sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meio ambiente - Desmate será livre em 90% dos imóveis

Pela proposta do novo Código Florestal, esse é o total de propriedades rurais do país que ficará isento de proteger parte de sua mata nativa

A proposta de mudança no Código Florestal em discussão na Câmara isentará 90% das propriedades rurais do país da obrigação de preservar a vegetação nativa em uma parcela das terras, mostra levantamento feito pelo Estado com base no cadastro de propriedades rurais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O projeto apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta semana suspende a exigência de reserva legal nos imóveis de até 4 módulos fiscais. O tamanho do módulo varia de município para município - pode ter de 5 a 110 hectares. O cadastro do Incra mostra que propriedades de até 4 módulos representam 90% dos 5,2 milhões de imóveis rurais registrados no país. Essas pequenas propriedades somam 135 milhões de hectares, o equivalente a mais de cinco vezes o território do Estado de São Paulo ou 25% da área total dos imóveis rurais registrados no Brasil. E elas ficariam completamente livres da exigência de proteger parte das terras.

O porcentual de pequenas propriedades é mais expressivo nas Regiões Nordeste e Sul. Mas o efeito dessa mudança na legislação pode ser mais relevante na Amazônia, onde o tamanho dos módulos fiscais é maior. Na região, uma pequena propriedade pode medir mais de 400 hectares. Pela legislação atual, os produtores são obrigados a manter a vegetação nativa, a título de reserva legal, em um porcentual mínimo de 20% de suas terras.

Na Floresta Amazônica, esse índice chega a 80%. A medida exata do potencial de estímulo ao desmatamento contido no projeto de Aldo Rebelo é difícil de ser calculada porque teria de levar em conta o tamanho dos módulos em cada município e a parcela das grandes propriedades. O projeto só prevê necessidade de proteção na parcela de terra dos demais imóveis que superar 4 módulos. Propõe ainda que caberá aos Estados definir, em até cinco anos, a recomposição de áreas desmatadas.

Os Estados poderão, eventualmente, reduzir o porcentual de reserva legal nas propriedades maiores. Estimativa feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indica que 90% dos produtores não têm área de reserva legal. Estudo coordenado pelo professor da USP Gerd Sparovek calcula que o país já desmatou 430 mil km2 do que deveria ser mantido como reserva legal - uma área 70% maior que o Estado de São Paulo.

O estudo reconhece que a recomposição da reserva legal onde ela desapareceu teria custo altíssimo. Outro estudo, feito pela comissão que debate o Código Florestal, estima que a legislação em vigor obrigaria a redução de 960 mil km2 atualmente destinados à produção. (Marta Salomon) (O Estado de SP, 11/6)

Educação deve ser prioridade na atenção do próximo presidente, dizem eleitores

Área aparece como a quarta que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego A educação aparece como a quarta área que, segundo os eleitores, merece receber mais atenção do próximo presidente da República - perde apenas para a saúde, a segurança pública e o emprego.

É o que aponta uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9/6) pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM), do Ibope, a pedido do movimento Todos pela Educação. O estudo constata que a educação ganhou importância para o eleitor desde o último pleito em 2006, quando ocupava o 7° lugar nesse ranking. Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o resultado indica que o brasileiro passou a priorizar as áreas de resultado a longo prazo.

"Pesquisas semelhantes mostram que essa crescida da educação é consistente, ano a ano ela galga uma posição. Essa mensagem é muito importante", disse. Os 2 mil eleitores entrevistados destacaram como pontos fortes da educação básica a merenda escolar (29%), o número de escolas e de vagas existentes (25%) e o material didático (25%). Entre os pontos fracos estão o salário do professor (46%), a segurança nas escolas (46%) e a qualificação do corpo docente.

Os entrevistados também elegeram as medidas que os próximos governantes devem priorizar para melhorar a educação pública no país. No topo das necessidades está melhorar o salário do professor (41%), equipar melhor as escolas já existentes (29%), criar escolas profissionalizantes (28%) e melhorar a segurança nas unidades de ensino (28%). Cada entrevistado podia escolher três opções em uma lista de 16 medidas.

Leia a matéria completa no Jornal da Ciência Aqui

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Meio ambiente - Consultora do agronegócio ajudou a elaborar relatório do Código Florestal. Aí é que está.

A advogada Samanta Piñeda, consultora jurídica da frente parlamentar da agropecuária, recebeu R$ 10 mil pelo trabalho. O relator Aldo Rebelo afirma que sua atuação foi limitada a um histórico da questão ambiental e à leitura de obras e legislação

08 de junho de 2010

Marta Salomon - O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA

O relatório com mudanças no Código Florestal que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresenta hoje foi elaborado com a participação de uma consultora jurídica do agronegócio. A advogada Samanta Piñeda recebeu R$ 10 mil pela "consultoria", pagos com dinheiro da verba indenizatória de Rebelo e do presidente da comissão especial, Moacir Micheletto (PMDB-PR).

O Código Florestal opõe ambientalistas a proprietários rurais em uma disputa que se arrasta por anos (mais informações na página A18). Com mais de 45 anos de idade, o código reserva uma parcela entre 20% e 80% das propriedades como área de proteção ambiental e é descumprido por 90% dos produtores rurais, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Samanta Piñeda é consultora jurídica da frente parlamentar da agropecuária. Os pagamentos a ela aparecem na prestação de contas da verba indenizatória a que os deputados têm direito para o funcionamento de seus gabinetes. Os pagamentos foram feitos em março, em parcelas iguais de R$ 5 mil, lançadas por Rebelo e Micheletto. Nos registros disponíveis na internet não constam pagamentos a outros consultores nas áreas ambiental ou jurídica.

Ontem, Samanta classificou sua atuação na comissão especial encarregada de analisar as mudanças no Código Florestal como "intensa". A advogada foi responsável pelo projeto apresentado pela frente do agronegócio na tentativa de retomar mudanças no Código Florestal. "A frente me cedeu, a participação foi intensa, trabalhei até no Carnaval", contou.

"Incumprível." As ideias de Samanta sobre o Código Florestal são bastante claras. Em 2008, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu punição aos produtores rurais que não respeitassem as áreas de reserva legal, Samanta escreveu um artigo dizendo que o decreto era "inconsequente" e a regra, "incumprível".

No final do ano passado, quando o governo deu mais prazo aos produtores para se ajustarem à legislação ambiental, a advogada recomendou que os proprietários de terra esperassem pelas mudanças no Código Florestal. Lula deu prazo até junho de 2011, período em que a aplicação de multas ficaria suspensa.

Aldo Rebelo disse que a participação de Samanta foi limitada a um histórico da questão ambiental no campo e à leitura de algumas obras e da legislação. "Fiz o relatório com os consultores da Câmara e ouvi muita gente, de grandes e pequenos proprietários rurais ao Greenpeace", disse o deputado.

Em artigos e entrevistas, Rebelo se mostrou solidário com as reivindicações do agronegócio e criticou as ONGs. Segundo Micheletto, presidente da Comissão, Samanta "é competente e deve ser remunerada".

GLOSSÁRIO

Área de Preservação Permanente (APP)

Área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, que tem a função ambiental de preservar recursos hídricos, paisagem, estabilidade geológica, biodiversidade, solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Exemplo: topos de morro e margens de rio.
Reserva Legal
Área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural (excetuada a APP)

necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas.

Manejo florestal sustentável

É a exploração de madeira que permite a continuidade dos "serviços" ambientais da floresta (como a manutenção da biodiversidade animal e vegetal e estabilização do clima). A exploração precisa ter um planejamento cuidadoso e utiliza técnicas de baixo impacto. Algumas árvores são cortadas e outras ficam na área para garantir a da floresta.

Também se disse que o relatório do Aldo Rebelo permite tudo. Nãao é flexibilização, é claudicação total.

