| RD - Diário do Pará, 05/06/2012 |
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
terça-feira, 5 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Pobre nosso Pará, aqui temos 70% dos pesquisadores da Amazônia, mas quem fala pela Região e Manaus.
Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia
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Após
três dias de debates, representantes de todos os estados da Amazônia
Legal finalizaram documento que será encaminhado à presidente Dilma
Rousseff e apresentado na Rio+20.
De 30 de maio a 1º de junho, aconteceu em Manaus
(AM) o Fórum de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, no Salão Rio
Negro, em Manaus, Amazonas. Durante três dias, delegações de todos os
estados da Amazônia Legal discutiram as prioridades da região e qual
será o modelo de desenvolvimento econômico a ser defendido na
Conferência das Nações Unidas Rio+20, que acontece de 13 a 22 de junho,
no Rio de Janeiro. O objetivo principal era a construção da Carta da
Amazônia, que contém ações de desenvolvimento sustentável do Norte para
os próximos anos.
Em seu discurso na abertura do evento, o governador do Amazonas, Omar
Aziz, discursou sobre a inclusão do homem no processo de crescimento da
Amazônia, "somos favoráveis a preservação do meio ambiente, mas nesse
contexto há que se observar as dificuldades de viver na Amazônia, ver o
que nossos ribeirinhos e homens da floresta vivem e enfrentam. Posso
dizer que este Fórum é um dos maiores encontros já feitos para se
discutir a Amazônia. Na Rio+20 os países vêm discutir modelos de
desenvolvimento para o mundo, mas virão também discutir nossa região",
disse o governador.
No encontro, autoridades e estudiosos deram o tom de como pretendem
trabalhar o ideal de sustentabilidade na Amazônia. No primeiro dia de
debates, observou-se que há vontade de pesquisadores e políticos em
criar um modelo de desenvolvimento pensado pelos próprios amazônidas em
detrimento a modelos impostos por outros estudiosos fora do contexto
amazônico, "com a Carta da Amazônia queremos dizer ao mundo o que
entendemos por desenvolvimento sustentável. É fácil dizer o que é bom
para nós, mas desejamos mostrar o que queremos e pensamos", disse o
representante de secretarias de meio ambiente da Amazônia.
Outro palestrante foi o pesquisador Ennio Candotti, vice-presidente
da SBPC e diretor do Museu da Amazônia. Candotti ministrou palestra
sobre os problemas da Amazônia e apontou sugestões para enriquecer os
debates.
Falou ainda sobre o pequeno número de pesquisadores que há na
Amazônia e os poucos incentivos para a área de pesquisas na região,
"cerca de 70% das pesquisas na Amazônia são realizadas por estrangeiros,
temos que mudar este quadro valorizando nossos cursos de mestrado e
doutorado, minha sugestão é que o programa Ciência sem Fronteiras,
[programa de incentivo a ciência e pesquisa do governo federal] que
investe em 75 mil bolsas de estudos, transfira pelo menos 20 mil destas
bolsas para o desenvolvimento da Amazônia, em nossos estudantes da
região", relata.
O palestrante abordou temas delicados, como o crédito de carbono, na
qual chamou de colonialismo, ao ver que certos países possuem licença
para desmatar e produzir, bastando somente que consigam áreas em outras
regiões onde se preserve a floresta. Outro ponto foi quanto às águas na
Amazônia que, ao exemplo do petróleo, poderia gerar 'royalties' por onde
passasse, como a água que move turbinas e que irriga plantações.
Candotti frisou pela preservação do potencial amazônico e seus
microorganismos, onde a regeneração da floresta depende de fungos que
transformam folhas e madeiras em nutrientes. Outro ponto foi quanto à
falta de menção no novo Código Florestal as florestas alagadas que,
segundo o cientista, atinge uma área de 500 mil quilômetros quadrados na
Amazônia. No discurso final fez uma defesa das populações ribeirinhas,
povos indígenas e dos aqüíferos [reservatórios de águas subterrâneas] na
Amazônia.
Outra palestrante foi a pesquisadora Berta Becker. A professora deu
início a sua fala onde cita que há mudanças propostas pelo mundo entre o
conceito de desenvolvimento sustentável para o de sustentabilidade
global. Berta Becker fez críticas às exportações feitas na Amazônia
atualmente, "temos que terminar com este conceito de exportar em bruto,
temos que fortalecer nossas cadeias produtivas, isso melhorará nosso
modelo de desenvolvimento e nossa contribuição ao PIB nacional que é de
apenas 8%", disse.
Berta Becker expôs que este modelo de exploração da Amazônia está
mudando. "A exploração de nossas matérias primas está cedendo à
exploração das funções da natureza, por exemplo, o uso racional de nossa
estrutura para fins mais sustentáveis como o uso de energias
alternativas".
Também relatou sobre a transformação da Amazônia em uma fronteira de
imigrantes internacionais, "países como índia e o Haiti são exemplos
onde há pessoas vindas para trabalhar e viver na Amazônia", disse.
Carta da Amazônia - A ministra do Meio Ambiente,
Izabella Teixeira, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli
Salvatti, participaram do último dia do "Encontro de Desenvolvimento
Sustentável da Amazônia". Elas serão as responsáveis de encaminhar
pleitos dos governadores à presidente Dilma Rousseff.
Antes do pronunciamento no evento, as titulares se reuniram com as autoridades dos nove estados da Amazônia Brasileira para tratar sobre a "Carta da Amazônia", que integrará as discussões na Rio+20. Ideli Salvatti enfatizou a disposição dos governadores em criar um Conselho do Desenvolvimento Sustentável com participação dos governos federal e estaduais, sociedade civil e municípios para que o desenvolvimento com sustentabilidade possa acontecer na Amazônia. "A Amazônia tem um grande apelo mundial e por este motivo ela tem uma relevância neste evento. Por isso, o que os governadores fizeram preparando a carta, colocando as necessidades, os avanços e os pleitos são de fundamental importância nesse momento. Realço que na carta uma das principais deliberações é no sentido de avançar naquilo que será debatido na Rio+20, que é a governança para o desenvolvimento sustentável", disse Ideli Salvatti. A ministra assegurou que o documento formulado pelas autoridades da Amazônia Legal será encaminhado à presidente Dilma Rousseff. Além disso, as titulares irão articular uma audiência entre os governadores e a presidente. "A ideia é que esse encontro ocorra antes da Rio+20 para que todos esses pleitos, análises e a parceira entre os governadores da Amazônia e a presidenta possa se consolidar", concluiu Ideli Salvatti. Já Izabella Teixeira ressaltou que a região Amazônica irá se apresentar ao mundo depois de 20 anos com a menor taxa de desmatamento da história. "Houve avanços nas políticas de desenvolvimento regional e com uma convergência de políticas importantes em relação ao mundo sustentável. O próprio sentido da erradicação da pobreza, da economia verde e inclusiva que aposta nos melhores caminhos em termos de sustentabilidade, que traga crescimento econômico e social", declarou a ministra. Na análise da titular, dois pontos importantes integram as prioridades da 'Carta da Amazônia': o foco nas questões urbanas e os aspectos das inovações científicas e tecnológicas. "A proposta dos governadores é uma proposta muito concreta com um comitê que vai avaliar, reunir as prioridades e as questões de buscar os meios para implementação, não vai ser uma governança separada e sim única, mudando o modelo atual das Nações Unidas", explicou a ministra do Meio Ambiente. (JC com informações do Portal Bvnews e Portal G1) | |
domingo, 3 de junho de 2012
Tesoureiro de Dilma nega pedido de ajuda ao ex-diretor do Dnit
SÃO PAULO - O tesoureiro de campanha da presidente Dilma Rousseff, deputado federal José de Filippi (PT-SP), afirmou neste sábado que não precisava do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, para ter contato com as empresas que doaram para o PT em 2010.
Pagot acusou, em entrevista a revista “Isto É”, lideranças do PT e do PSDB de buscarem recursos para a campanha eleitoral no seu departamento, um dos que mais recebe verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o ex-diretor, Filippi teria pedido sua ajuda para arrecadar com as empreiteiras que prestavam serviços ao Dnit – do qual foi demitido em 2011 por Dilma, no escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes.
“O Pagot está magoado, mas não entendi as declarações dele. Já tive contato com os presidentes dessas empresas em 2006 [quando foi tesoureiro de campanha do ex-presidente Lula], então não precisava dele para fazer os contatos”, disse o deputado ao Valor. “Quem realmente conversou com algumas dessas empresas foi o [secretário de finanças do PT, João] Vaccari", completou.
Filippi afirmou que se encontrou três vezes com Pagot. A primeira, no comitê de campanha de Dilma, no começo do período eleitoral, quando ele foi apresentado por lideranças do PR e ofereceu três aviões do senador Blairo Maggi (PR-MT) para usar na eleição.
“Trocamos uns dez telefonemas sobre isso, mas não deu certo porque um avião estava no conserto, outro fez uma viagem à Europa. Depois de umas três semanas, acabamos procurando outro avião para a campanha”, afirmou.
