sábado, 15 de outubro de 2011

Educação - Chile no primeiro lugar da América Latina. Brasil, nos últimos 12 lugares dentre 65 países.



No final do ano passado, a Organização para Cooperação dos Países Desenvolvidos (OCDE) divulgou a quarta edição de seu Programa de Avaliação Internacional de Estudantes, o Pisa. O Brasil melhorou pouco e continuou entre as 12 últimas posições no ranking de 65 países. Do outro lado do mundo, a cidade chinesa de Xangai e a Coréia do Sul figuraram entre os primeiros colocados ao lado da sempre exemplar Finlândia. Na América Latina, o primeiro lugar é do agora conturbado sistema educacional chileno. O que leva estes países a estas posições?

A presidente da Comunidade Educativa, Beatriz Cardoso, é uma das brasileiras que melhor pode responder a esta pergunta. Ela passou dez dias em cada um destes países para colaborar com a série especial “Destino: Educação”, que estreia na próxima segunda-feira no Canal Futura em parceria com o Sesi e vai ter também um capítulo sobre o Canadá e outro sobre o Brasil.

Se antes de embarcar já achava que o ranking era um dado isolado que devia ser visto ao lado de outros fatores, na volta está convicta de que, sozinho, ele “afunila” e descarta a reflexão. “O ranking tem que existir, mas não pode ter a dimensão que ganha no Brasil”, diz ela. Por quê? A resposta está na descrição que faz dos primeiros colocados na entrevista a seguir.

iG: É possível tirar lições da educação de Xangai, Coreia do Sul, Finlândia e Chile para o Brasil?
Beatriz: O objetivo era justamente contextualizar o sistema de ensino que gera estes primeiros lugares no Pisa e desmistificar o ranking. Fomos tentar entender qual a sociedade em que aqueles resultados aparecem e o que está dando base para a escola funcionar daquela forma. Não fomos buscar receita, mas compreensão do que está em jogo por trás do resultado e, aí sim, se existem elementos para o Brasil refletir.

iG: O que leva estes países as primeiras posições?
Beatriz: É a base cultural e socioeconômica. Em cada país por um motivo, mas é a pressão ou a cultura geral que levam a educação a ser tão importante. Isso nos faz pensar na nossa base, no que todos nós somos e queremos ser.

iG: Qual país deixou a melhor impressão?
Beatriz: A Finlândia me marcou inteira. Acho que é onde a gente tem mais a aprender. Lá entendemos porque o sistema responde tão bem às necessidades de todos: pela visão igualitária. Eles apostam em todos os cidadãos como pessoas competentes, independente do que eles queiram fazer. As carreiras técnicas são tão bem recebidas quanto as acadêmicas, porque são fundamentais para a sociedade da mesma forma. Há uma parceria muito grande com os pais, com os sindicatos, todo o sistema é a favor da melhor escola possível para todos.

iG: As escolas seguem um modelo massificado como no Brasil ou são diferentes umas das outras?
Beatriz: Lá o professor tem liberdade para fazer o que quiser. A palavra que me ocorre para resumir o sistema finlandês é confiança. O professor confia nos alunos e nas famílias e todos têm confiança de que o professor é extremamente competente. Em uma entrevista a professora diz que a obrigação dela é fazer com que o sistema crie condições para todos aprenderem, não só ela. Eles têm essa percepção de que cada um é importante.

iG: Como um país com sociedade tão diferente como a Coréia do Sul também consegue estar entre os primeiros?
Beatriz: Eles também têm uma base cultural muito forte, mas ali o que põe a educação em destaque na sociedade é a competição. Todo mundo no Brasil cita o exemplo da revolução que a Coréia do Sul promoveu na Educação, mas de que maneira? O compromisso com a educação é muito evidente, mas a competitividade chegou a um ponto extremo. Todo mundo quer ir para a melhor faculdade do mundo. Não é à toa que os índices de suicídio entre os estudantes já são altíssimos. A situação chegou a um ponto que o governo hoje tenta amenizar a pressão. As escolas estão proibidas de dar aulas depois da meia-noite para que eles descansem. Se deixar, nem dormem.

iG: O governo estabeleceu um limite máximo de tempo de estudo?
Beatriz: É para que não estudem o dia inteiro. Eles já vão para a escola pública às 7h30 da manhã e ficam até 4h da tarde, mas todo mundo vai para a particular depois disso e fica até tarde da noite estudando. As famílias cobram de forma muito pesada o resultado e as escolas focam nos melhores, todos querem estar entre os melhores. Enquanto falávamos com um bom aluno, o diretor estava visivelmente nervoso porque, para ele, aqueles minutos eram preciosos, um talento não deveria estar perdendo tempo dando entrevista.

iG: Nesta sociedade, os professores também tem autonomia?
Beatriz: Têm muita autonomia porque são extremamente preparados. A disputa para ser professor é enorme, uma vez que ele consegue a vaga é o dono da sua cadeira. Mas a competição perversa o atinge também. A pressão é enorme.