Consulte no CONAMA. aqui

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desmatamento na Amazônia cresce em março e abril


O desmatamento na Amazônia registrou alta de 49 quilômetros quadrados (km2) nos meses de março e abril deste ano, em relação ao mesmo período de 2009, segundo os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe) divulgados nesta segunda-feira, 7 de junho, em Brasília. A boa notícia é que houve queda acumulada no desmate do bioma de 48% entre agosto de 2009 e abril de 2010, no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o aumento registrado em março e abril deste ano se deve à redução da quantidade de nuvens que cobriam a região amazônica em 2009. Este ano, a visibilidade da floresta era cerca de 25% maior que a do ano passado. "À primeira vista, esse é o principal fator do aumento dos números. Não registramos nenhuma pressão nova, nenhum fator novo que pudesse provocar um aumento do desmate na região", justificou. Os dois meses registraram 52 km2 cada, enquanto em 2009 março teve o índice de 18 km2 e abril 37 km2.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Comissão Interministerial de Combate a Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia) começa esta semana a executar o plano de ação para conter o desmatamento da Amazônia no chamado "período de broca", época do ano com grande tendência ao desmatamento devido à redução da quantidade de chuva na região Norte.

"O planejamento para este período foi montado em dezembro do ano passado, com previsões de onde estão localizadas as áreas mais críticas para o desmatamento", explicou o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo. Em abril, uma operação da Ciccia encontrou 97 mil m³ de madeira ilegal, a maior quantidade apreendida na Amazônia.

Leia a matéria completa em EcoDesenvolvimento  Aqui

domingo, 6 de junho de 2010

Meio ambiente - Como mostra a historia: a esquerda e a direita finalmente convergem


TENDÊNCIAS/DEBATES

Folha de São Paulo 5 de junho de 2010

O Código Florestal Brasileiro deve ser modificado?

NÃO

O tiro sai pela culatra

THOMAS LEWINSOHN,
JEAN P. METZGER,
CARLOS JOLY e
RICARDO RODRIGUES

A pressão para atualizar o Código Florestal Brasileiro (CFB) aflorou nos últimos dois anos, fomentada especialmente por parlamentares ligados ao agronegócio.

Tal como outros intentos governamentais que atritam com a área ambiental, imprime-se a esse projeto caráter de necessidade quase emergencial. A pretendida reforma deveria remover o estrangulamento para a expansão de terras agrícolas, hoje supostamente bloqueada pela combinação de áreas de preservação permanente (APP) e reservas legais (RL). Só que esse bloqueio não existe.

A suposta escassez de terras agricultáveis não resiste a estudo mais criterioso, como o recentemente coordenado pelo professor Gerd Sparovek, da Escola Superior de Agricultura da USP (Esalq).

Realocando para cultivo agrícola terras com melhor aptidão, hoje ocupadas com pecuária de baixa produtividade, e aumentando a eficiência da pecuária nas demais, por meio de técnicas já bem conhecidas, a área cultivada no Brasil poderá ser quase dobrada, sem avançar um hectare sequer sobre a vegetação natural. A reforma também pretende retirar da ilegalidade muitas propriedades que não mantêm as APP e RL estipuladas.

Para isso, pensa-se em fundir as APP com as RL e flexibilizar o uso destas últimas. No entanto, as APP e as RL são áreas que exercem papel complementar na conservação das paisagens rurais e não deveriam ser tratadas como equivalentes. Ademais, o uso de RL com espécies exóticas representa uma completa descaracterização dessas áreas.

Sob a desculpa de proteger as pequenas propriedades, as APP e RL serão colapsadas, reduzidas e drasticamente transformadas, levando a amplos desmatamentos e perda de áreas protegidas, que não se destinam apenas a conservar espécies e a promover o uso sustentável de recursos naturais. Elas asseguram uma gama de serviços ambientais indispensáveis à qualidade de vida humana e à própria qualidade e produtividade agrícola.

Da proteção dessas áreas dependem a regulação de cursos de água, o controle da erosão, a polinização de diversas plantas cultivadas, o controle de pragas, o sequestro do carbono atmosférico e muitos serviços mais. Qual a participação da comunidade científica competente na formulação dessas alterações? Quase nula.

Há muitos grupos científicos pesquisando ativamente a conservação e restauração da biodiversidade e o desenvolvimento de metodologias que permitam a produção agrícola com a efetiva preservação do ambiente. Nem os pesquisadores mais reconhecidos dessas áreas nem as sociedades científicas relevantes foram ouvidos. Os parlamentares decidiram quem são os cientistas que merecem atenção e desqualificaram ou ignoraram todos os demais.

Passado quase meio século de intensas transformações, é necessário atualizar o CFB, facilitar a produção agrícola em pequenas propriedades, mas sem deixar de fortalecê-lo nos objetivos essenciais. Se esses objetivos forem soterrados, haverá sérias consequências para o próprio agronegócio, porque não apenas se comprometerá os serviços ambientais, mas o mero cumprimento formal de legislação ambiental inócua não irá assegurar certificação ambiental respeitada.

E quem duvida de que tal certificação será cada vez mais exigida para comercializar qualquer commodity brasileira? É hora de os agroparlamentares e demais envolvidos compreenderem que as demandas ambientais representam componentes indispensáveis da boa agricultura, bem como da melhor qualidade de vida.

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THOMAS LEWINSOHN é professor titular da Unicamp e presidente da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação.
JEAN PAUL METZGER é professor da USP, onde coordena o Laboratório de Ecologia de Paisagens.
CARLOS JOLY é professor titular da Unicamp e coordenador do Programa Biota-Fapesp.
RICARDO RODRIGUES é professor titular da Esalq-USP, onde coordena o Laboratório de Restauração.

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 SIM

Legislação atual é inaceitável ALDO REBELO

A injusta e equivocada tese malthusiana (do conservador inglês Thomas Robert Malthus 1766-1834), de que a condição do pobre era fruto da lei natural e da providência divina, portanto, imutável, domina hoje as relações entre as nações do mundo.

De um lado, os interesses concretos das nações ricas e desenvolvidas, principalmente das suas classes dominantes, se empenham na apropriação dos bens naturais, já escassos em seus domínios, mas abundantes entre os países ditos emergentes ou subdesenvolvidos.

De outro lado, as nações pobres que aspiram a seu pleno desenvolvimento, para isso usando seus recursos naturais, encontram todos os tipos de barreiras: estruturais, fiscais, sanitárias, e, mais recentemente, as ambientais. Países e até continentes inteiros parecem estar condenados a se perpetuarem na pobreza, como pensava Malthus a respeito do miserável em sua época.

"Não há vaga para ele no lauto banquete da natureza", sentenciava o autor. O reacionarismo desumano de Malthus foi implacavelmente derrotado, na doutrina e na prática. Mas ressurge, atrasadíssimo no tempo, no confronto da agricultura fortemente subsidiada dos países desenvolvidos com a produção agrícola cada vez mais competitiva de nações como o Brasil. E, como se não bastasse a distorção do subsídio, condenada pela Organização Mundial do Comércio, agora usam a pecha de agressores do meio ambiente sobre os produtores agrícolas dos países em desenvolvimento.

O confronto ambientalismo versus agricultura brasileira já é intenso em todas as regiões do país, mas é na Amazônia que se concentra o seu maior impacto. As nações ricas já não mais podem cobiçá-la, como antes, mas querem mantê-la tutelada e inabitada, a salvo de qualquer manejo, por mais ambientalmente sustentável que este seja.

É na chamada Amazônia Legal, principalmente na faixa de transição entre o cerrado e o bioma amazônico, que ONGs desenvolvem campanhas milionárias para interditar a fronteira agrícola e a mineração. O dinamismo do país na produção de soja, carne, algodão e açúcar causa imenso desconforto aos concorrentes internacionais. O médico e humanista brasileiro Josué de Castro (1908-1973), que lutou contra as ideias malthusianas, negou, no livro "Geografia da Fome", a suposta harmonia entre o homem e a natureza da região amazônica.

