quarta-feira, 27 de junho de 2012

Professores, sem comentários.



 

A mordida de Lula



A promessa de "morder a canela dos adversários" em defesa de Fernando Haddad, feita por Lula, é vista pelos tucanos como isca para levar José Serra a "nacionalizar" a eleição paulistana, alimentando a desconfiança de que pode deixar o cargo, caso eleito, para disputar a Presidência. Tal estratégia liberaria ainda o candidato petista dos ataques mais duros ao rival e facilitaria sua inserção entre os chamados "azuis" -eleitores do centro expandido da capital, mais conservador.

Efeito colateral Embora enxerguem potencial inflamável na provocação, correligionários de Serra acreditam que o tom mais beligerante do PT pode reacender sentimento anti-Lula adormecido em parcela do eleitorado de São Paulo após a aprovação recorde de seu mandato.

Tô fora FHC e Sérgio Guerra driblaram a polêmica acerca da chapa "puro-sangue" em São Paulo. Ao contrário dos dirigentes municipais e estaduais do PSDB, que advogam a vaga de vice para um tucano, ambos delegam a escolha a Serra.

Pró-forma Indiferente ao acordo com o PC do B que instalará hoje Nádia Campeão na chapa de Haddad, ala do PSB paulistano apresentará protocolarmente Keiko Ota como opção para vice. A ideia é dar uma satisfação para queixa interna de falta de espaço na coalizão.

Cereja O golpe final para distanciar Eduardo Campos do PT pode estar por vir: o governador negocia a adesão do PSDB ao chapão em apoio a seu candidato em Recife (PE), Geraldo Júlio.

Painel

VERA MAGALHÃES - painel@uol.com.br

Logo abandona o barco



Vamos tratar, nesta coluna, de um assunto triste e assustador. Triste porque reduz a fundamental e necessária respeitabilidade do Legislativo, do qual se espera: 1) a aprovação de Orçamentos apropriados para estimular o desenvolvimento social e econômico do país; 2) a fiscalização rigorosa de sua execução.

Assustador porque revela o descuido com que o Executivo acompanha o trânsito das medidas propostas no Congresso que podem comprometer o equilíbrio fiscal e que, de "mansinho", vão atravessando as comissões até se tornarem sérios problemas de plenário -cujo controle vai exigir um enorme esforço da maioria governamental e que sempre termina em onerosas concessões segundo o axioma moral do Legislativo: "Quem senta à mesa, tem que negociar".

A Comissão Especial da Câmara aprovou uma misteriosa proposta de emenda constitucional que, praticamente, destitui o Poder Executivo. Termina com os tetos salariais e os controles que limitam o aumento indiscriminado da remuneração do funcionalismo público. Completa, assim, a grande missão dos sindicatos do setor em Brasília: de servidores do público, pretendem ser servidos pelo público!

Um amigo que conhece como funciona o Congresso me afirmou que tal "barbeiragem" da assessoria legislativa do Executivo não coloca em risco, de fato, o equilíbrio fiscal. É apenas uma mensagem, provavelmente eivada de irregularidades regimentais. Foi aprovada enquanto todos estavam voltados para a Rio+20 e às vésperas das festividades de São João, que pretere todos os outros compromissos.

Nenhum membro da maioria esteve presente para pedir "verificação de votos". Um bom assunto para a imprensa seria divulgar a ata da reunião da Comissão Especial para que toda a nação tome conhecimento dos argumentos dos espertos fautores para si mesmos, por intermédio do funcionalismo, à custa dos bolsos dos seus próprios eleitores!

Tomado de surpresa, o Executivo vai agora se organizar para repelir a absurda proposição que, se aprovada, nos levaria à situação de completo desequilíbrio fiscal, com consequências imediatas: uma elevação do "risco Brasil", um aumento da taxa de juros real, um aumento do custo da dívida pública interna e externa, além de desestabilizar as "expectativas" inflacionárias. Tudo aquilo que tentamos corrigir nos últimos anos.

A proposta é lenha para a fogueira que está sendo armada pelo sindicalismo encastelado em Brasília: uma reivindicação generalizada de exagerados aumentos salariais. O funcionalismo e suas viúvas precisam ser adequadamente remunerados, mas é claro também que os recursos para atendê-los têm seus limites nos bolsos dos eleitores...

ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.

contatodelfimnetto@terra.com.br

terça-feira, 26 de junho de 2012

Diretor paraguaio de Itaipu quer deixar de vender excedente ao Brasil



SÃO PAULO - O novo diretor paraguaio da hidrelétrica de Itaipu, Franklin Romañach, afirmou hoje que quer deixar de vender ao Brasil a energia excedente gerada pela usina, publicou o “Jornal da Energia”. Segundo Romañach, mesmo que o país deixe de lucrar, é preferível “destinar o uso total desta energia ao próprio Paraguai, para comandar o avanço da indústria e do emprego”.

Romañach foi nomeado por Federico Franco, que assumiu a presidência do Paraguai após Fernando Lugo ter sido destituído do poder pelo Congresso, na sexta-feira.

Com 20 unidades geradoras e 14 mil Megawatts (MW) de potência instalada, Itaipu fornece 17% da energia consumida no Brasil e abastece 73% do consumo paraguaio. Cada país tem direito à metade da energia produzida na usina, mas o Paraguai historicamente consume apenas 10% do total. O restante é vendido com exclusividade ao Brasil, gerando receitas anuais de US$ 360 milhões ao Paraguai.

O ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que o governo não está preocupado com nenhum desdobramento relacionado à hidrelétrica. “Não há nenhuma retaliação. A venda da energia é regida por tratado”, afirmou.

Lobão explicou que se, por algum motivo houver alterações no contrato entre ambos os países, as modificações teriam que passar tanto pelo Congresso brasileiro quanto pelo paraguaio.

Além disso, a venda da parte excedente de energia do Paraguai, gerada por Itaipu, para outros países é inviável atualmente. Segundo o ministro, o país vizinho não dispõe de linha de transmissão para entrega de energia a outras nações e também não tem “compradores”, já que, de acordo com o contrato, o excedente tem que ser vendido para o Brasil.

Inspirado no Parsifal 5.3.






EDMILSON x PRIANTE 
 Todas as 5 pesquisas registradas e publicadas sobre as eleições em Belém mostram Edmilson (PSOL) e Priante (PMDB) em 1º e 2º lugar, respectivamente. As diferenças percentuais de uma para outra pesquisa estão dentro das margens de erros apontadas, o que pode indicar uma tendência do eleitorado em levar os dois para o 2º turno. Que rolem as águas.


domingo, 24 de junho de 2012

As aparições de 'Inexorável da Silva'. Elio Gaspari.


Lula acha que pode tudo, conversa pouco, ouve menos e, daqui a pouco, encrencará a doutora Dilma

Atribuem ao filósofo húngaro Giorgy Lukacs a seguinte afirmação: "O erro de Stálin não foi ter assinado um acordo com Hitler, foi ter acreditado nele". Em 1939, Stálin aliou-se ao Reich e comeu um pedaço da Polônia. Dois anos depois, Hitler invadiu a Rússia, e o Guia Genial dos Povos, incrédulo, entrou em estado de catatonia.

Pensando bem, Stálin não acreditou no pacto (tanto que acelerou a produção de armas), acreditou em si. Desprezou pelo menos 80 avisos de que Hitler atacaria, inclusive dois deles com a data.

Lula cavalga uma desastrosa autoconfiança. Longe dos mecanismos do poder, com os movimentos e a oratória limitados, investiu-se de um desembaraço autocrático que, em seis meses, produziu três desastres:

1) Sem discutir os prós e contras da ideia, participou de uma cenografia para abrilhantar a adesão de Paulo Maluf à candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Humilhou Luiza Erundina e detonou a chapa petista, levando os companheiros a catar vice até no falecido movimento "Cansei", teoricamente destinado a combater a corrupção. (A ex-prefeita aceitava o apoio de Maluf, desde que não houvesse espetáculos como o do jardim do palacete da rua Costa Rica. O mesmo se pode dizer do tucanato, que buscava intermediações para negociar com Maluf.)

2) Sem ouvir os interessados, meteu-se num périplo, catituando junto a ministros do Supremo a postergação do julgamento do mensalão. Foi detonado pela exposição da manobra.

3) Impôs ao PT uma aliança com o prefeito Gilberto Kassab, atropelando a senadora Marta Suplicy, que não queria "acordar de mãos dadas" com seu adversário. Dias depois, Lula acordou sozinho e viu Kassab abraçado ao PSDB.

Deixando-se de lado o conteúdo das decisões (o que não é pouca coisa), cometeu três erros. Chutou três vezes e três vezes marcou contra o próprio gol.

A doutora Dilma acha que a crise financeira mundial é influenciada pelo fator "Inexorável da Silveira". Seu governo terá que lidar com outro fator, o do "Inexorável da Silva". Por enquanto, ele restringiu-se à casa de louças petista, mas o perigo é que vá além, encrencando o governo.

Os "inexoráveis" acham que podem tudo.

Rio + 20

A Rio+20 chega ao fim contrariando até mesmo o slogan da ONU: "O futuro que queremos". 

Sem nem debater o futuro, governantes e burocratas se omitiram também sobre o presente e o passado.

sábado, 23 de junho de 2012

O nosso Banco, o Banco da gente.

Em publicidade o banco leva seu nome, mas na verdade está cada vez mais longe de você. O cliente que desejar registrar qualquer reclamação no Banco do Brasil tem que ter uma senha cadastrada de 4 números "para sua segurança". 

Também "para a segurança do cliente" a conta paga no mesmo dia emite o recibo como agendamento. Para "proteger o cliente" há limite acumulado de saque para sábado, domingo e segunda feira. Toda reclamação só pode ser feita por telefone. Antes, no próprio portal o que era feito por escrito, dava ao reclamante a chance de provar o contato. Com as mudanças no SAC essa possibilidade não existe mais. Com essa estratégia as estatísticas devem estar favoráveis ao banco, mascarando a verdade.

Alô, alô!

 
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RIO + 20 Exposição no Forte Copacabana. Faltam políticas para valorizar a biodiversidade

 
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Rio + 20. O evento não era de todo ruim

 
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Rio + 20 - de donde nada se espera é daí que não sai nada.

 
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Mais da Rio + 20

 
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Rescaldo da Rio + 20

 
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

O futuro que queremos e a fantasia de Dilma

A Presidente Dilma na Rio + 20
O discurso que a presidente Dilma Rousseff fez hoje na Rio+20 reflete uma visão divorciada da realidade. Enquanto ela falava sobre “coragem”, “ambição”, “responsabilidade” e “urgência”, o documento aprovado ontem pelos mais de 190 países representados na conferência está vazio de metas, compromissos e ações.

