Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Perda de Competitividade da Indústria Brasileira
Sergio Lamucci (Valor, 14/12/2010) reporta que a indústria de transformação brasileira perde espaço na produção da economia brasileira e mundial, tendência que pode ameaçar a consolidação de ritmo de crescimento mais expressivo nos próximos anos, adverte, em estudo, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Enquanto no Brasil a fatia do setor no Produto Interno Bruto (PIB) está em queda, recuando da casa de 30% nos anos 70 para nivel inferior a 24%, ela mantém trajetória de alta em países asiáticos que há décadas crescem a taxas elevadas. Na Coreia do Sul, está em 38% e na China, próximo de 53%. Os números são da Organização das Nações Unidas (ONU), a preços em dólares de 1990 (ver gráfico).
Para o Iedi, a situação brasileira é reversível, mas exigirá esforço que passa não só por mudar o quadro de câmbio valorizado, mas também por medidas como a redução do custo financeiro na economia e dos encargos sobre a mão de obra e pela melhora dos sistemas de logística e da inovação empresarial.
O estudo ressalta a importância do bom desempenho da indústria de transformação para a expansão recente da economia brasileira, ao analisar o resultado de uma série de 54 resultados para o crescimento do PIB brasileiro acumulado em quatro trimestres entre o começo de 1997 e junho de 2010. Nesse período, em apenas 12 trimestres o aumento do PIB superou 5% em bases anuais, e em todos esses trimestres a indústria de transformação cresceu em percentuais próximos ou superiores. Em oito desses trimestres, o crescimento da indústria de transformação situou-se entre 6% e 9%.
Os números indicam que, para promover expansão a taxas robustas, é fundamental que a indústria de transformação avance a passos rápidos. Países com taxas robustas de crescimento “tiveram na indústria o principal apoio.
Segundo o estudo, “China, Coreia do Sul, Indonésia, Índia, Malásia, Tailândia e Irlanda, todos com taxas médias anuais de expansão superiores a 5% ao ano entre os anos de 1970 e 2007, tiveram aumentos relevantes na participação de seus setores industriais no PIB. No outro extremo, países já industrializados e várias economias latino-americanas, dentre elas o Brasil, tiveram médias de crescimento abaixo de 5% ao ano e declinantes participações nos respectivos PIBs.”
Na China, a fatia da indústria de transformação no valor adicionado total da economia pulou da casa de 35%, no começo dos anos 80, para 52,9%, em 2007. Na Coreia, a participação passou de 20%, nos anos 80, para 38,4% em 2007. Nesse cenário, a participação do Brasil no valor adicionado da indústria de transformação global caiu da casa de mais de 3%, no começo dos anos 80, para os 2,2% de 2007.
Outro sinal que preocupa é o comportamento do balanço comercial da indústria de transformação. Em 2006, havia superávit bastante expressivo, na casa de US$ 30 bilhões. Em 2008, o resultado entrou no vermelho, atingindo déficit de US$ 7,1 bilhões, que se ampliou para US$ 8,3 bilhões em 2009. De janeiro a setembro de 2010, o rombo foi de US$ 25,8 bilhões. Isso revela processo intenso e rápido de deterioração da competitividade do setor, atribuindo-se à apreciação da moeda nacional (ou queda da taxa do câmbio) a maior responsabilidade por essa piora.
Para o Iedi, a apreciação do real tem no diferencial de juros internos e externos uma de suas principais causas. Não é o saldo comercial do agronegócio e da mineração que vem determinando a apreciação da moeda, pois não há oposição entre agricultura e indústria ou entre a economia industrial e a de commodities, tampouco existindo a necessidade de o país optar por especialização em algum desses segmentos. O êxito simultâneo da indústria e dos demais setores é perfeitamente possível, considerando-se, evidentemente, a obtenção de taxa de câmbio competitiva.
Para o IEDI, o papel do câmbio tem sido relevante para explicar a perda de importância da indústria de transformação. Em primeiro lugar, a tendência do real tem sido de apreciação, exceto em momentos de crise, como em 1999, 2002 e 2008. Há grande flutuação do câmbio, o que também atinge a competitividade. Esses problemas do câmbio afetam especialmente a competitividade da indústria, que não conta com preços internacionais favoráveis na mesma intensidade que os setores que produzem commodities.
O estudo do IEDI diz que não há uma solução única para reverter esse quadro para a indústria. Mexer no câmbio é importante, mas também é fundamental diminuir o custo financeiro e tornar menos pesado os encargos que encarecem a mão de obra, assim como melhorar a logística. Ele destaca ainda a necessidade de políticas voltadas à indústria, à inovação empresarial e à sustentabilidade. Outro ponto crucial é o país desenvolver regime mais avançado de financiamento de longo prazo. É importante algo que contemple, além do BNDES, mecanismos voluntários de crédito bancário em longo prazo e de instrumentos do mercado de capitais.
Libertado na Colômbia o primeiro dos três reféns das Farc
Publicação: 13/02/2011 17:50 Atualização: 13/02/2011 18:14
IBAGUÉ, 13 fevereiro
2011 (AFP) - O policial Carlos Obando, o primeiro dos três reféns que a
guerrilha das Farc ficou de libertar neste domingo, foi entregue a uma
missão humanitária na Colômbia, informou o Comitê Internacional da Cruz
Vermelha (CICV).
O helicóptero emprestado pelo Brasil para esta operação se dirige agora para reabastecer na base aérea de Chaparral (Tolima, centro), e depis viajará de novo para buscar outros dois reféns.
A operação enfrentou um atraso devido ao mau tempo na zona prevista para a libertação, segundo informou o delegado presidencial Eduardo Pizarro.
A missão humanitária partiu neste domingo, em um helicóptero cedido pelo Brasil, às 9H30 locais (12H30 de Brasília) rumo às selvas do centro do país.
A missão, integrada pela ex-senadora Piedad Córdoba e representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) deve resgatar ainda o major da polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) haviam anunciado em dezembro a libertação de cinco reféns, mas no sábado acrescentaram o nome de Ocampo, que foi sequestrado há dois meses.
Entre 9 e 11 de fevereiro, as Farc libertaram os vereadores Marcos Baquero e Armando Acuña, além do oficial da Marinha Henry López.
Além dos reféns que serão libertados neste domingo, as Farc mantêm em cativeiro outros 16 policiais e militares que consideram "moeda de troca" por guerrileiros presos, mas que segundo Córdoba podem ser liberados ainda este ano.
O helicóptero emprestado pelo Brasil para esta operação se dirige agora para reabastecer na base aérea de Chaparral (Tolima, centro), e depis viajará de novo para buscar outros dois reféns.
A operação enfrentou um atraso devido ao mau tempo na zona prevista para a libertação, segundo informou o delegado presidencial Eduardo Pizarro.
A missão humanitária partiu neste domingo, em um helicóptero cedido pelo Brasil, às 9H30 locais (12H30 de Brasília) rumo às selvas do centro do país.
A missão, integrada pela ex-senadora Piedad Córdoba e representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) deve resgatar ainda o major da polícia Guillermo Solórzano e o cabo do Exército Salín Sanmiguel.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) haviam anunciado em dezembro a libertação de cinco reféns, mas no sábado acrescentaram o nome de Ocampo, que foi sequestrado há dois meses.