iG: Qual a grande motivação na China?
Beatriz: Esse é um caso muito interessante e complexo, toda a cultura deles é diferente para a gente. Todo mundo vai para a faculdade, não sei o que vai acontecer daqui 15 anos. A pressão é parecida com a da Coréia, mas ali é pela responsabilidade que o menino tem de cuidar da família. São todos filhos únicos e não existe sistema de previdência. A segurança financeira dos pais e avós depende do sucesso do estudante. Isso gera responsabilidade e cobrança bem grandes. Além disso, a base cultural é totalmente diferente. Não existe namorar, por exemplo. Não faz parte da rotina sair para passear, eles só pensam na universidade. Vão para casa depois da aula e continuam estudando.

iG: Outro país visitado pela sra., o Chile, tem passado por protestos de estudantes. O sistema merece ter recebido a melhor colocação da América Latina?
Beatriz: O Chile foi o primeiro que visitamos, em fevereiro, antes dos protestos, mas já tínhamos a sensação de que o modelo era insustentável. A colocação, que nem é tão boa (eles são o 45º lugar, se destacam pelo primeiro lugar na América Latina) se deve muito pelo fato de metade das matrículas serem do sistema particular. No Brasil, cerca de 90% dos estudantes estão no sistema público. Efetivamente a grande questão que apareceu no Chile foi a desigualdade, quem é pobre tem um tipo de escola, quem é rico, outro. Há conquistas, uma das coisas mais interessantes é o pacto pela educação, nós percebemos que eles colocam isso acima de um governo ou de outro, mas também não estão tão bem assim.

iG: Depois de conhecer esses lugares, qual papel a sra. atribui a listas como o Pisa?
Beatriz: O ranking é inevitável, não pode ser proibido, mas não pode ter a dimensão que ganha no Brasil. Na Finlândia, por exemplo, ninguém está preocupado com isso, o ranking não é sequer mencionado. Esta coisa de publicar lista de escola foca a avaliação no lugar errado. A prova é uma das medidas do sistema. Olhar só o Pisa, assim como o Enem, é afunilar o julgamento. Tem muita coisa por trás dos números.

Clique aqui e acesse a publicação original da notícia

Fonte: Ig Educação

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Educação - O Brasil investe mais de cinco vezes por estudante universitário que no ensino básico




A edição atual da The Economist inclui um artigo sobre o estado das universidades na América Latina. A região como um todo tem padrões de baixa escolaridade. Seus alunos fazem muito mal em avaliações da OCDE PISA, que testam o 15-year-olds são capazes de fazer no básico: ler e compreender um texto em sua própria língua, e aplicar idéias matemáticas e científicas para situações cotidianas. Ele também tem uma maneira particularmente perversa de distribuir dinheiro, gastando proporcionalmente menos no ensino primário, que beneficia a todos, e mais no terciário, que é a reserva de poucos. (O Brasil gasta mais de cinco vezes mais por estudante universitário como faz por escola-primária de alunos, de longe a maior taxa no mundo. Em segundo lugar, o México gasta três vezes mais.)Que o dinheiro vai principalmente para os filhos de famílias abastadas, que são capazes de pagar ensino privado e, portanto, fazem bem em exames de admissão da universidade. E é geralmente distribuiu com pouca supervisão de ambos os governos ou estudantes, que geralmente têm muito pouca informação sobre a qualidade para pressionar por melhorias, e não tem o poder de fazer a diferença de qualquer maneira. Pessoal universitário na maioria dos países são unsackable funcionários públicos, enquanto os reitores são eleitos e, portanto, tendem a ser executado em uma plataforma de continuidade.O universidades estaduais paulistas, que estão puxando à frente da embalagem estão fazendo isso com a ajuda de financiamento do Estado generoso, o que lhes permite recolher melhores investigadores da região. Eles também são especializados. Brasil está emergindo como o Demos, um think tank britânico, descreve como uma "economia do conhecimento natural": uma que aumenta o valor de suas mercadorias abundantes pela aplicação da tecnologia, como a fabricação de biocombustíveis a partir da cana de açúcar. Que por sua vez faz com que seja possível reunir uma massa crítica de pesquisadores em um só lugar.Uma das três grandes organizações ranking, Quacquarelli Symonds (QS), produziu um ranking de universidades latino-americanas, os dez primeiros dos quais foram publicados na edição impressa. A lista completa está disponível aqui. Outras organizações classificação estão olhando com cuidado na região também. Times Higher Education, uma revista especializada semanal, diz que tem dados suficientes para produzir um ranking latino-americano. Mas ainda está trabalhando em sua metodologia: seu topo mundial 200 torna-se apenas 1% das instituições do mundo do ensino superior, que competem no mesmo mercado global para alunos e professores. Incluindo muitas instituições mais significaria ter de encontrar novas maneiras de comparar um grupo muito mais diversificado. Até a revista tem certeza que pode fazê-lo de forma justa, diz Phil Baty, o seu editor-adjunto, vai avançar com cautela.QS depende muito mais fortemente do que as outras organizações do ranking em medidas de reputação, o que lhe permite mover-se rapidamente em novas regiões. No entanto, que carrega a desvantagem de potencialmente sobre-avaliação das instituições de grande porte, especialmente aqueles cujos nomes incluem países ou cidades capital, como a Universidade de Buenos Aires ou a Universidade Nacional Autônoma do México. Eles têm centenas de milhares de estudantes cada e som como você deve ter ouvido falar deles, mesmo se você não tem. Ainda assim, um começo já foi feito na abertura universidades da região a um maior escrutínio. Isso só pode ajudá-los a melhorar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ministério quer criar um Vale do Silício da biodiversidade