Ela encerrou seu discurso dizendo que “as futuras gerações aguardam nossas decisões”. Após esta conferência, elas terão provavelmente de esperar ainda mais. Esse processo foi criado para uma nova negociação começar em 2015 – e o planeta, que já vive consequências das mudanças climáticas, ameaça à biodiversidade e sob desigualdade crescente entre os povos, não pode esperar mais.


Ela celebrou a redução do desmatamento que a lei brasileira permite, esquecendo que o novo Código Florestal – aprovado em sua administração - promove anistia a criminosos ambientais e a destruição de nossas florestas. Ela exaltou a matriz energética limpa do Brasil, enquanto o Plano Decenal de Energia direciona investimentos do setor para o pré-sal, carvão, nuclear e megahidrelétricas na Amazônia – a despeito do enorme potencial de vento e Sol disponível no país.

O divórcio entre a visão de Dilma e o que aconteceu na conferência se refletiu inclusive na fala do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. Ele abriu seu discurso reconhecendo que os esforcos dos países não responderam aos principais desafios da Rio+20.

Quando aquela que deveria indicar a direção para o futuro que queremos admite, em sua fala, que considera como grande vitória da Rio+20 não retroceder as decisões tomadas 20 anos atrás, ela está olhando para o passado, e não para o futuro. Como disse Ban Ki-Moon, estamos correndo contra o tempo.

A dois dias do fim da conferência, não é hora de discursos vazios. Se ela deseja tornar seu discurso verdadeiro, é hora de agir com responsabilidade, urgência, coragem e ambição.

Erundina sai e agrava crise na campanha de Haddad

Deputada Luiza Erundina (PSB) em ato em que foi anunciada aliança com Haddad (PT)

Ex-prefeita abandona vice em protesto contra aliança do PT com Maluf

PSB aceita saída e se mantém na coligação; pré-candidato defende união com PP e ouve cobrança de militante.


Um dia depois da feijoada que selou o apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP), o pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, perdeu a sua vice. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), 77, abandonou ontem a chapa em protesto contra a aliança com o ex-rival.

A decisão agrava a crise na campanha petista, que passou a enfrentar cobranças de sua própria militância e terá que correr em busca de um substituto para a ex-prefeita.

Em reunião com a cúpula do PSB em Brasília, Erundina disse que não aceitava a ligação com Maluf, a quem acusou de corrupto e aliado da ditadura militar.

Ela reclamou das fotos do ex-prefeito ao lado de Haddad e do ex-presidente Lula, que articulou o acordo para ampliar o tempo de TV de seu afilhado em 1min35s.

Lula e o presidente do PSB, Eduardo Campos, deram aval ao rompimento. Disseram a aliados que a permanência da vice causaria mais problemas a Haddad que sua saída.

"Se ela permanecesse, seria crise todo dia. Ela seria sempre questionada sobre a presença de Maluf. Seria um ponto permanente de instabilidade", afirmou Campos.

A ex-prefeita disse ao portal G1 que deixa a chapa, mas vai "continuar apoiando a candidatura" de Haddad.

O petista acompanhou o encontro à distância e soube do desfecho por telefone. Ele lamentou a saída de Erundina, mas disse que ela já sabia da negociação com Maluf ao ser anunciada como sua candidata a vice, na sexta-feira.

"Estou muito confortável com o telefonema do Eduardo [Campos], embora lamente a decisão da companheira Erundina", afirmou Haddad. "Eu não gostei. Gostaria que ela permanecesse."

Ele disse não se arrepender da aliança com o ex-prefeito e repetiu o argumento de que o PP integra a base de apoio ao governo Dilma Rousseff.

"Como um partido que apoia o governo federal pode não servir para nos apoiar no plano municipal? Não faz o menor sentido do ponto da democracia moderna."

Antes de se reunir com Erundina, Campos consultou Haddad sobre a hipótese de retirar a indicação da vice. O petista disse que desejava a permanência dela e pediu ao aliado que a convencesse de aceitar o acordo com o PP.

A ex-prefeita ficou irredutível e reconheceu que sua permanência causaria novos problemas à campanha.

Haddad disse não ter um "plano B" para substituir a socialista. Só descartou um vice do PP de Maluf. À noite, eram cotados o advogado Pedro Dallari e a deputada Keiko Ota, ambos do PSB. Corria por fora o ex-jogador Marcelinho Carioca, suplente de deputado pela sigla.

O PC do B, que indicou a deputada estadual Leci Brandão, será consultado.

O vereador Juscelino Gadelha (PSB) lamentou a saída de Erundina, mas disse que a posição dela foi minoritária no partido. "Vamos fazer campanha com o Maluf, sem problema nenhum."

(BERNARDO MELLO FRANCO, DIÓGENES CAMPANHA, MÁRCIO FALCÃO E CATIA SEABRA)

Greves continuam, mas o governo cancela as reuniões



SÃO PAULO - O Ministério do Planejamento não cumpriu o acordo de se reunir com o movimento grevista ontem e apresentar o escopo de um novo projeto de reestruturação da carreira dos professores das universidades federais. Por conta disso, a paralisação, que completou um mês no fim de semana e paralisa a atividade de 55 instituições, continua por tempo indeterminado, de acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes).