"Na alarmante desproporção entre a desmedida extensão das terras e a exiguidade de gente, reside a primeira tragédia geográfica da região." A imagem dessa fictícia harmonia e a intenção de manter uma Amazônia eternamente inexplorada é hoje um produto chique de consumo nas nações ricas. Trata-se de uma ficção produzida por "pop stars", como Sting e seus cortesãos locais, ou levada às telas por cineastas como James Cameron, em seu filme "Avatar".

A Amazônia é parte do território brasileiro, é corpo e alma do Brasil. Os povos amazônicos têm o direito de ver sua região se desenvolver. É esse também um dos objetivos da reforma do Código Florestal, da qual sou relator. Não se pode aceitar a legislação atual, que coloca na ilegalidade 90% dos proprietários rurais, o cidadão que arranca uma minhoca da beira do rio ou o índio que põe raiz de mandioca para fermentar na água de um igarapé.

O novo Código Florestal vai proteger o meio ambiente da Amazônia e de outras regiões sem impedir seu desenvolvimento e manejo sustentáveis. Essa é a resposta que o Congresso brasileiro dará ao neoambientalismo dos países ricos. Ninguém está destinado a viver eternamente na pobreza.

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ALDO REBELO, jornalista, é deputado federal pelo PC do B de São Paulo e relator do projeto de lei que reforma o Código Florestal Brasileiro.

Do mundo vazio ao mundo cheio

sábado, 5 de junho de 2010

Sucessão - Dilma e Serra enfrentam Lula por causa dos impostos (El País)

A candidata oficial e seu oponente defendem uma redução da carga fiscal


Juan Arias
Rio de Janeiro

A polêmica sobre a alta carga tributária dos brasileiros, que se aproxima dos 40%, a mais alta dos países emergentes e uma dentre as mais altas do mundo, provocou a primeira oposição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata à sucessão Dilma Rousseff. Curiosamente, o principal candidato da oposição, José Serra, está de acordo com sua adversária política neste ponto.

Lula ressaltou que não pode existir um Estado forte, com recursos para investir em políticas sociais, com uma carga tributária de cerca de 10%. “Sem uma política de impostos altos não existe Estado. Basta percorrer o mundo para ver que os países que têm melhores políticas sociais são os que têm uma carga tributária ais elevada, como os Estados Unidos, Alemanha, França, Suécia ou Dinamarca. Os que têm uma carga tributária baixa carecem de condições para fazer uma política social”, disse Lula nesta quarta-feira em Brasília.

A candidata oficial às eleições presidenciais de outubro não pensa assim. Diante de 400 integrantes do Fórum Empresarial de Goiás, Rousseff falou da urgência de uma profunda reforma tributária e advogou uma drástica diminuição de impostos.

Segundo a ex-ministra, antes que seja aprovada uma reforma tributária, que talvez exija uma reforma da Constituição, seria necessário começar a baixar impostos, por exemplo reduzindo a zero a taxa sobre as exportações, assim como reduzir o custo dos contratos trabalhistas para os empresários, ainda que com a contribuição do Estado para não quebrar a Previdência Social.

Também seria necessário reduzir, segundo Rousseff, os impostos sobre os medicamentos e a energia elétrica. Além disso, ela se comprometeu, se ganhar as eleições, a reduzir os juros a nível internacional, que também são dos mais altos do mundo.

Segundo a candidata apoiada por Lula, o sistema tributário brasileiro “é caótico, confuso e pouco transparente”. Ela foi questionada: “É verdade que ninguém sabe quantos impostos paga?” E ela respondeu: “Sim, é verdade”. Para o candidato da oposição, que neste ponto se aliou com sua adversária, “nunca se pagou tantos impostos no Brasil como agora”.

Além disso, Serra lembrou que os que mais pagam impostos, principalmente indiretos, são os mais pobres: por exemplo, 53% na manteiga e 20% nos dois produtos básicos das famílias menos abastadas: arroz e feijão. Segundo Serra, o governo já arrecadou R$ 500 bilhões este ano, enquanto acaba de anunciar cortes em áreas essenciais como a educação e a saúde pública.

De acordo com dados publicados na quarta-feira pelo jornal “O Globo”, quem ganha até R$ 1 mil tem uma carga tributária de 54%, enquanto que os que ganham mais de R$ 15 mil, pagam 29%. Ou seja, quem ganha até R$ 1 mil gasta em impostos o equivalente a 192 dias de trabalho, enquanto quem ganha mais de R$ 10 mil deve trabalhar 102 dias para pagar os impostos, quase a metade. Enquanto isso, voltam as especulções sobre o futuro do carismático Lula.

 Os últimos rumores apontam que ele poderá se candidatar de novo em 2014. Acredita-se que, se sua candidata Rousseff ganhar este ano, ela mesma se retirará em 2014 para dar-lhe lugar. Quando os jornalistas abordam este tema, ela responde sempre o mesmo: “Lula me proibiu de responder a esta pergunta”.

Pará - CPI da Pedofilia realiza seminário em Belém

Investigações sobre pedofilia estarão em debate

A CPI da Pedofilia do Senado, que encerra as atividades em novembro desse ano, realiza, na próxima segunda, em Belém, o seminário “Violência contra crianças e adolescentes: legislação e desafios”. O evento acontece no Hangar -Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, de 8 às 18h. O objetivo é discutir a atuação das CPI’s do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Pará (AL) sobre o tema. Os participantes poderão se inscrever gratuitamente momentos antes do evento começar.

À frente da organização do evento estão o senador José Nery (PSOL/PA), integrante da CPI da Pedofilia do Senado, e várias entidades que defendem os direitos humanos no Estado, como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB – Regional Norte-2), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – seção Pará), o Comitê estadual de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e Cedeca Emaús.

Estão previstas na programação a realização de mesas redondas sobre a atuação das CPI’s, políticas públicas no enfrentamento da violência contra a exploração sexual infanto-juvenil e legislação sobre crimes sexuais na internet.

Entre os debatedores estarão o consultor Fernando Luiz Carvalho, do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (PAIR), o senador Magno Malta (PR/ES), presidente da CPI da Pedofilia do Senado e o procurador do Ministério Público Federal, Felício Pontes.

DENÚNCIAS

A CPI da Pedofilia do Senado já recebeu cerca de 900 denúncias e ouviu mais 200 crianças vítimas de várias partes do país. Também provocou mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) quanto às penas relacionadas à divulgação de fotos ou vídeos na internet. Já CPI da Assembleia, que entregou relatório em fevereiro deste ano, recebeu 842 denúncias só do Pará e realizou 19 audiências em 11 municípios.

(Diário do Pará)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Terrorismo - Milhares de pessoas rendem homenage às vitimas do genocidio do Estado de Israel



Rachel Corrie O navio Missão permanente Ajuda Gaza

É esperado Navio OU ajudar o movimento "Free Gaza" (ou "Free Gaza", em Português) ou de Amanhã, como Margens Strip. Rachel Corrie O navio como com Promessas continuou Missão de Israel para bloquear o ataque OU VOCÊ Aconteceu seis navios esfregar Outros DEPOIS da "Liberdade" Início Não desta semana. Entre bordo Passageiros UE dá Rachel Corrie, que Foi nomeado em Homenagem Foi AO ative American Assassin, a irlandesa Mairead Maguire São, vencedor do Prêmio Nobel da Paz e Antigo secretário-geral das Nações Unidas, Denis Halliday.

Milhares de Pessoas em Fazer um luto Pelas esfregar Vitim ataque turco

São cerca de 20.000 Pessoas reuniram em Istambul, Na Quarta-Feira nove VOCÊ Não Mort Homenagem militantes atacam Israel. Foram caixer Eu faco centro transportadas por Istambul, na Turquia e em nd invólucros bandeiras palestinianas. A nova Mais das Vitim, dezenove anos, UM U. S. Foi Cidadão Dogan furkan. Troy O menino Nasceu em Nova York, e E Mudou Dois anos para a Turquia, quando tinha. Foi Na autópsia Mostrou a roupa elemento Queima peito Não tiro poderosamente e Quatro Vezes Uma NA cabeça.