Emancipar a economia verde no Brasil é um dos projetos da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia. A intenção é criar parques tecnológicos que agreguem valor à biodiversidade. "É um projeto difícil e visionário", diz o secretário Carlos Nobre. "Isso existe há muitos anos em outros países, não é invenção do Brasil. O que é novo é o parque mirar a biodiversidade."
A intenção é criar, nas regiões mais biodiversas do país, um ou dois parques de pesquisa e desenvolvimento, nos moldes do Parque Tecnológico de São José dos Campos, (SP), atraindo empresas, pesquisadores, universidades e desenvolvendo novos produtos. 

O que se quer é criar um modelo de desenvolvimento para a Amazônia que extrapole o padrão extrativista e chegue ao conceito de bioindústria, do economista Ignacy Sachs. Nobre exemplifica com o açaí: "Tem muito valor agregado, mas nós vendemos praticamente a polpa da fruta". No Brasil, só se faz sorvete. Na Califórnia, para onde o açaí foi levado em 1998 por dois surfistas que vieram competir no Recife, a fruta é transformada em 20 produtos diferentes.
 
"Lá é artigo de luxo. Um copo de açaí é vendido nos cafés a US$ 6 ou US$ 8", conta Nobre. O açaí já movimenta, no mundo, perto de R$ 5 bilhões. Nos EUA, fazem fitoterápicos, alimentos, cosméticos. "Ele sai da floresta a US$ 1 o litro. Em São Paulo alcança valor 20 vezes maior. Na Califórnia, 70 vezes maior. "Dá para desenvolver este potencial sem derrubar floresta." 

Já foram identificados 300 produtos amazônicos, mas o Brasil usa comercialmente só cinco ou seis - guaraná, açaí, castanha, cupuaçu, graviola e látex, não mais que isso. "Temos que desenvolver uma indústria que empregue, crie renda e gere desenvolvimento."
 
Para criar esta espécie de Vale do Silício da biodiversidade, Nobre convidou Carlos Alfredo Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa Biota-Fapesp, para dirigir o Departamento de Políticas e Programas Temáticos da secretaria. A ideia é atrair para o parque indústrias de energias renováveis, farmacêuticas, de cosméticos. "Temos que quebrar essa lógica que vê uma área tropical com muita água e pouca densidade demográfica e pensa só na agricultura tradicional", diz "Temos uma economia verde, lucrativa, que é a economia do conhecimento natural."
 
Nobre lembra que existem hoje 750 mil km2 na Amazônia que estão desmatados, e desses, entre 160 mil km2 e 200 mil km2, abandonados. "Com uma fração disso, podemos aumentar a produtividade da carne e da soja sem expandir fronteira agrícola", diz. "É fazer com que retorne a ser produtivo o que já está desmatado." (DC)


domingo, 9 de outubro de 2011

Presidente do BC prevê recuo da inflação em outubro



Num instante em que o IBGE acaba de anunciar que a inflação bateu em 7,31% no acumulado de 12 meses, Alexandre Tombini prevê dias menos piores:

“Nosso horizonte é dezembro de 2012, mas em outubro [de 2011] a inflação em 12 meses vai começar a recuar em 0,30 ponto.”

Antes, o presidente do Banco Central previra que o pior momento da inflação de 2011 seria vivido em agosto. 

Vencido pelo índice de setembro (0,53%), Tombini reposicionou-se numa entrevista aos repórteres Valdo Cruz e Sheila D'Amorim.

Prefere realçar o itinerário, não os desvios conjunturais de rota:

“Desde o início do ano, nosso plano de voo, junto com outras políticas, era moderar o crescimento da economia brasileira…”

“…Há sinais cada vez mais nítidos de que essa moderação veio. Mas dissemos também que a política monetária atua com defasagem…”

“…E que, no segundo semestre [de 2011], a ação dessas políticas seria mais fortemente sentida. Isso vem ocorrendo.”

No comando de uma equipe que pisou no freio dos juros em meio à turbulência, Tombini ganhou um apelido molesto: “Pombini”.
No jargão do mercado, autoridades monetárias que suavizam o combate à inflação são chamadas de “pombos”. Adeptos do receituário conservador clássico, são os “falcões”.