A presidente do Andes, Marina Barbosa, informou que o secretário Nacional de Relações Trabalhistas, Sérgio Mendonça, argumentou que em função da Rio+20 e do encontro do G-20 no México não foi possível elaborar um documento nem reunir representantes de diferentes áreas do governo federal, como o Ministério da Fazenda. Uma nova reunião será marcada na semana que vem, mas não especificou uma data, segundo confirmou a assessoria de imprensa da secretaria.

Marina disse que a atitude do governo pode gerar "reação negativa" na base da categoria. "Mais uma vez o governo não cumpre os prazos por ele mesmo anunciados, a reunião do Comando Nacional de Greve irá avaliar o quadro e definir seus passos nacionais. Aguardamos agora a convocação da próxima reunião. A responsabilidade está com o governo”, disse.

Na manhã de hoje, professores grevistas organizaram manifestação em frente à sede do Ministério do Planejamento, em Brasília.

Os professores federais reivindicam aprovação da reestruturação do plano de carreira da categoria e a melhoria das condições de trabalho nas novas universidades federais inauguradas durante o governo Lula.

(Luciano Máximo | Valor)

Dilma resiste às pressões e não recebe presidente do Irã


RIO - A presidente Dilma Rousseff contrariou os pedidos da delegação iraniana e decidiu não receber o colega Mahmoud Ahmadinejad em nenhuma reunião bilateral, à margem da Rio+20. Dilma recebeu quase 60 pedidos de reuniões paralelas com chefes de Estado, mas decidiu concentrar sua agenda em dez encontros.

Conforme ressaltaram auxiliares da presidente, encontrar-se com Ahmadinejad no Rio desviaria a atenção dos assuntos discutidos na conferência e poderia criar uma "agenda negativa". Além disso, funcionários do Palácio do Planalto e do Itamaraty ressaltam que um encontro com o presidente do Irã exige "tempo" e "atenção máxima" com palavras e declarações, o que era impossível de conciliar com a programação de Dilma no Rio.

Sem o encontro com Ahmadinejad, já totalmente descartado, Dilma concentrará sua agenda em dois encontros bilaterais. Em termos políticos, a prioridade é o café da manhã marcado para amanhã com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, com quem ela tem uma relação descontraída e de bastante confiança. No encontro, Dilma pretende ouvir o diagnóstico da Turquia sobre a situação no Oriente Médio, em especial da Síria. O Irã e o Egito também preocupam a presidente.

Em termos econômicos, o foco estará na conversa com o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, também prevista para amanhã. A intenção de Dilma é avançar, com ele, nas discussões iniciadas no G-20 sobre um possível swap cambial entre os cinco países dos Brics. Embora seja uma iniciativa comum, Brasil e China lideram as discussões.

Os demais encontros de Dilma, amanhã, serão com os chefes de Estado da Austrália, da Dinamarca, de El Salvador e da Nicarágua. À noite, ela terá um jantar com os líderes da União Africana, do qual também participarão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Nesse caso, as expectativas são baixas no Palácio do Planalto, que considera o encontro um jantar de "manutenção das boas relações" criadas entre a África e o Brasil no governo Lula.

Hoje, Dilma almoçou com o presidente da França, François Hollande, e tem encontros previstos com os chefes de Estado do Senegal e da Nigéria, totalizando dez reuniões bilaterais durante a Rio+20.

(Daniel Rittner | Valor)

domingo, 17 de junho de 2012

O PT enloqueceu, mas foi honesto, mostrou a cara


 
Marta Suplicy critica negociação entre PT e partido de Maluf - E não era para criticar?, devia ficar calada?, engolir em seco?, quando estava com mais de 35% das preferências?.

Comentário deste blog

A articulação eleitoral LULA não tem sido para construir uma alternativa de um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o Brasil. Os compromissos assumidos são apenas olhando sua própria situação e umbigo, para não perder o poder que exerce, detrás do trono. 

A divisão da Presidência da República é muito clara, só não entende quem não quer, até um estagiário pode explicar muito simplesmente o enredo do núcleo duro do Governo Lula/Dilma. Dilma governa, mas não manda. Ela segue sendo uma técnica, que exerce com toda a capacidade que pode seu mandato. Nunca pode esquecer-se de se referir ao Presidente Lula como Presidente do Brasil, assim que alguém da imprensa ou da oposição ousa criticá-lo, pobre dele, vira saco de pancadas. A Casa Civil se encarrega de construir e desconstruir, uma resposta e a imagem, do louco que criticou o Presidente Lula. Quem fale mal do Lula será grado e se submetido a leitura labial para demonstrar que mentiu.

Agora veja a palavra da Martha Suplicy.(ela sabe que seus 30-35% são praticamente dela, pouco disso será transfeirdo para o Ministro de Educação do ENEM. 

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) criticou as negociações entre seu partido e o PP do deputado Paulo Maluf. Segundo ela, a aliança com o pepista na eleição seria um "pesadelo" maior do que ter respaldo do PSD de Gilberto Kassab, cogitado antes de José Serra virar candidato dos tucanos e ganhar apoio do prefeito.


'Cada um faz as suas alianças', diz José Serra

"Acho que seria pesadelo com Kassab, imagine agora com o Maluf", disse Marta, sentada na primeira fila do desfile do estilista Samuel Cirnansck na São Paulo Fashion Week, neste sábado.

