioso dizer que os economistas foram causa eficiente da crise. Eles foram apenas coadjuvantes (e algumas vezes beneficiários) do processo. Ajudaram a criar uma "ideologia" que pretendia dar base "científica" ao papel do mercado financeiro desregulado na aceleração do desenvolvimento econômico e do bem-estar do mundo. A mensagem construída a partir da fantástica hipótese dos "mercados perfeitos" tinha com consequência subliminar a ideia do velho presidente Reagan: "Os governos não são a solução, são o problema!" Mas é ridículo, também, isentá-los de qualquer responsabilidade. Produziriam trabalhos científicos na Academia, onde se faria "ciência pela ciência", na qual não é proibido inventar universos que não existem, como uma sociedade com um único produto, com uma função agregada de produção domesticada, com um agente representativo que incorpora todos os consumidores e os produtores, mas onde não há nem o crédito, nem as bolsas de valores. Agora esforçam-se em incorporá-los no famoso modelo designado de DSGE (Dynamic Stochastic General Equilibrium, Equilíbrio Geral Dinâmico Estocástico). Não teriam, entretanto, responsabilidade pelo mau uso dos seus modelos, mesmo porque esses não se referem, necessariamente, a este mundo...

Paradoxalmente, nesse processo no qual parece não haver ator que tenha sido sua causa eficiente, há quem esteja recebendo a conta do malfeito. São os mais de 30 milhões de desempregados que estão nas ruas recusando-se a pagar as "falhas" dos governos - que provavelmente corrigirão nas urnas - e as "falhas" do mercado financeiro, cujos responsáveis esperam ver julgados e condenados pela Justiça. Acreditaram que os governos e os mercados sabiam o que faziam. Continuam sendo ignorados pelos estudos mais recentes de economistas ainda presos ao paradigma que a crise destruiu.

Economistas foram coadjuvantes no processo da crise

Não se estuda o verdadeiro "custo social do imenso desemprego". Insiste-se em continuar a estimar os efeitos sobre o bem-estar (o consumo) produzidos pelas flutuações do PIB, na velha e abusada tradição de Robert Lucas (o brilhante Prêmio Nobel de 1995) para quem as flutuações do emprego são pouco mais do que ataques de vagabundagem que, ciclicamente, atingem a mão de obra. Chega-se à conclusão que sobre esse ser inefável e metafísico - o consumidor representativo - ele é pequeno. Aliás, as estimativas variam fortemente porque todos conhecem - mas ninguém leva a sério - a afirmação do economista C. Otrok ("On measuring the welfare cost of business cycles", "Journal of Monetary Economics", 47, 2001, 61:92) que é "trivial fazer o custo do bem-estar produzido pela variação do PIB do tamanho que cada um quiser, simplesmente escolhendo uma forma conveniente da preferência" [do consumidor]. Repete apenas o grande Vilfredo Pareto, que já no século XIX afirmou: "Me deem as hipóteses adequadas e provarei qualquer coisa"...

A demonstração mais evidente dessa "disfunção teórica" é um recente trabalho de E. B. Yehoue também inspirado em Robert Lucas ("On Price Stability and Welfare", IMF Working Paper 12/189, julho de 2012). Suas conclusões são interessantes: "Usando um agente-representativo conservador num modelo de equilíbrio geral e baseado em parâmetros consistentes com os dados dos EUA, estimamos o custo social associado com diferentes níveis de metas inflacionárias, em particular 2%, 4% e 10%. O trabalho sugere que o custo social adicional de elevar a meta de inflação de 2% para 4% é igual a 0,3% do PIB real. Se a elevação for de 2% para 10%, esse custo se eleva a 1%. Com outros valores para os parâmetros na curva de demanda de moeda chega-se a 7% quando se eleva a inflação de 2% para 4%, e a 30% quando se passa de 2% para 10%" (página 4).

Em poucas palavras, vale "a fortiori", o que disse - repetindo Pareto - o economista C. Otrok citado acima. Quando as hipóteses são arbitrárias, "Deus está morto e tudo é permitido!"

Mas o ponto realmente importante no trabalho de Yehoue é que, salvo algum engano, ele menciona uma única vez nas 35 páginas do artigo, a palavra "desemprego" (página 21) referindo-se ao economista prático Arthur M. Okun (1928-80), que mostrou uma regularidade entre a taxa de crescimento do PIB e a taxa de crescimento do desemprego agora conhecida como "Lei de Okun". Obviamente, Yehoue não a utilizou porque ela introduziria ainda mais "ruído" nas suas conclusões. Aliás, uma coisa me intriga: seria o "custo social" produzido por um eventual aumento da meta de inflação de 2% para 4% nos EUA menor do que o custo do desemprego causado pela sua persistência ao longo dos últimos cinco anos de pelo menos 3% (dos 8% atuais para os 5% "normais")? É sugestivo que nas 58 referências do artigo, nenhuma tenha no título a palavra "desemprego"!

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras
E-mail: contatodelfimnetto@terra.com.br

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mensalão ou "Ação Penal 470" ?

Advogados ligados ao PT querem proibir uso da palavra 'mensalão'


Um grupo de advogados ligados ao PT quer impedir que a imprensa use a palavra "mensalão" na cobertura do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os advogados querem que a imprensa empregue o termo "Ação Penal 470", a denominação oficial do caso.

"Queremos equilíbrio na cobertura. O termo mensalão pressupõe um juízo de valor equivocado", disse o coordenador jurídico do PT Marco Aurélio de Carvalho, um dos integrantes do grupo.

"À imprensa cabe não a defesa de teses, mas explicar o que está acontecendo no processo", completou ele.

Primeiro, o grupo vai contatar os veículos de mídia para fazer o pedido de mudança. Caso não seja atendido, vai recorrer à Justiça.