‘Pombini’ dá de ombros: “Se é essa a avaliação, estou muito bem acompanhado no mundo hoje em dia.”
O governo opera com meta anual de inflação de 4,5%. O modelo prevê tolerância de dois pontos percentuais.
Significa dizer que, fechando em até 6,5%, a inflação de 2011 ainda estaria dentro da meta.
A expectativa do mercado está em 6,52%, ligeiramente acima do teto de 6,5%”, diz Tombini. “O regime [de metas] está preparado para essas questões….”
”…Dos países que seguem o sistema de metas, várias economias –Inglaterra, Nova Zelândia e outras— estão com inflação acima da banda ou acima da meta.”
Alheio à qualificação da plumagem, Tombini mantém a expectativa de promover novos tombos na taxa de juros.
“[…] Comunicamos na decisão de agosto, quando reduzimos a taxa básica de 12,5% para 12% ao ano, que ajustes moderados seriam consistentes com a convergência da inflação para a meta de 2012. Essa visão continua válida.”
Ele repisa o discurso segundo o qual o BC não deixou de operar com “autonomia” administrativa.
Já se sentiu pressionado por Dilma Rousseff a puxar os juros para baixo? “Não, absolutamente não”, declarou Tombini, em timbre de Falcão.
Há certa pressão em relação a qual é a visão do Banco Central em relação ao que está acontecendo…”
Há “uma cobrança de como o Banco Central está vendo o cenário internacional, o brasileiro.” Nada além disso.
De resto, o mandarim do BC disse que espera concluir o mandato, em 2014, com uma “inflação girando em torno da meta [4,5%] e uma economia crescendo de forma sustentável.” Algo “entre 4,5% e 5%.”

Josias de Souza/UOL



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pará - Ideflor inicia o projeto Tijolo Verde


Assinatura de um convênio entre o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e a Associação Comunitária Santa Rita de Barreira, marcou o início do projeto Tijolo Verde. O convênio foi assinado no último dia 6, ocasião em que também foi apresentado o projeto que será desenvolvido nas cidades de São Miguel do Guamá e Irituia. A solenidade aconteceu na Câmara do Municipal de São Miguel do Guamá e teve a participação de representantes do poder público e da comunidade local.

O “Tijolo Verde” tem o objetivo de promover o reflorestamento de áreas alteradas para garantir a recuperação do passivo ambiental, segurança alimentar e agregação de renda para o agricultor familiar, através do fortalecimento de matéria prima para o setor oleiro-cerâmico da região. “O projeto básico é a base para a transformação dos municípios, sua estratégia não é só produzir lenha, isso é a base. O projeto principal é garantir segurança alimentar dessa produção, incluindo a participação da sociedade no desenvolvimento da região”, ressalta José Colares, diretor geral do Ideflor.

O presidente da Associação Comunitária Santa Rita de Barreira, Iraci Nascimento dos Santos, falou sobre a importância do Projeto Tijolo Verde. “O objetivo principal desse projeto é melhorar a renda das famílias da comunidade. Através dele serão implantados os SAF’s (Sistemas Agroflorestais) de plantas florestais e frutíferas. Isso vai ser bom não só para as comunidades que integram o projeto, mas para várias comunidades do município”, comenta. “Além disso receberemos um viveiro para produção de mudas, que poderão ser vendidas, doadas ou cultivadas, para depois extrairmos a lenha e queimarmos o tijolo. Com isso, vamos tentar acabar com o desmatamento que ocorre devido às queimadas”, diz Valcir Costa, prefeito de Irituia.

A meta do projeto Tijolo Verde é atender 250 famílias em São Miguel do Guamá, produzindo cerca de 400 mil mudas, capacitando 52 multiplicadores em técnicas de produção de mudas e Sistemas Agroflorestais, além de reflorestar 250 hectares de áreas alteradas, até 2012. Em Irituia a meta até o ano que vem é atender 75 famílias, produzir 125 mil mudas, formar 13 multiplicadores em produção de mudas e Sistemas Agroflorestais e garantir o reflorestamento de 75 hectares de área alterada. (Ascom/Ideflor)

Desembargadores João Maroja e Raimundo Holanda, encobrem pedófilo paraense


Por dois votos a um, o ex-deputado Luiz Afonso Sefer foi absolvido da acusação de pedofilia e cárcere privado. O relator da ação, desembargador João Maroja, e o desembargador Raimundo Holanda, votaram pela absolvição de Sefer. Convocado pelo TJE para atuar no julgamento, o juiz Altemar Silva votou a favor da condenação. O julgamento aconteceu na manhã de hoje (6), no Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O médico Luiz Sefer era deputado pelo DEM em 2009 quando foi acusado por uma menor de estupro, cárcere privado, violência física, entre outros crimes.

Para se livrar da condenação, Luiz Sefer contratou o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, para atuar em sua defesa junto com o advogado paraense Osvaldo Serrão. A defesa alegou falta de provas, o que foi levado em consideração pelos juízes para absolver Sefer. Mas, para Clea Carro, representante da ONG Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais da Amazônia, que atuou como testemunha de acusação, os desembargadores  não levaram em conta os resultos dos exames feitos na menor. A defesa afirma que irá recorrer da sentença.

