quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo



O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas

O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo. É vedete nas lanchonetes de cidades litorâneas do Brasil, em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris (França). Açaí, típico da região Amazônica, fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea, família Palmae) é muito utilizado pelos habitantes no preparo de sucos, vinhos, doces, licores e sorvetes. O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas.

Na região amazônica, o suco feito com a polpa é conhecido como “vinho de açaí”. Consumido geralmente com farinha de tapioca, faz parte da alimentação local. Hoje, o estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado, mas o açaí é apreciado em toda a região amazônica e recentemente tem sido também consumido pelos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente por academias e atletas.
Despolpamento do fruto
Pelo despolpamento do fruto, obtem-se o tradicional "vinho do açaí", bebida de grande aceitação e bastante difundida entre as camadas populares, considerado um dos alimentos básicos da região. O caroço (endocarpo e amêndoa), após decomposição é largamente empregado como matéria orgânica, sendo considerado ótimo adubo para o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais.

Utilização da Estirpe do Açaí
Quando adulto e bem seco, a estirpe é bastante utilizado como esteio para construções rústicas, ripas para cercados, currais, paredes e caibros para coberturas de barracas, lenha para aquecimento de fornos de olarias. Experiências realizadas pelo Idesp-Pará, demonstraram a sua importância como matéria-prima para produção de papel e produtos de isolamento elétrico.

A Copa
As folhas do açaí servem para cobertura de barracas provisórias e fechamento de paredes, especialmente as de uso transitório como as utilizadas pelos roceiros e caçadores. Quando verdes e recém-batidas, servem como ração, sendo bastante apreciada pelos animais. As folhas do açaizeiro, após trituração, também fornecem matéria-prima para fabricação de papel. Na base da copa, constituída pela reunião das bainhas e o ponto terminal do estipe, encontra-se um palmito de ótima qualidade e muito procurado pelas indústrias alimentícias.

As bainhas da folhas, por sua vez, após separação para extração do palmito e os resíduos deste, são utilizadas como excelente ração para bovinos e suínos, bem como - após decomposição - excelente adubo orgânico para hortaliças e fruteiras.

A Planta
É palmeira de belo porte, apresentando-se bastante alta, quando em concorrência na floresta, porém de porte médio se cultivada isoladamente ou sem influência de árvores de grande porte. Presta-se com ótimos resultados para ornamentação de jardins e parques. Pelas características de cultura permanente, pode ser recomendada para proteção do solo, por apresentar uma deposição constante de folhas, aliado ao sistema radicular abundante que possui.

Importância Comercial
O açaí é de importância incalculável para a região amazônica em virtude de sua utilização constante por grande parte da população, tornando-se impossível, nas condições atuais de produção e mercado, a obtenção de dados exatos sobre sua comercialização. A falta de controle nas vendas, bem como a inexistência de uma produção racionalizada, uma vez que a matéria-prima consumida apoia-se pura e simplesmente no extrativismo e comercialização direta, também impedem a constituição de números exatos.

Variedades
O açaizeiro apresenta duas variedades bastante conhecidas pelo homem interiorano, cuja diferenciação é feita apenas pela coloração que os frutos apresentam quando maduros, as quais podem ser assim caracterizadas:
Açaí Roxo:
É a variedade regional predominante conhecida com açaí preto, pois seus frutos apresentam, quando maduros, uma polpa escura, da qual se obtém um suco de coloração arroxeada "cor de vinho", originando assim, a denominação popular de "vinho de açaí".
Açaí Branco
É assim denominado por produzir frutos cuja polpa, quando madura, se apresenta de coloração verde-escuro brilhante, fornecendo um suco (vinho) de cor creme claro.

Além de ser aproveitado de todas estas formas, o palmito do açai, que é muito apreciado e considerado como um prato fino, é comercializado em grande escala e chega a ser exportado.

Bom para a Saúde
O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do açaí. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos. "O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?", disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida.

Segundo ela, trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo do qual faz parte tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. E ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.

O artigo Pharmacokinetics of anthocyanins and antioxidant effects after the consumption of anthocyanin-rich açai juice and pulp (Euterpe oleracea Mart.) in human healthy volunteers, de Susanne Talcott e outros, pode ser lido por assinantes do Journal of Agricultural and Food Chemistry em http://pubs.acs.org/journals/jafca

Com menos de 50% de cobertura vacinal, Ceará confirma quinta morte por gripe suína



A Secretaria de Saúde do Ceará confirmou a quinta morte provocada pela influenza A (H1N1) – gripe suína – este ano. A vítima, uma mulher de 35 anos, deu entrada em um hospital de Fortaleza já com um quadro de insuficiência respiratória e morreu no último domingo (20).

De acordo com a assessoria de imprensa, a paciente não fazia parte de nenhum grupo de risco, mas não respondeu bem ao tratamento durante o período em que ficou internada na unidade de terapia intensiva (UTI).

Além dela, uma gestante e um adolescente menor de 15 anos também estão entre os mortos pela doença no estado. Desde janeiro deste ano, o Ceará confirmou 129 casos de infecção pelo vírus Influenza H1N1 em 16 cidades, sendo a maioria em Fortaleza e em Beberibe.

A Secretaria de Saúde informou que a cobertura da campanha de vacinação contra a influenza, que imuniza também contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – no estado, atingiu 46% do público-alvo. Alguns municípios, como Juazeiro do Norte, sequer alcançaram a margem de 40% de imunização. A campanha acaba na sexta-feira (25). (Fonte: Paula Laboissière/ Agência Brasil)

ENEM. Corrigindo mais problemas, herança do Haddad



MEC altera forma de correção da redação do Enem

São Paulo - O Ministério da Educação (MEC) decidiu alterar a forma de correção da redação do próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para 3 e 4 de novembro. A discrepância máxima entre as notas dadas pelos dois corretores cairá dos atuais 300 pontos para 200. Quando esse limite for ultrapassado, um terceiro corretor analisará a redação. Segundo a reportagem apurou, nos casos em que nem um terceiro corretor conseguir chegar a um consenso com os outros dois, a prova será submetida a uma banca examinadora, que dará a nota final.

O anúncio dessas e de outras mudanças será feito hoje em coletiva de imprensa pelo ministro Aloizio Mercadante e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa. Desta vez, o edital do processo contemplará um único exame, e não vários.

Na última edição do Enem, o Inep foi confrontado com processos judiciais de candidatos que criticaram as notas finais. Foi o caso de uma estudante carioca que recebeu três notas diferentes: 800 (do primeiro corretor), 0 (do segundo) e 440 (do terceiro). A mudança na forma de correção deverá aumentar o número de redações revisadas e exigir melhor treinamento.

Em entrevista logo após assumir o cargo, Mercadante já havia defendido uma nova forma de corrigir as redações. "Precisamos aprimorar o critério, pois sempre há componente subjetivo", disse na ocasião.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

RISCO À SAÚDE: O BRASIL É O MAIOR CONSUMIDOR DE AGROTÓXICOS DO MUNDO


Durante muito tempo, uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e cereais era garantia de saúde porque suas vitaminas, minerais, fibras e proteínas são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Mas essa opção já não é mais sempre tão saudável


Agroquímicos largamente usados para compensar a terra maltratada e exaurida e para matar ervas daninhas e insetos, sob pretexto de aumentar a produção, permanecem nos alimentos e causam uma série de doenças. Estudos científicos, inclusive dos próprios fabricantes durante o desenvolvimento dos produtos, constatam prejuízos à saúde.

A pesquisadora Raquel Rigotto, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, conta que há intoxicações agudas que surgem logo após as pulverizações, sinalizadas por dor de cabeça, náusea, alergia, ardor na pele, no nariz e até convulsões, coma e morte. E há os efeitos crônicos pelo acúmulo de veneno no organismo, afetando quem planta e quem consome.

“Causam alterações hormonais, no fígado e rins, abortos, malformações congênitas, câncer de tireoide, de mama, leucemia, distúrbios cerebrais e comportamentais, como tentativas de suicídio”, esclarece Raquel, que estuda os impactos das pulverizações aéreas na região da chapada do Apodi, no Ceará. Há aumento de casos de câncer, mas a pesquisadora diz que a subnotificação esconde os números reais. Existe ainda o potencial agravamento dos problemas de saúde devido a mistura de ingredientes ativos, dosagens maiores e as aplicações seguidas para compensar a resistência das plantas aos componentes.

O relatório mais recente do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), traz dados preocupantes. Das 2.488 amostras colhidas em 2010, apenas 37% estavam livres de veneno. Isso preocupa por se tratar de alimentos comuns da mesa dos brasileiros: arroz, feijão, alface, tomate, batata, cebola, laranja, repolho, pepino, abacaxi, beterraba, cenoura, couve, maçã, mamão, manga, morango e pimentão. E somente em 35% havia resquícios em doses inferiores ao limite permitido. Já em 28% havia sinais de produtos proibidos para aquela planta, além de substâncias autorizadas mas acima do permitido.

