A produção de aço da China registrou em outubro o segundo maior nível mensal da história, de 51,75 milhões de toneladas, um aumento de 42,4% em comparação com o volume produzido em igual mês do ano passado, informou o Departamento Nacional de Estatísticas.
O recorde foi atingido em agosto, de 52,33 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a outubro, a produção aumentou 10,5% frente a igual intervalo do ano passado, para 472,47 milhões de toneladas. “Os preços do aço estão em recuperação, portanto não devemos esperar grandes cortes na produção, e é óbvio que a demanda está crescendo”, disse o analista de siderurgia Xie Zhaowei, da Great Wall Futures.
Segundo ele, os setores de construção e exportação têm absorvido a oferta crescente no segundo semestre do ano. A taxa de utilização da capacidade de produção de barras reforçadas, item utilizado na construção, está em torno de 93% a 95%. “Com as margens de lucro em alta, os fabricantes conseguem sustentar essa taxa de utilização e a economia parece bem”, disse o diretor de pesquisa da Dalu Futures, Gao Yanrong.
Segundo ele, as usinas têm conseguido facilmente margens de lucro de 600 yuan por tonelada nas últimas semanas. O volume crescente da produção siderúrgica contraria os esforços do governo chinês para conter o excesso de produção, em meio a preocupações de que a oferta alta demais possa derrubar os preços e prejudicar a recuperação nascente.
A Associação de Ferro e Aço da China (Cisa, na sigla em inglês) que lidera as negociações de preço com as mineradoras, disse na semana passada esperar que a produção de aço no ano todo seja de 550 milhões de toneladas. Essa projeção, no entanto, parece irrealista, já que, para ser
cumprida, as usinas teriam de reduzir a produção mensal em novembro e dezembro para menos de 40 milhões de toneladas.
O Departamento de Estatísticas chinês também anunciou hoje que a produção de cobre atingiu recorde de 390 mil toneladas em outubro, 1% maior que o volume de setembro e 28% acima do nível de outubro do ano passado.
Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Apagão - o Azar do FHC é a sorte e competência do Governo Lula
Fazer o que?
O Apagão do FHC foi eterno, foi durante o dia, em médio de uma seca que tinha os reservatórios no nível de emergência, houve racionamento por vários dias. Dessa forma estragou a vida de milhares de famílias, empresas, indústrias e instituições públicas (hospitais, pronto socorro, governo, universidades, polícia, etc.), e marcou o início do fim do Governo FHC.
A popularidade do Governo Federal despencou e chegou lá embaixo, pela falta de uma política energética que fosse capaz de preparar o modelo energético para enfrentar a crise.
O Apagão de ontem foi de noite, havia água demais para abastecer possíveis hidroelétricas que entrassem em operação. O Brasileiro está consciente que estão sendo tomadas todas as medidas para resolver o problema e reparar o modelo onde ele foi atingido.
Em fim, a popularidade do governo Lula não vai cair como para ser uma preocupação. Entretanto, a oposição que se encontra perdida, “no mato sem cachorro” vai procurar tirar proveito eleitoral, acho que não consegue.
Cinco Minutos depois do Apagão de ontem, O Presidente estava falando com o responsável do sistema e com o Ministro de Minas e Energia. O FHC demorou dias em dar a cara.
O resto é só balela.
Veja matéria completa do Correio Braziliense Aqui
As estações de tratamento de água e as unidades elevatórias da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foram afetadas pelo apagão ocorrido entre a noite de terça (10/11) e madrugada desta quarta (11), prejudicando o fornecimento em 6,7 milhões de moradias. Segundo a empresa, mesmo com o restabelecimento da energia elétrica ainda não foi possível regularizar a distribuição de água.
No final da manhã, segundo a empresa, eram atendidos apenas 65% das moradias e a previsão é de que em alguns pontos mais críticos, regiões onde o bombeamento tem de atingir locais mais altos, o desabastecimento prossiga até a madrugada de amanhã.
A Sabesp pede para que a população evite o desperdício. No sistema Cantareira, na zona norte, que fornece água para 9 milhões de pessoas, o funcionamento é parcial. Na região sul, a distribuição foi suspensa, atingindo 3,7 milhões de pessoas. Estão desabastecidas as residências localizadas nos municípios que fazem divisa com a região sul: Embu, Embu Guaçu e Itapecirica.
A estação de tratamento do Rio Grande, no ABC Paulista, que abastece São Bernardo do Campo e Diadema, está em fase de recuperação o que também ocorre na zona leste da cidade, onde o problema afetou o fornecimento a 3 milhões de pessoas. Entre as regiões mais críticas estão os municípios de Itapevi e Jandira.
O Apagão do FHC foi eterno, foi durante o dia, em médio de uma seca que tinha os reservatórios no nível de emergência, houve racionamento por vários dias. Dessa forma estragou a vida de milhares de famílias, empresas, indústrias e instituições públicas (hospitais, pronto socorro, governo, universidades, polícia, etc.), e marcou o início do fim do Governo FHC.
A popularidade do Governo Federal despencou e chegou lá embaixo, pela falta de uma política energética que fosse capaz de preparar o modelo energético para enfrentar a crise.
O Apagão de ontem foi de noite, havia água demais para abastecer possíveis hidroelétricas que entrassem em operação. O Brasileiro está consciente que estão sendo tomadas todas as medidas para resolver o problema e reparar o modelo onde ele foi atingido.
Em fim, a popularidade do governo Lula não vai cair como para ser uma preocupação. Entretanto, a oposição que se encontra perdida, “no mato sem cachorro” vai procurar tirar proveito eleitoral, acho que não consegue.
Cinco Minutos depois do Apagão de ontem, O Presidente estava falando com o responsável do sistema e com o Ministro de Minas e Energia. O FHC demorou dias em dar a cara.
O resto é só balela.
Veja matéria completa do Correio Braziliense Aqui
As estações de tratamento de água e as unidades elevatórias da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foram afetadas pelo apagão ocorrido entre a noite de terça (10/11) e madrugada desta quarta (11), prejudicando o fornecimento em 6,7 milhões de moradias. Segundo a empresa, mesmo com o restabelecimento da energia elétrica ainda não foi possível regularizar a distribuição de água.No final da manhã, segundo a empresa, eram atendidos apenas 65% das moradias e a previsão é de que em alguns pontos mais críticos, regiões onde o bombeamento tem de atingir locais mais altos, o desabastecimento prossiga até a madrugada de amanhã.
A Sabesp pede para que a população evite o desperdício. No sistema Cantareira, na zona norte, que fornece água para 9 milhões de pessoas, o funcionamento é parcial. Na região sul, a distribuição foi suspensa, atingindo 3,7 milhões de pessoas. Estão desabastecidas as residências localizadas nos municípios que fazem divisa com a região sul: Embu, Embu Guaçu e Itapecirica.
A estação de tratamento do Rio Grande, no ABC Paulista, que abastece São Bernardo do Campo e Diadema, está em fase de recuperação o que também ocorre na zona leste da cidade, onde o problema afetou o fornecimento a 3 milhões de pessoas. Entre as regiões mais críticas estão os municípios de Itapevi e Jandira.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Meio Ambiente - Minc defende em São Paulo crescimento do País com baixo carbono
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou nesta segunda-feira (9/11), em São Paulo, da reunião em que o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) entregou ao presidente Lula sugestões de diversos setores da sociedade para que o Governo Federal incorpore em sua posição a ser apresentada na Convenção das Nações Unidas sobre o Clima, em Copenhague, em dezembro.
O presidente Lula elogiou o trabalho do fórum que classificou de "extraordinário". Segundo ele, "o governo tem em mãos matéria prima necessária" para que possa ser incorporada, até o dia 14, à proposta que o Brasil vai apresentar no encontro de Copenhague.
Ao lado do presidente Lula, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, Minc defendeu um desenvolvimento sustentável para o País "com a criação de empregos verdes". Segundo Minc, o desenvolvimento não é incompatível com a preservação ambiental e o combate ao aquecimento global. "Podemos crescer com baixo carbono".
O Fórum
Criado em junho de 2000, o FBMC tem por objetivo conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão e tomada de posição sobre os problemas decorrentes da mudança do clima por gases de efeito estufa, bem como sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Ainda deve auxiliar o governo na incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas.
Ele é presidido pelo presidente da República e composto por 12 ministros de Estado, pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e por personalidades e representantes da sociedade civil, com notório conhecimento da matéria, ou que sejam agentes com responsabilidade sobre a mudança do clima.
MMA
O presidente Lula elogiou o trabalho do fórum que classificou de "extraordinário". Segundo ele, "o governo tem em mãos matéria prima necessária" para que possa ser incorporada, até o dia 14, à proposta que o Brasil vai apresentar no encontro de Copenhague.
Ao lado do presidente Lula, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, Minc defendeu um desenvolvimento sustentável para o País "com a criação de empregos verdes". Segundo Minc, o desenvolvimento não é incompatível com a preservação ambiental e o combate ao aquecimento global. "Podemos crescer com baixo carbono".
O Fórum
Criado em junho de 2000, o FBMC tem por objetivo conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão e tomada de posição sobre os problemas decorrentes da mudança do clima por gases de efeito estufa, bem como sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Ainda deve auxiliar o governo na incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas.
Ele é presidido pelo presidente da República e composto por 12 ministros de Estado, pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e por personalidades e representantes da sociedade civil, com notório conhecimento da matéria, ou que sejam agentes com responsabilidade sobre a mudança do clima.
MMA
Compromisso do Brasil de redução de gases de efeito estufa pode chegar a 40%, diz Dilma
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff, afirmou que o Brasil poderá assumir um compromisso voluntário em Copenhague, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, de redução de cerca de 40% das emissões de gases de efeito estufa até 2020.
“Ao reduzirmos o desmatamento [da Amazônia] em 80% [até 2020] já conseguiremos reduzir 20% das emissões de [gás carbônico]”, disse Dilma após reunião com o presidente Lula e ministros, em São Paulo.
Para chegar aos 40%, o governo ainda vai calcular qual será a contribuição de outros setores, como agricultura, pecuária e energia.
Segundo a ministra, o compromisso voluntário de reduções ainda não foi fechado porque o governo “não pode achar”. “Nós somos o governo só vamos assumir o que é possível. Falta fazer avaliações consistentes porque temos que provar o que pode ser feito e ter políticas para fazê-lo. Não temos metas a cumprir, temos compromissos voluntários”, explicou a ministra.
Segundo ela, a proposta do Brasil para a Conferência do Clima, em dezembro, será divulgada em 14 de novembro.
Para a ministra, o crescimento econômico não vai prejudicar os compromissos de redução de emissão de gases poluentes. “Estamos fazendo tudo para assegurar que uma coisa não comprometa a outra”, disse.
Dilma assegurou que o Brasil terá uma posição muito clara e que será exemplo para o mundo. “Queremos que Copenhague tenha ganhos, que os [países] ricos cumpram as suas metas e que os em desenvolvimento proponham seus objetivos voluntários.”
Dilma falou ainda que o maior vilão das emissões de gás carbônico são os combustíveis de energia fóssil e que o Brasil não tem esse problema uma vez que trabalha com energias de matriz renováveis.
Agência Brasil
“Ao reduzirmos o desmatamento [da Amazônia] em 80% [até 2020] já conseguiremos reduzir 20% das emissões de [gás carbônico]”, disse Dilma após reunião com o presidente Lula e ministros, em São Paulo.
Para chegar aos 40%, o governo ainda vai calcular qual será a contribuição de outros setores, como agricultura, pecuária e energia.
Segundo a ministra, o compromisso voluntário de reduções ainda não foi fechado porque o governo “não pode achar”. “Nós somos o governo só vamos assumir o que é possível. Falta fazer avaliações consistentes porque temos que provar o que pode ser feito e ter políticas para fazê-lo. Não temos metas a cumprir, temos compromissos voluntários”, explicou a ministra.
Segundo ela, a proposta do Brasil para a Conferência do Clima, em dezembro, será divulgada em 14 de novembro.
Para a ministra, o crescimento econômico não vai prejudicar os compromissos de redução de emissão de gases poluentes. “Estamos fazendo tudo para assegurar que uma coisa não comprometa a outra”, disse.
Dilma assegurou que o Brasil terá uma posição muito clara e que será exemplo para o mundo. “Queremos que Copenhague tenha ganhos, que os [países] ricos cumpram as suas metas e que os em desenvolvimento proponham seus objetivos voluntários.”
Dilma falou ainda que o maior vilão das emissões de gás carbônico são os combustíveis de energia fóssil e que o Brasil não tem esse problema uma vez que trabalha com energias de matriz renováveis.
Agência Brasil
Educação - Externalidades perversas da educação Uniban. O crime de ser mulher
Em cerimônia religiosa realizada na Paróquia São José, no Jardim Europa, em São Paulo, o reitor da Uniban - Universidade Bandeirantes, Heitor Pinto e Silva que já deve contar com mais de 63, anos casou-se com a atriz e diretora Eloísa Vits de uns 30 anos (30 anos de diferença!). Assistiram à boda mais de 500 convidados vips.
A foto abaixo, tirada dos arquivos da Revista Caras, foi também postada, pelo jornalista Cláudio Humberto, no seu blog e curiosamente, sumiu antes do meio dia de hoje 10 de novembro do blog do Jornalista. Só se foi a pedido do próprio Reitor da Uniban.
Segue a matéria da jornalista Eliane Cantanhêde.
ELIANE CANTANHÊDE
Folha de S.Paulo
BRASÍLIA - Noutro dia, uma mulher de mais de 60 anos foi amordaçada, torturada e violentada por um criminoso que entrou na sua casa, em Brasília, fazendo-se passar por bombeiro eletricista.