O advogado disse que a atitude não representa um desejo da direção do PT. A presidência do partido confirmou que a iniciativa não foi decidida pela legenda.

domingo, 5 de agosto de 2012

Teoria da Marolinha em artigo do Fernando Henrique Cardoso

‘O inescapável’, um artigo de Fernando Henrique Cardoso

PUBLICADO NO ESTADÃO DESTE DOMINGO

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Ao voltar de férias, percorri os jornais: só dá mensalão e Olimpíada. Não é para menos, mas é pouco. Consolou-me haver lido uma matéria de David Brooks sobre a campanha eleitoral em seu país. Basta ler o título, A campanha mais tediosa, para que o leitor se dê conta do baixo-astral que envolveu o comentarista ao seguir os embates entre Barack Obama e Mitt Romney. Isso a despeito de os americanos ainda estarem sufocados pela crise e de haver muito que debater sobre como sair dela e sobre o papel dos Estados Unidos num mundo cheio de incertezas. Mas o cotidiano não se alimenta de decisões históricas…

Como seria bom se pudéssemos apenas nos deliciar com a sensibilidade e a inteligência da crônica de Roberto DaMatta sobre os elos humanos que aparecem na novela Avenida Brasil, não tão diferentes dos que relacionam o antropólogo com seus objetos de estudo. Ela nos dá um banho de vida. Infelizmente, nesta semana não dá para falar apenas das estrelas. A dura realidade é que começou na quinta-feira um julgamento histórico sobre o qual não faltaram palavras sensatas. Uns, como José Nêumanne, mostraram as Falácias e enganos acerca do mensalão de maneira crua e direta. Outros, como Dora Kramer, desvendaram a Falsa dicotomia entre julgamento técnico e julgamento político. Outros ainda, como Elio Gaspari, sem negar que torcer faz parte da alma humana, insistem em que o importante é que os magistrados julguem de maneira compreensível para o povo. Que não nos confundam com o jargão da toga. E há os que abrem o jogo, mostram suas apostas, como o Zuenir Ventura, para logo dizer que tudo é mero palpite, pois não se pode saber o que passa na cabeça dos julgadores.

Por mais que se deseje ser objetivo, tenho tentado, e por mais prudente que se deva ser na antevéspera do julgamento (no momento em que escrevo este artigo), é inegável a sensação de que talvez estejamos no começo de uma nova fase de consolidação das instituições democráticas. Existe também o temor de que ela se perca. É isso que produz ansiedade e faz com que os comentaristas mais perspicazes – incluo neles Merval Pereira -, ao falarem sobre o tema, acabem por deixar transparecer o que gostariam que acontecesse. De minha parte, torço para que não haja impunidade. Calo sobre quem deva ser punido e em que grau, mas não se deve obscurecer o essencial: houve crime.

Embora, portanto, esteja engrossando o número dos obcecados com o mensalão, não posso esconder certa perplexidade diante da despreocupação com que recebemos as notícias sobre a crise internacional, como se, de fato, a teoria da marolinha tivesse substituído o bom senso na economia. Não dá para ignorar que com toda a inundação de dólares a baixo custo feita pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a economia do país não reage. Na Europa, por mais que seu Banco Central se diga disposto a cobrir qualquer parada dos especuladores, os mecanismos para tornar efetiva a gabolice estão longe da vista. Resultado: mal-estar social e desemprego crescente. A própria China, bastião da grandeza capitalista mundial, parece mergulhar em taxas decrescentes de crescimento, as quais, se bem que nos deem água na boca (entre 6% e 7%), são insuficientes para atender aos reclamos dos chineses e, mais ainda, para sustentar a maré dos preços elevados das matérias-primas, principalmente minerais.

Tudo indica, portanto, que os efeitos da crise mundial, somados à inércia nas transformações de fundo da economia que marcou o governo Lula, acabaram por levar nossa economia, se não às cordas, ao canto do ringue. O governo atual, não querendo beijar a cruz, embora já ajoelhado diante da realidade, despejou uma série de paliativos de todos conhecida: redução setorial de impostos, créditos de mão beijada para alguns setores beneficiados, expansão dos gastos públicos correntes e, até, desvalorizações da moeda e redução das taxas de juros. Em situações “normais” de crise, o receituário funcionaria. Um pouco de sustentação da demanda, jogando-se nos ombros de Keynes a responsabilidade pela ligeireza de certas medidas, animaria o consumo e daria aos empresários o apetite para investir. Diante, entretanto, da duração e da profundidade da crise atual, é pouco. Serão necessárias medidas verdadeiramente keynesianas que dizem respeito à sustentabilidade dos investimentos, públicos e privados, e ao incremento da produtividade. Desafio duro de roer e que não se pode levar adiante somente com os recursos públicos nas mãos de uma burocracia politizada.

É esse o desafio que o governo Dilma Rousseff tem pela frente. Quem sabe, premido pelas circunstâncias, ele finalmente reconheça, na prática, o que o lulopetismo sempre negou: que as reformas que meu governo iniciou precisam ser apoiadas e retomadas com maior vigor. Nem as estradas, nem os aeroportos e muito menos as fontes de energia darão o salto necessário sem alguma forma de privatização ou de concessão. Elas terão de vir se quisermos de fato crescer mais aceleradamente. Só com estabilidade jurídica, aceleração dos investimentos em infraestrutura e educação, melhor balanceamento energético será possível despertar não apenas, como está na moda dizer-se, o “espírito animal” dos empresários, mas a crença de todos nós no futuro do Brasil.

Ao contribuir para a consolidação da Justiça como um valor, parte essencial da modernização do nosso país, o julgamento do mensalão poderá ser um marco histórico. Basta que seja sereno e justo para injetar mais ânimo em nossa política e para que esta volte a olhar o Brasil com a clareza de que somos um país capaz de andar com as próprias pernas graças à nossa seriedade e aos conhecimentos que desenvolvemos. Só assim deixaremos de flutuar ao sabor das ondas favoráveis às economias primário-exportadoras para podermos dar rumo próprio ao nosso futuro.

Governo assina acordo com sindicato de professores Chapa Branca, mas paralização continua

Universidades federais defendem manutenção da greve

Governo apresentou duas propostas neste mês; comando nacional defende que as paralisações continuem

Universidades federais em greve há mais de dois meses começam nesta sexta-feira, 3, a fazer assembleias para definir a estratégia que será adotada diante da decisão do governo de interromper as negociações com o movimento. Nesta quinta-feira, 2, o comando nacional da greve preparou um documento defendendo que as unidades mantenham a paralisação, recusem a proposta de acordo do governo apresentada semana passada e reivindiquem a retomada das negociações.

