Além do peso estratégico do Chile, o que há de emblemático na vitória de Piñera é o caráter da coligação triunfante, ironicamente chamada de Coalizão pela Mudança. Pela primeira vez retornam ao poder forças políticas que deram sustentação direta às ditaduras militares da América do Sul. Não é pouca coisa, definitivamente. Tampouco trata-se de fato isolado. Se analisarmos a cadeia de acontecimentos que marcou o ano passado, encontraremos pistas evidentes de uma contra-ofensiva da direita latino-americana. O artigo é de Breno Altman.
Breno Altman
Os resultados da eleição presidencial chilena, com a vitória do direitista Sebastián Piñera, repercutem além-fronteira. O triunfo da coalizão neopinochetista também pode ser lido como a primeira vitória relevante das forças conservadores latino-americanas nos últimos dez anos. Ainda que esse campo, no ano passado, tenha vencido batalhas no Panamá e em Honduras, nenhum desses episódios tem o mesmo significado que a conquista do governo na terra de Allende e Neruda.
Essa importância não é ditada pela natureza da aliança política que saiu derrotada, cujos vínculos com o ciclo político favorável à esquerda, aberto pelas vitórias de Chávez e Lula, são praticamente nulos. Afinal, a Concertação nunca passou de aglomerado partidário sob hegemonia do centro católico, submetida a um processo de transição incapaz de promover mudanças fundamentais no modelo econômico e institucional herdado de Pinochet.
Além do peso estratégico do Chile, o que há de emblemático nessa situação é o caráter da coligação triunfante, ironicamente chamada de Coalizão pela Mudança. Pela primeira vez retornam ao poder forças políticas que deram sustentação direta às ditaduras militares da América do Sul. Não é pouca coisa, definitivamente.
Tampouco trata-se de fato isolado. Se analisarmos a cadeia de acontecimentos que marcou o ano passado, encontraremos pistas evidentes de uma contra-ofensiva da direita latino-americana, em diversas ocasiões com o patrocínio ou a cumplicidade do Departamento de Estado norte-americano. São eventos representativos desse cenário a reativação da IV Frota, a instalação de bases militares na Colômbia, o golpe cívico-militar em Honduras, a vitória conservadora no Panamá e, agora, a guinada à direita no Chile.
Leia a matéria completa aqui Carta Maior
E leia mais sobre o tema na matéria do Blog do Enriquez
Breno Altman é jornalista e diretor do site Opera Mundi
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Política - Onda conservadora no Chile e Estados Unidos
Apesar dos bons resultados da política Obama e da excelente aprovação do Governo Bachelet, no Chile, no mundo se espalha uma onda neo-conservadora, ninguém remove essa idéia porque existem fatos históricos e realidades recentes que apontam nessa direção. O pendulo na história se confirma.
No Caso do Chile a história não é recente. Em certa medida tem sido nessa região onde as experiências políticas preanunciam algumas tendências na história da América Latina. Na década dos 1930-40, com os governos progressistas e soacialdemócratas de Pedro Aguirre Cerda e as ideias de esquerda difundidas pelo primeiro partido comunista da América Latina, criado pelo amigo do Lenin, Luis Emílio Recabarren, seu fundador.
Depois as ideias da teoria da dependência que floreceram no Chile e o governo Socialista, como uma experiência de construção de um socialismo sem revolução violente e o golpe de estado do Pinochet que deu passo à maior experiência neoliberal da América Latina. E por aí siguem outros exemplos.
Veja aqui a matéria do jornalista Antonio Caño no jornal Espanhol “El País”, sobre essa onda conservadora nos Estados Unidos
Ao se completar um ano da presidência Obama, a excitação se diluiu e prevalece um sentimento de oportunidade perdida. Mas o saldo de sua gestão é favorável: os EUA estão em melhor situação hoje do que em janeiro de 2009, e o novo governo recuperou prestígio e autoridade
Toda explosão de paixão, individual ou coletiva, termina na saudade, frequentemente na decepção e, tudo o mais, na calma.
O caso de Barack Obama não é diferente. Sua vitória eleitoral provocou uma maré de entusiasmo poucas vezes vista. Depositaram-se nele expectativas sobre-humanas, impossíveis de satisfazer. Consideraram-no capaz de uma mudança, como quer que cada um a entenda, que equivaleria ao renascimento de nossa sociedade hipócrita e desmoralizada. Atribuíram-lhe poderes especiais e esperava-se que de sua poltrona no Salão Oval emitisse o sinal de que a humanidade precisava para a salvação. Este país religioso, que em cada presidente acredita ver a chegada do Messias, alcançou o paroxismo com Obama, e o mundo, ansioso por liderança e farto de George Bush, se contaminou sem reservas.
Passado o tempo, ao completar-se um ano de sua posse como presidente dos EUA, essa excitação se esfumou e o sentimento que hoje prevalece é o de uma oportunidade perdida.
A direita recuperou a iniciativa política, os conservadores voltam a ser o grupo ideológico majoritário no país e o Partido Republicano é o favorito para conseguir a maioria parlamentar nas próximas eleições. A tentativa de bipartidarismo naufragou diante da primeira onda, o clima político continua sendo dolorosamente áspero e os cidadãos mais uma vez refletem majoritariamente nas pesquisas seu pessimismo sobre o rumo em que caminha o país.
Leia a matéria completa aqui no artigo do jornal El País publicado no UOL
No Caso do Chile a história não é recente. Em certa medida tem sido nessa região onde as experiências políticas preanunciam algumas tendências na história da América Latina. Na década dos 1930-40, com os governos progressistas e soacialdemócratas de Pedro Aguirre Cerda e as ideias de esquerda difundidas pelo primeiro partido comunista da América Latina, criado pelo amigo do Lenin, Luis Emílio Recabarren, seu fundador.
Depois as ideias da teoria da dependência que floreceram no Chile e o governo Socialista, como uma experiência de construção de um socialismo sem revolução violente e o golpe de estado do Pinochet que deu passo à maior experiência neoliberal da América Latina. E por aí siguem outros exemplos.
Veja aqui a matéria do jornalista Antonio Caño no jornal Espanhol “El País”, sobre essa onda conservadora nos Estados Unidos
Ao se completar um ano da presidência Obama, a excitação se diluiu e prevalece um sentimento de oportunidade perdida. Mas o saldo de sua gestão é favorável: os EUA estão em melhor situação hoje do que em janeiro de 2009, e o novo governo recuperou prestígio e autoridade
Toda explosão de paixão, individual ou coletiva, termina na saudade, frequentemente na decepção e, tudo o mais, na calma.
O caso de Barack Obama não é diferente. Sua vitória eleitoral provocou uma maré de entusiasmo poucas vezes vista. Depositaram-se nele expectativas sobre-humanas, impossíveis de satisfazer. Consideraram-no capaz de uma mudança, como quer que cada um a entenda, que equivaleria ao renascimento de nossa sociedade hipócrita e desmoralizada. Atribuíram-lhe poderes especiais e esperava-se que de sua poltrona no Salão Oval emitisse o sinal de que a humanidade precisava para a salvação. Este país religioso, que em cada presidente acredita ver a chegada do Messias, alcançou o paroxismo com Obama, e o mundo, ansioso por liderança e farto de George Bush, se contaminou sem reservas.
Passado o tempo, ao completar-se um ano de sua posse como presidente dos EUA, essa excitação se esfumou e o sentimento que hoje prevalece é o de uma oportunidade perdida.
A direita recuperou a iniciativa política, os conservadores voltam a ser o grupo ideológico majoritário no país e o Partido Republicano é o favorito para conseguir a maioria parlamentar nas próximas eleições. A tentativa de bipartidarismo naufragou diante da primeira onda, o clima político continua sendo dolorosamente áspero e os cidadãos mais uma vez refletem majoritariamente nas pesquisas seu pessimismo sobre o rumo em que caminha o país.
Leia a matéria completa aqui no artigo do jornal El País publicado no UOL
Curiosidades - Felicidade do povo é importante para medir sucesso do país-
O colunista do UOL Notícias em Washington, Sérgio Dávila, fala sobre o "PIB da felicidade" dos países.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Brasil no Haiti - A Embaixatriz durona
Nossa embaixatriz: notas sobre a atuação diplomática.
Reclamam pesquisadores da UNICAMP sobre a atuação da Embaixatriz brasileira em Porto Príncipe, Haiti.
"Após conversar com nossos colegas do Viva Rio, diante da chegada de novos quadros desta organização em Porto Príncipe e em função de uma situação volátil, que muda a cada instante do que diz respeito ao acesso à água e comida, optamos por pedir abrigo à embaixada do Brasil".
Explicam os pesquisadores no seu Blog. E mais, ainda:
Diga-se de passagem, há dias amigos e parentes do Brasil insistem em que deveríamos recorrer à embaixada. Afinal, somos um grupo de brasileiros que viu seu trabalho no Haiti interrompido pela violência do terremoto, e estamos na expectativa do que fazer: ficamos e ajudamos?
Podemos ajudar? Ou devemos partir para o Brasil em meio uma situação incerta e que se agrava todos os dias? E se decidimos partir, como partir? Seguindo a orientação de nossos colegas do Viva Rio, nos preparamos para seguir para a embaixada hoje pela manhã. Acordamos às 6 da manhã, após mais uma noite dormindo no jardim, e nos preparamos para esperar o veículo que viria nos buscar.
Ela irrompeu o portão do Viva Rio por volta das 8:30 da manhã e pediu que nos chamassem. Trazia um vestido curto algo entre o roxo e o verde, quase um furta cor, apresentava uma expressão rígida e abatida. Na certa estava tocada pelos últimos eventos. Os cabelos devidamente penteados pra trás, uma maquiagem excessiva e um colar de ouro ostensivo. Enquanto permanecíamos na sombra, ela se manteve no sol.
Aos poucos, enquanto sua proeminente testa e suas bochechas se enchiam de suor, ela discorreu sobre grandes temas, aliando ciência, religião e política de maneira única. Em poucos minutos, a embaixatriz do Brasil no Haiti explicou por que um rabino, as placas tectônicas, seu marido, os mortos e o Brasil eram interdependentes.
Ela não nos perguntou nada. Não sabia quem éramos, ou o que fazíamos aqui. Quando soube que de um grupo da Unicamp se tratava, não titubeou: “A EMBAIXADA NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM A UNICAMP. O EMBAIXADOR PROIBIU QUE FOSSEM HOSPEDADOS EM NOSSAS DEPENDÊNCIAS. ELE É O EMBAIXADOR, ELE MANDA; SE HOSPEDAMOS VOCÊS TEMOS QUE HOSPEDAR TODOS”.
Leia a matéria completa no Blog dos pesquisadores da UNICAMP aqui:
Blog de pesquisadores da UNICAMP no Haiti
Reclamam pesquisadores da UNICAMP sobre a atuação da Embaixatriz brasileira em Porto Príncipe, Haiti.
"Após conversar com nossos colegas do Viva Rio, diante da chegada de novos quadros desta organização em Porto Príncipe e em função de uma situação volátil, que muda a cada instante do que diz respeito ao acesso à água e comida, optamos por pedir abrigo à embaixada do Brasil".
Explicam os pesquisadores no seu Blog. E mais, ainda:
Diga-se de passagem, há dias amigos e parentes do Brasil insistem em que deveríamos recorrer à embaixada. Afinal, somos um grupo de brasileiros que viu seu trabalho no Haiti interrompido pela violência do terremoto, e estamos na expectativa do que fazer: ficamos e ajudamos?
Podemos ajudar? Ou devemos partir para o Brasil em meio uma situação incerta e que se agrava todos os dias? E se decidimos partir, como partir? Seguindo a orientação de nossos colegas do Viva Rio, nos preparamos para seguir para a embaixada hoje pela manhã. Acordamos às 6 da manhã, após mais uma noite dormindo no jardim, e nos preparamos para esperar o veículo que viria nos buscar.
Ela irrompeu o portão do Viva Rio por volta das 8:30 da manhã e pediu que nos chamassem. Trazia um vestido curto algo entre o roxo e o verde, quase um furta cor, apresentava uma expressão rígida e abatida. Na certa estava tocada pelos últimos eventos. Os cabelos devidamente penteados pra trás, uma maquiagem excessiva e um colar de ouro ostensivo. Enquanto permanecíamos na sombra, ela se manteve no sol.
Aos poucos, enquanto sua proeminente testa e suas bochechas se enchiam de suor, ela discorreu sobre grandes temas, aliando ciência, religião e política de maneira única. Em poucos minutos, a embaixatriz do Brasil no Haiti explicou por que um rabino, as placas tectônicas, seu marido, os mortos e o Brasil eram interdependentes.
Ela não nos perguntou nada. Não sabia quem éramos, ou o que fazíamos aqui. Quando soube que de um grupo da Unicamp se tratava, não titubeou: “A EMBAIXADA NÃO TEM NENHUM COMPROMISSO COM A UNICAMP. O EMBAIXADOR PROIBIU QUE FOSSEM HOSPEDADOS EM NOSSAS DEPENDÊNCIAS. ELE É O EMBAIXADOR, ELE MANDA; SE HOSPEDAMOS VOCÊS TEMOS QUE HOSPEDAR TODOS”.
Leia a matéria completa no Blog dos pesquisadores da UNICAMP aqui:
Blog de pesquisadores da UNICAMP no Haiti
domingo, 17 de janeiro de 2010
Chile - A concertação entrega o governo ao direitista Sebastian Piñeira
Como já tinhamos adelantado neste blog, la concertação dos partidos pela democracia entrgou el triunfo ao candidato da direita Sebastian Piñera.
Cabe esclarecer que o candidato da Concertação tinha mais de 54% dos apoios no Chile, se eram somados os votos do mundo da concertação democrática.
Foi um verdadeiro tiro no pé. Por não aceitar mudanças ao interior da concertação e por ter indicado para representar às forças democráticas o pior e mais pouco representativo dos candidatos.
Cabe esclarecer que o candidato da Concertação tinha mais de 54% dos apoios no Chile, se eram somados os votos do mundo da concertação democrática.
Foi um verdadeiro tiro no pé. Por não aceitar mudanças ao interior da concertação e por ter indicado para representar às forças democráticas o pior e mais pouco representativo dos candidatos.
Haiti - Jornal Espanhol, Haiti já não existe
PABLO ORDAZ: Enviado especial, Puerto Príncipe 16/01/2010.
