terça-feira, 29 de setembro de 2009

Empreendedorismo - As pequenas e micro empresas: desafios e oportunidades para Brasil (Parte II)



Referencial teórico e analítico -principais conceitos e modelos
Gonzalo ENRÍQUEZ

Diversos estudos comprovam que o brasileiro é um empreendedor nato. Dados apurados pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), instituição criada por três organismos mundiais de ensino: London Business School, Babson College de Boston e Fundação Kauffmanm, apontam o povo brasileiro como o mais empreendedor do mundo. Em 2001, Brasil se destacou como um dos cinco países mais empreendedores, com 14,2% de sua população adulta iniciando ou administrando uma nova empresa. Expresso de outra forma este resultado indica que 14 em cada 100 adultos estavam criando ou administrando uma nova empresa (GEM 2002).

Nos últimos cinco anos, 96% das novas ocupações foram geradas por pequenos negócios. Apesar do espírito empreendedor, a maior parte das iniciativas empreendedoras no Brasil acaba em quebra, por conta da PEM’s serem predominantemente formadas por empresas impulsivas e marcadas pela falta de planejamento.. De cada 10 empresas que abrem as portas, sete deixam de existir até o quinto ano de operação. A vida curta não faz jus ao espírito empreendedor tão característico do brasileiro.

Mas o fenômeno pode ser compreendido ao analisar o que leva um novo empreendimento a nascer neste País. O Brasil é campeão mundial de empreendedorismo "por necessidade", ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, onde as pessoas abrem negócios próprios por vocação, sonho ou "oportunidade de mercado". No Brasil - assim como em outros países pobres - a decisão é motivada por fome, miséria ou falta de alternativa no mercado de trabalho. O que significa que o empreendedorismo, mesmo que de forma espontânea e um tanto estabanado, acaba sendo a saída para essas pessoas driblarem o desemprego e garantirem o sustento de suas famílias.
Nesse contexto as pequenas empresas tornam-se um dos mecanismos mais importantes na geração de empregos no Brasil, daí que o interesse pelo estudo e desenvolvimento das (PME’s) está sendo cada dia mais importante.

As (PME’s) no Brasil respondem por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto, 12% das exportações e 60% dos empregos gerados.
Em 2000, havia 2,2 milhões de empresas com até 99 empregados (micro e pequenas empresas), assim distribuídas: 0,3% no extrativismo mineral, 10,7% na indústria de transformação, 0,25% nos serviços industriais de utilidade pública, 4,3% na construção civil, 37,6% no comércio, 35% nos serviços, 0,34% na administração pública e 11,5% na agropecuária.

Entre 1995 e 2000, cerca de 96% dos novos empregos foram criados por PME’s com até 100 empregados, o que demonstra sua importância, enquanto mecanismo de efetiva inclusão social que o Brasil tanto necessita.

As análises sobre o papel e importância das PME’s no conduzem a um mundo paradoxal no qual, nos setores de ponta, a geração de emprego nem sempre acompanha aos aumentos da produção, criando uma estranha pobreza nascida no centro da prosperidade.

Outra cara dessa realidade é que a participação dos setores modernos aa economia debilita-se continuamente, isto provoca o crescimento explosivo do setor informal, formado por trabalhadores por conta própria, familiares não remunerados, domésticos por horas, dentre outros, etc. Setor que atrai quantidade crescente de pessoas que, quando expulsos do setor formal, são deslocados para a “economia popular”, dentro das quais ressaltam as pequenas unidades de produção ou de serviços, as microempresas. Mais estruturadas e formalmente organizadas encontram-se também as pequenas empresas.

Com o propósito de conhecer o comportamento das PME’s têm-se realizado inúmeros estudos demonstrando suas debilidades e fortalezas. A experiência revela que é fácil entrar no mundo das pequenas empresas. O capital requerido para gerar um emprego no setor informal é muito menor que o setor formal. Entretanto, também é difícil crescer nele, sua localização à margem dos circuitos financeiros faz com que seja mais difícil a obtenção de recursos necessários para expandir a capacidade produtiva e conseguir capital de trabalho, dentre outros inúmeros obstáculos.
Nesse sentido as PME’s têm se convertido na fonte principal de empregos insatisfatórios, entretanto, tanto quanto às condições de remuneração como quanto às condições de trabalho. Sua reduzida produtividade se reflete nos baixos salários e as poucas alentadoras expectativas de crescimento, são inferiores às taxas dos trabalhadores do setor formal, o que amplia o diferencial salarial, aumentando a desigualdade na distribuição da renda.

Entretanto, além desse reduzido horizonte, há também as inúmeras possibilidades e potencialidades do setor das PME’s. Existem outros indicadores para se avaliar as perspectivas dessas empresas já que, além de aumentar a taxa de ocupação e contribuir a aliviar a pobreza, como já foi dito, elas apresentam a potencialidade de integração estrutural em setores formais, em redes e agrupações locais - onde promovem negócios sustentáveis - dinamizando recursos e tecnologias nacionais, dentre outros aspectos que revelam seu importante papel na dinâmica social.
É conhecido o fato de que apesar da publicidade e marketing, acerca das corporações multinacionais e transnacionais e dos conglomerados que geram bilhões de dólares, mais pessoas estão localizadas nos pequenos negócios do que nos grandes.

Segundo Perez (2002), para serem competitivas as PEM’s precisam apropriar-se das práticas gerenciais disponíveis em forma de modelos, métodos, técnicas, ferramentas e estratégias que, conforme com a experiência internacional, são acessíveis e aplicáveis com sucesso no contexto das empresas PEM’s.

As PEMs “necessitam ser pequenas e competitivas, conciliar a rentabilidade com a produtividade, qualidade e bom serviço para competir com sucesso”, entendendo como competitividade a não agressividade e ferocidade para destruir adversários, mas sim sendo as melhores, respondendo às exigências dos mercados, locais, nacionais ou internacionais.

Perez (2002) destaca três elementos essenciais para que as pequenas empresas ganhem competitividade: o primeiro é o processo de melhoramento contínuo de todos seus membros, que contribui ao aprendizado organizacional da empresa, onde todos seus membros são parte do capital humano que se incrementa, através da capacitação, observação dos processos de forma que cada empregado identifica problemas a resolver, encontra soluções e gera inovações incrementais. Isto pressupõe a valorização e capacitação das pessoas, estimulando sua criatividade, o que vai promover nas pessoas um processo constate de absorção e domínio crescente, tanto das tecnologias que já utiliza, bem como das novas que adquire e produz.

Um segundo fator consiste na estratégia de especialização, que permite à empresa identificar suas fortalezas e debilidades, bem como analisar o leque de opções de segmentos de mercados onde poderia competir em cenários mundiais cada vez mais diferenciados*, para saber selecionar e definir bem o mercado aonde a empresa vai a concorrer, Isso deve ter em consideração que a economia em escala não é a única alternativa, hoje já existem nichos aonde para o usuário pode ser mais importante a qualidade, a oportunidade da entrega ou o serviço (PEREZ 2OO2) .

O terceiro elemento colocado por Perez (2002) é a participação em redes de cooperação com sócios que as complementem, tomando consciência de que a competitividade e cooperação não são dois conceitos opostos e aprendendo que as redes de apoio e cooperação são características das empresas mais bem sucedidas no mercado mundial.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Economia - Pequenas e micro empresas: os desafios do Brasil (Parte I)

As pequenas e micro empresas: desafios e oportunidades
do empreendedorismo no Brasil
Gonzalo Enríquez

No Brasil, as PME’s vêm assumindo um papel crescente. Em conseqüência desta reconhecida importância, esta categoria de empresas tem recebido grande atenção, por parte de especialistas, bem como ocupado maior espaço na agenda do governo e da iniciativa privada.
Contrastando com essa importância, verifica-se que apenas três, de cada dez novos empreendimentos classificados como PME’s, chegam ao quinto ano de criação. Considerando-se apenas o 1º ano de atividade, a taxa de mortalidade das PME’s chega a 40% do total de empresas (Sebrae).
Essa situação, em grande parte, reflete a falha da política industrial, especialmente focada para a problemática das PME’s, que prevaleceu no Brasil, no passado recente. Já é consensual a percepção de que as políticas do passado, anteriores à década de 90, premiaram a grande empresa e as políticas macro. Foram muito poucas as ações orientadas às PME’s e às políticas micro, no sentido de intervir diretamente nessas empresas. Nos anos 90, apenas os grandes oligopólios (como a indústria automotiva, por exemplo) conseguiram sobreviver ao processo de abertura. Poucas foram as políticas especialmente voltadas para o micro-produtor, que foram deixados à sua sorte.