É dramático, mas comum. Pior foi a entrevista da delegada (delegadaaa!) a uma rádio, em que ela nem sequer fez referência ao crime e ao criminoso, centrando suas suspeitas (ou seriam certezas?) sobre a própria vítima: se nunca tinha visto o homem, como entabulou conversa com ele? Se morava sozinha, como deixou o estranho entrar? E sentenciou: "Há muita coisa estranha nessa história".
Nada disse sobre o estupro, a violência, a covardia, as escoriações, as muitas horas que a mulher havia ficado ferida, amarrada e amordaçada. No inconsciente da delegada, a vítima era a ré. Afinal, uma mulher madura, sozinha, sabe-se lá!
É o que ocorre na Uniban, quando vândalos recalcados promovem uma rebelião, perseguem, ameaçam e humilham uma colega indefesa, porque... Por que mesmo? Ah, sim! Era insinuante. E ela é que acaba expulsa pelo conselho universitário, até o reitor agir. A vítima virou ré. Afinal, uma mulher jovem, bonita, de saia curta...
São dois casos bastante simbólicos. No de Brasília, não foi um policial bruto e machista que inverteu as condições de vítima e réu: foi uma delegada mulher. No da Uniban, quem embolou os personagens foi o conselho de uma entidade acadêmica, que foi criada e é regiamente paga para cuidar da educação (e da segurança) dos filhos alheios.
Se a delegada e a cúpula da escola são os primeiros e mais insensíveis algozes, para onde correr? A quem recorrer? O "mal" e o "bem" se embaralham cruelmente, e a vítima passa a ser cada vez mais vítima -na condição de ré.
PS - Por falar nisso, no Estado de Maluf e na capital de Pitta, quem é condenada e paga a conta é Luiza Erundina. É de rir ou de chorar?
A foto abaixo, tirada dos arquivos da Revista Caras, foi também postada, pelo jornalista Cláudio Humberto, no seu blog e curiosamente, sumiu antes do meio dia de hoje 10 de novembro do blog do Jornalista. Só se foi a pedido do próprio Reitor da Uniban.
Segue a matéria da jornalista Eliane Cantanhêde.
ELIANE CANTANHÊDE
Folha de S.Paulo
BRASÍLIA - Noutro dia, uma mulher de mais de 60 anos foi amordaçada, torturada e violentada por um criminoso que entrou na sua casa, em Brasília, fazendo-se passar por bombeiro eletricista.
É dramático, mas comum. Pior foi a entrevista da delegada (delegadaaa!) a uma rádio, em que ela nem sequer fez referência ao crime e ao criminoso, centrando suas suspeitas (ou seriam certezas?) sobre a própria vítima: se nunca tinha visto o homem, como entabulou conversa com ele? Se morava sozinha, como deixou o estranho entrar? E sentenciou: "Há muita coisa estranha nessa história".
Nada disse sobre o estupro, a violência, a covardia, as escoriações, as muitas horas que a mulher havia ficado ferida, amarrada e amordaçada. No inconsciente da delegada, a vítima era a ré. Afinal, uma mulher madura, sozinha, sabe-se lá!
É o que ocorre na Uniban, quando vândalos recalcados promovem uma rebelião, perseguem, ameaçam e humilham uma colega indefesa, porque... Por que mesmo? Ah, sim! Era insinuante. E ela é que acaba expulsa pelo conselho universitário, até o reitor agir. A vítima virou ré. Afinal, uma mulher jovem, bonita, de saia curta...
São dois casos bastante simbólicos. No de Brasília, não foi um policial bruto e machista que inverteu as condições de vítima e réu: foi uma delegada mulher. No da Uniban, quem embolou os personagens foi o conselho de uma entidade acadêmica, que foi criada e é regiamente paga para cuidar da educação (e da segurança) dos filhos alheios.
Se a delegada e a cúpula da escola são os primeiros e mais insensíveis algozes, para onde correr? A quem recorrer? O "mal" e o "bem" se embaralham cruelmente, e a vítima passa a ser cada vez mais vítima -na condição de ré.
PS - Por falar nisso, no Estado de Maluf e na capital de Pitta, quem é condenada e paga a conta é Luiza Erundina. É de rir ou de chorar?
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Lula chora em homenagem a Alencar: 'foi uma dádiva ter te encontrado'
Vice-presidente recebeu título da Federação das Indústrias de SP. O Brasil todo faz também uma corrente de energia pela saúde do Alencar.
"Aguentaríamos mais cinco anos, mas somos democratas", disse Lula.
Roney Domingos
Do G1, em São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou na noite desta segunda-feira (9) ao discursar em homenagem ao vice-presidente da República, José Alencar.
Alencar recebeu em São Paulo os títulos de presidente emérito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Ordem do Mérito Industrial. O evento reuniu quatro potenciais candidatos à sucessão presidencial: a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, o governador de São Paulo, Jose Serra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves e o deputado federal Ciro Gomes.
Lula disse que Alencar foi uma espécie de "fundo garantidor" de que ele precisava e fez uma brincadeira com a possibilidade de um terceiro mandato. "Além disso, nestes sete anos de convivência, que poderia ser mais se o pessoal quisesse... Nós dois até que aguentaríamos mais cinco anos de batalha", brincou o presidente.
"Foi uma dádiva de Deus ter te encontrado", disse Lula a Alencar, em tom solene, para logo em seguida brincar: "A gente devia ter se encontrado antes. Aí quem sabe eu não teria perdido tantas eleições."
Lula também disse que partiu dele próprio a ideia de convidar Alencar para ser seu vice em 2002. "E o PT me aceita?" teria perguntado Alencar. Lula conta que respondeu sim. "Eu é que estava aceitando. No meio da campanha, o pessoal que criticava gostava mais dele (Alencar) do que de mim", disse Lula.
O presidente também disse que ele e Alencar bebem e conversam como amigos. "Não são poucas as vezes que tomando um gole a gente fala da vida e começa a chorar", disse o presidente.
Para o presidente ex-sindicalista, o empresário José Alencar, às vezes se posiciona à sua esquerda. "Nós não temos divergências, somos companheiros, fazemos aquilo que entendemos que precisa ser feito. Ele é um pouco mais à esquerda do que eu. Eu virei um sindicalista mais conservador e ele um empresário mais esquerdista", afirmou Lula. "Eu penso que foi bom para mim, foi bom para ele e foi bom para o Brasil."
"Novo Brasil" é mais maduro e reconhecido, avalia Lula
BRASÍLIA - Ao comentar a viagem à Inglaterra na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil está mais " maduro " e responsável, capaz de consolidar uma macroeconomia com estabilidade, geração de empregos e distribuição de renda. "Esse novo Brasil é reconhecido internacionalmente", ressaltou.
No programa semanal Café com o Presidente, ele destacou que o interesse das empresas estrangeiras em investir no país é reflexo de uma economia "saudável, estável, e promissora".
"O fato de o Brasil ter saído tão bem dessa crise financeira mundial é mais uma demonstração da nossa força. Muitos países ainda sofrem com as consequências da crise. Nós, aqui, já saímos", destacou, ao citar o crescimento da indústria, do Produto Interno Bruto (PIB) e da massa salarial brasileira.
Sobre o prêmio que recebeu durante a visita - concedido pela Chatham House como forma de reconhecimento pela atuação nas relações internacionais e na condução da política econômica e social - Lula insistiu que toda a sociedade brasileira acreditou que era possível controlar a crise. Para ele, o prêmio dá visibilidade ao Brasil perante os demais países que começam a ter mais confiança para investir aqui.
Leia mais na Agência Brasil:
Aqui
Turismo - A propaganda enganosa das linhas aéreas
US$ 165 bi em milhas perdidas
Scott McCartney, The Wall Street Journal
Milhas de companhias aéreas que valem bilhões de dólares estão sendo canceladas por causa de políticas confusas
Milhas de companhias aéreas que valem bilhões de dólares estão sendo canceladas por causa das confusas políticas das empresas e também pela falta de alertas sobre o vencimento do benefício.
Estima-se que haja 10 trilhões de milhas não usadas, no valor de US$ 165 bilhões. Pelo menos 20% de todas as milhas em programas de fidelidade talvez nunca sejam resgatadas. Muitos consumidores creem ter uma reserva de centenas de milhares de milhas e descobrem que a conta foi cancelada por falta de atividade.
Quando os programas começaram, as milhas não tinham data de vencimento. Nos anos 90, as várias empresas aéreas impuseram um prazo de três anos. Muitas companhias asiáticas e europeias, assim como algumas dos EUA e as brasileiras TAM e Gol, também têm datas de validade para milhas ou pontos.
Economia - O protecionismo dos gigantes
A China denunciou, na sexta-feira (6), um "abuso de protecionismo" pelos Estados Unidos, que querem impor taxas alfandegárias sobre os tubos para a indústria petroleira importados da China e iniciar a mais séria ação desse tipo jamais tomada contra produtos chineses. Em um comunicado, o ministério do Comércio chinês avisou que "tomaria medidas para proteger os interesses de sua indústria".
"Não reconhecendo o estatuto da economia de mercado na China, a parte americana adotou medidas discriminatórias para aumentar as taxas anti-dumping e anti-subvenções segundo sua vontade, levando a um sério impacto sobre as importações da siderurgia chinesa", explica o ministério.
Segundo o comunicado, mais de 90 empresas serão afetadas, ao passo que os produtos visados, de um valor de US$ 3,2 bilhões (R$ 5,5 bilhões) no ano passado, representaram 46% do valor total das exportações de aço para os Estados Unidos. "Em termos de valor, até hoje esse foi o caso mais grave de ação anti-dumping e anti-subvenções contra a China do exterior", indica o ministério.
Uma fabricação subsidiada pela China em até 99,14%
Segundo os números oficiais americanos, as importações desses tubos pelos Estados Unidos cresceram três vezes em volume entre 2006 e 2008, e mais de quatro vezes em valor, atingindo US$ 2,63 bilhões (R$ 4,52 bilhões).
Os Estados Unidos reafirmaram na quinta-feira sua intenção de impor provisoriamente as taxas alfandegárias sobre esses tubos chineses, ao mesmo tempo em que decidiram aumentar as multas em relação a uma decisão preliminar anunciada em setembro que se baseava em taxas de subsídios chinesas que variavam entre 10,9% e 30,7%.
O departamento americano do Comércio estima agora que a China subsidia a fabricação desses tubos, a um nível que varia entre zero e 99,14% de acordo com as diferentes empresas exportadoras. Sua decisão, que só se tornará definitiva em março de 2010, prevê taxas de 36,5% sobre esses tubos para os 37 maiores exportadores.
Uma empresa se vê isenta de tarifas aduaneiras se seus preços forem considerados conformes aos preços do mercado, mas todos os outros fabricantes chineses de tubos do mesmo gênero são submetidos a taxas de 99,14%.
domingo, 8 de novembro de 2009
Desmatamento - Domingo na Folha: 89% da madeira do Pará vem de área ilegal
O desmatamento sem autorização legal atinge 89% da área que sofre exploração madeireira no Estado do Pará, de acordo com estudo da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), informa Reinaldo José Lopes na edição deste domingo da Folha, que já está nas bancas.
É a primeira vez que se faz uma estimativa direta da retirada de madeira ilegal da Amazônia. Até hoje ninguém sabia direito qual é a quantidade de madeira clandestina na região. O número mais citado, impreciso, fala em 50%.
Deputado terá de reparar dano ambiental de resort em Mairiporã
Madeira apreendida no Amazonas vai para igrejas e associações locais
ONU diz crer em acordo, mas não ratificação de tratado em Copenhague
Os dados usados pelo Imazon agora, vindos de imagens de satélite de 2007 e 2008, indicam que até a atividade madeireira legalizada tem irregularidades --como o registro de toras supostamente oriundas de áreas já desmatadas por completo-- em 37% dos casos. A ONG ainda pretende cruzar o mapeamento com os dados de volume total de madeira em cada região do Estado para estimar o volume clandestino.
A primeira conclusão dos pesquisadores é que 89% da área em que a derrubada foi detectada via satélite não corresponde aos locais em que a atividade madeireira foi aprovada pelo Estado. São quase 375 mil hectares, dos quais 73% equivalem a áreas privadas, devolutas ou sob disputa. O Imazon pretende realizar o levantamento todos os anos daqui para a frente, incluindo também Mato Grosso.
É a primeira vez que se faz uma estimativa direta da retirada de madeira ilegal da Amazônia. Até hoje ninguém sabia direito qual é a quantidade de madeira clandestina na região. O número mais citado, impreciso, fala em 50%.
Deputado terá de reparar dano ambiental de resort em Mairiporã
Madeira apreendida no Amazonas vai para igrejas e associações locais
ONU diz crer em acordo, mas não ratificação de tratado em Copenhague
Os dados usados pelo Imazon agora, vindos de imagens de satélite de 2007 e 2008, indicam que até a atividade madeireira legalizada tem irregularidades --como o registro de toras supostamente oriundas de áreas já desmatadas por completo-- em 37% dos casos. A ONG ainda pretende cruzar o mapeamento com os dados de volume total de madeira em cada região do Estado para estimar o volume clandestino.
A primeira conclusão dos pesquisadores é que 89% da área em que a derrubada foi detectada via satélite não corresponde aos locais em que a atividade madeireira foi aprovada pelo Estado. São quase 375 mil hectares, dos quais 73% equivalem a áreas privadas, devolutas ou sob disputa. O Imazon pretende realizar o levantamento todos os anos daqui para a frente, incluindo também Mato Grosso.
Esportes - Rio 2016 já começou
A preparação dos esportistas que representarão o Brasil em 2016 deve começar agora, só assim o Brasil poderá ficar entre as melhores seleções olímpicas que competirão nas olimpíadas do Rio/2016.