A anarquia toma conta do país ante a falta de uma autoridade que combata o caos - Mulheres e homens vagam pelas ruas e se começa a ouvir tiros no centro de Porto Príncipe - A ajuda internacional segue sendo uma piada
Não existe uma contagem certa do número de mortos e qualquer cifra é apenas aproximação muito subjetiva.
Os especialistas em análise do poder estariam fazendo sua festa: Não existe poder, o que existia se derrubou. E não existe ainda uma nova força que capaz de exercer o poder.
Para que o número de vítimas do terremoto do Haiti se aproxime da realidade fazem falta duas coisas. A primeira é que alguém as houvesse contado. A segunda é que aqui, em este país chamado Haiti, houvesse algum tipo de autoridade municipal ou federal que tivesse assumido o controle da situação.
O Haiti já não existe. Sua capital é somente um imenso cemitério em ruínas por onde passeiam - sem saber para onde - milhões de pessoas convertidas em vagabundos.
Leia mais no jornal Espanhol, El País(em espanhol: El País
ELEIÇÕES NO CHILE. AS CIFRAS NÃO QUADRAM.
Segundo o Jornal O Estado de São Paulo, as intenções de voto favorecem ao candidato da direita Sebastian Piñera e por primeira vez depois do retorno à democracia, no chile se retornaria ao governo conservador com um presidente que apoiou ao governo militar e que pouco a pouco foi desligando-se da sua imagem pinochetista. De fato o irmão do candidato da direita foi um dos mais fortes ministros do Pinocher. José Piçnera autor de toda a legislção trabalhista do regime militar que acabou com todas as reformas laborais que tinham alcançados os trabalhadores chilenos durante o governo do socialista Salvador Allende.
Nestas eleições as cifras mostram que sem o apio dos candidatos que ficaram en trerceiro e quarto lugar, quem ganharia seria o candidato Piñera e se considera o apoio de Enríquez e Arrate, el triunfo será de Frei.
Entretanto o Jornal O Estado de São Paulo da como vencedor ao candidato da direita, utilizando as últimas pesquisas, mas não os apoios recebidos por Frei.
Sebastian Piñera (esq.) e Eduardo Frei participam de debate na televisão, em Santiago, Chile
Primeira mulher a governar um país latino-americano, a atual presidente do Chile, Michelle Bachelet, encerra seu mandato com mais de 80% de aprovação entre os chilenos. Neste domingo (17), no segundo turno da eleição presidencial, Bachelet enfrentará um desafio semelhante ao que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará em outubro: será testada sua capacidade de transferir votos a Eduardo Frei Ruiz-Tagle, candidato de sua coligação, a Concertación, coalizão de centro-esquerda que governa o Chile há 20 anos, desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Frei disputa a sucessão presidencial com o bilionário Sebastian Piñera, da coligação de centro-direita Coalizão pela Mudança pelo Partido Renovação Nacional, o favorito para vencer o pleito. No primeiro turno, Piñera obteve 44% dos votos, contra 29,6% de Frei, 20,13% do independente Marco Enríquez-Ominami e 6,21% de Jorge Arrate, candidato do Partido Comunista.
Após receber o apoio de Arrate e Ominami, Frei, que presidiu o Chile entre 1994 e 2000, subiu nas pesquisas e alcançou 49,1% das intenções de voto, contra 50,9% de Piñera, segundo a última pesquisa eleitoral publicada no diário "La Tercera". Para ajudar ainda mais o candidato da Concertación, Bachelet deu ontem (14) a maior demonstração de apoio à sua candidatura, declarando abertamente o seu voto em Frei, e fazendo críticas veladas ao candidato direitista.
Para Virgílio Arraes, doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, a população não vê grandes diferenças entre os dois candidatos na capacidade de promover mudanças sócio-econômicas, fator que pode ajudar a explicar porque a popularidade de Bachalet não resultou na vitória de Frei no primeiro turno. "O que definiu a votação até agora foi o marketing de campanha. Nesse sentido, Piñera conseguiu mobilizar a população por ser um empresário dinâmico, no âmbito privado gerar milhares de empregos", avalia.
"Frei é uma pessoa honesta. Ele tinha muitos negócios, mas os passou adiante. Separou os negócios da política e fez isso não depois de eleito. Ele tem inteligência, experiência e coragem", disse a presidente, que pretende se candidatar ao cargo novamente daqui a quatro anos, em entrevista à rádio Cooperativa. Bachelet acrescentou afirmando que um presidente com negócios privados pode "limitar o necessário pensamento no interesse público".
Segundo Arraes, a declaração de voto de Bachelet, que em 2005 derrotou justamente Piñera no segundo turno, poderá ser decisiva nesse momento. "A Concertación tenta desesperadamente garantir mais um mandato, ainda que haja algumas diferenças entre os grupos do Frei [que é do Partido Democrata Cristão, ala mais conservador dentro da coalizão] e da Bachelet [do Partido Socialista]", diz.
Para mim, que estive nos últimos dias entre o primeiro e segundo turno no chile e sentí de cerca o espírito das ruas e o ambiente eleitoral e tive acesso a informações de primeira mão, Frei pode ganhar, depois de receber o apio do Enríquez, será por 1,5% ou próximo dessa cifra e, pelo contrário, se ganha Piñera seu triunfo será por mais de 4%. Esperar para ver.
Leia mais aqui no
UOL
sábado, 16 de janeiro de 2010
Tecnologia - A queda do Google. Novo site de buscas Ultrapassa o Google em "buscas com sucesso" nos EUA, mostra pesquisa
A porcentagem de buscas com sucesso do buscador Bing, lançado pela Microsoft em junho de 2009, cresceu significativamente em dezembro, informou a empresa de pesquisas Experian Hitwise nesta quinta-feira (14).
A Hitwise considera "buscas com sucesso" os casos em que o internauta entra em um dos sites oferecidos após a busca realizada.
Em outubro de 2009, a taxa de sucesso do Bing estava bem abaixo dos concorrentes, com cerca de 70%. No entanto, em dezembro, sua porcentagem cresceu significativamente, passando a do Google e ficando acima de 75%.
A taxa de sucesso do Yahoo! --que fechou aliança com a Microsoft nas buscas-- permanece maior que a dos concorrentes, entre cerca de 76 e 79%.
Quando se verificam somente os cem termos mais pesquisados em cada buscador, obtém-se 16,5% para o Bing, 15,1% para o Yahoo! e 9,5% para o Google.
"A taxa de sucesso em buscas está frequentemente associada com a complexidade da busca", esclarece a Hitwise. "Tradicionalmente buscadores de portais tendem a possuir mais temáticas simples de se resolver".
Quanto ao volume de buscas nos EUA no último mês, o Google continuou a dominar, com 72,3%; o Yahoo! ficou com 14,8%, e o Bing, com 8,9%.
Folha Online
HAITI
O terremoto no Haiti confirma uma das mais importantes mensagens bíblicas que disse que "A quem todo tem, tudo lhe será dado e em dobro, e a quem nada tem, tudo lhe será tirado, inclusive aquilo que não tem"
Apos essa terrível desgraça um imbecil, Consul Geral do Haiti no Brasil foi falar que o terremoto ocorrido no Haiti é fruto ou decorrência de práticas regligiosas como a "macumbas"
Grande estupidez de um diplomata que deve ser eliminado do corpo consular brasileiro.

Veja a entrevista concedida na TV SBT do Brasil abaixo e confira a linguagem idiota do Consul:
Entrevista do consul na SBT
O blogue arriscou a sondar entre seus leitores, amigos e fies seguidores, a opinião que eles tem sobre o Governo Ana Julia. Esta enquete não é uma IBOPE, nem menos uma pesquisa de opinião, com uma metodologia científica, é apenas uma enquete.
Vote e deixe seu registro.
A Hitwise considera "buscas com sucesso" os casos em que o internauta entra em um dos sites oferecidos após a busca realizada.
Em outubro de 2009, a taxa de sucesso do Bing estava bem abaixo dos concorrentes, com cerca de 70%. No entanto, em dezembro, sua porcentagem cresceu significativamente, passando a do Google e ficando acima de 75%.
A taxa de sucesso do Yahoo! --que fechou aliança com a Microsoft nas buscas-- permanece maior que a dos concorrentes, entre cerca de 76 e 79%.
Quando se verificam somente os cem termos mais pesquisados em cada buscador, obtém-se 16,5% para o Bing, 15,1% para o Yahoo! e 9,5% para o Google.
"A taxa de sucesso em buscas está frequentemente associada com a complexidade da busca", esclarece a Hitwise. "Tradicionalmente buscadores de portais tendem a possuir mais temáticas simples de se resolver".
Quanto ao volume de buscas nos EUA no último mês, o Google continuou a dominar, com 72,3%; o Yahoo! ficou com 14,8%, e o Bing, com 8,9%.
Folha Online
HAITI
O terremoto no Haiti confirma uma das mais importantes mensagens bíblicas que disse que "A quem todo tem, tudo lhe será dado e em dobro, e a quem nada tem, tudo lhe será tirado, inclusive aquilo que não tem"
Apos essa terrível desgraça um imbecil, Consul Geral do Haiti no Brasil foi falar que o terremoto ocorrido no Haiti é fruto ou decorrência de práticas regligiosas como a "macumbas"
Grande estupidez de um diplomata que deve ser eliminado do corpo consular brasileiro.
Veja a entrevista concedida na TV SBT do Brasil abaixo e confira a linguagem idiota do Consul:
Entrevista do consul na SBT
AVALIE O GOVERNO ANA JULIA
O blogue arriscou a sondar entre seus leitores, amigos e fies seguidores, a opinião que eles tem sobre o Governo Ana Julia. Esta enquete não é uma IBOPE, nem menos uma pesquisa de opinião, com uma metodologia científica, é apenas uma enquete.
Vote e deixe seu registro.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Projeto Brasil 2022 - Presidente Lula escreve em livro do ex-presidente espanhol "Iberoamérica 2020: Retos frente a la Crisis"
Recentemente foi lançado o Livro "Iberoamérica 2020: Retos frente a la crisis" da Editorial Siglo XXI, organizado por o ex-Presidente do Governo Espanhol, Felipe Gonzalez. O artigo do Lula é um dentre dos muitos outros escrito por líderes, ex-presidentes e intelectuais da América Latina.
"Desenvolvimento e Coesão Social" é o título do artigo. No artigo Lula explica os objetivos da política social do Brasil, onde ressalta o Programa de Bolsa Família que até hoje tem apoiado a mais de 11 milhões de famílias o que representa mais de 45 milhões de brasileiros. Destaca também os investimentos do Governo Federal na educação dos jovens de escassos recursos, que encontravam-se marginalizados do ensino superior. Com a criação da Bolsa Estudo hoje são beneficiados mais de 400 mil jovens com bolsas de estudos integrais e parciais em universidades privadas.
O artigo, interessante por ser um dos poucos publicados de autoria do Presidente, coloca ênfase nos principais programas socias do governo brasileiro, tais como a reforma agrária e as ações da agricultura familiar, a luta do governo contra a discriminação, o crescimento econômico sustentável e a diminuição da desigualdade, onde ressalta o crescimento do PIB e seus efeitos na diminuição da desigualdade sociual, destacando-se a geração de novos empregos, o aumento da renda média anual ds brasileiros -que aumentou em 5,3% entre 2003 e 2006 e o salário mínimo -que teve um aumento de 53% até meados de 2008-, permitindo que mais de 20 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E rumo à classe C, alcançando-se, em 2007, uma meta que até alguns anos parecia inalcançável: a classe média passou a representar à maioria da população brasileira.
Os novos desafios para Iberoamérica 2020, segundo Lula são a continuação do crescimento com a consolidação dos programas sociais, a ampliação dos programas de infra-estrutura, a questão energética, -com a exploração das novas reservas de petróleo. No âmbito regional destaca-se no artigo, que o compartilhamento das experiências bem sucedidas com os vizinhos é fundamental para conseguir difundir as externalidades positivas do crescimento econômico e avanços sociais. Dentre dessas experiências destacam-se a Bolsa Família, o combate a doenças como o HIV/AIDS e a questão dos biocombustíveis, dentre outros.
Finalmente Presidente chama a uma solidariedade global, sendo este na realidade uma verdadeira marca do Lula e que deverá ser sua grande contribuição ao mundo no bicentenário da independência de muitos países de Iberoamérica.
Outros ex-presidentes escrevem também no livro do Felipe Gonzalez, dentre eles o ex-presidente Fernado Henrique Cardoso, com uma contribuição que vai precisamete no sentido oposto ao artigo do Presidente Lula. O ex-presidente ressalta a fragilides da democracia na América Latina e chama a atenção sobre uma nova onda populista na região. Diferentemente, o Lula destaca o processo de consolidação da democracia.
Exército confirma morte de 11 militares no Haiti; terremoto mata também Zilda Arns
O gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR) confirmou nesta quarta-feira (13) que Zilda Arns morreu em missão no Haiti, país que sofreu um terremoto de 7 graus na escala Richter nesta terça-feira. O senador é sobrinho de Zilda Arns.
Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, estava em missão humanitária no país e está entre as vítimas do terremoto
UOL Notícias.
Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. A Pastoral da Criança é um órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
A morte de Zilda Arns foi confirmada também pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ao UOL Notícias.
Além de Arns, morreram pelo menos quatro militares brasileiros que servem na força de paz da ONU no país caribenho, informou o Exército nesta quarta-feira.
O Brasil vai enviar US$ 10 milhões e 14 toneladas de alimentos ao Haiti. Um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) vai decolar no final da manhã de hoje para Belém com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o embaixador brasileiro no Haiti Igor Kipman, que estava em Brasília aguardando autorização para seguir até Porto Príncipe.
Missão brasileira no Haiti
O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército.
O general Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe do setor de comunicação social do Exército, disse a jornalistas que há grande número de militares brasileiros desaparecidos após o terremoto.
O Brasil, que lidera as tropas de paz da ONU no Haiti, participa da Minustah com 1.266 militares. O contingente total da missão é de 9.065 pessoas, sendo 7.031 militares, segundo dados de novembro.
*Com informações de Keila Santana, do UOL Notícias em Brasília, e das agências internacionais.
A política paraene e a teoria da complexide - Fala um caboclo de Igarapé.
O ex Deputado e político paraense Parsifal Pontes, com sua brilhante lenguagem faz uma análise sobre a entrevista da Governadora Ana Julia no Programa Argumento de uma emissora de TVdo Estado. Gostei e postei!
A governadora Ana Júlia, no programa Argumento, concedeu, ontem, mais uma entrevista.
O mesmo enredo das outras intui que a governadora acredita na eficiência do dito de que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.