As PME’s enfrentam diversas dificuldades, principalmente, no acesso às informações, aos sistemas de financiamento, ao mercado, à aquisição de competências de gestão e à adoção de práticas de cooperação. Alta carga tributária, dentre outros problemas, é um verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento, gerando um clima de vulnerabilidade que pode levá-las ao desaparecimento, seja pelo elevado índice de mortalidade, por conta dos problemas já identificados, seja pelos processos de fusão ou aquisição por uma outra grande empresa.

Como alternativas a essa vulnerabilidade, estão emergindo novas formas de organização, de cooperação e de iniciativas, que contribuem para que as PME’s consigam consolidar-se e ganhar competitividade. Dentre estas, destacam-se os diferentes processos de integração que ganharam força em algumas regiões pouco desenvolvidas, como o caso dos distritos industrias do norte da Itália, definidos como sistemas produtivos locais, caracterizados por um grande número de empresas de pequeno, ou muito pequeno, porte, especializados em diferentes produtos.
No Brasil, os chamados arranjos produtivos locais (APLs), existentes e potenciais, procuram encontrar um caminho, a partir de experiências já difundidas, para organizar as competências e capacidades de empresas e empresários e ganhar competitividade.

Nesse contexto, no Brasil, os diversos estudos buscam de uma taxonomia, a partir das evidências empíricas. A questão principal de uma tipologia adequada à países em desenvolvimento e incorporar os mecanismos que podem afetar a transição de APLs em direção a sistemas produtivos dinâmicos. Uma outra refere-se à inadequação de uma visão estritamente setorial para tratar o problema. De uma maneira sintética, é necessário um entendimento sobre como ocorrem os processos de coordenação das atividades ao longo da cadeia produtiva e de que maneira se pode induzir a sua transformação.
O problema nesse ponto é que, por um lado, os estudos disponíveis com relação aos países desenvolvidos não se concentram muito nesta última questão (transição de aglomerados geográficos para arranjos e sistemas produtivos dinâmicos), limitando-se a analisar, ex-post, as diversas razões que levaram sistemas produtivos locais ao sucesso. Por outro lado, as análises disponíveis com relação aos países em desenvolvimento, apesar de incorporarem importantes elementos sobre a coordenação das atividades ao longo das cadeias, ainda são extremamente reducionistas, no sentido de que geralmente limitam as possibilidades de transformação dos aglomerados locais a uma quase inevitável integração à globalização via exportação de commodities.

No âmbito micro, destacam-se as sociedades de financiamento de inovações, os fundos de investimentos de risco, de capital-risco, entre outros, como por exemplo, as finanças de proximidade (ABRAMOVAY 2003).

As experiências de microfinanças examinadas recentemente pela OCDE (1998:14-15) mostram que o sucesso de empreendimentos econômicos em regiões pauperizadas depende da alquimia – o termo exprime bem o caráter ainda incipiente do conhecimento a respeito do assunto – de dois aspectos: por um lado, da mobilização das forças vivas do meio local, capazes de produzir e realizar coletivamente um projeto de desenvolvimento que inclua as preocupações ligadas à qualidade de vida e à inserção social; por outro lado, é fundamental encontrar os recursos técnicos e financeiros necessários a que os projetos sejam não só concebidos, mas executados plenamente, o que supõe um conjunto de instrumentos que permitam: a) produzir as condições de emergência de idéias inovadoras pela concertação dos atores locais e aproveitando os talentos dos empreendedores do próprio meio em que se está atuando; b) dispor dos recursos, dos contatos, para levar estas idéias adiante por meio de assessoria técnica consistente e c) terem acesso a financiamentos adequados.

Nesse sentido, é importante resgatar as experiências e trajetórias das pequenas empresas, cobrindo uma grande lacuna no debate sobre o tema, analisando as evidências empíricas, em detalhe e verificando como estas rebatem em termos de desenvolvimento regional e sustentável.
Estudos devem também avaliar os esforços públicos que tem sido feitos para a promoção da capacidade tecnológica nas PMEs brasileiras, enfocando, particularmente, as mudanças na lógica e operação dos programas de fomento, depois das reformas econômicas efetuadas nas décadas de 80 e 90. Por sua tarefa em identificar as dificuldades, enfrentadas pelas PME’s brasileiras, para absorver e adotar inovações tecnológicas e melhorar sua inserção no heterogêneo quadro macroeconômico, das últimas décadas, de forma a aumentar sua competitividade, ilustrando com o caso das empresas que atuam na área de produtos naturais e biotecnologia.

Política - No lugar certo no momento certo, competência e juventude o signo da época

Competência, sorte e até alguns constrangimentos marcam o caminho de jovens autoridades que chegaram rapidamente ao poder no funcionalismo

Flávia Foreque
Edson Luiz
Do Correio 27/09/2009

A indicação de Antonio Dias Toffoli para o Supremo Tribunal Federal (STF) causou polêmica entre parlamentares do Congresso, responsáveis pela aprovação do nome para a corte. Além do histórico de advogado do Partido dos Trabalhadores, a pouca idade do advogado-geral da União também foi alvo de críticas. Toffoli tem 41 anos — três a mais que Alexandre Padilha, que assumirá a Secretaria de Relações Institucionais no lugar de José
Múcio Monteiro, agora ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
A pouca idade, na verdade, não é tão incomum em altos postos do Executivo. Um exemplo é o titular da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Daniel Barcelos Vargas, 30 anos, no cargo há cerca de três meses, após a saída de Roberto Mangabeira Unger. O perfil do novo ministro provocou certa mudança na rotina da pasta.

Quando Daniel participa de algum evento com colegas da Esplanada,toma o cuidado para que o cerimonial da secretaria se antecipe à sua chegada, para evitar constrangimentos. Desde que assumiu interinamente a pasta no lugar de Mangabeira Unger, o mineiro de Patos de Minas perdeu as contas de quantas vezes teve o acesso impedido, ainda que por poucos segundos, à área restrita às autoridades. Em viagens ao interior do Brasil, também já

Já perguntaram a Daniel Vargas até mesmo se ele tinha carteira de motorista
perguntaram, em tom de brincadeira, se o jovem ministro tinha
carteira de motorista.

Após concluir a faculdade de direito, Daniel aprofundou os estudos em mestrado na universidade e, depois, em Harvard, onde ingressou no doutorado. E foi na renomada instituição dos Estados Unidos que conheceu Mangabeira Unger, cujo convite o fez voltar ao Brasil e dar início à carreira que, em dois anos, o levaria ao posto de ministro.

“Para mim, foi uma sucessão de acasos. Um pouco de sorte, um pouco de mérito”, avalia. Quando Unger precisou voltar aos Estados Unidos para não perder a licença de professor, o então subchefe executivo imaginou que ficaria no máximo dois dias com o título de ministro. Mas a interinidade já dura três meses.

Política - Médicos confirmam que Dilma etá curada do Cancer


Sai hoje (28.set.2009) de manhã, por volta de 9h, uma nota oficial dos médicos responsáveis pelo tratamento a que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se submeteu desde abril contra um câncer linfático. No comunicado, ficará explicitado que o tramento está encerrado e que a pré-candidata do PT a presidente da República está sem a doença.

Devem assinar a nota os médicos Paulo Hoff, Yana Novis e Roberto Kalil Filho. Há uma expectativa sobre se os médicos dirão que Dilma “está curada”. Em geral, nesses casos, eles sempre preferem afirmar que o tratamento está encerrado e não há mais indícios da doença. Para todos os efeitos, o comunicado terá o efeito público de anunciar a cura da ministra.

O comunicado de hoje terá como base exames realizados na última quinta-feira (24.set.2009), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A assessoria do hospital deve divulgar o documento.

O anúncio do fim do tratamento é considerado vital para que a ministra possa se dedicar mais à sua pré-campanha a presidente. A partir de agora, ela deve intensificar sua agenda de compromissos pelo pais.

Durante o tratamento, Dilma sofreu com alguns dos efeitos colaterais das sessões de quimioterapia e radioterapia. A partir da agora, ela vai passar por avaliações trimestrais pelos próximos 12 meses.

Leia mais no blog do Fernando Rodrigues da Folha

Aqui

sábado, 26 de setembro de 2009

Análise comparativo dos efeittos da crise nos países do G20



G-20 e a crise

Mudança climática - G-20 não dá prazo para fim de subsídios de combustíveis fósseis

Os países do Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) concordaram nesta sexta-feira (25) em eliminar gradativamente os subsídios para a produção e consumo de combustíveis fósseis e instruiu os ministros de Finanças a completar até novembro uma "variedade de amplas opções" para financiar as medidas para amenizar a mudança climática nos países em desenvolvimento, segundo uma cópia do comunicado do encontro de cúpula obtido pelo Wall Street Journal.