Para isso, é fundamental desenvolver políticas públicas, desde hoje, com investimentos não apenas nas cidades que serão sede dos jogos e sim nas nossas crianças que espalhadas pelo Brasil, sonham com serem as estrelas do Brasil do século XXI
Aqui nossa pequena contribuição, agora faça também a sua.
Para isso, é fundamental desenvolver políticas públicas, desde hoje, com investimentos não apenas nas cidades que serão sede dos jogos e sim nas nossas crianças que espalhadas pelo Brasil, sonham com serem as estrelas do Brasil do século XXI
Aqui nossa pequena contribuição, agora faça também a sua.
sábado, 7 de novembro de 2009
Ciência e Tecnologia - Recursos em P&D&I, Editais do CNPq
Pesquisadores de várias áreas do conhecimento têm poucos dias para prepararem suas propostas e enviar ao CNPq. Até o dia 11 de novembro, oito editais, que juntos somam mais de R$ 23 milhões, têm suas inscrições encerradas.
Estudantes de doutorado das engenharias têm até o dia 3 para se candidatar a uma bolsa na Universidade do Porto, Portugal; no dia 5, a oportunidade se encerra para graduandos, graduados e pós-graduados que queiram realizar plano de treinamento nas áreas de projeto e processos de fabricação de circuitos integrados; no dia 9, o prazo termina para três editais: o de incentivos para a publicação de periódicos científicos, outro para apoiar pesquisas de mapeamento de doenças respiratórias na infância e o que apóia estudos sobre os efeitos de partos cesarianos desnecessários realizados no país; para quem pretende realizar estudos nas áreas de Direito, Economia, Educação e Geografia na Universidade de Salamanca, Espanha, tem até o dia 10 para enviar seu projeto; e, no dia 11, termina o prazo de inscrições para quem deseja realizar cursos de curta duração em arranjos produtivos locais e projetos para inclusão social de catadores de materiais recicláveis.
Veja abaixo um resumo de cada edital e os links para os textos completos:
Brasil e Portugal: Intercâmbio de estudantes de engenharia (submissão até 03/11/2009)
O objetivo do programa é apoiar grupos de pesquisa brasileiros e portugueses, pela participação de estudantes de doutorado que sejam membros de grupos de pesquisa, em estágios de doutorado-sanduíche. Os estudantes brasileiros deverão realizar na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) parte de sua tese de doutoramento a ser defendida no Brasil, enquanto os estudantes portugueses deverão realizar em instituições brasileiras parte de sua tese de doutoramento a ser defendida em Portugal. www.cnpq.br/editais/ct/2009/feup.htm
Fabricação de circuitos integrados (submissão até 05/11/2009)
Serão investidos R$ 4 milhões para complementar a formação de especialistas que atuam em semicondutores e microeletrônica. Possibilitar a participação em projetos de treinamento que envolvam intercâmbio e cooperação com outros países e colaboração entre instituições brasileiras públicas ou privadas, são alguns objetivos. As propostas aprovadas deverão ser executadas em um ano. http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/025.htm
Publicação de periódicos científicos (submissão até 09/11/2009)
Os objetivos são apoiar e estimular a editoração e publicação de periódicos científicos brasileiros que abranjam todas as áreas do conhecimento. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos estimados em R$ 5 milhões, sendo 50% proveniente do CNPq e 50% da CAPES. As inscrições vão até 9 de novembro. http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/016.htm .
Doenças respiratórias na infância (submissão até 09/11/2009)
O Edital Nº 054/2009 pretende apoiar estudos transversais para determinar a prevalência das doenças respiratórias na infância. O CNPq/MCT vai disponibilizar R$ 2 milhões, provenientes do Fundo Setorial de Saúde. Serão destinados 30% dos recursos a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. O edital completo está disponível em: http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/054.htm .
Cesarianas desnecessárias (submissão até 09/11/2009)
O objetivo é selecionar propostas voltadas para a realização de inquérito epidemiológico sobre as consequências do parto cesáreo desnecessário no Brasil. Estão disponíveis R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 oriundos do FNDCT/Fundos Setoriais e R$ 1,5 do Fundo Nacional de Saúde/Decit/SCTIE/MS, a serem liberados de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira do CNPq. http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/057.htm .
Universidade de Salamanca (submissão até 10/11/2009)
Até o dia 10 estão abertas as inscrições para professor-visitante brasileiro junto ao Centro de Estudos Brasileiros (CEB) da Universidade de Salamanca (USAL), período letivo 2009/2010. O convênio entre o CNPq/MCT e a instituição espanhola pretende contribuir para a difusão do conhecimento e a elaboração de estudos sobre a sociedade brasileira. São até quatro vagas, uma para cada área apoiada: Direito, Economia, Educação e Geografia. A permanência é de dois meses, período de 15 de janeiro a 15 de março de 2010. O auxílio do CNPq é de R$ 14,3 mil por professor-visitante, valor não acumulativo com outras bolsas. A USAL complementa o montante com €$ 600 mensais para cada pesquisador. http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/usal.htm .
Arranjos Produtivos Locais (submissão até 11/11/2009)
O CNPq/MCT e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) Ação Transversal lançaram este edital para selecionar propostas que envolvam ações de capacitação, pesquisas tecnológicas e de inovação que desenvolvam Arranjos Produtivos Locais (APLs) nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e a ampliação das atividades de fomento iniciadas no Edital 39/2008. Os projetos aprovados serão custeados com recurso global estimado em R$ 3 milhões, oriundos do FNDCT/Fundos Setoriais/Ação Transversal. Serão dois temas: Capacitação, que engloba propostas de elaboração e aplicação de cursos de curta duração para a mão de obra envolvida em APLs. O segundo tema seleciona projetos que promovam a interação de instituições de pesquisas e pesquisadores com as empresas integrantes dos APLs. http://www.cnpq.br/editais/ct/2009/031.htm .
Inclusão social de catadores de materiais recicláveis (submissão até 11/11/2009)
Este edital destina-se à seleção pública de projetos de pesquisa, desenvolvimento e extensão tecnológica para promover a inclusão social de catadores de materiais recicláveis e de tecnologias sociais voltadas à agroecologia. A intenção é apoiar a execução de projetos de desenvolvimento e extensão tecnológica que promovam a inclusão social, por meio da melhoria das condições socioeconômicas da população brasileira. As propostas aprovadas serão financiadas com valor estimado em R$ 6 milhões, vindos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( FNDCT ), sendo que 30% dos recursos serão destinados a projetos coordenados por pesquisadores vinculados a instituições sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste.
Editais para pesquisa no site de CNPq - VEJA AQUI
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Governo - Agenda do Presidente
Presidência da República
AGENDA DO PRESIDENTE
Sexta-feira
06 de novembro de 2009
08h30 - Chegada a Brasília (DF)
Base Aérea de Brasília
09h - Despachos internos
Palácio da Alvorada
11h - José Pimentel
Ministro da Previdência Social
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
12h30 - Despacho interno
15h - Cerimônia de sanção do Projeto de Lei 222/2009,
que altera o plano de carreira dos militares da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiros do Distrito Federal
Ginásio Nilson Nelson
17h - Partida para São Paulo (SP)
Base Aérea de Brasília
18h - Chegada a São Paulo
Aeroporto de Congonhas
19h - Cerimônia de abertura do 12º Congresso Nacional do Partido
Comunista do Brasil (PCdoB)
Anhembi
21h - Deslocamento para a residência particular
São Bernardo do Campo (SP)
Imprensa Planalto
AGENDA DO PRESIDENTE
Sexta-feira
06 de novembro de 2009
08h30 - Chegada a Brasília (DF)
Base Aérea de Brasília
09h - Despachos internos
Palácio da Alvorada
11h - José Pimentel
Ministro da Previdência Social
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
12h30 - Despacho interno
15h - Cerimônia de sanção do Projeto de Lei 222/2009,
que altera o plano de carreira dos militares da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiros do Distrito Federal
Ginásio Nilson Nelson
17h - Partida para São Paulo (SP)
Base Aérea de Brasília
18h - Chegada a São Paulo
Aeroporto de Congonhas
19h - Cerimônia de abertura do 12º Congresso Nacional do Partido
Comunista do Brasil (PCdoB)
Anhembi
21h - Deslocamento para a residência particular
São Bernardo do Campo (SP)
Imprensa Planalto
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Literatura - Não vi. Não li. Não gostei.
Não foi exatamente o que falou Sarney quando foi perguntado sobre o livro que fala sobre sua vida e da sua família, lançado em São Luís (MA), na noite de última quarta-feira.
Sinopse
Um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.
Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.
Palmério Dória
Nasceu em Santarém, no Pará, mas foi criado em Belém. Jornalista, trabalhou como chefe de reportagem na Rede Globo, nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo. Abandonou o jornalismo diário e dedicou-se a temas "leves": tornou-se diretor de redação de revista "Sexy" em 1992. Seu trabalho na revista masculina rendeu o livro "Evasão de Privacidade": selecionou a dedo os melhores momentos das revelações que mulheres brasileiras concederam à publicação durante os sete anos em que Palmério esteve na direção. Foi autor de outros livros. Seu mais novo, "Honoráveis Bandidos" (2009), conta toda a história secreta do surgimento e enriquecimento da família Sarney.
Sinopse
Um dos jornalistas mais respeitados do país conta os bastidores do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney. Do Maranhão ao Senado, o livro mostra os cenários e histórias protagonizadas pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes.
Com 50 anos de vida pública, o político mais antigo em atividade no país enfrenta escândalos e a opinião pública. É a partir daí que o livro puxa o fio da meada, utilizando as ferramentas do bom jornalismo investigativo. Sempre com muito bom humor, o jornalista faz um retrato do Brasil na era Sarney, os mandos e desmandos do senador e seus filhos, no Maranhão e no Congresso Nacional.
Palmério Dória
Nasceu em Santarém, no Pará, mas foi criado em Belém. Jornalista, trabalhou como chefe de reportagem na Rede Globo, nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo. Abandonou o jornalismo diário e dedicou-se a temas "leves": tornou-se diretor de redação de revista "Sexy" em 1992. Seu trabalho na revista masculina rendeu o livro "Evasão de Privacidade": selecionou a dedo os melhores momentos das revelações que mulheres brasileiras concederam à publicação durante os sete anos em que Palmério esteve na direção. Foi autor de outros livros. Seu mais novo, "Honoráveis Bandidos" (2009), conta toda a história secreta do surgimento e enriquecimento da família Sarney.
Aqui em Brasilia - Museu Historico da Cidade, recente obra do Oscar Niemeyer
Uma das últimas obras do Oscar Niemeyer que permaneceou por muitos anos no papel.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Aqui em Brasília - Ambientalistas de Brasília não querem um tijolo mais no Plano Piloto, e agora?
A FARSA DO SETOR NOROESTE
“O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos.”
Martin Luther King
Prezados amigos, um crime sócio-ambiental está ocorrendo bem debaixo de nossos olhos. A população só conhece a versão oficial da história, que vem sendo propagada pelos meios de comunicação chapa branca, enquanto isso, a última grande reserva do Cerrado dentro da área tombada de Brasília já está sendo destruída e a comunidade indígena que cuida daquele local está sendo expulsa.
O governo arrecada uma fortuna com a chamada " Ecovila" Noroeste, que se diz ser o primeiro bairro ecológico do Brasil, mas na verdade trata-se de um tremendo engodo.
As verdadeiras Ecovilas que se espalham por todo o mundo são criadas em cima de áreas já degradadas pelo homem, aonde os futuros moradores irão recuperar o local , respeitando e se adaptando aos ritmos da natureza.
Na FALSA Ecovila do GDF, existe na verdade um projeto antiquado que será construído em cima de uma reserva ambiental e de um santuário indígena, projeto feito pelas construtoras da cidade e "doado" ao governo local, aonde se criou um bairro de luxo, aonde o desperdício e a ineficiência serão predominantes. Verdadeiras estufas de vidro e granito climatizadas com muito ar-condicionado.
O projeto contraria todo e qualquer princípio de arquitetura ambiental, não pensou-se em criar um zoneamento para preservar a reserva florestal, muito pelo contrário, a avenida principal passa justamente na área com a vegetação nativa mais preservada, e que vem sendo cuidada e mantida pelos índios que habitam a região.
A farsa do projeto "sustentável" é na verdade uma repetição de clichês do chamado "marketing verde" ou melhor “maquiagem verde”, que serve única e exclusivamente para encarecer os apartamentos (captação de água da chuva e paineis solares para aquecimento de água já é lei em várias cidades do Brasil. É uma obrigação das construtoras e não um gesto em defesa da natureza.)
A cara-de-pau do governo e principalmente da imprensa vendida é tão grande que usam justamente as riquezas naturais da reserva do Bananal e citam as suas árvores (copaíba, ingá, angico, baru, açoita-cavalo, barbatimão, pimenta de macaco, jequitibá etc) como itens para vender qualidade de vida para os futuros moradores.
Eles só não dizem que as mesmas árvores estão sendo destruídas por seus tratores na calada da noite.
Com esta farsa o GDF já engordou o seu cofre com 1 bilhão de reais, fora a fortuna que as construtoras irão ganhar (as mesmas que elegeram o atual governador, fora o fato de que o vice-governador é um dos maiores empresários da construção da região).
E com essa fortuna circulando, está todo mundo de bico calado, os deputados distritais defendendo os seus patrocinadores de campanha, o IBRAM órgão que só sabe abençoar o que o governo manda, e os que permanecem em cima do muro, FUNAI e IBAMA que lavam suas mãos convenientemente.