SOS Ordens de Passageiros: as tropas israelenses dispararam contra Passageiros desarmado e inconsciente SOS

Haja embora Mortais continuar a enterrar Dois Falecido, E Voce Attack Sobreviventes de ataque para não esfregar Fazer OU DECLARAÇÕES AO Mavi Marmara. Após retornar a Londres, dá UM ative Pax Britannica e passando a esfregar, Sarah Coldbourne, Disse que, como Ordens israelenses haviam ignorado as tropas Passageiros SOS-LHE Duas do navio.

Coldbourn Disse: "Nós Fizemos em Cartaz UM hebraica, dizendo:" SOS! Obrigada nos cuidados médicos. Pessoas morrendo HA. Urgente ". Zoabi Hanin, UM Membre Que É do Knesset Israel, OU Ao fundo do barco Cartaz Levou, eu soldados Estavam Onde VOCÊ Aponte. Pediram-LHE para trás."

Também Disse que Coldbourne como VIU como quando as tropas desarmados e contra Passageiros israelenses dispararam algemeen para médicos VOCÊ acompanhavam Missão de Ajuda.

O Exército de Israel retirou SUA Afirmação Foram Passageiros que você "mercenários da Al Qaeda"


O exército de Israel, SUA Foi sua Força tempo para remover VOCÊ esfrega Afirmação que éramos agentes da Passageiros da Al Qaeda. Lançaram Um Dois dias Defesa da Imprensa DECLARAÇÃO de israel Depois do ataque de 40 Disse Passageiros da São esfregar "A Organização pertencem mercenários terrorista da Al Qaeda." Max Blumenthal salários OU Independente e Ele Disse hum hum colega do exército de Israel Pediu Assessoria de Imprensa do SUAS alegações israel para corroborar.

Leia reportagem completa ausência Uma democracia do Jornal Agora! Aqui

quinta-feira, 3 de junho de 2010

SINOPSES - RESUMO DE ALGUNS DOS PRINCIPAIS JORNAIS DO BRASIL

Sinopses anteriores: 03 de junho de 2010

O Globo Manchete: Dilma e Serra discordam de Lula sobre carga tributária

Presidente disse que Estado que cobra pouco não consegue ser forte

O presidente Lula justificou a alta carga tributária do Brasil, uma das mais altas do mundo, dizendo que ela é necessária para que o Estado seja forte e atenda os mais pobres. "Tem muita gente que se orgulha de dizer: 'No meu país, a carga tributária é de apenas 9%'; 'No meu país, é (de) apenas 10%'. Quem tem carga tributária de 10% não tem Estado! O Estado não pode fazer nada", discursou Lula. A carga de impostos no Brasil atinge cerca de 36% do PIB, e no ano, só até ontem, os brasileiros pagaram R$ 500 bilhões de tributos. Os pré-candidatos presidenciais José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) criticaram o sistema tributário e a alta carga de impostos e defenderam a redução. Para Serra, a carga de tributos no Brasil é perversa porque penaliza os mais pobres. "Quem tem carga de 10% faz um país do tamanho da China", reagiu a Lula o economista Paulo Rabello de Castro. (Págs. 1, 3 e 4 e Merval Pereira)

Serra diz que Dilma é culpada por dossiê

O pré-candidato tucano, José Serra, culpou Dilma Rousseff (PT) pelo suposto dossiê preparado pela campanha petista para atingir a filha dele, Verônica. "A principal responsabilidade é da candidata Dilma", afirmou. O dossiê acirrou ânimos entre tucanos e petistas. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que Serra está "com pesquisite aguda". Para conter a crise interna, o PT recorreu ao ex-ministro José Dirceu. (Págs. 1, 10 e 11)


PAC: só 46% das obras são concluídas

No último balanço do PAC antes da eleição, menos da metade das obras (46,1 %) foi concluída, representando R$ 302 bilhões em investimentos. Excluindo o crédito habitacional, o percentual cai a 22%. (Págs. 1 e 21)

Israel mantém o bloqueio e desafia críticos

O premier israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel manterá o bloqueio à Faixa de Gaza, e acusou seus críticos de hipocrisia. Levantar o embargo agora seria permitir que a região se transformasse em base de mísseis iranianos contra Israel e a Europa, disse. O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, apoiou o bloqueio e a interceptação do Mavi Marmara. Os ativistas deportados foram recebidos por uma multidão em Istambul. (Págs. 1 e 27 a 29) Foto legenda: Milhares de manifestantes protestam contra Israel em Istambul, onde recepcionaram ontem os ativistas que estavam a bordo do barco atacado

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Folha de S. Paulo
Manchete: Serra acusa Dilma de fazer dossiê; petista nega

Tucano diz que sigla rival tem 'tradição' nesse tipo de ação; presidente do PT vê 'desespero' O pré-candidato do PSDB ao Planalto, José Serra, acusou sua adversária Dilma Rousseff (PI) de estar por trás de um dossiê contra ele.

"A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma", afirmou o tucano, que lembrou o caso dos "aloprados", em 2006, e disse que o PT tem "tradição" em fazer dossiês.

Segundo a revista "Veja", petistas articularam a criação de equipe de espionagem, o que a sigla nega. O pré-candidato ficou irritado ao receber informações de que sua filha, Verônica, foi alvo de investigações. Dilma negou a acusação: "Não vou ficar batendo boca sobre isso.

Agora, é uma falsidade". Segundo o presidente do PT, José Eduardo Dutra, a fala de Serra revela "desespero". (Págs. 1, A4 e A6)

Fernando Rodrigues
Caso mostra que apenas Dutra e Palocci mandam na campanha de Dilma. (Págs. 1 e A6)

Frota apoiava terror, diz premiê israelense

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rebateu a onda mundial de condenação pela ação militar contra frota humanitária que tentava romper bloqueio marítimo à faixa de Gaza, relata Marcelo Ninio. "Não era uma frota de paz, era uma frota de apoiadores do terror", disse ele. Entre os 700 ativistas deportados ontem, estava a brasileira Iara Lee. (Págs. 1 e A12)

Janio de Freitas
A crise no Oriente Médio é obra dos EUA. (Págs. 1 e A6)

Esporte: O jogo do ditador

Robert Mugabe, acusado de massacre e fraudes no Zimbábue, afirma em entrevista à Folha que Brasil ajuda a tirar seu país do isolamento (Págs. 1 e D4)


PT nacional enquadra o de MG por apoio a Hélio Costa

O comando de campanha de Dilma Rousseff enquadrou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). Ele anunciará seu apoio à candidatura de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas nesta segunda.

Além disso, o PT negocia com Patrus Ananias sua indicação para ser vice de Costa, com Pimentel como candidato ao Senado. Segundo a Folha apurou, a equipe de Dilma cobrou do ex-prefeito que seus aliados parassem de colocar empecilhos à chapa com o PMDB. (Págs. 1 e A8)

Anatel dá aval para as teles atuarem com TVs a cabo

A Procuradoria-Geral da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) avalizou decisão dos conselheiros pela eliminação do limite de concessões para a oferta de TV a cabo no país, informa Elvira Lobato.

Na prática, a medida pode derrubar a restrição à atuação das teles no setor, prevista em lei. Como existe obrigatoriedade do controle de capital nacional, a Oi seria a principal beneficiada.

Empresas que pagaram pelas concessões reclamam que podem ter concorrentes sem essa despesa. (Págs. 1 e B1)

Cerqueira César desentope canos ao reciclar óleo

A reciclagem de óleo de cozinha em Cerqueira César (SP) reduziu em 26% os casos de esgoto entupido entre 2008 e 2009, segundo a Sabesp. O programa, ao qual aderiram 1.500 dos 1.600 prédios do bairro, existe há três anos. (Págs. 1 e C1)

Para Mantega, a economia já se desacelerou

Em entrevista em Xangai, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que a economia brasileira não corre risco de superaquecimento.

