As cidades mais afetadas, Concepción e Talcahuano. às 20h00 deste sabado 27 de fevereiro uma nova onda entrou na cidade de Talcahuano e destroi grande parte do centro.
Um verdadeiro maremoto que hoje é conhecido como tsunami nos dias atuais.
Os problemas de comunicação são maiores e crescem já que a telefonia celular não consigue restabelecer as comunicações.
A televisão que funciona é a de Santiago e que conta com reporteiros que apenas pela parte da tarde e noite deste sabado estão chegando a Concepción.
Entre neste endereço para acessar diretamente a televisão por meio de internet.
Aqui
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Política - Pará - Antes de assumir novo Chefe da Casa Civil ameaça em renunciar
Casa Civil abre crise entre PT e Governo do Estado
Pressionada pelo PT, após um dia marcado por mais uma crise interna, com a decisão do novo chefe da Casa Civil, Everaldo Martins (que assumirá o cargo na próxima segunda-feira), de renunciar em protesto contra o esvaziamento da pasta, a governadora Ana Júlia Carepa recuou.
Anunciou que publicará no Diário Oficial de hoje a revogação do decreto publicado ontem tirando da Casa Civil poderes para a contratação de servidores do Grupo de Direção e Assessoramento Superior, os famosos DAS, e também de comissionados que não fazem parte desse grupo.
Em nota distribuída por e-mail, pela Secretaria de Comunicação, às 22h11 de ontem, a governadora explicou que “a decisão foi motivada pelas especulações de que o decreto esvaziava o papel do novo chefe”. Na mesma nota, a governadora anuncia que, após a posse, será criada uma comissão formada por servidores da Secretaria de Governo (Segov) e da Casa Civil para estudar “a melhor forma e o melhor momento de efetivar a mudança administrativa, a fim de reduzir o peso burocrático” da pasta a ser comandada por Martins.
A gota d’água para a mudança de rumo teria sido uma mensagem enviada à tarde, via celular, por Martins para a governadora comunicando que não assumiria o cargo na segunda-feira. Outro ponto de pressão foi a ameaça de que a irmã de Everaldo, a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins, poderia bater chapa com Ana Júlia na convenção do partido onde serão referendadas as candidaturas às eleições de outubro deste ano.
No decreto que gerou perplexidade em petistas de todas as tendências e patentes, a governadora passava para a Secretaria de Governo - comandada por Edilson Rodrigues - os poderes para nomear e exonerar dentro da administração direta do governo cargos em DAS e também as prerrogativas de assinar exonerações. Fontes consultadas pelo
DIÁRIO explicaram que o decreto seria um golpe de misericórdia na já combalida Casa Civil. Seria a primeira vez na história recente do Estado que os poderes para essas contratações e exonerações ficariam com outra secretaria.
O decreto era o ápice de uma série de mudanças que tiveram início logo após o anúncio de que Cláudio Puty seria substituído por Everaldo Martins na Casa Civil. No dia 3 de fevereiro, Puty assinou portaria transferindo a responsabilidade por “deslocamento de aeronaves” para o secretário particular da governadora, Paulo Cunha. Foi o começo da operação de esvaziamento da pasta que perdeu também a gestão do Programa Pró-Jovem, considerada a principal plataforma de Cláudio Puty em sua campanha rumo à Câmara Federal.
O programa que atende jovens de 18 a 29 anos oferece bolsas de 100 reais, para que eles concluam o ensino fundamental e permite que façam também cursos profissionalizantes. Já atendeu cerca de oito mil pessoas e passará agora a ser gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, que tem como titular Eutália Barbosa.
AVISO
As bancadas federal e estadual e a direção do PT não foram consultadas sobre a mudança e sequer receberam aviso prévio. Nem mesmo Martins foi comunicado. O deputado federal Paulo Rocha, por exemplo, só ficou sabendo da novidade no final da tarde ao se encontrar com o presidente do PT, João Batista.
Everaldo Martins tomou conhecimento do decreto pela mulher, a secretária de Pesca, Socorro Pena, que havia recebido telefonemas de amigos com a informação. Coube ao secretário de Governo, Edilson Rodrigues, fazer o comunicado oficial ao novo chefe da Casa Civil, o que ocorreu durante um encontro por volta das 14h (o Diário Oficial circula pela manhã). Rodrigues explicou as razões para a troca e afirmou que a conversa tinha sido “bastante cordial”.
Everaldo Martins não falou com a imprensa, mas para amigos disse ter ficado “P” com a decisão e, após analisar o decreto, resolveu renunciar ao cargo, o que foi comunicado na mensagem por celular que levou ao recuo da governadora.
Durante a tarde de ontem, quando o decreto ainda estava em vigor, petistas ouvidos pela reportagem disseram estar “perplexos” e “desconfortáveis” com a decisão de Ana Júlia. No início da noite, o assunto foi tema de uma reunião na sede do PT, no centro de Belém. O encontro reuniu os deputados federais Paulo Rocha, Zé Geraldo e Beto Faro com o presidente do diretório estadual da legenda, João Batista.
Depois de quase uma hora e meia a portas fechadas, nenhum dos deputados aceitou dar entrevistas. A ordem era não potencializar a crise e avaliar nas horas seguintes que medidas poderiam ser tomadas. Batista ainda chegou a afirmar ao DIÁRIO que as questões administrativas da Casa Civil não estavam no rol de preocupações dos petistas e que o importante era “o poder político do novo chefe da Casa Civil”.
Determinação foi considerada desastrosa
Internamente, contudo, parlamentares e lideranças da legenda que não têm cargo eletivo não escondiam o descontentamento e classificaram a decisão de “desastrosa”. “Do que os aliados reclamam?
Não é da falta de confiança? Você acha que essa mudança
vai ajudar a reconstruir isso?”, indagou um parlamentar.
A avaliação dos petistas é de que ao esvaziar a Casa Civil, a governadora sinaliza que Everaldo Martins terá a autonomia reduzida, o que dificultará o trabalho dele junto à base aliada e aos partidos que venham a se juntar ao PT nas eleições deste ano, justamente uma das principais missões dele no governo. “Na prática, significa que o Everaldinho será um articulador enfraquecido. Suas promessas ficarão cercadas de desconfiança e isso é ruim para ele, mas muito pior para o governo”, avaliou outro petista.
Responsável pelas contratações caso o decreto continuasse valendo, o secretário de Governo, Edilson Rodrigues, disse que a mudança foi pedida por ele. “A Secretaria de Governo já acompanha a contratação de temporários e deveria estar com essa função (contratação de DAS) há bastante tempo”, disse explicando que à Casa Civil caberia o acompanhamento da contratação de assessores especiais, atendimento de demandas do Gabinete da governadora e as negociações políticas. Informado que a decisão havia causado perplexidade entre petistas de várias tendências, Rodrigues disse que não estava “buscando desconfortos”. “Estamos corrigindo situações”. O atual titular da Casa Civil, Cláudio Puty, não se manifestou sobre a mudança.
SUBSTITUIÇÃO DE CLÁUDIO PUTY
A substituição de Puty por Martins foi fruto de um acordo feito pela governadora Ana Júlia Carepa com as tendências petistas “Unidade na Luta”, comandada pelo deputado federal Paulo Rocha, “Articulação Socialista”, dos deputados estadual Carlos Bordalo, e federal, Beto Faro; além do “PT pra Valer”, que tem entre as lideranças o secretário de Estado de Transporte, Valdir Ganzer, e a deputada estadual Bernadete ten Caten, atual líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa.