O CASO
Em 2005, aos nove anos, uma menina teria sido levada de Mocajuba, por um outro médico, para morar na casa do então deputado Luiz Sefer, em Belém. Segundo denunciou o Ministério Público, a garota ficou sofrendo sucessivas violências sexuais na casa do médico durante quatro anos. Além do pai, segundo a acusação, o filho também abusava sexualmente da menina, que vive atualmente em programa de proteção de testemunhas.

O caso ganhou dimensão nacional em 2009, quando a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Pedofilia) do Senado Federal veio a Belém e incluiu o caso nas investigações. No mesmo período, o Legislativo local também instaurou uma CPI para investigar crimes de pedofilia. Acuado, Sefer preferiu renunciar ao mandato de deputado a ser cassado por comissão processante instaurada na Assembleia Legislativa.

Pedófilo, Sefer foi absolvido das acusações de estupro e cárcere privado (Foto: Ney Marcondes/Arquivo)
Em junho de 2010, a juíza da Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes de Belém, Graça Alfaia, condenou Sefer e decretou a sua imediata prisão. Mas ele fugiu de Belém e seu advogado impetrou habeas corpus, concedido duas semanas após a condenação pela desembargadora Vânia Bitar. (DOL, com informações do Diário do Pará)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs, fundador da Apple



Ele tinha 56 anos e lutava contra o câncer desde 2004. Deixou a empresa há um mês.

A Apple divulgou na noite desta quarta-feira (5) uma nota oficial sobre a morte de Steve Jobs. Leia:

"A Apple perdeu seu gênio criativo e visionário, o mundo perdeu um ser humano maravilhoso. Aqueles que foram sortudos o suficiente para conhecer e trabalhar com Steve perderam um grande amigo e um mentor. Steve deixa uma companhia que apenas ele poderia ter construído e o seu espírito será a base da Apple para sempre", informou a empresa.
Steven Paul Jobs morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos. O executivo, que sofria com câncer no pâncreas, ajudou a fundar a Apple, do estúdio de animação Pixar e foi pai de produtos como o Macintosh, o iPad, o iPhone e o iPad.

Crise mundial ameaça Fundo Verde para clima



Na última reunião antes da COP-17, EUA endurecem discussões e bloqueiam acordo para combater o aquecimento global.


A crise econômica mundial é o principal fantasma das negociações climáticas e ameaça
os recursos para o Fundo Verde - criado em 2010 durante a Conferência do Clima da
ONU em Cancun (COP-16), para permitir que países em desenvolvimento recebam recursos de nações industrializadas para reduzir emissões de gases-estufa. Agora, no Panamá, onde ocorre a última reunião preparatória para a COP-17, os Estados Unidos
endureceram as discussões e têm bloqueado os avanços.

No fim de 2010, os quase 200 países que participam das negociações decidiram que haveria um financiamento de curto prazo - os países desenvolvidos deverão desembolsar US$ 30 bilhões até 2012. Também ficou definido o financiamento de longo prazo - os países ricos deveriam mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para atender as necessidades dos países em desenvolvimento. Como os Estados Unidos não
fazem parte do Protocolo de Kyoto - portanto, não têm metas de corte de emissões gases-estufa como outros países industrializados -, a avaliação de negociadores é que o país, se continuar sem confirmar recursos para o Fundo Verde, não terá nada a oferecer
em Durban, na África do Sul, onde será feita a COP-17.

"A crise tem refletido fortemente nas negociações", afirmou ao Estado André Correado
Lago, chefe da delegação brasileira no Panamá. Ele disse que a principal bandeira do País e seu grupo (chamado de G77+China) é obter o segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto - já que o primeiro se encerra em 2012 e não está definida sua continuação. "Uma coisa muito positiva é o fortalecimento do G77+China. Isso é muito
importante para enfrentar a negociação, que, como se sabe, só terminará no último minuto da conferência de Durban."

Para Morrow Gaines Campbell e Rafael Poço, integrantes do Instituto Vitae Civilis que
estão acompanhando a reunião no Panamá, os obstáculos e resistências são muito grandes. "Alguns países, como Japão, Rússia e Canadá, já anunciaram que vão abandonar Kyoto", afirma Poço. Sobre a possibilidade de Kyoto morrer em Durban, ele diz que "a ameaça é real, mas os países em desenvolvimento estão firmemente comprometidos em evitar que isso aconteça".

Proposta - A Noruega e a Austrália têm uma proposta para que, além dos países industrializados, as nações emergentes como China, Índia, Brasil e África do Sul terem compromissos obrigatórios de reduzir as emissões de gases-estufa. Apenas os países mais pobres ficariam isentos da obrigação. A ideia dos noruegueses e australianos é deixar esse tratado para o ano de 2015; até lá, os países teriam tempo de preparar seus
compromissos. Os países em desenvolvimento, porém, não aprovam a sugestão nem querem debatê-la.