Há culturas que recebem produtos impróprios, banidos no país ou nem sequer registrados para uso. Segundo a agência, 59,9% das amostras apresentaram pelo menos um ingrediente ativo irregular e 23,3%, ao menos dois. Em uma porção de morango havia seis diferentes ingredientes e em uma de pimentão, sete. Entre os venenos mais encontrados estão o carbendazim e o clorpirifós, com uso restringido pela Anvisa, o metamidofós, em processo de proibição, e o acetato.

Das 694 porções insatisfatórias, 30% continham sobras de componentes ativos que não deveriam ser usados porque estão em processo de reavaliação toxicológica. “A mandioca, o milho e a soja, base da indústria de muitos alimentos, ainda não são analisados porque o processo é complexo e caro”, afirma Luiz Cláudio Meirelles, gerente-geral de toxicologia da Anvisa.

Segundo Meirelles, o órgão trabalha pelo banimento de agrotóxicos proibidos em outros países e pelo cumprimento das normas estabelecidas por lei. “À luz do conhecimento científico atual, há limites para o uso seguro. Mas é claro que isso pode mudar. Há 30 anos, substâncias hoje sabidamente cancerígenas, como o BHC (hexabenzeno de cloro) e o DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), eram liberadas.”

A presença de resíduos acima do limite tido como seguro decorre do uso abusivo, sem intervalo entre a última aplicação e a colheita, e do desrespeito às orientações. “Lavar os alimentos em água corrente só retira parte dos resíduos presentes na casca e nas folhas. Alguns agrotóxicos são absorvidos pelos tecidos internos da planta e, se não forem degradados pelo metabolismo do próprio vegetal, serão ingeridos”, afirma Rosany Bochner, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox).

Como ela destaca, a toxidez dessas substâncias supera a dos medicamentos. “Enquanto o agrotóxico mata três a cada 100 intoxicados, os medicamentos matam um a cada 200.” Em 2009, foram registrados 7.677 casos agudos (7,64% do total) causados por produtos de alta toxicidade, como o chumbinho, vendido nas cidades e de maneira ilegal, para matar ratos. “Muito usado em tentativas de suicídio, acarreta um grave problema de saúde pública.”

O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Em 2010, foram comercializados mais de 1 milhão de toneladas, o equivalente a 5 quilos por habitante. A triste liderança começou entre 2001 e 2008, quando as vendas passaram de US$ 2 bilhões para mais de US$ 7 bilhões. No mesmo período, a área cultivada por alimentos aumentou só 4,59%. “Os lucros seguem para as matrizes no exterior. Nós ficamos com as doenças e o impacto ambiental”, diz o agricultor Cleber Folgado, da coordenação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

As extensas lavouras de soja, milho e algodão colocam Mato Grosso como o maior consumidor nacional. Como em outras áreas, no estado o veneno geralmente é pulverizado por aviões ou outros implementos, ignorando limites de córregos, beiras de rio e quintais das casas, conforme determinam inócuas instruções normativas do Ministério da Agricultura. Segundo especialistas, o vento e as chuvas espalham o veneno, alcançando também os lençóis freáticos.

Estudos coordenados por Wanderlei Pignati, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso, mostram que, além de pessoas e animais, a terra, o ar, a chuva, as águas e até o leite materno estão contaminados nas cidades de Rio Verde e Campo Verde. Ele conta que, das 232 amostras de água de poços artesianos, 83% continham vários tipos de pesticida.

O mesmo ocorreu com 56% das amostras de água de chuva recolhidas nas escolas: 25% apresentavam pelo menos dois tipos de veneno, como o endossulfam – que será proibido a partir de julho. O leite de 62 mães que participaram do estudo continha uma substância derivada do DDT, proibido em 1985 para a agricultura, e 76% tinha endossulfam. Algumas das mães tiveram filhos com malformações congênitas. No sangue de trabalhadores rurais havia o dobro de resíduos de glifosato em relação ao de moradores da zona urbana.

“Comparações mostram que o problema é maior onde os agroquímicos são usados em quantidades maiores”, afirma Pignati. Segundo ele, outras pesquisas no estado apontam maior incidência de câncer nos municípios onde há maior pulverização. Os dados respaldam a luta de movimentos sociais e sindicatos, que já resultou em ações do Ministério Público.

Pesquisadora da Fiocruz em Recife e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, Lia Giraldo da Silva Augusto afirma que os malefícios dos agrotóxicos são denunciados desde a década de 1960. Os produtos daquela época, os organoclorados, foram substituídos pelos fosforados, que se mostraram ainda piores.

“Como essas substâncias não atacam apenas as pragas que se deseja eliminar, as intoxicações são mais intensas.” Outra questão é a falta de estudos sobre os danos causados pelo acúmulo de pequenas quantidades. “Prevalece ainda a ideia de que os agrotóxicos só trazem problemas agudos. O que mais preocupa, em termos de segurança alimentar, é justamente essa exposição crônica, que se confunde com outras causas de doenças.”

Conhecendo os riscos dos agrotóxicos, a professora de tai chi chuan Maria Luiza Hourneaux Affonso, de Santo André, no ABC paulista, optou por uma alimentação agroecológica há mais de 30 anos. E ganhou saúde. Antes, ao fazer exames para doar um rim para o pai, soube que tinha o mesmo problema. A doença, que atinge todos os familiares, evolui para a insuficiência renal, que exige sessões de hemodiálise e posterior transplante. “Como os filtros do meu organismo estavam comprometidos, eu não poderia continuar ingerindo venenos. Deixei de consumir alimentos com agrotóxicos, cortei carne, e convivo até hoje com meus rins.” Segundo conta, nunca precisou fazer hemodiálise. Um primo bem mais novo não teve essa preocupação e está na fila do transplante.

No final de 2011, a Comissão de Seguridade Social da Câmara aprovou relatório sobre o uso de agrotóxicos. De acordo com o texto do relator, padre João (João Carlos Siqueira, PT-MG), esses produtos são beneficiados pela redução de ICMS e isenção de IPI para vários ingredientes ativos perigosos e de recolhimentos para o PIS/Pasep e Cofins. Há ainda benefícios estaduais, como no Ceará, onde a isenção chega a 100%. Já a produção agroecológica, com métodos alternativos para o controle de pragas e doenças, não tem incentivos.

Mesmo assim, há pequenos agricultores que romperam com o sistema que os obriga a comprar sementes, inclusive transgênicas, e pesticidas como condição para o acesso ao crédito. Muitos trabalham para produzir alimentos livres de veneno. Em Linhares, no Espírito Santo, os familiares de Ana Cristina Soprani e Elias Alves dos Santos deixaram para trás a monocultura do café praticada por mais de duas décadas.

Nos últimos 12 anos, se organizaram para o retorno a uma produção diversificada. Tiveram de recuperar o solo degradado, frequentar reuniões e cursos de agroecologia. Hoje produzem feijão, milho, mandioca, café, banana, laranja, abóbora, quiabo, jiló, maxixe, mamão e coco verde, além de doces e pães caseiros. Ao todo, são comercializados 1.600 quilos de alimentos toda semana. “Não queremos selo para agregar valor à nossa produção, mas oferecer à classe trabalhadora o mesmo alimento saudável que está na nossa mesa”, diz Ana Cristina.

Em Nova Santa Rita (RS), a Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre já comercializa arroz branco, integral e parboilizado. A safra deste ano está prevista em 280 mil sacas. São 417 famílias, de 16 assentamentos, cultivando 3.993 hectares de arroz ecológico. Para o produtor Emerson José Giacomelli, essas famílias poupam o meio ambiente de agressões químicas. “O arroz tradicional utiliza muito inseticida, adubo, fertilizante e ureia, que contaminam a água dos arrozais e, depois, os córregos para onde correm.” Outro diferencial, segundo ele, é o preço. Como as famílias controlam desde a produção das sementes até a distribuição, os produtores vendem mais barato e têm melhor renda.

Para a agrônoma Nívia Regina da Silva, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), é possível alimentar toda a população sem agrotóxicos. Isso, porém, exige mudanças no campo, hoje marcado pela concentração de terra, monocultura de produtos para exportação e uso de sementes modificadas, fertilizantes e pesticidas. “A luta do pequeno agricultor, que realmente produz alimentos, é enorme. Ele é obrigado a comprar sementes que não brotam, que exigem a presença de agroquímicos, os quais, por sua vez, exigem sementes melhores. É um círculo vicioso. Se não mudarmos essa forma de produção, teremos um país doente.