Mantega citou sinais de desaceleração no consumo e na indústria, relata Fabiano Maisonnave. (Págs. 1 e B5)

Venda de prédio para PUC é alvo de inquérito

O Ministério Público do Estado abriu inquérito civil para investigar a suposta compra pela PUC-SP do conjunto de prédios onde funcionou por décadas o hospital Matarazzo. Padres que controlam a universidade negaram a aquisição. Fontes ligadas à reitoria, porém, confirmaram a compra. (Págs. 1 e C6)

Vacinação para gripe prossegue nos municípios (Págs. 1 e C2)

Editoriais

Leia "Sindicalista acidental", sobre manifestação das centrais de trabalhadores; e "Crise de aloprados", acerca da candidatura presidencial petista. (Págs. 1 e A2)

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O Estado de S. Paulo

Manchete: Serra responsabiliza Dilma por suposto dossiê contra ele

Alvo seria sua filha; tucano lembrou do escândalo dos 'aloprados' para dizer que não seria a primeira vez O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, responsabilizou a petista Dilma Rousseff pela fabricação de suposto dossiê contendo denúncias que o atingiriam. "Disso eu não tenho dúvida", afirmou o tucano. O alvo da ação seria a filha de Serra, Verônica. Ele lembrou casos de eleições passadas, quando houve guerra de dossiês. Falou especificamente da disputa de 2006, quando um grupo de petistas, alguns ligados ao senador Aloizio Mercadante, que disputava o governo de São Paulo, tentou comprar um dossiê com supostas irregularidades da administração tucana no Estado. Na ocasião, os responsáveis foram chamados pelo presidente Lula de "aloprados". O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que esse tipo de ação, além de ser ilegal, "é vergonhosa, indecente e coisa de gente safada". (Págs. 1 e Nacional A4)

Petista diz que não bate boca sobre 'falsidade'

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi sucinta ao reagir à acusação do tucano José Serra, que a responsabilizou pelo suposto dossiê contra ele. "Isso é falsidade e eu não vou ficar batendo boca sobre isso", afirmou a petista. Já o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, declarou: “Posso atribuir a estresse acima do suportável. Talvez efeito de pesquisite aguda. O nome disso só pode ser 'desespero". (Págs. 1 e Nacional A4)

Deportados os ativistas da 'Flotilha da Liberdade'

O governo de Israel deportou todos os quase 700 ativistas pró-palestinos que haviam sido detidos quando os barcos da "Flotilha da Liberdade", que pretendia ir a Gaza para entregar ajuda humanitária, foram interceptados. A ação deixou nove mortos e sofreu condenação internacional. Para reduzir o desgaste, Israel desistiu de processar os ativistas. A brasileira Iara Lee, que participou do protesto, embarcou num avião turco rumo a Istambul. (Págs. 1 e Internacional A11)

Nível de gasto do governo é o maior sob Lula

As despesas do governo atingiram em abril o maior patamar (20%) em relação ao PIB desde o início do governo Lula. No acumulado dos últimos 12 meses, os gastos representaram 18,6% do PIB. Em 2002, último ano do governo FHC, eram 15,7%. Números revelam que o governo aproveitou o aumento das receitas para elevar gastos. (Págs. 1 e Economia B1)

PAC investe só 46,1% do previsto

Dos R$ 656,5 bilhões em investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para até 2010, foram gastos R$ 302,5 bilhões com a conclusão obras, ou 46,1% do total. Entre as ações em ritmo preocupante estão as de aeroportos, como o de Brasília e o de Vitória, necessárias para a Copa de 2014. (Págs. 1 e Economia B1)

Falha tentativa de frear vazamento de petróleo (Págs. 1 e Vida A10)

Multa por falta de cadeirinha começa dia 12

R$ 191,54 é o valor da multa para quem descumprir a regra As novas regras para o transporte de crianças nos carros, como a exigência de cadeirinhas e outros dispositivos de segurança, começam a valer no dia 9 em todo o País. Em São Paulo, as multas só vão ser aplicadas a partir do dia 12. Antes disso, o policiamento de trânsito orientará motoristas perto de escolas. (Págs. 1 e Cidades C1)

Eugênio Bucci: Propaganda eleitoral

Recursos do Estado entram na disputa ideológica. Cadê a República? (Págs. 1 e Espaço Aberto A2) Notas & Informações: Sindicalismo de Estado Conferência sindical foi uma escancarada mobilização eleitoral pela “continuidade”. (Págs. 1 e A3)

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Jornal do Brasil

Manchete: Cresce pressão contra Isarael

Secretário-geral da ONU pede fim “imediato” do bloqueio a Gaza

Apesar de Israel ratificar que manterá sua postura em Gaza, crescem as pressões pelo fim do bloqueio. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu o fim "imediato" da ação que qualifica como "imoral". O sétimo navio que tenta furar o bloqueio está no Mediterrâneo e se chama Rachel Corrie – americana morta em 2003, atropelada por um trator militar israelense. (Págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

Nestlé na mira da Anvisa

Após ser obrigada a modificar a embalagem da bebida láctea Alpino Fast, a Nestlé pode ser multada pela Anvisa em até R$ 1,5 milhão, por manter a propaganda do produto no site da empresa. (Págs. 1 e Economia A15)

Petróleo ameaça corais no Golfo

O vazamento de petróleo no Golfo do México ameaça um imenso recife de corais descoberto no ano passado a 32 km do poço e a 400 metros de profundidade. (Págs. 1 e Vida, Saúde & Ciência A19)

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Correio Braziliense

Manchete: Vitória do consumidor nos planos de saúde

Lentamente, os usuários de planos de saúde conquistam melhorias no atendimento. Duas ações promovidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dão mais chances ao consumidor de buscar tratamento adequado. A medida imediata começa segunda-feira, quando entra em vigor o novo rol obrigatório de serviços oferecidos pelas administradoras. A lista amplia a cobertura de procedimentos médicos e o número de consultas. Para outubro, o governo negocia facilidades ao cliente na troca de operadora. A advogada Daniela Tratel, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), elogia as mudanças, mas alerta que faltam benefícios. “São conquistas depois de muita luta e ações judiciais. Mesmo assim, a maioria dos transplantes, por exemplo, ainda ficou de fora”, comentou, referindo-se à cobertura dos serviços de saúde. (Págs. 1, 10 e 11)

Israel diz que reação mundial ao ataque é hipócrita (Págs. 1 e 22)

Corpus Christi: Celebração nas 122 paróquias

A festa católica, este ano, será descentralizada pelas igrejas do DF. Mas a comunidade jovem confeccionará o tradicional tapete na Catedral, a partir das 6h30. (Págs. 1 e 3)

Caixa de Pandora: Gazeteiros podem salvar Eurides

A cassação da deputada por falta de decoro já teria o apoio de 13 distritais. Mas a ausência de parlamentares na sessão pode mudar o destino da votação a favor da peemedebista. (Págs. 1 e 34)

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Jornal do Commercio

Manchete: Alívio e medo Filhos de Maristela Just comentaram a condenação do pai, José Ramos Neto, a 79 anos de cadeia. Também baleados no dia da morte da mãe, finalmente puderam dormir bem, revela Zaldo. Mas Nathalia receia que ele volte “para terminar o que começou”. (Pág. 1) Suspeito de sequestro é capturado (Pág. 1) Brasil já arrecadou R$ 500 bilhões, mas aplica mal o dinheiro (Pág. 1) Premiê israelense rebate críticas à ofensiva ao comboio (Pág. 1)

Consulte os Principais Jornais do mundo (E A PRIMEIRA CAPA) no Blog, NA COLUNA DA ESQUERDA, SOB O TÍTULO: JORNAIS MAIS IMPORTANTES DO MUNDO,  CLICANDO Aqui

Economia - Sobrou do Mangabeira

Ainda sob a coordenação do Ex Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, o Ministro Mangabeira Unger, o IPEA realizou um estudo sobre o desempenho dos aeroportos brasileiros. Cheio de erros e falta de informações substanciais foi publicado e está sendo criticado pelo Ministro de Defesa.