Na opinião de Denise Hamú, coordenadora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil, a situação poderia ser definida como: "Ruim com
Kyoto, pior sem ele". O problema de Kyoto é não incluir os maiores emissores de gases-estufa do mundo, Estados Unidos e China. Mas ele traz segurança jurídica ao cenário.

A União Europeia parece simpática à proposta da Noruega e da Austrália. Mas,também,
diz aceitar continuarem Kyoto - desde que haja um compromisso claro por parte dos EUA e dos países emergentes em aceitar metas no futuro.

Entrevista - Hugo G. von Meijenfeldt, embaixador holandês e enviado especial dos Países Baixos para clima.

Há pessimismo sobre a COP-17. Qual é sua expectativa?
Copenhague é vista como um fracasso, mas os governos ao menos concordaram de que deve haver metas de corte de emissões de gases de efeito estufa e financiamento. Ano passado, em Cancún, o acordo foi traduzido e desenvolvido em decisões. Se não mirarmos num acordo global, mas nos próximos passos para implementar o que foi decidido em Cancún, podemos ficar otimistas sobre Durban.

Em 2012 teremos a Rio+20. O que espera da reunião?
Espero resultados de parcerias público-privadas. Meu país está trabalhando com o Rio para termos uma linha aérea direta com Amsterdã, com os primeiros aviões do mundo usando o bio-querosene brasileiro e um plano de ciclovia para a cidade.

Qual é a importância de trazer os empresários para as negociações climáticas?
Há três grupos envolvidos: os emissores de CO2; as vítimas, donos de imóveis perto de áreas alagáveis, por exemplo; e quem pode lucrar com a situação, pois trabalham com inovação. Eles foram convidados para reuniões ou conferências paralelas, mas penso que esses grupos devam estar no centro das negociações em Durban.
(O Estado de São Paulo)

Deu no Reporter 70 - Nova Secretaria

O Liberal, 


 REPORTER 70

􀂄 O governo do Estado criará nova secretaria,
a da Mineração, Indústria e Comércio,
que será anunciada na próxima semana.
Ainda não foi escolhido o titular.

Encontro Nacional de Economia Ecológica




Começou ontem, na Universidade de Brasília (UNB), o IX Encontro Nacional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Ecoeco), com o tema “Políticas Públicas e a perspectiva da Economia Ecológica”.

O objetivo do evento deste ano é oferecer a contribuição do pensamento ecológico-econômico
para o debate das alternativas de políticas públicas no Brasil. A professora da Universidade
Federal do Estado do Pará (UFPA), Maria Amélia Enríquez, é quem preside atualmente a
Sociedade Brasileira de Economia Ecológica. O Encontro Nacional é preparatório para a 12ª
Conferência Bienal da The Internacional Society for Ecological Economics (ISEE), que trará o
tema “Ecologial Economics and Rio +20: Chagnellers and contribuitions for a Green economy”, a ser realizada entre a conferência preparatória (Prepcom), prevista para os dias 9 a 11 de maio, e a própria Rio+20.

Na agenda do IX Encontro Nacional estão previstos minicursos, tais como o de Pagamento
por Serviços Ambientais e o de Indicadores para Gestão Ambiental; mesas redondas sobre Cidades Sustentáveis e Mudanças Climáticas, oficinas e sessões de apresentação de
trabalhos. Haverá ainda uma visita de campo para que os participantes possam conhecer
o processo de coleta seletiva de resíduos sólidos no Distrito Federal.

A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Ecoeco) nasceu de discussões ocorridas
na Rio 92, quando economistas, ecologistas e estudiosos do País constataram que havia pouco
conhecimento sobre a economia do meio ambiente e, também sobre os conceitos que levaram
à formação no ano de 1998 de um seção regional brasileira da ISEE. Um dos principais objetivos da Ecoeco é colaborar com o movimento internacional e ampliar o leque de indivíduos e instituições no Brasil que debatem e atuam sobre a temática.

Realizado a cada dois anos, em 2009 o VIII Encontro ocorreu em Cuiabá, no Mato Grosso,
e abordou temas relacionados aos princípios da economia ecológica para o desenvolvimento
sustentável, com ênfase na Amazônia, e contemplou um debate crítico sobre a consrvação do capital natural no contexto das políticas públicas em uma região que enfrenta a expansão da fronteira agrícola e da pecuária.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brasileiro produz abaixo da média mundial

A produtividade do trabalhador brasileiro está abaixo da média mundial e tem evoluído em ritmo bem menor do a que a dos trabalhadores de outros países emergentes.

Um brasileiro produziu no ano passado, em média, um quinto da riqueza gerada por um americano, um terço da de um sul-coreano e cerca da metade da de um argentino, calcula a consultoria americana Conference Board.

De 2005 a 2010, a produtividade do brasileiro cresceu em média 2,1% ao ano, taxa inferior as de China (9,8%), Índia (5,8%) e Rússia (3,2%).