UFOPA anuncia doutorado em parceria com a Unicamp


O reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Prof. Dr. José Seixas Lourenço, anunciou nesta terça-feira, dia 22, a consolidação de parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), a qual irá possibilitar a oferta de Doutorado Interinstitucional (Dinter) voltado para a grande área da Educação. O anúncio ocorreu durante coletiva de imprensa, concedida na Reitoria da UFOPA, no Campus Tapajós, em Santarém. Participaram da coletiva o coordenador do programa, Prof. Dr. Anselmo Colares; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação Tecnológica, em exercício, Prof. Dr. Ricardo Bezerra, e a diretora do Instituto de Ciências da Educação (ICED), Profa. Solange Ximenes. Com a parceria, será atendido grande anseio da comunidade docente da área das Ciências da Educação da UFOPA por cursos de pós-graduação stricto sensu.
O Dinter, conhecido também como “casadinho”, terá duração de quatro anos; os aprovados no processo de seleção, que deverá ser realizado durante o mês de junho, cursarão as disciplinas em Santarém, na UFOPA, durante o 2° semestre de 2012 e 1° semestre de 2013. Após esta etapa, o pesquisador deverá deslocar-se até a cidade de Campinas, onde terá a vivência dos grupos de pesquisa da Unicamp. Esta fase de preparação do pesquisador terá a duração de um ano e, ao término dela, o pesquisador voltará a Santarém para a conclusão de sua tese de doutorado.
O edital com as diretrizes do processo seletivo do curso será publicado pela Unicamp ainda neste mês. Ao todo serão ofertadas 20 vagas, distribuídas em três linhas de pesquisa: “História e Filosofia em Educação”; “Políticas de Educação e Sistemas Educacionais”; e “Ensino e Práticas Culturais”. Como é exigência deste tipo de parceria que os beneficiados sejam os próprios professores da instituição, inicialmente as 20 vagas deverão ser preenchidas pelo corpo docente da UFOPA. “Estamos discutindo a possibilidade de outros docentes poderem participar do processo de seleção; no entanto, temos um número de 50 professores da UFOPA interessados no curso”, informa o coordenador.
Demanda histórica
A necessidade de formação continuada para os professores formados em experiências de interiorização, em Santarém, é histórica. De acordo com Anselmo Colares, há uma demanda que se prolonga desde a década de 1980, quando foram ofertados os primeiros cursos de licenciatura. “Essas pessoas que se formaram em licenciatura e permaneceram aqui não passaram do nível da especialização. Alguns dos doutores que aqui encontramos buscaram sua formação em outras cidades, e alguns não voltaram. Ou seja, este Dinter em Educação é de grande importância estratégica para a região e para a universidade, pois a partir dele poderemos alcançar a independência, com a criação do nosso programa de pós-graduação em Educação, atendendo esta demanda antiga por pós-graduação stricto sensu”, destaca.
Foi com o intuito de superar estas e outras desigualdades educacionais históricas, vividas pela população do interior da Amazônia, que, da união das unidades da UFPA e da UFRA no Oeste do Pará, surgiu a UFOPA, um marco no que se refere ao ensino superior público na região Amazônica. “Para se ter uma ideia da velocidade com que a UFOPA está se consolidando: estamos caminhando para superar o nível de doutores da UFRA, uma das instituições que nos deram origem. Em apenas dois anos alcançamos a marca de 240 doutores, a UFRA tem 250, e com a realização de mais de 100 concursos para professor adjunto da UFOPA, daremos um salto que superará a instituição que nos deu origem”, salienta o reitor.
Talita Baena – Comunicação/UFOPA
23/5/2012

MAIS SOBRE A UFOPA - ESCLARECIMENTO À SOCIEDADE E À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA


A reação da Universidade do Oeste do Pará (UFOPA) foi rápida, ante o pronunciamento do deputado e pecuarista o capixava Zé Geraldo membro da direção nacional do PT quer declarou um banho de corrupção na UFOPA. O que este deputado não sabe é que na universidade existem câmaras técnicas, Órgãos competentes para tratar assuntos do interesse da Academia. Mesmo tenha uma reitoria Pro-Tempore, não pode ser trocada, como se trocam os dirigentes do INCRA (com polícia) ou dirigentes de uma repartição pública direta. Seria bom o Zé Geraldo conhecer uma universidade onde se estuda e se produzem entre outras coisas muitos doutores. Assim aprenderia que la a única "baderna" aceitável é a que produzem os estudantes e professores. A vida universitária, com deus defeitos é extremamente rica. É a única instituição que permanece intata desde a época medieval.   


Seguem os esclarecimentos à comunidade universitária da direção da UFOPA. 

1. A presente Manifestação à Sociedade e à Comunidade Universitária decorre de pronunciamento na Câmara Federal e da recente produção de graves denúncias, reproduzidas em mídia, contra a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e alguns dos seus dirigentes e servidores que dão suporte à primeira fase de implantação da Instituição;

2. Esses pronunciamentos e denúncias, que apenas vêm se repetindo periodicamente, envolvendo as mesmas pessoas, claramente pretendem repassar para a comunidade e para a opinião pública um falso e artificializado cenário de crise na UFOPA e, desta vez, coincidem com o término do Congresso Estatuinte e o encaminhamento à Reitoria do Projeto de Estatuto, que será apreciado e aprovado pelo Conselho Universitário Pro Tempore, com base na Constituição Federal e na legislação vigente;

3. Lembramos que o Processo Estatuinte foi instituído por ato da Reitoria e o seu desfecho representa uma conquista geral para a Instituição;

4. A Administração Pro Tempore da UFOPA foi escolhida, constituída e designada pelo Governo Federal, desde a sua fase de estruturação, para promover o processo de implantação e de organização da nova Universidade, incluindo pessoas que já têm experiência da administração universitária e, no caso do reitor, pela sua ampla e longa vivência no meio acadêmico e na administração universitária e pela respeitabilidade que granjeou em todos
os setores da Educação e da Administração Pública, fatores essenciais para esta desafiadora e complexa fase de instalação de uma nova universidade;

5. Essa Administração, portanto, vislumbra concluir o processo de implantação da Universidade com a consolidação de uma base física mínima necessária, um corpo docente qualificado, um corpo técnico-administrativo sólido e competente, um corpo discente consolidado e com o aparato normativo interno em pleno vigor, para que a nova Instituição possa atuar com autonomia e autodeterminar o seu destino;

6. O clima de denúncias que só parece pretende acelerar a mudança de comando na Universidade é avaliado neste momento como um artifício nocivo àprópria Instituição, que exatamente nesta fase começa a andar com suas próprias pernas, que colhe as primeiras conquistas e que já se firma de forma consistente entre as melhores instituições, com o seu modelo acadêmico novo e inovador, o que nos abre a possibilidade de um processo
de transição pacificado, num ambiente acadêmico respeitável e numa
perspectiva grandiosa para a Educação e para o Conhecimento na Amazônia;

7. As denúncias contra a UFOPA, que passaram a proliferar nas últimas semanas, parecem apostar numa suposta ingenuidade da comunidade universitária e da própria população, como se a tramitação dos processos de obras, compras e aquisições ficasse restrita apenas ao Reitor e a um grupo fechado de auxiliares. E todos sabem que não é assim.

8. Quem conhece um mínimo de universidade sabe que esses processos, geralmente com vários volumes, tramitam em inúmeras instâncias e unidades e obedecem a um rigoroso procedimento previsto na legislação antes de ter uma decisão. Impossível, portanto, qualquer tipo de desvio ou irregularidade sem envolver um número enorme de servidores, técnicos e
dirigentes. Daí, que esse tipo de acusação infundada só faz atingir a honra e a dignidade dos próprios servidores da Instituição, que trabalham com dedicação e seriedade e que acabam vendo o seu trabalho sendo denegrido e acusado de desonesto;

9. Todas as contratações de obras e de serviços na UFOPA são realizadas com total respaldo na legislação vigente, principalmente na Lei das Licitações e Contratos e na Lei do Pregão Eletrônico, neste caso para a aquisição de bens e serviços comuns. Esses processos passam,
inicialmente, pela análise da Procuradoria Geral Federal, vinculada à Advocacia Geral da União, e, posteriormente, pela inspeção da Controladoria Geral da União. Para os casos que mereceram algum tipo de denúncia interna, a Reitoria da UFOPA imediatamente procede à averiguação do assunto, para o seu total esclarecimento inclusive notificando as empresas para manifestação;

10. As aquisições de terrenos, que fazem parte do plano de implantação, expansão e consolidação da UFOPA, como uma universidade criada há dois anos, são todas precedidas de avaliação de órgão oficial, no caso a Superintendência de Patrimônio da União (SPU), de acordo com o que é determinado pela legislação (publicado no Diário Oficial da União – DOU), e, posteriormente, de exame por parte do Ministério da Educação, órgão ao qual a Instituição se encontra vinculada, além dos controles já citados acima;

11. Portanto, a UFOPA atua em total obediência à legislação e totalmente vinculada e articulada com os órgãos de controle interno e externo e da Administração Federal, que vêm, inclusive, prestando valiosa contribuição ao processo de implantação dos sistemas federais na Instituição conforme pode ser verificado no relatório da CGU;

12. Por outro lado, a implantação da UFOPA significa o início de um novo ciclo de desenvolvimento na Região Oeste do Pará e na Amazônia. Tem-se a clareza que para isso se tornar realidade temos que fazer uma revolução em ciência, tecnologia e inovação que implica a atração e fixação de pessoal qualificado, o que a UFOPA tem feito com muito sucesso;

13. O resultado desse trabalho fica visível quando se verifica a ampliação de oportunidades na graduação e na pós-graduação, com mais de sete mil alunos matriculados, e na ampliação das parcerias com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Governo do Estado do Pará para a implantação do Parque de Ciência e Tecnologia do Tapajós; com a Eletronorte, na implantação da Base Científica de Curuá-Una; com o Ministério da Integração Nacional e SUDAM, para a implantação do Núcleo de Tecnologia em Aquicultura, que atraiu, inclusive, a visita do ministro à UFOPA; com a Prefeitura Municipal de Santarém, na cessão de pessoal, na melhoria das vias de acesso aos Câmpus da UFOPA e na remoção de famílias que hoje ocupam área institucional e que merecem um cuidado humano e social adequados;

14. É importante que todos entendam que estamos em um período de transição e que a universidade é uma instituição complexa e não se consolida de uma hora para outra;

15. É legítimo que as pessoas tenham o desejo de se tornarem o dirigente máximo da instituição, contudo isso deve ser conquistado pelo mérito e não se tentando desqualificar pessoas que têm uma história na vida acadêmica, científica e de gestão universitária.