A segunda vez, de acordo Filippi, foi em novembro, depois da eleição. O encontro ocorreu no comitê de campanha, quando o tesoureiro buscava recursos para saldar a dívida deixada, de quase R$ 28 milhões. “As empresas que o Pagot cita já doavam antes desse encontro em novembro”, disse.
A terceira reunião foi uma visita oficial como deputado ao Dnit em março de 2011, ainda segundo o petista. “O Pagot me apresentou os funcionários, me explicou como funcionava, falou dos problemas de orçamento”, relatou o deputado, que disse ter uma boa relação com o ex-diretor.
Pagot disse à revista que encontrou 15 empresas, na prestação de contas do PT, que doaram a pedido seu: as construtoras Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia.
Segundo Filippi, dessas 15, duas não doaram: Lorentz e Sath Construções. O petista também diz acreditar que outras duas, a STE e a Central do Brasil, doaram de forma impessoal. “Enviamos cartas para as 10 mil maiores empresas do país pedindo contribuição para a campanha. Pelos valores doados pelas duas, acredito que o dinheiro tenha vindo daí”, afirmou.
O tesoureiro diz que, se Pagot contribuiu com a campanha, foi na doação do então candidato e hoje senador eleito Blairo Maggi, que o indicou para o cargo no Dnit. “Eu não tenho contato com o senador Maggi. O Pagot ajudou a concretizar a doação de R$ 1 milhão feita pelo senador”, afirmou.
Filippi também refuta outra declaração de Pagot, de que o ex-diretor teria enviado cópias dos boletos das doações. “A doação é feita diretamente na conta da campanha, fica o registro online. Não tem boleto”, afirmou.
(Raphael Di Cunto | Valor)
PSDB derruba sessão da Câmara de SP para não homenagear Haddad
SÃO PAULO - A bancada de vereadores do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo se dividiu, mas conseguiu derrubar a sessão nesta quarta-feira e evitar a aprovação de uma homenagem para o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura da capital paulista.
O petista receberia, por projeto de decreto legislativo de autoria do vereador Francisco Chagas (PT), o Diploma de Gratidão da cidade e a Medalha Anchieta. A concessão de honrarias é tradicional na Câmara para os parlamentares prestigiarem suas bases eleitorais e é sempre aprovada por votação simbólica.
Entretanto, o líder da bancada do PSDB, Floriano Pesaro, se aproveitou do baixo quórum e pediu a votação nominal no projeto, que não alcançou número suficiente de votos para ser aprovado – era necessário o apoio de dois terços dos vereadores, mas faltaram dois votos.
A falta de quórum, que tem sido rotineira nesse período pré-eleitoral, acabou com a sessão e o projeto ficou pendente para o dia 6 de julho. A resistência à proposta, porém, não encontra respaldo em toda a bancada do PSDB. O projeto foi assinado por três vereadores tucanos – Aurélio Nomura, Aníbal de Freitas e Adolfo Quintas.
“Não sou contra não. Aprovamos até o [ex-presidente] Lula. Ocorreu polêmica porque faltou discutir melhor, já que era uma homenagem ao Haddad durante o período eleitoral”, disse o vereador Aníbal de Freitas, que negou, contudo, divisão na bancada. “Esse tipo de projeto é coisa íntima, de cada vereador. Não é algo que vá mudar a vida na cidade, então não necessita de posição de bancada”, afirmou.
(Raphael Di Cunto | Valor)
Marta falta em evento de lançamento da candidatura de Haddad
SÃO PAULO - Ainda dando mostras de que está inconformada em não ser a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, a ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy (PT) faltou ao congresso que lançou a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad neste sábado.
Marta havia confirmado a presença no evento e teve até o nome anunciado na abertura, mas não apareceu. Os petistas não souberam dizer o motivo da ausência. “Não sei”, disse Haddad, ao deixar o evento. Questionado se a senadora fez falta no congresso, o ex-ministro respondeu que “a ex-prefeita sempre faz falta”.
O presidente do diretório municipal petista e coordenador da campanha de Haddad, vereador Antonio Donato, disse aos jornalistas “para perguntar à prefeita” o motivo da ausência. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ex-marido de Marta, tentou falar com a senadora, que não atendeu ao celular.
Derrotada nas duas últimas eleições, a ex-prefeita liderava as pesquisas de intenção de voto, e também as de rejeição, quando foi pressionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a desistir da candidatura em favor de Haddad.
Entretanto, ela tem se mantido distante da campanha e, quando discursou ao lado do ex-ministro, o constrangeu dizendo que “o novo não é suficiente” – em referência ao mote da campanha petista, de que Haddad representa "o novo" para a cidade.
Muito conhecida pelos militantes petistas e com alta popularidade nas regiões mais carentes da cidade, a ex-prefeita era vista pela coordenação da campanha como capaz de tornar Haddad conhecido mais rapidamente e melhorar o posicionamento do petista nas pesquisas – que, até os últimos levantamentos, o mostravam na lanterna, com apenas 3% de intenção de voto.
(Raphael Di Cunto | Valor)
Para Lula, Haddad enfrentará os candidatos mais frágeis em São Paulo
SÃO PAULO - Em um congresso neste sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o lançamento da candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo para atacar o líder das pesquisas, o ex-governador José Serra (PSDB).
“Fernando, aproveite, porque os teus adversários são provavelmente os mais frágeis que você enfrentará em uma campanha”, afirmou.
Em seguida, Lula focou os ataques no tucano, sem citar nominalmente Serra. “Tem um que já está tão desgastado que nem sei porquê ele vai ser candidato a prefeito. Ele utilizou a cidade apenas como trampolim, para ser candidato a governador. Depois achou que governador era pouco, e não terminou o mandato para concorrer a presidente. E ai tomou uma ‘conga’ da presidente Dilma”, ironizou Lula, que disse que o ex-governador está desesperado.
Lula também aproveitou para dar seus recados – que não foram ouvidos, já que a senadora Marta Suplicy faltou ao evento, embora tivesse confirmado presença e tenha sido até anunciada na abertura. Citou o resultado do PT nas eleições anteriores para defender uma candidatura nova e explicar a escolha do ex-ministro, como forma de ultrapassar a barreira de 35% dos votos que o PT tem na cidade de São Paulo.
“Haddad, você agora precisa encontrar o mote, o discurso, para falar não apenas com os 35% que já votam na gente. Tem que falar com os 15% que, por alguma razão, ainda teimam em não votar no PT”, recomendou o ex-presidente.
Leia também:
Lula admite concorrer à Presidência em 2014
Lula contou a própria história, ao dizer que era preciso uma mudança para vencer. “Durante uma discussão em 2002, eu dizia que não queria ser candidato a presidente de novo em 2002 para ter 30% dos votos. Porque isso eu já tive em 1989, 1994 e 1998. Quero ser candidato para ganhar com os 20% dos votos que faltam. Por isso que nos aproximamos de um empresário, o Zé Alencar”, afirmou.
Marta Suplicy concorria pela indicação para ser a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo pela quarta vez seguida, mas desistiu por pressão de Lula. Embora tenha abandonado a candidatura, não ingressou na campanha de Haddad e, nos momentos em que falou ao lado do ex-ministro, o constrangeu dizendo que “apenas o novo não é suficiente” – em referência ao mote da campanha, de que Haddad representa o “novo”.
(Raphael Di Cunto | Valor)
No mundo do cada um por si
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| Marcos Troyjo é codiretor do Briclab, nos EUA |
O diagnóstico é do economista e cientista político brasileiro Marcos Troyjo, um dos diretores do recém-criado BRICLab, núcleo dedicado ao estudo dos Brics na Universidade Colúmbia e especialista do think tank liberal Instituto Millenium.
Na opinião de Troyjo, a nova conjuntura apresenta uma série de desafios para o Brasil. O principal é mudar o DNA de nossa economia. De país exportador de produtos de baixo valor agregado, ele precisa se tornar líder em inovação. Para que isso ocorra, o pesquisador defende maior investimento em ciência, educação e tecnologia e o resgate de um debate sobre o que chama de "interesse nacional", conceito que considera pouco claro para os brasileiros, mas bastante concreto em economias como a da China.
Diplomata de carreira - serviu na missão brasileira junto às Nações Unidas em Nova York entre 1997 e 2001 -, Troyjo também faz críticas ao que considera falta de um plano estratégico para lidar com esse novo cenário e defende a substituição de clássicas prioridades da política externa brasileira, como a demanda por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, por uma política mais ampla de inserção global do Brasil. A seguir, os principais trechos da entrevista que esse paulistano de 45 anos deu ao Aliás.
Quando o economista Jim O'Neill cunhou o acrônimo Bric, alguns analistas o criticaram por incluir o Brasil. De fato, o país vem crescendo menos que seus parceiros. Em sua opinião, o grupo é representativo?
Há um futuro comum para os Brics?