O acordo foi fechado após uma crise que teve o auge durante uma reunião de Puty com prefeitos do Sul do Pará - onde fica a base eleitoral da deputada Bernadete - sem que ela tivesse sido avisada. Para inflamar mais os ânimos, a Democracia Socialista, tendência da governadora Ana Júlia, teria incentivado o superintendente do Incra em Marabá, Raimundo Oliveira, a sair candidato a deputado estadual, dividindo a base de ten Caten. Com Puty na Casa Civil, as outras tendências estavam se sentindo alijadas no apoio do governo aos candidatos petistas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, enquanto a DS estaria sendo beneficiada, uma vez que o próprio secretário será candidato.
Diário do Pará
Economia - Os BRIC novos motores do crescimento
Novas locomotivas
Por Roberto Rockmann, para o Valor, do Rio
26/02/2010
Ao assistir à queda das torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O"Neill, percebeu que o momento simbolizava o início de uma nova era. Um mês após os atentados, sentou-se à mesa de seu escritório em Londres e redigiu um relatório em que criou o acrônimo BRIC, para Brasil, Rússia, Índia e China, destacando que o grupo de quatro países teria crescente papel na economia mundial nas décadas futuras. Logo depois da divulgação do documento, O"Neill voou para palestrar em um evento no Rio de Janeiro, onde ouviu comentários reticentes sobre o futuro dos BRIC e piadas sobre a inserção do Brasil no grupo. Um colega de mesa sussurrou que o Brasil só estaria presente, porque, sem o país, a sigla perderia a sonoridade.
Nove anos depois, a situação mudou. A crise financeira mundial reforçou a importância dos BRIC, que deverão ampliar sua posição como principal motor da economia global, reduzindo o peso da participação dos EUA, cujos consumidores continuam endividados e com baixo poder de compra. Em paralelo, o cenário da economia brasileira melhorou: o país parece ter ingressado em um ciclo de crescimento econômico, podendo avançar acima de 5% ao ano.
"O mundo está se recuperando da grande crise e essa retomada está sendo liderada pelos BRIC, que são o novo motor econômico neste momento, já que é difícil ver o consumidor americano sendo o grande impulsionador do mundo nos próximos 20 anos. Neste ano, o Brasil poderá crescer 6,4%, e as perspectivas futuras são positivas, com mercado interno crescente e no caso de o próximo governo vir a manter a inflação sob controle", afirma O"Neill.
O economista não é voz isolada. Especialistas reunidos no seminário "Uma Agenda para os BRIC", organizado pela prefeitura do Rio de Janeiro e pela PUC-Rio, no início desta semana, apontaram que Brasil, Rússia, Índia e China devem ampliar seu papel na economia global e manter a trajetória de crescimento mais acelerado. "Vivemos um momento histórico. A tendência é de que as previsões podem se confirmar com esse grupo de quatro países se tornando mais uma importante turbina para o mundo, com diversas oportunidades à vista", afirmou o economista Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, ex-presidente do Banco Central (BC) e atual presidente do Conselho de Administração da BMF Bovespa.
Estudo do Goldman Sachs aponta que, em 2050, a economia dos BRIC movimentaria US$ 120 trilhões, três vezes mais que os EUA, segundo colocado no ranking. A China responderia por US$ 70 trilhões e seria a maior locomotiva econômica. A Índia viria em terceiro, as cinco mais ricas nações europeias estariam na quarta posição e, em quinto lugar, estaria o Brasil. "Produtividade e crescimento do mercado interno são pontos chaves desta equação", destacou O"Neill.
A principal força por trás das novas locomotivas são seus mercados internos em ascensão. Se forem somadas as classes médias dos quatro países, se chegará a cerca de 670 milhões de pessoas, o dobro da população americana. "Essas grandes classes médias são um fenômeno importante", analisou o presidente da consultoria Booz & Co, Shumeet Banerji. A taxa de urbanização na Índia e China está abaixo de 35% da população total - calcula-se que mais de 600 milhões de pessoas desses dois países migrem das zonas rurais para as cidades nos próximos 20 anos, adquirindo novos hábitos e gostos e criando demanda de serviços e bens de infraestrutura a produtos de bens de consumo.
A renda dos quatro países ainda é baixa, quando comparada à dos desenvolvidos. Se nos EUA, a renda per capita supera US$ 40 mil, nos BRIC a realidade é bem diferente. A Rússia tem a maior do grupo, com renda per capita de US$ 10 mil, seguida pelo Brasil, com US$ 8 mil, China, com US$ 4 mil e Índia com US$ 1 mil. Não é por outra razão que grandes multinacionais estão de olho nesses países e ajustando sua estratégia para focar seus negócios nessas nações de maior potencial de crescimento. "Os BRIC hoje estão no foco de montadoras e fabricantes de bens de consumo que querem crescer com vigor", afirma O"Neill.
No caso do Brasil, nos últimos quinze anos, a classe média saltou de 35% para 53% da população total. O aumento do salário mínimo, a maior geração de renda e o controle da inflação iniciado em 1994, com o Plano Real, propiciaram melhoria na redistribuição do rendimento. Os juros ainda continuam elevados, mas nunca estiveram tão baixos, historicamente. Isso incentiva o empreendedorismo. "Mas há grandes desafios a ser superados para que isso seja confirmado", analisou Armínio Fraga.
Infraestrutura deficiente, baixa taxa de investimento em relação ao PIB, juros ainda elevados e escassos recursos voltados à educação são os principais obstáculos na agenda brasileira de crescimento, segundo Fraga. "Investimos menos de 20% do PIB nessas últimas décadas. Se crescermos 5% ao ano, teremos de conviver com problemas de infraestrutura, se não houver pesados investimentos", comentou. No médio e longo prazos, as falhas no sistema de educação são o principal calcanhar de Aquiles do Brasil. Fraga aponta que, com a retomada da economia, já se nota a falta de profissionais qualificados em algumas áreas.
Veja a matéria completa no Site da SAE Aqui
26/02/2010
Ao assistir à queda das torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O"Neill, percebeu que o momento simbolizava o início de uma nova era. Um mês após os atentados, sentou-se à mesa de seu escritório em Londres e redigiu um relatório em que criou o acrônimo BRIC, para Brasil, Rússia, Índia e China, destacando que o grupo de quatro países teria crescente papel na economia mundial nas décadas futuras. Logo depois da divulgação do documento, O"Neill voou para palestrar em um evento no Rio de Janeiro, onde ouviu comentários reticentes sobre o futuro dos BRIC e piadas sobre a inserção do Brasil no grupo. Um colega de mesa sussurrou que o Brasil só estaria presente, porque, sem o país, a sigla perderia a sonoridade.
Nove anos depois, a situação mudou. A crise financeira mundial reforçou a importância dos BRIC, que deverão ampliar sua posição como principal motor da economia global, reduzindo o peso da participação dos EUA, cujos consumidores continuam endividados e com baixo poder de compra. Em paralelo, o cenário da economia brasileira melhorou: o país parece ter ingressado em um ciclo de crescimento econômico, podendo avançar acima de 5% ao ano.
"O mundo está se recuperando da grande crise e essa retomada está sendo liderada pelos BRIC, que são o novo motor econômico neste momento, já que é difícil ver o consumidor americano sendo o grande impulsionador do mundo nos próximos 20 anos. Neste ano, o Brasil poderá crescer 6,4%, e as perspectivas futuras são positivas, com mercado interno crescente e no caso de o próximo governo vir a manter a inflação sob controle", afirma O"Neill.