Caboclo de igarapé, tenho visto muita pedra dura criar tanto limo que a água não mais bate: apenas passa.
Concordo, conceitualmente, com a governadora quando ela diz que trata o PMDB melhor que o governo passado.
Dialeticamente, todavia, devo discordar: se o PT trata “melhor” o PMDB, é sinal que o PSDB o teria tratado bem e o PT apenas melhorou a atenção.
Como o PSDB tratou mal o PMDB, fique claro que o PT apenas o tratou menos mal.
Semanticamente, a conclusão a que se chega é que o PMDB foi maltratado no governo que passou e continua sendo neste.
PSDB e PT se valeram da infantaria peemedebista e do prestígio do seu general para se encastelar no Palácio dos Despachos e depois, destarte as juras de apreço, cuspiram-lhe no rosto.
Quando rareia a saliva vêm oferecer lenços de seda para secar o cuspe. Ambos, portanto, ao PMDB, lembram aqueles versos do Augusto dos Anjos, para quem “o beijo é a véspera do escarro”.
A governadora também afirma, na sustentação da sua tese que de o PMDB deveria marchar com ela, que o partido “tem memória, foi desidratado no governo anterior”.
Ocorre que na política o momentum é avaliado de forma diversa daquela que Sir Isaac Newton o definiu para a física: nela não há a conservação do momento linear.
Traduzindo a equação: a memória do PMDB está mais próxima da raiva que o PT o tem causado agora do que daquela que o PSBD o causou antanho.
Não sinalizo, nesta asserção, que eu, como um militante peemedebista, defenda uma aliança com o PSDB.
Prefiro significar que o partido tem musculatura para disputar a eleição majoritária em cabeça de chapa, por possuir cabeças de pontes bem estruturadas.
A desinteligência do atual governo não conseguiu superar o desapreço com as alianças firmadas. O PMDB não deseja, não quer, e nunca aceitará ser tratado como uma tendência do PT.
Se o PT pretende governar só que dispute a eleição sem companhia. O PMDB deve desejar, se fizer alianças com quem quer que seja, fazer parte do governo, efetivamente implantando a sua política administrativa no devido espaço que lhe for destinado.
Parsifal Pontes
Quem decidirá a eleição no Chile?
Apos da última pesquisa de intenções de voto que dão ao candidato da direita chilena um triunfo por menos de um dígito, frente ao candidato da Concertação de centro direita, Eduardo Frei, surgiu o salvador da patria que pode dar uma reviravolta nas eleições do domingo 17, no Chile.
"Desenvolvimento e Coesão Social" é o título do artigo. No artigo Lula explica os objetivos da política social do Brasil, onde ressalta o Programa de Bolsa Família que até hoje tem apoiado a mais de 11 milhões de famílias o que representa mais de 45 milhões de brasileiros. Destaca também os investimentos do Governo Federal na educação dos jovens de escassos recursos, que encontravam-se marginalizados do ensino superior. Com a criação da Bolsa Estudo hoje são beneficiados mais de 400 mil jovens com bolsas de estudos integrais e parciais em universidades privadas.
O artigo, interessante por ser um dos poucos publicados de autoria do Presidente, coloca ênfase nos principais programas socias do governo brasileiro, tais como a reforma agrária e as ações da agricultura familiar, a luta do governo contra a discriminação, o crescimento econômico sustentável e a diminuição da desigualdade, onde ressalta o crescimento do PIB e seus efeitos na diminuição da desigualdade sociual, destacando-se a geração de novos empregos, o aumento da renda média anual ds brasileiros -que aumentou em 5,3% entre 2003 e 2006 e o salário mínimo -que teve um aumento de 53% até meados de 2008-, permitindo que mais de 20 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E rumo à classe C, alcançando-se, em 2007, uma meta que até alguns anos parecia inalcançável: a classe média passou a representar à maioria da população brasileira.
Os novos desafios para Iberoamérica 2020, segundo Lula são a continuação do crescimento com a consolidação dos programas sociais, a ampliação dos programas de infra-estrutura, a questão energética, -com a exploração das novas reservas de petróleo. No âmbito regional destaca-se no artigo, que o compartilhamento das experiências bem sucedidas com os vizinhos é fundamental para conseguir difundir as externalidades positivas do crescimento econômico e avanços sociais. Dentre dessas experiências destacam-se a Bolsa Família, o combate a doenças como o HIV/AIDS e a questão dos biocombustíveis, dentre outros.
Finalmente Presidente chama a uma solidariedade global, sendo este na realidade uma verdadeira marca do Lula e que deverá ser sua grande contribuição ao mundo no bicentenário da independência de muitos países de Iberoamérica.
Outros ex-presidentes escrevem também no livro do Felipe Gonzalez, dentre eles o ex-presidente Fernado Henrique Cardoso, com uma contribuição que vai precisamete no sentido oposto ao artigo do Presidente Lula. O ex-presidente ressalta a fragilides da democracia na América Latina e chama a atenção sobre uma nova onda populista na região. Diferentemente, o Lula destaca o processo de consolidação da democracia.
Exército confirma morte de 11 militares no Haiti; terremoto mata também Zilda Arns
O gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR) confirmou nesta quarta-feira (13) que Zilda Arns morreu em missão no Haiti, país que sofreu um terremoto de 7 graus na escala Richter nesta terça-feira. O senador é sobrinho de Zilda Arns.
Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, estava em missão humanitária no país e está entre as vítimas do terremoto
UOL Notícias.
Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. A Pastoral da Criança é um órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
A morte de Zilda Arns foi confirmada também pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC) ao UOL Notícias.
Além de Arns, morreram pelo menos quatro militares brasileiros que servem na força de paz da ONU no país caribenho, informou o Exército nesta quarta-feira.
O Brasil vai enviar US$ 10 milhões e 14 toneladas de alimentos ao Haiti. Um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) vai decolar no final da manhã de hoje para Belém com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o embaixador brasileiro no Haiti Igor Kipman, que estava em Brasília aguardando autorização para seguir até Porto Príncipe.
Missão brasileira no Haiti
O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército.
O general Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe do setor de comunicação social do Exército, disse a jornalistas que há grande número de militares brasileiros desaparecidos após o terremoto.
O Brasil, que lidera as tropas de paz da ONU no Haiti, participa da Minustah com 1.266 militares. O contingente total da missão é de 9.065 pessoas, sendo 7.031 militares, segundo dados de novembro.
*Com informações de Keila Santana, do UOL Notícias em Brasília, e das agências internacionais.
A política paraene e a teoria da complexide - Fala um caboclo de Igarapé.
O ex Deputado e político paraense Parsifal Pontes, com sua brilhante lenguagem faz uma análise sobre a entrevista da Governadora Ana Julia no Programa Argumento de uma emissora de TVdo Estado. Gostei e postei!
A governadora Ana Júlia, no programa Argumento, concedeu, ontem, mais uma entrevista.
O mesmo enredo das outras intui que a governadora acredita na eficiência do dito de que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.
Caboclo de igarapé, tenho visto muita pedra dura criar tanto limo que a água não mais bate: apenas passa.
Concordo, conceitualmente, com a governadora quando ela diz que trata o PMDB melhor que o governo passado.
Dialeticamente, todavia, devo discordar: se o PT trata “melhor” o PMDB, é sinal que o PSDB o teria tratado bem e o PT apenas melhorou a atenção.
Como o PSDB tratou mal o PMDB, fique claro que o PT apenas o tratou menos mal.
Semanticamente, a conclusão a que se chega é que o PMDB foi maltratado no governo que passou e continua sendo neste.
PSDB e PT se valeram da infantaria peemedebista e do prestígio do seu general para se encastelar no Palácio dos Despachos e depois, destarte as juras de apreço, cuspiram-lhe no rosto.
Quando rareia a saliva vêm oferecer lenços de seda para secar o cuspe. Ambos, portanto, ao PMDB, lembram aqueles versos do Augusto dos Anjos, para quem “o beijo é a véspera do escarro”.
A governadora também afirma, na sustentação da sua tese que de o PMDB deveria marchar com ela, que o partido “tem memória, foi desidratado no governo anterior”.
Ocorre que na política o momentum é avaliado de forma diversa daquela que Sir Isaac Newton o definiu para a física: nela não há a conservação do momento linear.
Traduzindo a equação: a memória do PMDB está mais próxima da raiva que o PT o tem causado agora do que daquela que o PSBD o causou antanho.
Não sinalizo, nesta asserção, que eu, como um militante peemedebista, defenda uma aliança com o PSDB.
Prefiro significar que o partido tem musculatura para disputar a eleição majoritária em cabeça de chapa, por possuir cabeças de pontes bem estruturadas.
A desinteligência do atual governo não conseguiu superar o desapreço com as alianças firmadas. O PMDB não deseja, não quer, e nunca aceitará ser tratado como uma tendência do PT.
Se o PT pretende governar só que dispute a eleição sem companhia. O PMDB deve desejar, se fizer alianças com quem quer que seja, fazer parte do governo, efetivamente implantando a sua política administrativa no devido espaço que lhe for destinado.
Parsifal Pontes
Quem decidirá a eleição no Chile?
Apos da última pesquisa de intenções de voto que dão ao candidato da direita chilena um triunfo por menos de um dígito, frente ao candidato da Concertação de centro direita, Eduardo Frei, surgiu o salvador da patria que pode dar uma reviravolta nas eleições do domingo 17, no Chile.Marco Enríquez-Ominami, terceiro colocado no primeiro turno, que obteve mais de 20% dos votos, declarou se apoio a Frei, criticamente, manifestou que votará pelo candidato que o povo do Chile tinha dado um respaldo de 29%, sem mencionar o nome do Frei, Enríquez manifestou que as diferencias com a direita são irrecobciliáveis, por serem eles os continuadores da política pinochetista e responsáveis pelo assassinato de milhares de chilenos e do seu padre o lider da esquerda Miguel Enríquez, assassinado pela ditadura em 1974.
apesar do apoio a Frei Enriquez dize que "Frei e Pinhera representam o passado e não o futuro.
Assim, "não emprestaremos nossa ropa a ninguem para cubrir sua vergonha e contruiremos um partido moderno, programático, um partido deste século", manifestou.
"No hemos negociado nada y no negociaré nada (...). No quiero nada para mí. No me verán en cargo alguno en el próximo gobierno", afirmó, dejando claro que encabezará "una oposición constructiva, propositiva, firme, rigurosa, combativa, pensando en lo que sea mejor" para el país.
"Somos la tercera fuerza de Chile, no le prestamos ropa a nadie para cubrir sus vergüenzas y construiremos un partido programático, moderno, un partido de este siglo", añadió, recordando que para él tanto Piñera como Frei "son demasiado partícipes del oscuro pasado de Chile".
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Aqui em Brasília - MENSALÃO DO DEM:STJ determina quebra de sigilos de Arruda
Foram abertas informações bancárias e fiscais do governador e de mais 15 envolvidos no esquema do mensalão do DEM
Arruda disse que, desde o início do processo, colocou seus dados à disposição da Justiça; decisão também atinge a primeira-dama
HUDSON CORRÊA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Fernando Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do governador José Roberto Arruda (ex-DEM) e de outros 15 envolvidos no chamado mensalão do DEM. A decisão, do dia 18 de dezembro, só foi divulgada ontem. Também foram abertos os sigilos do presidente da Câmara do DF, deputado Leonardo Prudente, flagrado colocando dinheiro na meia, e da deputada Eurídes Brito (PMDB).
São os deputados distritais que vão decidir sobre pedido de impeachment proposto contra Arruda, acusado de cobrar propina de empresas de informática, ficar com 40% do dinheiro e distribuir o resto a aliados.
Até a mulher do governador, Flávia Arruda, foi atingida pela decisão judicial, pois houve a quebra de sigilo do Instituto Fraterna, entidade de assistência social presidida por ela.
Há suspeita de que as despesas da ONG eram pagas com dinheiro de propina. A primeira-dama nega. Outra entidade de assistência, a Associação Brasiliense dos Amigos de Arruda, também teve o sigilo quebrado. A Fraterna e a associação foram alvos de busca e apreensão da Polícia Federal em dezembro. O inquérito da PF que investiga Arruda corre no STJ, onde ele tem foro privilegiado. Gonçalves entendeu que não era necessária a autorização da Câmara do DF para determinar a quebra. O aval dos deputados é, atualmente, indispensável para abertura de ação penal contra um governador.
Outros envolvidos atingidos pela medida do STJ são Domingos Lamoglia, conselheiro do Tribunal de Contas do DF; Fábio Simão, chefe de gabinete de Arruda até o escândalo; José Luiz Valente, que era o secretário de Educação; o assessor da Secretaria de Educação Gibrail Gebrim; e Omézio Pontes, ex-assessor de imprensa.
A decisão do ministro ainda atinge as empresas Adler, Vertax, Infoeducacional, Unirepro, Linknet e CTIS, que, segundo Durval Barbosa, ex-secretário de Arruda, pagavam propina para o esquema em troca de contratos. As empresas negam as acusações.
Arruda disse que, desde o início do processo, colocou seus dados à disposição da Justiça; decisão também atinge a primeira-dama
HUDSON CORRÊA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O ministro Fernando Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do governador José Roberto Arruda (ex-DEM) e de outros 15 envolvidos no chamado mensalão do DEM. A decisão, do dia 18 de dezembro, só foi divulgada ontem. Também foram abertos os sigilos do presidente da Câmara do DF, deputado Leonardo Prudente, flagrado colocando dinheiro na meia, e da deputada Eurídes Brito (PMDB).
São os deputados distritais que vão decidir sobre pedido de impeachment proposto contra Arruda, acusado de cobrar propina de empresas de informática, ficar com 40% do dinheiro e distribuir o resto a aliados.
Até a mulher do governador, Flávia Arruda, foi atingida pela decisão judicial, pois houve a quebra de sigilo do Instituto Fraterna, entidade de assistência social presidida por ela.
Há suspeita de que as despesas da ONG eram pagas com dinheiro de propina. A primeira-dama nega. Outra entidade de assistência, a Associação Brasiliense dos Amigos de Arruda, também teve o sigilo quebrado. A Fraterna e a associação foram alvos de busca e apreensão da Polícia Federal em dezembro. O inquérito da PF que investiga Arruda corre no STJ, onde ele tem foro privilegiado. Gonçalves entendeu que não era necessária a autorização da Câmara do DF para determinar a quebra. O aval dos deputados é, atualmente, indispensável para abertura de ação penal contra um governador.