Preterida pelo PT, que preferiu lançar um neófito em eleições, Fernando Haddad, à Prefeitura de São Paulo, Marta resiste a apoiá-lo na campanha. Tem faltado sistematicamente a atos realizados para promover o petista. Já chegou a declarar que "não basta o novo" para que o PT volte à prefeitura, em evento com a presença do ex-presidente Lula e do próprio Haddad.

Uma aliança com Maluf significa que Marta sepultará de vez qualquer chance de endossar a campanha de Haddad no futuro? ""Nã-nã-ni-nã-não", disse ela "Eu não disse isso."

ERUNDINA

Ela disse "ter muito respeito" pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), escolhida como vice de Haddad. Marta, contudo, criticou-a por ter comparado a eleição de São Paulo à luta de classes.

Questionada se Erundina já a procurou, a senadora aconselhou a pré-candidata a vice a "dar os braços para Haddad" e sair em campanha com ele.

Nesta semana, Erundina disse que ia procurar Marta pessoalmente, "porque somos amigas e precisamos estar juntas nessa tarefa histórica".

Folha de São Paulo.
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DA COLUNA MÔNICA BERGAMO 

sábado, 16 de junho de 2012

Espectáculo teremos, mas não do crescimento

Índice do BC reforça receio de crescimento pífio do PIB neste ano

A economia brasileira precisará ter um desempenho excepcional nos dois últimos trimestres do ano para que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB (soma das riquezas produzidas no país) consiga chegar em 2012 pelo menos perto dos 4% esperados pelo governo. Ontem, o Banco Central divulgou a variação do IBC-Br de abril — um indicador que serve como uma espécie de antecipação do PIB. O crescimento foi somente de 0,22% em relação a março. Os economistas correram para fazer as contas e chegaram à conclusão que um resultado tão tímido aponta para uma expansão econômica de apenas 0,50% no segundo trimestre
e inferior a 2% no ano.

Pelo indicador do BC, em 12 meses a variação da atividade está em apenas 1,55%. No primeiro quadrimestre, a alta em relação ao mesmo período do ano passado foi de mero 0,35%. E em abril, com o enfraquecimento da atividade econômica, o IBC-Br teve uma contração de 0,02% na comparação com abril de 2011. Foi a primeira queda nessa base de comparação desde setembro de 2009, quando o banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers quebrou, agravando a crise financeira global. Naquela ocasião, o IBC-Br recuou 1,79% em relação a setembro de 2008.

 Vânia Cristino
 

Dilma Rousseff se prepara para o pior com agravamento da crise na Europa


Publicação: 16/06/2012 10:04 Atualização: O otimismo com que tenta convencer o eleitorado de que o Brasil está superando os estragos provocados pela crise global desapareceu ontem das palavras da presidente Dilma Rousseff, durante encontro com governadores e vice-governadores de 26 estados e do Distrito Federal. Ela traçou um quadro sombrio para o mundo, diante da gravidade da situação na Europa. “Com o aproximar da eleição na Grécia, eu diria aos senhores que a luz no fim do túnel não está acesa. Estamos todos de olho naquilo que pode ser o pior: o período pós-eleitoral da Grécia”, disse. Em meio a um silêncio perturbador, ouviu-se a voz do ministro da Fazenda, Guido Mantega: “Se me permite, presidente, há, sim, luz no fim do túnel. Só que é uma locomotiva vindo em sentido contrário”.

Leia mais notícias em Economia

O diálogo deixou claro o quanto o governo está preocupado com os impactos da crise sobre as economias emergentes, grupo que inclui o Brasil. O país praticamente parou nos primeiros quatro meses deste ano e são pequenas as chances de uma retomada forte no segundo semestre. O crescimento anual deve ficar próximo de 2%. Ciente desse quadro, a presidente pediu união aos presentes no Palácio do Planalto. E, para convencê-los de que o momento é de agir, anunciou uma linha de R$ 20 bilhões para os estados, dinheiro que será liberado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). A meta é ampliar os investimentos em infraestrutura e dar um sinal à arredia iniciativa privada de que não há riscos para se tirar projetos da gaveta. O aumento da produção é vital para a atividade sair do atoleiro. O prazo para a contratação da linha de financiamento termina em 31 de janeiro de 2013, prazo considerado curto pelos governadores.


Correio Braziliense. 
Rosana Hessel, Vera Batista, Denise Rothenburg 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Rio + 20






Como parte do Projeto Diálogos União Europeia - Brasil sobre a implementação do Protocolo de Nagoia temos o prazer de convidá-lo para a Oficina Internacional, na Rio + 20:

“ Diálogo sobre o Protocolo de Nagoia”

Temas das Palestras:

O Governo e a Gestão do Acesso e a Repartição de Benefícios no Brasil
Representante do Ministério do Meio Ambiente

Acesso e Repartição de Benefícios sob a perspectiva da União Europeia
Representante da União Europeia

Uma perspectiva das Comunidades Locais e Tradicionais sobre Acesso e Repartição de Benefícios
Representante da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais – CNPCT

Comércio Ético e a Perspectiva das Empresas sobre Acesso e Repartição de Benefícios
Representante do Setor Privado

Pesquisa Básica, Bioprospecção e a Comunidade Científica diante do Acesso e Repartição de Benefícios
Representante da Comunidade Acadêmica

O Seminário ocorrerá no dia 17 de junho, das 13:00 às 15:00 horas, no Auditório do Comitê Nacional Organizador (CNO), Parque dos Atletas, Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ.