O economista não é voz isolada. Especialistas reunidos no seminário "Uma Agenda para os BRIC", organizado pela prefeitura do Rio de Janeiro e pela PUC-Rio, no início desta semana, apontaram que Brasil, Rússia, Índia e China devem ampliar seu papel na economia global e manter a trajetória de crescimento mais acelerado. "Vivemos um momento histórico. A tendência é de que as previsões podem se confirmar com esse grupo de quatro países se tornando mais uma importante turbina para o mundo, com diversas oportunidades à vista", afirmou o economista Armínio Fraga, da Gávea Investimentos, ex-presidente do Banco Central (BC) e atual presidente do Conselho de Administração da BMF Bovespa.
Estudo do Goldman Sachs aponta que, em 2050, a economia dos BRIC movimentaria US$ 120 trilhões, três vezes mais que os EUA, segundo colocado no ranking. A China responderia por US$ 70 trilhões e seria a maior locomotiva econômica. A Índia viria em terceiro, as cinco mais ricas nações europeias estariam na quarta posição e, em quinto lugar, estaria o Brasil. "Produtividade e crescimento do mercado interno são pontos chaves desta equação", destacou O"Neill.
A principal força por trás das novas locomotivas são seus mercados internos em ascensão. Se forem somadas as classes médias dos quatro países, se chegará a cerca de 670 milhões de pessoas, o dobro da população americana. "Essas grandes classes médias são um fenômeno importante", analisou o presidente da consultoria Booz & Co, Shumeet Banerji. A taxa de urbanização na Índia e China está abaixo de 35% da população total - calcula-se que mais de 600 milhões de pessoas desses dois países migrem das zonas rurais para as cidades nos próximos 20 anos, adquirindo novos hábitos e gostos e criando demanda de serviços e bens de infraestrutura a produtos de bens de consumo.
A renda dos quatro países ainda é baixa, quando comparada à dos desenvolvidos. Se nos EUA, a renda per capita supera US$ 40 mil, nos BRIC a realidade é bem diferente. A Rússia tem a maior do grupo, com renda per capita de US$ 10 mil, seguida pelo Brasil, com US$ 8 mil, China, com US$ 4 mil e Índia com US$ 1 mil. Não é por outra razão que grandes multinacionais estão de olho nesses países e ajustando sua estratégia para focar seus negócios nessas nações de maior potencial de crescimento. "Os BRIC hoje estão no foco de montadoras e fabricantes de bens de consumo que querem crescer com vigor", afirma O"Neill.
No caso do Brasil, nos últimos quinze anos, a classe média saltou de 35% para 53% da população total. O aumento do salário mínimo, a maior geração de renda e o controle da inflação iniciado em 1994, com o Plano Real, propiciaram melhoria na redistribuição do rendimento. Os juros ainda continuam elevados, mas nunca estiveram tão baixos, historicamente. Isso incentiva o empreendedorismo. "Mas há grandes desafios a ser superados para que isso seja confirmado", analisou Armínio Fraga.
Infraestrutura deficiente, baixa taxa de investimento em relação ao PIB, juros ainda elevados e escassos recursos voltados à educação são os principais obstáculos na agenda brasileira de crescimento, segundo Fraga. "Investimos menos de 20% do PIB nessas últimas décadas. Se crescermos 5% ao ano, teremos de conviver com problemas de infraestrutura, se não houver pesados investimentos", comentou. No médio e longo prazos, as falhas no sistema de educação são o principal calcanhar de Aquiles do Brasil. Fraga aponta que, com a retomada da economia, já se nota a falta de profissionais qualificados em algumas áreas.
Veja a matéria completa no Site da SAE Aqui
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Política - Agora estão, outra vez, mais próximos

Avançam as alianças em torno do nome para a disputa ao governo de São Paulo. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), embora considere "remota" a possibilidade de disputar o Palácio dos Bandeirantes, sinalizou que dentro de um projeto nacional não descarta o desafio. A declaração foi feita durante reunião do deputado com representantes de nove partidos - PSB, PT, PDT, PC do B, PTC, PRB, PSC, PTN e PT do B - que se dispõem a apoiar sua eventual candidatura no Estado.
Ciro assegurou aos participantes do encontro que não titubearia "caso o projeto nacional que o presidente Lula representa precisasse, mesmo como uma engrenagem modesta, em aceitar esse desafio". Após a reunião, o presidente regional do PT-SP, Edinho Silva, reiterou o apoio dos noves partidos à candidatura Ciro no Estado, ressaltando que o deputado é a liderança que mais unifica as legendas hoje para a disputa do governo paulista.
Caso Ciro não seja candidato a governador, o PT dispõe de uma chapa forte para a disputa no 1º e 2º turnos encabeçada pelo nome do senador Aloizio Mercadante e reforçada, também, pela ex-prefeita paulistana Marta Suplicy - além do potencial da legenda e de suas bancadas no Estado.
Como bem disse o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra em entrevista aqui neste blog, os paulistas estão cansados dos governos tucanos e por isso a disputa em São Paulo não é favas contadas. Estamos no páreo, porque temos nada menos que 1/3 dos votos no Estado para postos majoritários, percentual já atingido por nomes como o do deputado José Genoíno em 2002 e do próprio Mercadante em 2006.
Ciro assegurou aos participantes do encontro que não titubearia "caso o projeto nacional que o presidente Lula representa precisasse, mesmo como uma engrenagem modesta, em aceitar esse desafio". Após a reunião, o presidente regional do PT-SP, Edinho Silva, reiterou o apoio dos noves partidos à candidatura Ciro no Estado, ressaltando que o deputado é a liderança que mais unifica as legendas hoje para a disputa do governo paulista.
Caso Ciro não seja candidato a governador, o PT dispõe de uma chapa forte para a disputa no 1º e 2º turnos encabeçada pelo nome do senador Aloizio Mercadante e reforçada, também, pela ex-prefeita paulistana Marta Suplicy - além do potencial da legenda e de suas bancadas no Estado.
Como bem disse o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra em entrevista aqui neste blog, os paulistas estão cansados dos governos tucanos e por isso a disputa em São Paulo não é favas contadas. Estamos no páreo, porque temos nada menos que 1/3 dos votos no Estado para postos majoritários, percentual já atingido por nomes como o do deputado José Genoíno em 2002 e do próprio Mercadante em 2006.
Crescimento - desenvolvimento - Para crescer, Brasil precisa de ''mais Embraers'' - não só isso precissa mais ITA´S

Estudo mostra que emergentes têm de priorizar alta tecnologia
(comentário do Blog).
Alguns equívocos do texto. Seria necessário conhecer a publicação para falar com maior propriedade. O problema não é expportar recursos naturais, que hoje estão em uma fase de grande demanda no mercado internacional e gerão uma serie de efeitos positivos para as cadeias produtivas (para frente e para trás). O que não deve perder-se de foco é agregar valor aos produtos naturais e a biodiversidade. O Brasil erra quando investe tecnologia e conhecimento científico para produzir commodities. Veja o perverso caso da soja, onde exportamos apenas commodities entretanto, investimos muito em C&T.
Se pensamos em alta tecnologia, ela pode ser perfeitamente focada na biodiversidade e recursos naturais com valor agregado. Mais do que embraer´s (que também o Brasil precisa) o País deve aprofundar a criação dos institutos tecnológicos. Não existe só uma alternativa tecnológica para crescer, são varias as plataformas que um país requer para alcançar seu desenvolvimento tecnológico.
A figura mostra (clique e veja a figura ampliada) como é fraca a presença da ciência brasileira na produção de um embraer. Ele é formado por infinidade de "partes" ou "compostos" de tecnologia provinda de fora, onde a transferência é escassa ou não existe.