16. É importante ter hoje à frente da Universidade uma pessoa de competência comprovada na vida acadêmica para superar os desafios para a construção da primeira universidade federal no interior da Amazônia;

17. Esse quadro de denuncismo sistemático e artificioso, que acompanha a tentativa de desqualificar um trabalho que vem sendo realizado pela ampla maioria da comunidade acadêmica, impõe que a sociedade e a comunidade universitárias estejam atentas, daí o nosso dever de esclarecer a todos sobre essas questões;

18. Em face disso, a Administração da UFOPA coloca à disposição de todos os órgãos, autoridades, representantes, cidadãos, membros ou não da Comunidade Universitária, inclusive àqueles que nunca entraram na UFOPA, todos os processos, a documentação e a infraestrutura das suas unidades relacionadas com as denúncias que vêm sendo formuladas para que todas as questões sejam respondidas e todas as denúncias sejam esclarecidas, pois
isso só fará bem à verdade e à própria Universidade;

19. A vida e a história nos ensinam que as pessoas passam e que as instituições ficam. A Administração Pro Tempore da UFOPA estará passando, mas é importante que haja uma transição madura e benéfica tanto para a Universidade quanto para seus alunos, para que a qualidade e o crescimento institucional não sofram nenhuma solução de continuidade e que a Instituição possa sobreviver a todos os ataques e a todas as dificuldades para esta e para as futuras gerações.

Santarém, 22 de maio de 2012.

JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA AQUINO – PRÓ-REITOR DE ENSINO

ARLETE MORAES – PRÓ-REITORA DE ADMINISTRAÇÃO

RICARDO BEZERRA DE OLIVEIRA – PRÓ-REITOR (EM EXERCÍCIO) DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

ALDO GOMES QUEIROZ – PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO INSTITUCIONAL

JORGE TRIBUZY NETO – SUPERINTENDENTE DE INFRAESTRUTURA

SOLANGE HELENA XIMENES – DIRETORA DO ICED

MARIA FRANCISCA ADAD – DIRETORA DO ICS

JOSÉ REINALDO PACHECO PELEJA – DIRETOR DO ICTA

JOÃO RICARDO VASCONCELOS GAMA – DIRETOR DO IBEF

MARIA DE FÁTIMA MATOS DE SOUZA – DIRETORA DO CFI

HÉLIO CORREA FILHO – DIRETOR DO CTIC

DÓRIS FARIA – ASSESSORA

PÉTIA ARRUDA DE OLIVEIRA – DIRETOR DE OBRAS E PROJETOS

MARIA DO SOCORRO QUARESMA SACRAMENTO – DIRETORA DE FINANÇAS E CONTABILIDADE
EDSON FURTADO LOUZADA – DIRETOR DE COMPRAS

ESMÁLIA RAIOL CARDOSO – DIRETORA DE COMPRAS E SERVIÇOS

JOAQUIM MENDES BEZERRA – DIRETOR DE REGISTRO ACADÊMICO GERAL

TEREZINHA DE JESUS DIAS PACHECO – DIRETORA DE INTERIORIZAÇÃO

LUZILDA ELIANE BERNARDES DINIZ – DIRETORA DE GESTÃO DE PESSOAS

OCICLEY MACIEL VIDAL – DIRETOR DE PLANEJAMENTO

JONNES SANTOS FARIAS PEDROSO – DIRETOR DE AVALIAÇÃO E INFORMAÇÕES INSTITUCIONAIS

EDIENE PENA FEREIRA – DIRETORA DE PESQUISA

EDUARDO DIONÍZIO PAMPLONA DA SILVA – DIRETOR DE GESTÃO DE ESPAÇO

CÉSAR ANDRADE – DIRETOR DE ENSINO

ALCECI DE AQUINO MAGALHÃES – DIRETOR DE LICITAÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS

terça-feira, 22 de maio de 2012

Dime Deus

Paladino da justiça no governo Lula

O Ministro Marcio Thomas Bastos se passou 8 anos atuando como exemplo de paladino da justiça, Lula chorou na sua despedida e qualificou o seu Ministro como o melhor ministro do seu Governo. Agora Thomas Bastas é defensor de bandido, pedófilo, traficante e chefe de quadrilha. Tudo por dinheiro. Nem a CPI da Pedofilia conseguiu derrubar sua "robusta defesa" (10 milhões de reais) do pedófilo do Pará o ex-deputado Seffer. 

A maioria dos jornalistas brasileiros declara que para qualquer pessoa ética, essa mudança de lado, deveria criar um verdadeiro constrangimento. No caso do Thomas Bastos não. 

Deus os cria e o diabo os junta. 



As 500 empresas mais poderosas da América Latina

Poder 360° - Las 500 empresas más poderosas de América Latina



Veja também por países e por setores 



domingo, 20 de maio de 2012

Aí está a explicação...


A explicação não demorou muito. A única razão pela qual o pecuarista e capixava, deputado Zé Geraldo fez todo esse carnaval de denuncias sobre a UFOPA foi para distrair a atenção da invasão que a Polícia Federal fez na Incra de Santarém.

O Deputado, que nunca tinha frequentado uma universidade, parecia dirigentes estudantil. Vestiu um terno e foi para audiência com o Ministro de Educação para obter o golpe que está planejando contra a Reitoria da UFOPA.

Vamos ver no que da.....

Por enquanto veja aqui a postagem do BACANA.


A Polícia Federal invadiu hoje o Incra de Santarém, comandado pelo PT.

É que na época do superintendente Luciano Brunet há acusações de contratos fraudulentos para repasses aos assentados de terra.

Hoje Brunet é vice presidente nacional do órgão.

Dizem, 50 milhões foram desviados.


Lula gastou e a Dilma tem que arrumar a casa, e quem paga a conta?



O governo Lula surfou uma década na economia da abundância. Quando todos queriam poupar para o futuro Lula recomendou gastar muito, ir às compras. Cada ano repetia o anterior. Contra toda recomendação monetarista o governo gastava sem limites. Os bancos com as melhores taxas de juros para enriquecer banqueiros e industriais.

Benditas commodities, só isso nos encheu de divisas, aplicadas, principalmente em investimentos sociais.

O resto da América Latina crescia menos e poupava muito. Ruim porque não desfrutaram da onda de bonança da economia mundial, que gerou um estoque de dólares que aí estão. Podemos viver uma estagnação com inflação.

A previsão de crescimento para o Brasil diminui cada dia, já está nos 2,5% e pode ainda crescer menos, além do mais, existe uma tendência de reprimarização da economia,  da qual Brasil não escapa e, especificamente no Brasil, a falta de planejamento do passado, tem feito com que a economia tenha perdido competitividade.

Os planos se sucedem, mudam de nome, mas tudo continua muito parecido. A Política Industrial, Tecnológica e de Comercio Exterior (PITCE), depois a Política de Desenvolvimento Produtivo e hoje temos a Política Industrial Brasil Maior. Vamos ver qual será o próximo Plano, já que terá que haver outro para dar resposta a crise da Europa, que terá seus efeitos nos países emergentes.

Hoje é o dia........

Felipe Iluminati anuncia forte terremoto na Itália para hoje 20 de maio de 2012

O trânsito na Av. Cachoeira lento, congestionado, nenhum motorista quer avançar

CPI do Cachoeira é a mais lenta em 20 anos

Com potencial para envolver parlamentares e três governadores, a CPI do Cachoeira chega a quase um mês de existência com a marca de comissão mais lenta dos últimos 20 anos entre as destinadas a investigar corrupção.

A Folha analisou outras dez grandes comissões de inquérito criadas desde a CPI do Collor (1992). Nunca antes, em seus primeiros 15 dias de trabalho (descontados fins de semana, feriados e recessos), uma comissão ouviu tão poucos envolvidos e demorou tanto para tomar seu primeiro depoimento público.

Durante a semana a CPI foi alvo de acordo entre governo e oposição para restringir o alcance das investigações.

A primeira tomada de depoimento público, do empresário Carlinhos Cachoeira, está marcada para terça-feira. A previsão inicial era que ocorresse na semana passada, mas os advogados de Cachoeira conseguiram no Supremo suspender a sessão alegando que não haviam tido acesso ao processo. Mesmo que o empresário tivesse dado o depoimento, o cenário da CPI em relação a comissões anteriores não mudaria.

Ainda que sejam contabilizados os depoimentos secretos dos delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo, a produtividade do caso Cachoeira é muito menor que outras. Em média, no mesmo período, as outras CPIs já tinham realizado oito depoimentos.