Marcos Troyjo: A ideia de Bric foi um conceito pensado para tentar descrever a evolução da economia global de agora até 2050. População, tamanho do mercado e dinâmica relativa foram os fatores que criaram uma certa identidade para esse grupo. Mas imaginar que esses países vão se converter em uma organização internacional é incorreto. É mais provável que seu futuro seja parecido com aquilo que durante muito tempo foi o G-7 (grupo das nações mais industrializadas), ou seja, um grupo que se reúne regularmente para emitir opiniões sobre como o mundo funciona e como deve funcionar. Se é verdade que o Brasil cresce menos que os outros, é verdade que talvez seja a economia mais madura dessas quatro. Muito provavelmente haverá outras economias que vão crescer a taxas superiores, mas isso não quer dizer que o Brasil terá sua posição ameaçada. O que vai poder ameaçar o Brasil é o país não conseguir fazer a conversão do DNA de sua economia, ou seja, se continuar apenas como produtor de baixo valor agregado, com um trabalhador de baixa produtividade. Esse é o grande dilema brasileiro: fazer a transição entre país que investe intensivamente em produtos de baixo valor agregado para país inovador, que investe com energia em tecnologia. Mas não existe um esforço nacional em relação a esse caminho. Não temos uma grande parceria entre a sociedade e o governo para fazer do Brasil um país com esse perfil.
Ao mesmo tempo, os Brics vêm se posicionando de maneira conjunta em fóruns internacionais. O grupo pode se tornar um agente político de peso?
Marcos Troyjo: Acho que os Brics vão ser muito mais uma espécie de voz crítica à inadequação e atraso no desenho de algumas instituições multilaterais, sem necessariamente se constituírem numa grande força em prol de sua reforma. A China e a Rússia são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Esses países não querem ver seu status diminuído em termos relativos com a entrada do Brasil e da Índia. A China deseja uma ou outra reforma, mas não uma revolução da governança global a partir da qual ela venha a desempenhar um papel de liderança. Pelo contrário, a China vai focar seus problemas internos. Aliás, entendo que vamos viver uma década de desglobalização, e isso vai afetar os Brics. Se percebemos a globalização como mais comércio e investimento internacional, mais coordenação macroeconômica, mais livre circulação de bens, capitais e pessoas, todas essas frentes estão em xeque, assim como a globalização de valores, aquela ideia dos anos 1990 de que democracia representativa e economia de mercado eram os melhores parâmetros para a organização da sociedade. Vinte anos atrás, parecia que o mundo estava caminhando para um processo de integração econômica regional que tinha na União Europeia um caso paradigmático. Ora, a União Europeia está descarrilando. Estamos observando um renascimento do Estado-Nação. Há várias frentes desglobalizantes no mundo e um renascimento não dos nacionalismos, mas dos individualismos nacionais. É o mundo do cada um por si.
E como isso afeta o Brasil?
Marcos Troyjo: Isso pode ser benéfico se conseguirmos definir onde reside nosso interesse nacional. Os chineses, por exemplo, sabem muito bem qual é o deles. O Brasil às vezes parece saber com mais clareza o que ele quer para o mundo do que definir o que quer receber dele.
Como essa dificuldade se reflete nas decisões do governo?
Marcos Troyjo: Qual comércio exterior o Brasil quer como porcentual do PIB em 2025, por exemplo? Qual o número de doutores por 100 mil habitantes que o Brasil pretende formar em 2025? Qual a poupança em relação ao PIB que o Brasil quer ter em 2025? Com metas assim você vai arregimentar recursos e esforços para chegar lá. Existe isso no Brasil? Acho que não. O Brasil precisa de um plano.
Nós já tivemos algum projeto nacional?
Marcos Troyjo: Existem planos emergenciais, desenhados para lidar com problemas pontuais urgentes. Por exemplo, os planos de combate à inflação no Brasil, como o Plano Cruzado e o Plano Verão. Há também planos voltados para a harmonização das capacidades internacionais de competir. Temos o caso do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento. O PAC não é o Brasil construindo para o futuro. É o Brasil em busca do tempo perdido. Construir ferrovias, portos, estradas não é o futuro, é o presente. O País já teve alguns planos estratégicos, o "50 anos em 5" de Juscelino Kubitschek, por exemplo. Agora vamos ingressar em uma fase, talvez até já estejamos nela, de desglobalização, em que o tema do interesse nacional vai ter que prevalecer.
O Brasil parece carecer da mesma influência internacional que seus parceiros de grupo. Em termos de influência política, o País tem que se conformar em ser um sócio menor dos Brics?
Marcos Troyjo: É importante saber quais são as políticas de poder, de prosperidade e de prestígio brasileiras. Em relação ao poder, o País abriu mão de posições estratégico-militares de caráter ofensivo. As ambições nesse aspecto se resumem a ser um membro construtivo e, se depender do Brasil, ainda mais ativo de organismos multilaterais como a ONU. O Brasil gostaria de ser membro permanente do Conselho de Segurança. Essa é uma questão que depende dos atuais membros e não deve ser resolvida no curto prazo. Talvez nem devêssemos colocar tanta ênfase no assunto. O Conselho de Segurança tem mandato internacional para fazer intervenções importantes no mundo, mas hoje tem sido pouco eficiente. Em termos de influência de prosperidade, vai depender muito do que acontecer com a economia brasileira. Se o Brasil crescer 5% ao ano no período de 2012 a 2030, vai ser uma das quatro maiores economias do mundo. E, se fizer uma conversão da sua economia para atividades cada vez mais tecnológicas, sem dúvida projetará influência por conta de sua prosperidade. Quanto à política de prestígio, acho que vai estar ligada à prosperidade brasileira e projeção dos interesses econômicos do Brasil. Deve estar muito associada também a políticas de inclusão social, como programas de renda mínima, Bolsa Escola e Bolsa Família, que têm chamado atenção de outros países e sido um elemento importante do chamado soft power brasileiro.
Qual deveria ser então o objetivo principal de nossa política externa?
Marcos Troyjo: Acho que deveria ser um objetivo que vá além da política externa, algo a ver com a política de inserção global do Brasil. É um esforço que precisaria ir além da diplomacia tradicional para aumentar a parcela do comércio internacional na composição do PIB, ou seja, aumentar o número de exportações e importações e também abrir novas frentes para investimentos. O número de funcionários que nosso serviço exterior coloca à disposição das atividades de promoção comercial e atração de investimentos nas embaixadas e consulados é muito pequeno se comparado ao de outros países. Tínhamos de unificar o comando da política de comércio exterior e de atração de investimentos estrangeiros diretos. Se conseguirmos colocar todos os nossos ativos de política exterior ao serviço do projeto de prosperidade brasileiro, acho que isso constituiria uma prioridade mais relevante para as necessidades da população do que fazer parte de um clube restrito como o Conselho de Segurança.
Como a crise europeia afeta o Brasil?
Marcos Troyjo: Em primeiro lugar, os investidores puxam o freio, correm para os ativos mais tradicionais e seguros. Essa onda de pessimismo e apreensão também chega ao Brasil. A questão do comércio é algo menos impactante. Feliz ou infelizmente, o Brasil tem apenas cerca de 17% de seu PIB como resultado da soma de importações e exportações. Ou seja, o comércio exterior para o Brasil não desempenha um papel tão importante. Além disso, apenas 20% das nossas exportações vão para a União Europeia e são produtos em geral de baixo valor agregado. Não há necessariamente uma grande retração de demanda. Já em relação a investimentos, aí sim o Brasil é mais afetado. Primeiro porque os investimentos financeiros saem daqui para buscar opções mais seguras e mais chamativas, pois o País perdeu atratividade com a redução da taxa de juros. Em segundo lugar, com a perda de velocidade da economia mundial e da economia brasileira, os investimentos estrangeiros diretos também arrefeceram.
A redução da taxa de juros deveria ser evitada, já que juros altos atraem mais investimentos?
Marcos Troyjo: É uma faca de dois gumes. Do ponto de vista teórico, está correto jogar as taxas de juros para baixo, porque taxas elevadas acabam se tornando um dos obstáculos para o crescimento econômico. O fato é que há uma aversão de risco generalizada. Vamos saber se essa redução da taxa de juros vai ser benéfica se a atividade industrial e econômica se aquecer em velocidade superior aos efeitos negativos da saída de capitais. Essa vai ser a tensão. Muita gente acha que os efeitos negativos da saída de investimentos são mais rápidos que os efeitos benéficos de taxas mais baixas.
Caio Quero - O Estado de S.Paulo
sábado, 2 de junho de 2012
CTBel altera trânsito para construir elevado
Mais alterações no trânsito foram anunciadas pela Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel). As obras do Bus Rapid Transit (BRT) vão modificar mais uma vez o trânsito a partir desta segunda-feira.
Aqueles que saem das avenidas Augusto Montenegro e Pedro Álvares Cabral não mais poderão chegar a rodovia BR-316 pela rotatória do Entroncamento. A alternativa? Alongar o caminho e seguir pela Álvares Cabral até a Tavares Bastos - que continua com apenas um sentido-, voltar pela avenida Almirante Barroso para ter acesso à BR-316.
Essas mudanças ocorrerão porque a construção do segundo elevado do Entroncamento começa nesta segunda, o que vai interditar parte da rotatória até 30 de setembro. Esse elevado vai ligar a Pedro Álvares Cabral e Almirante Barroso. O primeiro elevado, que ligará a Augusto Montenegro e a BR-316, já está em construção, mas não precisou interromper o fluxo de veículos.