Outros envolvidos atingidos pela medida do STJ são Domingos Lamoglia, conselheiro do Tribunal de Contas do DF; Fábio Simão, chefe de gabinete de Arruda até o escândalo; José Luiz Valente, que era o secretário de Educação; o assessor da Secretaria de Educação Gibrail Gebrim; e Omézio Pontes, ex-assessor de imprensa.
A decisão do ministro ainda atinge as empresas Adler, Vertax, Infoeducacional, Unirepro, Linknet e CTIS, que, segundo Durval Barbosa, ex-secretário de Arruda, pagavam propina para o esquema em troca de contratos. As empresas negam as acusações.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Chile - As Leições para o Brasil: A Concertação está pronta para entregar o poder aos seguidores do Pinochet
A uma semana das eleições no Chile, já no segundo turno, o candidato da “Alianza por Chile”, Sebastian Pinhera, supera nas intenções de voto ao candidato concertacionista, Eduardo Frei. Uma pesquisa do jornal El Mercurio da como ganhador a Pinhera por (46,1%) a (41%) que conseguiria o candidato da Concertação Eduardo Frei, nas principais cidades do Chile: Santiago, Concepción y Valparaíso.
Guardando as reservas da fonte das pesquisas (El Mercurio é o jornal da direita por excelência no Chile e partidário do candidato opositor).
Para evitar um triunfo da direita os chilenos estariam obrigados a votar por Frei, o pior e menos expressivo candidato que poderia ter indicado o bloco governista. Frei já foi presidente do Chile e seu governo não deixou saudades aos chilenos e hoje se apresenta como uma versão renovada, com sua proposta de ser continuador da presidenta Bachelett que está com mais de 81% de aprovação por um governo de alta qualidade, voltado principalmente para o crescimento do social.
Apesar dessa vantagem ainda é possível reverter essa situação. Falta a definição de um dos candidatos que quedou no caminho. Com um capital de mais de 1 milhão quinhentos mil votos, o independente Marco Enríquez, que ficou como terceiro colocado e que não passou ao segundo turno, ainda não manifesta sua intenção de votos. Dos mais de 20% de votos que obteve Enríquez, Frei precisa mais 6%, já que somou cerca de 5% do quarto candidato de esquerda, Jorge Arrate, votos duros que passariam integralmente a Frei. Se Enríquez declara publicamente seu respaldo ao candidato da Concertação, ainda nestes dias, poderia ocorrer o milagre de Frei ganhar a eleição e a concertação continuar no poder, caso contrario, Chile voltará a ser governada pela direita, esta vez, em eleições democráticas e as mais disputadas da história.
Guardando as reservas da fonte das pesquisas (El Mercurio é o jornal da direita por excelência no Chile e partidário do candidato opositor).
Para evitar um triunfo da direita os chilenos estariam obrigados a votar por Frei, o pior e menos expressivo candidato que poderia ter indicado o bloco governista. Frei já foi presidente do Chile e seu governo não deixou saudades aos chilenos e hoje se apresenta como uma versão renovada, com sua proposta de ser continuador da presidenta Bachelett que está com mais de 81% de aprovação por um governo de alta qualidade, voltado principalmente para o crescimento do social.
Apesar dessa vantagem ainda é possível reverter essa situação. Falta a definição de um dos candidatos que quedou no caminho. Com um capital de mais de 1 milhão quinhentos mil votos, o independente Marco Enríquez, que ficou como terceiro colocado e que não passou ao segundo turno, ainda não manifesta sua intenção de votos. Dos mais de 20% de votos que obteve Enríquez, Frei precisa mais 6%, já que somou cerca de 5% do quarto candidato de esquerda, Jorge Arrate, votos duros que passariam integralmente a Frei. Se Enríquez declara publicamente seu respaldo ao candidato da Concertação, ainda nestes dias, poderia ocorrer o milagre de Frei ganhar a eleição e a concertação continuar no poder, caso contrario, Chile voltará a ser governada pela direita, esta vez, em eleições democráticas e as mais disputadas da história.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Assuntos Estratégicos - Plano de Desenvolvimento vai integrar a licitação de Belo Monte
6/1/2010 18:01
Da Redação
Agência Pará
O Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS) será finalizado até 31 de maio deste ano para inclusão no leilão de Belo Monte. Ou seja, a empresa que vencer a licitação da obra terá que implementar as ações do documento, beneficiando a população dos 10 municípios da região. A finalização do PDRS será feita por um grupo de trabalho intergovernamental formado por 19 órgãos do governo federal e 25 do Estado.
Decretos lançados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (de 19 de novembro de 2009) e pela governadora Ana Júlia Carepa (nº 1.979, de 30 de novembro de 2009) criaram o GTI. O grupo tem uma secretaria executiva formada pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir) para coordenar os trabalhos.
O PDRS é um instrumento de planejamento com vistas ao desenvolvimento socioeconômico da região, por meio de ações e obras a serem implementados a curto, médio e longo prazos. Fazem parte da região do Xingu os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.
O governo do Estado, através da Seir, já realizou o diagnóstico da realidade local e as consultas públicas. O diretor de Integração Territorial da Seir, Denivaldo Pinheiro, explica que o GTI vai revisar o diagnóstico e fazer o cruzamento das ações demandadas nas consultas públicas com as previstas pelos governos federal e estadual para definir as diretrizes e as ações estratégicas.
A primeira reunião da secretaria executiva acontece no próximo dia 14, no auditório do Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém. Mas o GTI já começou a trabalhar após encontro no mês passado, em Brasília. A próxima reunião ampliada será nos dias 1 e 2 de fevereiro, também na capital paraense.
Membros - Cada órgão integrante do GTI do Xingu vai definir as ações correspondentes às suas respectivas áreas de atuação. Os órgãos do governo federal no grupo, são Casa Civil e Secretarias de Assuntos Estratégicos e de relações Institucionais da Presidência da República; Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Educação; da Saúde; das Cidades; de Minas e Energia; do Desenvolvimento Agrário; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; da Integração Nacional; do Meio Ambiente; do Planejamento, Orçamento e Gestão; dos Transportes; do Trabalho e Emprego; da Justiça; e de Pesca e Aqüicultura; e Centrais Elétricas Brasileiras.
Os órgãos do Estado no GTI, são Casa Civil do Governo do Estado; secretarias de Estado de Integração Regional; de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof); de Agricultura (Sagri); de Governo (Segov); de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes); de Cultura (Secult); de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect); de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb); da Fazenda (Sefa); de Educação (Seduc); de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh); de Meio Ambiente (Sema); de Obras Públicas (Seop); de Pesca e Aqüicultura (Sepaq); de Projetos Estratégicos (Sepe); de Saúde (Sespa); de Segurança Pública (Segup); de Trabalho, Emprego e Renda (Seter); e de Transporte (Setran); Institutos de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp); de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor); e de Terras do Pará (Iterpa), Companhia Paraense de Turismo (Paratur); e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-PA).
Da Redação
Agência Pará
O Plano de Desenvolvimento Regional do Xingu (PDRS) será finalizado até 31 de maio deste ano para inclusão no leilão de Belo Monte. Ou seja, a empresa que vencer a licitação da obra terá que implementar as ações do documento, beneficiando a população dos 10 municípios da região. A finalização do PDRS será feita por um grupo de trabalho intergovernamental formado por 19 órgãos do governo federal e 25 do Estado.
Decretos lançados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (de 19 de novembro de 2009) e pela governadora Ana Júlia Carepa (nº 1.979, de 30 de novembro de 2009) criaram o GTI. O grupo tem uma secretaria executiva formada pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir) para coordenar os trabalhos.
O PDRS é um instrumento de planejamento com vistas ao desenvolvimento socioeconômico da região, por meio de ações e obras a serem implementados a curto, médio e longo prazos. Fazem parte da região do Xingu os municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu.
O governo do Estado, através da Seir, já realizou o diagnóstico da realidade local e as consultas públicas. O diretor de Integração Territorial da Seir, Denivaldo Pinheiro, explica que o GTI vai revisar o diagnóstico e fazer o cruzamento das ações demandadas nas consultas públicas com as previstas pelos governos federal e estadual para definir as diretrizes e as ações estratégicas.
A primeira reunião da secretaria executiva acontece no próximo dia 14, no auditório do Centro Integrado de Governo (CIG), em Belém. Mas o GTI já começou a trabalhar após encontro no mês passado, em Brasília. A próxima reunião ampliada será nos dias 1 e 2 de fevereiro, também na capital paraense.
Membros - Cada órgão integrante do GTI do Xingu vai definir as ações correspondentes às suas respectivas áreas de atuação. Os órgãos do governo federal no grupo, são Casa Civil e Secretarias de Assuntos Estratégicos e de relações Institucionais da Presidência da República; Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Educação; da Saúde; das Cidades; de Minas e Energia; do Desenvolvimento Agrário; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; da Integração Nacional; do Meio Ambiente; do Planejamento, Orçamento e Gestão; dos Transportes; do Trabalho e Emprego; da Justiça; e de Pesca e Aqüicultura; e Centrais Elétricas Brasileiras.
Os órgãos do Estado no GTI, são Casa Civil do Governo do Estado; secretarias de Estado de Integração Regional; de Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof); de Agricultura (Sagri); de Governo (Segov); de Assistência e Desenvolvimento Social (Sedes); de Cultura (Secult); de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect); de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb); da Fazenda (Sefa); de Educação (Seduc); de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh); de Meio Ambiente (Sema); de Obras Públicas (Seop); de Pesca e Aqüicultura (Sepaq); de Projetos Estratégicos (Sepe); de Saúde (Sespa); de Segurança Pública (Segup); de Trabalho, Emprego e Renda (Seter); e de Transporte (Setran); Institutos de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp); de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor); e de Terras do Pará (Iterpa), Companhia Paraense de Turismo (Paratur); e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater-PA).
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Chile de Norte a Sul - A Concertação cometeu seu erro histórico e pagará caro por isso
Tenho viajado pelo chile de Norte a Sul e de Sul a Norte, visitado cidades da cordilheira ao mar e todo mundo com quem falo concorda: a concertação cometeu um dos seus principais erros, desconhecer a força da diversidade e da disidencia.
Os presidentes dos partidos socialistas e democratacristianos, reprovaram a realização primárias internas, o que na realidade não mudaria a indicação do candidato mayoritário do bloque, apenas consolidaria sua força e legitimaria sua candidatura. Não foi assim e um dos jovens militantes do Partido Socialista, Marco Enríquez, renunciou e se apresentou como independente, passando de 1% das preferência eleitorais para mais de 20%, resultando o terceiro colocado e sendo hoje depositário de mais de um milhão 500 mil votos que podem decidir a eleição do Segundo Turno.
Os sociaslistas e democratacristiãos preferem perder a eleição a reconhecer seus erros. E menos aceitar o chamado de todas as correntes da Izquierda de que os presidentes dos partidos devem renunciar para assim ampliar o leque de apios ao candidato do Bloque, Eduardo Frei.
O perigo de um trunfo da direita é iminente e muitos ex Marquistas (que apoiaram a Marco Enríquez) preferem hoje votar na direita, como voto de castigo à insenzatez política da concertação.
Assim, a direita pode ganhar e arrebatar o trunfo à concertação. Teriamos direita por mais 12 anos.
Os presidentes dos partidos socialistas e democratacristianos, reprovaram a realização primárias internas, o que na realidade não mudaria a indicação do candidato mayoritário do bloque, apenas consolidaria sua força e legitimaria sua candidatura. Não foi assim e um dos jovens militantes do Partido Socialista, Marco Enríquez, renunciou e se apresentou como independente, passando de 1% das preferência eleitorais para mais de 20%, resultando o terceiro colocado e sendo hoje depositário de mais de um milhão 500 mil votos que podem decidir a eleição do Segundo Turno.
Os sociaslistas e democratacristiãos preferem perder a eleição a reconhecer seus erros. E menos aceitar o chamado de todas as correntes da Izquierda de que os presidentes dos partidos devem renunciar para assim ampliar o leque de apios ao candidato do Bloque, Eduardo Frei.
O perigo de um trunfo da direita é iminente e muitos ex Marquistas (que apoiaram a Marco Enríquez) preferem hoje votar na direita, como voto de castigo à insenzatez política da concertação.
Assim, a direita pode ganhar e arrebatar o trunfo à concertação. Teriamos direita por mais 12 anos.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Aqui no Chile - Um país de cerejas, vinhedos e rosas
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
Biodiversidade - Cadeia produtiva da castnha
Começou a safra da castanha do Pará. No Acre, principal estado produtor, a coleta ajuda na renda dos pequenos agricultores.
É inverno amazônico. A época de verão para o restante do país não é considerada assim para quem vive no meio da floresta porque chove muito e o acesso por estradas fica bastante comprometido.
Para chegar à casa do agricultor José Francisco de Freitas, que mora a dez anos no lugar, a equipe de reportagem precisou seguir a pé. Ele coleta castanha e extrai borracha, produtos que geram uma renda de quase mil reais por ano. Para a alimentação da família ele mantém pequenas plantações e cria alguns animais.
“A gente produz, no caso do arroz e do feijão, para a subsistência. Chega a safra da castanha e é uma ajuda. Tem também a ajuda do gado, que a gente tem para manter a subsistência da família”, falou seu José.
O trabalho do seu José com a coleta dos ouriços de castanha começa com o preparo das ferramentas. Quase todas são feitas com materiais extraídos da própria floresta, como a fibra utilizada para fazer o balaio ou panero, como se diz pela região.
Já no meio da floresta, ele procura uma mão de onça. Mas não é do bicho onça. Ele olha para o lado, pega um galho, corta, pega mais uns galhos finos e está pronta mais uma ferramenta feita na hora.
“A gente faz a mão de onça para a colheita ouriço, de castanha”, explicou seu José.
A coleta da castanha é feita entre os meses de dezembro e março. Na última safra o seu José vendeu 52 latas do produtor, cada uma com dez quilos. A renda total foi de R$ 520. Ele recebeu pelas castanhas R$ 2,00 a mais por lata do que o preço pago no mercado. Isso porque ele participa de um programa de boas práticas, que aumenta o valor do produto.
“Amontoa e deixa amontoado por dois ou três dias no máximo. Aí tem que quebrar e levar para casa e colocar para enxugar. Depois, tem a catação da castanha para tirar todas as impurezas”, esclareceu seu José.
Outras 23 famílias fazem parte da mesma associação de extrativismo que o seu José. A castanha coletada pelos produtores vai para o novo armazém da comunidade. Além das boas práticas e da estrutura de armazenamento, a associação dos extrativistas busca a certificação internacional do produto orgânico, titulo que pode render até R$ 2,00 a mais por lata de castanha vendida.