Entre 9 e 11 de fevereiro, as Farc libertaram os vereadores Marcos Baquero e Armando Acuña, além do oficial da Marinha Henry López.
Além dos reféns que serão libertados neste domingo, as Farc mantêm em cativeiro outros 16 policiais e militares que consideram "moeda de troca" por guerrileiros presos, mas que segundo Córdoba podem ser liberados ainda este ano.
China aperta vigilância à entrada de investimento estrangeiro na economia
É
a resposta de Pequim aos entraves à penetração de empresas chinesas no
Ocidente. Uma nova entidade vai avaliar a entrada de capitais
estrangeiros
Aproveitar
a expansão da economia chinesa e o crescimento de um dos maiores
mercados do mundo deverá passar a ser ainda mais difícil para as
empresas internacionais.
A China anunciou ontem que irá criar uma nova entidade com o objectivo de avaliar de forma sistemática as aquisições de empresas nacionais por parte de capitais estrangeiros. Uma equipa, formada por membros de diversas áreas do Governo, irá verificar se os potenciais investimentos directos estrangeiros a realizar no país não colocam em risco a "segurança nacional". Os investimentos na indústria militar, agricultura, energia e outros recursos, infra-estruturas chave, sistemas de transporte e tecnologias serão os principais visados pela reforçada avaliação que passará a ser feita.
De acordo com o comunicado ontem divulgado pela autoridades, "os diversos departamentos deverão elevar o sentido de responsabilidade para guardar segredos comerciais e de Estado, para salvaguardar efectivamente a segurança nacional".
Com esta entidade, a China dá um sinal claro aos países que já bloquearam a entrada de empresas chinesas nos seus mercados alegando questões de segurança de que está disposta a responder na mesma moeda.
Há já, noutros países, estruturas semelhantes à agora criada pela China. A Austrália tem uma agência encarregue de analisar as consequências das tentativas de aquisição de firmas por parte de capitais estrangeiros e que, durante os últimos anos, já vetou, em diversas ocasiões, a entrada de empresas chinesas em sectores como o da exploração de minérios.
Estudo publicado na Science - Em 2007 o mundo podia armazenar 295 exabytes de informação
Em 2007 o mundo tinha uma capacidade de armazenamento de informação de
295 exabytes, ou seja, 295 mil milhões de gigabytes. A grande maioria em
formato digital. O cálculo foi feito por dois cientistas que publicaram
os resultados na revista Science.
Martin Hilbert, da Universidade da Califórnia e Priscila López, da Universidade Aberta da Catalunha analisaram a evolução da capacidade de armazenamento, de computação e de difusão de informação entre 1986 e 2007.
Há 25 anos, a informação armazenada no mundo era de 2,6 exabytes. Passou para 15,8 em 1993, para 54,5 em 2000 e alcançou os 295 exabytes em 2007. Ou seja, 295 milhões de milhões de milhões de bytes. O equivalente a uma coluna de CD-ROM (cada um com 1,2 milímetros de grossura) tão alta que chega à Lua e faz mais um quarto do caminho. Ou a mesma quantidade de informação que cobriria toda a superfície da China por uma camada de três livros de grossura. Estes números mostram porque é que estamos a atravessar uma revolução.
“O carro mudou a sociedade completamente, ou a electricidade. A cada 40, 50 ou 60 anos, existe algo que cresce mais rápido do que o resto, e neste momento é a informação”, disse Hilbert, à BBC News.
Em 2002 o mundo entrou na era digital: nesse ano passou a haver mais capacidade de armazenamento em formato digital do que analógico. Entre 2000 e 2007 a informação guardada analogicamente, em cassetes de vídeo, fotografia, vinis, passou de 75 por cento para seis por cento em 2007.
Em 2007, os discos rígidos perfaziam 52 por cento da capacidade de armazenamento e a informação armazenável em dispositivos ópticos era de 28 por cento. Ao pé deste volume, o que se guarda nos livros é mínimo. Entre 1986 e 2007 a percentagem de informação guardada em papel desceu de 0,33 para 0,007 por cento. Mesmo assim o papel não é menos raro em termos absolutos. A informação em papel passou de 8,7 para 19,4 milhões de gigabytes nestes 21 anos.
Para chegarem a estes resultados os dois cientistas tiveram em conta a quantidade de informação guardada em 60 tecnologias analógicas e digitais durante os 21 anos. Consideraram vinis, microchips, discos rígidos, chapas de raio-x, cartões de crédito.
“Basicamente, o que se pode fazer com informação é transmitir através do espaço, e chamamos a isso comunicação. Pode-se transmitir através do tempo, e chamamos isso armazenamento. Ou pode-se transformá-la, manipulá-la e mudar o seu significado e a isso chama-se computação”, disse o investigador.
Durante estas duas décadas a capacidade computacional aumentou 58 por cento por ano. Por outro lado, a difusão de informação alcançou em 2007 quase dois zetabytes de informação ou seja, quase 2000 exabytes.
“Estes números são impressionantes, mas ainda assim minúsculos comparados com a ordem de magnitude da informação tratada pela natureza”, comparou Hilbert, num comunicado. O ser humano guarda na sua molécula de ADN cerca de 100 zetabytes de informação e o universo observável guarda o número impressionante de um 10 com 90 zeros atrás.
Martin Hilbert, da Universidade da Califórnia e Priscila López, da Universidade Aberta da Catalunha analisaram a evolução da capacidade de armazenamento, de computação e de difusão de informação entre 1986 e 2007.
Há 25 anos, a informação armazenada no mundo era de 2,6 exabytes. Passou para 15,8 em 1993, para 54,5 em 2000 e alcançou os 295 exabytes em 2007. Ou seja, 295 milhões de milhões de milhões de bytes. O equivalente a uma coluna de CD-ROM (cada um com 1,2 milímetros de grossura) tão alta que chega à Lua e faz mais um quarto do caminho. Ou a mesma quantidade de informação que cobriria toda a superfície da China por uma camada de três livros de grossura. Estes números mostram porque é que estamos a atravessar uma revolução.
“O carro mudou a sociedade completamente, ou a electricidade. A cada 40, 50 ou 60 anos, existe algo que cresce mais rápido do que o resto, e neste momento é a informação”, disse Hilbert, à BBC News.
Em 2002 o mundo entrou na era digital: nesse ano passou a haver mais capacidade de armazenamento em formato digital do que analógico. Entre 2000 e 2007 a informação guardada analogicamente, em cassetes de vídeo, fotografia, vinis, passou de 75 por cento para seis por cento em 2007.
Em 2007, os discos rígidos perfaziam 52 por cento da capacidade de armazenamento e a informação armazenável em dispositivos ópticos era de 28 por cento. Ao pé deste volume, o que se guarda nos livros é mínimo. Entre 1986 e 2007 a percentagem de informação guardada em papel desceu de 0,33 para 0,007 por cento. Mesmo assim o papel não é menos raro em termos absolutos. A informação em papel passou de 8,7 para 19,4 milhões de gigabytes nestes 21 anos.