ÔNIBUS
Costumam vir da BR-316 para Belém aproximadamente 41.600 veículos diários, 30% deles acessavam a cidade pela Pedro Álvares Cabral e o restante pela Almirante Barroso. Já da Augusto Montenegro descem 25.800 carros, que obedecem a mesma proporção de fluxo. “A partir dessas mudanças, vamos realizar um estudo para saber como se dará esse fluxo e aí avaliaremos se mais alguma via será alterada para facilitar o trânsito”, afirma o diretor de trânsito da CTbel, Elias Jardim.
A passagem Mariano terá dois sentidos até a passagem Nossa Senhora das Graças, onde os motoristas poderão acessar a passagem Nossa Senhora Aparecida e chegar a Almirante Barroso. A alternativa é para quem segue pela avenida João Paulo II, em vez de usar a Almirante Barroso.
Segundo o diretor de transportes da CTBel, Paulo Serra, as linhas de ônibus já foram alertadas sobre as mudanças. “Já notificamos todas as empresas, mas os itinerários não vão mudar. A única modificação é que os ônibus que vinham da Augusto Montenegro e estavam desviando para a avenida Pedro Álvares Cabral, voltam a fazer seu trajeto normal”, explica.
Para a diretora superintendente da CTBel, Ellen Margareth, a realidade de Belém não permite muitas alterações. “A verdade é que temos poucas ruas de acesso e não temos como viabilizar a obra se não criar essas alternativas”, aponta.
“Se houve estudo, eu acho que vai dar certo. Alguma coisa tem que melhorar”, acredita o motorista Fred Abrantes. A certeza dele não é partilhada por todos. “Coisa boa eu não sei se vai sair, mas que está complicado, isso está”, afirma o vendedor José Souza. Para a funcionária pública Britis Helena Valente, a obra vai dar certo. “Acho sim que vai funcionar, mas a prefeitura devia ter tomado as providências iniciais necessárias para realizá-la”. (Diário do Pará)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Novo livro sobre Chile - "A Sombra do Ditador - memórias políticas do Chile sob Pinochet"
Livro resgata memórias do Chile sob Pinochet
O diplomata Heraldo Muñoz analisa as mudanças ocorridas no Chile após o golpe que instituiu a ditadura do general Pinochet
Um dos mais ferrenhos opositores da ditadura Pinochet, o diplomata e intelectual Heraldo Muñoz relata e analisa suas memórias políticas do país sob o ditador – que liderou um governo sangrento que durou 17 anos e deixou cerca de 40 mil vítimas de prisão, tortura, morte ou desaparecimento. Mas também impôs o neoliberalismo ao Chile, elevando-o a uma das nações mais desenvolvidas da América Latina.
A sombra do ditador começa com os fatídicos acontecimentos de 11 de setembro de 1973, dia do golpe de Estado que derrubou o presidente Salvador Allende, e vai até a eleição de Michelle Bachelet, em 2006 – mas não se limita a narrar os fatos. Apresenta farto material de pesquisa, inclusive documentos secretos americanos e chilenos, além de entrevistas com os principais personagens envolvidos na história chilena nas últimas décadas.
Militante do Partido Socialista que elegera Allende, Muñoz conta o que aconteceu no Palácio de la Moneda no dia do golpe e aborda episódios marcantes como o atentando à vida de Pinochet, a Dina e a Operação Condor, o assassinato do general Carlos Prats em Buenos Aires e o assassinato de Orlando Letelier em Washington.
Analisa também o papel dos Estados Unidos na ocasião, o apoio direto de Kissinger a Pinochet, os debates entre exilados para organizar a resistência à ditadura e a luta da oposição para dar fim a um dos regimes mais repressivos do mundo e para reconstruir a democracia no Chile.
Serviço
Lançamento do livro "A Sombra do Ditador - memórias políticas do Chile sob Pinochet"
Data: 31 de maio
Horário: 18h
Local: Auditório da Reitoria
Depois do buraco a VALE não paga
A VALE acumulou mais de US$180 Bilhões, em menos de 10 anos. No Pará, o governo passado presenteou à empresa com incentivos fiscais de praticamente 100%. Que dizer a empresa não paga NADA, ZERO de impostos ao Estado (só royalties), e ainda se queixa na justiça para não pagar a taxa de mineração. Dado curioso, toda empresa que vende ou compra deve pagar imposto, madeireiros, pecuaristas, etc. Mas a empresa mais querida do Brasil, assim premiada pelo governo Lula, está isenta de impostos e se nega a pagar a taxa de acompanhamento das atividades de mineração.
Ainda quer que o Governo execute a obra do derrocamento do Pedral do Lourenço para começar a investir na construção da ALPA.
O Governo FHC foi duramente criticado pela privatização da VALE (com razão), mas ela não ficou tão solta assim, o atual governo poderia, pelo menos cobrar o justo, como é feito na maioria dos países onde existe mineração privada. Só no Brasil que empreiteiro manda e faz política pública. Exemplo mais evidente, são as empreiteiras, todas elas em negócios privados com o governo (DELTA e Cia, e mais umas trocentas).
“A decisão de construir a Alpa é uma decisão firme, irreversível e definitiva”. A afirmação, em tom enfático para afastar dúvidas e desconfianças em relação ao projeto, foi feita no Rio de Janeiro, pelo diretor global de Siderurgia da Vale, Aristides Corbellini. Em conferência exclusiva a jornalistas paraenses, o diretor da Vale disse ainda que a siderúrgica Aços Laminados do Pará, a ser construída em Marabá, é um empreendimento estratégico para a empresa e vai significar o marco inicial da industrialização do Estado. “Em termos de indução ao desenvolvimento econômico, a implantação da siderúrgica terá para o Estado do Pará uma importância incomparavelmente maior do que teria, por exemplo, a construção de uma refinaria de petróleo”, destacou Aristides Corbellini.
A declaração coloca em relevo a capacidade indutora do empreendimento, e quase infinita oportunidade para a atração de novos negócios, a partir do polo metal mecânico já projetado para a região sudeste do Pará. Aristides Corbellini e o diretor presidente da Alpa, José Carlos Gomes Soares, garantiram também que o início das obras de construção da siderúrgica só depende da implantação da hidrovia do Tocantins, que torna indispensável o derrocamento do rio num trecho de 43 km entre Marabá e Tucuruí.
Essa obra foi projetada para assegurar a plena navegabilidade do Tocantins durante o ano inteiro. Complementar ao sistema de transposição do reservatório de Tucuruí, deverá criar um eixo hidroviário ligando a cidade de Marabá ao porto de Vila do Conde, em Barcarena.
Para Aristides Corbellini, não deve ser nem mesmo considerada hipótese de desistência do governo em relação à hidrovia do Tocantins, quando se sabe que a obra é vital para dar efetividade às eclusas de Tucuruí, em cuja construção a União Federal investiu cerca de R$ 1,6 bilhão. Da parte da Vale, ele garantiu também que não há sequer cogitação pela busca de alternativas que possam excluir a hidrovia, e descarta qualquer hipótese que não considere o modal hidroviário como meio de transporte de insumos para suprimento do complexo siderúrgico e de escoamento da produção. O diretor enfatizou que a Vale tem um compromisso com o Pará, de dar partida ao processo de industrialização das riquezas minerais. “E a usina siderúrgica faz parte disso”. A Alpa vai mobilizar investimentos superiores a US$ 5 bilhões e terá capacidade de produção para 2,5 milhões de toneladas de placas de aço em sua primeira etapa. Só no complexo siderúrgico, a empresa projeta a geração de 12 mil empregos diretos, durante a implantação, e 3 mil na operação, conforme o gerente geral de projetos siderúrgicos, Dimas Bahiense.
HIDROVIA
A Vale deverá entregar ao governo federal, em dezembro, o projeto executivo do derrocamento do Pedral do Lourenço, para que seja feita a licitação e execução da obra. O assunto já foi tratado pela direção da empresa com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em Brasília, e entregue a ele minuta de um documento que atualiza os compromissos firmados em 2008 entre a Vale, governo federal, Estado e Prefeitura de Marabá. Se a agenda tivesse sido cumprida, a Alpa estaria em fase final de implantação e começaria a operar já no ano que vem. A Vale já investiu quase US$ 300 milhões no projeto. Mas agora depende de ações fora da sua competência. O governo federal continua devendo as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, a construção do segundo terminal no porto de Vila do Conde e a realocação da BR-230. Já o Governo do Estado continua tentando, na esfera judicial, a desapropriação da gleba 11, que deve completar a área física da Alpa. Aristides Corbellini reafirma o compromisso de colocar a siderúrgica em operação no prazo de 48 meses, sem risco de retrocesso em decorrência da crise do mercado internacional. Já foram concluídas as obras de engenharia de infraestrutura, de processos siderúrgicos, do terminal fluvial e do ramal ferroviário com cerca de 13 km de extensão que vai ligar o complexo industrial da Alpa à Estrada de Ferro Carajás. a Vale garante desde já fazer da Alpa, em termos tecnológicos e operacionais, a usina siderúrgica mais moderna do mundo.