Enquanto isso o cacique Korubo, guardião do local que vinha sendo ameaçado de morte está DESAPARECIDO HÁ SEIS MESES, e uma residência indígena foi incendiada de maneira criminosa. Tenho certeza que vc não leu e não lerá isso no Correio Braziliense.
Mas a atitude do governo e dos empresários já era esperada, estranho seria se eles se comportassem de maneira diferente.
O que não é admissível é ver a passividade do cidadão brasiliense, que terá a sua qualidade de vida extremamente prejudicada por esse tsunami de concreto e asfalto despejados em cima da última grande reserva de Cerrado dentro da área tombada de Brasília. Especialistas em trânsito já falam do caos que virá em nossas ruas, igualando Brasília às demais capitais, com engarrafamentos intermináveis e poluição do ar.
O governo fala que a cidade não tem para onde crescer, assim justificando as suas atrocidades,mas ignora que naquela região poderia ter sido feito um verdadeiro bairro ecológico. Primeiramente delimitando a reserva ambiental e o santuário indígena, depois criando verdadeiras ecovilas nas áreas degradadas ( pelo próprio GDF) do local, usando os princípios do urbanismo ecológico e da arquitetura bioclimática, aonde teria uma população de moradores condizente com a fragilidade do local.
Mas o que está sendo feito é o extremo oposto, uma farra da especulação imobiliária que agride a inteligência da população mais esclarecida. Brasília vai fazer 50 anos, isso aqui não é mais terra de ninguém como pensam os políticos.
O ministério público em março deste ano recomendou a suspenção de todas as licenças emitidas pelo Ibama para a construção do setor noroeste por irregularidades no processo, e recomendou ainda o estudo para a demarcação da terra indígena do Bananal.
A mobilização já está sendo feita, diversas ong´s, grupos estudantis, associações de moradores já estão nesta luta, mas ainda é pouco, precisamos da SUA participação também. Junte-se a nós.
PAREM OS TRATORES JÁ!!!
Contamos com a participação de todos na divulgação deste email, mas o mais importante será a presença física no local, para que todos possam olhar com os próprios olhos a riqueza e a beleza da reserva do Bananal, e a destruição que os tratores da “ecovila” estão causando (vide fotos anexas).
Convidamos portanto para:
TRILHA ECOLÓGICA NO SETOR NOROESTE
Dia 8 de novembro (domingo) a partir das 10 horas, encontro no estacionamento ao lado do canhão que fica entre o setor militar e o setor noroeste. Leve água e protetor solar.
Para que todos despertem para o fato de que um cidade é feita por seus moradores, e não por políticos com interesses próprios.
Obrigado pela atenção,
Movimento Cerrado Vivo
Economia - Exportações brasileiras perdem espaço para produtos chineses na América do Sul
Durante a copa do mundo na Alemanha, a seleção brasileira aparentemente se considerou imbatível, treinou pouco, achou que poderia ganhar de qualquer outro time quando bem entendesse e foi eliminada. O mesmo acontece com o mercado: se as empresas não se preparam adequadamente, tendem a desaparecer. Sob o ponto de vista da produtividade, se estivessem disputando a copa, os jogadores chineses teriam grandes chances de erguer a taça. O país de maior população de todo o planeta, com cerca de 1, 313 bilhão de habitantes, impõe tantos desafios à indústria mundial que até mesmo as maiores potências econômicas precisam suar a camisa para acompanhar o ritmo frenético de produção asiático.Baixos salários, produção em larga escala e estratégias governamentais que fomentam o setor produtivo a partir de políticas industriais eficientes são alguns fatores que explicam a forte competitividade da China no mercado mundial, fazendo com que a produção industrial do país consiga crescer mais de 16% ao ano. O índice subiu 16,2% em 2005, em comparação a 2004, e já cresceu 18,7% só no primeiro semestre de 2006. Outra vantagem competitiva é a taxa de câmbio, que mantém a moeda chinesa desvalorizada de modo a baratear os produtos. As longas jornadas de trabalho e o menor salário/hora do mundo são situações que acabam por atrair o investidor frente à baixa participação do custo trabalho na composição do valor do produto.
Hoje, apesar da crise internacional a economia chinesa tem conseguido se recuperar com relativa rapidez, entretanto, a grande diferença do setor empresarial chines, se comparado com o brasileiro, é o valor agegado aos produtos o que reflete na baixa competitividade das empresas. O País vende mais commodities e menos produto acabados.
Veja a matéria do Correio abaixo:
Liana Verdini
Correio
As exportações brasileiras estão perdendo espaço para os produtos chineses na América do Sul, principal destino das manufaturas nacionais. De acordo com estudo da economista Lia Valls, da Fundação Getulio Vargas (FGV), as perdas ainda são pequenas, mas a situação pode se agravar este ano, pois a estratégia desse país oriental é vender produtos manufaturados para nações em desenvolvimento, uma vez que todas as projeções indicam que esse grupo está sofrendo menos perda de renda do que os países desenvolvidos.
Trata-se de uma tentativa da China de compensar a perda de exportações para o mercado dos Estados Unidos, que enfrentam uma das piores recessões de toda a sua história. Esse movimento chinês explica a expressiva perda de mercado no exterior de alguns produtos brasileiros, especialmente siderúrgicos e componentes do setor automobilístico.
Esse é o caso, por exemplo, do dispositivo para comando de acelerador, freio, embreagem, direção ou caixa de marchas vendido ao Uruguai. De acordo com o levantamento da economista, 98% das perdas das exportações brasileiras para o país vizinho são devido ao aumento da participação chinesa na venda desse tipo de componente. Outro exemplo são os tubos para perfuração utilizados na extração de petróleo ou gás comprado do Brasil pela Colômbia. Em 2008, o Brasil perdeu 90% desse mercado para produtos similares chineses.
"O preocupante de tudo isto é que o Brasil está perdendo exportações de produtos de maior valor agregado (mais caros). E isso poderá ter algum impacto em nossa balança comercial se não houver maior atenção das autoridades para essa tendência que está se desenhando", observa a economista.
Leia a matéria completa no Correio Braziliense Aqui
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Mineração - Chineses ganham mercado com preço cada vez menor. Preço do produto chinês em reais despenca no ano
Sergio Lamucci e João Villaverde
Valor Econômico
Os preços dos produtos importados da China despencaram desde o começo do ano, aumentando ainda mais a dificuldade das empresas brasileiras de concorrer com os rivais asiáticos. De janeiro a setembro, as cotações em reais de muitas das mercadorias chinesas superaram com folga a valorização do câmbio no período, um sinal de que houve recuo também em dólar, como mostra um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) feito a pedido do Valor, com base nos números do Ministério do Desenvolvimento.
Há casos em que, em nove meses, os preços dos produtos em reais caíram mais de 50%, como os das bolsas de matérias têxteis (-63,3%), dos calçados de matéria têxtil com sola de borracha (-51,7%) e dos brinquedos representando animais e criaturas não humanas (-54,7%). Para comparar, o dólar médio caiu 21,1% de janeiro a setembro, de R$ 2,31 para R$ 1,82.
O estudo da Fiesp deixa claro que o o aumento da concorrência chinesa se espalha por diversos setores da economia , como destaca o diretor titular de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca. No setor de borracha e plástico, os preços de pneus novos para ônibus ou caminhões caíram 46,5% de janeiro a setembro, enquanto houve recuo de 31,9% nos dos caminhões-guindastes com hastes telescópicas, de 44,9% nos móveis de metal e de 42,2% nos terminais portáteis de telefonia celular. Giannetti diz que os chineses, ao manterem a cotação do yuan fixa em relação ao dólar, "pegaram carona" na desvalorização da moeda americana em relação às divisas do resto mundo, "especialmente o real, a que mais se valorizou".
Para complicar ainda mais a situação dos concorrentes brasileiros, os chineses conseguem reduzir os seus preços em dólar. "É uma concorrência desleal." Segundo Giannetti, é "absolutamente impossível" para as empresas brasileiras obterem ganhos de produtividade suficientes para enfrentar a magnitude da diminuição dos preços dos produtos chineses. Para ele, já está em curso um processo de desindustrialização no país. Há empresas de autopeças que passaram a importar produtos da China e apenas colocam a marca no Brasil, segundo ele. "Eu vejo diariamente na Fiesp empresários desesperados para tentar barrar a competição chinesa."
O segmento têxtil é um dos que mais sofrem com a competição dos asiáticos. "A economia está em recuperação, entrando no período das festas de fim de ano com ritmo acelerado, impulsionando o crescimento a partir de 2010. O setor têxtil, porém, não está aproveitando praticamente nada", afirma Domingos Mosca, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Segundo ele, o "derretimento" do real contribui para fortalecer o ingresso em massa de produtos chineses, especialmente roupas e tecidos. "Somos um setor muito sensível ao câmbio. Essa competição predatória com os chineses está nos asfixiando", afirma Mosca.
A fabricação nacional do tecido denim, usado na produção do jeans, custou, em média, US$ 5,24 o quilo nos primeiros nove meses deste ano. Na China, o mesmo produto chegou ao Brasil custando US$ 4,20 o quilo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, a balança comercial deste tipo de tecido é favorável em 2009 até setembro - US$ 17,7 milhões. Representantes do setor, no entanto, apontam que esse cenário não deve durar por muito mais tempo.
"Numa feira em Xangai na semana passada, um metro de tecido denim era negociado a US$ 1,60. Aqui, de jeito nenhum podemos vender o metro por menos de US$ 2. O saldo comercial não se sustentará", afirma Mosca. Segundo ele, a balança comercial de tecidos e vestuário deve fechar negativa em US$ 2 bilhões neste ano. A situação é mais dramática na comercialização de vestuário. Dados da Abit apontam que a fabricação nacional custa US$ 34,70 por quilo. As importações chinesas chegam ao Brasil com preços 60,3% mais baratos - US$ 13,70 por quilo.
Para Mosca, os industriais chineses são incentivados à exportar por meio do câmbio desvalorizado em relação ao dólar, os baixos encargos trabalhistas e a pequena carga tributária. "No Brasil é tudo ao contrário. Enquanto os encargos chineses representam 15% dos salários, aqui eles superam 100%. Como se não bastasse, nossa moeda não para de se valorizar, dificultando ainda mais a exportação e facilitando a vida da China no nosso mercado", afirma.
Para Rinaldo Dini, dirigente do Sindicato da Indústria Óptica (Siniop), além das condições facilitadas para produção e exportação, os chineses também se apoiam na internalização ilegal do produto - o contrabando. Segundo Dini, uma prática comum é declarar um preço mais alto para escapar da cobrança de impostos de importação mais elevados, mas comercializar em território brasileiro por um preço mais baixo.
Rinaldi avalia que nem mesmo avanços na fiscalização da Receita Federal são capazes de, isoladamente, dar competitividade ao produto nacional. Segundo dados do Siniop, os preços das armações de óculos no Brasil variam, na média, entre R$ 20 e R$ 70. A armação chinesa, por sua vez, custa, na média, US$ 6 (R$ 10,38). "Com a taxa de câmbio em R$ 2, o produto chinês pode ser vendido por R$ 15 que, além de ser mais barato que o brasileiro, ainda devolve lucro ao importador." O raciocínio, na prática, é mais "cruel", diz ele, uma vez que o câmbio está muito "pior" que R$ 2 - fechou na sexta-feira a R$ 1,73. "No setor de óculos, tinhamos por volta de 300 fábricas. Nos últimos quatro anos, a maioria fechou, e uma parcela passou a importar da China. Restam entre 15 a 20 fábricas que ainda produzem armações."
Manuel Miguez, proprietário da Escovas Fidalga, afirma que, mantidos taxa de câmbio e encargos trabalhistas, apenas um "milagre" pode salvar o mercado interno brasileiro de "invasão" dos produtos chineses nos próximos anos. O preço médio de uma escova de cabelo produzida no mercado nacional é R$ 15, enquanto os importados chineses são vendidos pela metade do preço no varejo. Esse diferencial convenceu diversas empresas do setor a importar o produto da China, desativando a produção local. O movimento, afirma Miguez, é altamente lucrativo, uma vez que o espaço antes destinado a máquinas e operários pode ser ocupado por caixas do produto final, importado. Miguez, que também preside o Sindicato da Indústria de Móveis de Junco e Vime e Vassouras e de Escovas e Pincéis no Estado de São Paulo (Simvep), afirma que os importadores hoje são maioria no setor. "O que não deixa de ser um tiro no pé. Se todo mundo virar importador, teremos muito menos trabalhadores. Sem emprego, não temos consumo. É uma bola de neve, e está apenas começando", afirma ele.
A Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) tem obviamente uma visão diferente sobre a concorrência chinesa. O diretor-secretário da entidade, Daniel Dias de Carvalho, diz que os produtos da China vendidos no Brasil são aqueles com menor valor agregado, um segmento no qual os brasileiros têm dificuldades de competir em grande parte por questão de escala.
Ele defende a importação das máquinas da China como uma maneira de os empresários brasileiros reduzirem seus custos de investimento. "Se você sabe quanto custa uma máquinas chinesa e percebe que ela atende perfeitamente o seu propósito, estaria disposto a pagar o dobro do preço por uma máquina nacional? Além disso, há várias casos de máquinas em que há produção nacional capaz de suprir a demanda."
Carvalho diz que o dólar a R$ 1,70 não é o câmbio ideal para o setor. "É melhor uma taxa de R$ 2 a R$ 2,10, e mais estável." Nesse nível, o dólar fica num patamar mais adequado para toda a economia, diz ele. É um câmbio ainda competitivo para os importadores, que teriam a possibilidade de vender também mais produtos às empresas exportadoras, cujo desempenho melhoraria com uma moeda americana mais cara.