A CPI dos Bancos, criada em 1999 para investigar o auxílio oficial dado ao banqueiro Salvatore Cacciola, já tinha ouvido 17 pessoas. A do Banestado, que apurou um esquema ilegal de envio de dinheiro ao exterior, tinha feito 12 oitivas em duas semanas.

Mesmo as CPIs que contaram com blindagem mais explícita para conter maiores estragos ao Palácio do Planalto, como a dos Cartões Corporativos (2008) e a da Petrobras (2009), foram mais céleres em suas primeiras semanas de atividade, com seis e sete depoimentos, respectivamente.

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), diz que a comissão é atípica porque o "trem já estava andando" --a CPI nasceu de uma operação da Polícia Federal. "A comissão está num ritmo adequado", disse. "O governo está usando um rolo compressor", diz o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), eximindo de responsabilidade a oposição, que atua para impedir a convocação do governador tucano Marconi Perillo (GO).

Até quarta, a CPI do Cachoeira também se notabilizava por ser a que menos havia aprovado requerimentos. Na quinta, uma série de pedidos de convocação e quebras de sigilo foi aprovada. Ainda assim, o número de requerimentos derrubados não tem precedentes: 64 só na quinta. 
UOL

sábado, 19 de maio de 2012

De cada 100 brasileiros, 65 desconhecem a Internet


Quando a maioria dos avanços alcançados pelas tecnologias de Informação e Comunicação se medem em meses e até em dias, no Brasil se medem em décadas. 

Convergência Digital. 

Um terço dos domicílios brasileiros tem acesso à Internet, um avanço considerável frente aos 10% medidos há uma década. Mas usar a rede ainda é algo essencialmente restrito aos mais prósperos e de maior escolaridade. Afinal, de cada 100 brasileiros com mais de 10 anos de idade, 65 desconhecem a Internet. 

Dez anos depois de apresentar seu Mapa da Exclusão Digital, a Fundação Getúlio Vargas divulgou nesta quarta-feira, 16/5, um novo Mapa da Inclusão Digital – elaborado em parceria com a Fundação Telefônica. Ele demonstra que a 6ª maior economia do planeta, o 5ºo maior mercado de celulares e o 3º de computadores continua com um imenso fosso digital.

Nos termos da pesquisa apresentada pelo economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, vale dizer que 90% das residências da classe A têm computador e conexão, realidade presente apenas em 2,5% das casas da classe E. A concentração é enorme. De cada 10 lares com computador e acesso, 7 acomodam os brasileiros mais ricos.

"A brecha digital preocupa não apenas porque a distância de oportunidades e de resultados entre providos e desprovidos de acesso à Tecnologia de Informação e Comunicação tende a aumentar numa época de forte inovação tecnológica, mas pela oportunidade de diminuir esta mesma desigualdade através de ações que melhorem a distribuição da quantidade e a qualidade do acesso digital", sustenta o estudo.

Não surpreende, portanto, que desigualdade semelhante seja verificada entre os estados da federação. “Se dividirmos os rankings de acesso em duas partes, na primeira, antes da 11a posição, enxergamos todos os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na segunda parte deste mesmo ranking, encontramos os estados do Norte e Nordeste”.

A análise com base em municípios persegue a mesma lógica. São Caetano, em São Paulo, é a cidade com maior índice de acesso 74%, seguida por Vitória-ES, Santos-SP, Florianópolis-SC, e Niterói-RJ, “que estão incluídos não por coincidência entre as cinco cidades mais classe AB do país”, diz o Mapa da Inclusão Digital.

Ou ainda: Vitória (80,6%) é a líder das capitais por acesso domiciliar por banda larga, seguida de Florianópolis (77%). Elas são as capitais com maior proporção de classes A e classes AB seguindo o ranking da FGV. Em Boa Vista e Macapá, onde o acesso por banda larga é de desprezíveis 0,36% e 1,69%, lideram o acesso domiciliar discado com 35,4% e 22%,

Desconexão e desinteresse
É quase certo que parte das conclusões do estudo serão usados como álibi pelas operadoras de telecomunicações do país: de que o custo não é o maior impeditivo ao acesso, mas sim o desinteresse, demonstrado por 33,1% dos sem Internet. Em seguida, 31,4% dos excluídos não utilizam porque não sabem. O custo do computador seria o fator excludente em apenas 1,76% dos casos – e o custo da utilização da conexão menos ainda, 0,40%.

O próprio estudo destaca, no entanto, que os números podem levar a uma conclusão apressada sobre o efeito custo no impacto geral. “Interessante é notar que, embora tenhamos constatado que o preço não é o principal impeditivo para o acesso à Internet, justamente a renda estadual parece ditar as posições do ranking estadual e municipal de uso”.

De acordo com o Mapa da Inclusão Digital, "seria possível que, ao possuir baixa renda, o indivíduo não enxergue a importância de ter a Internet como uma alavanca para suas outras habilidades, o que aumentaria a sua produtividade e consequentemente sua renda".

E, ainda, que "se a pessoa não tem acesso a microcomputador, não seria porque ela não tem renda, na maior parte dos casos? Portanto, antes de ela não ter acesso a microcomputador ela não imagina que o custo é elevado demais para que ela possa ter tal acesso?" Conclusão: "A metodologia da pesquisa força a pessoa a tratar as alternativas como independentes, mas o fato é que elas podem se apresentar por demais dependentes".

Mais uma do DNPM Pará



REPÓRTER DIÁRIO - RD - 19/05/2012

Embargo. 
Além de um inquérito instaurado na Polícia Federal para investigar as irregularidades no Departamento Nacional de Política Mineral  (DNPM), acaba de aterrizar no Ministério Público Federal (MPF) a cópia de fiscalização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) que acionada por ONG´s de Altamira, embargou e atuou a ÔNIX Mineração, flagrada operando com licença concedida pelo departamento federal, com assinatura de João Bosco, sem a licença ambiental da secretaria estadual, o que configura crime, da mesma forma. 


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Chile: educação pública, gratuita e de qualidade.



Quando a UNE (chapa branca do Governo Federal) levou às ruas estudantes para protestar pela miserável educação brasileira -que mantem a centos de milhares de jovens na mais absoluta ignorância-, depois de uma década de governo?. Entenda o caso da educação chilena, país que tem um dos melhores níveis de educação da América Latina e ainda assim os estudantes lutam por mais educação e de melhor qualidade. Educação pública e gratuita. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Expansão do dendê pela Amazônia gera problemas


Maior produtor de dendê do país, o estado do Pará é o principal parceiro do governo federal na implantação do projeto de expansão da dendeicultura na Amazônia. As estimativas de crescimento são desencontradas: o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Reinhold Stephanes, hoje deputado federal (PSD-PR), chegou a falar em 10 milhões de hectares, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroenergia fala em 1 milhão, o governo paraense fala em 210 mil até 2014, e as empresas falam em 135 mil hectares de dendê até 2015.

Independentemente dos números, o plano do governo é fazer o máximo esforço para garantir a participação (e o trabalho) da agricultura familiar nessa nova empreitada. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) estimou que 800 famílias estariam integradas ao cultivo do dendê até final do ano passado. Já o governo do Pará aposta em 13 mil até 2014. Como o dendê tem uma vida muito curta após a colheita – tem que ser processado em 24 horas para que não haja degradação das enzimas -, a lógica para o novo negócio da agricultura familiar é a integração com uma grande empresa (como acontece com os produtores de aves e fumo na Região Sul, por exemplo). Em contrapartida, a promessa do governo é que os ganhos de uma família com a dendeicultura cheguem a R$ 2 mil por mês, depois dos quarto mês de vida da palmeira, quando ela começa a produzir.

O pacote de “boas intenções” não encontra, porém, um equivalente na realidade do campo, como se verificou na comunidade do Ramal km 16 da Rodovia PA-252, na região do Baixo Acará, município de Acará (PA).

Era julho e fazia muito calor. Marcos Teixeira dos Reis, com seus 30 e poucos anos, estava em casa. Sua mulher, agente comunitária de saúde, estava em atividade externas. Os dois compõem um dos núcleos familiares que tomou um empréstimo de R$ 65 mil para plantar 10 hectares de dendê em parceria com a Biovale, uma das maiores empresas de dendê no Pará criada a partir de uma joint venture entre a mineradora Vale SA e a empresa canadense Biopalma.

Marcos acredita cegamente na promessa de renda de R$ 2 mil a partir do 4° ano do dendê. Mas, pelo menos até aquele momento, as coisas estavam apertadas. Sozinho no trabalho de campo, calculava que teria de contratar mais dois ou três ajudantes para formar o dendezal, roçar o mato e cuidar do plantio. Com o contrato com a Biovale, veio também um financiamento de R$ 500 mensais do banco (parte do programa de dendê para a agricultura familiar), mas este dinheiro de longe não é suficiente para garantir o sustento da família e ainda pagar uma ajuda na lavoura. “A esperança é que eu consiga um trabalho na construção civil para pagar os diaristas. Infelizmente, não sobrará tempo para tocar a roça de mandioca e urucum”, únicas fontes de renda, lamenta.