Para chegarem a estes resultados os dois cientistas tiveram em conta a quantidade de informação guardada em 60 tecnologias analógicas e digitais durante os 21 anos. Consideraram vinis, microchips, discos rígidos, chapas de raio-x, cartões de crédito.
“Basicamente, o que se pode fazer com informação é transmitir através do espaço, e chamamos a isso comunicação. Pode-se transmitir através do tempo, e chamamos isso armazenamento. Ou pode-se transformá-la, manipulá-la e mudar o seu significado e a isso chama-se computação”, disse o investigador.
Durante estas duas décadas a capacidade computacional aumentou 58 por cento por ano. Por outro lado, a difusão de informação alcançou em 2007 quase dois zetabytes de informação ou seja, quase 2000 exabytes.
“Estes números são impressionantes, mas ainda assim minúsculos comparados com a ordem de magnitude da informação tratada pela natureza”, comparou Hilbert, num comunicado. O ser humano guarda na sua molécula de ADN cerca de 100 zetabytes de informação e o universo observável guarda o número impressionante de um 10 com 90 zeros atrás.
Elizabeth Taylor hospitalizada com problemas cardíacos. Actriz tem 78 anos
Elizabeth Taylor, uma das lendas vivas do cinema, foi hospitalizada num
hospital de Los Angeles com problemas cardíacos. Taylor, com 78 anos, já
tinha sido operada ao coração em 2009, depois de ter tido vários
problemas.
O ficha suja do Gilvan Borges falando do ficha limpa João Capiberibe
O ex-governador do Amapá João Capiberibe, condenado injustamente pela lei da Ficha Limpa, por suposto pagamento de R$ 26,00 (vinte e seis reais) para compra de votos, acusação de uma testemunha ligada (e paga) pelo seu inimigo político, Gilvan Borges, -afiliado do Sarney e um dos políticos mais corruptos do norte do Brasil-, ironiza a acusação de uso abusivo da imprensa. Capiberibe diz que o senador Gilvan Borges (PMDB), seu inimigo, tem 3 tevês e 7 rádios.
A nova lei dos royalties é uma Mina de dinheiro
NO PARÁ
Arrecadação
crescerá 5 vezes,
se proposta passar
no Congresso
Arrecadação
crescerá 5 vezes,
se proposta passar
no Congresso
Esse movimento assustou o governo, que hoje arrecada sobre a receita líquida das mineradoras. A ideia era cobrar impostos sobre a receita bruta, para facilitar a fiscalização.
Com a alteração na lei, o volume de recursos arrecadados no Estado do Pará seria quase cinco vezes superior ao atual.
Para se ter uma ideia, durante todo o ano passado a arrecadação total dos royalties dos
minérios foi de R$ 1,08 bilhão, sendo a segunda maior fatia desse bolo do Pará, que recebeu
R$ 315 milhões.
Pará arrecada
menos em
royalties do
que pequeno
município do Rio
menos em
royalties do
que pequeno
município do Rio
A disparidade se dá pelo valor da alíquota. Enquanto a máxima para o minério é de
3% (sendo 2% para o governo e 1% para o proprietário da terra), a mínima para o Petróleo é de 10% (sobre o faturamento bruto das petroleiras). Em 2010, as compensações do petróleo chegaram a R$ 9,9 bilhões (quase dez vezes mais que o dos minerais), sendo, apenas do Rio
de Janeiro, R$ 5,35 bilhões.
“É só usar como exemplo o contracheque do trabalhador: tem um salário bruto, onde ali
tem o abatimento do INSS, do vale-transporte, do plano de saúde e outros descontos até
se chegar ao salário líquido. Ocorre o mesmo com as empresas, que tem uma receita
bruta da venda do produto.
Depois, ela abate os impostos, transporte, seguros e só depois é que se chega à um valor
menor, que é a receita líquida. Queremos então mudar a base de cálculo para a receita bruta que tem valor maior e certamente deixará mais recursos e renda para os municípios e
Estados mineradores”, explica o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), autor da proposta que altera o cálculo a forma como é cobrada a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). O imposto é cobrado de empresas mineradoras, como contraprestação pela utilização econômica dos recursos minerais em seus respectivos territórios.
O liberal
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Belo Monte- Perguntar não ofende. De quanto será a “compensação financeira” para o Estado do Pará e seus municípios? Como será calculada?
Interessante artigo do Mário Ribeiro, colega da Faculdade de Economia da UFPA, Presidente da Fundação de Pesquisa do Estado.
Seguem alguns trechos do artigo publicado hoje (sabado 12 de fevereiro) no Jornal O Liberal do Pará.
Mas este não é o ponto em discussão. Praticamente toda a margem direita do
rio Amazonas é naturalmente propícia à implantação de usinas hidrelétricas
- desde as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH, com capacidade abaixo de 30MW) até as usinas como Belo Monte, ou como as seis que estão no PDE 2019 para a bacia do Tapajós (na região hidrográfica da Amazônia, o PDE 2019 planeja construir mais 18 hidrelétricas).
Ofende a quem perguntar isto?
b) Quanto será a “compensação financeira” para o Estado do Pará e seus municípios? Como será calculada? A legislação atual simploriamente tira “um número do bolso da casaca”;
c) O tal cálculo de viabilidade econômica esconde os custos das “externalidades negativas” do projeto, isto é, os custos gerados na fase de construção e que ficam externos à contabilidade do projeto, mas que existem, e que a econometria ambiental moderna para o cálculo de “valores de existência” do meio ambiente (aqueles bens ambientais que não
têm preço de mercado porque simplesmente não existem estes mercados!) tem as mais perfeitas condições de informar;
Seguem alguns trechos do artigo publicado hoje (sabado 12 de fevereiro) no Jornal O Liberal do Pará.
O que existe de perigoso no “modelo de compensação” de Belo Monte é que
as coisas foram mal feitas. É para lá de óbvio que o País precisa superar os seus
“gargalos” de infraestrutura, dentre os quais o de energia.
as coisas foram mal feitas. É para lá de óbvio que o País precisa superar os seus
“gargalos” de infraestrutura, dentre os quais o de energia.
O atual Plano Decenal de Energia para 2010-2019 é bastante claro neste aspecto. Chega a romper com os princípios que emolduraram o modelo de oferta de energia para o país entre 2003 e 2009.
Mas este não é o ponto em discussão. Praticamente toda a margem direita do
rio Amazonas é naturalmente propícia à implantação de usinas hidrelétricas
- desde as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH, com capacidade abaixo de 30MW) até as usinas como Belo Monte, ou como as seis que estão no PDE 2019 para a bacia do Tapajós (na região hidrográfica da Amazônia, o PDE 2019 planeja construir mais 18 hidrelétricas).
Logo, se a moda pega...
O pesadelo começa quando se imagina:
a) Quais as medidas de mitigação do dano ambiental, ex-ante e ex-post à implantação do projeto? Note-se que depois de construídas as usinas, a energia gerada é limpa (o dano ambiental é baixo), mas durante a fase da construção destas existem valores econômicos, jurídicos, antropológicos e culturais, biológicos, físicos e geológicos, entre outros, que exigem o máximo de esforço para se obter o mínimo de dano. Aqui o dano ambiental é extremamente alto.