Segundo economistas, isso ajuda a explicar a perda de competitividade do produto brasileiro e o aumento da inflação no país. Na medida em que a remuneração cresce mais rápido que a produtividade, produtos e serviços tendem a ficar mais caros.

Dados do departamento de estatísticas do trabalho dos EUA mostram que os salários na indústria cresceram, de 2002 a 2008, 174% no Brasil e 133% na China.

Mas lá isso foi compensado pelo aumento da produtividade, diz o economista da UNB (Universidade Nacional de Brasília) Jorge Arbache: "O aumento do salário não é uma coisa ruim, mas, se a produtividade não acompanha, vira um problema".

O ranking elaborado neste ano pelo Conference Board com 114 países mostra que o brasileiro está na 68ª posição em produtividade. Segundo o levantamento, o brasileiro produziu em 2010 20,6% da riqueza gerada por um americano, enquanto a média mundial foi de 26,1%.
A consultoria mede a produtividade do trabalhador dividindo o PIB (Produto Interno Bruto) de cada país por sua força de trabalho.

Para o professor do Insper Naercio Menezes, a precariedade do ensino é o principal fator que explica a baixa produtividade do brasileiro. Além disso, ele aponta a falta de inovação das empresas, que investem pouco na criação de novas tecnologias.

Entre os fatores que limitam a inovação, aponta, estão o excesso de burocracia e a precariedade da infraestrutura, que acabam sugando tempo e dinheiro que poderiam ser gastos em pesquisa.

"A inovação permite produzir mais com o mesmo número de trabalhadores. Enquanto a China solicitou 13.337 patentes em 2010, o Brasil pediu apenas 442. Isso mostra como inovamos pouco", observa Menezes.

Segundo o Conference Board, a produtividade do chinês é ainda menor que a do brasileiro. Isso ocorre porque metade dos chineses vive no campo, setor pouco produtivo no país, diz Arbache.

"A produtividade do trabalhador industrial chinês é maior que a do brasileiro. Isso porque nos últimos anos a indústria chinesa migrou de setores pouco produtivos, como têxtil, para a produção de automóveis e chips", disse.

MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO


Editoria de Arte/Folhapress

domingo, 2 de outubro de 2011

Google Chrome será o navegador mais usado da internet em 2012, indicam estatísticas de uso

RIO - Se o Chrome mantiver seu rápido ritmo de crescimento, o navegador da Google se tornará o mais usado do mundo em setembro de 2012, acabando com 15 anos de liderança do Internet Explorer, da Microsoft. Segundo dados da consultoria StatCounter, a participação de mercado do Chrome cresceu 50% só este ano, atingindo fatia de 23,6% da base de internautas. Os dados mostram que até dezembro deste ano o software da Google ultrapassará o segundo colocado, Firefox, que hoje tem 26.8%.

Enquanto o Chrome cresce, Firefox e IE perdem participação de mercado de acordo com os números da StatCounter. Ambos os programas perderam quatro pontos percentuais de participação no ano. O software da Microsoft, líder de mercado desde 1998, ainda detém 41,7% dos usuários.

Depois de ter matado o rival Netscape, o IE chegou a alcançar 98% do mercado. Mas hoje sua participação é a mais baixa desde 1997.

Roubar da Microsoft o posto de browser mais usado da internet tornou-se um desafio para a companhia de Larry Page e Sergey Brin. No Brasil, especificamente, a Google veiculou esta semana um comercial de televisão pela primeira vez - e para divulgar o Chrome.
Como disse ao GLOBO Esteban Walther, diretor de Marketing da Google para América Latina, o objetivo é mostrar que o Chrome é uma porta de entrada para a internet.
- Fizemos o comercial para atingir um público que não está on-line. O filme feito no Brasil mostra como uma menina contou com a ajuda da internet para achar o dono de um cachorro, que estava perdido. O outro comercial é uma versão americana (que mostra o pai registrando o crescimento da filha). Para 2012, vamos ter novidades - adiantou Walther.
O Chrome foi criado em setembro de 2007.

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sábado, 1 de outubro de 2011

Tucanos no Jejum

Painel

RENATA LO PRETE

 Sem-tela 1 Enquanto Aloysio Nunes, excluído das inserções de TV do PSDB paulista, protestou no Twitter, José Serra, outro omitido, queixou-se à direção estadual. Para atendê-los, o partido propôs gravar material a ser veiculado nos próximos meses.

Sem-tela 2 Correligionários de Geraldo Alckmin lembravam ontem: quando ele estava sem mandato (e Serra no governo), também foi submetido a um longo jejum de propaganda partidária.

Pontes Ideli Salvatti (Relações Institucionais) articula encontro entre Dilma Rousseff, cuja relação com o alckmismo já está bem encaminhada, e o serrista Aloysio Nunes. O motivo alegado é o fato de o tucano ter assumido a relatoria da Comissão da Verdade no Senado. 