O que Marcos não contou, todavia, é que todo o trabalho dos últimos meses no plantio do dendê havia sido em vão. Foi sua vizinha, Jucimara da Conceição, quem revelou o drama do casal. Também parceira da Biovale, ela conduziu a reportagem até a área de roça. “Estão vendo essas mudas de dendê no meio do matagal? São do Marcos. Só que ele plantou no nosso terreno, por descuido. Vai ter que arrancar tudo e replantar. Coitado”.

“Aquele amontoado de muda sobrou do último plantio porque ele simplesmente não deu conta”, completou Jucimara. Sem dinheiro e contando apenas com a própria força de trabalho, Marcos enfrenta dificuldades para fazer os tratos que o cultivo do dendê exige nos primeiros anos de vida (limpeza, adubação e poda), sob pena de ver a produtividade de suas palmeiras sensivelmente prejudicada no futuro. “Olha só o mato alto. É preciso no mínimo três pessoas trabalhando duro todos os dias pra tirar. E aí, quando chove, cresce tudo de novo. Sem trato, o dendê não produz. Sem produção, não tem dinheiro pra viver e pagar as dívidas. Não sei o que vai ser desse menino”, comentou a vizinha.

Mas Jucimara e seu marido Walmir Matias não estavam em uma situação muito melhor. Receberam as mudas da Biovale sem ter contratado o empréstimo no Banco da Amazônia (Basa) porque têm uma pendência de R$ 12 mil de um financiamento anterior do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), contratado em 1994. “Na época, plantamos laranja, mas um incêndio queimou tudo. Depois, plantamos coco. E também não deu certo”. De acordo com ela, a Biovale adiantou R$ 1,5 mil, as mudas e o adubo, e fez uma nota promissória de tudo. A empresa também ficou com a documentação da terra, apesar de não ter feito nenhum contrato formal de parceria com a família.

Sem condições de trabalhar sozinho no roçado, Walmir foi procurar serviço de pedreiro na Biovale para pagar dois ajudantes para limpar o dendezal. As parcelas mensais de R$ 500 que recebem da empresa são divididas entre o casal e seus dois ajudantes. “Não é nada para quatro pessoas. Estamos nos endividando sem saber como vamos fazer para pagar. É uma situação que Deus me livre”, desabafou a agricultora. Tanto que o plano era vender a casa da família para quitar a antiga dívida do Pronaf e pagar a Biovale. Depois disso, tentariam um empréstimo junto ao Basa.

Contextualização

A institucionalização do dendê (ou palma) na Amazônia como matéria-prima para biodiesel, no âmbito do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), ganhou mais consistência a partir de três iniciativas do governo federal levadas a cabo ainda em 2010: a publicação do Zoneamento Agroecológico da Palma, a proposição de um projeto de lei para regulamentar aspectos ambientais da dendeicultura, e um programa de incentivos para a produção de palma – o Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo -, com itens dedicados à inclusão da agricultura familiar na cadeia produtiva.

Este conjunto de medidas transformou o dendê em uma das estrelas do programa agroenergético do MDA. No Pará, Estado com a maior produção do país, foi criado um dos chamados “Pólos de Produção de Biodiesel” – principal estratégia da pasta para promover a inclusão de agricultores familiares na cadeia de produção do biodiesel –, abrangendo 37 municípios prioritários para investimentos na dendeicultura. Paralelamente, o governo criou uma linha especial de financiamento para o dendê (Pronaf Eco), direcionou a regularização fundiária, por meio do programa Terra Legal, para os potenciais produtores de dendê (dada a importância da titulação das terras para o acesso ao crédito), e tem participado ativamente das negociações, junto ao setor empresarial, das condições para a expansão de iniciativas na área.

O Pará conta com várias empresas instaladas. Juntas, ocupam cerca de 80 mil hectares de dendê. Quanto aos projetos de expansão, a Agropalma, a maior e mais estruturada delas, quer chegar a 51 mil hectares até 2015. No mesmo período, a Denpasa quer chegar a 10 mil hectares, e a Dentauá deve manter estáveis os seus atuais 5,6 mil hectares. A Marborges quer cultivar 5,5 mil, e a Palmasa, 5 mil hectares.

As empresas que chegaram mais recentemente ao Estado têm planos mais audaciosos. A Biovale – joint-venture da canadense Biopalma com a mineradora Vale –, que iniciou seus cultivos em 2008, pretende chegar aos 80 mil hectares em 2016. A Petrobrás fala em 70 mil hectares até 2018, e a multinacional norte-americana ADM estabeleceu como meta começar com 21 mil hectares já no ano passado.

É importante frisar, no entanto, que, devido à grande demanda das indústrias alimentícia e de cosméticos para o óleo de dendê, apenas a Agropalma (entre todas as empresas que atuam no Pará) destinou, até meados de 2010, uma pequena porcentagem da sua produção ao biodiesel. Isso significa que o sucesso do projeto agroenergético do governo dependerá, pelo menos no curto prazo, dos novos empreendimentos. E este fator deve definir, em grande medida, como agricultores familiares e trabalhadores rurais se encaixarão na cadeia produtiva da dendeicultura.

Por Verena Glass
Fonte: Repórter Brasil*

O texto faz parte do Especial “Mapa Social” divulgado hoje pela Repórter Brasil e que apresenta reportagens que tratam de cada uma das cinco regiões do país sob perspectivas singulares e, ao mesmo tempo, complementares.

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Empresas. Coco seco será incluído na lista de exceção da TEC



Com o iminente fim da salvaguarda às importações de coco seco, marcado para o fim de agosto, e com um setor produtivo nacional ainda frágil, a Câmara do Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vai incluir o produto na Lista de Exceção da Tarifa Externa Comum (Letec), elevando a alíquota de importação do coco seco de 10% para 55%.

A medida deverá ser publicada no dia 1º de setembro e sua aplicação atingirá todos os países exportadores de coco. Em 31 de agosto termina o prazo de aplicação das medidas de defesa comercial adotadas pelo governo brasileiro em 2002, que limitam o volume de coco seco que pode ser importado. De 1º de setembro de 2011 a 31 de agosto de 2012, o máximo estabelecido foi 6 mil toneladas. Atualmente, as salvaguardas protegem a produção nacional contra o produto mais barato proveniente, sobretudo, de Malásia, Indonésia, Filipinas, Sri Lanka, Tailândia e Vietnã.

Com as novas tarifas, as importações serão desestimuladas. "Não sou contra a importação, sou contra a concorrência desleal. Não é justo que um país cujo salário médio no campo é de US$ 33 e sem benefícios, consiga exportar para cá", afirmou Francisco Porto, presidente do sindicato dos produtores, Sindcoco, referindo-se às condições de trabalho nos países exportadores do sudeste asiático. Porto acrescenta que alguns governos subsidiam a produção, e assim, o preço do produto importado chega no Brasil muito abaixo do que custa para o produtor local.

De janeiro a abril deste ano, o Brasil importou 3,2 mil toneladas de coco seco, ao custo de US$ 8,3 milhões. Em 2011, no mesmo período, o volume adquirido foi de 1,3 mil toneladas, por US$ 3,3 milhões. O forte aumento decorreu de uma antecipação de compras pelos importadores para fazerem estoque, já que as salvaguardas seriam suspensas.

Em 2006, quatro anos depois do início da salvaguarda, o prazo de limitação das importações foi prorrogado novamente pela Camex por mais quatro anos. Em julho de 2010, a Camex emitiu a Resolução nº 51, com uma nova prorrogação da medida de salvaguarda até 31 de agosto de 2012. Uma fonte da assessoria técnica da Camex informou que não será mais possível obter uma nova prorrogação da medida, já que o período de salvaguarda já atingiu o prazo máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

As empresas nacionais do segmento apoiam o aumento da tarifa de importação e criticam a "avalanche" de produtos importados. De acordo com executivos da área, a alíquota servirá para proteger o pequeno produtor nacional, preservar o mercado existente e "não exportar emprego". "O que vem de fora não concorre nas mesmas condições com o que produzimos aqui", argumentou Luiz Carlos Barboza, diretor da Coco do Vale - uma das maiores produtoras do país.

Paulo Roberto Maya Gomes, diretor comercial da Sococo, líder do mercado, afirmou que os preços aplicados no varejo devem se manter estáveis. O mercado já está acostumado a praticar esses preços, afirma ele, "e não vai ter inflação". O preço sugerido ao varejo de um pacote da marca com 100 gramas de coco puro varia entre R$ 2,80 e R$ 3.

O Sindcoco também está fazendo lobby para que o governo imponha um padrão mínimo de exigência na qualidade para que um país possa exportar para o Brasil. O sindicato alega que as condições de higiene dos produtos importados são piores do que os nacionais, e, por isso, o governo deveria aplicar algumas regras para os exportadores.

Segundo Porto, o ideal seria que o governo brasileiro criasse uma regra para inspecionar as indústrias que exportam para o Brasil. "É como as casas de controle de qualidade americana: quando a empresa brasileira exporta para os Estados Unidos, precisa passar pela avaliação do governo americano", disse Porto.