Ofende a quem perguntar isto?
b) Quanto será a “compensação financeira” para o Estado do Pará e seus municípios? Como será calculada? A legislação atual simploriamente tira “um número do bolso da casaca”;
c) O tal cálculo de viabilidade econômica esconde os custos das “externalidades negativas” do projeto, isto é, os custos gerados na fase de construção e que ficam externos à contabilidade do projeto, mas que existem, e que a econometria ambiental moderna para o cálculo de “valores de existência” do meio ambiente (aqueles bens ambientais que não
têm preço de mercado porque simplesmente não existem estes mercados!) tem as mais perfeitas condições de informar;
d) A inclusão destes valores, que são universalmente aceitos na economia ambiental, e devidamente trabalhados nos países do Ocidente (muitos já estão inclusive juridicamente positivados, na maior parte dos países da OCDE!), apenas geraria a justa “renda compensatória” para os paraenses;
e) O Pará tem sido nos últimos cem anos o Estado mais espoliado neste modelo de colonialismo monárquico que ainda desaba sobre nós. Calculada dessa forma discricionária (no modelo de Belo Monte) a “renda compensatória”, rasga-se o véu e percebe-se que o quanto os nossos municípios receberão os coloca na condição de mendicantes de seus próprios direitos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Desafio do Brasil eliminar a pobreza
PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA
Nova logomarca do Governo Federal
por Secom
em 10/02/2011 19:40hs
A ministra Helena Chagas, da Secom, apresentou, nesta quinta-feira, a nova logomarca do Governo Federal. Por meio do slogan "País rico é país sem pobreza", ela traduz a prioridade do governo federal com a erradicação da miséria e redução da pobreza extrema. A concepção da marca foi solicitada pela Secom e é uma evolução da anterior.
Ela foi criada e doada pelo diretor de arte Marcelo Kertész, que trabalha na equipe do publicitário João Santana. Não houve custo para o governo. Ainda este mês, a Secom apresentará o Manual de Aplicação para uso pelos órgãos que integram o Sistema de Comunicação do Poder Executivo Federal (Sicom). Até lá, a marca anterior e seu manual continuam vigentes, sem necessidade de retirada ou mudança.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Argentina deve passar EUA no ranking dos mercados para produtos brasileiros
A Argentina deve superar os Estados Unidos, em breve, como segundo destino para as exportações brasileiras, só atrás da China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento obtidos pelo Valor. Em janeiro, as exportações aos argentinos cresceram 35,6%, bem acima da média do aumento nas vendas externas brasileiras, de 28,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As exportações para os EUA cresceram apenas 15,4%. As vendas argentinas ao Brasil não seguem o mesmo ritmo, o que tem provocado sucessivos superávits nas contas bilaterais. Em janeiro, o superávit quase quintuplicou em relação ao mesmo mês de 2010.
O governo aponta o fato como demonstração da crescente importância da Argentina para a indústria brasileira, mas o aumento do superávit brasileiro com a Argentina preocupa a presidente do país vizinho, Cristina Kirchner, que abordou o assunto ao receber a presidente Dilma Rousseff, em Buenos Aires, no início do mês.
Leia mais no O Valor (para assinantes).
Belo Monte - Deu no Reporter 70 do "O Liberal"
��ICMS
Belo Monte
A revisão da cobrança do ICMS sobre o consumo
de energia elétrica desponta como
mais uma pedra no caminho da construção
da Hidrelétrica de Belo Monte. O deputado
Arnaldo Jordy, por exemplo, tem planos
para tentar mudar as atuais regras através
de uma proposta de emenda à Constituição
- prevê a cobrança do ICMS no local onde
é produzida a energia -, já em tramitação
na Câmara. Contra o projeto também pesa,
segundo Jordy em seu twitter, a falta de
cumprimento das condicionantes impostas
pelo Ministério Público.
Edital
Apesar das pressões, abaixo-assinado e
passeatas, o edital para o leilão da usina
de Belo Monte deve ser divulgado pela
Agência Nacional de Energia Elétrica logo
após o carnaval. Segundo o diretor-geral
da Aneel, Nelson Hubner, o governo prefere
resolver antes algumas questões técnicas.
“Esse prazo para o leilão, de 12 de
abril, é totalmente factível”, disse o diretor.
Ainda segundo Hubner, devem participar
da licitação no máximo três consórcios,
sendo mais provável que a disputa
ocorra com apenas dois grupos: “Podem
ser três, mas é difícil ter muitos porque é
um investimento muito alto, muito pesado
e é difícil juntar tantas empresas com
essa capacidade”.
Belo Monte
A revisão da cobrança do ICMS sobre o consumo
de energia elétrica desponta como
mais uma pedra no caminho da construção
da Hidrelétrica de Belo Monte. O deputado
Arnaldo Jordy, por exemplo, tem planos
para tentar mudar as atuais regras através
de uma proposta de emenda à Constituição
- prevê a cobrança do ICMS no local onde
é produzida a energia -, já em tramitação
na Câmara. Contra o projeto também pesa,
segundo Jordy em seu twitter, a falta de
cumprimento das condicionantes impostas
pelo Ministério Público.
Edital
Apesar das pressões, abaixo-assinado e
passeatas, o edital para o leilão da usina
de Belo Monte deve ser divulgado pela
Agência Nacional de Energia Elétrica logo
após o carnaval. Segundo o diretor-geral
da Aneel, Nelson Hubner, o governo prefere
resolver antes algumas questões técnicas.
“Esse prazo para o leilão, de 12 de
abril, é totalmente factível”, disse o diretor.
Ainda segundo Hubner, devem participar
da licitação no máximo três consórcios,
sendo mais provável que a disputa
ocorra com apenas dois grupos: “Podem
ser três, mas é difícil ter muitos porque é
um investimento muito alto, muito pesado
e é difícil juntar tantas empresas com
essa capacidade”.
A trajetória da educação no Brasil
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia,
redação,datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas
Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a
Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...
Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80.
Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar
receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a
máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de
troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava
explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática
desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$
80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 (
)R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 (
)R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de
qualquer outra minoria social não precisa responder).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 (
)R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 E se um moleque resolver pichar a
sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais
ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida
sustentável:
"Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Gato escondido com rabo de fora
Do Jornal "O Liberal"
repórter70
��ENFIM
Um desapareceu no dia 27 de dezembro, do Centro Comunitário Boi-bumbá Pingode Ouro; o outro, dois dias depois, da Associação Comunitária dos Moradores do Residencial Rouxinol. A publicação da abertura desses procedimentos é o primeiro grande ato do secretário Alex Fiúza de Melo, que está no governo há mais de mês.
repórter70
��ENFIM
Secretário
A Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia acaba de abrir dois procedimentos para apurar o sumiço de computadores no apagar das luzes do governo Ana Júlia.
A Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia acaba de abrir dois procedimentos para apurar o sumiço de computadores no apagar das luzes do governo Ana Júlia.