Contudo, o documento falha em produzir uma meta numérica para o financiamento de medidas para amenizar a mudança climática e controle. E também não inclui um prazo final para a eliminação gradual do subsídio.

Ao contrário, diante da oposição dos países que mais pagam subsídios, tais como a Rússia, o comunicado diz que o apoio do governo deve desaparecer "ao longo do médio prazo". Isso deixa o prazo final por conta dos países do G-20 e seus interesses individuais.

Apesar das expectativas de que o encontro do G-20 fosse um marco no caminho para uma conferência de mudança climática de dezembro em Copenhagen, até agora o grupo tem, em grande medida, adiado as decisões. A eliminação gradual dos subsídios de combustíveis fósseis tem sido apregoado por membros da administração dos presidente dos EUA Barack Obama como o ponto central da iniciativa ambiental. Mas sem um prazo final, não está claro quando isso vai acontecer.

"Teremos nossos ministros de Energia e Finanças, com base em suas circunstâncias nacionais, desenvolvendo a implementação de estratégias e prazos", segundo o texto do comunicado. O comunicado também vai pedir o fortalecimento da regulamentação sobre especulação com petróleo.

"Vamos instruir os órgãos reguladores relevantes a também coletar dados relacionados aos mercados de petróleo de balcão e adotar medidas para combater a manipulação do mercado que conduzam a excessiva volatilidade de preço", diz o documento.

Sob a sessão financiamento climático, os estados membros vão "instruir" os ministros de finanças a apresentar no encontro de novembro opções a serem consideradas em Copenhagen. Isso é mais forte que o rascunho inicial que somente "convidava" os ministros a agir.

"Isto pelo menos cria um processo antes de Copenhagen", disse Alden Meyer, diretor de estratégia e política da Union of Concerned Scientists, que está pressionando por uma ação mais forte para combater o aquecimento global.

O acordo para a proposta é uma vitória para o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, anfitrião da reunião e que recentemente mostrou o desejo de alterar a postura do país em relação ao clima. Os Estados Unidos, vinham se mostrando reticentes a adquirir um compromisso firme na luta contra o aquecimento global, resistência que gerou atritos com seus parceiros europeus.

Simbolicamente o país escolheu realizar a reunião em um emblemático edifício ecológico no centro de convenções mais "verde" do país. O jardim botânico Phipps, sede do jantar, é um edifício de vidro de origem vitoriana construído em 1893, considerado o "coração verde de Pittsburgh" e um modelo de inovação ecológica.
Leia mais sobre o tema no Estadão Aqui

Crise diplomática em Honduras - Governo brasileiro esperava linguagem mais dura da ONU

O governo brasileiro ficou frustrado com a linguagem usada na declaração da presidente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), Susan Rice, sobre a situação em Honduras, informa matéria de Sérgio Dávila publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O Itamaraty esperava que a principal instância da ONU, presidida atualmente por Rice, embaixadora dos EUA, se pronunciasse de forma mais dura contra o conflito, chamando atenção de todo o mundo sobre ele.

Rice, no entanto, defendeu em seu pronunciamento que Washington acredita que seria a OEA (Organização dos Estados Americanos), e não o Conselho de Segurança, a instituição mais capacitada a lidar com uma crise regional como esta.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, concorda com o ponto de vista e afirma não ver razão para o envolvimento da instância maior da ONU, já que não se trata de um conflito armado.

Leia a reportagem completa na folha Online Aqui

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eleições - PMDB não esconde apoio a Lula, diz Dilma


Diante do avanço das negociações para atrair o PMDB para 2010, Dilma Rousseff afirmou que não tem dúvidas sobre a disposição de líderes da sigla de apoiar o presidente Lula, assim como seu sucessor. "As lideranças não escondem o apoio ao governo Lula e também não escondem o apoio à sucessão do presidente", disse. Ela evitou o rótulo de candidata e disse que só pode assumir candidatura depois que o PT decidir. A ministra aproveitou sua passagem pela capital paulista para se submeter a exames médicos no Hospital Sírio-Libanês, região central da capital.

Aliado do PMDB paulista, José Serra disse que a política local tem peso importante nesse cenário de alianças. "As relações locais com os partidos são um ingrediente que a gente costuma esquecer e que na hora H tem uma presença muito forte", afirmou. "Relações com o PMDB sempre são importantes", emendou o tucano.

Governador paulista é volta ao passado, diz Ciro

Embalado pelas últimas pesquisas, o deputado e pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PSB-CE) tentou ontem abafar as especulações sobre racha na base aliada em 2010 e preferiu criticar o principal nome do PSDB na disputa, o governador paulista, José Serra. "O meu único adversário neste momento se chama volta ao passado. E este passado se chama Serra. Ele foi ministro do Fernando Henrique Cardoso e eles construíram uma agenda perversa para o País", declarou Ciro, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

O deputado frisou que a base governista deve se unir em defesa do lançamento de dois candidatos à Presidência e ressaltou que não está em antagonismo com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre a última pesquisa CNI/Ibope, em que chega a aparecer à frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ele frisou que é um cenário de momento. "Eu vejo estes números preliminares com gratidão, porém quase nada tem a ver com o que ainda vai acontecer", ponderou.

Leia a reportagem na íntegra no estadão

Aqui

HONDURAS - LULA: "Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim"



"Intromissão" brasileira

Na quinta-feira (24), a administração Micheletti acusou o governo brasileiro de "promover" a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao país e afirmou que a embaixada do Brasil em Tegucigalpa se transformou "em uma concentração de pessoas armadas que ameaçam a paz e a ordem pública em Honduras".

Em um comunicado divulgado pela Secretaria de Relações Exteriores, o regime interino de Honduras acusou o Brasil de "intromissão nos assuntos internos" do país e de saber com antecedência que Zelaya se abrigaria na missão diplomática brasileira em Tegucigalpa.

"Sendo a presença do senhor Zelaya na missão do Brasil em Tegucigalpa um ato promovido e consentido pelo governo do Brasil, recai sobre ele a responsabilidade pela vida e segurança de Zelaya e por danos à integridade física das pessoas e propriedades derivadas", diz o texto.

"Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim", rebate Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desmentiu rumores de que o Brasil tenha tido qualquer envolvimento no regresso do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a seu país ou em abrigá-lo na Embaixada do Brasil na capital hondurenha, Tegucigalpa.

"Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim", disse o presidente Lula, em Pittsburgh, pouco antes de partir rumo ao jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para os chefes de Estado e de governo que participam da reunião do G20, que está sendo realizada na cidade americana.

Leia a reportagem completa no UOL Notícias Aqui

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais uma batalha e uma nova vitória




Após mais uma sessão de quimioterapia, o presidente da República em exercício, José Alencar, deixou na manhã de hoje o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com a assessoria do hospital, Alencar chegou às 10 horas, fez a quimioterapia e deixou o hospital em seguida. Ele luta contra um câncer há 12 anos. A equipe que o acompanha é coordenada pelos médicos Paulo Hoff e Roberto Kalil Filho.

Minc nega ter respondido na mesma moeda a governador do MS

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) negou que tenha respondido "na mesma moeda" às críticas do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). E disse que espera uma posição dos eleitores, parlamentares e da Justiça local sobre o episódio. "Não foi na mesma moeda de forma alguma. Ele usou uma carga negativa pra falar da homossexualidade. Eu não, eu tenho leis sobre isso. Como ele declarou que ia me estuprar, eu falei que essas leis poderiam beneficiar até a ele próprio."

Na última terça-feira (22), Puccinelli chamou o ministro do Meio Ambiente de "veado". Disse que o "estupraria em praça pública" se Minc fosse a Campo Grande. O ministro rebateu dizendo que o governador deveria "tratar com mais carinho o homossexualismo que existe dentro dele próprio".

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, comentou, nesta quinta-feira, a polêmica, reprovando a troca de ofensas e dizendo que Minc "não poderia responder na mesma moeda".

Debate de ideias
Ao ser questionado se havia ficado assustado com a reação do governador de Mato Grosso do Sul, Minc afirmou "não ter se intimidado de forma alguma". "Eu estou mais acostumado com o embate político de ideias e não fujo deles. Isso não é debate possível, é ameaça de crime. É uma coisa muito chocante".

"Espero que os eleitores, parlamentares, a Justiça local tome posições em relação a isso. Eu eu acho que uma pessoa que usa essas expressões não está capacitada pra governar um Estado", finalizou.

Educação - Censo escolar aponta queda de 2,1% nas matrículas da educação básica

As matrículas na educação básica do país tiveram uma queda de 2,1% entre 2008 e 2009. O total de alunos que estudam em escolas das redes pública e privada passou de 53,2 milhões para 52 milhões, segundo dados do Censo Escolar, divulgados ontem pelo Ministério da Educação.