Por Leticia Casado e Tarso Veloso | De São Paulo e Brasília

TSE reduz multa contra Lula por propaganda antecipada



BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu reduzir de R$ 900 mil para cerca de R$ 21 mil uma multa aplicada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por propaganda antecipada nas eleições de 2006.

O PSDB entrou com uma representação contra Lula na Justiça Eleitoral reclamando da edição, pela Casa Civil da Presidência da República, de um tabloide de 36 páginas com o título “Brasil, um país de todos”, em dezembro de 2005. O PSDB argumentou que se tratava de “intensa publicidade das realizações do governo federal.”

Ao analisar o caso inicialmente, o TSE havia imposto a Lula uma multa de R$ 900 mil — equivalente ao custo estimado da confecção de 1 milhão de exemplares do tabloide. A defesa de Lula recorreu e, esta noite, os ministros decidiram reduzir o valor, aceitando o argumento de que a multa era desproporcional. A decisão foi tomada por maioria de quatro votos a três.

(Maíra Magro | Valor)

Para Netinho, aliança entre PT e PCdoB em São Paulo "não é o ideal"



Em meio a cortejos do PT, PMDB, PRB e PDT, o pré-candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, vereador Netinho de Paula, disse nesta segunda-feira que a aliança com os petistas "não é o ideal". Netinho acenou com a possibilidade de retirar sua pré-candidatura e disse que as conversas com o PMDB "estão muito avançadas". O pré-candidato afirmou ainda que se não for candidato, não será vice.


"Ou eu serei candidato ou vou ceder [a vice] para ganhar tempo de televisão", afirmou Netinho. O pré-candidato destacou as conversas do PCdoB com o PMDB, PRB e PDT e deixou em segundo plano a negociação com o PT, feita pela cúpula nacional de seu partido. "Defendo o fortalecimento de uma terceira via. A polarização [entre PT e PSDB] em São Paulo é muito antiga", comentou.

Netinho reuniu em um evento na noite desta segunda-feira o pré-candidato do PMDB, deputado federal Gabriel Chalita, e o pré-candidato do PRB, Celso Russomano. No lançamento do site do vereador e pré-candidato do PCdoB participaram também parlamentares do PT e PSD.

Duas das estrelas do evento foram os deputado federal Protógenes Queiroz (SP) e o ex-ministro Orlando Silva, ambos do PCdoB. Protógenes puxou o coro de "peredeguedê" no evento, em um bar de São Paulo.

À frente das negociações das alianças políticas na capital, o ex-ministro Orlando Silva reforçou a proximidade do PCdoB com o PMDB, mas disse que o partido poderá manter a pré-candidatura de Netinho.

Na capital, a relação política entre PT e PCdoB se desgastou a partir das denúncias contra Orlando Silva, que levaram à sua queda do Ministério dos Esportes, e com críticas feitas pela bancada de vereadores petistas à entrada do PCdoB na gestão Gilberto Kassab (PSD).

Orlando Silva lembrou-se desses dois casos. "Faço política com a razão e tenho a consciência tranquila. Evidentemente que aqui e ali a gente fica triste quando se depara com o fogo amigo. Mas é da vida. Eu tenho a consciência limpa, mas não sei se todo mundo tem", afirmou Silva. "Mas não vamos pautar a discussão a partir do ministério dos Esportes nem vamos nos pautar pelas dificuldades que tivemos na Câmara dos Vereadores com a bancada do PT", disse.

No evento, o pré-candidato do PRB fez uma homenagem ao ex-ministro ao discursar. Russomano elogiou também Protógenes,como "um exemplo de inovação".

(Cristiane Agostine | Valor)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Grécia deve marcar novas eleições antes de 10 de junho

ATENAS E BRUXELAS - Os líderes dos principais partidos gregos, juntamente com o presidente do país, Karolos Papoulias, devem decidir o quanto antes pela formação deum governo interino que marque novas eleições para antes do dia 10 de junho, previsto anteriormente. A pressa acontece por causa da pressão de membros União Europeia, que ameaçavam expulsar a Grécia da EU, e também devido à queda do índice Stoxx Europe 600 ao nível mais baixo desde dezembro de 2011, nesta terça-feira, puxado pela incerteza política vigente no país. O índice caiu 0,7%, chegando a 245,76 pontos. O euro também teve queda de 0,8%. 

“Sabemos que o povo não deseja novas eleições, mas, sim, um governo de coalizão que mantenha o país na zona do euro”, afirmou Evangelos Venizelos, líder do partido socialista Pasok. No entanto, todas as quatro tentativas para formar esse governo conjunto, envolvendo os partidos mais votados nas eleições de domingo, 6 de maio, falharam, o que obrigou a convocação de novas eleições.

“Uma segunda votação na Grécia significa que o país está em vias de deixar a zona do euro”, disse Fredrik Erizon, diretor do Centro Europeu para Política Econômica Internacional (Ecipe, na sigla em inglês), em Bruxelas.

Pesquisas de opinião apontam vitória do partido de esquerda Syriza, o que compromete a situação da Grécia perante os membros da UE. Seu líder, o jovem parlamentar Alexis Tsipras, afirmou que a legenda é contra as medidas de austeridade, impostas pela união para manter a ajuda financeira à Grécia e o país na zona do euro.

(Bloomberg)

A jovem que com 6 meses já paga seus investimentos

Em menos de 6 meses a Secretaria de Indústria Comércio e Mineração - SEICOM, que tinha sido extinta no Governo Ana Julia, recriada no atual governo, já está dando seus frutos. A primeira taxa pelo acompanhamento da exploração mineral já foi paga. Veja a nota do Repórter Diário abaixo, logo virão outras.


" A norueguesa Norsk Hydro é a primeira mineradora a pagar a taxa sobre a extração de minérios em todo o Pará, cumprindo o que determina o decreto que regulamentou a lei 7.591/2011, instituindo a Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM), além do controle e fiscalização das atividades do setor."

Segundo informação de fontes próximas à empresa, o valor arrecadado foi de R$885 mil reais.





segunda-feira, 14 de maio de 2012

A última floresta


Morar em vários países ajuda a ser promovido. No Brasil não é regra.

Se você crê que um período de trabalho no exterior pode lhe garantir um cargo mais elevado, comece a arrumar as malas.

Agora que o processo de levar um produto ao mercado envolve uma rede cada vez mais mundial de comercialização, gerentes que disputam cargos executivos devem estar dispostos a trabalhar no exterior por vários períodos. Esses profissionais com experiência em dois ou três países estão em alta demanda, pois o tempo passado no exterior amplia sua capacidade de administrar operações complexas e interligadas — habilidades que não podem ser desenvolvidas na sede da empresa ou num período breve no exterior, dizem recrutadores e gerentes de recursos humanos.

"Não há nada como estar no próprio local para ver a realidade de como o negócio realmente funciona", diz Tom Kolder, presidente da firma de recrutamento de executivos Crist|Kolder. "Temos visto isso passar de 'seria uma vantagem' para 'é essencial'".

No passado, enviar um executivo para o estrangeiro sinalizava que ele não era mais vital para as operações do dia-a-dia, diz James Hertlein, diretor administrativo da Boyden, firma de recrutamento de executivos. Agora, sete em cada dez clientes pedem experiência internacional ao procurar executivos de alto escalão ou membros do conselho; e, desses sete, cerca de metade começou recentemente a exigir vários anos de experiência em diversos países, estima Hertlein.

À frente dessa mudança estão os diretores-presidentes que desejam ter uma equipe na sede com experiência prática em administração em quase qualquer parte do mundo, desde encontrar parceiros locais até prever as preferências dos clientes.

À medida que a Xerox Corp. transferia suas divisões de design, fabricação e fornecimento para parceiros no exterior, os empregados com experiência em várias regiões do mundo tornaram-se os mais adequados para administrar essas parcerias — por exemplo, supervisionando um produto desde os estágios iniciais de fabricação na China até o lançamento para clientes de varejo no Brasil, diz Tom Maddison, diretor de recursos humanos da Xerox.

"Agora já não tem mais valor estar em Nova York gerenciando operações no exterior", diz ele.

Assim, quando a empresa precisou de um novo diretor financeiro, pediu aos recrutadores que encontrassem candidatos com "ampla experiência mundial no setor". Tradução: quando se trata de períodos de trabalho no exterior, "quanto mais, melhor", diz Maddison.

A equipe que buscava um diretor financeiro encontrou o executivo Luca Maestri, italiano de nascimento que já morou em mais de seis de países — inclusive Brasil, Irlanda e Tailândia — a serviço da General Motors Co. e da Nokia Siemens Networks. A Xerox nomeou Maestri seu diretor financeiro no início de 2011.

Quando veteranos em trabalhos no exterior como Maestri estão na sala, as discussões na sede da empresa, no Estado americano de Connecticut, logo passam das grandes ideias para os detalhes específicos — por exemplo, como uma dada faixa demográfica se comporta na Índia, ou qual diretor-presidente brasileiro seria melhor chamar para um dado projeto, diz Maddison. E acrescenta que esses executivos não só sabem conduzir os negócios como também quem se deve contatar.