QUEM DIRIA, COLEGA. A história se repete, como mínimo duas vezes, a primeira como drama e a segunda como farsa





BNDES já liberou R$ 89,3 milhões para o Fundo Amazônia

http://www.agenciacti.com.br/images/stories/2012/junho/0605_01.jpg 

Projetos voltados para conservação e uso sustentável das florestas já receberam do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recursos da ordem de R$ 89,3



milhões. Os investimentos foram realizados por meio do Fundo Amazônia, criado em 2008.

Até hoje, já foram aprovadas 30 propostas pelo instrumento. Os investimentos totais alcançam R$ 500 milhões e R$ 303 milhões em financiamentos do banco, gestor do fundo. Do total de projetos aprovados, 21 estão contratados, atingindo valor de R$ 440,6 milhões em investimentos e R$ 260 milhões em financiamentos.

Trata-se do maior fundo do BNDES ligado ao meio ambiente. Além de projetos diretamente ligados à preservação do meio ambiente, são financiadas entidades que apresentem projetos estruturantes para geração de renda e novos padrões de desenvolvimento. O incentivo à agricultura orgânica é um dos campos incentivados.

(Com informações da Agência Brasil)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Apesar do apoio de sindicados e estudantes chapa branca, o Governo Federal pede tregua. A greve ganha força.


 Governo pede trégua e professores das federais negam


Docentes continuarão parados até o dia 19, quando haverá nova reunião para discutir o plano de carreira.

Os professores das universidades federais negaram o pedido do governo de suspender a greve por 20 dias. A proposta foi feita em reunião na noite desta terça-feira (12), no Ministério do Planejamento. Os docentes continuarão parados pelo menos até o próximo dia 19, quando haverá nova rodada de negociações com a alta cúpula da pasta.


No encontro de ontem, em Brasília, o governo sugeriu que a carreira dos docentes tenha como base a dos servidores da área de ciência e tecnologia e pediu a trégua para trabalhar no projeto. A reunião ocorreu após 25 dias de uma paralisação que cresce a cada dia. O movimento ganhou novo fôlego com a adesão dos professores das universidades federais do Ceará e da Integração Luso-Afro-Brasileira. Já são 49 universidades federais em greve, de um total de 59, três institutos e um centro de ensino tecnológico.


A greve é vista como sem justificativa no Ministério da Educação (MEC). A categoria recebeu aumento salarial de 4%. O ministro Aloizio Mercadante argumenta que há prazo legal para que essa negociação seja concluída, já que o orçamento de 2013, que irá custear as mudanças, só será fechado em 31 de agosto.


Apesar disso, o governo está atento ao movimento. O Palácio do Planalto teme que a greve dos professores se espalhe por todo o funcionalismo público e abra uma crise em ano de eleições. A ministra Miriam Belchior, que não participou do encontro de ontem, tem sido criticada pela falta de habilidade nas negociações com os docentes e com outra categoria que ameaçava cruzar os braços, os médicos.


Em razão da reunião em Brasília, professores e alunos das federais de São Paulo que estão de braços cruzados fizeram protesto em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), no centro. "Somos contra ao fato de a carreira ser debatida no Ministério do Planejamento e não na Educação, com esse conceito que olha só para o orçamento", afirma a vice-presidente da Associação dos Docentes da Federal de São Paulo (Adunifesp), Soraya Smaili. Quase mil pessoas participaram do protesto, segundo os organizadores. A UFABC também está em greve.

(O Estado de São Paulo)

Trabalho infantil ainda é real no Pará


VERGONHA:  Trabalho de crianças e adolescentes no Norte cresceu 3,48% em dez anos

"O Liberal" 

Veja a matéria completa no O Liberal clique Aqui


A verdadeira Rio + 20 começa aqui, no "Rio Xingu"


segunda-feira, 11 de junho de 2012

A VALE não paga?, então acabou a festa dos incentivos fiscais, herança do governo passado.


ARGENTINA / BRASIL

Antes de achincalhar a Argentina e sua política econômica, é bom dar uma olhada nas estatísticas do país nesses anos de crescimento chinês. Mesmo tendo permanecido praticamente fora do mercado financeiro internacional, a economia dobrou de tamanho em dez anos - o crescimento acumulado atingiu 102%, considerando-se uma expansão prevista de 3,5% neste ano.

Com isso, o índice de desemprego caiu para 6,6%, um dos mais baixos da América Latina. Puxado pela demanda interna, o nível de investimentos subiu para 25% do PIB, performance nada brilhante, mas muito distante dos míseros 10% dos tempos do "inferno".

Sem pagar dívidas externas e ajudada pelo boom dos preços das commodities, mas também por conta de seus avanços na produção agrícola, o país conseguiu seguidos superávits no balanço de pagamentos que somaram cerca de U$ 30 bilhões em dez anos.