Pobre Belém, tão longe de Deus e tão perto da miséria e abandono



A foto acima, no município de Belém-PA, é o retrato perfeito e acabado da ironia eventual: o mais completo desleixo urbano e a placa dizendo que “Tem Prefeitura aqui no bairro”. (do Blog do Parsifal5.0)

Foto: Adauto Rodrigues em o “Diário do Pará”

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

GOVERNADORES TUCANOS


Reunidos em Goiânia nesta sexta (30), os oito governadores do PSDB divulgaram uma nota na qual se queixam da concrentração de poderes na União.

Empilham uma série de reivindicações –do pagamento de compensações tributárias a redução da taxa de juros que incide sobre a dívida dos Estados.

Pregam a “restauração da federação” e pedem a Dilma Rousseff a definição de uma “agenda” que liste os “temas relevantes” para uma negociação com os governadores.

Batizado de “Carta de Goiânia”, o documento se limita a expor as preocupações administrativas dos gestores tucanos. 

Os governadores se abstiveram de tratar em público do debate político que consumiu boa parte do debate travado a portas fechadas.

Assinam a “carta”: Geraldo Alckmin (SP), Antônio Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO)…
…Simão Jatene (PA), Teotônio Vilela (AL), Siqueira Campos (TO) e José de Anchieta (RR). Abaixo, a íntegra:

"Os governadores de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Paraná, Alagoas, Roraima, Goiás e, por delegação, do Pará, reunidos em Goiânia, divulgam e reiteram seus compromissos com o País, com os Estados e, sobretudo, com a sociedade brasileira, propondo conjuntamente:

1. Defesa intransigente da restauração da Federação, cujo Pacto Federativo vem sofrendo insuportáveis e progressivas ameaças em face do aumento de demandas e despesas, ao tempo em que vê suas receitas cada vez menores com forte concentração em poder da União;
2. Reiteração dos princípios da democracia social, legalidade, transparência, combate sistemático à corrupção a partir de seus próprios exemplos, segurança jurídica, inclusão social, inovação e pesquisa, sustentabilidade ambiental, energia limpa, democratização de oportunidades, inclusão econômica (microcrédito, qualificação profissional, formação tecnológica e emprego);
3. Foco na melhoria das ações de saúde e cobrança permanente em relação aos reduzidos repasses e valores praticados pelo SUS;

4. Repasse de valores de compensação da Lei Kandir, referentes a 2011 (R$ 1.95 bilhão) e alocação no orçamento de 2012 de valores para ressarcimento - aos estados, no montante de R$ 11,5 bilhões, correspondente à metade das perdas decorrentes da desoneração de ICMS sobre as exportações;

5. Repactuação do endividamento dos Estados com a União, com redução do comprometimento da dívida intralimite, adoção do IPCA como índice de correção e redução dos juros contratuais;

6. Solicitação à Presidente da República de agenda para discussão destes e outros temas relevantes com os governadores dos estados brasileiros.

Alimentados por grande esperança no Brasil, manifestamos nossa confiança no amadurecimento da Democracia, na geração de oportunidades para todos os brasileiros e na perpetuação de valores e princípios que promovam a eficiência e a justiça social."

Baixo desemprego melhora avaliação popular sobre a economia, diz CNI


BRASÍLIA – A pesquisa CNI/Ibope sobre a avaliação do governo Dilma Rousseff apresenta melhora na avaliação dos indicadores relacionados à política de juros (aprovação de 29% em julho ante 32% em setembro) e  à política tributária (25% a favor em julho e 27% neste mês) e estabilidade em relação à condução do governo no combate à inflação (38% nas duas sondagens).

Segundo o gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, a população não avalia as ações de corte de juros ou desoneração, mas os impactos dessas medidas. “Vai depender muito do efeito na economia. O eleitor sente muito mais a questão do desemprego e do crescimento da economia”, disse. Segundo Fonseca, as taxas de desemprego neste ano estão entre as menores da série histórica e muitas pessoas tem entrado no mercado. “O índice de satisfação da população é muito alto”, disse.
(Daniela Martins / Valor)

CNI/Ibope: popularidade de Dilma supera a de Lula e FHC



BRASÍLIA – A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff é maior do que as dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas terceiras pesquisas de popularidade CNI/Ibope. Enquanto 71% aprovaram Dilma Rousseff à frente do governo neste mês, 69% aprovaram a maneira de governar de Lula na terceira pesquisa do seu primeiro mandato. Em relação a FHC, 57% o aprovaram como presidente em setembro de 1995.

A avaliação do governo Dilma também supera a das gestões dos  ex-presidentes. Enquanto a governo da presidente Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos entrevistados em setembro, em setembro do primeiro ano do governo Lula, o percentual foi de 43%. No mesmo período do primeiro ano de FHC, sua gestão recebeu aprovação de 40%.

O gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, Renato da Fonseca, destacou que a presidente Dilma herdou a popularidade de Lula. Na última pesquisa de popularide do seu governo, em dezembro de 2010, Lula atingiu 87% de aprovação pessoal.
(Daniela Martins / Valor)