(Diário do Pará)
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Em Brasília, Lula evita alimentar polêmica sobre mensalão
BRASÍLIA - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou nesta quarta-feira alimentar a polêmica de que estaria pressionando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a adiar o julgamento do mensalão. Em palestra durante um evento sobre desenvolvimento econômico e social, Lula rebateu os críticos de seu governo e da administração Dilma Rousseff e ainda defendeu a redução da pobreza na África e na América Latina como uma forma de combater a crise financeira internacional.
Lula afirmou que a ausência de decisões políticas de líderes da União Europeia poderá deteriorar a conjuntura econômica global, acrescentando que os países ricos deveriam apostar no consumo de seus habitantes.
“Acho que, se a Europa não resolver logo seus problemas, teremos mais problemas”, discursou Lula no V Fórum Ministerial de Desenvolvimento, evento organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.
Lula, entretanto, provocou seus adversários. Logo que iniciou sua palestra, o ex-presidente, que recentemente tratou de um câncer na laringe, afirmou que discursaria em pé e não sentado para não dizerem que ele está doente. Destacou que muita gente gosta dele, mas ponderou que há também quem não goste. “Tenho que tomar cuidado com eles”, disse.
Segundo a revista “Veja”, Lula teria se reunido com o ministro Gilmar Mendes, do STF, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. No encontro, de acordo com a reportagem, Lula teria proposto que Gilmar defendesse o adiamento do julgamento do mensalão em troca de proteção na CPI do Cachoeira. Gilmar Mendes interpretou que estava sendo chantageado, pois petistas estariam espalhando boatos de que ele teria viajado em um avião particular com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) pago pelo empresário Carlos Augusto Ramos. Conhecido como Carlinhos Cachoeira, Ramos foi preso sob a acusação de chefiar um esquema ilegal de jogos de azar. Segundo a Polícia Federal, Demóstenes Torres um dos principais elos de Cachoeira no meio político.
Lula citou algumas realizações de seu governo e rebateu críticas de que os programas de transferência de renda seriam assistencialistas. Frisou ainda que seus críticos ficariam ainda mais irritados quando a redução da pobreza acabar com a oferta de empregadas domésticas. Disse ainda que, em vez de o condenarem pelo aumento de carros nas ruas, deveriam reprovar aqueles que não constroem mais ruas nas cidades.
O ex-presidente também disparou ironias contra a imprensa. Afirmou, por exemplo, que os meios de comunicação que provocaram a queda da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra nada publicaram quando a denúncia contra sua ex-auxiliar foi retirada na Justiça.
(Fernando Exman | Valor)
terça-feira, 29 de maio de 2012
Os homens do Ex-Ministro
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| Lucro: R$ 21 milhões |
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| R$ 15 milhões |
![]() |
| R$ 6 milhões |
Márcio Thomas Bastos, Ex-Ministro advogado de Cachoeira e de inúmeros criminosos (dentre eles Deputado Pedófilo do Pará) acusado de crime hediondo, inafiançável. Estava na cadeia, agora em liberdade.
Veja matéria do Congresso em Foco, abaixo.
O criminalista Márcio Thomaz Bastos já foi advogado do hoje ex-presidente Lula, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (1987) e ministro da Justiça entre 2003 e 2007. Hoje defende o bicheiro Carlos Augusto Ramos, pivô da CPI do Cachoeira. Se depender de uma representação feita pelo procurador Regional da República no Rio Grande do Sul Manoel Pastana, Bastos será investigado agora por supostamente ter praticado crime de lavagem de dinheiro ou receptação não intencional de recursos de atividades criminosas. Pastana ingressará com a ação contra Thomaz Bastos hoje (29). O Congresso em Foco teve acesso com exclusividade à ação movida por Pastana.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Corrigindo e nivelando informações sobre mineradoras, difundidas por blog´s do Pará
A matéria correta sobre número de empresas mineradoras, royalties e cadastramento ficaria assim:
Para melhor conhecer esse Universo o Secretário da SEICOM, David Leal, está fazendo um cadastramento de todas as empresas – 66 já se cadastraram. E vai ser colocado um batalhão de técnicos para monitorar e fiscalizar esse monte de empresas, que em sua grande maioria atua por aqui sem que a gente nem saiba o que fazem.
Por que acreditar em quem tanto mudou de posição e de ideologia
"Já dei todas as declarações sobre isso. Eu não vou mais falar sobre esse assunto. Está tudo encerrado." Diante da insistência de jornalistas, Jobim disse: "desistam".
Mas logo..........
“O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou no sábado 26 que o encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lua da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aconteceu na sala de seu escritório e que em momento algum os dois ficaram sozinhos para tratar de assuntos que não fossem questões “genéricas”.
A pergunta que não quer calar, por que o Brasil deve acreditar em um cara que tantas vezes mudou de opinião, de governo, de posições?. Em um cara que sempre esteve no poder, com a esquerda, com a direita, com o PT/PMDB. Com Lula, FHC, Collor, Dilma e quanto presidente venha a aparecer por aí?
domingo, 27 de maio de 2012
UFPA recebe recursos do BNDES para projetos
A Universidade Federal do Pará (UFPA) receberá recursos de, aproximadamente, R$ 9,2 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). O repasse vai-se dar por meio do Fundo Amazônia, programa voltado à captação de recursos de doações voluntárias para o apoio não reembolsável a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e para a promoção da conservação e do uso sustentável das florestas na Amazônia. A verba deverá custear projetos de pesquisa que visam à preservação ambiental, a prospecção de compostos bioativos e até a construção de um Centro de Estudos Avançados em Biodiversidade na UFPA.
Ao todo, os recursos somam R$ 9.112.269,91, que serão repartidos entre quatro projetos de pesquisa ou iniciativas científicas na UFPA, que envolvem o Instituto de Ciência e Tecnologia (ITEC), o Instituto de Ciências Biológicas (ICB), ambos do Campus Guamá- Belém e o Instituto de Estudos Costeiros, do Campus de Bragança.
A maior soma de recursos, um total de R$ 4.639.706,98, será destinado ao fortalecimento da infraestrutura de pesquisa da UFPA voltada para a biodiversidade, que compreende, entre outras ações, a construção do Centro de Estudos Avançados em Biodiversidade (CEABIO).
Biodiversidade em foco - O CEABIO será vinculado ao ICB e coordenado pelo professor doutor Júlio Cesar Pieczarka, com o objetivo de desenvolver pesquisas para conhecer e preservar a biodiversidade amazônica com base no uso sustentável dos recursos naturais. O CEABIO será construído em uma área de 2 mil m², no Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá (PCT-Guamá), situado na Cidade Universitária José da Silveira Netto, em Belém , em um prazo de até 24 meses.
O recurso será, ainda, utilizado para a reforma do Laboratório de Planejamento de Fármacos e do Laboratório de Neuroquímica Molecular e Celular, além da aquisição e instalação de equipamentos em laboratórios de pesquisa da Faculdade de Biotecnologia da UFPA, sob a coordenação do professor José Luiz do Nascimento, o que deverá ser executado em um prazo de 12 meses.
Avanço - De acordo com Julio Pieczarka, os recursos destinados pelo BNDES representam um grande avanço para a produção científica na UFPA e as pesquisas sobre a biodiversidade amazônica, pois permitirá o agrupamento de pesquisadores para trabalharem, de forma integrada e cooperativa, no objetivo comum de “manter a floresta em pé” e saber como utilizar seus recursos com base nos princípios da bioprospecção e preservação ambiental. A meta é, ainda, angariar apoio com outras instituições financiadoras, além daqueles obtidos por editais como o da Vale e Bionorte, ligado ao CNPq, para criar e reforçar uma rede de grupos de pesquisa em biodiversidade espalhados pela Região Amazônica.
Histórico – Um total de 20 projetos científicos da UFPA foi apresentado ao BNDES, em março de 2010, com o objetivo de pleitear financiamento do Fundo Amazônia (confira aqui), o que representava investimentos na ordem de R$ 20 milhões. De todos, quatro projetos chegaram à reta final do edital de colaboração financeira, que recebe propostas em fluxo contínuo (saiba mais aqui), equivalendo ao repasse de quase metade do valor pleiteado. A operação de financiamento pelo BNDES aos projetos foi aprovada no âmbito do Conselho de Administração da UFPA (CONSAD), na terça-feira, dia 22 de maio.
Demais beneficiados - Também serão beneficiados pelo Fundo Amazônia os Projetos: “Desenvolvimento de Novos Produtos e Aplicações Tecnológicas a partir de Compostos Bioativos Extraídos de Plantas e Frutas Típicas da Amazônia”, pertencente ao ITEC e coordenado pelo professor doutor Hervé Rogez; “Zoneamento Econômico e Ambiental nas Ilhas do Entorno da Cidade de Belém em Escala Local”, pertencente ao ICB e coordenado pela professora Victória Nahum; e “Desenvolvimento de Tecnologia para Recuperação de Áreas Degradadas de Mangue na Região Norte”, pertencente ao Campus de Bragança e coordenado pelo professor Marcus Fernandes (conheça o projeto aqui). Todos os projetos serão beneficiados com ampliação de infraestrutura, custeio de atividades e equipamentos. (Ascom Ufpa)
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Pós-graduação obtida por brasileiros no Mercosul poderão ter reconhecimento automático
A medida consta do Projeto de Lei 1981/2011, de autoria do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que recebeu, nesta terça-feira (22), parecer favorável da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), durante reunião presidida pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).