Um desapareceu no dia 27 de dezembro, do Centro Comunitário Boi-bumbá Pingode Ouro; o outro, dois dias depois, da Associação Comunitária dos Moradores do Residencial Rouxinol. A publicação da abertura desses procedimentos é o primeiro grande ato do secretário Alex Fiúza de Melo, que está no governo há mais de mês.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Biodiversidade - O composto antiesquizofrenia a base de frutas
Substância de plantas e frutas se une a células-tronco para tratar doenças mentais
Uma
substância encontrada em plantas e frutas como o maracujá, a laranja e o
limão pode ser a chave para o tratamento de transtornos mentais como a
esquizofrenia, que afeta 1% da população mundial.
O
primeiro passo para essa terapia seria um estudo publicado por oito
pesquisadores brasileiros na próxima edição da revista "Stem cells and
development", uma das principais do mundo na área de células-tronco.
A equipe,
coordenada pelo Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, é a primeira a
estudar o efeito de flavonoides - um composto fartamente encontrado na
natureza - em células-tronco embrionárias ou reprogramadas. O grupo não
almejava o combate de doenças psíquicas, mas já avalia que esta poderia
ser uma aplicação de seu trabalho.
Uma série
de pesquisas já havia identificado os efeitos antioxidantes dos
flavonoides. Trata-se de uma característica benéfica, que reduz o risco
de diversas doenças e até retarda o envelhecimento.
- É um
composto estudado há muito tempo. Já se descreveu sua ação hormonal,
anti-hemorrágica, anticâncer - lembra Stevens Rehen, diretor do
Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias. - O flavonoide
também está presente em alimentos processados, como chá e vinho. Ainda
assim, nunca haviam experimentado o seu efeito sobre o metabolismo de
células-tronco.
Rehen,
então, resolveu incluir a substância em sua pesquisa. E o fez de duas
formas. A primeira, com células-tronco embrionárias, que têm o potencial
de se transformar em diversos tipos. Para isso, são diferenciadas em
laboratório, de modo que ocupem adequadamente o tecido onde são
necessárias.
A segunda forma, e a mais importante para ele, é com células reprogramadas.
- Extraímos célula da pele de indivíduos adultos, reprogramamos este material e transformamos em neurônios- explica Rehen.
Aí entra o
flavonoide. O composto, retirado da catingueira - uma planta típica do
Nordeste semiárido -, impediu a morte celular e praticamente triplicou o
número de neurônios gerado pelas células.
- Podemos
dizer que o flavonóide deixa a célula-tronco mais propensa a se
transformar em um neurônio - comemora Rehen. - Para haver essa
conversão, a célula precisa ter acesso a uma substância chamada ácido
retinoico. Chegar a ela exige um receptor. E o flavonóide aumenta
justamente o número desses receptores. Como a célula reprogramada vem da
pele do próprio paciente, será possível criarmos uma medicina
individualizada.
Uma
substância que, como o flavonoide, é um antioxidante e favorece a
formação de neurônios, poderia ser usada para aumentar a memória de um
cérebro já formado. Também reduziria a possibilidade de qualquer
transtorno que prejudicasse o desenvolvimento daquele órgão. Essas
utilidades, no entanto, ainda dependem de novos estudos. Mas a
prioridade da equipe é outra: testar o componente natural no combate a
doenças mentais. Algumas enfermidades, como a esquizofrenia, destroem a
via que liga
o ácido
retinoico às células. O flavonoide poderia reparar essa ligação,
facilitando a produção de neurônios - e, assim, combatendo os sintomas
característicos daquele transtorno.
Para
isso, no entanto, é preciso conhecer melhor o material que protagoniza
esse tratamento. A equipe de Rehen prepara-se para estudar os efeitos
antioxidantes do flavonoide sobre neurônios reprogramados de pacientes
com transtornos mentais.
- O
desenvolvimento da esquizofrenia tem como característica disfunções no
sistema antioxidante - lembra o pesquisador. - Portanto, ao estudarmos
as propriedades desse
composto encontrado em frutas e plantas, estamos nos informando sobre como podemos usá-lo para combater os transtornos mentais.
O estudo
foi realizado com camundongos, a partir de células embrionárias e
reprogramadas daquele animal. Nos últimos seis meses, no entanto, os
pesquisadores já ensaiam o início de um levantamento semelhante com
humanos.
(Renato Grandelle)(O Globo, 9/2)
Educação - Calouros que fizeram o Enem serão dispensados de Enade
Os universitários recém-chegados ao ensino superior que forem convocados a participar do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) poderão ser dispensados de fazer a prova. A condição é ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira (8/2) que a medida atende antiga reivindicação das instituições privadas de ensino superior e vale a partir deste ano.
Segundo Haddad, as opiniões das instituições são importantes para aprimorar os processos de avaliação. A mudança, nesse caso, reflete aperfeiçoamento na opinião do ministro. Haddad disse que as faculdades reclamavam que, com o atual desenho do Enade (que avalia estudantes no final do primeiro ano de curso e no último), o esforço feito por elas para nivelar o conhecimento dos calouros não era observado.
"A alteração foi feita no sistema a pedido das instituições. O esforço de nivelamento dos alunos feito por elas no primeiro ano das graduações não era medido", disse. De acordo com o ministro, isso altera o fator de ponderação que dá nota aos cursos de graduação e à própria instituição. Outras propostas apresentadas pelas instituições estão ainda em análise.
Enade
O exame é aplicado a alunos ingressantes e concluintes de cursos superiores com o objetivo de medir a qualidade do ensino oferecido pelas instituições brasileiras. Eles são escolhidos por amostragem, mas precisam fazer o exame para receber o diploma. Quem não pode comparecer à prova precisa justificar a ausência.
Cada graduação recebe uma nota em uma escala de 1 a 5, sendo que 1 e 2 são considerados desempenho insatisfatório; 3, razoável; e 4 e 5, bom. Cada curso passa pela avaliação de três em três anos. O Enade é um dos fatores utilizados para compor a avaliação dos cursos superiores e das instituições.
(Priscilla Borges)
(IG, 8/2)
Ibama multa fazendas em R$ 155 milhões por quebra de embargo no sul e sudeste do Pará

O Ibama vistoriou durante a operação Harpia, entre 17 e 31/01, mais de 72 mil hectares de áreas ilegalmente desmatadas e embargadas no sul e sudeste do Pará. Essa extensão de terra, junta, equivale a mais de duas vezes o tamanho da cidade de Fortaleza, no Ceará. Segundo os fiscais da Gerência Executiva do órgão em Marabá, poucas propriedades respeitaram a sanção, não permitindo a recuperação do meio ambiente degradado. Na ação, nove fazendas acabaram multadas em cerca de R$ 155 milhões – tanto por descumprir o embargo quanto impedir a regeneração da floresta – em São Félix do Xingu, Santana do Araguaia, Cumaru do Norte, Santa Maria das Barreiras e Bannach.
“Se a proibição de uso tivesse sido cumprida, já haveria uma mata crescendo nestas áreas. Ao invés disso, encontramos pastagens, com rebanhos associados. A continuação da atividade pecuária impediu a regeneração natural da floresta”, explica o coordenador da operação, Diego Guimarães, da Divisão de Fiscalização do Ibama em Marabá. Todos os fazendeiros autuados foram notificados para retirar em até 30 dias o gado das áreas embargadas.