Veja também:

Greves longas não beneficiam servidores, diz Carvalho
Maioria das universidades rejeita proposta de reajuste do governo
Professores da Unifesp rejeitam proposta do governo e mantêm greve

"Esperamos que até quarta-feira todas as universidades paradas se manifestem", afirmou a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira. O sindicato representa 49 das 57 universidades em greve.

Marinalva disse ter ficado surpresa com a decisão do governo de encerrar as negociações e considerar suficiente o acordo firmado com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais (Proinsfe), que representa seis universidades paradas. "Eles escolheram assinar um acordo com entidade que não tem legitimidade", completou. Das 59 universidades federais, 57 estão em greve. Até o momento, somente a Universidade Federal de São Carlos manifestou disposição em aceitar a proposta do governo.

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, disse nesta quinta acreditar que o movimento começou a perder força e que nos próximos dias unidades retomarão as atividades. Ele reiterou que o governo não vai mudar a proposta.

Neste mês, duas versões foram apresentadas para o movimento grevista. A última prevê reajuste de aumento entre 25% e 40% até 2015, um plano de carreira com 13 níveis, em vez dos 17 inicialmente sugeridos - o que tornaria uma ascensão mais rápida e a criação de um grupo de trabalho para discutir mais detalhadamente a progressão na carreira. Nessa versão, o impacto no orçamento seria de R$ 4,18 bilhões, 7% a mais do que os R$ 3,9 bilhões previstos na primeira proposta. "O aumento atenderia apenas 5% dos professores, aqueles em estágios mais altos na carreira", disse Marinalva. Ela disse esperar que o ponto dos grevistas não seja cortado. "Desde ano passado mostramos nossa disposição em conversar. Não fomos nós que interrompemos a negociação", disse. Existem no País cerca de 70 mil professores ativos nas universidades federais.

Lígia Formenti, de O Estado de S. Paulo

Brasil. Integrar para desenvolver, será para crescer?

Em longo artigo do Jornal Valor Econômico,  Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) faz uma excelente análise sobre a importância de desenvolver a malha ferroviaria do Brasil, intengrando todas as regiões emergentes do País. A análise seria correta e completa se não esquecesse de considerar um aspecto básico das políticas públicas econômicas, uma coisa é crescer e outra desenvolver. 

Veja o artigo abaixo. 


É bastante animadora, especialmente para aqueles que atuam nos setores da infraestrutura, a determinação da presidente Dilma Rousseff no sentido de integrar os projetos de construção de rodovias, ferrovias e portos para agilizar os resultados desses investimentos, conforme recentes notícias publicadas na imprensa.

Para acelerar o crescimento econômico, o Brasil precisa vencer urgentemente o desafio logístico. Nossas vias de escoamento da produção, considerando-se todos os modais, ainda são muito precárias em comparação com outros países de grandes dimensões. Já somos a sexta economia do mundo mas ainda estamos na 45ª posição no ranking de desempenho logístico do Banco Mundial. É grande o esforço de todos - governo e iniciativa privada - e temos conseguido melhorar significativamente as condições de competitividade logística do país, porém as demandas atuais exigem um ritmo mais intenso e investimentos muito mais vultosos.

O governo vê com clareza que não há mais tempo de esperar as regiões se desenvolverem para então se tornar viável a construção de novas ferrovias. É preciso construir vias férreas cruzando todo o país, de forma que as locomotivas impulsionem o progresso e os vagões transportem crescimento econômico e social, integrando as diversas regiões. Este sim, é um investimento correto em infraestrutura.

Intermodalidade é a forma de o país atingir níveis competitivos de eficiência no transporte de cargas

A construção de ferrovias estruturantes vai dar ao Brasil um traçado de malhas que nunca tivemos antes. É o caso da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), ligando o litoral da Bahia à Norte-Sul no estado do Tocantins, e também da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), atravessando horizontalmente todo o Mato Grosso do Sul até Goiás. Assim como a Nova Transnordestina, que vai ligar dois portos importantes do Nordeste (Pecém e Suape) ao sul do Piauí, onde também haverá uma conexão com a Norte-Sul.

Quando nosso território estiver integrado em artérias multimodais de Norte a Sul e de Leste a Oeste, aí sim o Brasil poderá alcançar o nível de desenvolvimento que todos almejamos. Nesse cenário a ferrovia é fundamental, por ser o modal mais competitivo e eficiente para cargas de grande volume e a longas distâncias. É por isso que nos principais países de grandes dimensões territoriais os trilhos conduzem mais de metade das cargas, enquanto no Brasil a participação do modal ferroviário está em 25% na matriz de transportes e as rodovias ainda predominam, com mais de 65%.

Mas sabemos que todos os projetos de expansão da malha ferroviária seriam insuficientes sem a integração com rodovias, hidrovias e portos. A intermodalidade é a única forma de atingirmos níveis competitivos de eficiência na infraestrutura de transporte de cargas. Sabe-se também que não basta investir na construção de novas ferrovias, sem solucionar os gargalos da malha existente.

Leia a matéria completa no Jornal Valor Econômico, (para assinantes).



Rodrigo Vilaça é presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).




O Brasil do futuro

Resposta à fome do mundo

Semana passada, ratifiquei a opinião de Dani Rodrik, professor na Universidade Harvard (EUA) e respeitado economista, quanto às boas perspectivas de o Brasil continuar crescendo, do nosso mercado interno, do equilíbrio das contas públicas e da democracia consolidada. Acrescentei à análise o nosso diferencial competitivo referente à imensa reserva hídrica.

Mas, há outros fatores significativos favoráveis ao país, entre eles, a disponibilidade superior a 300 milhões de hectares de terras agriculturáveis.

São mais de 100 milhões de pastagens, dando sustentabilidade à criação de gado de corte e, parte das quais, se necessário, pode ser adequada à cultura de outros alimentos.

São poucas as nações com áreas disponíveis à agropecuária que não impliquem desmatamento. Somos, de longe, os campeões no quesito, em plenas condições de conciliar produção/segurança alimentar com a preservação ambiental.

Temos clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e mais de 12% de toda a água doce do planeta: tudo o que a natureza precisa para fertilizar a terra e prover abundância.