Os títulos de pós-graduação obtidos por brasileiros em instituições de ensino superior dos demais países do Mercosul - Argentina, Paraguai e Uruguai - poderão ter reconhecimento automático, para o exercício de atividades de docência e pesquisa. O parecer apresentado ontem é o primeiro passo da tramitação do projeto, que agora será analisado por duas comissões - Educação e Cultura, e Constituição, Justiça e Cidadania - e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Em seguida, a proposta tramitará no Senado.
Como observou em seu voto favorável o relator ad hoc do projeto, deputado José Stedile (PSB-RS), a regulamentação atualmente em vigor do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários do Mercosul determina que apenas professores e pesquisadores estrangeiros que trabalham no Brasil têm reconhecimento automático dos diplomas obtidos nos demais países do bloco.
O projeto determina a aplicação do mesmo princípio para os brasileiros, que ainda hoje precisam submeter seus diplomas aos procedimentos estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Os títulos de pós-graduação obtidos por brasileiros em instituições de ensino superior dos demais países do Mercosul - Argentina, Paraguai e Uruguai - poderão ter reconhecimento automático, para o exercício de atividades de docência e pesquisa. O parecer apresentado ontem é o primeiro passo da tramitação do projeto, que agora será analisado por duas comissões - Educação e Cultura, e Constituição, Justiça e Cidadania - e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Em seguida, a proposta tramitará no Senado.
Como observou em seu voto favorável o relator ad hoc do projeto, deputado José Stedile (PSB-RS), a regulamentação atualmente em vigor do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários do Mercosul determina que apenas professores e pesquisadores estrangeiros que trabalham no Brasil têm reconhecimento automático dos diplomas obtidos nos demais países do bloco.
O projeto determina a aplicação do mesmo princípio para os brasileiros, que ainda hoje precisam submeter seus diplomas aos procedimentos estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
"A proposição estende esse reconhecimento, no Brasil, a brasileiros que tenham obtido diploma em outros países do Mercosul e acrescenta sua utilidade para fins de concursos públicos, equiparando tais certificados, para efeito de posicionamento na carreira e no salário do detentor, àqueles regularmente obtidos em instituição de ensino superior brasileira", afirmou Stedile.
(Agência Senado)
(Agência Senado)
Banco Goldman Sachs prevê investir US$ 40 bilhões em energia verde
O gigante de Wall Street, o banco de investimentos Goldman Sachs, prevê investir US$ 40 bilhões em energia renovável durante a próxima década, anunciou um porta-voz da companhia nesta quinta-feira (24).
“Estamos ampliando nosso compromisso de longo prazo para apoiar as energias renováveis destinando um orçamento de US$ 40 bilhões em financiamento e investimento de capital na próxima década a empresas que incentivarem a tecnologia limpa alternativa”, explicou, Michael Duvally, o porta-voz da companhia.
O banco, que destacou a grande oportunidade que representam este tipo de projeto nos mercados emergentes, busca financiar e investir em projetos relacionados com energia solar e eólica e em biocombustíveis, entre outros.
“Este objetivo reafirma nosso compromisso de satisfazer as necessidades de nossos clientes nesse âmbito, assim como de exercer um papel de catalizador neste importante mercado”, completou.
O Goldman Sachs, que tem uma equipe dedicada a investir em tecnologias limpas e energias renováveis, financiou US$ 4,8 bilhões e participou de investimentos de mais de US$ 500 bilhões nesse setor durante o ano passado.
“Espera-se que a indústria da tecnologia limpa seja um mercado de crescimento rápido, que nós pensamos que se encontra em um momento crucial em termos de expansão de tecnologias que ajudarão a diversificar as fontes de energia e a melhorar o meio ambiente”, esclareceu Duvally. (Fonte: G1)
Coisa de franceses, relatada por um amigo peruano
História que corre em Paris há muitos anos....
Consta que, certa noite, anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris, e pediu uma garrafa de "Mouton Rothschild", safra 1928. O sommelier, em vez de trazer a garrafa para mostrar ao cliente, traz o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar. O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir o aroma, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente:
- Isto aqui não é um Mouton de 1928!
O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é. Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de couisine e o gerente do hotel, que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928. De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.
- O meu nome é Phillippe de Rothschild, diz o cliente modestamente, e fui eu que fiz esse vinho.
Consternação geral. O sommelier então, de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:
- Desculpe, mas não consegui suportar a idéia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal, o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido:
- Quando voltar para casa esta noite peça à sua esposa ou namorada para se despir completamente. Escolha dois orifícios do corpo dela muito próximos um do outro e faça um teste de olfato. Você perceberá a sutil diferença que pode haver numa pequeníssima distância geográfica.
JÁ COMEÇOU ERRADO
Entrevista ao Candidato do PT à Prefeitura Municipal. Mais um que só pensa em obras, obras com muita visibilidade. Diário do Pará, Domingo, 27 de maio, 2012. Página A-14.
A proposta do Candidato Alfredo Costa, resolver o problema do trânsito, é o que está mais caótico, aos olhos dos motoristas. O caos oculto de Belém, Alfredo Costa não visualiza.

Veja as sugestões de campanha do Blog. Aproveitando as informações do IBGE sobre alguns itens da infraestrutura das principais metrópoles brasileira, acima de 1 milão de habitantes.
Sugestões de campanha:
1. Reduzir a vergonhosa situação de calamidade em que se encontra o esgoto a céu aberto que supera os 45%. Belém a cidade mais porca das principais metrópoles brasileiras.
2. Continuar com a promessa de plantar UM BILHÃO DE ÁRVORES! que Ana Julia Carepa não cumpriu. Assim, Belém deixaria de ser a cidade que ocupa a ultrajosa colocação de metrópole menos arborizada, dentre as principais cidades do Brasil.
3. Realizar um projeto de reciclagem de lixo, que tire a cidade de Belém dessa infamante situação de ser a cidade com maior acumulo de lixo a céu aberto do Brasil. Por favor, sem contratar empresas fantasmas, nem trazer de São Paulo um pacote super faturado.
4. Ruído, Barulho. Dar o exemplo com a sua própria campanha e não utilizar trios eléctricos para a propaganda eleitoral. sugestão: O candidato podia dar uma escapada a algumas cidades da América Latina e apreender como são as campanhas eleitorais nessas cidades. E outubro são as eleições municipais no Chile, e lá "ricos e pobres" são proibidos de usarem trios elétricos, sujar paredes, pendurar cartazes nos fios da rede elétrica, etc. Poderia ajudar para desenhar uma proposta mais civilizada de conquistar votos. Entretanto, se o PT já conta com 35% dos votos dos militantes, com Lula, Dilma, os ministros do PT e é o maior partido de esquerda da América latina, não deveria preocupar-se tanto em realizar essa frenética campanha, ele já está eleito.
Esclarecimento necessário: o PT era de esquerda, o PT é de esquerda só quando está na oposição, quando está no governo vira o PRI, Partido Revolucionário Institucional (do México), que permaneceu 70 anos no poder, com a mesma filosofia de conservar o poder, sem grandes propostas diferenciadas de governança.
5. Atuar fortemente na educação municipalizada, tirando a cidade de Belém da lista das cidades mais sujas, menos educada (no amplo sentido), barulhenta, etc. etc.
Se o PT consegue realizar o 10% de cada item, pode ficar tranqüilo que será eleito.
Caro Alfredo Costa, ser ribeirinho, ser pobre e ser filho de pai desempregado, não garante sua condição de honestidade, competência e capacidade de liderar um projeto de cidade, que seja diferente a esse continuísmo que está aí.
A ideia central de uma liderança pública, que pretenda se identificar com os princípios básicos da governança estratégica, é criar destino e cultivar esperanças nos habitantes de Belém. e isso não foi feito até agora por nenhum político paraense.
Logo, logo o desmentido. Antes da matéria estar na rua
Jobim nega pressão de Lula em julgamento do mensalão
"O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso", reagiu Jobim, questionado pelo Estado. "O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão", reiterou.
Segundo a revista, Gilmar confirmou o teor dos diálogos e se disse "perplexo" com as "insinuações" do ex-presidente. Lula teria perguntado a ele sobre uma viagem a Berlim, aludindo a boatos sobre um encontro do ministro do STF com Demóstenes da capital alemã, supostamente pago por Cachoeira.
Ele teria manifestado preocupação com o ministro Ricardo Lewandowski, que deve encerrar o voto revisor do mensalão em junho, e adiantado que acionaria o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, ligado à ministra do STF Carmen Lúcia, para que ala apoiasse a estratégia de adiar o julgamento para 2013.
Jobim disse, sem entrar em detalhes, que na conversa foram tratadas apenas questões "genéricas", "institucionais". E que em nenhum momento Gilmar e o ex-presidente estiveram sozinhos ou falaram na cozinha do escritório, como relatou "Veja". "Tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala, o Lula saiu antes, durante todo o tempo nós ficamos juntos", assegurou.