A operação Harpia é uma das maiores investidas do Ibama contra a quebra dos embargos aplicados às áreas ilegalmente desmatadas no Pará. Ela aconteceu simultaneamente nas regiões de Marabá, no sul e sudeste, e em Santarém, no oeste do estado.
“O Ibama está preparando o terreno para futuras ações de fiscalização nos moldes da operação Boi Pirata I e II. Quem insistir em criar gado em terras desmatadas e embargadas, vai ter os animais apreendidos. A pecuária ilegal é um dos grandes responsáveis pelo desmatamento da floresta amazônica e será combatida”, afirmou o chefe da Divisão de Fiscalização do instituto no Pará, Paulo Maués. Em 2011, 90 operações de médio e grande porte estão prevista para ocorrer no Pará.
Manejo sem floresta: mais R$ 80 mi em multas
Ao vistoriar a Fazenda Rio Tigre, em Santana do Araguaia, fiscais da operação Harpia flagraram mais um plano
de manejo florestal fraudado em atividade no Pará. A propriedade,
embargada pelo Ibama desde 2006, obteve aprovação da Secretaria Estadual
de Meio Ambiente (Sema), ano passado, para explorar milhares de metros
cúbicos de madeira nativa amazônica, sem possuir sequer uma floresta
com potencial madeireiro em seus limites (havia apenas matas
secundárias e pastos degradados). O dono da fazenda beneficiada pela
ilegalidade foi multado em R$ 80 milhões, pela venda fictícia da
madeira e por inserir informações falsas no sistema de controle
ambiental.Mesmo sem madeira para manejar, a Rio Tigre movimentou cerca de 6,5 mil m3 de toras (aproximadamente 250 caminhões cheios) em créditos fictícios no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) – que controla a compra e venda de madeira no Pará. De acordo com o Ibama em Marabá, o plano de manejo fraudulento serviu para colocar no mercado, como se fosse legal, milhares de metros cúbicos de madeira de desmatamento a partir do sul e sudeste do estado.
Nelson Feitosa, Ascom/Ibama/PA
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
EM POUCAS LINHAS - O Liberal do Pará
Verdade? mentira? fofoca ? notícia plantada? - Você avalie.
Falta do que falar.
Os petistas continuam discutindo vaga.
O Basa, se o PT fizer a indicação, ficará
com Edilson Rodrigues.
O Basa, se o PT fizer a indicação, ficará
com Edilson Rodrigues.
�� O ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
pode dar ao irmão da prefeita de
Santarém, Carlos Martins, a direção da
Funasa aqui no Estado.
�� O Estado negocia seus débitos com empresas
de telefonia celular. Semana passada,
quase a internet era cortada.
�� Especialistas acreditam que os laudos
periciais sobre a queda da torre da Três de
Maio, tanto os particulares como o oficial,
só ficarão prontos quase no final do ano.
�� As entidades da construção civil ainda
não decidiram sobre a contratação de um
perito de fora para analisar os motivos do
desabamento.
�� Foi sepultado, ontem, em Soure, o corpo
do fiscal de rendas do Estado, David
Paulo, falecido em Belém aos 96 anos.
David tinha na memória toda a história
do município.
�� O Evandro Chagas teme que possa ter
ocorrido em Belém o primeiro caso do tipo
de dengue 4, que está sendo pesquisado e
que só havia sido registrado em Manaus e
Santarém Novo.
�� Um grande grupo do Pará acompanhou
a sessão do STJ que escolheu a lista tríplice
na qual está incluído o nome do advogado
paraense Reinaldo Silveira.
�� A Capaf foi novamente ao mercado vender
parte de sua carteira de empréstimos,
estimada em R$ 11 milhões, para pagar
alguns benefícios aos seus associados.
�� A operação está sendo feita com um deságio
alto, o que significa prejuízo para a
entidade, uma vez que os empréstimos
vencem daqui a 10 anos.
�� A TAP voltou a falar em fazer um voo
para a região e estaria escolhendo entre
Manaus e Belém. O pessoal do turismo
daqui ainda não sabe de nada.
�� Pelo fio, Ana Júlia diz que não vai renunciar
à pensão que passa a receber como
ex- governadora e que está dentro da lei.
É está !!
�� Diz ela que foi vereadora, senadora e governadora
e não se serviu do dinheiro público.
“Saí do governo como entrei”, declara.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Tablets devem integrar programa Computador para Todos, diz Bernardo
BRASÍLIA – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje que os computadores portáteis com tela sensível ao toque, conhecidos internacionalmente por tablets, podem ser incluídos no Computador para Todos, programa federal que prevê a isenção fiscal de PIS/Cofins e linhas de financiamento para a aquisição de equipamentos de informática.
“Vendemos 14 milhões de computadores no ano passado. Agora, vamos ver se incluímos o tablet no programa”, disse Bernardo ao participar do programa de rádio “Bom dia, Ministro”.
JJá nas primeiras semanas de governo, o ministro afirmou que recebeu recomendações da presidente da República, Dilma Rousseff, para estudar medidas para popularizar o uso do equipamento no país. Este tema, segundo ele, será discutido hoje à tarde com o presidente da Associação brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato.
Outra alternativa a ser avaliada pelo governo é incluir o tablet na lista de equipamentos beneficiados pelos incentivos fiscais da medida provisória 517. Durante a entrevista, o ministro afirmou que já vem mantendo contato com os próprios fabricantes para buscar meios de redução do preço dos tablets.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Com alta nas exportações, Brasil precisa inovar mais, avalia MDIC
Com alta no volume exportado no primeiro mês deste ano, o Brasil precisa investir mais em inovação para ampliar sua participação no mercado internacional. A avaliação é do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira.
O volume exportado alcançou a casa dos US$ 15,2 bilhões e a meta do ministério é exportar, em 2011, US$ 228 bilhões em produtos. “Inovação é a única solução para continuarmos aumentando as exportações”, afirmou Teixeira na última terça-feira (1º).
Os dados da balança comercial mostram que o país também conseguiu diversificar a pauta de exportação, o que demonstra que o Brasil tem agregado valor às commodities produzidas em solo brasileiro, principalmente nos setores de autopeças, motores, máquinas de terraplanagem e perfuração.
(Com informações da Agência Brasil)
Cinco secretários do MCT tomam posse em Brasília
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, empossou ontem (2) três novos titulares para áreas estratégicas do órgão, além de reconduzir dois secretários. A cerimônia foi realizada em Brasília (DF), no auditório do ministério.
Passaram a fazer parte do MCT, Carlos Nobre, na chefia da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento; Marco Antonio Oliveira, na pasta de Inclusão Social; e Virgílio Almeida, que assumiu o setor de Política de Informática. Foram reconduzidos Luiz Antonio Elias, que permanece como secretário executivo e Ronaldo Mota, à frente da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação desde 2009.