O melhor é que sabemos aproveitar esse potencial, agregando tecnologia de ponta ao agronegócio, onde a Embrapa e outros institutos de pesquisas têm sido fundamentais. Nossa produção de alimentos cresceu 120% nos últimos 15 anos.

Tais números e dados brasileiros são a melhor resposta às inquietações da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) quanto à necessidade de se aumentar em 70% a produção mundial de comida até o ano 2050, quando a população da Terra superará nove bilhões de pessoas.

Os técnicos do organismo multilateral acreditam que 80% dos alimentos necessários ao atendimento dessa grande demanda virão do aumento da produtividade (temos tecnologia para isso!) e 20%, de novas áreas agricultáveis (temos disponibilidade para isso!).

O Brasil é uma ilha de fertilidade, pois há países nos quais já falta espaço para plantar e criar rebanhos e onde a água, elemento essencial à vida, é extremamente escassa e a pouca que se tem disponível está poluída, portanto imprestável.

E somos potência agrícola, ainda que nos falte logística eficiente e competitiva, o que reduz muito a renda do produtor. Mas há obras de infraestrutura em andamento e, quando prontas, irão contribuir muito.

O Brasil tem, portanto, a faca e o queijo (...o leite, a carne, a soja, o café, os grãos, as frutas...) para se tornar a grande referência e protagonista da segurança alimentar.

Não há dúvida de que esse potencial pode ser cada vez mais convertido em vantagem competitiva, crescimento econômico e desenvolvimento.

JOSUÉ GOMES DA SILVA escreve aos domingos nesta coluna. Opinião da Folha.

O Crime compensa

No lucro


BRASÍLIA - O procurador-geral Roberto Gurgel contou uma história com começo, meio e fim, mas recorrendo mais a relatos de testemunhas e menos a provas documentais. Esse vai ser o centro do julgamento.

Na profusão de nomes, valores, datas e fatos, algo aparentemente periférico se destaca: uma conta aritmética. Marcos Valério, o pivô, foi oito vezes ao Banco Central defender interesses do Banco Rural, que "emprestou" R$ 32 milhões para o esquema e foi brindado depois com R$ 1 bilhão na liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco. Negócio da China!

Gurgel explicou em bom e claro português, citando trechos de depoimentos e as páginas em que podem ser encontrados: os empréstimos eram "falsos, fictícios", apenas para encobrir "doações em troca de favores" acertados depois "entre quatro paredes da Presidência".

Ou seja, para que o dinheiro sujo circulasse entre o público e o privado, saísse do Banco do Brasil e de órgãos públicos para caixas de partidos e bolsos de políticos aliados ao Planalto de Lula e Dirceu.

Em resumo, o Banco Rural e o BMG simulavam empréstimos para encobrir a roubalheira e, em troca, ganhavam vantagens altamente compensadoras do governo Lula.

Segundo Gurgel, as notas eram envoltas em faixas com os logotipos do BB ou dos bancos privados e as quantias eram tão grandes que circulavam em caixas-fortes!

Na sua fala, de cinco horas, ele apontou José Dirceu como o "autor intelectual" do esquema e Delúbio Soares e Marcos Valério como "elos" entre o núcleo político e os núcleos operacional e financeiro.

Mas isso já foi amplamente dito, escrito, comentado. O que se quer saber é se, além da eventual pena dos culpados, essas quantias milionárias serão devolvidas aos cofres públicos.

Senão, mesmo com condenações, os envolvidos continuarão no lucro e ficará comprovado: o crime realmente compensa.


Eliane Cantanhêde, Folha de São Paulo

Restrição à compra de terras por estrangeiro é positiva, diz presidente da empresa Cargill


O presidente da subsidiária brasileira da Cargill, Luiz Pretti, concorda com as restrições impostas pelo governo brasileiro à compra de terras por estrangeiros. Segundo ele, as terras são a maior riqueza de um país e a compra de terras por estrangeiros poderia prejudicar os produtores agrícolas do país.

“Pessoalmente, gosto da restrição à compra de terras por estrangeiros”, disse o executivo, em debate promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham, na sigla em inglês), em São Paulo. Também presente ao encontro, o ex-ministro da Agricultura Marcus Vinicius Pratini de Moraes discordou do posicionamento. “Temos que ter restrições à venda de terras próximas das fronteiras, mas proibir o estrangeiro de comprar terra é burrice”, afirmou.

Segundo Pratini, os produtores do país ganhariam com valorização de suas terras. “Acho que os produtores deviam apoiar, até para valorizar o preço das terras deles”, destacou.

Em tom de provocação, disse o país não deve temer o fim das restrições. “Os produtores deviam ter medo do pessoal que está aqui, que pode manipular o mercado com um telefonema”, disse, ao lado dos presidentes da Cargill, Luiz Pretti, e da ADM América do Sul, Valmor Schaffer.

(Luiz Henrique Mendes | Valor)

Haddad diz que liderança de Serra e Russomanno em pesquisas é natural



SÃO PAULO - O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse, neste sábado, 4, que considera natural o fato de os adversários José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) liderarem com folga a eleição municipal.

Pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira, 3, mostra que Serra tem 26% das intenções de voto e está tecnicamente empatado com Russomanno, que tem 25%. Soninha Francine (PPS) aparece com 7%, e Haddad, com 6%.

Faltam pouco mais de dois meses para a realização do primeiro turno da eleição, em 7 de outubro.

"É natural que seja assim. Serra e Russomanno estão na frente porque são os candidatos mais conhecidos. Eu estou muito confortável", disse Haddad, após fazer carreata com sua vice, Nádia Campeão (PC do B), na zona norte de São Paulo.

"O horário eleitoral é que vai mudar este quadro. A população ainda desconhece os candidatos, quanto mais as propostas", afirmou. A propaganda de TV começa no dia 21.

(Folhapress)

O Pará comemora uma boa notícia. Lyoto nocauteia Bader e fica com vaga na disputa do cinturão


Dana diz que Lyoto mostrou mais vontade de disputar cinturão e até Shogun defende escolha

Ex-campeão da categoria, Lyoto Machida terá a terceira oportunidade de conquistar o cinturão dos meio-pesados do UFC. Depois de uma bela vitória por nocaute sobre Ryan Bader, no UFC on Fox 4 no último sábado, Dana White anunciou que o brasileiro será o próximo desafiante pelo título por ter impressionado mais que Maurício Shogun, que também venceu por nocaute no evento.