Valor Econômico
Os preços dos produtos importados da China despencaram desde o começo do ano, aumentando ainda mais a dificuldade das empresas brasileiras de concorrer com os rivais asiáticos. De janeiro a setembro, as cotações em reais de muitas das mercadorias chinesas superaram com folga a valorização do câmbio no período, um sinal de que houve recuo também em dólar, como mostra um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) feito a pedido do Valor, com base nos números do Ministério do Desenvolvimento.
Há casos em que, em nove meses, os preços dos produtos em reais caíram mais de 50%, como os das bolsas de matérias têxteis (-63,3%), dos calçados de matéria têxtil com sola de borracha (-51,7%) e dos brinquedos representando animais e criaturas não humanas (-54,7%). Para comparar, o dólar médio caiu 21,1% de janeiro a setembro, de R$ 2,31 para R$ 1,82.
O estudo da Fiesp deixa claro que o o aumento da concorrência chinesa se espalha por diversos setores da economia , como destaca o diretor titular de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca. No setor de borracha e plástico, os preços de pneus novos para ônibus ou caminhões caíram 46,5% de janeiro a setembro, enquanto houve recuo de 31,9% nos dos caminhões-guindastes com hastes telescópicas, de 44,9% nos móveis de metal e de 42,2% nos terminais portáteis de telefonia celular. Giannetti diz que os chineses, ao manterem a cotação do yuan fixa em relação ao dólar, "pegaram carona" na desvalorização da moeda americana em relação às divisas do resto mundo, "especialmente o real, a que mais se valorizou".
Para complicar ainda mais a situação dos concorrentes brasileiros, os chineses conseguem reduzir os seus preços em dólar. "É uma concorrência desleal." Segundo Giannetti, é "absolutamente impossível" para as empresas brasileiras obterem ganhos de produtividade suficientes para enfrentar a magnitude da diminuição dos preços dos produtos chineses. Para ele, já está em curso um processo de desindustrialização no país. Há empresas de autopeças que passaram a importar produtos da China e apenas colocam a marca no Brasil, segundo ele. "Eu vejo diariamente na Fiesp empresários desesperados para tentar barrar a competição chinesa."
O segmento têxtil é um dos que mais sofrem com a competição dos asiáticos. "A economia está em recuperação, entrando no período das festas de fim de ano com ritmo acelerado, impulsionando o crescimento a partir de 2010. O setor têxtil, porém, não está aproveitando praticamente nada", afirma Domingos Mosca, coordenador da área internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Segundo ele, o "derretimento" do real contribui para fortalecer o ingresso em massa de produtos chineses, especialmente roupas e tecidos. "Somos um setor muito sensível ao câmbio. Essa competição predatória com os chineses está nos asfixiando", afirma Mosca.
A fabricação nacional do tecido denim, usado na produção do jeans, custou, em média, US$ 5,24 o quilo nos primeiros nove meses deste ano. Na China, o mesmo produto chegou ao Brasil custando US$ 4,20 o quilo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, a balança comercial deste tipo de tecido é favorável em 2009 até setembro - US$ 17,7 milhões. Representantes do setor, no entanto, apontam que esse cenário não deve durar por muito mais tempo.
"Numa feira em Xangai na semana passada, um metro de tecido denim era negociado a US$ 1,60. Aqui, de jeito nenhum podemos vender o metro por menos de US$ 2. O saldo comercial não se sustentará", afirma Mosca. Segundo ele, a balança comercial de tecidos e vestuário deve fechar negativa em US$ 2 bilhões neste ano. A situação é mais dramática na comercialização de vestuário. Dados da Abit apontam que a fabricação nacional custa US$ 34,70 por quilo. As importações chinesas chegam ao Brasil com preços 60,3% mais baratos - US$ 13,70 por quilo.
Para Mosca, os industriais chineses são incentivados à exportar por meio do câmbio desvalorizado em relação ao dólar, os baixos encargos trabalhistas e a pequena carga tributária. "No Brasil é tudo ao contrário. Enquanto os encargos chineses representam 15% dos salários, aqui eles superam 100%. Como se não bastasse, nossa moeda não para de se valorizar, dificultando ainda mais a exportação e facilitando a vida da China no nosso mercado", afirma.
Para Rinaldo Dini, dirigente do Sindicato da Indústria Óptica (Siniop), além das condições facilitadas para produção e exportação, os chineses também se apoiam na internalização ilegal do produto - o contrabando. Segundo Dini, uma prática comum é declarar um preço mais alto para escapar da cobrança de impostos de importação mais elevados, mas comercializar em território brasileiro por um preço mais baixo.
Rinaldi avalia que nem mesmo avanços na fiscalização da Receita Federal são capazes de, isoladamente, dar competitividade ao produto nacional. Segundo dados do Siniop, os preços das armações de óculos no Brasil variam, na média, entre R$ 20 e R$ 70. A armação chinesa, por sua vez, custa, na média, US$ 6 (R$ 10,38). "Com a taxa de câmbio em R$ 2, o produto chinês pode ser vendido por R$ 15 que, além de ser mais barato que o brasileiro, ainda devolve lucro ao importador." O raciocínio, na prática, é mais "cruel", diz ele, uma vez que o câmbio está muito "pior" que R$ 2 - fechou na sexta-feira a R$ 1,73. "No setor de óculos, tinhamos por volta de 300 fábricas. Nos últimos quatro anos, a maioria fechou, e uma parcela passou a importar da China. Restam entre 15 a 20 fábricas que ainda produzem armações."
Manuel Miguez, proprietário da Escovas Fidalga, afirma que, mantidos taxa de câmbio e encargos trabalhistas, apenas um "milagre" pode salvar o mercado interno brasileiro de "invasão" dos produtos chineses nos próximos anos. O preço médio de uma escova de cabelo produzida no mercado nacional é R$ 15, enquanto os importados chineses são vendidos pela metade do preço no varejo. Esse diferencial convenceu diversas empresas do setor a importar o produto da China, desativando a produção local. O movimento, afirma Miguez, é altamente lucrativo, uma vez que o espaço antes destinado a máquinas e operários pode ser ocupado por caixas do produto final, importado. Miguez, que também preside o Sindicato da Indústria de Móveis de Junco e Vime e Vassouras e de Escovas e Pincéis no Estado de São Paulo (Simvep), afirma que os importadores hoje são maioria no setor. "O que não deixa de ser um tiro no pé. Se todo mundo virar importador, teremos muito menos trabalhadores. Sem emprego, não temos consumo. É uma bola de neve, e está apenas começando", afirma ele.
A Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) tem obviamente uma visão diferente sobre a concorrência chinesa. O diretor-secretário da entidade, Daniel Dias de Carvalho, diz que os produtos da China vendidos no Brasil são aqueles com menor valor agregado, um segmento no qual os brasileiros têm dificuldades de competir em grande parte por questão de escala.
Ele defende a importação das máquinas da China como uma maneira de os empresários brasileiros reduzirem seus custos de investimento. "Se você sabe quanto custa uma máquinas chinesa e percebe que ela atende perfeitamente o seu propósito, estaria disposto a pagar o dobro do preço por uma máquina nacional? Além disso, há várias casos de máquinas em que há produção nacional capaz de suprir a demanda."
Carvalho diz que o dólar a R$ 1,70 não é o câmbio ideal para o setor. "É melhor uma taxa de R$ 2 a R$ 2,10, e mais estável." Nesse nível, o dólar fica num patamar mais adequado para toda a economia, diz ele. É um câmbio ainda competitivo para os importadores, que teriam a possibilidade de vender também mais produtos às empresas exportadoras, cujo desempenho melhoraria com uma moeda americana mais cara.
Aqui em Brasília - Curiosidades, a veja e o cidadão: VOCÊ
Politicômetro da VEJA.
Apesar de que desde faz 79 anos não leio a Veja, apenas dou uma olhada no consultório do dentista (cada 6 meses), hoje recebi este teste pelo e-mail e repasso para seu entretenimento.
Já fiz e senti certo constrangimento porque me "atacou" me avaliando como "de esquerda moderado liberal", acredito em um mercado forte na economia, entretanto não concorda com restrições à liberdade individual.
Fiz o teste para repassar para o leitor meu permanente protesto contra esse pasquim que até de graça é oferecido entre os chamados segmentos "A" e "B", da sociedade. É uma palhaçada, os que já lí em revistas femininas são de maior conteúdo e qualidade. Também já conheço esse sociólogo Alberto Almeida ( não é o espírita), este é um medíocre com título de graduação e só, que vive ministrar palestrinhas para de auto-ajuda para a Globo e Veja, palestras que são freqüentadas por algum crédulo, cândido, inexperiente ou um pomboca e desavisado cidadão, que apenas lê a VEJA, como única fonte de informação.
Segue a explicação do testinho da Veja:
Já fiz e senti certo constrangimento porque me "atacou" me avaliando como "de esquerda moderado liberal", acredito em um mercado forte na economia, entretanto não concorda com restrições à liberdade individual.
Fiz o teste para repassar para o leitor meu permanente protesto contra esse pasquim que até de graça é oferecido entre os chamados segmentos "A" e "B", da sociedade. É uma palhaçada, os que já lí em revistas femininas são de maior conteúdo e qualidade. Também já conheço esse sociólogo Alberto Almeida ( não é o espírita), este é um medíocre com título de graduação e só, que vive ministrar palestrinhas para de auto-ajuda para a Globo e Veja, palestras que são freqüentadas por algum crédulo, cândido, inexperiente ou um pomboca e desavisado cidadão, que apenas lê a VEJA, como única fonte de informação.
Segue a explicação do testinho da Veja:
"O politicômetro é um teste de opinião que o situa no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia. Com a ajuda do sociólogo Alberto Almeida, VEJA preparou um questionário com vinte perguntas. Assim que terminar de respondê-las, você saberá a sua posição política em um quadrante que tem como eixos os extremos esquerda-direita e liberal-antiliberal" (Veja, 2009).
Clique aqui e faça o teste para conferir como a veja avalia seus princípios, em geral
Diploma
que a Veja outorga aos jornalistas e leitores brasileiros
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Política - Governo do Pará confirma substituto na SEFA
Confirmado: diretor do Sebrae assumirá a Sefa.
Você sabe qual foi a razão da exoneração do Zé Raimundo, nosso colega da Faculdade de Economia da UFPA?.
Fala-se em falta de competência e falta de inteligência emocional para administrar os problemas com os servidores e o sindicato. Em uma queda de braço com o ex-chefe da Casa Civil, a corda se cortou pelo elo mais fraco, como dizia o filósofo.
O presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco do Pará (Sinditaf), Charles Alcantara, recebeu com reservas a notícia da confirmação do economista Vando Vidal de Oliveira Rego, 42, para comandar a Secretaria de Estado da Fazenda. A nomeação, determinada pela governadora Ana Júlia Carepa, será publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado.
Vidal assume o lugar do economista José Raimundo Barreto Trindade, que se desgastou com a queda vertiginosa de arrecadação e pela greve dos servidores da fazenda, encerrada na sexta-feira. “O fato de ele não ser oriundo da área sindical é uma temeridade. Vai ter que negociar conosco e pode repetir a atuação de José Raimundo Trindade. Mas como não sei muito sobre o perfil do novo secretário, prefiro esperar para conferir”, disse Alcantara, ex-chefe da Casa Civil da governadora Ana Júlia.
Alcantara enfatizou que espera do novo secretário transparência nas ações, valorização do servidor fazendário e das políticas fazendárias. O sindicalista disse que está disposto a colaborar com o novo secretário, desde que este trabalhe de acordo com os princípios éticos que devem nortear o setor fazendário.
PERFIL DO NOVO SECRETÁRIO
Especialista em Economia do Trabalho, Vando Vidal ocupava, desde janeiro, o cargo de diretor administrativo e financeiro do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/Pará).
Entre 2007 e 2008, foi diretor de Planejamento, Administração e Finanças da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, ocupada por Maurílio Monteiro, ex-cunhado da governadora e, ao que se diz nos bastidores, é o patrono da indicação de Vidal para o lugar de Trindade.
O novo secretário é natural de Santarém. Ele também coordenou o Grupo Especial de Trabalho em Engenharia dos Parques Tecnológicos, Distritos Industriais e Infraestrutura do Programa NavegaPará. Na Prefeitura de Belém, em 2003, assumiu interinamente a Secretaria Municipal de Saneamento. Em 2006, foi secretário de Desenvolvimento Econômico, em Canaã dos Carajás, então administrado pelo PT. Mas não tem militância no partido.
Secretários e parlamentares do PT não quiseram comentar a indicação de Vando Vidal, em detrimento de José Júlio Lima, que aparecia como favorito entre os auxiliares diretos da governadora. Consultados, afirmaram que a nomeação é prerrogativa de Ana Júlia e que não lhes compete discutir isso. O líder do PT na Assembleia Legislativa, Airton Faleiro, não foi encontrado para comentar a substituição. (Diário do Pará).
Você sabe qual foi a razão da exoneração do Zé Raimundo, nosso colega da Faculdade de Economia da UFPA?.
Fala-se em falta de competência e falta de inteligência emocional para administrar os problemas com os servidores e o sindicato. Em uma queda de braço com o ex-chefe da Casa Civil, a corda se cortou pelo elo mais fraco, como dizia o filósofo.
O presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco do Pará (Sinditaf), Charles Alcantara, recebeu com reservas a notícia da confirmação do economista Vando Vidal de Oliveira Rego, 42, para comandar a Secretaria de Estado da Fazenda. A nomeação, determinada pela governadora Ana Júlia Carepa, será publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado.