Essa é a situação que deve mudar. O País deve criar condições de produzir suas próprias aeronaves e desenvolver tecnologia própria. Mas, para que isso aconteça se requer investimento em P&D, que até hoje não alcança a superar o 1% do PIB. Nos últimos anos tem aumentado, sim, só que ainda é pouquíssimo. Não cabe dúvida que a base de esse progresso tecnológico se encontra na ampliação dos investimentos em C&T&I.
Veja a matéria do Estadão aqui.
Alta tecnologia, e não agricultura ou recursos naturais. Essa é a sugestão para o desenvolvimento econômico no Brasil apresentada em uma nova iniciativa do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz e alguns dos maiores economistas do mundo. O alerta é claro: o Brasil e outros países emergentes não podem basear seu desenvolvimento e estratégias de redução da pobreza no setor agrícola, em recursos naturais ou no comércio de commodities.
O estudo, elaborado em conjunto com diversas universidades e transformado em livro - que será lançado segunda-feira -, indica que o desenvolvimento industrial de economias como a do Brasil precisará contar com uma estratégia de Estado nos próximos anos para permitir que setores possam ganhar competitividade internacional.
"O setor agrícola tem claros limites e nossa recomendação é para que nenhum país emergente dependa do setor para sair da condição de subdesenvolvimento", afirmou Giovanni Dosi, professor de economia da Escola de Estudos Avançados de Pisa e um dos principais autores do levantamento.
A recomendação para o Brasil é de que o País simplesmente não pode tentar competir contra os bens produzidos na China, pelo menos não aqueles de valor agregado médio ou baixo. "O Brasil precisa procurar seu espaço, que não é o mesmo da China", defendeu Dosi, hoje considerado um dos principais especialistas em políticas industriais na Europa.
Segundo o estudo, o que o Brasil precisa é de "mais Embraers". Para Dosi, a dificuldade que o Brasil tem hoje para acompanhar o crescimento da China e Índia seria compensada com uma política destinada a promover setores de alta tecnologia.
A iniciativa de Stiglitz também aponta que as bases do Consenso de Washington - liberalismo e privatização - devem ser substituídos por estratégias mais abrangentes de industrialização. "Os países que embarcaram no Consenso hoje têm suas indústrias destruídas, como é o caso da Argentina", alertou Dosi. "O que queremos mostrar é que o Consenso de Washington é um cavalo morto, mesmo que alguns governos ainda insistam em querer montá-lo."
Estadão
Pará - Belém - CPI da Pedofilia chega ao fim, parabens para o Deputado Jordy

Em breve, ainda hoje o Deputado Jordy colocará no seu site o relatório da CPI
CPI COLHEU 25 MIL DENÚNCIAS DE ABUSO CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia da Assembleia Legislativa do Pará chega à reta final com 25 mil denúncias de abuso contra crianças e adolescentes no Pará catalogadas entre 2005 e 2009.
ACESSE O SITE DO DEPUTADO JORDY Aqui
Belém, Pará - Novo Blog na Praça - Helder Barbalho, jovem e grande liderança
1º postOlá, internautas! A partir de hoje teremos mais este canal de diálogo, um espaço para troca de ideias, experiências, para o debate saudável e democrático que, no meu entendimento, deve sempre pontuar as relações da cidadã e do cidadão moderno. Neste blog pretendo falar de política numa acepção mais ampla da palavra mas, como não poderia deixar de ser, de política partidária também. Mas não só isso. Questões atuais que permeiam nosso cotidiano, nas mais diversas áreas, temas interessantes, que possam interessar e instigar às pessoas e contribuam para o progresso de todos e de cada um de nós. A crítica construtiva em alto nível será bem-vinda e é sempre necessária. Por ser um homem que ora ocupa um cargo público e de muita responsabilidade, peço a compreensão de vocês porque nem sempre terei tempo de responder com a instantaneidade que este meio exige. Na medida do possível, espero atender a tod@s. Este é o primeiro post de muitos que virão. Agradeço antecipadamente aos que passarem por aqui para deixar seus comentários, análises, críticas e sugestões. Um grande abraço!
Acesse o Blog do Helder Aqui
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Aqui em Brasília - Governador do DF em exercício, Paulo Octávio se desfilia do DEM...e renuncia ao Governo do DF
Após se desfiliar do DEM, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (sem partido), decidiu nesta terça-feira renunciar ao cargo. Segundo a assessoria do governador interino, ele vai entregar a carta de renúncia às 17h na Câmara Legislativa do DF.
Interlocutores do governador interino, afirmam que sua decisão é consequência da falta de apoio de partido aliados para permanecer no comando do DF.
Com a renúncia de Paulo Octávio, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), deve assumir interinamente o governo do DF.
Leia a matéria completa no UOL Aqui
O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, entregou na tarde desta terça-feira (23) seu pedido de desfiliação do DEM. A informação foi confirmada pela assessoria do governador. O comunicado tem apenas uma frase: “Venho por meio desta comunicar a minha desfiliação do partido.” A carta foi entregue ao presidente do partido, deputado federal Rodrigo Maia (RJ). Octávio assumiu o governo desde a prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido), decretada no último dia 11, que também se desfilou do DEM antes de ser expulso da legenda.
A Executiva Nacional do DEM havia imposto prazo até esta quarta-feira (24), quando os líderes da legenda se reúnem, para que Octávio deixar o partido ou renunciar ao governo do DF. Hoje mesmo, o deputado federal Ronaldo Caiado (GO) e o senador Demóstenes Torres (GO) - ambos do DEM -, afirmaram que apresentariam o pedido de expulsão de Paulo Octávio, por causa das denúncias que supostamente envolvem a cúpula do governo do DF, deputados distritais e empresários em um esquema de corrupção e pagamento de propina a políticos por empresas de informática que tinham contratos no governo.
Leia a matéria completa no UOL Aqui
Interlocutores do governador interino, afirmam que sua decisão é consequência da falta de apoio de partido aliados para permanecer no comando do DF.
Com a renúncia de Paulo Octávio, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), deve assumir interinamente o governo do DF.
Leia a matéria completa no UOL Aqui
Também renunciou ao DEM.
O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, entregou na tarde desta terça-feira (23) seu pedido de desfiliação do DEM. A informação foi confirmada pela assessoria do governador. O comunicado tem apenas uma frase: “Venho por meio desta comunicar a minha desfiliação do partido.” A carta foi entregue ao presidente do partido, deputado federal Rodrigo Maia (RJ). Octávio assumiu o governo desde a prisão do governador José Roberto Arruda (sem partido), decretada no último dia 11, que também se desfilou do DEM antes de ser expulso da legenda.
A Executiva Nacional do DEM havia imposto prazo até esta quarta-feira (24), quando os líderes da legenda se reúnem, para que Octávio deixar o partido ou renunciar ao governo do DF. Hoje mesmo, o deputado federal Ronaldo Caiado (GO) e o senador Demóstenes Torres (GO) - ambos do DEM -, afirmaram que apresentariam o pedido de expulsão de Paulo Octávio, por causa das denúncias que supostamente envolvem a cúpula do governo do DF, deputados distritais e empresários em um esquema de corrupção e pagamento de propina a políticos por empresas de informática que tinham contratos no governo.
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Mineração - Novo marco regulatório
Secretaria de Assuntos Estratégicos defende novo marco regulatório da mineração
Agência Brasil
Publicação: 22/02/2010
Rio de Janeiro - O secretário de Assuntos Estratégicos, ministro Samuel Pinheiro Guimarães, defendeu nesta segunda-feira (22/2) o novo marco regulatório da mineração, que está em discussão no governo e deverá incentivar a exploração de minas no país, em determinado período após a concessão.