Da comunidade a castanha é carregada diretamente para a cooperativa, que recebe quase a metade de toda a produção do Estado. O controle de qualidade, que começa na floresta, continua na cooperativa. A castanha passa por um processo de secagem e classificação. Depois de esterilizada, a casca é quebrada e a amêndoa ou a própria castanha passa por outra separação, onde são tiradas impurezas como cascas e amêndoas quebradas. Elas são colocadas ainda em estufas para mais uma secagem de 20 horas.
Depois de tudo, elas voltam para uma classificação manual e seguem para serem embaladas a vácuo, em caixas de 20 quilos cada. Na safra passada a cooperativa conseguiu negociar o produto ao preço de R$ 17 a lata. Para esta safra a expectativa é aumentar o preço.
“Nós temos uma grande perspectiva para 2010. No momento ainda não temos uma definição de preço. Mas estamos na expectativa de que vai melhorar em relação a 2009”, falou Manoel Monteiro de Oliveira, representante da Cooperacre.
O Acre é responsável por 34% da produção nacional de castanha do Pará.
É inverno amazônico. A época de verão para o restante do país não é considerada assim para quem vive no meio da floresta porque chove muito e o acesso por estradas fica bastante comprometido.
Para chegar à casa do agricultor José Francisco de Freitas, que mora a dez anos no lugar, a equipe de reportagem precisou seguir a pé. Ele coleta castanha e extrai borracha, produtos que geram uma renda de quase mil reais por ano. Para a alimentação da família ele mantém pequenas plantações e cria alguns animais.
“A gente produz, no caso do arroz e do feijão, para a subsistência. Chega a safra da castanha e é uma ajuda. Tem também a ajuda do gado, que a gente tem para manter a subsistência da família”, falou seu José.
O trabalho do seu José com a coleta dos ouriços de castanha começa com o preparo das ferramentas. Quase todas são feitas com materiais extraídos da própria floresta, como a fibra utilizada para fazer o balaio ou panero, como se diz pela região.
Já no meio da floresta, ele procura uma mão de onça. Mas não é do bicho onça. Ele olha para o lado, pega um galho, corta, pega mais uns galhos finos e está pronta mais uma ferramenta feita na hora.
“A gente faz a mão de onça para a colheita ouriço, de castanha”, explicou seu José.
A coleta da castanha é feita entre os meses de dezembro e março. Na última safra o seu José vendeu 52 latas do produtor, cada uma com dez quilos. A renda total foi de R$ 520. Ele recebeu pelas castanhas R$ 2,00 a mais por lata do que o preço pago no mercado. Isso porque ele participa de um programa de boas práticas, que aumenta o valor do produto.
“Amontoa e deixa amontoado por dois ou três dias no máximo. Aí tem que quebrar e levar para casa e colocar para enxugar. Depois, tem a catação da castanha para tirar todas as impurezas”, esclareceu seu José.
Outras 23 famílias fazem parte da mesma associação de extrativismo que o seu José. A castanha coletada pelos produtores vai para o novo armazém da comunidade. Além das boas práticas e da estrutura de armazenamento, a associação dos extrativistas busca a certificação internacional do produto orgânico, titulo que pode render até R$ 2,00 a mais por lata de castanha vendida.
Da comunidade a castanha é carregada diretamente para a cooperativa, que recebe quase a metade de toda a produção do Estado. O controle de qualidade, que começa na floresta, continua na cooperativa. A castanha passa por um processo de secagem e classificação. Depois de esterilizada, a casca é quebrada e a amêndoa ou a própria castanha passa por outra separação, onde são tiradas impurezas como cascas e amêndoas quebradas. Elas são colocadas ainda em estufas para mais uma secagem de 20 horas.
Depois de tudo, elas voltam para uma classificação manual e seguem para serem embaladas a vácuo, em caixas de 20 quilos cada. Na safra passada a cooperativa conseguiu negociar o produto ao preço de R$ 17 a lata. Para esta safra a expectativa é aumentar o preço.
“Nós temos uma grande perspectiva para 2010. No momento ainda não temos uma definição de preço. Mas estamos na expectativa de que vai melhorar em relação a 2009”, falou Manoel Monteiro de Oliveira, representante da Cooperacre.
O Acre é responsável por 34% da produção nacional de castanha do Pará.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Aqui no Chile - Depois de erros históricos do Partido Socialista, seu presidente prefire perder as eleicoes e renunciar
Só depois de varias renuncias de dirigentas da concertacao, os socialistas optaram também por renunciar. Deve-se lembrar que essa foi a condicao de Marco Enríquez para apoiar a Frei: "renuncia de todos os dirigentes dos partidos do bloco de apoio a Frei, reforma tributária, saúde pública e educacao gratiuita". Marco que resultou em terceiro lugar nas eleicoes do dia 13 de dezembro e que conta com capital de mais de 1,4 milhoes de votos, estaria disposto a apoiar ao candidato da concertacao, desde que se cumpram essas condicoes. O preco é alto, entreatanto a única possibilidade de mais um trunfo da concertacao. Caso contrário a direita retoma o poder no Chile e a concertacao terá que assumir os custos do seu erro político.
Leia (em espanhol) no jornal chileno "La Nación" as declaracoes do Presidente do partido Socialista, Camilo Escalona, quem será o grande responsável da quase certa derrota da Concertacao no segundo turno das eleicoes.
Con Camilo Escalona a la cabeza, la mesa directiva del Partido Socialista decidió poner sus cargos a disposición del Comité Central de la colectividad, en un nuevo gesto al interior de la Concertación a 24 horas del remezón provocado con las renuncias del presidente PRSD José Antonio Gómez y el timonel PPD Pepe Auth.
Pero a diferencia del PRSD y del PPD, donde asumieron directivas interinas, la decisión final en el caso del PS quedó para la segunda vuelta, dado que la convocatoria para el Comité Central está programada recién para el 23 de enero.
Fue en una reunión de más de 3 horas, citada de forma extraordinaria en la sede de la colectividad, donde la plana mayor del PS confrontó sus posiciones, con un Escalona que llegó a la cita con la intención de no emular el gesto de sus colegas radical y pepedé, y la disidencia presionando por dar una señal en pos de más renovación y cambios de cara a la segunda vuelta.
La presión sobre el PS y la DC, partido que también decidió mantener en la testera a Juan Carlos Latorre, se redobló durante esta jornada, con los llamados, por ejemplo de la bancada de diputados del PDD, a que Escalona y Latorre hagan “un gesto de solidaridad con Chile” y la asunción de la presidenta interina pepedé Adriana Muñoz.
El largo debate PS se materializó en una declaración pública donde se formaliza la disposición de dar un paso al costado por parte de la directiva encabezada por Escalona, y que también integran el secretario general Marcelo Schilling, más los vicepresidentes Isabel Allende, Juan Pablo Letelier y Ricardo Solari, y los dirigentes Arturo Martínez, Andrés Santander, Daniel Melo y Eugenio Alcamán.
Pero al término de la cita, Escalona llegó sólo acompañado de Martínez, Schilling y Melo, y leyó una declaración en donde fijan sui postura tras “examinar con atención” los últimos sucesos políticos al internos de la Concertación, “y más particularmente tras las renuncias de los presidentes del PPD y del PRSD”.
La declaración PS subraya que la “tarea de las tareas” es lograr un triunfo electoral el próximo 17 de enero, para lo cual reafirma su compromiso con el diálogo para la confrormación de una mayoría progresista, en alusión a los sectores que en primera vuelta estuvieron con Marco Enríquez Ominami y Jorge Arrate.
Leia (em espanhol) no jornal chileno "La Nación" as declaracoes do Presidente do partido Socialista, Camilo Escalona, quem será o grande responsável da quase certa derrota da Concertacao no segundo turno das eleicoes.
Con Camilo Escalona a la cabeza, la mesa directiva del Partido Socialista decidió poner sus cargos a disposición del Comité Central de la colectividad, en un nuevo gesto al interior de la Concertación a 24 horas del remezón provocado con las renuncias del presidente PRSD José Antonio Gómez y el timonel PPD Pepe Auth.
Pero a diferencia del PRSD y del PPD, donde asumieron directivas interinas, la decisión final en el caso del PS quedó para la segunda vuelta, dado que la convocatoria para el Comité Central está programada recién para el 23 de enero.
Fue en una reunión de más de 3 horas, citada de forma extraordinaria en la sede de la colectividad, donde la plana mayor del PS confrontó sus posiciones, con un Escalona que llegó a la cita con la intención de no emular el gesto de sus colegas radical y pepedé, y la disidencia presionando por dar una señal en pos de más renovación y cambios de cara a la segunda vuelta.
La presión sobre el PS y la DC, partido que también decidió mantener en la testera a Juan Carlos Latorre, se redobló durante esta jornada, con los llamados, por ejemplo de la bancada de diputados del PDD, a que Escalona y Latorre hagan “un gesto de solidaridad con Chile” y la asunción de la presidenta interina pepedé Adriana Muñoz.
El largo debate PS se materializó en una declaración pública donde se formaliza la disposición de dar un paso al costado por parte de la directiva encabezada por Escalona, y que también integran el secretario general Marcelo Schilling, más los vicepresidentes Isabel Allende, Juan Pablo Letelier y Ricardo Solari, y los dirigentes Arturo Martínez, Andrés Santander, Daniel Melo y Eugenio Alcamán.
Pero al término de la cita, Escalona llegó sólo acompañado de Martínez, Schilling y Melo, y leyó una declaración en donde fijan sui postura tras “examinar con atención” los últimos sucesos políticos al internos de la Concertación, “y más particularmente tras las renuncias de los presidentes del PPD y del PRSD”.
La declaración PS subraya que la “tarea de las tareas” es lograr un triunfo electoral el próximo 17 de enero, para lo cual reafirma su compromiso con el diálogo para la confrormación de una mayoría progresista, en alusión a los sectores que en primera vuelta estuvieron con Marco Enríquez Ominami y Jorge Arrate.
Direitos Humanos - Lula tenta amenizar crise e frustra comando militar
Presidente adia definição sobre comissão para investigar crimes durante a ditadura
Tarso Genro afirma que não há "controvérsia insanável" dentro do governo apesar da reação das Forças Armadas a plano de direitos humanos
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ganhar tempo e investir num discurso conciliador e contra "revanchismos" para administrar a tensão entre os militares e a ala do governo mais afinada com as famílias de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.
Lula saiu em férias ontem, e uma definição sobre o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, foco da crise, só será anunciada a partir de abril. Os militares, que aguardavam um recuo concreto do governo em relação aos termos do plano, ficaram frustrados. Acham que Lula "empurra com a barriga".
Abril é o prazo que uma comissão do governo tem para elaborar projeto de lei da Comissão Nacional da Verdade -prevista no Plano de Direitos Humanos- para examinar violações de direitos humanos "praticadas no contexto da repressão política", um dos itens de irritação na área militar.
Outros são a identificação de locais públicos que serviram à repressão e a revogação da Lei da Anistia -além da proposta de cassar os nomes de presidentes militares de pontes, rodovias e prédios públicos. A comissão terá representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa, da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos.
Ontem, as autoridades envolvidas no conflito baixaram o tom das críticas. O secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, entrou em férias e avisou que não comentaria o caso, e o ministro Tarso Genro (Justiça) insistiu em que a palavra final caberá ao presidente.
"Não há nenhum pedido de demissão e nenhuma controvérsia insanável entre Defesa e Secretaria de Direitos Humanos. Isso [o presidente] vai resolver com a sua capacidade de mediação após as férias", disse Tarso, após reunião com Lula.
Também o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica se recusaram a falar. A promessa de Lula, levada a eles por Jobim, é de que a tensão será contornada e que o governo não tem nenhum interesse em provocar os militares e criar-lhes constrangimentos.
Jobim e os comandantes julgam que o plano ignorou todas as sugestões das Forças Armadas e ficou "desequilibrado", pois cobra responsabilidades dos militares, mas não dos seus adversários, "que assaltaram, mataram e sequestraram". Citam até ministros de Lula.
Interlocutores de Lula lembraram ontem que o tom conciliador foi dado pelo presidente desde o anúncio do plano, na segunda-feira antes do Natal. Na ocasião, Lula afirmou que o documento seria "digerido" -ou seja, que havia brechas para novos debates. No discurso, o presidente exaltou a experiência de integrantes do governo que lutaram contra a ditadura, como os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social), Tarso e Vannuchi.
Segundo Lula, Dilma teria comentado, ao passar pelo Comando do 2º Exército (SP), onde esteve presa, que não sentia mais raiva: "Se alguém prendeu a Dilma, se alguém torturou a Dilma achando que tinha acabado a luta da Dilma, ela é uma possível candidata a presidente da República", declarou.
A tensão entre militares e a área de Direitos Humanos não é novidade no governo Lula. Em 2007, foram duras as críticas de militares ao livro "Direito à Memória e à Verdade". Mais complicada foi a reação dos militares ao debate defendido pelo Ministério da Justiça sobre limites da impunidade a torturadores. Uma nova interpretação da Lei de Anistia rachou o governo. Como agora, Lula investiu na conciliação.
Tarso Genro afirma que não há "controvérsia insanável" dentro do governo apesar da reação das Forças Armadas a plano de direitos humanos
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ganhar tempo e investir num discurso conciliador e contra "revanchismos" para administrar a tensão entre os militares e a ala do governo mais afinada com as famílias de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.
Lula saiu em férias ontem, e uma definição sobre o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, foco da crise, só será anunciada a partir de abril. Os militares, que aguardavam um recuo concreto do governo em relação aos termos do plano, ficaram frustrados. Acham que Lula "empurra com a barriga".
Abril é o prazo que uma comissão do governo tem para elaborar projeto de lei da Comissão Nacional da Verdade -prevista no Plano de Direitos Humanos- para examinar violações de direitos humanos "praticadas no contexto da repressão política", um dos itens de irritação na área militar.
Outros são a identificação de locais públicos que serviram à repressão e a revogação da Lei da Anistia -além da proposta de cassar os nomes de presidentes militares de pontes, rodovias e prédios públicos. A comissão terá representantes dos ministérios da Justiça, da Defesa, da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos.
Ontem, as autoridades envolvidas no conflito baixaram o tom das críticas. O secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, entrou em férias e avisou que não comentaria o caso, e o ministro Tarso Genro (Justiça) insistiu em que a palavra final caberá ao presidente.