Vidal assume o lugar do economista José Raimundo Barreto Trindade, que se desgastou com a queda vertiginosa de arrecadação e pela greve dos servidores da fazenda, encerrada na sexta-feira. “O fato de ele não ser oriundo da área sindical é uma temeridade. Vai ter que negociar conosco e pode repetir a atuação de José Raimundo Trindade. Mas como não sei muito sobre o perfil do novo secretário, prefiro esperar para conferir”, disse Alcantara, ex-chefe da Casa Civil da governadora Ana Júlia.
Alcantara enfatizou que espera do novo secretário transparência nas ações, valorização do servidor fazendário e das políticas fazendárias. O sindicalista disse que está disposto a colaborar com o novo secretário, desde que este trabalhe de acordo com os princípios éticos que devem nortear o setor fazendário.
PERFIL DO NOVO SECRETÁRIO
Especialista em Economia do Trabalho, Vando Vidal ocupava, desde janeiro, o cargo de diretor administrativo e financeiro do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/Pará).
Entre 2007 e 2008, foi diretor de Planejamento, Administração e Finanças da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, ocupada por Maurílio Monteiro, ex-cunhado da governadora e, ao que se diz nos bastidores, é o patrono da indicação de Vidal para o lugar de Trindade.
O novo secretário é natural de Santarém. Ele também coordenou o Grupo Especial de Trabalho em Engenharia dos Parques Tecnológicos, Distritos Industriais e Infraestrutura do Programa NavegaPará. Na Prefeitura de Belém, em 2003, assumiu interinamente a Secretaria Municipal de Saneamento. Em 2006, foi secretário de Desenvolvimento Econômico, em Canaã dos Carajás, então administrado pelo PT. Mas não tem militância no partido.
Secretários e parlamentares do PT não quiseram comentar a indicação de Vando Vidal, em detrimento de José Júlio Lima, que aparecia como favorito entre os auxiliares diretos da governadora. Consultados, afirmaram que a nomeação é prerrogativa de Ana Júlia e que não lhes compete discutir isso. O líder do PT na Assembleia Legislativa, Airton Faleiro, não foi encontrado para comentar a substituição. (Diário do Pará).
Esporte - Finalmente uma análise impecável sobre a "estratégia de escape" do Robinho
Do UOL Esporte
Em São Paulo
Nos últimos tempos, Robinho manifestou seu desejo de trocar seu clube por outro no qual julga ter melhores condições de se tornar o melhor do mundo. Parece um filme já conhecido, mas o atacante do Manchester City repete agora o que fez no Real Madrid. Em baixa, o brasileiro se arrisca de novo em uma tática questionável, que aumenta a desconfiança em torno dele. Como se não bastasse, ele ainda se vê prejudicado por uma lesão e pelas atuações sem destaque. Tudo isso coloca em dúvida até sua presença na seleção brasileira.
Sem conseguir o brilho esperado no Real Madrid, Robinho viveu seus últimos momentos no clube espanhol rodeado por polêmicas. O brasileiro forçou sua saída dos Merengues, com seguidas declarações de que gostaria de defender o Chelsea. No fim das contas, ele foi para a Inglaterra, mas para se juntar ao Manchester City. A transferência lhe rendeu o nada honroso "título" de jogador mais mercenário, de acordo com o diário francês L'Équipe.
A negociação ficou em torno de 40 milhões de euros. Na época, Robinho afirmou que no Manchester City teria condições de se tornar o melhor jogador do mundo. Em um clube "emergente", graças ao dinheiro investido pelo xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, os resultados em campo não foram dos melhores: o time terminou o Campeonato Inglês em 10º lugar.
Os planos de crescimento do Manchester City ganharam impulso ainda maior para esta temporada e isto afetou diretamente o jogador. O clube não economizou pare reforçar seu elenco, principalmente o ataque. Para o setor ofensivo, foram contratados Emmanuel Adebayor, Carlos Tevez e Roque Santa Cruz. Robinho perdeu espaço e acabou na reserva.
Como se não bastasse, a lesão no tornozelo sofrida pelo brasileiro complicou sua situação não só no clube como até o ameaça na seleção brasileira. No Manchester City, além da concorrência com os reforços, o atacante se preocupa com outro "rival". O galês Craig Bellamy tem se destacado com boas atuações pela equipe.
E se antes Robinho tinha lugar cativo na seleção, hoje há quem coloque em dúvida sua presença na equipe. Enquanto Luís Fabiano e Adriano parecem nomes certos para a Copa do Mundo-2010, Nilmar e Alexandre Pato acirraram a disputa por uma vaga e colocaram alguns pontos de interrogação na cabeça de Dunga - ainda mais depois das últimas atuações sem tanto brilho do ex-santista com a camisa amarela.
Agora, Robinho repete a mesma estratégia usada quando quis deixar o Real Madrid. O atacante manifestou seu desejo de retornar ao futebol espanhol e já disse que gostaria de vestir a camisa do Barcelona. Além de destacar a qualidade dos blaugranas, o atacante afirmou que, no Camp Nou, teria mais condições de alcançar a condição de melhor jogador do mundo.
Enquanto acumula declarações polêmicas e tenta forçar mais uma vez a saída de um clube, Robinho coloca seu futuro em risco. Com a imagem arranhada, ele nem pode recorrer ao seu desempenho em campo para amenizar a situação, pois seus espaços se reduziram tanto em sua equipe como na seleção. Seus planos de se tornar o melhor do mundo correm risco de se transformar em ameaça para seu futuro.
Em São Paulo
Nos últimos tempos, Robinho manifestou seu desejo de trocar seu clube por outro no qual julga ter melhores condições de se tornar o melhor do mundo. Parece um filme já conhecido, mas o atacante do Manchester City repete agora o que fez no Real Madrid. Em baixa, o brasileiro se arrisca de novo em uma tática questionável, que aumenta a desconfiança em torno dele. Como se não bastasse, ele ainda se vê prejudicado por uma lesão e pelas atuações sem destaque. Tudo isso coloca em dúvida até sua presença na seleção brasileira.
Sem conseguir o brilho esperado no Real Madrid, Robinho viveu seus últimos momentos no clube espanhol rodeado por polêmicas. O brasileiro forçou sua saída dos Merengues, com seguidas declarações de que gostaria de defender o Chelsea. No fim das contas, ele foi para a Inglaterra, mas para se juntar ao Manchester City. A transferência lhe rendeu o nada honroso "título" de jogador mais mercenário, de acordo com o diário francês L'Équipe.
A negociação ficou em torno de 40 milhões de euros. Na época, Robinho afirmou que no Manchester City teria condições de se tornar o melhor jogador do mundo. Em um clube "emergente", graças ao dinheiro investido pelo xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, os resultados em campo não foram dos melhores: o time terminou o Campeonato Inglês em 10º lugar.
Os planos de crescimento do Manchester City ganharam impulso ainda maior para esta temporada e isto afetou diretamente o jogador. O clube não economizou pare reforçar seu elenco, principalmente o ataque. Para o setor ofensivo, foram contratados Emmanuel Adebayor, Carlos Tevez e Roque Santa Cruz. Robinho perdeu espaço e acabou na reserva.
Como se não bastasse, a lesão no tornozelo sofrida pelo brasileiro complicou sua situação não só no clube como até o ameaça na seleção brasileira. No Manchester City, além da concorrência com os reforços, o atacante se preocupa com outro "rival". O galês Craig Bellamy tem se destacado com boas atuações pela equipe.
E se antes Robinho tinha lugar cativo na seleção, hoje há quem coloque em dúvida sua presença na equipe. Enquanto Luís Fabiano e Adriano parecem nomes certos para a Copa do Mundo-2010, Nilmar e Alexandre Pato acirraram a disputa por uma vaga e colocaram alguns pontos de interrogação na cabeça de Dunga - ainda mais depois das últimas atuações sem tanto brilho do ex-santista com a camisa amarela.
Agora, Robinho repete a mesma estratégia usada quando quis deixar o Real Madrid. O atacante manifestou seu desejo de retornar ao futebol espanhol e já disse que gostaria de vestir a camisa do Barcelona. Além de destacar a qualidade dos blaugranas, o atacante afirmou que, no Camp Nou, teria mais condições de alcançar a condição de melhor jogador do mundo.
Enquanto acumula declarações polêmicas e tenta forçar mais uma vez a saída de um clube, Robinho coloca seu futuro em risco. Com a imagem arranhada, ele nem pode recorrer ao seu desempenho em campo para amenizar a situação, pois seus espaços se reduziram tanto em sua equipe como na seleção. Seus planos de se tornar o melhor do mundo correm risco de se transformar em ameaça para seu futuro.
EUA cobram meta de pobre sem mostrar as suas, acusa africano
Carlos Minc também criticou aos Estados Unidos por exigir muito e oferecer pouco.
Terminou com críticas aos EUA o principal dia da reunião ministerial que tenta desatar alguns nós da negociação para a conferência de Copenhague. Representantes de cerca de 30 países fizeram em Barcelona uma discussão política antes do último encontro de negociadores pré-Copenhague, que acontece na semana que vem na cidade espanhola. Foi uma tentativa de tirar a reunião dinamarquesa da rota do fracasso.
Há três pontos principais de debate na reta final: 1) como serão estabelecidas as metas de corte de emissões até 2020; 2) quem pagará para os países pobres combaterem a mudança climática, e quanto; 3) quem administrará esse dinheiro.
Na sexta-feira (30), os EUA pressionaram os emergentes a revelar suas propostas imediatamente. "Precisamos saber o que China, Índia, Brasil, Indonésia e África do Sul pretendem fazer. É crucial", disse na reunião o americano Todd Stern, o homem do governo Obama para questões climáticas. Stern falou logo depois do representante chinês e disse que a necessidade de ter informação para discutir domesticamente antes de Copenhague "não se aplica a um grande número de países".
A Folha teve acesso apenas a parte do encontro - a reportagem foi expulsa da sala pelo governo dinamarquês, organizador do evento, sob o argumento de que não estava prevista cobertura de imprensa ali.
Após a reunião, o representante sul-africano rebateu o argumento americano: "Os EUA querem números nossos, mas não mostram os deles", afirmou Alf Wills.
O governo brasileiro adotou caminho parecido. "Os EUA têm exigido muito e oferecido pouco", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Na reunião, ele trabalhou com a meta de reduzir até 2020 as emissões de gás carbônico em cerca de 30% -o número final será discutido com o presidente Lula na terça-feira.
O representante chinês, Xie Zhenhua, do Conselho Nacional de Desenvolvimento, alertou que a reunião poderia acabar em mais conflito a depender do foco das negociações. E cobrou: "Os países desenvolvidos precisam ter uma redução significativa de suas emissões". (Fonte: Roberto Dias/ Folha Online)
Assista aqui vídeo: Copenhage, O Kioto que não foi?
Terminou com críticas aos EUA o principal dia da reunião ministerial que tenta desatar alguns nós da negociação para a conferência de Copenhague. Representantes de cerca de 30 países fizeram em Barcelona uma discussão política antes do último encontro de negociadores pré-Copenhague, que acontece na semana que vem na cidade espanhola. Foi uma tentativa de tirar a reunião dinamarquesa da rota do fracasso.
Há três pontos principais de debate na reta final: 1) como serão estabelecidas as metas de corte de emissões até 2020; 2) quem pagará para os países pobres combaterem a mudança climática, e quanto; 3) quem administrará esse dinheiro.
Na sexta-feira (30), os EUA pressionaram os emergentes a revelar suas propostas imediatamente. "Precisamos saber o que China, Índia, Brasil, Indonésia e África do Sul pretendem fazer. É crucial", disse na reunião o americano Todd Stern, o homem do governo Obama para questões climáticas. Stern falou logo depois do representante chinês e disse que a necessidade de ter informação para discutir domesticamente antes de Copenhague "não se aplica a um grande número de países".
A Folha teve acesso apenas a parte do encontro - a reportagem foi expulsa da sala pelo governo dinamarquês, organizador do evento, sob o argumento de que não estava prevista cobertura de imprensa ali.
Após a reunião, o representante sul-africano rebateu o argumento americano: "Os EUA querem números nossos, mas não mostram os deles", afirmou Alf Wills.
O governo brasileiro adotou caminho parecido. "Os EUA têm exigido muito e oferecido pouco", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Na reunião, ele trabalhou com a meta de reduzir até 2020 as emissões de gás carbônico em cerca de 30% -o número final será discutido com o presidente Lula na terça-feira.
O representante chinês, Xie Zhenhua, do Conselho Nacional de Desenvolvimento, alertou que a reunião poderia acabar em mais conflito a depender do foco das negociações. E cobrou: "Os países desenvolvidos precisam ter uma redução significativa de suas emissões". (Fonte: Roberto Dias/ Folha Online)
Assista aqui vídeo: Copenhage, O Kioto que não foi?
domingo, 1 de novembro de 2009
Meio Ambiente - O passivo ambiental, Editorial da Folha de S. Paulo
Aproxima-se a data para regularizar propriedades rurais, e o governo Lula já cogita novo adiamento na cobrança das regras
TORNOU-SE já consensual o objetivo de não repetir com as imensas florestas na metade do país que chamamos de Amazônia a experiência trágica da mata atlântica, reduzida a menos de 8% da área original. No entanto, não se encontrou ainda a fórmula capaz de conciliar preservação com a agricultura e a pecuária.
Em 2008, o agronegócio sustentou 36% das exportações brasileiras. Não se pode abrir mão desse resultado, nem pode ele servir de pretexto para que tratores e patas do gado arrasem as matas que a lei manda preservar.
Dá-se como certo que o Planalto adiará mais uma vez a aplicação de multas diárias de R$ 50 a R$ 500 por hectare para aqueles proprietários que não averbarem (fizerem anotar em escritura) suas áreas de reserva legal. A data-limite é 11 de dezembro.