"Estuda-se um novo código, novas normas, para que efetivamente sejam explorados os recursos e não fiquem ali como uma reserva de valor", afirmou Guimarães, após participar, no Rio, de seminário sobre o Bric (grupo de países formado pelo Brasil e pela Rússia, Índia e China.
Há cerca de 15 dias, o ministro de Minas Energia, Edison Lobão, disse à imprensa que o governo busca uma formar de retomar as minas que não forem exploradas em curto espaço de tempo, mas "sem rasgar contratos".
De acordo com Lobão, o marco da mineração, elaborado por seu ministério, deve seguir o modelo adotado para o petróleo, no qual constam prazos para o início da exploração e da produção.
O ministro de Assuntos Estratégicos também lembrou que o novo código para o setor de mineração pode causar disputas por royalties (compensações financeiras paga pelas empresas produtoras), assim como ocorre para o petróleo.
"Os estados alegam que há municípios no Brasil que recebem royalties do petróleo sem que tenha ocorrido impacto sequer ambiental", destacou Guimarães.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tecnologia - Mozilla Firefox Ferramenta para acesso à Net
Tem mais uma alternativa à internet explorer para acessar a NET. O Mozilla Firefox. É rápida, simples e permite baixar arquivos com menos dificuldade.
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Política - Em Belém Bate Papo de Professora Edilza Fontes (UFPA) com Ex-Prefeito Edimilson Rodrigues
Interessante, embora insuficiente, o Bate Papo que manteve a Professora Edilza Fontes com o Ex-Prefeito Edimilson Rodrigues, ex-militante do PT, hoje perdido no PSOL, partido que saiu do PT, e que ainda não encontra seu verdadeiro rumo, sem foco na política brasileira e ocupando apenas um reduzido espaço político já superado pela realidade do Brasil contemporâneo.
Entretanto, não deve ser esquecido que foi um dos fundadores do PT e trouxe enormes contribuições à luta social realizada por esse partido no Pará e no Brasil.
A professora Edilza compreendeu que não é para colocar ao Edimilson no mesmo lugar que os neoliberais de hoje. Não devemos esquecer que as diferenças atuais do PT com o PSDB, sendo rigorosos, não são maiores que as diferenças do PT com o PMDB, partido da base aliada do Governo Federal e por quem o PT chora para ter como aliado no Pará.
Ou o PT se deslocou um pouco para a direita (conceito a discutir) ou o PMDB se deslocou para a esquerda. Não tem essa postura de “Classe” da qual falam alguns dirigentes do PT. Se for de classe, ou é proletária ou é burguesa ou suas camadas intermediárias. O PT vai à luta aglutinando a todas. Aos mais pobres e aos banqueiros. Todos deverão sentir-se integrados no programa do governo, o PMDB será o garante disso.
Na realidade é só um arranjo eleitoral, até agora não existe um programa de governo consolidado que defina o rumo de um próximo ciclo do desenvolvimento brasileiro. Fala-se de um pouco mais de Estado, um pouco mais à esquerda.
A Profª Edilza a quem não conheço pessoalmente, apenas pelo seu BLOG, é correta na sua análise da conversa com Edimilson, se não concorda com ele, não precisa ressaltar apenas as contradições, até porque para o PT os verdadeiros adversários estão no outro lado, aí é que a onça vai beber água e o fogo do debate deve se concentrar nessa direção.
Não esquecer também que se o Edimilson for candidato ao Governo do Estado, no primeiro turno, tirará da Governadora uma parcela importante de votos, podendo forçar um segundo turno não muito bom para a Governadora.
Parabéns para a Professora Edilza Fontes.
Leia o relato do Bate papo da Professora Edilza com o Ex Prefeito Edimilson aqui Blog da Professora Edilza Fontes.
Entretanto, não deve ser esquecido que foi um dos fundadores do PT e trouxe enormes contribuições à luta social realizada por esse partido no Pará e no Brasil.
A professora Edilza compreendeu que não é para colocar ao Edimilson no mesmo lugar que os neoliberais de hoje. Não devemos esquecer que as diferenças atuais do PT com o PSDB, sendo rigorosos, não são maiores que as diferenças do PT com o PMDB, partido da base aliada do Governo Federal e por quem o PT chora para ter como aliado no Pará.
Ou o PT se deslocou um pouco para a direita (conceito a discutir) ou o PMDB se deslocou para a esquerda. Não tem essa postura de “Classe” da qual falam alguns dirigentes do PT. Se for de classe, ou é proletária ou é burguesa ou suas camadas intermediárias. O PT vai à luta aglutinando a todas. Aos mais pobres e aos banqueiros. Todos deverão sentir-se integrados no programa do governo, o PMDB será o garante disso.
Na realidade é só um arranjo eleitoral, até agora não existe um programa de governo consolidado que defina o rumo de um próximo ciclo do desenvolvimento brasileiro. Fala-se de um pouco mais de Estado, um pouco mais à esquerda.
A Profª Edilza a quem não conheço pessoalmente, apenas pelo seu BLOG, é correta na sua análise da conversa com Edimilson, se não concorda com ele, não precisa ressaltar apenas as contradições, até porque para o PT os verdadeiros adversários estão no outro lado, aí é que a onça vai beber água e o fogo do debate deve se concentrar nessa direção.
Não esquecer também que se o Edimilson for candidato ao Governo do Estado, no primeiro turno, tirará da Governadora uma parcela importante de votos, podendo forçar um segundo turno não muito bom para a Governadora.
Parabéns para a Professora Edilza Fontes.
Leia o relato do Bate papo da Professora Edilza com o Ex Prefeito Edimilson aqui Blog da Professora Edilza Fontes.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Biodiversidade - Tratado da ONU é chave para preservar espécies
Por Haider Rizvi, da IPS
Nova York, 17/2/2010 – A Organização das Nações Unidas iniciou uma campanha global em favor da biodiversidade, a fim de pressionar os governos para que cumpram o Convênio sobre a Diversidade Biológica. “A biodiversidade é nossa vida”, disse Veerle Vandeweerd, diretora de Meio Ambiente e Energia do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em uma conferência para promover 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade.
As medidas para reduzir a pobreza e lutar contra a mudança climática não darão resultados se houver demora na implementação do Convênio sobre a Diversidade Biológica, disse Vandeweerd, coincidindo com vários especialistas em desenvolvimento. Em muitas partes do mundo, as comunidades rurais “sofrem por causa da perda de biodiversidade”, acrescentou. Os serviços ecológicos e a diversidade biológica são vitais para a sobrevivência dos camponeses pobres e das populações indígenas, disse.
A literatura científica diz que quase 60% dos serviços ecológicos que sustentam a vida na Terra, como a água potável, a polinização, a regulação das pragas, e o clima regional, são dizimados pela atividade humana. O tratado sobre biodiversidade promove medidas substanciais para 2010, que revertam a perda de espécies vegetais e animais. Também tem o objetivo de fazer um uso sustentável da natureza e a distribuição dos benefícios que o uso de recursos genéticos trouxer.
Nos últimos 50 anos, as espécies desapareceram mil vezes mais rápido do que o ritmo natural desse processo, segundo inúmeros cientistas, devido ao aumento da demanda por recursos. Mas, ao contrário da mudança climática, este assunto não tem a atenção devida. Houve alguns avanços, dizem muitos funcionários da ONU, mas os políticos quase não dão atenção à preservação da biodiversidade, nem compreendem todo seu significado.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, considerou a falta de proteção da biodiversidade como “um chamado de alerta”, em uma reunião, na semana passada, no Museu de História Natural de Nova York. “Continuar fazendo o mesmo não é uma opção”, insistiu. “Precisamos de uma nova perspectiva sobre a biodiversidade”, disse Ban no encontro onde havia numerosos cientistas e especialistas da ONU. “Devemos garantir a viabilidade no longo prazo de nossos mares e oceanos”, acrescentou.