"Não há nenhum pedido de demissão e nenhuma controvérsia insanável entre Defesa e Secretaria de Direitos Humanos. Isso [o presidente] vai resolver com a sua capacidade de mediação após as férias", disse Tarso, após reunião com Lula.
Também o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica se recusaram a falar. A promessa de Lula, levada a eles por Jobim, é de que a tensão será contornada e que o governo não tem nenhum interesse em provocar os militares e criar-lhes constrangimentos.
Jobim e os comandantes julgam que o plano ignorou todas as sugestões das Forças Armadas e ficou "desequilibrado", pois cobra responsabilidades dos militares, mas não dos seus adversários, "que assaltaram, mataram e sequestraram". Citam até ministros de Lula.
Interlocutores de Lula lembraram ontem que o tom conciliador foi dado pelo presidente desde o anúncio do plano, na segunda-feira antes do Natal. Na ocasião, Lula afirmou que o documento seria "digerido" -ou seja, que havia brechas para novos debates. No discurso, o presidente exaltou a experiência de integrantes do governo que lutaram contra a ditadura, como os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social), Tarso e Vannuchi.
Segundo Lula, Dilma teria comentado, ao passar pelo Comando do 2º Exército (SP), onde esteve presa, que não sentia mais raiva: "Se alguém prendeu a Dilma, se alguém torturou a Dilma achando que tinha acabado a luta da Dilma, ela é uma possível candidata a presidente da República", declarou.
A tensão entre militares e a área de Direitos Humanos não é novidade no governo Lula. Em 2007, foram duras as críticas de militares ao livro "Direito à Memória e à Verdade". Mais complicada foi a reação dos militares ao debate defendido pelo Ministério da Justiça sobre limites da impunidade a torturadores. Uma nova interpretação da Lei de Anistia rachou o governo. Como agora, Lula investiu na conciliação.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Aqui no Chile - Os desafios para América Latina de 2022
Minha primeira saida em Santiago do Chile não foi a um dos meus restaurante preferido do Bairro Bellavista (El Eládio), ou a visita acostumada ao Mercado Central, para deleitar-me com esses mariscais característicos, onde se pode desfrutar da famosa paila (panela) marinha, uma porção de “picorocos” (animal marinho de gosto diferente a qualquer fruto do mar), mariscal quente, ou os famosos "locos com mayo" o Congrio, todo acompanhado de um bom vinho branco (chamado pipenho, ainda não passou pela filtragem). Nada disso, o que fiz foi uma visita urgente à famosa Feira do Livro e depois à Livraria Antártica, onde gastei parte do meu salário na compra de alguns livros.
Um deles que recomendo sem muita paixão porque não traz grande novidade, entretanto é importante sua leitura para saber o que pensam os líderes da América Latina sobre os cenários para 2022: “Iberoamérica 2020, Retos ante la crisis”, (Editado por Felipe Gonzalez, ex-presidente espanhol).
Não poderia ser mais interessante, para quem está trabalhando na produção das metas para o Brasil 2022, caio como luva e aqui estou em café do Bairro Bellavista lendo algumas partes importantes do livro, onde escrevem os mais importantes homens públicos da América Latina (não os melhores teóricos).
Michelle Bachelet escreve: “queremos crescer para incluir e incluir para crescer”, o poeta e escritor mexicano, Carlos Fuentes, “sem educação não há desenvolvimento” e Felipe Gonzáles conclui: “agora a “mão invisível” reclama à política, exige ao Estado que intervenha para salvar o mercado”.
Do livro, destacam os textos, do Presidente Lula, sobre o desenvolvimento e coesão social; de Ricardo lagos, sobre a identidade global para um planeta global; da Presidenta da Argentina, sobre as potencialidades energéticas da América Latina; da Ministra Dilma Rousseff, sobre a Energia e o Brasil no contexto da América Latina; de Beatriz Paredes dirigente do PRI mexicano, sobre a difícil construção de uma institucionalidade democrática eficaz.
Não podia faltar o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, com suas vaguedades e generalidades sobre o populismo.
Em geral, o livro é um registro de propostas e promessas de políticos que procuram o futuro e dos que já foram. Interessante leitura, vale a pena.
Na próxima postagem darei umas dicas sobre onde ir, comer e ver em Santiago, Viña del Mar, Valparaíso, Con-Con, La Serena, Em fim lugares que são visita obrigada de quem quer realmente conhecer detalhes da cultura chilena.
Por enquanto,
Bom Natal!
Um deles que recomendo sem muita paixão porque não traz grande novidade, entretanto é importante sua leitura para saber o que pensam os líderes da América Latina sobre os cenários para 2022: “Iberoamérica 2020, Retos ante la crisis”, (Editado por Felipe Gonzalez, ex-presidente espanhol).
Não poderia ser mais interessante, para quem está trabalhando na produção das metas para o Brasil 2022, caio como luva e aqui estou em café do Bairro Bellavista lendo algumas partes importantes do livro, onde escrevem os mais importantes homens públicos da América Latina (não os melhores teóricos).
Michelle Bachelet escreve: “queremos crescer para incluir e incluir para crescer”, o poeta e escritor mexicano, Carlos Fuentes, “sem educação não há desenvolvimento” e Felipe Gonzáles conclui: “agora a “mão invisível” reclama à política, exige ao Estado que intervenha para salvar o mercado”.
Do livro, destacam os textos, do Presidente Lula, sobre o desenvolvimento e coesão social; de Ricardo lagos, sobre a identidade global para um planeta global; da Presidenta da Argentina, sobre as potencialidades energéticas da América Latina; da Ministra Dilma Rousseff, sobre a Energia e o Brasil no contexto da América Latina; de Beatriz Paredes dirigente do PRI mexicano, sobre a difícil construção de uma institucionalidade democrática eficaz.
Não podia faltar o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, com suas vaguedades e generalidades sobre o populismo.
Em geral, o livro é um registro de propostas e promessas de políticos que procuram o futuro e dos que já foram. Interessante leitura, vale a pena.
Na próxima postagem darei umas dicas sobre onde ir, comer e ver em Santiago, Viña del Mar, Valparaíso, Con-Con, La Serena, Em fim lugares que são visita obrigada de quem quer realmente conhecer detalhes da cultura chilena.
Por enquanto,
Bom Natal!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Brasil - Política externa (José Luis Fiori)
DEBATE ABERTO
O debate da política externa: os conservadores
Chama a atenção a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil. Nossos conservadores perderam a bússola. Ainda tentam seguir a pauta norte-americana, mas não está fácil, porque ela não é clara, não é moralista, nem é binária.
José Luís Fiori
“É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura, e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes”.
José Serra, “Visita indesejável”, FSP, 23/11/2009
Já faz tempo que a política internacional deixou de ser um campo exclusivo dos especialistas e dos diplomatas. Mas só recentemente, a política externa passou a ocupar um lugar central na vida pública e no debate intelectual brasileiro. E tudo indica que ela deverá se transformar num dos pontos fundamentais de clivagem, na disputa presidencial de 2010. É uma conseqüência natural da mudança da posição do Brasil, dentro do sistema internacional, que cria novas oportunidades e desafios cada vez maiores, exigindo uma grande capacidade de inovação política e diplomática dos seus governantes.
Neste novo contexto, o que chama a atenção do observador, é a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil. A cada dia aumenta o numero de diplomatas aposentados, iniciantes políticos e analistas que batem cabeça nos jornais e rádios, sem conseguir acertar o passo, nem definir uma posição comum sobre qualquer dos temas que compõem a atual agenda externa do país. Pode ser o caso do golpe militar em Honduras, ou da entrada da Venezuela no Mercosul; da posição do Brasil na reunião de Copehague ou na Rodada de Doha; da recente visita do presidente do Irã, ou do acordo militar com a França; das relações com os Estados Unidos ou da criação e do futuro da UNASUL.
Em quase todos os casos, a posição dos analistas conservadores é passadista, formalista, e sem consistência interna. Além disto, seus posicionamentos são pontuais e desconexos, e em geral defendem princípios éticos de forma desigual e pouco equânime. Por exemplo, criticam o programa nuclear do Irã, e o seu desrespeito às decisões da comissão de energia atômica da ONU, mas não se posicionam frente ao mesmo comportamento de Israel e do Paquistão, que além do mais, são Estados que já possuem arsenais atômicos, que não assinaram o Tratado de Não Proliferação de Armas Atômicas, e que tem governos sob forte influência de grupos religiosos igualmente fanáticos e expansivos.
Ainda na mesma linha, criticam o autoritarismo e o continuísmo “golpista” da Venezuela, Equador e Bolívia, mas não dizem o mesmo da Colômbia, ou de Honduras; criticam o desrespeito aos direitos humanos na China ou no Irã, e não costumam falar da Palestina, do Egito ou da Arábia Saudita, e assim por diante. Mas o que é mais grave, quando se trata de políticos e diplomatas, é o casuísmo das suas análises e dos seus julgamentos, e a ausência de uma visão estratégica e de longo prazo, para a política externa de um Estado que é hoje uma “potência emergente”.
Como explicar esta súbita indolência mental das forças conservadoras, no Brasil? Talvez, recorrendo à própria história das idéias e das posições dos governos brasileiros que mantiveram, desde a independência, uma posição político-ideológica e um alinhamento internacional muito claro e fácil de definir. Primeiro, com relação à liderança econômica e geopolítica da Inglaterra, no século XIX, e depois, no século XX - e em particular após à Segunda Guerra Mundial - com relação à tutela norte-americana, durante o período da Guerra Fria. O inimigo comum era claro, a complementaridade econômica era grande, e os Estados Unidos mantiveram com mão de ferro, a liderança ética e ideológica do “mundo livre”.
Depois do fim Guerra Fria, os governos que se seguiram adotaram as políticas neoliberais preconizadas pelos Estados Unidos e se mantiveram alinhados com a utopia “cosmopolita” do governo Clinton. A visão era idílica e parecia convincente: a globalização econômica e as forças de mercado produziriam a homogeneização da riqueza e do desenvolvimento, e estas mudanças econômicas contribuíram para o desaparecimento dos “egoísmos nacionais”, e para a construção de um governo democrático e global, responsável pela paz dos mercados e dos povos. Mas como é sabido, este sonho durou pouco, e a velha utopia liberal - ressuscitada nos anos 90 - perdeu força e voltou para a gaveta, junto com a política externa subserviente dos governos brasileiros, daquela década.
Depois de 2001, entretanto, o “idealismo cosmopolita” da era Clinton foi substituído pelo “messianismo quase religioso” da era Bush, que seguiu defendendo ainda por um tempo o projeto ALCA, que vinha da Administração Clinton. Mas depois da rejeição sul-americana do projeto, e depois da falência do Consenso de Washington e do fracasso da intervenção dos Estados Unidos a favor do golpe militar na Venezuela, de 2002, a política externa americana para a América do Sul ficou à deriva, e os Estados Unidos perderam a liderança ideológica do continente, apesar de manterem sua supremacia militar e sua centralidade econômica. Neste mesmo período, as forças conservadoras foram sendo desalojadas do poder, no Brasil e em quase toda a América do Sul. Mas apesar disto, durante algum tempo, ainda seguiram repetindo a sua ladainha ideológica neoliberal.
O golpe de morte veio depois, com e eleição de Barak Obama. O novo governo democrata deixou para trás o idealismo cosmopolita e o messianismo religioso dos dois governos anteriores, e assumiu uma posição realista e pragmática, em todo mundo. Seu objetivo tem sido em todos os casos, manter a presença global dos Estados Unidos, com políticas diferentes para cada região do mundo. Para a América do Sul sobrou muito pouco, quase nada, como estratégia e como referência doutrinária, apenas uma vaga empatia racial e um anti-populismo requentado. Como conseqüência, agora sim, nossos conservadores perderam a bússola. Ainda tentam seguir a pauta norte-americana, mas não está fácil, porque ela não é clara, não é moralista, nem é binária. Por isto, agora só lhes resta pensar com a própria cabeça para sobrevier politicamente. Mas isto não é fácil, toma tempo, e demanda um longo aprendizado.
José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O debate da política externa: os conservadores
Chama a atenção a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil. Nossos conservadores perderam a bússola. Ainda tentam seguir a pauta norte-americana, mas não está fácil, porque ela não é clara, não é moralista, nem é binária.
José Luís Fiori
“É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura, e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes”.
José Serra, “Visita indesejável”, FSP, 23/11/2009
Já faz tempo que a política internacional deixou de ser um campo exclusivo dos especialistas e dos diplomatas. Mas só recentemente, a política externa passou a ocupar um lugar central na vida pública e no debate intelectual brasileiro. E tudo indica que ela deverá se transformar num dos pontos fundamentais de clivagem, na disputa presidencial de 2010. É uma conseqüência natural da mudança da posição do Brasil, dentro do sistema internacional, que cria novas oportunidades e desafios cada vez maiores, exigindo uma grande capacidade de inovação política e diplomática dos seus governantes.
Neste novo contexto, o que chama a atenção do observador, é a pobreza das idéias e a mediocridade dos argumentos conservadores quando discutem o presente e o futuro da inserção internacional do Brasil. A cada dia aumenta o numero de diplomatas aposentados, iniciantes políticos e analistas que batem cabeça nos jornais e rádios, sem conseguir acertar o passo, nem definir uma posição comum sobre qualquer dos temas que compõem a atual agenda externa do país. Pode ser o caso do golpe militar em Honduras, ou da entrada da Venezuela no Mercosul; da posição do Brasil na reunião de Copehague ou na Rodada de Doha; da recente visita do presidente do Irã, ou do acordo militar com a França; das relações com os Estados Unidos ou da criação e do futuro da UNASUL.
Em quase todos os casos, a posição dos analistas conservadores é passadista, formalista, e sem consistência interna. Além disto, seus posicionamentos são pontuais e desconexos, e em geral defendem princípios éticos de forma desigual e pouco equânime. Por exemplo, criticam o programa nuclear do Irã, e o seu desrespeito às decisões da comissão de energia atômica da ONU, mas não se posicionam frente ao mesmo comportamento de Israel e do Paquistão, que além do mais, são Estados que já possuem arsenais atômicos, que não assinaram o Tratado de Não Proliferação de Armas Atômicas, e que tem governos sob forte influência de grupos religiosos igualmente fanáticos e expansivos.
Ainda na mesma linha, criticam o autoritarismo e o continuísmo “golpista” da Venezuela, Equador e Bolívia, mas não dizem o mesmo da Colômbia, ou de Honduras; criticam o desrespeito aos direitos humanos na China ou no Irã, e não costumam falar da Palestina, do Egito ou da Arábia Saudita, e assim por diante. Mas o que é mais grave, quando se trata de políticos e diplomatas, é o casuísmo das suas análises e dos seus julgamentos, e a ausência de uma visão estratégica e de longo prazo, para a política externa de um Estado que é hoje uma “potência emergente”.