Reservas legais são terrenos em que é obrigatório manter a cobertura vegetal nativa. Estão previstas no Código Florestal desde 1965, para que a preservação das matas do país não ocorra só em terras públicas ou unidades de conservação. A parcela da propriedade reservada varia: 80% em áreas com florestas na Amazônia Legal, 35% naquelas com cerrado na mesma região e 20% no restante. Não são intocáveis: o dono pode manejá-las, por exemplo, extraindo alguma madeira e frutos.
Para muitos proprietários, sobretudo na Amazônia, averbar a reserva legal significa reconhecer um grande passivo ambiental. O Código Florestal em vigor (lei nº 4.771, alterada por medida provisória em 2001) faculta-lhes três opções, ou uma mescla delas, para recompor a vegetação indevidamente derrubada: replantio de espécies nativas em um décimo da área a cada três anos; regeneração natural; compensação por meio de compra de área equivalente na mesma microbacia fluvial.
Apesar da flexibilidade, alguns donos de terras resistem à averbação. Preferem centrar fogo no improvável afrouxamento do código. Há quem proponha no Congresso, por exemplo, retroceder a reserva legal na Amazônia aos 50% que vigoravam antes de 2001. A reação da opinião pública -nacional e internacional- seria avassaladora se a proposta vingasse.
A averbação se tornou obrigatória em julho de 2008 e deveria vigorar em dezembro daquele ano. Foi adiada para o final de 2009. Acredita-se que será novamente adiada, talvez para junho de 2010 (embora pareça duvidoso que Lula vá hostilizar a base ruralista em ano eleitoral).
Dessa bancada no Congresso e até do Ministério da Agricultura surgem agora propostas para livrar da recomposição produtores que tenham desmatado sem amparo legal. É inaceitável. Muitos o fizeram justamente na expectativa de que a regra seria abrandada. Chegou o momento de estancar de vez essa torrente de risco moral, que só prejudica quem obedece a lei.
Outro alvo de inconformismo são as áreas de preservação permanente (APPs). Proprietários devem manter incólumes terrenos com corpos d'água, em topos de morros e em terrenos com mais de 45 de inclinação, entre outras situações.
Uma das funções das APPs é impedir a erosão. A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) argumenta que, no caso dos cursos d'água, a extensão da faixa a preservar deveria ser determinada com base em critérios técnico-científicos, como a conformação geológica das barrancas, e não na largura do rio, como hoje. As normas mais específicas seriam objeto de legislações estaduais, aproximando-as das condições regionais, o que parece sensato (se não for pretexto para afrouxar as leis).
Pleiteia-se ainda computar a superfície das APPs para inteirar a reserva legal. Uma expectativa razoável, aliás contemplada pelo código em algumas situações. A lei também admite que órgãos ambientais reduzam a 50% a área de reserva legal a recompor, em propriedades da Amazônia com passivo ambiental, desde que haja indicação para tanto em zoneamentos agrícolas propostos pelos Estados.
O Ministério do Meio Ambiente cogita outras concessões. Uma delas seria criar "cotas" de reserva legal -o proprietário que dispusesse de mais do que o exigido poderia vender o excedente a outro. Alguns cultivos, como maçã, uva e café, seriam permitidos em encostas, consagrando áreas há muito cultivadas. A compensação poderia ocorrer fora da microbacia, se no mesmo bioma.
Alguns ambientalistas, contudo, se agarram a uma legislação que parece perfeita, ou quase, mas é descumprida por toda parte. Entre um fundamentalismo e outro avança a fronteira agrícola, de forma desordenada, abrindo caminho para o Brasil reeditar um roteiro de desenvolvimento insustentável que todos gostariam de arquivar para sempre.
TORNOU-SE já consensual o objetivo de não repetir com as imensas florestas na metade do país que chamamos de Amazônia a experiência trágica da mata atlântica, reduzida a menos de 8% da área original. No entanto, não se encontrou ainda a fórmula capaz de conciliar preservação com a agricultura e a pecuária.
Em 2008, o agronegócio sustentou 36% das exportações brasileiras. Não se pode abrir mão desse resultado, nem pode ele servir de pretexto para que tratores e patas do gado arrasem as matas que a lei manda preservar.
Dá-se como certo que o Planalto adiará mais uma vez a aplicação de multas diárias de R$ 50 a R$ 500 por hectare para aqueles proprietários que não averbarem (fizerem anotar em escritura) suas áreas de reserva legal. A data-limite é 11 de dezembro.
Reservas legais são terrenos em que é obrigatório manter a cobertura vegetal nativa. Estão previstas no Código Florestal desde 1965, para que a preservação das matas do país não ocorra só em terras públicas ou unidades de conservação. A parcela da propriedade reservada varia: 80% em áreas com florestas na Amazônia Legal, 35% naquelas com cerrado na mesma região e 20% no restante. Não são intocáveis: o dono pode manejá-las, por exemplo, extraindo alguma madeira e frutos.
Para muitos proprietários, sobretudo na Amazônia, averbar a reserva legal significa reconhecer um grande passivo ambiental. O Código Florestal em vigor (lei nº 4.771, alterada por medida provisória em 2001) faculta-lhes três opções, ou uma mescla delas, para recompor a vegetação indevidamente derrubada: replantio de espécies nativas em um décimo da área a cada três anos; regeneração natural; compensação por meio de compra de área equivalente na mesma microbacia fluvial.
Apesar da flexibilidade, alguns donos de terras resistem à averbação. Preferem centrar fogo no improvável afrouxamento do código. Há quem proponha no Congresso, por exemplo, retroceder a reserva legal na Amazônia aos 50% que vigoravam antes de 2001. A reação da opinião pública -nacional e internacional- seria avassaladora se a proposta vingasse.
A averbação se tornou obrigatória em julho de 2008 e deveria vigorar em dezembro daquele ano. Foi adiada para o final de 2009. Acredita-se que será novamente adiada, talvez para junho de 2010 (embora pareça duvidoso que Lula vá hostilizar a base ruralista em ano eleitoral).
Dessa bancada no Congresso e até do Ministério da Agricultura surgem agora propostas para livrar da recomposição produtores que tenham desmatado sem amparo legal. É inaceitável. Muitos o fizeram justamente na expectativa de que a regra seria abrandada. Chegou o momento de estancar de vez essa torrente de risco moral, que só prejudica quem obedece a lei.
Outro alvo de inconformismo são as áreas de preservação permanente (APPs). Proprietários devem manter incólumes terrenos com corpos d'água, em topos de morros e em terrenos com mais de 45 de inclinação, entre outras situações.
Uma das funções das APPs é impedir a erosão. A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) argumenta que, no caso dos cursos d'água, a extensão da faixa a preservar deveria ser determinada com base em critérios técnico-científicos, como a conformação geológica das barrancas, e não na largura do rio, como hoje. As normas mais específicas seriam objeto de legislações estaduais, aproximando-as das condições regionais, o que parece sensato (se não for pretexto para afrouxar as leis).
Pleiteia-se ainda computar a superfície das APPs para inteirar a reserva legal. Uma expectativa razoável, aliás contemplada pelo código em algumas situações. A lei também admite que órgãos ambientais reduzam a 50% a área de reserva legal a recompor, em propriedades da Amazônia com passivo ambiental, desde que haja indicação para tanto em zoneamentos agrícolas propostos pelos Estados.
O Ministério do Meio Ambiente cogita outras concessões. Uma delas seria criar "cotas" de reserva legal -o proprietário que dispusesse de mais do que o exigido poderia vender o excedente a outro. Alguns cultivos, como maçã, uva e café, seriam permitidos em encostas, consagrando áreas há muito cultivadas. A compensação poderia ocorrer fora da microbacia, se no mesmo bioma.
Alguns ambientalistas, contudo, se agarram a uma legislação que parece perfeita, ou quase, mas é descumprida por toda parte. Entre um fundamentalismo e outro avança a fronteira agrícola, de forma desordenada, abrindo caminho para o Brasil reeditar um roteiro de desenvolvimento insustentável que todos gostariam de arquivar para sempre.
Ecologia - VI Semana de Economia das Faculdades Integradas do Tapajos (FIT)
A sustentabilidade da Amazônia na visão da economia ecológica
FIT
O Curso de Ciências Econômicas, das Faculdades Integradas do Tapajós (FIT), representado pelo corpo docente e discente realizou a VI Semana de Economia, no período de 29 e 30 de Outubro de 2009, no auditório da Associação Comercial de Santarém (ACES). Os temas abordados foram “A sustentabilidade da Amazônia na visão da economia ecológica” e “As Políticas de Desenvolvimento na Amazônia: PAC e BR – 163”.
De acordo com o coordenador do curso, Prof. Sandro Leão, a pretensão do evento foi discutir alguns temas de forte interesse não só para a área específica da economia, como também para um público mais amplo, que busca informações sobre a economia do meio ambiente e as políticas públicas na Amazônia.
As palestras foram proferidas por mim, pelo Dr. Gabriel Guerreiro (Deputado Estadual do partido verde/Pará), Everaldo Martins Filho (PMS) e Prof. Dr. Gilberto Marques (UFPA).
FIT
sábado, 31 de outubro de 2009
MÚSICA - Como disse o poeta, "Caminante no hay camino sino estelas en la mar"
Caminante No Hay Camino
Joan Manuel Serrat
Todo pasa y todo queda
Pero lo nuestro es pasar,
Pasar haciendo caminos,
Caminos sobre la mar.
Nunca perseguí la gloria,
Ni dejar en la memoria
De los hombres mi canción;
Yo amo los mundos sutiles,
Ingrávidos y gentiles
Como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse de sol y grana,
Volar bajo el cielo azul,
Temblar súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.
Caminante son tus huellas el camino y nada más;
Caminante, no hay camino se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
Y al volver la vista atrás
Se ve la senda que nunca
Se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino sino estelas en la mar...
Hace algún tiempo en ese lugar
Donde hoy los bosques se visten de espinos
Se oyó la voz de un poeta gritar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar...
Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse, le vieron llorar.
"caminante, no hay camino, se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar
Cuando el poeta es un peregrino,
Cuando de nada nos sirve rezar.
Caminante no hay camino, se hace camino al andar.
Golpe a golpe, verso a verso. (3 bises)
Joan Manuel Serrat
Todo pasa y todo queda
Pero lo nuestro es pasar,
Pasar haciendo caminos,
Caminos sobre la mar.
Nunca perseguí la gloria,
Ni dejar en la memoria
De los hombres mi canción;
Yo amo los mundos sutiles,
Ingrávidos y gentiles
Como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse de sol y grana,
Volar bajo el cielo azul,
Temblar súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.
Caminante son tus huellas el camino y nada más;
Caminante, no hay camino se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
Y al volver la vista atrás
Se ve la senda que nunca
Se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino sino estelas en la mar...
Hace algún tiempo en ese lugar
Donde hoy los bosques se visten de espinos
Se oyó la voz de un poeta gritar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar...
Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse, le vieron llorar.
"caminante, no hay camino, se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar
Cuando el poeta es un peregrino,
Cuando de nada nos sirve rezar.
Caminante no hay camino, se hace camino al andar.
Golpe a golpe, verso a verso. (3 bises)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Meio Ambiente - COP-15 será a hora das florestas, diz diretora da ONU
A frente do Fórum de Florestas das Nações Unidas (UNFF), Jan McAlpine, comemora a grande atenção que as florestas estão recebendo dentro das negociações climáticas internacionais. Entre os pontos centrais que serão discutidos na Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (COP15) em dezembro, em Copenhague, está um mecanismo de pagamento aos países em desenvolvimento para reduzirem o desmatamento e a degradação, conhecido como REDD.
Diretora do UNFF há um ano, Jan foi por onze anos conselheira sênior sobre florestas e principal negociadora do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Confira abaixo a entrevista dada com exclusividade para a CarbonoBrasil durante o Congresso Mundial de Florestas, em Buenos Aires.
CarbonoBrasil - A menos de 45 dias da COP15, qual é a sua perspectiva para o encontro?
Jan McAlpine - Primeiro, eu acho que é uma oportunidade extremamente importante para as florestas que basicamente ficavam fora do mapa, em muitas maneiras. Por todo o tempo que estou trabalhando internacionalmente pelas florestas quase nunca houve recursos para elas. Eram quantias mínimas, algum dinheiro para a plantio de florestas, mas com certeza não para o manejo sustentável. A grande oportunidade com as mudanças climáticas e a agenda do REDD é que pela primeira vez as florestas estão recebendo atenção e sua grande contribuição para a sustentabilidade é percebida.
CB - Como podemos garantir que os benefícios financeiros irão para as comunidades?
McAlpine - Como trabalho há muitos anos com governos, te digo uma coisa: governos nunca garantem nada, especialmente grupos de governos. Mas uma maneira de ter certeza que isso aconteça, e acho que o Brasil tem um bom presidente nesta área, é fazer como que isto seja parte da lei do seu país. Como o Nepal mostra, desde meados dos anos 80, manejo florestal comunitário é parte da lei deles. Mas como um próprio nepalês disse, mesmo sendo parte da lei, menos de 30% das florestas são de propriedade das comunidades. Então sempre haverá esta tensão no modo como os governantes interpretam isso.
Porém, os fundos para as propostas de carbono são um grande recurso para mostrar a contribuição das florestas e eu diria que indígenas e representantes de comunidades têm sido bem ativos no processo climático para garantir que sejam ouvidos. Não é comum ver uma experiência vívida igual a deles nesses processos.