Para o ministro Fernando Haddad, entretanto, essa redução não significa que há menos crianças na escola. "O que ocorre é que a metodologia do nosso censo está muito mais apurada do que no passado e evita a dupla contagem", explica. Segundo o ministro, dados da Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) mostram que a taxa de atendimento cresce a cada ano. Em 2008, 97,5% das crianças entre 6 e 14 anos frequentavam a escola.

Antes de 2007, a escola era obrigada a informar o número de alunos e por essa razão uma mesma criança poderia ser contada duas ou até três vezes. Agora, os estabelecimentos de ensino precisam enviar ao MEC o nome de cada um dos estudantes, o que reduz a chance de erros.

Os dados divulgados ontem ainda são preliminares. A partir da publicação dessas informações, Estados e municípios têm 30 dias para solicitar correções. O número de matrículas é utilizado para calcular os valores que serão repassados, via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), para as redes estaduais e municipais. Quem não corrigir os dados pode ficar com menos verba do que deveria receber.

Veja a matéia na íntegra na Agência Brasil, de Brasília
24/09/2009 Aqui

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Política - Governador fala em estuprar em praça pública a Ministro do Governo Lula


O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), membro da base aliada do Governo do Presidente Lula disse que gostaria de estuprar o Ministro Carlos Minc a quien chamou de viado e maconheiro.

Assim fala o governador, com alegria e descontraído, de estuprar um Ministro que segndo ele é homossexual. Aca entre nós, ou já teve algúm caso com ele, gostaria ter, ou já estuprou alguém na sua vida. Sendo assim, se declarou que teria relações homossexuais é porque ele já experimentou.

Quiem mais deve ter celebrado a vontade do governador deve ser a Senadora (rainha do desmatamento) que sua representante política em esse campo da destruição da floresta.

Veja a declaração do Governador.

Hoje, num evento com empresários, Puccinelli disse que Minc era "viado e fumava maconha". Afirmou ainda que iria correr atrás de Minc e estuprá-lo se o ministro aparecesse no Estado. "Se ele viesse [participar da maratona Volta das Nações], eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública", disse Puccinelli.

Veja uma notícia que explica, em parte a declaração do Govenador.

O governador André Puccinelli (PMDB) acredita que a BAP (Bacia do Alto Paraguai) ainda possa ser excluída da região onde o projeto de zoneamento agroecológico do governo federal vetou o cultivo da cana-de-açúcar.

A questão gerou polêmica, pois o governo do Estado apresentou projeto à Assembleia Legislativa onde permite o plantio de cana. “O [projeto] federal sempre se sobrepões ao estadual. Mas quem anda no Brasil, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso vai excluir a BAP, que nada tem a ver com o bioma Pantanal. Usina no Pantanal, só se matar o André”, afirmou durante entrevista ao jornal Bom Dia MS, da TV Morena.

Puccinelli defende que o projeto de zoneamento elaborado pelo governo do Estado tem apoio de 92 entidades, como a WWF Brasil e a ONG Ecoa. O governador ainda reclama da postura do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. “Nos últimos 20 dias, para obter o Selo Verde, quis incluir a BAP, que nada tem a ver com o bioma Pantanal. Nos entregaram ao capital internacional”.

O projeto do governo federal ainda será votado pelo Congresso Nacional.

Amazônia - Brasil debate o valor da floresta em pé


País não fechou proposta climática, mas estuda formas de medir preservação

Catarina Alencastro escreve para "O Globo":

O governo brasileiro ainda não fechou propostas climáticas para apresentar hoje na reunião de clima da ONU, mas negocia, internamente, uma forma de incluir o REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) no mercado de carbono. Duas ideias estão em fase de elaboração e deverão ser divulgadas no dia 14 de outubro, quando o governo anunciará a proposta a ser levada a Copenhague, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Na primeira, o país apresentaria a queda na elevação das emissões de CO2 e demonstraria que uma redução ainda maior poderia ser alcançada se os ricos ajudassem. A "ajuda" seria na forma de financiamentos de projetos de redução do desmatamento, manejo florestal e de conservação da floresta em pé.

O segundo modelo é sugerir aos ricos que apresentem metas adicionais de redução de CO2 a serem atingidas a partir do mecanismo de REDD. Por exemplo: o Japão anunciou recentemente que cortará 25% de suas emissões até 2020.

Em cima disso, o Brasil proporia que o país reduzisse 30%, sendo que esses 5% adicionais seriam obtidos com créditos gerados por projetos de REDD.

- A ideia é que o REDD entre para aumentar a ambição dos países desenvolvidos - resumiu Branca Americano, diretora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

Mas outros setores do governo que participam da negociação do clima não concordaram com a proposta do Ministério do Meio Ambiente. A introdução do mecanismo de REDD no mercado compensatório é problemática, segundo negociadores, porque o Brasil não estaria preparado para garantir que uma quantidade determinada de CO2 está sendo reduzida. Um dos gargalos é justamente o monitoramento do desmatamento.

Até hoje, somente o desmatamento da Amazônia é medido regularmente, através de imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os demais biomas, embora também sofram perdas florestais significativas, não contam com um sistema que apure com precisão o montante que vira fumaça e dióxido de carbono.

O Cerrado, por exemplo, já teve 48% de sua vegetação suprimida. A Caatinga é outro bioma que tem sido rapidamente convertido em carvão vegetal.

Um estudo recente do Ibama revelou que entre 2002 e 2008 a derrubada do Cerrado causou a emissão de 350 milhões de toneladas de CO2, montante equivalente ao emitido pela queima da Amazônia no mesmo período.

Para que o Brasil consiga emitir certificados de redução de emissões, precisaria assegurar que não há vazamento de emissões por desmatamento em todo o território nacional, algo que hoje não tem condições de fazer.

(O Globo, 22/9)

Amazônia - Primeiros projetos do Fundo Amazônia receberão financiamento até novembro

Comitê criará estoque de produtos que serão contemplados com as parcelas da doação

Os primeiros projetos beneficiados pelo Fundo Amazônia deverão receber financiamento ainda este ano. A previsão do representante do BNDES (Gestor do Fundo), Sérgio Vieira, que participou, nesta segunda-feira (21/9), da 5ª reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa), é que entre o final de outubro e início de novembro o dinheiro seja liberado para que os projetos comecem a ser desenvolvidos. Atualmente, o BNDES conta com 83 projetos em fase de avaliação.

Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ter projetos em andamento é a oportunidade do Brasil apresentar aos participantes da 15ª Convenção do Clima (COP 15), que se realizará em dezembro em Copenhague (Dinamarca), o que é o Fundo Amazônia na prática.

"É preciso mostrar o Fundo, a natureza dele e o que se espera do projeto. Isso vai mostrar para o mundo e para os doadores o que se pretende com o Fundo e as doações começarão a acontecer", ressaltou Minc.

O Fundo conta com 110 milhões de dólares doados pela Noruega, como parte de um montante de 1 bilhão de dólares que serão aportados até 2015.

Para garantir a agilidade da implementação dos projetos, os membros do Cofa decidiram que o BNDES terá um estoque de produtos, que já estão enquadrados e aptos para receber o recurso do Fundo. A ideia é que caso haja mais demanda do que o recurso disponível, seja criado um banco com projetos que serão contemplados assim que entrar uma nova parcela da doação.

Para esse estoque de projetos, será desenvolvido um sistema de pontuação que vai definir quais são os projetos prioritários na lista. Para Minc, isso garante agilidade e rigor para a escolha dos projetos do fundo.

O Cofa acatou a proposta de alguns setores de financiar atividades com fins lucrativos. Para isso, foram definidos os critérios para conseguir o recurso. Um deles é que o projeto tem de envolver atividades que não aplicam uma linha de crédito normal pelo risco de atividades, como explicou o consultor do MMA Tasso Azevedo. Ainda ficou definida a contrapartida de 10% a 50% e a garantia que o projeto visa o benefício coletivo.

O site do Fundo Amazônia vai disponibilizar todos os dados das entidades e dos projetos enviados ao BNDES, como recursos solicitados e público que será trabalhado. O endereço é Fundo Amazônia

A próxima reunião do Cofa acontecerá no final de novembro em Belém (PA).

(Informações da Assessoria de Comunicação do MMA)

Saúde - Acredite se quiser, use quando puder


CURA DO CÂNCER

Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer. Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia. O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas. Isso já era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma infecção oportunista por fungos - Candida albicans.

Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.


Então, pode estar ocorrendo o contrário - pensou ele. A causa do câncer pode ser o fungo. E, para tratar esse fungo, usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece: bicarbonato de sódio.Assim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonado de sódio, não apenas ingerível, mas metódicamente controlado sobre os tumores. Resultados surpreendentes começaram a acontecer. Tumores de pulmão, próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas.

Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento.

Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui. Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com borax, que é o remédio homeopático para aftas. Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.

De novo, a pergunta que não quer calar: por que a grande imprensa não dá a menor cobertura a isso? Nem na TV, nem nas rádios, nem nos grandes jornais....

Absolutamente nada. Quem os proíbe de noticiar? O médico teve que construir um site, para divulgar o seu trabalho de curar o câncer (ou, pelo menos, várias das suas formas), usando apenas solução de bicarbonato de sódio a 20%. Imaginem! Bicarbonato de sódio, coisa que a gente encontra até no boteco da esquina.

Neste endereço, CANCER FUNGUS e Somoncine o médico italiano mostra a evolução do tratamento até a completa cura em 4 casos. Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonado de sódio sobre os tumores. Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato. Parece brincadeira, né?

Se está cura for efetiva , vai acabar a farra dos lucros dos laboratórios que ganham sacos de dinheiro a custa dos pobres mortais.

Mineração - Governo deve ficar atento a tributos à mineração, alerta Ministro das Minas e Energia Edson Lobão


Ministro pede cuidado na formação do novo marco regulatório para evitar que a área seja muito onerada

BELO HORIZONTE - O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta segunda-feira, 21, que o governo federal deverá ter todo o cuidado na formação do novo marco regulatório do setor mineral para evitar que a área seja muito onerada. "Os royalties são muito baixos, mas temos de ter todo o cuidado na formulação de uma nova política tributária para o setor mineral, pelo fato de ser altamente exportador", afirmou Lobão, que participou da abertura do 13º Congresso Brasileiro e a Exposição Internacional de Mineração (Exposibram), em Belo Horizonte.

De acordo com ele, a ideia do governo é criar um novo código que "não tumultue" o setor, mas que faça ajustes na legislação que "já está obsoleta e precisa ser renovada". Segundo Lobão, hoje pela manhã, ao vir para Belo Horizonte, ele leu anteprojeto do setor mineral, mas ressaltou que ainda se trata de um primeiro esboço, que ainda não está acabado. "Ajustes têm de ser feitos", afirmou.

Ele lembrou que o governo fará uma série de consultas junto ao setor de mineração, autoridades e governo estaduais e a expectativa é de que o projeto seja encaminhado ao Congresso ainda este ano. Lobão adiantou que um dos pontos fundamentais vai ser o tempo de exploração das minas. "Seguramente isso vai se estabelecido", afirmou. Outro ponto importante são os períodos de concessões para as pesquisas de lavras. O ministro afirmou que Departamento Nacional de Pesquisa Mineral se transformará numa agência reguladora.

Internacional - Brasil alvoroça ordem mundial, diz 'El País'


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Nova York para participar da abertura da Assembleia Geral da Onu em situação "que não poderia estar melhor", segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário espanhol El País.

Lula deve pedir reformas nas instituições financeiras internacionais, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e deve defender a intervenção do Estado na economia para evitar excessos financeiros, diz o jornal.

Lula "falará com a autoridade de quem chega com os deveres de casa muito bem feitos", afirma a reportagem, destacando que a crise financeira "não passa de uma lembrança no Brasil".

"O Brasil se recuperou com rapidez e dinamismo e provavelmente vai fechar o ano com crescimento bastante superior ao do resto dos países membros do G20." O presidente também deve pedir aos 192 países participantes da Assembleia Geral que não baixem a guarda diante da recente recuperação econômica e coloquem em prática as medidas anticrise que vêm sendo discutidas desde a cúpula do G20 em Washington, em novembro passado.

"Quando a crise mundial alcançou seu ápice, o Brasil anunciou um empréstimo ao FMI no valor de US$ 10 bilhões e, desta maneira, passou a formar parte do seleto grupo de sócios doadores da instituição", diz o jornal.

O jornal diz que Brasília considera a estrutura de órgãos como o Banco Mundial e o FMI está hoje totalmente obsoleta e não é representativa dos países emergentes.

"Desta maneira, o Brasil enfrenta uma semana de ofensiva diplomática para consolidar sua condição de líder regional sul-americano e novo ator de transcendência no panorama internacional." O Brasil, "que há anos assume o papel de porta-voz oficioso dos países em vias de desenvolvimento", também deverá reclamar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, "orgão onde se tomam as verdadeiras decisões", diz o jornal.

Para o Brasil, o assento seria uma forma de fazer com que os interesses do Terceiro Mundo sejam levados em conta "verdadeiramente".

Como argumento, o país conta com a indiscutível liderança na América do Sul, "esta supremacia se assenta em uma sólida economia que, segundo os analistas, já representa 57% do capital sul-americano".

Leia o UOL Aqui

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Internacional - Micheletti decreta toque de recolher em todo o território de Honduras



TEGUCIGALPA - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, decretou um novo toque de recolher em todo o território nacional, que deve vigorar entre as 16h desta segunda-feira e as 7h de terça, sempre no horário local. As informações são do jornal local La Prensa.

Zelaya volta a Honduras e se refugia na embaixada do Brasil
Zelaya voltou a Honduras por meios próprios, diz Amorim

A medida é anunciada horas após o retorno do mandatário deposto, Manuel Zelaya, que cruzou a fronteira quase três meses depois de ser deposto e expulso do país pelas Forças Armadas, no golpe de Estado ocorrido no dia 28 de junho. Ele está na embaixada do Brasil.

Ainda de acordo com o La Prensa, Micheletti também convocou uma reunião emergencial junto ao Conselho de Ministros, os presidentes do Congresso e da Corte Suprema, a Cúpula Militar e o comando da Polícia Nacional. O objetivo do encontro é avaliar as medidas que poderão ser tomadas a partir de agora.

Inicialmente, quando foi anunciado o retorno de Zelaya, Micheletti desmentiu a informação, atribuindo-a a ações de "terrorismo midiático".

“Dia de festa”

Manuel Zelaya confirmou à rede de TV Telesur que está abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Ele agradeceu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda afirmou que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, chegará a Tegucigalpa na terça-feira para mediar a crise política no país.

Dirigindo-se às Forças Armadas, Zelaya pediu que "não haja violência, nem armas". "As pessoas que estão com a gente estão desarmadas, pacificamente, gritando lemas com alegria porque hoje, logicamente, é um dia de festa para nós", afirmou Zelaya.

Desde que foi anunciado o regresso do presidente eleito, a administração interina enviou às ruas um grande número de militares.

Milhares de pessoas aguardam do lado de fora da embaixada brasileira a aparição do presidente hondurenho, que há duas semanas advertiu que regressaria ao país antes do final deste mês.

Zelaya foi deposto da Presidência no último dia 28 de junho. Em seu lugar assumiu o presidente interino Roberto Micheletti.

(Com informações de AFP, Ansa e BBC)

Política - Dilma diz que PT deve fechar aliança com PMDB para 2010 até outubro

O PT deve fechar até outubro uma composição com o PMDB em torno da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República para 2010.

Ao responder sobre as cobranças de Michel Temer (PMDB SP), presidente da Câmara, Dilma disse que cada partido tem seu ritmo.

"Entendo o anseio do presidente [da Câmara]. Acho que há de haver um esforço para se aprovar isso", afirmou Dilma.

Em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", Temer cobrou de Dilma que assumisse sua candidatura. Segundo ele, se o PT não sinalizar logo uma aliança nacional com o PMDB, as negociações poderão desandar.

Reportagem da Folha da semana passada informa que o peemedebista cobrou do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma definição rápida sobre uma aliança nacional com o PMDB para apoiar em 2010 a eventual candidatura presidencial de Dilma.

Segundo a reportagem, Temer também disse que a vaga de vice deve ser do PMDB. "É fundamental que o PT e o presidente definam logo se vai haver uma aliança nacional com o PMDB para disputar a Presidência. Se houver essa decisão, o PMDB tem de ter a vice."

SOFIA FERNANDES
colaboração para a Folha Online, em Brasília

Internacional - Presidente hondurenho, Zelaya, está na embaixada do Brasil em Tegucigalpa; Amorim espera novo estágio nas negociações


O ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou a presença do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital hondurenha. O ministro Celso Amorim disse que espera que a chegada de Zelaya a Honduras represente um novo estágio nas negociações para se solucionar a crise no país da América Central.

Mais cedo, a informação da chegada de Zelaya à embaixada brasileira foi confirmada por sua mulher, Xiomara Castro, e seus filhos.
Zelaya foi deposto por uma aliança entre militares, membros do judiciário e parlamentares no último dia 28 de junho. No mesmo dia, Brasil emitiu um comunicado repudiando a ação, no qual pedia que Zelaya fosse "imediata e incondicionalmente reposto em suas funções".