Ter experiência no local também pode reduzir o risco de uma empresa incorrer em problemas com subornos e pagamentos por baixo da mesa, que são "bastante comuns" em alguns países em desenvolvimento, observa Kolder. Por ter experiência no país, um executivo pode identificar onde essas armadilhas podem ocorrer, e garantir que haja controles em ação para evitá-las, diz ele.

Na Xerox, os executivos com experiência mundial trazem suas redes de contatos pessoais para a empresa. Mas o importante é ter acesso ao conhecimento que eles têm dos locais, e não usar a sua influência, ressalta Maddison. "A influência é uma ladeira escorregadia, e é preciso ter cuidado", diz ele.

A Idex Corp. também queria alguém com experiência internacional significativa quando substituiu um membro do conselho que se aposentou no ano passado. A fabricante americana de produtos industriais e de tecnologia escolheu Tony Satterthwaite, executivo da área de energia, que já havia passado quatro anos no Reino Unido e cinco anos em Cingapura chefiando a divisão de geração elétrica da Cummins Inc.

Embora os membros ativos do conselho tivessem alguma experiência internacional, Satterthwaite conhecia os "detalhes sinistros" da formação de canais de distribuição, navegação pelos processos regulatórios e compreensão do papel do governo, diz o diretor-presidente Andrew Silvernail.

Silvernail reconhece que essa nova exigência tem um custo pessoal alto para os executivos, que podem não se animar a mudar a família para o exterior duas vezes ou mais. Ele mesmo nunca morou no exterior, mas diz que teria feito isso se seus chefes tivessem pedido. Contudo, passar mais que cinco ou seis anos fora do país teria sido um sacrifício demasiado grande.

"Para mim, pessoalmente, seria muito difícil, porque tenho uma família muito unida", diz ele.

Alguns críticos dizem que contratar candidatos em função do seu currículo global traz nômades, e não líderes. O trabalho no estrangeiro recompensa o funcionário por retornos de curto prazo e não por resultados duradouros, diz Brian Kropp, diretor administrativo da Corporate Executive Board, empresa de pesquisa e consultoria. Em vez disso, ele recomenda mandar os executivos para outrospaíses em viagens longas, de até duas semanas a cada mês.

Na Xerox, onde oito de cada dez executivos do alto escalão são promovidos de dentro da empresa, as estrelas em ascensão fazem rotação em períodos no exterior de dois a quatro anos, de modo que precisam passar por esse "teste decisivo" informal bem antes de serem candidatos a cargos executivos, diz Maddison.

O atual presidente da divisão de tecnologia da Xerox, Armando Zagalo de Lima, é fruto dessa preparação. O executivo, português de nascimento, tem ocupado sucessivos cargos no exterior há 22 anos, com passagens pela Bélgica, Reino Unido e Espanha. Trabalhando agora na sede, em Connecticut, o executivo de 53 anos supervisiona mais de 160 países e é diretamente subordinado à diretora-presidente Ursula Burns.

Os anos de estrada o treinaram nos detalhes mais sutis dos negócios em vários mercados, mas ele diz que sua esposa e seus dois filhos sofreram com as constantes mudanças de país. Mesmo assim, ele diz que teria disposição para fazer tudo de novo.

"Posso me ver facilmente vivendo no Brasil. Posso me ver morando no México", diz ele. "Se isso acontecer, poderia ser emocionante."


Por LESLIE KWOH


WSJ Americas

domingo, 13 de maio de 2012

Ninguém é profeta na sua própria terra, menos no Brasil

FHC vence prêmio Kluge e vai receber US$ 1 mi


Fernando Henrique Cardoso foi declarado vencedor do Prêmio John W. Kluge, da biblioteca do Congresso dos EUA. Trata-se de distinção concedida a pessoas que se destacam em estudos de disciplinas não incluídas na premiação do Nobel. No caso de FHC, a sociologia.

Afora o reconhecimento acadêmico, FHC engordará a conta bancária em US$ 1 milhão. O prêmio será entregue no dia 10 de julho, em Washington. Um comunicado da biblioteca do Congresso americano explicou a escolha do ex-presidente tucano assim:

“A análise acadêmica [de FHC] das estruturas sociais do governo, da economia e das relações raciais no Brasil estabeleceram a estrutura intelectual de sua liderança como presidente na transformação do Brasil de uma ditadura militar com alta inflação em uma democracia vibrante, mais democrática e com forte crescimento econômico.”

Ouvido, FHC disse ter recebido a notícia com surpresa e satisfação. “Surpresa porque o prêmio foi dado sem que eu o esperasse e sem ter a mais vaga ideia de que ele seria concedido a alguém cujas obras acadêmicas principais foram escritas há tanto tempo.”

“Satisfação por ver no prêmio o reconhecimento do esforço intelectual que fiz e, especialmente, como foi ressaltado no anúncio, porque o prêmio se deu também em função da coerência entre o que escrevi e minha ação política.”

Eu te disse, assim não vai dar, tudo ano a mesma coisa.


O Remo reinventado


Figura carimbada


RAIO-X O ADVOGADO DE DEMÓSTENES

Nome

Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay

Atuação

Advogado criminalista

Idade

54 anos

Cidade natal

Patos de Minas (MG)

Formação e família

Formado em Direito em 1981 na Universidade de Brasília (UnB). Casado, pai de três filhos

Negócios
Tem um escritório de advocacia em Brasília, onde conta com o auxílio de mais três advogados. É sócio do restaurante Piantella, um dos mais tradicionais da cidade, e do Expand, que vende vinhos. Também é sócio de Sarney numa fazenda, a Divitex, e da empresa Data Traffic, especializada em lombadas eletrônicas.

Chávez termina tratamento de radiação e retorna à Venezuela



CARACAS - O presidente da Venezuela Hugo Chávez desceu as escalas do avião sem assistência para anunciar que o seu tratamento de radiação realizado em Cuba terminou "com sucesso" e que ele está otimista com os resultados. Chávez falou ontem à noite na televisão estatal do aeroporto de Caracas, dizendo que espera retomar gradualmente a "revolução", como ele se refere a sua agenda política.

Chávez chegou em casa depois de passar 11 dias em Cuba para o tratamento de um câncer. Chávez chegou em Caracas por volta das 22 horas e foi recebido no aeroporto pelo vice-presidente, Elias Jaua, além de ministros.

O socialista, que passou por três operações e diversas sessões de quimioterapia e radioterapia desde junho do ano passado, tem insistido que pode continuar como candidato de seu partido nas eleições de outubro.

Chávez tem 43% por cento das preferências dos eleitores ante 26% de seu adversário Henrique Capriles Radonski, de acordo com a pesquisa da Datanalisis realizadas entre 9 e 18 de abril.

Por Bloomberg News

Tigres da Ásia

China, Japão e Coreia do Sul vão negociar acordo de livre comércio

SÃO PAULO - Líderes da China, do Japão e da Coreia do Sul concordaram em iniciar negociações neste ano para um acordo de livre comércio entre as três economias. O premier da China, Wen Jiabao, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, encontraram-se ontem em Pequim enquanto seus ministros de comércio assinaram um acordo de investimentos descrito como o “primeiro documento legal sobre cooperação trilateral no campo econômico”.

O estabelecimento de um pacto de livre comércio fará deslanchar a vitalidade econômica da região e dará um grande impulso à integração econômica no leste da Ásia, disse Wen ontem, segundo relatos. A China propôs que a província costeira de Shandong seja a sua base para uma zona de cooperação econômica regional, disse Wen, e o Japão e a Coreia do Sul deverão indicar as locações apropriadas para as suas bases.

A cooperação entre as três nações é “muito importante” para assegurar que a região da Ásia-Pacífico seja o centro de crescimento do mundo, disse Noda, também de acordo com relatos. Lee, da Coreia do Sul, referindo-se aos problemas econômicos enfrentados pelos Estados Unidos e pela Europa, acrescentou: “Em tempos de crise, se os países, para sua própria sobrevivência, defendem ideias protecionistas, a recuperação da economia leva muito tempo”.

Um acordo de livre comércio entre os três países englobaria um mercado de mais de 1,5 bilhão de pessoas. Laços econômicos e comerciais mais estreitos também ajudariam a reduzir a desconfiança política na região, um legado da época da invasão da China e da península coreana no início do século XX.

(Bloomberg)

Reunião para formar governo de coalizão termina sem acordo na Grécia



A reunião entre o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, e os líderes dos três principais partidos do país terminou neste domingo sem uma resposta conclusiva para costurar um acordo que prevê a formação de um governo de coalizão. 

"As negociações continuam", informou Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia, aos jornalistas após a reunião. Ainda participaram do evento Evangelos Venizelos, do Partido Socialista (Pasok), e Alexis Tsipras, do esquerdista Syriza.

Os partidos gregos não chegaram a um denominador comum em relação às medidas de austeridade exigidas no plano de resgate apresentado pela União Europeia e FMI. Caso os partidos não cheguem a um acordo até terça-feira sobre a formação de um executivo, serão convocadas novas eleições para junho.

"As conversações continuam, mas estamos prontos para as eleições", disse Evangelos Venizelos, em discurso imediatamente após o encontro com o presidente da Grécia.

(Valor, com Dow Jones Newswires)

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