Como explicar esta súbita indolência mental das forças conservadoras, no Brasil? Talvez, recorrendo à própria história das idéias e das posições dos governos brasileiros que mantiveram, desde a independência, uma posição político-ideológica e um alinhamento internacional muito claro e fácil de definir. Primeiro, com relação à liderança econômica e geopolítica da Inglaterra, no século XIX, e depois, no século XX - e em particular após à Segunda Guerra Mundial - com relação à tutela norte-americana, durante o período da Guerra Fria. O inimigo comum era claro, a complementaridade econômica era grande, e os Estados Unidos mantiveram com mão de ferro, a liderança ética e ideológica do “mundo livre”.
Depois do fim Guerra Fria, os governos que se seguiram adotaram as políticas neoliberais preconizadas pelos Estados Unidos e se mantiveram alinhados com a utopia “cosmopolita” do governo Clinton. A visão era idílica e parecia convincente: a globalização econômica e as forças de mercado produziriam a homogeneização da riqueza e do desenvolvimento, e estas mudanças econômicas contribuíram para o desaparecimento dos “egoísmos nacionais”, e para a construção de um governo democrático e global, responsável pela paz dos mercados e dos povos. Mas como é sabido, este sonho durou pouco, e a velha utopia liberal - ressuscitada nos anos 90 - perdeu força e voltou para a gaveta, junto com a política externa subserviente dos governos brasileiros, daquela década.
Depois de 2001, entretanto, o “idealismo cosmopolita” da era Clinton foi substituído pelo “messianismo quase religioso” da era Bush, que seguiu defendendo ainda por um tempo o projeto ALCA, que vinha da Administração Clinton. Mas depois da rejeição sul-americana do projeto, e depois da falência do Consenso de Washington e do fracasso da intervenção dos Estados Unidos a favor do golpe militar na Venezuela, de 2002, a política externa americana para a América do Sul ficou à deriva, e os Estados Unidos perderam a liderança ideológica do continente, apesar de manterem sua supremacia militar e sua centralidade econômica. Neste mesmo período, as forças conservadoras foram sendo desalojadas do poder, no Brasil e em quase toda a América do Sul. Mas apesar disto, durante algum tempo, ainda seguiram repetindo a sua ladainha ideológica neoliberal.
O golpe de morte veio depois, com e eleição de Barak Obama. O novo governo democrata deixou para trás o idealismo cosmopolita e o messianismo religioso dos dois governos anteriores, e assumiu uma posição realista e pragmática, em todo mundo. Seu objetivo tem sido em todos os casos, manter a presença global dos Estados Unidos, com políticas diferentes para cada região do mundo. Para a América do Sul sobrou muito pouco, quase nada, como estratégia e como referência doutrinária, apenas uma vaga empatia racial e um anti-populismo requentado. Como conseqüência, agora sim, nossos conservadores perderam a bússola. Ainda tentam seguir a pauta norte-americana, mas não está fácil, porque ela não é clara, não é moralista, nem é binária. Por isto, agora só lhes resta pensar com a própria cabeça para sobrevier politicamente. Mas isto não é fácil, toma tempo, e demanda um longo aprendizado.
José Luís Fiori, cientista político, é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Pará - Hélio Gueiros - "O Marqueteiro do álcool"
Gueiros, na foto acompanhado de outros políticos paraenses.
Ex-Prefeito do Pará e ex-governador, é um dos maiores promotores do consumo do álcool com que conta o Estado do Pará, não conheço outro colunista de jornais que insista tanto nessa tecla de promover o consumo desmesurado de bebidas alcoólicas.
Na totalidade das suas colunas em um jornal paraense ele começa cada comentário com estas frases:
Como muito bem falava um prestigiado empresário, por enquanto bebia sua doce de cachaça preferida.....
Um deputado, em quanto saboreava sua cerveja muito gelada de marca paraense.....
Um professor, sentado em volta a uma mesa, bebendo uma geladinha, falava para seus colegas, não sejam bestas.........
-Vocês sabem que eu sou remista até debaixo d´ água, -dizia aquele fanático azulino tomando aquela “caipirinha” no boteco da Cidade Velha......
Como não podia deixar de ser o assunto dominante naquela mesa da Assembléia paraense que suportava uma apreciável quantidade de cervejas já consumidas e outras ainda, cobertas pela camisinha, para se manter geladinhas.....
Com o 12 anos sempre à sua disposição, reforça a dose e degusta a talagada antes de ir em frente. –
Em uma mesa formada na Assembléia Paraense – o clube–, a conversa girava sobre as próximas eleições presidenciais. Um dos presentes dizia:
Dois amigos, que há algum tempo não se viam, encontraram-se num boteco bebendo aquela cerveja estupidamente gelada...
– Por favor, vamos mudar de assunto – sugeriu um freqüentador habitual da Assembléia, o clube, para os seus companheiros de mesa e de uísque escocês 12 anos. – Desde o começo do nosso bate-papo de hoje, só falamos das bandalheiras institucionais e eventuais do governador de Brasília.
E por aí vai, quando não é cachaça “da maior qualidade”, e cerveja geladinha ou simplesmente “estupidamente gelada”, vinho, Uísque e, até cognaque.
Além do mais, cheio de faltas de ortografia!
Dei-me a moléstia de conferir e foram mais de 3 faltas por página, dependendo do dia e da cachaça.
Aqui em Brasília - Sem chuva, mas muita lama
Paulo Octávio, Vice-Governador, recebeu R$ 200 mil em propina, afirma Durval, ex secretário do Arruda e de Roriz.
No escândalo do esquema de propinas no GDF, o vice-governador Paulo Octávio teria recebido R$ 200 mil diretamente das mãos de Durval Barbosa em uma das suítes do Hotel Kubitscheck Plaza, que pertence ao grupo do vice-governador. É o que afirmou Durval, o ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, em depoimento ao Ministério Público Federal no último dia 2, em São Paulo.
Segundo Barbosa, há cerca de um ano e meio, ele teria recebido um valor um pouco superior a R$ 200 mil de Cristina Bonner para ser entregue ao vice-governador. A quantia corresponderia à propina cobrada em razão de contratos de prestação de serviço no setor de informática envolvendo a TBA, empresa de Bonner.
De acordo com Durval, todas as outras ocasiões de entrega de propina ao vice-governador, as quais segundo ele são "inúmeras", teriam sido encaminhadas por meio do assessor Marcelo Carvalho. Duas dessas vezes foram filmadas e as imagens anexadas ao inquérito 650, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ainda em depoimento, Durval afirmou que um total de R$ 3 milhões em espécie teria sido recebido pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, de algumas empresas que prestam serviços no setor de informática para o GDF.
Confira trecho do inquérito em que aparece o depoimento de Durval Barbosa declarando a entrega do dinheiro de propina a PAULO OTAVIO.
COPENHAGE (COP - 15) - FÓRUM BRASILEIRO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, criado pelo Decreto nº 3.515, de 20 de junho de 2000, tem por objetivo conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão e tomada de posição sobre os problemas decorrentes da mudança do clima por gases de efeito estufa, bem como sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) definido no Artigo 12 do Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 1, de 3 de fevereiro de 1994.
O FBMC deve auxiliar o governo na incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas.
O FBMC é composto por 12 ministros de Estado, do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e de personalidades e representantes da sociedade civil, com notório conhecimento da matéria, ou que sejam agentes com responsabilidade sobre a mudança do clima.
O Fórum é presidido pelo Presidente da República.
São objetivos do Fórum:
- Ampliar e difundir o debate concernente às mudanças climáticas nas diversas regiões do país.
- Atuar como ferramenta de auxílio à superação das barreiras para a adoção do MDL.
- Aprofundar o debate sobre as questões relacionadas ao Desenvolvimento Regional
- Atuar como catalisador das discussões concernentes às definições de estratégias nacionais de desenvolvimento.
- Ampliar as relações do Fórum com a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Ajudar o governo na divulgação do problema de mudanças climáticas e MDL.
- Criar um banco de dados e informações sobre a questão das mudanças climáticas
- Criar laços com a comunidade acadêmica e com a área empresarial
- Divulgar a problemática nas escolas de primeiro e segundo graus
- Qualificar jornalistas através de cursos sobre o tema
- Promover junto ao empresariado a adoção da prática da demonstração de seus Inventários de Emissões
- Publicar um guia de como o setor produtivo pode apresentar seus Inventários de Emissões
- Promover um seminário com o objetivo de estruturar uma política de mudança climática a ser conjuntamente debatida com o legislativo
Fonte: http://www.forumclima.org.br/
O FBMC deve auxiliar o governo na incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas.
O FBMC é composto por 12 ministros de Estado, do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e de personalidades e representantes da sociedade civil, com notório conhecimento da matéria, ou que sejam agentes com responsabilidade sobre a mudança do clima.
O Fórum é presidido pelo Presidente da República.
São objetivos do Fórum:
- Ampliar e difundir o debate concernente às mudanças climáticas nas diversas regiões do país.
- Atuar como ferramenta de auxílio à superação das barreiras para a adoção do MDL.
- Aprofundar o debate sobre as questões relacionadas ao Desenvolvimento Regional
- Atuar como catalisador das discussões concernentes às definições de estratégias nacionais de desenvolvimento.
- Ampliar as relações do Fórum com a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima Ajudar o governo na divulgação do problema de mudanças climáticas e MDL.
- Criar um banco de dados e informações sobre a questão das mudanças climáticas
- Criar laços com a comunidade acadêmica e com a área empresarial
- Divulgar a problemática nas escolas de primeiro e segundo graus
- Qualificar jornalistas através de cursos sobre o tema
- Promover junto ao empresariado a adoção da prática da demonstração de seus Inventários de Emissões
- Publicar um guia de como o setor produtivo pode apresentar seus Inventários de Emissões
- Promover um seminário com o objetivo de estruturar uma política de mudança climática a ser conjuntamente debatida com o legislativo
Fonte: http://www.forumclima.org.br/
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Copenhague - Cenários possíveis (UOL)
Cerca de 120 chefes de Estado e governo tentam superar o impasse na cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU), em Copenhague, na Dinamarca, que tem até sexta-feira para definir um novo tratado mundial contra o aquecimento.
A seguir, possíveis cenários:
QUAL O RESULTADO POSSÍVEL MAIS FORTE?
O mais robusto seria um conjunto de textos jurídicos que incluísse cortes profundos nas emissões de gases do efeito estufa por nações desenvolvidas até 2020, ações dos países em desenvolvimento para desacelerar suas emissões e um pacote de ajuda financeira e tecnológica para os países pobres. Quase todas as nações, no entanto, admitem que tal cenário é inalcançável.
QUE TIPO DE ACORDO É MAIS PROVÁVEL?
Os líderes mundiais podem definir apenas um texto que chamam de "politicamente vinculante" para tentar estabelecer um prazo para transformá-lo em um tratado com valor jurídico em algum momento ao longo de 2010.
SE HOUVER ACORDO, O QUE ELE DIRÁ?
A meta global mais fácil seria limitar o aquecimento a um máximo de 2 graus Celsius acima da média do período pré-industrial. As nações mais pobres e os pequenos Estados insulares querem um limite mais rígido de 1,5 grau Celsius. Um grande problema é que uma meta de temperatura não obriga as nações a agirem individualmente.
Uma meta ligeiramente mais firme, mas ainda distante, seria reduzir pelo menos à metade as emissões mundiais até 2050. Mas China, Índia, Brasil e outros países em desenvolvimento já se manifestaram contra tal meta no passado, alegando que antes disso seria importante que os países ricos fizessem reduções mais ambiciosas até 2020.
O QUE OS PAÍSES RICOS TÊM DE FAZER?
Eles teriam de realizar reduções maiores nas suas emissões de gases do efeito estufa até 2020. Uma comissão científica da ONU sugeriu em 2007 que as emissões até 2020 teriam de cair para níveis 25 a 40 por cento inferiores aos de 1990 para evitar os piores efeitos da mudança climática, como secas, inundações, elevação do nível dos mares e extinção de espécies. As propostas das nações industrializadas até agora se limitam a reduções de 14 a 18 por cento até 2020, sempre em relação a 1990.
E AS NAÇÕES EM DESENVOLVIMENTO?
Elas teriam de se comprometer com um "desvio substancial" para desacelerar o aumento das suas emissões até 2020, o que seria possível, por exemplo, adotando um uso mais intensivo da energia solar e eólica e reduzindo o emprego de usinas termoelétricas a carvão.
E SOBRE A VERBA PARA AJUDAR OS PAÍSES POBRES?
O texto mais recente tem lacunas sobre as quantias oferecidas. A ONU deseja angariar pelo menos 10 bilhões de dólares por ano entre 2010 e 2012, para iniciar rapidamente a ajuda aos países em desenvolvimento. Muitos países também falam em elevar essa quantia para 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 para ajudar os pobres.
O QUE ACONTECE SE AS NEGOCIAÇÕES FRACASSAREM?
Uma opção em caso de fracasso das negociações seria "suspender" a reunião e retomá-la em algum momento em 2010 -- um impasse semelhante ocorreu nas negociações em Haia em novembro de 2000.
Um colapso completo das negociações agravaria a desconfiança entre países ricos e pobres e abalaria a confiança no sistema da ONU. Provavelmente também levaria o Senado dos Estados Unidos a parar de debater uma legislação destinada a limitar as emissões norte-americanas, e isso por sua vez poderia levar outros países a abandonarem suas metas.
A seguir, possíveis cenários:
QUAL O RESULTADO POSSÍVEL MAIS FORTE?
O mais robusto seria um conjunto de textos jurídicos que incluísse cortes profundos nas emissões de gases do efeito estufa por nações desenvolvidas até 2020, ações dos países em desenvolvimento para desacelerar suas emissões e um pacote de ajuda financeira e tecnológica para os países pobres. Quase todas as nações, no entanto, admitem que tal cenário é inalcançável.
QUE TIPO DE ACORDO É MAIS PROVÁVEL?
Os líderes mundiais podem definir apenas um texto que chamam de "politicamente vinculante" para tentar estabelecer um prazo para transformá-lo em um tratado com valor jurídico em algum momento ao longo de 2010.
SE HOUVER ACORDO, O QUE ELE DIRÁ?