Veja a matéria do O Globo.

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o desempenho dos principais aeroportos do país, divulgado nesta semana.
De acordo com o levantamento, os principais aeroportos do país não têm capacidade para atender à demanda de pousos e decolagens. Durante a divulgação do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro apontou falhas nas análises do Instituto.

Segundo Jobim, os dados apresentados estão desatualizados e com informações incorretas. Além de questionar os dados sobre a alta carga tributária do setor, o ministro criticou a estimativa de investimentos da Infraero. O estudo mostra que a estatal investiu R$ 3 bilhões no período de 2000 a 2007, número contestado pelo ministro. Segundo ele, os investimentos somaram quase R$ 4,7 bilhões. "O Ipea mentiu em R$ 1,7 bilhão", disse.

Para Jobim, o Ipea falhou ao não ouvir os diferentes segmentos da aviação civil brasileira ao realizar o estudo. Ele chegou a questionar o período de análise considerado pelo Instituto, que engloba o tempo em que um pesquisador do Ipea ocupou um cargo de diretor na Anac.
Leia a reportagem completa Aqui

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Eleições Pará - Projeto particular do Jader. Parabens!

Primeiro Turno
(Treino)



Segundo Turno
(Jogo)


Biodiversidade - MPF lança campanha Carne Legal, pelo consumo consciente

O Ministério Público Federal lançou nesta terça-feira (01/06), em Belém, campanha cidadã pelo consumo consciente de produtos bovinos.

A campanha é um alerta sobre as ilegalidades presentes na cadeia da pecuária. E também sobre a necessidade de os consumidores cobrarem informações a respeito da origem da carne que compram nos supermercados. A campanha será veiculada em todo o Brasil e começa exatamente um ano depois do início do trabalho contra a ilegalidade na cadeia da pecuária.

Além das peças gráficas, foram produzidos três filmetes de 30 segundos para veiculação na televisão e três spots para rádio, nos quais é evidenciada a relação entre carne, fazendas ilegais, desmatamento, trabalho escravo e lavagem de dinheiro. (as peças estão disponíveis para download no site www.carnelegal.mpf.gov.br ).

A Carne Legal também vai estar no twitter (www.twitter.com/carnelegal) e no YouTube. O trabalho tem o apoio do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e da Repórter Brasil, organização que trabalha para a erradicação do trabalho escravo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sucessão - No mato sem cachorro

Cadê o discurso?
Do Kennedy Alencar
Claro que a vaga de vice é um problema para a campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Mas encontrar o discurso parece ser um problema ainda maior. Até agora não existe um mote, uma ideia que sintetize a candidatura e que faça o grosso do eleitorado entender a razão de optar por ela. Serra oscila entre maior e menor agressividade direta contra Dilma Rousseff e o PT, quase sempre poupando Lula.

Há ataques a Lula, mas são cifrados demais para o grosso do eleitorado. Alguns exemplos para não cansar. Insinuar que não teria boa relação com ditadores, porque Lula tem. Não lotear os cargos, porque com ele seria diferente, não teria essa coisa de ceder à fisiologia.


Neste exemplo, o próprio Serra se esquece das boas relações que manteve e mantém com José Roberto Arruda e democratas, tucanos e peemedebistas que não ficam nada a dever à turma da pesada que apoia Lula. Mas o que importa é que ele tenta ferir Lula.


Discretamente, repita-se. Motivo: boa parte dos que hoje optam pelo tucano avalia bem o governo do presidente. Seria suicídio político brigar de frente com o petista. Resta, portanto, bater no PT e em Dilma. Mais à frente, virá a chamada tentativa de desconstrução. Em outras palavras, ataques mais duros à pré-candidata do PT. Simultaneamente, fará um discurso algo doce para tentar mostrar a suposta superioridade no quesito preparo para governar.


Mas, de novo, a pergunta: qual é o mote? Dilma tem o seu: continuar a obra de Lula, de fácil compreensão para a maioria dos eleitores. Sem discurso, começam a bater o desespero e o destempero no próprio candidato. E, aí, ocorrem ataques como o desferido contra a Bolívia. Ninguém entendeu a razão. Especulação: pode ser uma tentativa de construir um discurso mais linha dura em relação à segurança pública, um dos temas de maior preocupação do eleitorado.

 O risco é soar meio malufista. Existe indício nesse sentido: o violento comportamento da Polícia Militar de São Paulo hoje em dia. A PM paulista está matando mais, de acordo com dados do primeiro trimestre deste ano comparados com a mesma época do ano passado.

Nesse período, em que Serra governava o Estado, cresceram 40% as chamadas ocorrências em que há resistência seguida de morte. Falar mais duro em relação ao combate às drogas pode atrair uma fatia do eleitorado. No entanto, numa primeira avaliação, parece estreito para virar um discurso de campanha eficiente a fim de derrotar a candidata de um presidente com popularidade recorde.

Crime Organizado - E a polícia acha graça




Internacional - O efeito Hillary na Faixa de Gaza não se deixou esperar

Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência sobre Gaza

DA AGÊNCIA REUTERS

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reunirá na tarde desta segunda-feira em uma sessão de emergência para discutir o ataque de Israel contra um comboio de navios que levavam ajuda humanitária a Gaza, disseram diplomatas do Conselho de Segurança à Reuters.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo nesta segunda-feira por uma investigação completa e mostrou-se chocado com o ataque israelense, que matou ao menos dez pessoas. "É vital que haja uma investigação completa para determinar exatamente como o ataque ocorreu. Eu acredito que Israel deve fornecer urgentemente uma explicação", disse ele em coletiva de imprensa realizada na capital de Uganda, Kampala.

O secretário-geral está em Kampala para participar de uma conferência de revisão do Tribunal Penal Internacional (ICC, sigla em inglês). Ataque O Exército de Israel atacou na madrugada desta segunda-feira um comboio de barcos organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios, liderados por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos dez mortos e cerca de 30 feridos.

O grupo tentava furar o bloqueio de Israel à entrega de mercadorias aos palestinos. De acordo com a imprensa turca o ataque ocorreu em águas internacionais, mas as forças de defesa de Israel mantêm que as embarcações tinham invadido seu território. A imprensa turca mostrou imagens captadas dentro do navio turco Mavi Marmara, nas quais se viam os soldados israelenses abrindo fogo. Em Istambul cerca de 10 mil pessoas protestaram contra os ataques.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos devido ao ataque israelense à "Frota da Liberdade". Em comunicado emitido na cidade cisjordaniana de Ramallah através da agência oficial palestina "Wafa", Abbas não anunciou, no entanto, uma interrupção do diálogo indireto de paz que mantém com Israel. EUA (é uma verdadeira piada (se não for trágica) essa declaração dos Estados Unidos).

Os responsáveis do atentado, inspirados na nova Pit Bull do Império Lamentam o atentado



Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar. "Os EUA lamentam profundamente a perda de vidas humanas e o saldo de feridos, e neste momento tentam entender as circunstâncias em que esta tragédia ocorreu", sinalizou o porta-voz da Casa Branca, Bill Burton. O ataque também motivou forte reação na comunidade internacional. A Turquia já pediu à ONU (Organização das Nações Unidas), uma reunião urgente sobre o tema.

A alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, se manifestou, e em seu discurso na abertura da 14ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU disse estar "comovida" com as informações do ataque, que provocou "mortos e feridos".

Irã O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira. "O mínimo que a comunidade internacional deveria fazer com relação ao horrível crime cometido pelo regime sionista é boicotá-lo e cortar todas as relações diplomáticas, econômicas e políticas", disse Ahmad Vahidi, segundo a agência semi-oficial de notícias Irna.