Os parentes de Zelaya se dirigiram à embaixada e estariam no local. Segundo a TV hondurenha "Cholusat", a polícia sobrevoa a embaixada brasileira. A emissora de televisão lembra que a embaixada é um território a qual a polícia não tem acesso. A transmissão foi interrompida quando a emissora mostra uma entrevista ao vivo com Zelaya.
Segundo Juan Carlos Hidalgo, coordenador de projetos para a América Latina do Instituto Cato, Zelaya deve ser preso. "Se ele está de volta, suas opções são limitadas porque no momento em que ele for descoberto e toda a publicidade em torno de sua localização vir à tona, ele com certeza será preso", disse à agência de notícias AP.

Chávez anunciou retorno de Zelaya
Anteriormente, a chanceler de Zelaya, Patricia Rodas, em declarações à rede "Telesur", com base em Caracas, disse que Zelaya estaria na sede das Nações Unidas na capital hondurenha.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, também afirmou que o presidente deposto de Honduras estava em Tegucigalpa. Segundo Chávez, Zelaya lhe telefonou confirmando estar na capital hondurenha. "Agora veremos o que farão os golpistas", acrescentou.

Laia a reportagem na íntegra Aqui

domingo, 20 de setembro de 2009

Política - Desabafo de militante anônimo

A raiz da entrevista que Marina Silva concedeu ao Jornal El País de Madrid, España, Recebi este desabafo de um militante do PT técnico do MMA/IBAMA, péla importância do comentário postei ele na página do Blog.

É incrível, esse tipo de notícia abaixo é típica da nossa sociedade: todo mundo tem que colocar a culpa "nos outros" e não assume sua parcela de culpa (de "nosotros"). Além disso, todos os opositores de Lula andam no fio da navalha: querem tirar uma lasquinha e desgastar o governo atual, mas sem bater de frente contra o Mito Lula com sua assombrosa popularidade.
Uma pena uma pessoa com a história de Marina não admitir que fez uma gestão, no mínimo, pífia e que não teve competência pra disputar na sociedade e dentro do governo suas posições, negociando, mas gannhando várias batalhas. Mesmo seus feitos positivos, coisas que "nenhum outro governo fez antes na história deste país", com o apoio do presidente obviamente (senão não aconteceria), não suplantaram algumas derrotas, importantes mas não definitivas, que ela insiste em superdimensionar numa visão messiânica, prepotente (apesar do ar aparentemente humilde) e vitimizadora. Um dos grandes problemas da sua gestão foi a equipe escolhida, na maioria, de raiz tucana, tecnocrática e sem capacidade de negociação-articulação. Marina tem que ser respeitada por sua história, mas não é santa e cometeu muitos erros na Real Politik e, assim que a mídia achar que ela não serve mais ao seu propósito (abalar Dilma) vai descobrir, como fez com Roseana, Renan, Sarney coisas do arco da velha sobre a gestão da ex-ministra e as relações com ONGs e com seu marido etc...
Quem me conhece sabe que defendo a minha corporação, mas não sou nem um pouco corporativista, mas não posso deixar de lembrar no que fez com o IBAMA, concentrando o orçamento, sem capacidade de executar (e a prioridade da administração direta não é essa) no Ministério, e dando a porrada final com a atabalhoada e anti-democrática criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), nosso querido Xibiu, que, em tese, poderia ter sido criado daqui há alguns anos depois de resolvido os problemas de gestão e orçamento do IBAMA, mas só conseguiu dividir as migalhas e dobrou os problemas ao invés de melhorar e integrar a gestão ambiental. Sem planejamento, continua no limbo, necessitando da ajuda do irmão mais velho (IBAMA) e acirrando as picuinhas entre os dois órgãos, agregadas a todas as desavenças que foram fomentadas por seus auxiliares nas "disputas" insanas entre o MMA e IBAMA, esvaziando e atropelando o órgão executor, privilegiando o ONGuismo irresponsável e direcionado para os amigos dos reis. Infelizmente, e digo isso como quem acreditou e apostou na sua gestão desde o início, Marina não se elegeria nem pra síndica do MMA e sua posição no Acre não é essas coisas todas...
Desculpem o desabafo, mas quem não conhece Marina e sua equipe que a compre. Por falar nisso, viram os papagaios de pirata no dia da sua filiação ao PV-PSDB-DEMO? Capobianco e Fábio Feldman, pra não falar de Sarneyzinho, Sirkis (ex-secretário de César Maia) e o outro "santo": Gabeira. Brincadeira. Estou tentando deglutir nossa sapinha Dilma que é muito fraca, não empolga, precisa enterder o que são as políticas sociais e ambientais, mas prefiro lutar internamente para "esverdeá-la" e manter as conquistas do governo Lula, que não foram poucas, inclusive na área ambiental (apesar do que querem transparecer), do que vender a ilusão de uma pseudo-santa de um pseudo-partido sem condições de governar este país. Não gosto de votar no "menos pior", mas Marina, Heloisa Helena e Ciro Gomes, com todo respeito à história de cada um, não são opções melhores que Dilma e não são alternativas viáveis para derrotar Serra, governar com capacidade/responsabilidade e promover os avanços que o país precisa.

Economista, Analista Ambiental do IBAMA e filiado ao PT, com muito orgulho (ainda, apesar dos nossos "aloprados"), desde 1988.

Domingo na Folha: Dilma critica mercado como solução para tudo



Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, afirma que o Estado mínimo é uma "tese falida", que "só os tupiniquins" aplicam. Em sua opinião, quem defendia que o mercado solucionava tudo "está contra a corrente" e "contra a realidade".

Dilma deu as declarações em entrevista a Valdo Cruz. A íntegra está na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

Candidata à Presidência em 2010, Dilma sai em defesa de Lula diante das críticas de que ele adotou uma política "intervencionista e estatizante".

"Os empresários podem falar o que quiserem, que é democrático. O presidente da República não pode dar uma opiniãozinha que é intervencionista. Diríamos assim, não é justo", protestou Dilma, num tom exaltado, em seu gabinete, todo ornamentado com imagens de santos.

Bem-humorada, a ministra afirmou não aceitar a pecha de "intervencionista", mas não escondeu o sorriso ao dizer que "aceita" e "concorda" que o governo Lula seja classificado de nacionalista e estatizante.

Leia a entrevista completa Aqui

sábado, 19 de setembro de 2009

Mineração - Tecnologia e mercados das principais empresas

Rio Tinto se prepara para reiniciar produção de alumina no Canadá


A Rio Tinto anunciou que está se preparando para reiniciar a produção que estava paralisada em sua refinaria de alumina Vaudreuil, na província canadense do Quebec. A unidade vai continuar ajustando a produção conforme as necessidades, segundo Jacynthe Côté, executiva-chefe da Rio Tinto Alcan, divisão de alumínio da mineradora. “A decisão de cortar 25% da produção de Vaudreuil em janeiro passado foi um passo necessário para reposicionar nossos negócios, mas as atuais condições do mercado garantem a retomada dessa capacidade”, afirmou a executiva.


BHP ainda negocia preço do minério de ferro com a China

A mineradora anglo-australiana BHP Billiton ainda está negociando com a China o preço dos contratos de minério de ferro e as vendas para o país têm sido baseadas em “preços provisórios”, de acordo com reportagem do jornal Financial Times, que citou o presidente de marketing da BHP, Tom Schutte.


SA Desgastes lança uma nova utilidade para as empresas de mineração

A empresa AS Desgastes desenvolveu uma nova forma de resolver de forma definitiva, simples e barata o antigo problema do matacão (bloco que não entra no britador primário).

O processo consiste em lançar a esfera de 1 metro de diâmetro com peso de 3.000 kg com uma escavadeira sobre o matacão, quebrando-o por consequência, e em seguida lançar outro matacão sobre a esfera até que esta seja coberta, então a escavadeira carrega a bola e lança sobre outro matacão e assim sucessivamente.

Outro método que pode ser usado é por colocar a esfera sobre o shut de maneira que quando lança o matacão sobre este, ele é quebrado em razão do desnível de aproximadamente 4 metros deste.

A esfera criada pela SA Desgastes em aço especial é uma forma inteligente, rápida e barata de resolver o velho problema das pilhas de matacão acumuladas nos pátios. Com isto fica dispensado para sempre o uso de marteles, rompedores, e explosivos usados anteriormente


Empresas brasileiras mudam foco na China e buscam o mercado local

A crise financeira global está exigindo uma mudança de rota para as empresas brasileiras que se estabeleceram na China. Ao invés de apenas utilizar o país asiático como plataforma de produção barata e exportação para o restante do mundo, os executivos que vivem em Pequim e Xangai agora têm de aprender a conquistar o mercado local. Com a ajuda dos bilhões de dólares que o governo chinês despejou na economia para combater a turbulência, o consumo de produtos manufaturados no país segue em alta.