A meta global mais fácil seria limitar o aquecimento a um máximo de 2 graus Celsius acima da média do período pré-industrial. As nações mais pobres e os pequenos Estados insulares querem um limite mais rígido de 1,5 grau Celsius. Um grande problema é que uma meta de temperatura não obriga as nações a agirem individualmente.
Uma meta ligeiramente mais firme, mas ainda distante, seria reduzir pelo menos à metade as emissões mundiais até 2050. Mas China, Índia, Brasil e outros países em desenvolvimento já se manifestaram contra tal meta no passado, alegando que antes disso seria importante que os países ricos fizessem reduções mais ambiciosas até 2020.
O QUE OS PAÍSES RICOS TÊM DE FAZER?
Eles teriam de realizar reduções maiores nas suas emissões de gases do efeito estufa até 2020. Uma comissão científica da ONU sugeriu em 2007 que as emissões até 2020 teriam de cair para níveis 25 a 40 por cento inferiores aos de 1990 para evitar os piores efeitos da mudança climática, como secas, inundações, elevação do nível dos mares e extinção de espécies. As propostas das nações industrializadas até agora se limitam a reduções de 14 a 18 por cento até 2020, sempre em relação a 1990.
E AS NAÇÕES EM DESENVOLVIMENTO?
Elas teriam de se comprometer com um "desvio substancial" para desacelerar o aumento das suas emissões até 2020, o que seria possível, por exemplo, adotando um uso mais intensivo da energia solar e eólica e reduzindo o emprego de usinas termoelétricas a carvão.
E SOBRE A VERBA PARA AJUDAR OS PAÍSES POBRES?
O texto mais recente tem lacunas sobre as quantias oferecidas. A ONU deseja angariar pelo menos 10 bilhões de dólares por ano entre 2010 e 2012, para iniciar rapidamente a ajuda aos países em desenvolvimento. Muitos países também falam em elevar essa quantia para 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 para ajudar os pobres.
O QUE ACONTECE SE AS NEGOCIAÇÕES FRACASSAREM?
Uma opção em caso de fracasso das negociações seria "suspender" a reunião e retomá-la em algum momento em 2010 -- um impasse semelhante ocorreu nas negociações em Haia em novembro de 2000.
Um colapso completo das negociações agravaria a desconfiança entre países ricos e pobres e abalaria a confiança no sistema da ONU. Provavelmente também levaria o Senado dos Estados Unidos a parar de debater uma legislação destinada a limitar as emissões norte-americanas, e isso por sua vez poderia levar outros países a abandonarem suas metas.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Pará - Biólogo assassinado tinha doado coleção de insetos para o Museu Goeldi
Um biólogo francês que defendia a preservação da Amazônia morreu nesta segunda-feira (14) em decorrência de agressões sofridas em sua casa, em Santo Antônio do Tauá (a 65 km de Belém, PA). Pierre Edward Jauffret, 72, havia sofrido traumatismo craniano há 15 dias, provocado por golpes na cabeça.
"Ele já tinha denunciado irregularidades na reserva ambiental e tinha até sido ameaçado de morte três dias antes. Não temos certeza, mas esse fato pode ter relação com o espancamento", contou o filho.
Amazônia Jornal, 16.12.2009
O biólogo francês Pierre Edward Jauffret, 72, que morreu anteontem em decorrência de agressões sofridas na casa dele, em Santo Antônio do Tauá, manteve intenso intercâmbio científico e parceria com pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. Além da troca de conhecimentos, experiências e apoio aos pesquisadores com quem se relacionou durante muitos anos até antes de ser covardemente agredido e falecer, segundo o pesquisador Inocêncio Gorayeb, o biólogo doou para o Museu Goeldi toda a sua importante coleção de insetos.
A coleção tem espécies raras, como uma borboleta que teve destaque no trabalho de pequisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), citada na Revista Brasileira de Entomologia pelos pesquisadores Olaf H. H. Mielke e Mirna M. Casagrande. Os exemplares dessa espécie de borboleta foram seis machos e quatro fêmeas, com exemplares doados também ao Departamento de Zoologia da UFPR.
O biólogo se mudou muito jovem da França para o Brasil. Como pesquisador autônomo, comprou terras em Santo Antônio do Tauá, onde por mais de 40 anos manteve toda a área conservada para pesquisas, enfrentando muitas vezes sozinho conflitos contra a derrubada da floresta e a invasão de uma das poucas áreas conservadas em toda a região Nordeste do Pará.
Jauffret fez uma excelente coleção de insetos da área. Alguns foram levados por pesquisadores para estudos mais aprofundados fora do Brasil e foram descritos e citados em importantes publicações científicas. 'Pierre Jauffret sempre permitiu a entrada de pessoas na área da reserva para estudar, fazer coleta de material, desde que de forma científica, e para pesquisar.
"Ele já tinha denunciado irregularidades na reserva ambiental e tinha até sido ameaçado de morte três dias antes. Não temos certeza, mas esse fato pode ter relação com o espancamento", contou o filho.
Amazônia Jornal, 16.12.2009
O biólogo francês Pierre Edward Jauffret, 72, que morreu anteontem em decorrência de agressões sofridas na casa dele, em Santo Antônio do Tauá, manteve intenso intercâmbio científico e parceria com pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. Além da troca de conhecimentos, experiências e apoio aos pesquisadores com quem se relacionou durante muitos anos até antes de ser covardemente agredido e falecer, segundo o pesquisador Inocêncio Gorayeb, o biólogo doou para o Museu Goeldi toda a sua importante coleção de insetos.
A coleção tem espécies raras, como uma borboleta que teve destaque no trabalho de pequisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), citada na Revista Brasileira de Entomologia pelos pesquisadores Olaf H. H. Mielke e Mirna M. Casagrande. Os exemplares dessa espécie de borboleta foram seis machos e quatro fêmeas, com exemplares doados também ao Departamento de Zoologia da UFPR.
O biólogo se mudou muito jovem da França para o Brasil. Como pesquisador autônomo, comprou terras em Santo Antônio do Tauá, onde por mais de 40 anos manteve toda a área conservada para pesquisas, enfrentando muitas vezes sozinho conflitos contra a derrubada da floresta e a invasão de uma das poucas áreas conservadas em toda a região Nordeste do Pará.
Jauffret fez uma excelente coleção de insetos da área. Alguns foram levados por pesquisadores para estudos mais aprofundados fora do Brasil e foram descritos e citados em importantes publicações científicas. 'Pierre Jauffret sempre permitiu a entrada de pessoas na área da reserva para estudar, fazer coleta de material, desde que de forma científica, e para pesquisar.
Pará - Gasto com segurança do governo Ana Júlia é o quádruplo do período Jader. Então falta competência.
Amazônia Jornal, 16.12.2009
O investimento em segurança pública nos quatro anos de gestão de Ana Júlia Carepa será quatro vezes maior do que o registrado durante todo o governo Jader Barbalho (PMDB). De 1991 a 1994, quando Jader era governador, o volume de recursos para essa área foi de apenas R$ 799 milhões. Enquanto isso, de 2007 a 2010, o valor total orçado chega a R$ 3,5 bilhões. Os números foram apresentados ontem pelo deputado Carlos Bordalo (PT), na Assembleia Legislativa.
A mesma situação pode ser constatada em outros setores, como saúde, educação e cultura e habitação e urbanismo. Em saúde e saneamento, por exemplo, de 1991 a 1994, foram investidos R$ 1,45 bilhão. Já de 2007 a 2010, o valor gasto com essa área passará para R$ 6,1 bilhões. No governo de Jader, foram orçados apenas R$ 2,59 milhões para educação e cultura, enquanto na gestão de Ana Júlia serão R$ 5,98 milhões.
Os números foram divulgados pelo Executivo na tarde de ontem, em relatório apresentado por Bordalo à Comissão de Finanças da Assembleia, durante reunião para se discutir o projeto da Lei Orçamentária para o ano de 2010. O relatório também serviu como resposta às críticas de que o atual governo investiria menos 32% na área da segurança pública; 18% em educação e 12% na saúde. Baseado nesse percentual, Arnaldo Jordy (PPS) apresentou ofício solicitando a realização de uma audiência pública, na tarde de hoje, para discutir o orçamento. Mas a matéria não chegou a ser votada.
Mesmo assim, o governo do Estado teve muito trabalho durante a reunião da Comissão. Depois de cerca de três horas de intenso debate e de uma votação apertada, os parlamentares aprovaram, por cinco votos a quatro, o relatório da deputada Simone Morgado (PMDB), que altera a distribuição de recursos e acata mais de 700 emendas à proposta do Executivo.
A LOA deverá ir ao plenário, para ser apreciada pelos demais deputados, apenas amanhã, já que o regimento exige que ela entre em pauta 24 horas após os pareceres serem publicados no avulso. A regra só poderia ser quebrada se houvesse acordo entre líderes. Mas Arnaldo Jordy, líder do PPS, que faz questão de marcar uma audiência pública para discutir o orçamento, não mostra interesse em fechar acordo.
Segundo Airton Faleiro, líder do governo na Assembleia, agora a bancada petista irá trabalhar para reverter a situação em plenário. 'Não acredito que a maioria dos parlamentares vai votar pelo engessamento do Estado', disse o parlamentar. Uma das principais preocupações diz respeito a 15 emendas supressivas, substitutivas ou modificativas que não apresentavam numeração.
Duas delas reduzem o percentual de remanejamento do Governo - recurso que pode ser distribuído livremente pelo governo, sem autorização da Assembleia - de 25% para um pouco mais de 3%. 'Do nosso ponto de vista, é impossível termos uma redução desse tipo', argumentou Faleiro. Relatório apresentando por Carlos Bordalo, contrapondo ao de Simone, lembra que o percentual de 25% já é praticado há mais de 20 anos. 'Por que querer engessar o governo desse jeito? Por que esse tratamento com o Executivo? Qual a razão prática dessa postura diferenciada', disse Bordalo.
O investimento em segurança pública nos quatro anos de gestão de Ana Júlia Carepa será quatro vezes maior do que o registrado durante todo o governo Jader Barbalho (PMDB). De 1991 a 1994, quando Jader era governador, o volume de recursos para essa área foi de apenas R$ 799 milhões. Enquanto isso, de 2007 a 2010, o valor total orçado chega a R$ 3,5 bilhões. Os números foram apresentados ontem pelo deputado Carlos Bordalo (PT), na Assembleia Legislativa.
A mesma situação pode ser constatada em outros setores, como saúde, educação e cultura e habitação e urbanismo. Em saúde e saneamento, por exemplo, de 1991 a 1994, foram investidos R$ 1,45 bilhão. Já de 2007 a 2010, o valor gasto com essa área passará para R$ 6,1 bilhões. No governo de Jader, foram orçados apenas R$ 2,59 milhões para educação e cultura, enquanto na gestão de Ana Júlia serão R$ 5,98 milhões.
Os números foram divulgados pelo Executivo na tarde de ontem, em relatório apresentado por Bordalo à Comissão de Finanças da Assembleia, durante reunião para se discutir o projeto da Lei Orçamentária para o ano de 2010. O relatório também serviu como resposta às críticas de que o atual governo investiria menos 32% na área da segurança pública; 18% em educação e 12% na saúde. Baseado nesse percentual, Arnaldo Jordy (PPS) apresentou ofício solicitando a realização de uma audiência pública, na tarde de hoje, para discutir o orçamento. Mas a matéria não chegou a ser votada.
Mesmo assim, o governo do Estado teve muito trabalho durante a reunião da Comissão. Depois de cerca de três horas de intenso debate e de uma votação apertada, os parlamentares aprovaram, por cinco votos a quatro, o relatório da deputada Simone Morgado (PMDB), que altera a distribuição de recursos e acata mais de 700 emendas à proposta do Executivo.
A LOA deverá ir ao plenário, para ser apreciada pelos demais deputados, apenas amanhã, já que o regimento exige que ela entre em pauta 24 horas após os pareceres serem publicados no avulso. A regra só poderia ser quebrada se houvesse acordo entre líderes. Mas Arnaldo Jordy, líder do PPS, que faz questão de marcar uma audiência pública para discutir o orçamento, não mostra interesse em fechar acordo.
Segundo Airton Faleiro, líder do governo na Assembleia, agora a bancada petista irá trabalhar para reverter a situação em plenário. 'Não acredito que a maioria dos parlamentares vai votar pelo engessamento do Estado', disse o parlamentar. Uma das principais preocupações diz respeito a 15 emendas supressivas, substitutivas ou modificativas que não apresentavam numeração.
Duas delas reduzem o percentual de remanejamento do Governo - recurso que pode ser distribuído livremente pelo governo, sem autorização da Assembleia - de 25% para um pouco mais de 3%. 'Do nosso ponto de vista, é impossível termos uma redução desse tipo', argumentou Faleiro. Relatório apresentando por Carlos Bordalo, contrapondo ao de Simone, lembra que o percentual de 25% já é praticado há mais de 20 anos. 'Por que querer engessar o governo desse jeito? Por que esse tratamento com o Executivo? Qual a razão prática dessa postura diferenciada', disse Bordalo.
Pará - O que deu no Almir? - "Sabra Dios uno no sabe nunca nada..."
O grande estadista britânico Sir Winston Churchill dizia que “Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra, você só pode ser morto uma vez, mas, em política, muitas vezes”.
No caso de Almir Gabriel ele vem insistindo, sistematicamente, em morrer. Porém diferente da frase retro mencionada, ele não está sendo morto pelos seus inimigos e/ou adversários políticos e, sim, por seus próprios atos infantis, como ora fora citado no post.
É só olharmos para os seus maços de cigarros e o seu ódio ensandecedor que chegaremos à conclusão que o experiente Almir encontra-se em processo de suicídio.
Para este, que já foi duas vezes governador deste estado nação, eu aconselharia os ensinamentos do grande Leonardo da Vinci que assim dizia: “o conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã”.
Leia mais sobre o caso no Blog do Parsifal Pontes
No caso de Almir Gabriel ele vem insistindo, sistematicamente, em morrer. Porém diferente da frase retro mencionada, ele não está sendo morto pelos seus inimigos e/ou adversários políticos e, sim, por seus próprios atos infantis, como ora fora citado no post.
É só olharmos para os seus maços de cigarros e o seu ódio ensandecedor que chegaremos à conclusão que o experiente Almir encontra-se em processo de suicídio.
Para este, que já foi duas vezes governador deste estado nação, eu aconselharia os ensinamentos do grande Leonardo da Vinci que assim dizia: “o conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã”.
Leia mais sobre o caso no Blog do Parsifal Pontes
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