Mas os problemas voltaram e se agravaram com os reflexos da crise europeia e a queda das commodities. Em 2011, pela primeira vez em quase uma década, o balanço de pagamentos apresentou déficit (de US$ 2,2 bilhões), tendência que se mantém em 2012. Sem poder contar com crédito internacional para financiar seus déficits, o país começa a fazer estripulias cambiais e comerciais, sem poupar seu grande parceiro, o Brasil. Na verdade, nunca deixou de fazê-las nesses anos todos, embora como menos assiduidade.

Nesse ponto, porém, convém observar no gráfico abaixo como se inverteram as linhas que mostram os saldos comerciais no relacionamento entre Brasil e Argentina. Desde o início do Mercosul, em 1995, até 2003, o Brasil teve déficits que, acumulados, atingiram quase US$ 10 bilhões. A partir de então, a tendência se inverteu e o Brasil passou contabilizar superávits que já somam US$ 30 bilhões.

A Argentina não é um parceiro qualquer. É especial, porque compra do Brasil quase exclusivamente produtos manufaturados. No ano passado, comprou US$ 20 bilhões, enquanto os Estados Unidos compraram apenas US$ 11 bilhões. Em dez anos, as vendas brasileiras de manufaturados para o mercado argentino somaram impressionantes US$ 111,6 bilhões.

Fica difícil, ao examinar esses números, sustentar a tese de que a Argentina deve ficar quietinha em seu canto, sem pedir mudanças nas estruturas que regulam o comércio com o Brasil. Seria muita arrogância, defeito que os brasileiros normalmente atribuem aos vizinhos do sul.

Até os empresários exportadores brasileiros já se movimentaram para tentar alterar essa situação. A Fiesp, em colaboração com industriais de Buenos Aires, fez recentemente um estudo envolvendo 38 produtos manufaturados que o governo argentino considera estratégicos para suas exportações. E constatou que o Brasil importa US$ 12 bilhões por ano desses produtos, mas apenas US$ 2 bilhões da Argentina. Ou seja, seria possível aumentar as compras brasileiras desses itens sem nenhum ônus para o superávit da balança comercial.

Há inúmeras críticas que podem ser feitas aos governos argentinos nas últimas décadas, ora pelo neoliberalismo exacerbado ora pelo peronismo que loteia o poder público. Nenhuma delas, entretanto, autoriza conclusões que subestimem a parceria do Mercosul.

Pedro Cafardo é editor-executivo do Valor. Sergio Leo, que escreve às segundas-feiras, está em férias.

E-mail: pedro.cafardo@valor.com.br

sábado, 9 de junho de 2012

Minha Caixa minha vida.


Caixa tem que fornecer informações claras


A Justiça Federal divulgou na noite desta sexta-feira (8) a determinação de que a Caixa Econômica Federal (CEF) esclareça aos consumidores durante o Feirão, que acontece em Belém até domingo (10), sobre a inexistência de garantia de financiamento pré-aprovado para todos os imóveis colocados à venda durante o evento. Caso o banco descumpra a decisão, a multa é de R$ 10 mil.

A decisão liminar foi da juíza da 2ª Vara Federal em Belém, Hind Ghassan Kayath. Segundo a decisão da juíza, caso necessário, a Caixa Econômica poderá ser intimada no local do evento, realizado no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

“Não basta que as empresas participantes do evento sejam instruídas acerca da informação a ser transmitida. Na condição de empresa pública organizadora do evento, a CEF também está obrigada a agir em prol dos interesses do consumidor, promovendo publicidade clara que forneça diretamente ao público a informação acerca da real situação de cada empreendimento”, ressaltou Kayath.

A ação que pediu a defesa dos direitos dos consumidores foi encaminhada à Justiça no último dia 21 pelo Ministério Público Federal (MPF). Assinada pelo procurador da República Bruno Araújo Soares Valente, a ação solicitou que a Caixa fosse obrigada a tomar essas providências em todos os feirões que realizar. A decisão liminar, no entanto, restringiu-se ao feirão em Belém. A ampliação dessa obrigação para todo o país será avaliada em decisão posterior, registra a decisão.

HISTÓRICO

O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal a pedido de famílias que se disseram enganadas. Em um feirão da Caixa em Belém, elas fizeram contratos de promessa de compra e venda com a Porto Rico Incorporadora de Imóveis para aquisição de unidades residenciais do empreendimento Vila Rica.

A promessa da construtora era de entregar os imóveis em 2010. Mas isso não ocorreu porque a empresa não atendeu todos os pré-requisitos para aprovação do financiamento pela Caixa. “A ré Caixa Econômica Federal realiza feirões com o seu nome, para venda de imóveis, sem, no entanto, garantir os empreendimentos”, criticou o procurador da República no texto da ação.

No final de 2011, o MPF encaminhou recomendação para que o banco regularizasse a propaganda dos feirões, mas a Caixa apenas limitou-se a dizer que “não tem gestão sobre as peças publicitárias, tampouco sobre o conteúdo divulgado”. (DOL, com informações do MPF)

“É bobagem isso tudo”


“É bobagem isso tudo”, diz Marta Suplicy sobre eventual saída do PT


BRASÍLIA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) rejeitou nesta quarta-feira a avaliação de seu afastamento progressivo da cúpula do PT e negou ter cogitado deixar a legenda. “É bobagem isso tudo. Não têm o que falar, então ficam inventando história”, disse a senadora ao ser questionada sobre uma eventual saída do PT.

Dizendo-se “tranquila”, a senadora evitou estender-se em comentários sobre a campanha do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo e suas relações com dirigentes do PT.