Empresas de commodities têm espaço cativo

As empresas brasileiras de commodities, como a Vale ou a Petrobrás, são cortejadas na China. Com apenas um pequeno escritório de representação e poucos funcionários, conseguem fechar contratos milionários com as estatais chinesas, porque possuem as riquezas naturais que o país precisa para se desenvolver.


Metais caem em Londres pressionados por dólar e aumento de estoques

Os contratos de metais básicos registram queda na London Metal Exchange (LME), pressionados pela valorização do dólar e pelo aumento nos estoques desses produtos na LME e na bolsa de Xangai. Por volta das 7h05 (de Brasília), os contratos de cobre para três meses tinham queda de US$ 75, a US$ 6.310 por tonelada; os de alumínio perdiam US$ 3, a US$ 1.963 por tonelada; os de zinco cediam US$ 26, a US$ 1.932 por tonelada;


Votorantim: Refinaria de zinco no Peru produzirá 320 mil ton em 2010

A refinaria de zinco da Votorantim Metais em Cajamarquilla, no Peru, vai produzir 320 mil toneladas do metal no próximo ano, após uma expansão da unidade, segundo o gerente comercial da companhia brasileira, Luís Eduardo Woolcott. A produção atual de zinco é de 160 mil toneladas ao ano e sua expansão terá um custo total de US$ 500 milhões, como afirmou Woolcoltt durante a Perumin, uma conferência internacional de mineração na cidade peruana de Arequipa.

Primeira extração de gás natural de MG já tem data marcada

O município de Morada Nova de Minas, a 300 quilômetros de Belo Horizonte, será palco da primeira extração de gás natural no estado em 15 de novembro. Essa é a data marcada pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) para a perfuração do primeiro poço de gás da Bacia do São Francisco.

Exploração de jazidas de fosfato em MT será intensificada

de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), ontem, para uma reunião de trabalho sonbre a realização de pesquisa mineral de fosfato. O objetivo foi discutir as possibilidades de descoberta do minério na região e ouvir as demandas dos

EBX, de Eike Batista, planeja construir um estaleiro em Santa Catarina

o fim de 2011. Porém, as obras devem começar já em 2010. A EBX atua nos segmentos de mineração, imóveis e energia, entre outros. No entanto, é a nova empresa do grupo, a OSX, que vai operar o estaleiro.

Veja o Relatório completo Aqui

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Eleições - mais uma carta no baralho


Em entrevista exclusiva ao UOL Notícias nesta sexta-feira (18), o deputado federal pelo PSB do Ceará, Ciro Gomes, confirmou que pretende disputar o Planalto em 2010, mas afirmou que isso "não depende de sua vontade apenas". "A (vontade) mais importante, que dará a palavara final, é do meu partido." Ele disse ainda que prefere ser candidato à Presidência e que não tem mais vontade de ser deputado federal.

Ciro negou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha lhe pedido para ser candidato ao governo de São Paulo. "O presidente Lula jamais, em tempo algum, me fez algum apelo com relação à candidatura ao governo de São Paulo ou à Presidência da República", apontou. "Combinamos de seguir conversando e examinar a situação ali por fevereiro do ano que vem. E aí nessa circunstância que ele me pergunta se eu acietaria transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, mantendo as portas abertas e decidir, daqui, a candidatura à Presidência." De acordo com ele, a decisão final sobre essa transferência vai depender de seu partido.

Ciro criticou a aliança do PT com o PMDB, mas fez questão de frisar que não tem "nada contra o PMDB". Para ele, é preciso dar novos exemplos na política, que é vista como um "ajuntamento de safados", em especial pela juventude, e frisou seu bom relacionamento com o povo. "Eu tenho uma relação com o povo que é mais íntima, mais sólida."

Ele negou que tenha dito que abriria mão de sua candidatura à Presidência, caso Aécio Neves (PSDB) fosse candidato. Para ele, as disputas no PSDB estão "fazendo mal ao país".

Sobre o desempenho de ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como pré-candidata à Presidência pelo PT, Ciro disse que ela "está aprendendo" a discursar em palanques. "Ela é muito brilhante, muito capaz, ela aprende rápido."

Ciro apontou ainda que a mudança de partido de Marina Silva - do PT para o PV - não influenciou a decisão dele de disputar o Palácio do Planalto. Ele elogiou a concorrente e disse que ela "tem muito amor ao Brasil".

O deputado federal também demonstrou sua afeição a Lula. Ele frisou a "genialidade que o Lula tem" e afirmou que o presidente "está fazendo muito bem ao Brasil". "Estou aprendendo muito com ele", disse.

Ciro elogiou ainda o Bolsa Família, que, para ele, reduziu a fome e a miséria no país, além de germinar uma economia local. Mas ele alertou que essa não pode ser a solução final para o problema e que o país não pode se acomodar. "O risco é sentar em cima, pois o que emancipa o país é o trabalho qualificado". Em sua opinião, porém, Lula ainda "não sentou em cima".

O possível candidato ao Planalto pelo PSB fez ainda diversas críticas ao governo do ex-presidente do Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a quem acusou, entre outras coisas, de aumentar a carga tributária, aumentar a dívida brasileira, sucatear as estradas e gerar o apagão energético. "E é a turma do Fernando Henrique Cardoso que vem para derrubar o Lula."

Na opinião de Ciro, Lula não teve nenhuma responsabilidade sobre o mensalão. Os que foram acusados do caso é que devem ser os responsáveis, segundo ele. "Mas isso a Justiça julgará."

Sobre a crise política no Congresso, Ciro disse que não sente vergonha. "Tenho muita tristeza de testemunhar isso", afirmou. Para ele, o Senado é "um santuário" da representação popular, e o que está errado é o comportamento dos políticos.

Leia a reportagem completa no UOL NOTÍCIAS Aqui

Educação - "A África do Sul, ainda nos dias do apartheid, já tinha mais professores universitários negros do que nós temos hoje"

Apesar das políticas públicas de inclusão social e da igualdade racial do governo, ainda falta muito a fazer para diminuir a enorme diferença de oportunidades sociais existentes no Brasil.

O artigo de José Jorge de Carvalho (Universidade de Brasília) coordenador do INCT de Inclusão no Ensino Superior e na Pesquisa, discute o tema realizando comparações com outros países.

Enquanto cresce o número de universidades que aprovam autonomamente as cotas, a reação a esse movimento de dimensão nacional pela inclusão de negros e indígenas vai se tornando cada vez mais ideológica, exasperada e descolada da realidade concreta do ensino superior brasileiro.

Em um artigo recente ("O dom de iludir", "Tendências/Debates", 9/9), Demétrio Magnoli citou fragmento de um parágrafo de conferência que proferi na Universidade Federal de Goiás em 2001. Mas ele suprimiu a frase seguinte às que citou - justamente o que daria sentido ao meu argumento, que, da forma como foi utilizado, pareceu absurdo.

Sua transcrição truncada fez desaparecer a crítica irônica que eu fazia ao tipo de ação afirmativa de uma faculdade do Estado de Maine, nos EUA. O tema da conferência era acusar a carência, naquele ano de 2001, de políticas de inclusão no ensino superior brasileiro, fossem de corte liberal ou socialista.

Magnoli ocultou dos leitores o que eu disse em seguida: "Quero contrastar isso com o que acontece no Brasil. Como estamos nós? A Universidade de Brasília tem 1.400 professores e apenas 14 são negros". É 1% de professores negros na UnB.

E quantos são os docentes negros da USP? Dados recentes indicam que, de 5.434 docentes, os negros não passam de 40. Pelo censo de identificação que fiz em 2005, a porcentagem média de docentes negros no conjunto das seis mais poderosas universidades públicas brasileiras (USP, Unicamp, UFRJ, UFRGS, UFMG, UnB) é 0,6%.

Essa porcentagem pode ser considerada insignificante do ponto de vista estatístico e não deverá mudar muito, pois é crônica e menor que a flutuação probabilística da composição racial dos que entram e saem no interior do contingente de 18 mil docentes dessas instituições.

Para contrastar, a África do Sul, ainda nos dias do apartheid, já tinha mais professores universitários negros do que nós temos hoje. Se não interviermos nos mecanismos de ingresso, nossas universidades mais importantes poderão atravessar todo o século 21 praticando um apartheid racial na docência praticamente irreversível.

É esta a questão central das cotas no ensino superior: a desigualdade racial existente na graduação, na pós-graduação, na docência e na pesquisa. Pensar na docência descortina um horizonte para a luta atual pelas cotas na graduação.

Enquanto lutamos para mudar essa realidade, um grupo de acadêmicos e jornalistas brancos, concentrado no eixo Rio-São Paulo, reage contra esse movimento apontando para cenários catastróficos, como se, por causa das cotas, as universidades brasileiras pudessem ser palco de genocídios como o do nazismo e o de Ruanda!