Anteriormente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, denunciou o ataque do Exército israelense contra a frota, qualificando-o de um "ato desumano do regime sionista". "O ato desumano do regime sionista contra o povo palestino e o fato de impedir que a ajuda humanitária destinada à população chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de fragilidade deste regime", declarou Ahmadinejad. "Tudo isto mostra que o fim deste sinistro regime fantoche está mais perto do que nunca", acrescentou.

domingo, 30 de maio de 2010

Economia- Classe emergente festeja progressos

Com maior facilidade de crédito e elevação do poder aquisitivo, eles melhoraram de vida, mas não é necessário que votem em Dilma, disse a matéria do Estadão.

O Estado de S.Paulo

Muitos eleitores de classe média baixa melhoraram de vida nos últimos anos, e associam seus progressos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No tabuleiro de acarajé do Zé da Chica, perto da praia de Itapuã, em Salvador, quatro integrantes dessa classe emergente se reuniram num fim de tarde para conversar com o Estado sobre a melhora em suas vidas - e as consequências dela nas suas escolhas na eleição presidencial deste ano.



O taxista Luis Estrela, de 34 anos, conta que "afundou em dívidas" entre 1998, no final do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e 2003, início do governo Lula. "O poder aquisitivo diminuiu muito", diz, e, com ele, o movimento de passageiros.



"Tudo que eu tinha tive que botar na fogueira", recorda Luis. Em 2003, ele devia R$ 30 mil a duas financeiras. "Quando entrou o governo Lula, comecei a respirar." O número de passageiros foi aumentando - ele reconhece que também por causa da violência nos ônibus de Salvador - e os juros dos empréstimos caíram.

Leia a matéria completa no Estadão Aqui

sábado, 29 de maio de 2010

Eleições 2010 - Serra ataca: Bolívia a mae de todas as culpas (the mother of all guilt)

Serra acusa a Bolívia pelo tráfico de drogas no Brasil.

As críticas do Serra a Bolívia pelo ingresso de drogas na fronteira com Brasil, são extremamente superficiais, arrogantes e prepotentes.

Ele não sabe distinguir entre países produtores de drogas e consumidores.

Utiliza os mesmos argumentos dos Estados Unidos, quando acusa ao México de todos os desastres, pelo alto consumo de drogas no País do Norte.

Foi necessário ouvir muitas vezes o candidato para acreditar que essa infeliz declaração era mesmo do José Serra. Ele sozinho está cavando seu próprio túmulo.

Leia a mátéria

Em visita à capital do Mato Grosso, o presidenciável José Serra (PSDB), elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado (29) e reforçou as acusações contra a suposta ajuda da Bolívia a narcotraficantes.

 
Depois disso, o ex-governador de São Paulo - Estado que viu a violência aumentar no primeiro trimestre deste ano -, voltou à carga contra o presidente da Bolívia, Evo Morales.

Nesta semana, o tucano acusou o mandatário do país vizinho de "no mínimo" fazer vistas grossas para o tráfico de drogas que age no Brasil e passa pela fronteira sem nenhuma fiscalização.

"Parece que virou política de governo, mandar coca e destruir nossa juventude. Noventa por cento da cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia", atacou Serra. Segundo ele, Morales abandonou um programa de erradicação da planta de coca no país vizinho. "Ele é cúmplice porque expandiu em três vezes a produção (...) A coca precisa parar de entrar no Brasil, porque está destruindo a juventude brasileira", afirmou.

O tucano ainda se comprometeu a indicar um jurista para o cargo de ministro da Justiça se for eleito. Essa pasta trata da Polícia Federal, que tem, entre outras atribuições, a obrigação de fiscalizar fronteiras. Para o presidenciável, é preciso indicar pessoas que têm experiência para a pasta, "como membros do Ministério Público, porque os políticos só fazem relações [institucionais] com os tribunais, e não pensam em políticas de segurança".

Leia a mátéria completa no UOL Aqui

REFLEXÃO DA SEMANA - RECOMENDO AMPLAMENTE, DEMAIS

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Imprensa - Vale a pena ler de novo

FOLHA SUPERLATIVA


Novíssima, Ilustríssima e esquecidíssima

Por Alberto Dines em 25/5/2010


História faz bem, há quem diga que a nostalgia pode ser revolucionária: houve um tempo em que o New York Times levava anos para consumar alterações insignificantes nas fontes tipográficas ou na largura das colunas. No fim ninguém notava, apenas os especialistas e, óbvio, a visão dos leitores idosos.



Quanto menos perceptível, melhor avaliada seria a mudança. Sua majestade, o leitor, não poderia ser incomodado, mesmo num tempo em que as pesquisas de opinião eram raras. Seus hábitos de leitura eram sagrados, intocáveis. Sua relação com o jornal – ou, se quisermos, sua fidelidade ao jornal – fazia-se através de rígidas rotinas e rituais inflexíveis armando vínculos mútuos de confiança.



Uma pequena mudança na previsão do tempo e o sobressalto provocado pelo deslocamento de um articulista, cartum ou receita de bolos poderiam provocar graves rompimentos e debandada de assinantes. Alterações no visual e na organização do espaço exigiam demorados cuidados e extremadas precauções. Não mexa no jornal, mexa com o leitor. Obrigue-o a pensar.



Sensações mais fortes eram transmitidas através das notícias e neste caso os editores tinham carta branca para provocar trepidações inclusive visuais. A matéria prima e a função do jornal era – adivinhem! – o jornalismo. O tamanho das manchetes (uma, duas ou três linhas) e o uso de fontes diferenciadas (bold, negras, ou light, leves) resultavam de uma hierarquização natural, implícita no processo de relatar fatos antes mesmo de Gutenberg.



O lugar da opinião Esta linguagem nuançada e tonal visava um entendimento, um diálogo, entre aqueles que até há pouco eram designados como emissor e destinatário e agora atendem pelo nome de mediador e mediado. Manchetes diárias em bold produzem o mesmo efeito de e-mails em maiúsculas.



Jornais gritados não são ouvidos. Vespertinos e tablóides usavam claves mais estridentes, mas obrigatoriamente graduadas. Matutinos permitiam-se o uso da gama completa de entonações e sinais sempre adaptados e regulados pelo peso específico do material que transportavam. Em 1952, por intermédio do Diário Carioca (então dirigido por Danton Jobim e Pompeu de Souza), ocorreu a primeira revolução no moderno jornalismo brasileiro. A introdução do lead, lide, com a adoção da narrativa direta exigiu um redesenho dos jornais e uma distribuição menos atabalhoada do noticiário.



A revolução seguinte deu-se no Jornal do Brasil, em 1956, onde as inovações experimentadas quatro anos antes no DC foram combinadas à nova estética concretista. Liderados por Odylo Costa, filho, um grupo de jovens e brilhantes profissionais entre os quais o escultor Amilcar de Castro e os jornalistas Reynaldo Jardim, Janio de Freitas, Ferreira Gullar, Carlos Lemos, Wilson Figueiredo – para citar apenas alguns – produziu a mais feliz e duradoura reforma jamais feita na imprensa brasileira. Manteve-se intacta até os anos 1990 e mesmo diluída no jornal-matriz esparramou-se como paradigma da modernidade jornalística do norte ao sul do país. Alguns de seus aportes estão visíveis até hoje (chamadas de primeira página com textos-resumo, espaços em branco no lugar dos fios de paginação etc.).



O Jornal da Tarde é um caso à parte, especial: não foi uma reforma, foi um novo produto associado a um novo conceito inspirado no New York Herald Tribune – o jornal-revista aceso, criativo, alegre. Este passado precisa ser coletado, ruminado e reciclado. O futuro não pode ser visto como banalidade ou ato de desespero. Coube à Folha de S.Paulo, em 1975, iniciar a mais original, a menos ostensiva e a mais eficaz reforma jornalística brasileira com profundas implicações no processo político.



Orquestrada por Cláudio Abramo e acompanhada de perto pelo publisher Octávio Frias de Oliveira, a reforma consistiu na simples reintrodução do ingrediente fundamental do jornalismo – a opinião – tornada inútil pela censura e autocensura do regime militar. A promessa de uma distensão política levou Frias & Abramo a materializar um dos preceitos básicos da imprensa: podem existir jornais sem notícias, mas jornais sem opinião não sobrevivem.