Dana já tinha avisado que que tivesse a melhor atuação ficaria com o title-shot e defendeu sua escolha por Lyoto. “Tudo o que eu vi foi que Lyoto queria essa chance pelo cinturão mais que Shogun. Não foi só o nocaute que impressionou, foi tudo o que eu vi.”

“Sei que todo mundo tem uma opinião, mas é difícil fazer um ranking, dar um número. Me passaram muitas lutas que Lyoto queria fazer para voltar a disputar o cinturão. Tenho certeza que desde que ele perdeu para Jon Jones, todos os dias ele vai dormir pensando no que poderia ter feito e no que pode fazer”, completou o presidente do UFC.

Apesar de ter conseguido a vitória sobre Brandon Vera, também por nocaute, Shogun não impressionou tanto o chefe, principalmente por conta do cansaço apresentado. O próprio curitibano admitiu que Lyoto mereceu ser escolhido para a disputa de cinturão.

“Estou tranquilo. Minha obrigação é lutar e foi isso que eu fiz. O Lyoto conseguiu sua chance e eu vou continuar atrás da minha. Todos aqui são top 5 da categoria, estavam prontos para disputar o cinturão e todos mereciam. Foi justa a escolha do Lyoto para essa luta”, disse Maurício.

Machida foi mais contido ao explicar sua escolha. Ele também viu o combate de Shogun contra Vera e apontou o que definiu sua ida para a luta contra o cinturão. “Meu nocaute foi mais impressionante, mas não faz muita diferença para mim agora.”


 >> Lyoto nocauteia Bader e fica com vaga na disputa do cinturão

sábado, 4 de agosto de 2012

O combate é hoje. Machida orgulho de ser do Pará e exemplo para as novas gerações




"Dragão do Pará" mantém o foco para luta de hoje contra Ryan Bader, pelo UFC

ALAN BORDALLO

Da Redação,  O Liberal.

Foco é a palavra que melhor resume a preparação de Lyoto Machida para o combate da noite de hoje, no Staples Center, em Los Angeles, contra Ryan Bader, no UFC on FOX 4. Vitorioso em apenas um dos últimos quatro combates, o lutador do Pará quebrou alguns dos próprios paradigmas em nome de sua volta ao protagonismo na categoria mais nobre do UFC, os meio-pesados. Pela primeira vez desde o título que conquistou em 2009, Lyoto deixou de se preparar em Belém: mudou-se para Los Angeles, a fim de treinar o máximo possível o wrestling, modalidade que é o carro-chefe do adversário. O "UFC: Shogun x Vera" será disputado hoje, nos EUA, e terá transmissão ao vivo do canal Combate (ORM Cabo), a partir das 17h45.

Nos quase dois meses que passou na capital da Califórnia, o carateca treinou com Fabrício Werdum, Anderson Silva, Roger Gracie, Glover Teixeira, além dos lutadores americanos, na academia Black House. A base paraense foi estabelecida na praia de Redondo Beach, em contrastante calmaria em relação ao centro da cosmopolita Los Angeles. E se não deu para ficar na capital paraense, Lyoto levou consigo a esposa Fabyola e os filhos Tayô e Kaitô, assim como o pais, Yoshizo, e os irmãos, Takê, Chinzô e Kenzô, mudaram-se também para os Estados Unidos. O ambiente familiar, ele afirma, ajuda na hora de focar no desafio.

Na pesagem de ontem, Lyoto protagonizou fato curioso. Enquanto todos os atletas, à exceção talvez de Vera (que bateu 92,4kg), suaram para perder peso, ele não teve qualquer problema e "tirou onda" na balança: marcou 91,8kg, mais de um quilo e meio abaixo do limite dos meio-pesados (93,4kg, já com uma "libra" de tolerância para lutas que não valem cinturão).

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aumenta desmatamento no Pará, segundo INPE


Deus as cria e o Diabo....

Dilma pode fazer Kátia Abreu ministra para destravar Código



Por enquanto é só especulação, mas há um movimento para que a senadora Kátia Abreu ganhe uma vaga de ministra no governo Dilma. A reforma ministerial, que deverá acontecer depois das eleições municipais, em outubro, já tem nomes cotados e, entre eles, a da presidente da Confederação Nacional da Agricultura, considerada peça-chave para fechar o acordo das negociações em torno da medida provisória do Código Florestal.

Segundo o jornal O Globo, o ministro Mendes Ribeiro (PMDB-RS), da Agricultura, vem sendo sondado pelo Palácio do Planalto para aceitar sair e abrir espaço para Kátia Abreu (PSD-TO).

A aproximação de Kátia com o Planalto já tem algum tempo, mas foi no lançamento do Plano Safra 2012/2013, no dia 28 de junho, que a senadora exibiu essa nova intimidade ao elogiar a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente: “Esperamos por 20 anos uma lei ambiental que nos tirasse do martírio e da criminalidade. E depois de 20 anos, a senhora [presidente Dilma] ainda nos deu uma ministra de meio ambiente que pensa pelo Brasil, que pensa por todos os brasileiros e, principalmente, pelos seres humanos, que precisam estar em conexão com essa grande biodiversidade. Parabéns, ministra Izabella”.

Kátia finalizou o discurso de 16 minutos chamando a presidente Dilma de estadista. “Viu o discurso dela de ministra?”, comentou na ocasião um membro do gabinete. A frase foi publicada na Folha de S. Paulo. O vídeo com o discurso completo da senadora para ser visto neste link.

O presidencialismo brasileiro se apóia nesse tipo de coligação clientelista. Cada partido da base no Congresso aliada do governo, de acordo com a sua importância, ganha a sua quota de ministérios. Uma coisa é certa, o governo se beneficiaria em trazer a líder dos ruralistas para seu interior, pois isso facilitaria obter concessões desse grupo. Para Kátia, seria galgar um degrau importante na carreira política. Ser ministro da Agricultura garante poder via o manejo de verbas imensas.

O texto base do relatório da MP do Código foi aprovado, mas ainda faltam 343 destaques para serem votados. Uma Kátia Abreu domesticada facilitaria a tramitação final.