Eu acho que para as florestas é muito bom (REDD), algumas estimativas falam que são necessários US$15 bilhões por ano e já temos o comprometimento de um país, a Noruega, com US$ 3 bilhões. É muito impressionante. Outros governos estão começando a fornecer recursos também, e esta é uma quantidade significativa de dinheiro para fazer a diferença. A pergunta então, que você fez, é como isso vai apoiar as comunidades que vivem em florestas? Eu acho que ainda teremos que continuar trabalhando nisso, porque é muito mais desafiador.
CB - A senhora acha que em Copenhague teremos uma decisão sobre o REDD ou vai levar mais tempo?
McAlpine - Eu não tenho uma bola de cristal, mas eu estou esperançosa. Eu realmente acredito que a força da Convenção do Clima da ONU nos dá uma boa oportunidade para avançarmos em Copenhague. Por isso, eu me sinto bastante positiva.
CB - A senhora acredita então que os povos indígenas e comunidades que vivem em florestas estão bem envolvidos nas discussões do REDD?
McAlpine - Eu não sei se você pode representar com precisão todas as comunidades e todas as vozes, mas é bastante significativa a extensão com que tais grupos conseguiram garantir que seus interesses estivessem na mesa e fossem considerados pelos doadores e negociadores climáticos. Definitivamente há um avanço considerável em entender os impactos das decisões sobre florestas no clima e em particular sobre os indígenas. Não sei se as comunidades locais estão incluídas de forma clara, mas os indígenas, sim.
CB- A senhora disse na sua apresentação que o mercado pode criar uma distorção para os projetos florestais. Durante a última COP (em Poznan), a senhora também comentou que “a intensificação recente de doações de investimentos em florestas para apenas mitigar o problema climático poderia significar mais distorções para as finanças em manejo sustentável”. O que você quer dizer com “distorções”?
McAlpine - Eu estava me referindo aos “cowboys do carbono”.
CB - E o que a senhora quer dizer com isso?
McAlpine - O problema é que a ênfase nos projetos climáticos tem sido em aflorestamento, reflorestamento e degradação florestal. Floresta nativa preservada é um assunto muito mais difícil: como você paga por isso, como recompensa os governos e comunidades, qualquer coisa e qualquer um para conservar a floresta. A comunidade que discute mudanças climáticas tem lidado com o problema do entendimento sobre esse assunto há décadas. Agora, com o REDD e REDD , eles estão tentando chegar a isso de alguma maneira. Mas é um assunto difícil.
O meu ponto é que se você focar apenas em aflorestamento, reflorestamento e degradação florestal, você estará lidando apenas com uma parte do quebra-cabeça. A questão é como você recompensa as pessoas que vivem na interseção no Rio Negro, no Amazonas, para eles não derrubarem as árvores? Isto é difícil. O que quero dizer sobre distorções do mercado é que se muitos investimentos forem para aflorestamento ou reflorestamento haverá um volume limitado de doadores que irá para florestas nativas que estão de pé hoje e poderá levar muito deste dinheiro para longe do manejo comunitário em florestas virgens ou intocadas. Esta é a ameaça. Existem tentativas de lidar com políticas sobre as comunidades de florestas, mas é algo que ainda não está resolvido.
(CarbonoBrasil)
Diretora do UNFF há um ano, Jan foi por onze anos conselheira sênior sobre florestas e principal negociadora do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Confira abaixo a entrevista dada com exclusividade para a CarbonoBrasil durante o Congresso Mundial de Florestas, em Buenos Aires.
CarbonoBrasil - A menos de 45 dias da COP15, qual é a sua perspectiva para o encontro?
Jan McAlpine - Primeiro, eu acho que é uma oportunidade extremamente importante para as florestas que basicamente ficavam fora do mapa, em muitas maneiras. Por todo o tempo que estou trabalhando internacionalmente pelas florestas quase nunca houve recursos para elas. Eram quantias mínimas, algum dinheiro para a plantio de florestas, mas com certeza não para o manejo sustentável. A grande oportunidade com as mudanças climáticas e a agenda do REDD é que pela primeira vez as florestas estão recebendo atenção e sua grande contribuição para a sustentabilidade é percebida.
CB - Como podemos garantir que os benefícios financeiros irão para as comunidades?
McAlpine - Como trabalho há muitos anos com governos, te digo uma coisa: governos nunca garantem nada, especialmente grupos de governos. Mas uma maneira de ter certeza que isso aconteça, e acho que o Brasil tem um bom presidente nesta área, é fazer como que isto seja parte da lei do seu país. Como o Nepal mostra, desde meados dos anos 80, manejo florestal comunitário é parte da lei deles. Mas como um próprio nepalês disse, mesmo sendo parte da lei, menos de 30% das florestas são de propriedade das comunidades. Então sempre haverá esta tensão no modo como os governantes interpretam isso.
Porém, os fundos para as propostas de carbono são um grande recurso para mostrar a contribuição das florestas e eu diria que indígenas e representantes de comunidades têm sido bem ativos no processo climático para garantir que sejam ouvidos. Não é comum ver uma experiência vívida igual a deles nesses processos.
Eu acho que para as florestas é muito bom (REDD), algumas estimativas falam que são necessários US$15 bilhões por ano e já temos o comprometimento de um país, a Noruega, com US$ 3 bilhões. É muito impressionante. Outros governos estão começando a fornecer recursos também, e esta é uma quantidade significativa de dinheiro para fazer a diferença. A pergunta então, que você fez, é como isso vai apoiar as comunidades que vivem em florestas? Eu acho que ainda teremos que continuar trabalhando nisso, porque é muito mais desafiador.
CB - A senhora acha que em Copenhague teremos uma decisão sobre o REDD ou vai levar mais tempo?
McAlpine - Eu não tenho uma bola de cristal, mas eu estou esperançosa. Eu realmente acredito que a força da Convenção do Clima da ONU nos dá uma boa oportunidade para avançarmos em Copenhague. Por isso, eu me sinto bastante positiva.
CB - A senhora acredita então que os povos indígenas e comunidades que vivem em florestas estão bem envolvidos nas discussões do REDD?
McAlpine - Eu não sei se você pode representar com precisão todas as comunidades e todas as vozes, mas é bastante significativa a extensão com que tais grupos conseguiram garantir que seus interesses estivessem na mesa e fossem considerados pelos doadores e negociadores climáticos. Definitivamente há um avanço considerável em entender os impactos das decisões sobre florestas no clima e em particular sobre os indígenas. Não sei se as comunidades locais estão incluídas de forma clara, mas os indígenas, sim.
CB- A senhora disse na sua apresentação que o mercado pode criar uma distorção para os projetos florestais. Durante a última COP (em Poznan), a senhora também comentou que “a intensificação recente de doações de investimentos em florestas para apenas mitigar o problema climático poderia significar mais distorções para as finanças em manejo sustentável”. O que você quer dizer com “distorções”?
McAlpine - Eu estava me referindo aos “cowboys do carbono”.
CB - E o que a senhora quer dizer com isso?
McAlpine - O problema é que a ênfase nos projetos climáticos tem sido em aflorestamento, reflorestamento e degradação florestal. Floresta nativa preservada é um assunto muito mais difícil: como você paga por isso, como recompensa os governos e comunidades, qualquer coisa e qualquer um para conservar a floresta. A comunidade que discute mudanças climáticas tem lidado com o problema do entendimento sobre esse assunto há décadas. Agora, com o REDD e REDD , eles estão tentando chegar a isso de alguma maneira. Mas é um assunto difícil.
O meu ponto é que se você focar apenas em aflorestamento, reflorestamento e degradação florestal, você estará lidando apenas com uma parte do quebra-cabeça. A questão é como você recompensa as pessoas que vivem na interseção no Rio Negro, no Amazonas, para eles não derrubarem as árvores? Isto é difícil. O que quero dizer sobre distorções do mercado é que se muitos investimentos forem para aflorestamento ou reflorestamento haverá um volume limitado de doadores que irá para florestas nativas que estão de pé hoje e poderá levar muito deste dinheiro para longe do manejo comunitário em florestas virgens ou intocadas. Esta é a ameaça. Existem tentativas de lidar com políticas sobre as comunidades de florestas, mas é algo que ainda não está resolvido.
(CarbonoBrasil)
Meio Ambiente - Ignacy Sachs critica venda de créditos de carbono e defende dirigíveis
Desenvolver mantendo a floresta preservada. O desafio está sendo debatido desde ontem na Estação Gasômetro, no III Encontro Anual Fórum Amazônia Sustentável, que termina hoje. Durante o evento, foi assinada uma Carta Aberta ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo que ele e seus ministros conclamem os demais líderes mundiais à importância da elaboração de uma acordo 'ambicioso, justo e com força de Lei', em Copenhague. Estudiosos, organizações sociais, governos, empresários e Organizações não Governamentais (Ongs) participam do evento, último realizado no Brasil antes da Conferência do Clima, no mês de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca.
Entre os convidados de ontem, um nome que virou referência no assunto, sendo considerado mundialmente como um dos maiores especialistas em desenvolvimento sustentável: professor Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos Sociais de Paris. Na ocasião, Sachs falou da importância do zoneamento ecológico-econômico; da certificação de origem de produtos; da necessidade da melhoria das condições de transporte. Sachs também criticou a venda de créditos de carbono.
'Se o meu vizinho polui e eu começo a tossir, eu não vou parar de tossir quando ele comprar um pedaço da floresta e continuar poluindo. Nós temos que resolver esses problemas através de projetos e não de programas individuais de compra ou venda de carbono', disse Ignacy Sachs, durante a palestra de abertura.
O especialista acredita que um dos caminhos para tentar resolver o problema seria avançar na política de zoneamento ecológico-econômico. Mas ele lembra da necessidade de fiscalizar a área envolvida. 'Não é suficiente fazer apenas um documento. Vamos em seguida fazer um monitoramento da execução ou não execução da área zoneada. Poderia ser o caso de se instituir um certificado obrigatório', sugeriu.
Leia mais no O Liberal Aqui
Entre os convidados de ontem, um nome que virou referência no assunto, sendo considerado mundialmente como um dos maiores especialistas em desenvolvimento sustentável: professor Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos Sociais de Paris. Na ocasião, Sachs falou da importância do zoneamento ecológico-econômico; da certificação de origem de produtos; da necessidade da melhoria das condições de transporte. Sachs também criticou a venda de créditos de carbono.
'Se o meu vizinho polui e eu começo a tossir, eu não vou parar de tossir quando ele comprar um pedaço da floresta e continuar poluindo. Nós temos que resolver esses problemas através de projetos e não de programas individuais de compra ou venda de carbono', disse Ignacy Sachs, durante a palestra de abertura.
O especialista acredita que um dos caminhos para tentar resolver o problema seria avançar na política de zoneamento ecológico-econômico. Mas ele lembra da necessidade de fiscalizar a área envolvida. 'Não é suficiente fazer apenas um documento. Vamos em seguida fazer um monitoramento da execução ou não execução da área zoneada. Poderia ser o caso de se instituir um certificado obrigatório', sugeriu.
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Internacional - Zelaya e Micheletti fecham acordo em Honduras; Congresso decide se presidente deposto voltará ao poder
O governo golpista de Honduras aceitou um acordo que abre as portas para o retorno ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya, quatro meses após ele ter sido expulso do país em um golpe militar. Zelaya permanece abrigado na embaixada brasileira em Tegucigalpa desde que retornou de surpresa a Honduras, em 21 de setembro último.
A seguir os principais pontos do acordo entre o presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, e o chefe de Estado deposto Manuel Zelaya, qualificado pelo primeiro como "o início do fim da crise política" no país da América Central:
•Apoiar a proposta que permite uma votação no Congresso Nacional com uma opinião prévia da Suprema Corte de Justiça para retroagir todo o Poder Executivo prévio a 28 de junho de 2009, ou seja, a restituição de Zelaya ao governo.
•Criação de um governo de unidade e reconciliação nacional.
•Rejeitar a anistia de crimes políticos e moratória das ações penais
•Renunciar à convocação de uma Constituinte ou a uma reforma da Constituição nas cláusulas pétreas.
•Reconhecer e apoiar as eleições gerais de 29 de novembro e a transferência de governo.
•Transferir autoridade sobre o Supremo Tribunal Eleitoral, as Forças Armadas e a Polícia Nacional.
•Criar uma comissão de verificação para fazer cumprir os dispositivos do acordo.
•Criar uma comissão da verdade que investigue os fatos, antes durante e depois de 28 de junho de 2009.
•Solicitar à comunidade internacional a normalização das relações com Honduras.
Veja a matéria na íntegra no UOL NOTÍCIAS INTERNACIONAL
Aqui
A seguir os principais pontos do acordo entre o presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, e o chefe de Estado deposto Manuel Zelaya, qualificado pelo primeiro como "o início do fim da crise política" no país da América Central:
•Apoiar a proposta que permite uma votação no Congresso Nacional com uma opinião prévia da Suprema Corte de Justiça para retroagir todo o Poder Executivo prévio a 28 de junho de 2009, ou seja, a restituição de Zelaya ao governo.
•Criação de um governo de unidade e reconciliação nacional.
•Rejeitar a anistia de crimes políticos e moratória das ações penais
•Renunciar à convocação de uma Constituinte ou a uma reforma da Constituição nas cláusulas pétreas.
•Reconhecer e apoiar as eleições gerais de 29 de novembro e a transferência de governo.
•Transferir autoridade sobre o Supremo Tribunal Eleitoral, as Forças Armadas e a Polícia Nacional.
•Criar uma comissão de verificação para fazer cumprir os dispositivos do acordo.
•Criar uma comissão da verdade que investigue os fatos, antes durante e depois de 28 de junho de 2009.
•Solicitar à comunidade internacional a normalização das relações com Honduras.
Veja a matéria na íntegra no UOL NOTÍCIAS INTERNACIONAL
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