A declaração de Ban indica que os especialistas em desenvolvimento da ONU estão cada vez mais convencidos de que não será possível alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) se não for dirigido o mesmo interesse para conter a mudança climática e para preservar a biodiversidade. Os oito ODM foram acordados na Cúpula do Milênio, da Assembleia Geral da ONU de 2000, da qual participaram 189 chefes de Estado e de governo.
Entre as metas, está a de reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem na indigência e passam fome, e a de reduzir a mortalidade infantil em dois terços e a materna em três quartos, entre 1990 e 2015. Também consta lutar contra a expansão do vírus HIV, causador da aids, contra a malária e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e gerar uma sociedade global para o desenvolvimento entre Norte e Sul.
A efetiva implementação do Convênio sobre a Diversidade Biológica pode dar resultados significativos em matéria de desenvolvimento sustentável, segundo numerosos especialistas. Essa visão do assunto parece bastante óbvia, a julgar pelo enfoque apresentado pelo secretário-geral da ONU. “Temos de gerir a sustentabilidade de nossas florestas”, afirmou, ao explicar a necessidade de “uma nova perspectiva sobre a preservação da biodiversidade”. “Devemos proteger os arrecifes de coral para que possam continuar protegendo nossas costas das tempestades e permitir a sobrevivência” das pessoas, ressaltou.
Preservar a diversidade biológica não é apenas proteger as outras espécies, explicou Vandeweerd, mas permitir a prosperidade de centenas de milhões de pessoas que mantêm um vínculo estreito com animais e plantas. “A biodiversidade tem a ver com a economia. Cerca de três quartos da população mundial depende dela”, disse, acrescentando que tomar medidas significativas para proteger a diversidade biológica em terra firme e nos oceanos pode ajudar milhões de pessoas a sobreviverem sem medo de passar fome nem de ter doenças. Mas, para muitos governos, é uma árdua tarefa porque os interesses privados que tentam se apropriar das terras dos indígenas, e de outras não exploradas, são muito fortes.
O tratado da ONU pede que as empresas compartilhem de forma “justa” e “equitativa” os benefícios dos recursos indígenas. Os signatários do tratado ainda devem resolver muitos assuntos a respeito. Por seu lado, a Assembleia Geral prevê a organização, este ano, de uma “reunião especial de alto nível” sobre biodiversidade. “Será uma oportunidade para que a comunidade internacional demonstre os necessários avanços antes da Convenção sobre a Diversidade Biológica de Nagoya”, afirmou Ban, referindo-se à conferência que acontecerá nessa cidade japonesa em outubro. IPS/Envolverde
Nova York, 17/2/2010 – A Organização das Nações Unidas iniciou uma campanha global em favor da biodiversidade, a fim de pressionar os governos para que cumpram o Convênio sobre a Diversidade Biológica. “A biodiversidade é nossa vida”, disse Veerle Vandeweerd, diretora de Meio Ambiente e Energia do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em uma conferência para promover 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade.
As medidas para reduzir a pobreza e lutar contra a mudança climática não darão resultados se houver demora na implementação do Convênio sobre a Diversidade Biológica, disse Vandeweerd, coincidindo com vários especialistas em desenvolvimento. Em muitas partes do mundo, as comunidades rurais “sofrem por causa da perda de biodiversidade”, acrescentou. Os serviços ecológicos e a diversidade biológica são vitais para a sobrevivência dos camponeses pobres e das populações indígenas, disse.
A literatura científica diz que quase 60% dos serviços ecológicos que sustentam a vida na Terra, como a água potável, a polinização, a regulação das pragas, e o clima regional, são dizimados pela atividade humana. O tratado sobre biodiversidade promove medidas substanciais para 2010, que revertam a perda de espécies vegetais e animais. Também tem o objetivo de fazer um uso sustentável da natureza e a distribuição dos benefícios que o uso de recursos genéticos trouxer.
Nos últimos 50 anos, as espécies desapareceram mil vezes mais rápido do que o ritmo natural desse processo, segundo inúmeros cientistas, devido ao aumento da demanda por recursos. Mas, ao contrário da mudança climática, este assunto não tem a atenção devida. Houve alguns avanços, dizem muitos funcionários da ONU, mas os políticos quase não dão atenção à preservação da biodiversidade, nem compreendem todo seu significado.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, considerou a falta de proteção da biodiversidade como “um chamado de alerta”, em uma reunião, na semana passada, no Museu de História Natural de Nova York. “Continuar fazendo o mesmo não é uma opção”, insistiu. “Precisamos de uma nova perspectiva sobre a biodiversidade”, disse Ban no encontro onde havia numerosos cientistas e especialistas da ONU. “Devemos garantir a viabilidade no longo prazo de nossos mares e oceanos”, acrescentou.
A declaração de Ban indica que os especialistas em desenvolvimento da ONU estão cada vez mais convencidos de que não será possível alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) se não for dirigido o mesmo interesse para conter a mudança climática e para preservar a biodiversidade. Os oito ODM foram acordados na Cúpula do Milênio, da Assembleia Geral da ONU de 2000, da qual participaram 189 chefes de Estado e de governo.
Entre as metas, está a de reduzir pela metade a proporção de pessoas que vivem na indigência e passam fome, e a de reduzir a mortalidade infantil em dois terços e a materna em três quartos, entre 1990 e 2015. Também consta lutar contra a expansão do vírus HIV, causador da aids, contra a malária e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e gerar uma sociedade global para o desenvolvimento entre Norte e Sul.
A efetiva implementação do Convênio sobre a Diversidade Biológica pode dar resultados significativos em matéria de desenvolvimento sustentável, segundo numerosos especialistas. Essa visão do assunto parece bastante óbvia, a julgar pelo enfoque apresentado pelo secretário-geral da ONU. “Temos de gerir a sustentabilidade de nossas florestas”, afirmou, ao explicar a necessidade de “uma nova perspectiva sobre a preservação da biodiversidade”. “Devemos proteger os arrecifes de coral para que possam continuar protegendo nossas costas das tempestades e permitir a sobrevivência” das pessoas, ressaltou.
Preservar a diversidade biológica não é apenas proteger as outras espécies, explicou Vandeweerd, mas permitir a prosperidade de centenas de milhões de pessoas que mantêm um vínculo estreito com animais e plantas. “A biodiversidade tem a ver com a economia. Cerca de três quartos da população mundial depende dela”, disse, acrescentando que tomar medidas significativas para proteger a diversidade biológica em terra firme e nos oceanos pode ajudar milhões de pessoas a sobreviverem sem medo de passar fome nem de ter doenças. Mas, para muitos governos, é uma árdua tarefa porque os interesses privados que tentam se apropriar das terras dos indígenas, e de outras não exploradas, são muito fortes.
O tratado da ONU pede que as empresas compartilhem de forma “justa” e “equitativa” os benefícios dos recursos indígenas. Os signatários do tratado ainda devem resolver muitos assuntos a respeito. Por seu lado, a Assembleia Geral prevê a organização, este ano, de uma “reunião especial de alto nível” sobre biodiversidade. “Será uma oportunidade para que a comunidade internacional demonstre os necessários avanços antes da Convenção sobre a Diversidade Biológica de Nagoya”, afirmou Ban, referindo-se à conferência que acontecerá nessa cidade japonesa em outubro. IPS/Envolverde
Mudança Climática: Falhas de medição invalidam tese do aquecimento global, diz cientista
Um cientista entre os chamados "céticos do aquecimento global" defende que boa parte dos dados que apontam o aumento da temperatura do planeta devem ser ignorados porque milhares de estações de medição espalhadas pelo mundo estão sendo afetadas por condições que distorcem os seus resultados.