Falta saber se o PMDB abrirá mão do ministério. A outra possibilidade é Kátia se filiar ao PMDB, pois ela parece não se sentir confortável no recém criado PSD, e criticou publicamente Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e idealizador do partido.

 Daniele Bragança
01 de Agosto de 2012 
Oeco.com.br


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CARLOS MANESCHY, REITOR DA UFPA, ELEITO PRESIDENTE DA ANDIFES


O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Edilson de Almeida Maneschy, é o primeiro paraense e o primeiro reitor da Região Norte a assumir a presidência da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Criada em 23 de maio de 1989, a Andifes é a representante oficial das universidades federais de ensino superior (IFES) na interlocução com o governo federal, com as associações de professores, de técnico-administrativos, de estudantes e com a sociedade em geral.

A eleição ocorreu na tarde desta quarta-feira, dia 1º de agosto, em Brasília (DF), na sede da Associação. Reitores de universidades de todo o Brasil participaram da eleição. De um total de 56 votos, foram 29 a favor de Maneschy, 26 para o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza Salles, e uma abstenção.


"Estou honrado com a escolha e espero atender às expectativas colocadas nesse momento de dificuldade pelo qual as universidades estão passando. Creio que a Andifes é muito importante para que se encontre uma solução, porque os reitores têm um grande papel na mediação para que se resolva esse impasse", afirma Maneschy. Logo após a eleição, o reitor da UFPA tomou posse e, imediatamente, presidiu uma reunião da Andifes.

O mandato é de um ano, a contar da data da posse do novo presidente. Maneschy sucede o reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), João Luiz Martins. Ao presidente da Andifes, compete representar a Associação, convocar e presidir reuniões exercendo voto de qualidade, cumprir e fazer cumprir o Estatuto, as deliberações e as normas aplicadas pela entidade.

O reitor Carlos Maneschy é professor titular da UFPA, onde se graduou como engenheiro mecânico em 1977. Mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor e pós-doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pittsburgh, Carlos Maneschy é também bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), consultor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, até então, membro da Diretoria Executiva da Andifes, da qual, agora, assume a presidência.

Para mais informações, acesse o site da Andifes.

Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto:  Ascom/Andifes e Alexandre Moraes

terça-feira, 31 de julho de 2012

O mensalão tem data para começar - 2 de agosto -, mas está sem data para terminar.

Mensalão atrasa julgamento de causas bilionárias

O governo federal e as empresas esperam que o julgamento do mensalão atrase a resolução das principais questões tributárias que estão à espera de decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) e a tendência é a de que elas fiquem para 2013.

Os tributaristas que atuam diretamente na Corte estão sentindo os efeitos do mensalão desde o começo do ano. A pauta do STF foi invadida pela Ação Penal nº 470, desde fevereiro, com questões de ordem e sessões administrativas para tratar de detalhes do caso. Diante da proximidade do julgamento, os ministros passaram a dar prioridade para receber os advogados dos 38 réus do mensalão e, com isso, os tributaristas perderam espaço e muitos simplesmente não conseguem marcar audiência para discutir causas empresariais com os ministros. Para completar, o clima de tensão prévia ao mensalão, com discussões sobre a melhor maneira de conduzir o caso de grande repercussão política, também prejudica o julgamento dos demais processos.

"A dimensão do julgamento do mensalão deu o tom da rotina do STF nesse ano", afirmou o advogado Saul Tourinho Leal, professor de direito constitucional. Ele avaliou ainda que até os processos de repercussão social - e que são da preferência do presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto - devem ser postergados por causa do mensalão. Entre eles está a validade da Lei Seca (exigência do bafômetro) e o decreto que regulamentou a concessão de terras aos quilombolas no Sul da Bahia.

O próprio governo não está contando com decisões tributárias do STF nesse ano. O advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, vai deixar de frequentar o tribunal durante o mensalão e acha que o mesmo deve acontecer com os grandes temas tributários.

Segundo Adams, nas últimas duas décadas, praticamente todas as ações do governo para aumentar a arrecadação foram questionadas pelas empresas e acabaram no STF. Isso fez do Supremo uma Corte eminentemente tributária. Agora, o governo deve se concentrar em desonerações, medidas que não provocam enxurradas de ações na Justiça. "As desonerações reduzem a necessidade de o empresariado recorrer ao Judiciário", disse Adams.

Nesse cenário, o STF deve se voltar aos processos envolvendo políticos. O Supremo vai deixar, portanto, a imagem de Corte tributária para a de tribunal político. Esse novo perfil do STF está sendo absorvido pelos tributaristas, que passaram a se adequar à realidade do mensalão. "A nossa forma de atuar mudou. Estamos focando em agravos (recursos contra decisões do plenário) ou nos casos que podem ser decididos por um só ministro, monocraticamente", disse o tributarista Dalton Miranda.

"No pós-mensalão, é provável que o STF procure julgar ações que possam ser decididas mais rapidamente, sem consumir uma tarde inteira com discussões", afirmou Gustavo Amaral, advogado da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade foi a autora, em 2003, da ação que discute a incidência de IR e de CSLL sobre empresas controladas e coligadas com outras no exterior. Apenas a Vale enfrenta uma cobrança de R$ 30,5 bilhões, e outras grandes companhias com atuação internacional discutem essa incidência. Mas, quase dez anos depois, a expectativa da CNI é a de que, mesmo após concluir o mensalão, os ministros do STF não encontrem uma brecha para julgar o caso das coligadas.

Adams acredita que os tributaristas devem sair cada vez mais da área contenciosa (disputas nos tribunais) para a área consultiva (planejamento às empresas). Nesse movimento, eles devem se concentrar mais no trabalho de acompanhar a formulação das leis do que na mera contestação delas. "Esse debate deve rumar para o local certo, que é o Congresso, até porque o Judiciário não é lugar para se fazer política tributária", afirmou o advogado-geral. Se a previsão se confirmar, as empresas vão se voltar cada vez mais ao Congresso e os políticos ao STF.

O mensalão tem data para começar - 2 de agosto -, mas está sem data para terminar.