Questionado se o ministro do STF mentiu sobre a conversa, Jobim respondeu: "Não poderia emitir juízo sobre o que o Gilmar fez ou deixou de fazer". Procurado pelo Estado, Pertence negou ter sido acionado para que intercedesse junto a Carmen Lúcia: "Não fui procurado e não creio que o ex-presidente Lula pretendesse falar alguma coisa comigo a esse respeito".
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STF
sábado, 26 de maio de 2012
Será que as empresas são tão inovadoras quanto dizem?
Na sua empresa há inovação? Praticamente todas diriam que sim.
O termo é usado a torto e a direito por empresas. É um modo de mostrar que estão na vanguarda, seja lá do que for: da tecnologia, da medicina, dos salgadinhos, dos cosméticos. É um tal de exibir diretores de inovação, equipes de inovação, estratégias de inovação. Há até "dia" da inovação.
Não significa, no entanto, que a empresa esteja realmente inovando em alguma coisa. Nada disso: embora o termo remeta a uma transformação monumental, o progresso sendo descrito volta e meia é bem ordinário.
Como outros motes popularíssimos no passado — "sinergia", "otimização" —, a inovação corre o risco de virar um clichê. Se é que já não virou.
"A maioria das empresas diz que é inovadora na esperança de levar o investidor a crer que há crescimento onde não há", diz Clayton Christensen, professor da Faculdade de Administração Harvard e autor de "O Dilema da Inovação", de 1997.
Uma busca em informes de resultados anuais e trimestrais apresentados à agência reguladora do mercado aberto nos Estados Unidos, a SEC, revela que empresas citaram alguma variação do termo "inovação" 33.528 vezes no ano passado, alta de 64% em relação a cinco anos antes.
Mais de 250 livros com o termo "innovation" no título foram lançados nos últimos três meses — a maioria na seção de administração, segundo pesquisa na Amazon.com.
A definição do termo varia muito dependendo de quem estiver respondendo. Para Bill Hickey, diretor-presidente da Sealed Air Corp., significa inventar algo que não existia antes, como o plástico-bolha da empresa.
Para o presidente da Ocean Spray Cranberries Inc., Randy Papadellis, significa transformar um artigo como a casca de uma fruta — no caso, cranberry, ou mirtilo —, que antes ia para o lixo, numa guloseima, como os doces Craisins.
Para o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pfizer Inc., Mikael Dolsten, é pegar um produto que já existe e aplicá-lo a outro público, como uma vacina para bebês que também se prova eficaz em idosos.
Scott Berkun, autor de "Mitos da Inovação" — um livro de 2007 que alerta para a diluição do termo —, diz que o que a maioria das pessoas chama de inovação não passa, na verdade, de um "produto muito bom".
Berkun prefere reservar a palavra a inventos capazes de transformar uma civilização —como a eletricidade, a imprensa, o telefone e, mais recentemente, talvez o iPhone.
Hoje consultor de inovação, Berkun aconselha clientes a banir a palavra da empresa.
"É uma palavra camaleônica [usada] para ocultar a falta de substância", diz.
Para Berkun, a popularização do termo inovação remonta à década de 1990, época da bolha da internet e do lançamento de Dominando a Dinâmica da Inovação, de James M. Utterback, e do livro de Christensen.
O termo seduz empresas estabelecidas por conotar algo ágil e bacana, como seriam uma empresa nova e seus criadores, explica.
Nem sempre empresas de tecnologia são as que mais abusam do termo. A Apple Inc. e a Google Inc. usaram a palavra inovação 22 vezes e 14 vezes, respectivamente, nos últimos relatórios anuais. Junto com elas vieram Procter & Gamble Co. (22 vezes), Scotts Miracle-Gro Co. (21) e Campbell Soup Co. (18).
A febre da inovação fez nascer toda uma indústria de consultoria. Empresas do ranking das cem maiores da revista "Fortune" pagam a consultores de inovação entre US$ 300.000 e US$ 1 milhão para a colaboração em um único projeto, o que pode chegar a US$ 1 milhão e US$ 10 milhões ao ano, estima Alex Kandybin, consultor de estratégia de inovação da Booz & Co.
Além disso, quatro de cada dez executivos dizem que sua empresa hoje tem um diretor de inovação, de acordo com um estudo recente do fenômeno divulgado no mês passado pela consultoria Capgemini.
Os resultados, baseados numa sondagem pela internet de 260 executivos do mundo todo, além de 25 entrevistas mais detalhadas, sugerem que o título pode ser mera "propaganda".
A maioria dos executivos admitiu que sua empresa ainda não tem uma estratégia de inovação clara para respaldar o posto.
Jeff Semenchuk, que em agosto virou o primeiro diretor de inovação da Hyatt Hotels Corp., diz que seu cargo não tem nada de "enrolação".
A cadeia de hotéis fez uma sondagem recente com centenas de hóspedes e concluiu que "estamos todos basicamente presos ao passado", diz ele em alusão ao setor.
Semenchuk dirige iniciativas experimentais em oito hotéis recentemente destacados como "laboratórios" no mundo todo. Entre os projetos: um processo no qual um recepcionista com um iPad em punho vai ao aeroporto receber o hóspede e dar início ao seu registro.
A palavra inovação de nova não tem nada. O primeiro registro do termo, que vem do latim "innovatus" (renovação, mudança), em um documento impresso data do século 15, diz Robert Leonard, presidente do programa de linguística de Universidade Hofstra, nos EUA.
Com a aceleração do ciclo de produtos em empresas, a palavra passou a significar não só fazer algo novo, mas fazê-lo com mais rapidez, diz ele.
A fabricante de sopas enlatadas Campbell, por exemplo, diz que está tentando levar novidades — novos sabores de sopa, novos molhos — ao mercado mais depressa do que as concorrentes. "Hoje em dia, uma ideia pode ser imitada com muito mais rapidez", diz o vice-presidente e gerente-geral da empresa, Darren Serrao.
Para Christensen, há três tipos de inovação: a inovação na eficiência, pela qual o mesmo produto é feito a um custo menor, como a automatização da consulta ao cadastro de crédito de alguém; a inovação sustentadora, que converte um produto já bom em algo ainda melhor, como o carro híbrido; e a inovação de ruptura, que transforma coisas caras e complexas em algo simples e mais acessível, como a migração do mainframe para o microcomputador.
Para a empresa, o maior potencial de crescimento reside na inovação de ruptura, diz. Christensen observa que as demais modalidades poderiam muito bem ser chamadas de progresso comum — e normalmente não criam mais empregos nem negócios.
Como a inovação de ruptura pode levar de cinco a oito anos para dar frutos, diz ele, muita empresa perde a paciência.
Para a empresa é bem mais fácil, acrescenta o autor, apenas dizer que está inovando. "Todo mundo está inovando, pois qualquer mudança virou inovação".
Usuários inveterados admitem que já estão cansando do termo inovação.
Hickey, da Sealed Air, diz que a empresa vem usando o termo em informes ao mercado pelo menos desde a década de 1980. E que está considerando suspender seu uso.
E o que entraria no lugar? "Inventivo".
"Inventivo é estado de espírito; inovação é uma coisa", explica. "Vamos abrir caminho".
(Colaborou Melissa Korn.)
WSJ Americas
Não significa, no entanto, que a empresa esteja realmente inovando em alguma coisa. Nada disso: embora o termo remeta a uma transformação monumental, o progresso sendo descrito volta e meia é bem ordinário.
Como outros motes popularíssimos no passado — "sinergia", "otimização" —, a inovação corre o risco de virar um clichê. Se é que já não virou.
"A maioria das empresas diz que é inovadora na esperança de levar o investidor a crer que há crescimento onde não há", diz Clayton Christensen, professor da Faculdade de Administração Harvard e autor de "O Dilema da Inovação", de 1997.
Uma busca em informes de resultados anuais e trimestrais apresentados à agência reguladora do mercado aberto nos Estados Unidos, a SEC, revela que empresas citaram alguma variação do termo "inovação" 33.528 vezes no ano passado, alta de 64% em relação a cinco anos antes.
Mais de 250 livros com o termo "innovation" no título foram lançados nos últimos três meses — a maioria na seção de administração, segundo pesquisa na Amazon.com.
A definição do termo varia muito dependendo de quem estiver respondendo. Para Bill Hickey, diretor-presidente da Sealed Air Corp., significa inventar algo que não existia antes, como o plástico-bolha da empresa.
Para o presidente da Ocean Spray Cranberries Inc., Randy Papadellis, significa transformar um artigo como a casca de uma fruta — no caso, cranberry, ou mirtilo —, que antes ia para o lixo, numa guloseima, como os doces Craisins.
Para o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pfizer Inc., Mikael Dolsten, é pegar um produto que já existe e aplicá-lo a outro público, como uma vacina para bebês que também se prova eficaz em idosos.
Scott Berkun, autor de "Mitos da Inovação" — um livro de 2007 que alerta para a diluição do termo —, diz que o que a maioria das pessoas chama de inovação não passa, na verdade, de um "produto muito bom".
Berkun prefere reservar a palavra a inventos capazes de transformar uma civilização —como a eletricidade, a imprensa, o telefone e, mais recentemente, talvez o iPhone.
Hoje consultor de inovação, Berkun aconselha clientes a banir a palavra da empresa.