“Há o tempo para falar, há o tempo para silenciar. Eu estou onde sempre estive. Eu tenho que ficar quieta, me preservar”, disse.

Marta era aguardada no lançamento da pré-candidatura de Haddad no último sábado, mas não compareceu ao evento. E não deu explicações a correligionários e militantes.

Dois dias depois, Marta justificou a ausência por meio de nota por “impedimento de caráter privado”.

Integrantes do PT entenderam a ausência da senadora e ex-prefeita de São Paulo como uma demonstração de que Marta não pretende participar da campanha de Haddad. A senadora pretendia lançar-se à disputa municipal, mas foi pressionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a desistir.

A ausência também foi entendida por alguns petistas como uma afronta de Marta ao ex-presidente Lula.

(Bruno Peres/Valor)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Empresas dos EUA usam água salgada para extrair componente de bateria de carros elétricos


Carros elétricos ainda são caros demais (BBC)

Carros elétricos são uma opção para diminuir a poluição, mas ainda não são populares, pois a tecnologia para fabricação de baterias ainda não avançou.

As baterias atuais são pesadas, caras e não duram muito.

Mas, empresas do Vale do Silício na Califórnia podem mudar isso com água salgada.

Na falha de San Andreas, uma usina geotérmica usa água salgada quente para movimentar turbinas e se transformou em uma nova fonte de minerais como o lítio, um material chave para fabricar baterias melhores.
BBC/Brasil.


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'Aqueles que apostam na crise vão perder', afirma Dilma



A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (5), em discurso na cerimônia de comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que aqueles que apostam na crise, "como apostaram há quatro anos atrás, vão perder de novo".

Dilma afirmou que já está tomando as medidas necessárias para enfrentar a crise e disse que o governo possui um "arsenal de providências" que ainda poderão ser adotadas.

"Quem aposta na crise, como alguns apostaram há quatro anos atrás, vai perder de novo. Enfrentaremos novas dificuldades com transparência, sem esconder problemas. [...] Vamos continuar crescendo, incluindo, protegendo o meio ambiente. [...] As medidas necessárias estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas quando necessário", afirmou a presidente.

Ainda sobre o cenário econômico internacional, Dilma disse que a crise não pode servir de pretexto para que os governos deixem de lado ações de proteção ao meio ambiente.

"O que todos esperamos é que a crise mundial, gerada pelo excesso de ganância e pela falta de controle dos mercados, não seja um pretexto para uma vitória do excesso da ganância e da falta de controle sobre recursos naturais", disse a presidente.

MEDIDAS

Em maio, o governo lançou uma série de medidas para incentivar os setores automotivo e de bens de capital, além do consumo em geral. O pacote inclui redução de impostos, aumento de prazos de financiamentos e corte de juros.

Entre as medidas, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrado em todos os financiamentos para consumo caiu de 2,5% para 1,5%.

Outra medida foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 31 de agosto em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada do veículo. A renúncia fiscal é estimada em R$ 2,1 bilhões.
KELLY MATOS
DE BRASÍLIA

Folha.com

Serra conquista 4º aliado e isola ainda mais Haddad


Cortejado por praticamente todas as siglas que lançarão candidatos à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano, o PR anunciou ontem apoio à pré-candidatura do ex-governador do Estado José Serra (PSDB) e isolou ainda mais o candidato do PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, que ainda não tem nenhuma aliança formal. 


O PR também será mais um a pressionar os tucanos a abrirem a chapa de vereadores - o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, também reivindica a coligação proporcional.


Capacidade da indústria recua


Uso da capacidade da indústria cai para 81% em abril, diz CNI

SÃO PAULO - O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria brasileira caiu para 81% em abril, com ajuste sazonal, em relação aos 81,5% registrados em março, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A utilização era maior em abril de 2011, quando o setor operou com 82,4% de sua capacidade instalada.

O faturamento real da indústria cresceu 0,2% no período, ante março, feitos os ajustes sazonais, e subiu 2,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O emprego dessazonalizado diminuiu 0,60% em abril na comparação com março e teve contração de 0,40% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já o número de horas trabalhadas apresentou queda de 0,60% em abril ante março, com ajuste, e queda de 1,9% na comparação anual.

2012

No primeiro quadrimestre do ano, o faturamento real da indústria cresceu 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O emprego aumentou 0,2% e as horas trabalhadas cederam 1,1% na mesma base de comparação.

Caminhos opostos em um setor

A indústria de tecidos registrou o pior desempenho dentre todos os 19 setores da indústria de transformação no quesito horas trabalhadas: queda de 8,5% ante o mesmo mês de 2011.

Na outra ponta da cadeia, os fabricantes de vestuário registraram o melhor resultado entre os pesquisados pela CNI: avanço de 1,2% nas horas trabalhadas na comparação entre abril deste ano e abril do ano passado.

Mesmo com a forte queda nas horas trabalhadas, a indústria têxtil ampliou seu faturamento real em 8,3% na mesma comparação (abril de 2012 ante abril de 2011).

Mais curioso é o aumento do emprego formal - os empregados do segmento trabalharam menos em abril, mas os empresários ampliaram seu quadro de pessoal em 3,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Já os fabricantes de vestuário viram seu faturamento real saltar 8,9%, na mesma comparação, e o nível de emprego apenas 0,2%.

(João Villaverde | Valor)