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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Visão do Chile - Vulcão Villarica

Subindo ao Centro de Ski Pucón
Visão panorâmica



LULA TIRA FOTOS COM 120 CANDIDATOS, ATÉ COM TUCANO


Ex-presidente tem sessão de fotos e vídeos com aliados políticos…

…Gustavo Fruet, ex-PSDB e candidato em Curitiba, estará presente.

Apesar da expectativa de ser liberado pelos médicos em 6.ago.2012, o ex-presidente Lula já terá um dia corrido por causa da campanha eleitoral na próxima 2ª feira (30.jul.2012). Ele reunirá no hotel Mercure do Ibirapuera, em São Paulo, cerca de 120 candidatos a prefeito em um café da manhã. Fará sessão de fotos e gravará vídeos com alguns dos presentes.

O PT espera 84 candidatos petistas no encontro. Foram chamados todos os candidatos em capitais, em cidades com mais de 200 mil habitantes e em municípios estratégicos de regiões metropolitanas, por exemplo.

Entre os petistas estão confirmados Fernando Haddad, candidato em São Paulo, e Nelson Pellegrino, que disputa a Prefeitura de Salvador. Dos aliados, confirmaram presença, segundo a assessoria do PT, Vanessa Grazziotin (PC do B), de Manaus, Valadares Filho (PSB), de Aracaju, e Luana Ribeiro (PR), de Palmas.

Chama a atenção na lista de confirmados Gustavo Fruet, ex-deputado federal pelo PSDB do Paraná e que foi até 2010 uma das vozes mais críticas ao PT no Congresso Nacional. Agora ele está filiado ao PDT e tenta ser prefeito de Curitiba com o apoio justamente da cúpula petista.

Fruet conseguiu essa aliança porque o casal de ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicação) enxergam em sua eventual vitória uma chance de enfraquecer o inimigo em comum: o governador Beto Richa (PSDB) que, em 2014, provavelmente tentará se reeleger enfrentando Gleisi.

 Fernando Rodrigues UOL

terça-feira, 24 de julho de 2012

De 59 universidades federais 57 continuam em greve. Governo recua.

Governo cede e vai oferecer reajuste maior para docentes em greve


O governo federal decidiu ceder diante das reivindicações dos professores universitários, que estão em greve há dois meses, e vai oferecer uma nova proposta com índices maiores de reajuste para alguns níveis da categoria.

Mercadante diz que não há margem para reajuste maior
Greve nas universidades federais completa 2 meses
Artigo: Greve remunerada nas universidades federais

A Folha apurou que os novos percentuais estão sendo finalizados e serão apresentados ainda nesta terça-feira aos grevistas em reunião marcada para as 17h. A data para a entrada em vigor dos novos pagamentos também será antecipada.

Fontes que participam da negociação afirmam que a equipe técnica do Ministério do Planejamento reconheceu que determinadas categorias ficaram um pouco prejudicadas com o reajuste oferecido pelo governo na semana passada.

O governo vai sugerir que os novos pagamentos, antes previstos para o segundo semestre de 2013, devem passar a valer em março do próximo ano. Essa foi uma das demandas apresentadas pela Andifes (associação de reitores) em reunião com o ministro Aloizio Mercadante (Educação), na semana passada.

A proposta inicial do governo previa um reajuste com impacto de R$ 3,9 bilhões nos cofres públicos, diluídos entre os próximos três anos. Na ocasião, a ministra Miriam Belchior (Planejamento) chegou a afirmar à Folha que a proposta era "definitiva".

O aumento concedido pelo governo priorizou os docentes com maior titulação --os professores no topo de carreira receberam reajuste de 40%.

Os docentes, entretanto, não concordaram com a oferta e decidiram manter a greve --atualmente, 57 das 59 universidades federais estão paralisadas. Eles alegam que, para muitas categorias, os índices apenas repõem a inflação do período e pedem ainda mudanças estruturais nos critérios de progressão na carreira.
Folha de São Paulo.  
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cinco regras clássicas para criar bons negócios

(*) Richard Branson

Durante uma recente entrevista de rádio na BBC, o entrevistador me perguntou que conselho eu daria aos jovens que desejam abrir os seus próprios negócios. Durante os 46 anos decorridos desde que eu lancei a revista “Student”, o mundo certamente mudou. O panorama econômico incerto e o ritmo incessante de avanços tecnológicos fazem com que hoje em dia seja muito mais difícil para um jovem empreendedor repetir o sucesso da Virgin.

Na revista “Student”, nós manifestamos o nosso repúdio à Guerra do Vietnã e à Guerra Fria. Atualmente, os governos enfrentam a ameaça mais nebulosa do terrorismo e da instabilidade no Oriente Médio e na África. Naquela época, os mercados norte-americanos e europeus eram geralmente estáveis, enquanto que hoje em dia o poder econômico das nações ocidentais está sendo desafiado pelas economias de crescimento rápido do Brasil, da Rússia, da Índia e da China, e oportunidades de crescimento e de novos mercados podem ser encontradas por todo o mundo.

Há também a nova capacidade dos profissionais de marketing de contornar os canais tradicionais de mídia – a televisão, o rádio e os jornais – e de criar uma sólida rede de de seguidores online das suas companhias por meio do Twitter, do Google+, do Facebook e de novos aplicativos como o Path e o Klout. Isso significa que a maioria das novas empresas pode ser criada com orçamentos de marketing menores, e que os empreendedores têm condições de atingir novos mercados com mais rapidez. E isso significa também que as companhias de sucesso precisam defender as suas posições de liderança, já que os produtos delas podem perder popularidade no mercado tão rapidamente quanto viraram moda.

Mas, durante a entrevista de rádio, eu me vi argumentando que, embora o mundo possa estar mudando rapidamente, os passos necessários para a criação de um bom negócio continuam sendo os mesmos. As cinco diretrizes simples que nós seguimos ao criarmos a nossa revista e, a seguir, a Virgin Music, continuam tão válidas e úteis hoje quanto eram no final da década de sessenta e início da década de setenta.

1. Se você não gosta de determinada atividade, não se meta com ela. É fundamental que você goste do que faz.

2. Seja inovador: crie algo diferente e que irá se destacar.

3. Os seus funcionários são o seu melhor patrimônio. Funcionários satisfeitos geram clientes satisfeitos.

4. Lidere escutando: obtenha feedback dos seus empregados e clientes regularmente.

5. Seja visível: faça marketing da sua companhia e das ofertas dela colocando-se como um representante graduado diante das câmeras.