"É uma palavra camaleônica [usada] para ocultar a falta de substância", diz.
Para Berkun, a popularização do termo inovação remonta à década de 1990, época da bolha da internet e do lançamento de Dominando a Dinâmica da Inovação, de James M. Utterback, e do livro de Christensen.
O termo seduz empresas estabelecidas por conotar algo ágil e bacana, como seriam uma empresa nova e seus criadores, explica.
Nem sempre empresas de tecnologia são as que mais abusam do termo. A Apple Inc. e a Google Inc. usaram a palavra inovação 22 vezes e 14 vezes, respectivamente, nos últimos relatórios anuais. Junto com elas vieram Procter & Gamble Co. (22 vezes), Scotts Miracle-Gro Co. (21) e Campbell Soup Co. (18).
A febre da inovação fez nascer toda uma indústria de consultoria. Empresas do ranking das cem maiores da revista "Fortune" pagam a consultores de inovação entre US$ 300.000 e US$ 1 milhão para a colaboração em um único projeto, o que pode chegar a US$ 1 milhão e US$ 10 milhões ao ano, estima Alex Kandybin, consultor de estratégia de inovação da Booz & Co.
Além disso, quatro de cada dez executivos dizem que sua empresa hoje tem um diretor de inovação, de acordo com um estudo recente do fenômeno divulgado no mês passado pela consultoria Capgemini.
Os resultados, baseados numa sondagem pela internet de 260 executivos do mundo todo, além de 25 entrevistas mais detalhadas, sugerem que o título pode ser mera "propaganda".
A maioria dos executivos admitiu que sua empresa ainda não tem uma estratégia de inovação clara para respaldar o posto.
Jeff Semenchuk, que em agosto virou o primeiro diretor de inovação da Hyatt Hotels Corp., diz que seu cargo não tem nada de "enrolação".
A cadeia de hotéis fez uma sondagem recente com centenas de hóspedes e concluiu que "estamos todos basicamente presos ao passado", diz ele em alusão ao setor.
Semenchuk dirige iniciativas experimentais em oito hotéis recentemente destacados como "laboratórios" no mundo todo. Entre os projetos: um processo no qual um recepcionista com um iPad em punho vai ao aeroporto receber o hóspede e dar início ao seu registro.
A palavra inovação de nova não tem nada. O primeiro registro do termo, que vem do latim "innovatus" (renovação, mudança), em um documento impresso data do século 15, diz Robert Leonard, presidente do programa de linguística de Universidade Hofstra, nos EUA.
Com a aceleração do ciclo de produtos em empresas, a palavra passou a significar não só fazer algo novo, mas fazê-lo com mais rapidez, diz ele.
A fabricante de sopas enlatadas Campbell, por exemplo, diz que está tentando levar novidades — novos sabores de sopa, novos molhos — ao mercado mais depressa do que as concorrentes. "Hoje em dia, uma ideia pode ser imitada com muito mais rapidez", diz o vice-presidente e gerente-geral da empresa, Darren Serrao.
Para Christensen, há três tipos de inovação: a inovação na eficiência, pela qual o mesmo produto é feito a um custo menor, como a automatização da consulta ao cadastro de crédito de alguém; a inovação sustentadora, que converte um produto já bom em algo ainda melhor, como o carro híbrido; e a inovação de ruptura, que transforma coisas caras e complexas em algo simples e mais acessível, como a migração do mainframe para o microcomputador.
Para a empresa, o maior potencial de crescimento reside na inovação de ruptura, diz. Christensen observa que as demais modalidades poderiam muito bem ser chamadas de progresso comum — e normalmente não criam mais empregos nem negócios.
Como a inovação de ruptura pode levar de cinco a oito anos para dar frutos, diz ele, muita empresa perde a paciência.
Para a empresa é bem mais fácil, acrescenta o autor, apenas dizer que está inovando. "Todo mundo está inovando, pois qualquer mudança virou inovação".
Usuários inveterados admitem que já estão cansando do termo inovação.
Hickey, da Sealed Air, diz que a empresa vem usando o termo em informes ao mercado pelo menos desde a década de 1980. E que está considerando suspender seu uso.
E o que entraria no lugar? "Inventivo".
"Inventivo é estado de espírito; inovação é uma coisa", explica. "Vamos abrir caminho".
(Colaborou Melissa Korn.)
WSJ Americas
Em Altamira - Blog do BACANA
Zé Geraldo não será candidato a prefeito de Altamira.
Ontem o pessoal do PT falou com o PMDB.
Mas Claudomiro do PSB pode levar a melhor e ter o apoio dos vermelhos.
Ontem o pessoal do PT falou com o PMDB.
Mas Claudomiro do PSB pode levar a melhor e ter o apoio dos vermelhos.
Dilma faz 12 vetos e 32 alterações no Código Florestal
Dos 84 artigos do Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados, 12 trechos foram vetados pela presidente Dilma Rousseff.
O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira em entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, com os ministros Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; Mendes Ribeiro, da Agricultura; e Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário; além de Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União.
A decisão de Dilma foi tomada após duas semanas de reuniões diárias e longas com ministros, autoridades e técnicos do governo. O texto aprovado pela Câmara, em 25 de abril, por 274 a 184 votos, fez mudanças significativas no substitutivo do Senado, defendido pelo governo.
A presidente fez um total de 32 alterações ao texto: 14 recuperam o texto aprovado pelo Senado, 13 representam ajustes ou adequações de conteúdo do projeto de lei e cinco dispositivos novos foram incluídos.
Entre os pontos vetados estão as duas principais polêmicas, a possibilidade de anistia a quem desmatou ilegalmente e a redução dos parâmetros de proteção de áreas de preservação permanente (APPs), presentes no artigo 61.
A recomposição de APP será feita de acordo com o número de módulos fiscais que a propriedade possui, variando a recomposição de 5 a 100 metros a partir das margens dos rios. Mesmo que tenham a mesma área, as propriedades poderão ter que recompor extensões diferentes, uma vez que dependerá da largura dos rios - maior ou menor que 10 metros.
A decisão de Dilma será publicada no Diário Oficial de segunda-feira, juntamente com uma Medida Provisória que será editada para cobrir o “vácuo legislativo” que resultará dos vetos.
Na manhã desta sexta, a presidente já se reuniu com os líderes do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), no Senado, José Pimentel (PT-CE), e no Congresso, Eduardo Braga (PMDB-AM), pedindo que eles se mobilizem para garantir a aprovação da proposição.
(Tarso Veloso, Yvna Sousa e Fernando Exman / Valor)
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sexta-feira, 25 de maio de 2012
Prato que se come frio
A Monte Carlo, deflagrada no final de fevereiro pela Polícia Federal, revelou, na avaliação de Gurgel, indícios para pedir a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Demóstenes Torres e três deputados federais - elementos que não havia há três anos, quando recebeu a Operação Vegas.
Para Collor, a omissão do chefe do Ministério Público de não levar adiante a Vegas materializa o crime de prevaricação e, no mínimo, constitui ato de improbidade administrativa por não ter cumprido prazos previstos em lei para lidar com uma investigação.
O senador disse que se Gurgel não tinha indícios contra pessoas de foro privilegiado, ele tinha as alternativas de pedir diligências, buscar mais informações, arquivar o caso em 15 dias, segundo o Código de Processo Civil, ou devolver o caso para a Justiça de primeira instância. Collor disse que a atuação do procurador-geral foi "criminosa".
"O fato é que o senhor Roberto Gurgel nada sobrestou; ao contrário, omitiu-se ou prevaricou, falhou com a verdade, ao afirmar a necessidade de se retomarem as interceptações telefônicas e outras diligências", afirmou. "No engavetamento da Operação Vegas, sem as formalidades legais, ou seja, com despacho de arquivamento, o procurador agiu de forma criminosa, já que um membro do Ministério Público que atua em qualquer entrância ou instância tem de agir nos estritos limites da legalidade", disse.
No discurso, Collor lembrou que os delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo disseram que as duas investigações, ao contrário do que afirmou Gurgel, não tem ligações entre si. O senador já apresentou pedidos de convocação do procurador-geral e da mulher dele, a subprocuradora Cláudia Sampaio. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a subprocuradora disse que o MP tomou em conjunto com a PF a decisão de "segurar" a operação Vegas.
"O fato é que o senhor Roberto Gurgel nada sobrestou; ao contrário, omitiu-se ou prevaricou, falhou com a verdade, ao afirmar a necessidade de se retomarem as interceptações telefônicas e outras diligências", afirmou. "No engavetamento da Operação Vegas, sem as formalidades legais, ou seja, com despacho de arquivamento, o procurador agiu de forma criminosa, já que um membro do Ministério Público que atua em qualquer entrância ou instância tem de agir nos estritos limites da legalidade", disse.
No discurso, Collor lembrou que os delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo disseram que as duas investigações, ao contrário do que afirmou Gurgel, não tem ligações entre si. O senador já apresentou pedidos de convocação do procurador-geral e da mulher dele, a subprocuradora Cláudia Sampaio. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a subprocuradora disse que o MP tomou em conjunto com a PF a decisão de "segurar" a operação Vegas.
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