O meteorologista Anthony Watts afirma em um novo relatório que "os dados sobre a temperatura global estão seriamente comprometidos porque mais de três quartos das 6 mil estações de medição que existiam no passado não estão mais em funcionamento".
Watts acrescenta que existe uma "grave propensão a remover estações rurais e de altitudes e latitudes mais altas (que tendem a ser mais frias), levando a um exagero ainda maior e mais sério do aquecimento".
O relatório intitulado Surface Temperature Records: Policy Driven Deception? (algo como "Os Registros das Temperaturas da Superfície: Mentira com Motivação Política?", em tradução livre) foi publicado de forma independente, e não em revistas científicas - nas quais os artigos de um autor passam pelo crivo da análise de colegas.
Mas outros pesquisadores apoiam a análise de Watts, incluindo o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC - o painel da ONU sobre mudanças climáticas.
Evidências
Entre as evidências citadas por Watts para defender sua tese está uma foto que mostra como a estação de medição no aeroporto de Fiumicino, em Roma, está posicionada atrás da pista de decolagem, recebendo os gases aquecidos emitidos pelas aeronaves.
Outra estação de medição está instalada dentro de um estacionamento de concreto na cidade de Tucson, no Arizona.
Essas são situações que, segundo o cientista, afetam o uso dos solos e a paisagem urbana ao redor da estação, refletindo muito mais as mudanças nas condições locais do que na tendência global da Terra.
Na América do Sul, o pesquisador afirma que as estações que medem a temperatura nas altas altitudes deixaram de ser consideradas, levando os cientistas a avaliar a mudança climática nos Andes por meio de uma leitura dos dados na costa do Peru e do Chile e da selva amazônica.
Para o pesquisador, estas falhas tornam "inútil" a leitura dessas medições colhidas em solo. Watts sustenta que o monitoramento via satélite é mais exato e deveria ser o único adotado.
Homem e meio ambiente
O debate provocado pelo professor é lenha no fogo da discussão que opõe cientistas para quem o aquecimento global, se existe, é um fenômeno natural - e tem precedentes na história da humanidade - e cientistas para quem o efeito é causado pelo homem e acentuado pelas emissões de gases que causam o efeito estufa.
Nos últimos anos, os cientistas que alertam para as causas humanas por trás do aquecimento conseguiram fazer prevalecer sua visão, sobretudo no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, que recebeu inclusive um prêmio Nobel da Paz.
Em uma espécie de "contra-ataque dos céticos do aquecimento", o órgão da ONU foi obrigado no início deste ano a admitir que se equivocou em um dado que apontaria para a possibilidade de as geleiras do Himalaia derreterem até 2035.
No fim de semana, o cientista por trás deste equívoco, Phil Jones, disse à BBC que seus dados estavam mal organizados, mas que nunca teve intenção de induzir ninguém ao erro.
Jones, que é diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, disse estar "100% confiante" de que o planeta está se aquecendo e de que este fenômeno é causado pelo homem.
O cientista afirmou ainda que as disputas entre os pesquisadores - a "mentalidade de trincheiras", como ele se referiu - só prejudicam a discussão objetiva da questão.
(Fonte: BBC / G1)
O meteorologista Anthony Watts afirma em um novo relatório que "os dados sobre a temperatura global estão seriamente comprometidos porque mais de três quartos das 6 mil estações de medição que existiam no passado não estão mais em funcionamento".
Watts acrescenta que existe uma "grave propensão a remover estações rurais e de altitudes e latitudes mais altas (que tendem a ser mais frias), levando a um exagero ainda maior e mais sério do aquecimento".
O relatório intitulado Surface Temperature Records: Policy Driven Deception? (algo como "Os Registros das Temperaturas da Superfície: Mentira com Motivação Política?", em tradução livre) foi publicado de forma independente, e não em revistas científicas - nas quais os artigos de um autor passam pelo crivo da análise de colegas.
Mas outros pesquisadores apoiam a análise de Watts, incluindo o professor de ciências atmosféricas John Christy, da Universidade do Alabama, que já esteve entre os principais autores do IPCC - o painel da ONU sobre mudanças climáticas.
Evidências
Entre as evidências citadas por Watts para defender sua tese está uma foto que mostra como a estação de medição no aeroporto de Fiumicino, em Roma, está posicionada atrás da pista de decolagem, recebendo os gases aquecidos emitidos pelas aeronaves.
Outra estação de medição está instalada dentro de um estacionamento de concreto na cidade de Tucson, no Arizona.
Essas são situações que, segundo o cientista, afetam o uso dos solos e a paisagem urbana ao redor da estação, refletindo muito mais as mudanças nas condições locais do que na tendência global da Terra.
Na América do Sul, o pesquisador afirma que as estações que medem a temperatura nas altas altitudes deixaram de ser consideradas, levando os cientistas a avaliar a mudança climática nos Andes por meio de uma leitura dos dados na costa do Peru e do Chile e da selva amazônica.
Para o pesquisador, estas falhas tornam "inútil" a leitura dessas medições colhidas em solo. Watts sustenta que o monitoramento via satélite é mais exato e deveria ser o único adotado.
Homem e meio ambiente
O debate provocado pelo professor é lenha no fogo da discussão que opõe cientistas para quem o aquecimento global, se existe, é um fenômeno natural - e tem precedentes na história da humanidade - e cientistas para quem o efeito é causado pelo homem e acentuado pelas emissões de gases que causam o efeito estufa.
Nos últimos anos, os cientistas que alertam para as causas humanas por trás do aquecimento conseguiram fazer prevalecer sua visão, sobretudo no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, que recebeu inclusive um prêmio Nobel da Paz.
Em uma espécie de "contra-ataque dos céticos do aquecimento", o órgão da ONU foi obrigado no início deste ano a admitir que se equivocou em um dado que apontaria para a possibilidade de as geleiras do Himalaia derreterem até 2035.
No fim de semana, o cientista por trás deste equívoco, Phil Jones, disse à BBC que seus dados estavam mal organizados, mas que nunca teve intenção de induzir ninguém ao erro.
Jones, que é diretor da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, disse estar "100% confiante" de que o planeta está se aquecendo e de que este fenômeno é causado pelo homem.
O cientista afirmou ainda que as disputas entre os pesquisadores - a "mentalidade de trincheiras", como ele se referiu - só prejudicam a discussão objetiva da questão.
(Fonte: BBC / G1)
Eleições - PT já tem candidata a Presidente, só falta definir seu vice. Você gostaria desse aí?
PT rejeita menção ao PMDB em texto sobre campanha de Dilma
Último Segundo
Já começou mal esse processo de escolha do candidato a vice na Chapa da Dilma.
Os 1.300 delegados do 4º Congresso Nacional do PT rejeitaram em peso uma menção explícita ao PMDB na resolução sobre estratégia eleitoral e política de alianças para a campanha de Dilma Rousseff.
A proposta, que partiu de parte do grupo majoritário formada por setores da corrente Construindo um Novo Brasil e Novos Rumos, previa uma mudança no texto base, que fala apenas na prioridade em "fortalecer um bloco de esquerda e progressista" e "agregar forças políticas de centro". Não há menção direta ao PMDB nem qualquer outro partido aliado.
Com o objetivo de fazer um afago no PMDB depois de uma série de trombadas quanto a questões estaduais e à escolha do vice de Dilma, queriam aprovar uma emenda alterando o texto para: "manter a coesão das forças políticas, econômicas e sociais que integram a atual base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, particularmente o PMDB".