Marco Antonio de Oliveira é graduado em ciências políticas e sociais pela Escola de Sociologia em Políticas de São Paulo e doutor em ciências econômicas na área de política social pelo Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas. No governo do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Oliveira foi presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Já Virgílio Almeida é professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduado em engenharia elétrica pela UFMG, tem mestrado em ciência da computação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado em ciência da computação pela Vanderbilt University, nos Estados Unidos. Membro da Academia Brasileira de Ciências, Almeida atuou no Conselho Deliberativo do CNPq e já foi engenheiro de Sistemas da Petrobras.
Nobre é formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Considerado um dos maiores especialistas mundiais em mudanças climáticas, ele integra o Comitê Científico do International Geosphere-Biosphere Programme (IGBP).
O meteorologista ainda coordena o programa de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Rede-Clima do MCT. Carlos Nobre é autor e co-autor de mais de 130 publicações, entre artigos científicos e livros, que já foram citados mais de quatro mil vezes na literatura científica.
Ronaldo Mota é professor titular de física da Universidade Federal de Santa Maria e pesquisador do CNPq. Atualmente preside os comitês gestores dos fundos setoriais de energia e mineral. É bacharel em física pela Universidade de São Paulo, mestre pela Universidade Federal da Bahia e doutor pela Universidade Federal de Pernambuco.
Luiz Elias é economista e pesquisador do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na área de transferência de tecnologia e coordenador dos comitês gestores dos fundos setoriais. É presidente do conselho de administração da Finep e do comitê gestor do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).
“A indicação dessa equipe, que o currículo fala por si mesmo, mostra que esse ministério está acima de qualquer disputa partidária e terá o papel de pensar em políticas permanentes para a sociedade brasileira”, destacou Mercadante.
Ainda durante o evento, o ministro antecipou que está montando uma equipe para aprofundar um estudo sobre política internacional para ciência e tecnologia, sob a responsabilidade do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Farão parte do grupo, por exemplo, o ex-presidente da Finep, Luis Fernandes; e o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Informações sobre o MCT podem ser obtidas no site www.mct.gov.br.
O novo secretário de Inclusão Social do MCT, Marco
Antonio de Oliveira, anunciou nesta quarta-feira (2), em Brasília (DF), que uma
das prioridades da pasta será oferecer alternativas sustentáveis para a
inclusão produtiva dos beneficiários do Bolsa Família, programa que tem hoje
mais de 13 milhões de famílias cadastradas.
De acordo com ele, o MCT já propôs ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) a integração de programas nas áreas de qualificação profissional, inclusão digital e apoio ao empreendedorismo e a tecnologias sociais. Uma das soluções apresentadas é a utilização da rede de centros vocacionais tecnológicos (CVTs) para ofertar cursos de qualificação profissional para esses cidadãos.
“A secretaria estará sintonizada com a prioridade do governo federal de erradicar a extrema pobreza. E isso vai exigir um esforço governamental, de articulação e integração de programas de inclusão social, otimizando assim recursos, equipes técnicas e estruturas”, destacou na cerimônia de posse realizada no MCT.
De acordo o ministro Aloizio Mercadante, os cursos priorizarão, inicialmente, as profissões de acesso rápido ao mercado de trabalho, como a construção civil. Para tanto será necessário promover melhorias nos serviços prestados hoje pelos centros vocacionais tecnológicos. “Nossos CVTs e todo esse conjunto de políticas voltadas para a inclusão social precisam dar um salto extraordinário em termos de qualidade”, avaliou.
Oliveira destacou, também, que será necessário integrar e definir um padrão básico para os serviços prestados pelos centros vocacionais e pelo programa Casa Brasil, por meio de um novo arranjo vocacional em parceria com os institutos federais de educação (IFEs). “Trata-se de fazer dessa rede a porta de acesso das comunidades locais às políticas de inclusão implementadas pelo MCT e outros ministérios”, disse.
Para o êxito dessa iniciativa, o chefe da Secretaria de Inclusão Social (Secis) lembrou que além das parcerias governamentais, será preciso uma articulação forte com entes privados, “incluindo parcerias com empresas do setor tecnológico que estejam dispostas a participar de programas de qualificação profissional, nos setores que demandam mão-de-obra especializada”.
Inovação
A Secis também priorizará ações que levem a inovação para os micros e pequenos empreendimentos, numa parceria articulada com a Finep e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). “Nós precisamos olhar para essa multidão com soluções para a inovação”, disse Mercadante
De acordo com ele, o MCT já propôs ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) a integração de programas nas áreas de qualificação profissional, inclusão digital e apoio ao empreendedorismo e a tecnologias sociais. Uma das soluções apresentadas é a utilização da rede de centros vocacionais tecnológicos (CVTs) para ofertar cursos de qualificação profissional para esses cidadãos.
“A secretaria estará sintonizada com a prioridade do governo federal de erradicar a extrema pobreza. E isso vai exigir um esforço governamental, de articulação e integração de programas de inclusão social, otimizando assim recursos, equipes técnicas e estruturas”, destacou na cerimônia de posse realizada no MCT.
De acordo o ministro Aloizio Mercadante, os cursos priorizarão, inicialmente, as profissões de acesso rápido ao mercado de trabalho, como a construção civil. Para tanto será necessário promover melhorias nos serviços prestados hoje pelos centros vocacionais tecnológicos. “Nossos CVTs e todo esse conjunto de políticas voltadas para a inclusão social precisam dar um salto extraordinário em termos de qualidade”, avaliou.
Oliveira destacou, também, que será necessário integrar e definir um padrão básico para os serviços prestados pelos centros vocacionais e pelo programa Casa Brasil, por meio de um novo arranjo vocacional em parceria com os institutos federais de educação (IFEs). “Trata-se de fazer dessa rede a porta de acesso das comunidades locais às políticas de inclusão implementadas pelo MCT e outros ministérios”, disse.
Para o êxito dessa iniciativa, o chefe da Secretaria de Inclusão Social (Secis) lembrou que além das parcerias governamentais, será preciso uma articulação forte com entes privados, “incluindo parcerias com empresas do setor tecnológico que estejam dispostas a participar de programas de qualificação profissional, nos setores que demandam mão-de-obra especializada”.
Inovação
A Secis também priorizará ações que levem a inovação para os micros e pequenos empreendimentos, numa parceria articulada com a Finep e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae). “Nós precisamos olhar para essa multidão com soluções para a inovação”, disse Mercadante
Os Chineses estão aí
BRASÍLIA – A concorrência com produtos chineses no mercado interno afeta uma em cada quatro indústrias brasileiras. Entre as empresas exportadoras, 67% alegam perder mercado para os chineses no exterior. Mas entre os importadores, 32% querem ampliar compras de matérias-primas da China, revela pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Sondagem especial da CNI, realizada com 1.529 empresas grandes, médias e pequenas, entre 4 e 19 de outubro de 2010, fez uma apanhado da “sensação” dos empresários em relação à concorrência chinesa. Em 2006, a CNI havia feito pesquisa semelhante, mas as perguntas foram alteradas.
As empresas apontaram que intensificou-se a concorrência com produtos chineses, manufaturados, tanto no mercado brasileiro como no mercado internacional.
Cerca de 52% das exportadoras competem com chineses no exterior. Quase metade ou 45% dessas exportadoras perderam mercado doméstico. No exterior, 67% perderam clientes, e 4% deixaram de exportar, frente à ofensiva chinesa.