Como não podem negar a necessidade de alguma política de inclusão racial, passam a repetir tediosamente aquilo que todos sabem e do que ninguém discorda: não existem raças no sentido biológico do termo.

E, contrariando inclusive todos os dados oficiais sobre a desigualdade racial produzidos pelo IBGE e pelo Ipea, começam a negar a própria existência de racismo no Brasil.

Fugindo do debate substantivo, os anticotas optam pela desinformação e pelo negacionismo: raça não existe, logo, não há negros no Brasil; se existem por causa das cotas, não há como identificá-los; logo, não pode haver cotas.

Raças não existem, mas os negros existem, sofrem racismo e a maioria deles está excluída do ensino superior. Felizmente, a consciência de que é preciso incluir, ainda que emergencialmente, só vem crescendo -por isso, a presente década pode ser descrita como a década das cotas no ensino superior no Brasil. Começando com três universidades em 2002, em 2009 já são 94 universidades com ações afirmativas, em 68 das quais com recorte étnico-racial.

Vivemos um rico e criativo processo histórico, resultado de grande mobilização nacional de negros, indígenas e brancos, gerando juntos intensos debates, dentro e fora de universidades. Os modelos aprovados são inúmeros, cada um deles tentando refletir realidades regionais e dinâmicas específicas de cada universidade.

Essa nova consciência acadêmica refletiu positivamente no CNPq, que acaba de reservar 600 bolsas de iniciação científica para cotistas. Se o século 20 no Brasil foi o século da desigualdade racial, surge uma nova consciência de que o século 21 será o século da igualdade étnica e racial no ensino superior e na pesquisa.

Jornal da Ciência

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ministro Daniel Vargas participa de cerimônia de aniversário do Ipea

O ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Daniel Vargas, participou, hoje à tarde, da cerimônia oficial de aniversário de 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada à SAE. O evento também contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades e representantes de vários segmentos da sociedade brasileira.

O ministro da SAE ressaltou, durante seu discurso, que o País ganhou uma nova classe média, de empreendedores emergentes. Para ele, a estabilização macroeconômica combinada com programas de transferência de renda, política social, valorização do salário mínimo e investimento maciço em infraestrutura disponibilizou para uma boa parte da população mais pobre do Brasil recursos até então longe da sua realidade.

“Hoje essas micro e pequenas empresas crescem a mais de 13% ao ano. Só pra fazer um comparativo, a média de crescimento das 500 maiores empresas no Brasil é de 7,6%. Isto é fruto das políticas públicas deste Governo e do amadurecimento da sociedade brasileira”, disse.

Daniel Vargas destacou também a importância de se resgatar, no Brasil, a cultura de planejamento de longo prazo. Para ele, este é um desafio que deve ser levado adiante exatamente agora, “neste momento histórico, em que o Brasil trocou pobreza por inclusão”.

De acordo com o ministro, este é um desafio tanto para a SAE quanto para o Ipea. “A SAE e o Ipea possuem um casamento indissolúvel na realização dessa tarefa. Ao Ipea cabe fornecer o suporte técnico e institucional para formulação de alternativas para o desenvolvimento de longo prazo. À SAE cabe construir, sob a orientação do presidente, um plano de longo prazo para o país, trabalhando em cooperação com o Ipea, com os governos e com a sociedade na construção desse projeto”.

O presidente Lula também elencou algumas ações bem sucedidas de sua gestão e fez um balanço da atual situação econômica brasileira. “Estou feliz porque ontem entrei para a história como o presidente que mais criou universidades; foram 11 até agora e ainda criaremos mais três. Estou feliz porque criamos, só no mês de agosto, 242 mil vagas de trabalho com carteira assinada”, discursou.

Além de parabenizar o Ipea por sua “inegável contribuição ao longo desses 45 anos”, Lula aproveitou para pedir ao Instituto que realize mais pesquisas que contribuam para o conhecimento do País e para o planejamento do futuro nacional.

Veja matéria na íntegrae outras notícias no Portal da SAE

Meio Ambiente - Continua em Brasília o Encontro Verde das Américas

Continua en Brasilia la realização do Encontro Verde das américas. Ontem foi a Inaururação e hoje continua com a apresentação de foros, debates e palestras de especialistas de Brasil e do exterior.
O Evento está sendo realizado no Museu nacional da República, uma das mais recentes obras concebida pelo arquiteto Oscar Niemeyer
(Foto/genriquez/09: Museu Nacional da República)

(Foto genriquez/09:abertura do Evento)
Foto genriquez/09:área externa do Museu ao fundo o prédio do Banco do Brasil)

Veja programação completa do Evento Aqui

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Educação - Lula sanciona criação de nova universidade federal no Sul do país, a da Integração da Amazônia (Uniam) aguarda votação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15) o projeto de lei que cria a UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul). As obras de construção da universidade devem ser iniciadas a partir de 2010 e a instituição deverá atender cerca de 10 mil estudantes.

Com sede em Chapecó (SC), a Federal da Fronteira Sul terá campi em Laranjeiras do Sul (centro-sul do Paraná), Realeza (sudoeste do Paraná), Cerro Largo (noroeste do Rio Grande do Sul) e Erechim (norte do Rio Grande do Sul). A UFFS priorizará a formação de professores, cursos de qualificação de agricultores de pequenas propriedades.

A previsão é que a universidade inicie as atividades em março do próximo ano, em instalações provisórias, até que as obras dos campi fiquem prontas. Serão 2.160 vagas, das quais 1.230 destinadas a licenciaturas. Do total, 1.020 no turno da noite.

Outras universidades

O Congresso tem outros três projetos de lei de criação de universidades federais que aguardam votação. Estão nesse grupo as universidades federais da Integração Latino-Americana (Unila), da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e da Integração Amazônica (Uniam).

* Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC

Mudança Climática - Aquecimento pode reduzir PIB de países em até 20%, diz estudo




Catástrofes associadas à mudança climática podem reduzir em até um quinto o PIB dos países riscos até 2030, caso medidas urgentes não sejam tomadas, disse um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Grupo de Trabalho para a Economia da Adaptação Climática.

"Medidas facilmente identificáveis e com boa relação custo-benefício - como a melhoria da drenagem, barreiras marítimas e melhoria nos regulamentos para construções, entre muitas outras - poderiam reduzir os potenciais prejuízos econômicos resultantes da mudança climática para todas as regiões", disse nota que acompanha o estudo de 147 páginas.

O relatório, intitulado "Montando um desenvolvimento resistente ao clima", está sendo divulgado a três meses da importante reunião ministerial de Copenhague, em dezembro, da qual deve resultar um novo tratado global para o combate à mudança climática.

O estudo examinou oito regiões do mundo, ricas e pobres, tidas como mais propensas a secas, furacões, inundações e elevação do nível dos mares, como resultado da mudança climática global.

No pior cenário, segundo o estudo, inundações na Guiana poderiam reduzir o PIB desse país em 19% até 2030. Na Flórida, a economia local poderia encolher em 10% devido a desastres climáticos no mesmo período.

O grupo de trabalho é formado pela ONU, pela seguradora Swiss Re, pela consultoria McKinsey, pela Comissão Europeia, pela Fundação Rockefeller, pelo Standard Chartered Bank e pela rede ambiental ClimateWorks.

Em um prefácio ao estudo, Nicholas Stern, economista e ex-consultor do governo britânico, disse que pouco se fez até agora para conter o aquecimento global e limitar as emissões de dióxido de carbono.

"Os países precisarão se planejar para a adaptação com muito mais rigor, foco e urgência do que até agora", escreveu. "Devemos às pessoas mais vulneráveis do planeta uma combinação do melhor apoio possível para fortalecer a capacidade adaptativa."

Uma das maiores discussões nos preparativos para a cúpula de Copenhague é quanto dinheiro os países ricos devem destinar aos pobres para o combate ao problema.

O relatório diz que o aquecimento deve aumentar os danos provocados por furacões na Flórida, custando ao Estado 33 bilhões de dólares adicionais por ano até 2030.

No Estado indiano de Maharashtra, secas extremas, que historicamente ocorrem a cada 25 anos, podem surgir a cada oito anos, também resultando em prejuízos bilionários.

No mês passado, um relatório acadêmico disse que a adaptação aos piores efeitos climáticos do mundo provavelmente custaria muito mais do que a ONU estimava até agora.

O secretariado de mudança climática da ONU avalia os custos, incluindo medidas como o desenvolvimento de cultivos resistentes a secas e o combate a epidemias, em 40 a 170 bilhões de dólares por ano até 2030 - uma estimativa muito ampla, que reflete por si só a incerteza em torno do fenômeno. (Fonte: Estadão Online)