Páginas permanentes No magnífico desfile de grafismos exibidos na nova Folha de S.Paulo desde o domingo (23/5), há duas páginas-monumento, espaços-símbolo, ícones de perenidade no meio do turbilhão. Estão lá há 35 anos, desde junho de 1975, praticamente intocadas, desafiando os bulldozers da inovação.



O elegante conjunto formado pelas antigas páginas Dois e Três, agora designadas alfanumericamente como A-2 e A-3, foi refinado e retocado nas diferentes reformas do jornal mas ninguém conseguiu desmontar sua essência, estrutura e funcionalidade. Não conseguiram ou não tentaram. Por respeito, devoção ou incapacidade de produzir algo tão nobre e digno. Tão jornalístico e permanente. Registre-se que a reforma que implantou estas tarimbadas e quase-gêmeas vitrines de opinião (criadas com semanas de diferença) não foi mencionada no histórico das mudanças e façanhas dos jornais do grupo Folha (caderno "Novíssima", pág. 11). Será mencionada na próxima reforma. Então, até lá.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sucessão - Desenrola empréstimo de RS$ 366 milhões

Foi aprovado o substitutivo de autoria do Deputado Parsifal Pontes que autoriza o Estado a contrair o empréstimo de R$ 366 milhões.

Aquilo que já tinha falado em outro post, neste mesmo blog. Jader não é mais candidato ao Governo, apoia a reeleição da Governadora, no primeiro ou no segundo turno e será, como Jader sempre tinha pensado, candidato ao Senado Federal. O resto é so conversa para enrolar ao povo. 

Excelente saída, foi bom para ele, para o povo do Pará, bom para todos.

Política - Deu no Blog do Jader

Jader nunca foi condenado

Resposta do Deputado Jader Barbalho a matéria da Revista Veja que foi repercutida pelo Jornal O Liberal. 24 de maio de 2010

Começa a campanha eleitoral e os invejosos, ressentidos e frustrados, a quem não devo favores, passam a me atacar.

Meus inimigos são obrigados a esconder pesquisas contratadas a peso de ouro, que apontam meu nome como favorito do eleitor paraense, resta-lhes a via da calúnia, fruto do desespero deles.

A cada eleição os caluniadores atacam. Eles sabem que JAMAIS fui condenado, em nenhuma instância, portanto, não me enquadro nos chamados Fichas Sujas, como querem desinformar a Veja e O Liberal.

A Veja - todo mundo sabe - começou sua campanha contra mim porque Antônio Carlos Magalhães assim o queria e deve ter pago bem alto por isso. Todas as vezes em que a VEJA me atacou - moral e politicamente – havia um encarte do Governo da Bahia.

Não é preciso ter muitos neurônios para somar dois mais dois. Quanto a O liberal, seus dirigentes não gostam de mim porque nunca me curvei a chantagens. Não lhes dei as muletas financeiras do governo, sem as quais não andam.

O grupo Liberal está sempre pronto a servir a quem o procura com milhare$ de argumentos. O grupo Liberal responde a processo na Sudam, por mau uso do dinheiro público.

No governo tucano, O liberal recebia mais de 40 milhões em publicidade, todos os meses. Por isso o jornal foi contra a eleição de Ana Júlia.

Só pra lembrar: manchete de o Liberal no dia do 2º. turno da eleição Almir Gabriel x Ana Júlia: Almir cresce! Almir foi derrotado por 300 mil votos.

O resto é história. Infelizmente o governo Ana Júlia não teve coragem de processar O Liberal, que recebia por mês 500 mil reais para usar o equipamento de transmissão da Funtelpa para levar sua programação a todo o Pará.

É o único caso, no mundo, em que o dono da casa paga para o inquilino usar o seu bem. A Revista Veja e o jornal O liberal são instrumentos autoritários, estimulados por milhões de argumentos que não mais deveriam existir.

Vivem às custas de royalties das injúrias,pagas com o dinheiro público. Acham que estão acima das leis e que podem caluniar à vontade. De nada adianta me caluniar.

O povo do Pará vivenciou as minhas administrações e é por isso que estou presente na mente e no coração da população mais pobre. A esse povo que sempre demonstrou seu bem querer, que confia em mim, que me prestigia é que eu dedico a minha vida.

É pelo povo do meu Pará que atuo na vida pública.

A INVEJA É UMA MERDA!

JADER BARBALHO

domingo, 23 de maio de 2010

Biopirataria legalizada - O REINO UNIDO NAVEGA NA MAIONESA: PROPÕE O ESTABELECIMENTO DE UM REGIME INTERNACIONAL SOBRE ACESSO À BIODIVERSIDADE E REPARTIÇÃO DOS BENEFÍCIOS. Isso é locura!

TENDÊNCIAS/DEBATES (Folha de São Paulo)

O Brasil e sua biodiversidade

ALAN CHARLTON (*)
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O maior desafio no Brasil é o gerenciamento sustentável do uso da terra, o que inclui também a sustentabilidade do setor agrícola nacional
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O Brasil está emergindo no cenário global e pode ser mais que uma potência convencional. Ele abriga um quinto de todas as espécies conhecidas e dois terços das florestas tropicais existentes. Essa rica variedade de plantas e animais, ou a biodiversidade, pode fazer do Brasil uma potência verde.

O que é essa tal de biodiversidade? Em poucas palavras, é a vida que nos rodeia, de organismos que fertilizam o solo a florestas que fornecem chuva para regar culturas agrícolas.

Essa complexa rede de vida nos nutre, nos veste e provê a base para nossas economias. Somos totalmente dependentes dela. A biodiversidade está em risco.

O mundo não conseguirá atingir a meta global de conter a perda de biodiversidade até 2010.

Continuamos a perder espécies a taxas nunca antes vistas. Se formos reverter essa tendência, precisamos trabalhar contra os vetores de perda e transversalizar o tema em políticas públicas. Muitas pessoas estão trabalhando para transformar esses desafios em oportunidades. Em recente visita ao Acre, vi como o Estado busca integrar crescimento econômico, proteção do meio ambiente e inclusão social.

Vi a fábrica de preservativos feitos do látex de seringueiros locais, a produção de pisos e telhas com madeira certificada e projetos de geração de renda por meio da produção de castanhas e frutas -tudo sem desmatar ilegalmente.

Devemos continuar o trabalho para proteger a biodiversidade e os ecossistemas: fortalecer as áreas protegidas, avaliar a contribuição delas para nossas economias e apoiar pesquisa científica para entender melhor como conservá-los.

A preservação da biodiversidade e a estabilidade do clima são intrinsecamente ligadas, especialmente no Brasil. O chamado mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD) poderá evitar emissões e ao mesmo tempo conservar a biodiversidade e reduzir a pobreza de pessoas que dependem diretamente das florestas para sua sobrevivência.

O maior desafio no Brasil é o gerenciamento sustentável do uso da terra, o que inclui a sustentabilidade do setor agrícola. Pesquisas de ponta da Embrapa e técnicas como o plantio direto prometem fortalecer a produção agrícola e promover ganhos ambientais.

O desafio será fazê-lo ao mesmo tempo em que se protegem a Amazônia e o cerrado. Vinte e dois de maio foi o Dia, e 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Datas importantes para que reflitamos sobre o valor que atribuímos aos frágeis ecossistemas da Terra. Eles estão sob ameaça. Ao ameaçá-los, estamos colocando em risco nosso bem-estar e nossa prosperidade.

Em outubro, no Japão, haverá a décima reunião da Convenção sobre Diversidade Biológica. O Reino Unido espera que cheguemos a um acordo quanto a uma nova meta global de redução da perda de biodiversidade e ao estabelecimento de um regime internacional sobre acesso à biodiversidade e repartição dos benefícios que dela derivam. Esperamos poder continuar trabalhando com o Brasil para assegurar a conservação e o uso sustentável da biodiversidade global.

(*) embaixador do Reino Unido no Brasil.