A Virgin Media criou o seu programa Pioneers a fim de promover aspirantes a empresários e ajudá-los a criar redes de contatos. Um dos nossos mais conhecidos pioneiros é Jamal Edwards, o fundador da SB.TV, um canal de música online e de informações sobre estilo de vida, cujo modelo de negócios e cuja companhia me fazem lembrar da Virgin na sua fase inicial.

Quando Edwards começou, a companhia dele consistia apenas dele e da sua câmera. Ele começou publicando na Internet vídeos de apresentações de rap para os seus seguidores. Edwards fazia aquilo de que gostava, e em breve ele obteve um conjunto de seguidores fervorosos dos seus vídeos iniciais apaixonados, inovativos e autênticos sobre eventos musicais.

Assim que criaram uma marca e obtiveram um grupo de seguidores, Edward e a sua equipe ampliaram o raio de alcance da SB.TV para mais áreas, incluindo música e estilo de vida, mercadorias, roupas e até mesmo uma gravadora. Marcas tradicionais como a Puma e a Nando's (uma rede de lanchonetes) passaram a contactá-lo, desejosas de discutir acordos e contratos.

Edwards também determinou o seu sucesso ao identificar talentos. Em 2010, um compositor e cantor em dificuldades enviou um vídeo para a SB.TV que foi aceito e publicado no canal da companhia no YouTube. O número de visitas foi crescendo e o rapper, chamado Example, ofereceu ao jovem e desconhecido cantor a oportunidade de acompanhá-lo em uma série de shows. O cantor desconhecido era nada mais nada menos do que Ed Sheeran, cuja carreira foi efetivamente lançada pela SB.TV.

Edwards continua muito ocupado e muito visível, promovendo a SB.TV e a si próprio sempre que pode – no seu website, na parceria com o Google Chrome e na mídia, ele conta a história da sua companhia e dos seus sonhos e sucessos, disseminando a sua mensagem. E ele sabe que um bom negócio depende de apoiar a equipe de funcionários e ser um bom ouvinte. Apesar dos seus sucessos iniciais, ele continua com os pés no chão, sempre disposto a ouvir e investindo constantemente em novos projetos empresariais.

Se você tiver a ideia certa e executá-la de forma apropriada, a data de lançamento da sua empresa não tem importância. Embora o ambiente empresarial tenha mudado, as regras básicas continuam sendo as mesmas. Em vez de cultivar uma nostalgia em relação a como as coisas eram no passado, abrace as novas oportunidades e desafios que estão disponíveis para você no presente.

(*) O megaempresário inglês é criador do grupo Virgin, que tem 200 companhias em mais de 30 países, incluindo a empresa aérea de baixo custo de mesmo nome

sábado, 14 de julho de 2012

Brasileiro no exterior deve estar consciente que representa o país



SÃO PAULO - Entre os inúmeros resultados positivos que o fortalecimento e o equilíbrio da economia brasileira têm proporcionado, um deles é o maior acesso de uma classe emergente ao universo do turismo. É hoje bastante comum encontrar, tanto nos voos domésticos como internacionais, uma presença constante de brasileiros que estão realizando sua primeira viagem aérea. O mesmo também vem acontecendo nos navios que realizam cruzeiros pela costa brasileira ou até naqueles que se dirigem à Europa e a outros países da América Latina.

Essa ampliação do acesso de mais brasileiros a um universo que poucos anos atrás era quase exclusivo de uma classe mais privilegiada merece reconhecimento. Sabemos que o comportamento de um turista, independentemente da sua nacionalidade, é muito distinto quando está em grupo e quando viaja sozinho (ou com acompanhante). A orientação para toda pessoa que viaja ao exterior envolve dois aspectos distintos, mas ao mesmo tempo complementares.

Primeiro, é importante desenvolver a capacidade de observar, entender e apreciar os novos lugares visitados. Isso envolve diversos sentidos como visão, audição, olfato e degustação — além de um interesse genuíno pela história, cultura e formas de vida do país visitado. Quando fiz minha primeira viagem ao exterior, para trabalhar em um projeto da Unesco, no México, recebi o seguinte conselho: “Nunca compare os ideais da sua cultura com a realidade da cultura alheia.”

Isso é muito comum entre turistas, profissionais que vão trabalhar no exterior ou imigrantes. Distantes do país de origem, temos a tendência a idealizá-lo, lembrando apenas as virtudes e esquecendo os seus problemas. Assim, fazemos comparações que serão injustas com o lugar onde estamos naquele momento.

O segundo aspecto se refere aos efeitos que as condutas do viajante, quando no exterior, provocam nos seus interlocutores. Todas as suas manifestações serão, inevitavelmente, associadas e transferidas para a imagem que ele mesmo constrói do seu país de origem. Por essa razão, cada brasileiro, ao viajar para o exterior, deve ter consciência que ele é um representante do Brasil, o tempo todo.

Isto se aplica aos turistas que saem para Miami, Buenos Aires, Nova York ou Las Vegas, por exemplo, com uma lista de compras e lugares para se divertir, quanto para aqueles que partem para a Europa, Ásia, Oceania ou África na tentativa de conhecer outras culturas. Além, é claro, dos que vão exercer qualquer atividade profissional em qualquer parte do mundo.

Seria importante se algum órgão governamental, associado à iniciativa privada dos operadores, agentes de viagens e companhias aéreas, iniciasse uma campanha de orientação ao viajante destacando sua importância como embaixador do Brasil no exterior. Iniciativas desta natureza podem contribuir para reforçar a imagem e interesse pelo Brasil tanto de turistas como investidores estrangeiros.

Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho da höft consultoria – transição de gerações. Atua como consultor e palestrante no Brasil e no exterior. É articulista e autor de 16 livros sobre empresas familiares, sociedades empresariais e qualidade de vida. Cursou filosofia na Faculdade Anglicana de Teologia, em São Paulo. Trabalhou por sete anos em projetos de desenvolvimento comunitário da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) no México e no Peru. Coordenou a área de recursos humanos nas empresas Kibon, DOW Química e Villares.