“A gente não pergunta se a maior concorrência é na qualidade ou no preço. Mas sabemos que a taxa de câmbio local em queda, favorece preços menores e o aumento da importação desses produtos. A diferença cambial e os custos de produção são elementos fortes, porque a mão de obra, os encargos e o custo do capital, com juros mais baixos que os nossos, levam as empresas brasileiras a ficar em desvantagem”, avaliou o economista da CNI, Flávio Castelo Branco.
No mercado interno, a presença chinesa é mais forte em seis setores: material eletrônico e de comunicação; têxtil; equipamentos hospitalares; calçados, máquinas e equipamentos e indústrias diversas.
Na mão inversa, uma em cada cinco empresas brasileiras importou insumos da China em 2010, o dobro da proporção em relação a 2006. Cerca de 32% desses importadores querem ampliar as compras de matérias-primas chinesas e 10% das grandes empresas brasileiras já montaram plantas industriais em solo chinês (veículos, máquinas e equipamentos e materiais elétricos e eletrônicos, principalmente).
Para defender-se do avanço dos produtos chineses, metade das indústrias brasileiras já traçou estratégia para enfrentar a competição. A linha básica desses planos foca o aumento do investimento em qualidade e no design dos produtos.
”Temos que fazer com que a economia brasileira seja tão atrativa ou mais atrativa que a China, para que as nossas empresas deixem de ir para lá, com melhor a infraestrutura, sistema tributário que reduza o custo investimento e não tribute a exportação, custo de capital menor, enfim, uma agenda de competitividade de longo prazo, que pouco andou nos últimos quatro anos e se agravou com a valorização do câmbio”, concluiu Castelo Branco.
Ao ser lembrado que a China tornou-se o maior parceiro comercial do Brasil, suplantando os Estados Unidos em 2010, o economista destacou que "para a indústria de transformação, essa situação está mais negativa do que positiva."
(Azelma Rodrigues | Valor)
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Número de divórcios mais do que dobram em São Paulo em 2010
Crescimento se deve à maior facilidade que os casais passaram a ter para se divorciar após lei ter sido alterada no ano passado
SÃO PAULO - Os cartórios de notas do Estado de São Paulo
realizaram, no ano passado, 9.317 divórcios, um aumento de 109% sobre 2009,
quando ocorreram 4.459 separações. O levantamento foi feito pelo Colégio
Notarial do Brasil - Seção São Paulo (CNB-SP), entidade que representa o setor
no Estado.
Por meio de nota, a entidade atribuiu esse crescimento expressivo à maior facilidade que os casais passaram a ter com a publicação, em julho do ano passado, da Emenda Constitucional 66, que extinguiu os prazos de oficialização. Antes, os casais só podiam romper o vínculo do casamento civil após um ano de separação formal ou dois vivendo em casas separadas.
Ainda segundo o comunicado, os divórcios em cartórios começaram em 2007 após a autorização obtida com a Lei 11.441. Naquele ano, ocorreram 4.080 formalizações sem a necessidade de ingresso no Poder Judiciário “porque foram resolvidos consensualmente em cartório perante um tabelião de notas”. Esse número subiu para 4.394 no ano seguinte.
O CNB-SP esclarece que, com a lei, “a população não precisa mais recorrer ao Poder Judiciário para realizar divórcios, separações e inventários consensuais, desde que não haja filhos menores ou incapazes envolvidos”. Em alguns casos de menor complexidade, a documentação pode sair no mesmo dia em que o interessado deu entrada nos papéis.
Para conseguir o divórcio em um cartório, no entanto, o casal tem de estar em comum acordo, não ter filhos ou menores sob a sua responsabilidade. Na escritura pública lavrada pelo tabelião, o casal deverá estipular as questões relativas à partilha dos bens (se houver), ao pagamento ou dispensa de pensão alimentícia e à definição quanto ao uso do nome se um dos cônjuges tiver adotado o sobrenome do outro.
(Agência Brasil)
Por meio de nota, a entidade atribuiu esse crescimento expressivo à maior facilidade que os casais passaram a ter com a publicação, em julho do ano passado, da Emenda Constitucional 66, que extinguiu os prazos de oficialização. Antes, os casais só podiam romper o vínculo do casamento civil após um ano de separação formal ou dois vivendo em casas separadas.
Ainda segundo o comunicado, os divórcios em cartórios começaram em 2007 após a autorização obtida com a Lei 11.441. Naquele ano, ocorreram 4.080 formalizações sem a necessidade de ingresso no Poder Judiciário “porque foram resolvidos consensualmente em cartório perante um tabelião de notas”. Esse número subiu para 4.394 no ano seguinte.
O CNB-SP esclarece que, com a lei, “a população não precisa mais recorrer ao Poder Judiciário para realizar divórcios, separações e inventários consensuais, desde que não haja filhos menores ou incapazes envolvidos”. Em alguns casos de menor complexidade, a documentação pode sair no mesmo dia em que o interessado deu entrada nos papéis.
Para conseguir o divórcio em um cartório, no entanto, o casal tem de estar em comum acordo, não ter filhos ou menores sob a sua responsabilidade. Na escritura pública lavrada pelo tabelião, o casal deverá estipular as questões relativas à partilha dos bens (se houver), ao pagamento ou dispensa de pensão alimentícia e à definição quanto ao uso do nome se um dos cônjuges tiver adotado o sobrenome do outro.
(Agência Brasil)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Cristina Kirchner quer aprofundar integração produtiva com Brasil
BUENOS AIRES – A presidente da Argentina, Cristina Kirchner,
afirmou hoje em encontro com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, que, “se
até agora as duas nações estavam unidas, a partir de agora estarão ainda mais”.
Cristina assegurou que a Argentina deve aprofundar a integração produtiva com o Brasil.
“Para nós é uma grande honra e representa a reafirmação de um compromisso iniciados por nossos antecessores, os presidentes Néstor Kirchner e Lula”, disse a presidente argentina, em entrevista coletiva na Casa Rosada, após o encontro com Dilma.
Dilma, por sua vez, assegurou que o Brasil e a Argentina representam “o grande potencial produtivo da América Latina”. Ela afirmou ainda que os dois países tem como desafio criar um “polo” que terá “papel estratégico” mundial.
Dilma destacou ainda que o desenvolvimento dos dois países foi alcançado com “o compromisso político de seus governantes, que tiveram sabedoria e coragem”.
(El Cronista)
Cristina assegurou que a Argentina deve aprofundar a integração produtiva com o Brasil.
“Para nós é uma grande honra e representa a reafirmação de um compromisso iniciados por nossos antecessores, os presidentes Néstor Kirchner e Lula”, disse a presidente argentina, em entrevista coletiva na Casa Rosada, após o encontro com Dilma.
Dilma, por sua vez, assegurou que o Brasil e a Argentina representam “o grande potencial produtivo da América Latina”. Ela afirmou ainda que os dois países tem como desafio criar um “polo” que terá “papel estratégico” mundial.
Dilma destacou ainda que o desenvolvimento dos dois países foi alcançado com “o compromisso político de seus governantes, que tiveram sabedoria e coragem”.
(El Cronista)
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