Com isso, esperavam agradar tanto aos peemedebistas como a setores do empresariado que apoiam o governo.
A emenda foi defendida no plenário pelos deputados José Genoino e Carlos Zaratini. Mas o presidente do partido, Ricardo Berzoini, conseguiu reverter a situação ao defender a manutenção do texto base. Ele argumentou que o texto não deveria fazer menção direta a qualquer partido. O PT não quer melindrar outros aliados como o PSB, do deputado Ciro Gomes.
O resultado foi uma vitória esmagadora da tese defendida por Berzoini.
Entretanto....
Dilma elogia presença do PMDB no congresso do PT e pede governo de coalizão
A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, aprovou a presença de líderes do PMDB no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República e defendeu que o Brasil seja governado por uma coalizão de partidos.
O PMDB deverá indicar o candidato a vice na chapa de Dilma. O mais cotado é o presidente da legenda, deputado Michel Temer (SP), que ocupou hoje (20) assento ao lado de Dilma na mesa principal do Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília.
“Foi boa a presença deles aqui. É preciso uma base coesa em cima de um só programa de governo. Não é desejável o governo de um só partido”, disse a pré-candidata, negando qualquer dificuldade para convencer os líderes do PMDB a participar do evento petista.
A ministra admitiu ter ficado emocionada e nervosa durante o discurso proferido logo após ter sido formalizada sua pré-candidatura à sucessão presidencial.
Ao final da rápida entrevista após o evento, que celebrou também os 30 anos do PT, Dilma brincou com um dos jingles de sua pré-candidatura que faz referência a Lula como “o cara”, expressão usada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao se referir a Lula. No jingle, Dilma é tratada como “coroa”. “De um determinado ponto de vista é muito bom ser a coroa”, comentou a pré-candidata.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Energia - Se depender de dinheiro público Belo Monte vai - MANCHETES E RESUMO DE JORNAIS
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está pronto para financiar o vencedor do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, previsto para ocorrer até abril deste ano, disse na quinta-feira (18), o presidente do banco, Luciano Coutinho.
O presidente do BNDES lembrou que a menor tarifa será fundamental para definir o vencedor do leilão. E adiantou que o banco irá examinar a compatibilidade do custo e do retorno financeiro, além de condições de garantia do projeto.
Ele espera que as condições que serão oferecidas sejam atrativas para propiciar uma concorrência que dê validade ao leilão. “A nossa preocupação é que os elementos de competição estejam presentes e nós ajudemos o processo competitivo”.
Em relação à operação de compra da Brenco pela ETH Bioenergia, controlada pelo Grupo Odebrecht, Coutinho lembrou que o BNDES já é sócio da Brenco e continuará participando do capital da nova empresa. “Nós remanesceremos sócios da nova empresa e, na medida em que outros sócios aportem capital na empresa, o BNDES também aportará, em uma escala moderada”.
A operação foi formalizada nesta quinta-feira, sinalizando para a constituição de uma empresa líder na produção de etanol à base de cana-de-açúcar. (Fonte: Agência Brasil).
Cientista cria etanol à base de casca de fruta e jornal
Até que ao fim um destino para os jornais: tanque dos carros, antes de ir para rua.
As cascas de frutas, sobretudo de laranja, e o papel jornal poderiam ser usados na produção de álcool combustível (etanol), revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pelo periódico "Plant Biotechnology Journal".
Esse tipo de combustível do futuro é mais limpo que o etanol derivado do milho, que, por sua vez, é menos poluente que a gasolina, segundo as pesquisas de Henry Daniell, cientista da Universidade Central da Flórida.
Segundo Daniell, com o álcool à base de frutas e papel, seria possível "proteger o ar e o ambiente das próximas gerações".
A tecnologia para a produção do combustível, desenvolvida com financiamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, utiliza uma combinação de enzimas para transformar as cascas de laranja e outros materiais residuais em açúcar, que é fermentado para sua conversão em etanol.
Esse álcool combustível, segundo o artigo publicado, produz menos gases estufa que a gasolina ou a energia elétrica.
Venezuela anuncia que poderá comprar energia do Brasil e de outros países
O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que vai analisar as propostas apresentadas pelo Brasil e por outros países para vender energia. O país enfrenta uma crise energética que se acentuou nos últimos dias, levando ao racionamento em determinadas regiões. Autoridades brasileiras foram a Caracas para buscar uma solução para o impasse, como o envio de especialistas e a execução de um programa para conter a crise.
O ministro de Energia Eléctrica, Ali Rodríguez Araque, confirmou a possibilidade de o governo da Venezuela comprar energia de estrangeiros. Segundo ele, o governo brasileiro sugeriu a venda de energia para os venezuelanos.
“Não é bom ultrapassar o rio antes de chegar à ponte. Se houver qualquer oferta proveniente da Colômbia, nós vamos analisar, assim como estamos fazendo com a oferta que veio do Brasil”, disse o ministro à Agência Bolivariana de Notícias (ABN).
Segundo Araque, o Brasil compra cerca de 80 megawatts da Venezuela e levantou a possibilidade de parar de importar e passar a exportar energia elétrica para o país. Ele não detalhou, entretanto, como seria essa operação.
Uma das alternativas analisadas pelo governo venezuelano é aumentar a geração de energia por meio de vários projetos que são desenvolvidos em pontos estratégicos. O objetivo é dar mais autonomia ao sistema de abastecimento nacional, reduzindo a dependência da Hidrelétrica de Guri – a principal do país.
Agência Brasil
Brasil poderá mandar ajuda à Colômbia para libertar reféns, diz Marco Aurélio Garcia
Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (18) que o Brasil poderá mandar ajuda à Colômbia para a libertação de reféns.
Marco Aurélio ressaltou que o Brasil já deu, em outras ocasiões, apoio logístico por meio da Força Aérea Brasileira para este tipo de resgate. “Se houver solicitação do governo colombiano e acordo das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], nós estudaremos com simpatia esta hipótese. Todas as iniciativas que possam favorecer a paz têm o nosso apoio”.
Em fevereiro de 2009, o Brasil cedeu dois helicópteros ao governo colombiano para colaborar com o resgate de dois políticos colombianos, o ex-governador Alan Jara e o ex-deputado regional Sigifredo López, libertados pelas Farc.
Agência Brasil
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
19 de fevereiro de 2010
O Globo
Manchete: Paulo Octávio não renuncia e amplia crise de poder no DF
Vice diz que decidiu ficar a pedido de Lula, mas se desmente após Palácio negar
Após redigir três cartas de renúncia, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), recuou e disse que permanecerá no cargo, que ocupou depois da prisão do titular, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), investigado sob suspeita de comandar o mensalão no DF. Paulo Octávio alegou que mudou de ideia graças ao apoio de correligionários e a uma suposta recomendação do presidente Lula, com quem se reunira de manhã. Mas se desmentiu após o Planalto negar qualquer apelo de Lula. Paulo Octávio vem sendo abandonado pelo DEM diante da suspeita de que estaria envolvido com o mensalão, embora não apareça nos vídeos que flagraram o pagamento de propina. Arruda fica preso pelo menos mais uma semana, até que o STF decida sobre o pedido de habeas corpus. A CCJ da Câmara Legislativa do DF aprovou a admissibilidilde dos pedidos de impeachment de Paulo Octávio e Arruda. (págs. 1, 3, 4 e Merval Pereira)
O que a China não queria ver e a imprensa não viu
Sob forte protesto da China, o presidente Barack Obama recebe o Dalai Lama na Casa Branca, num encontro de uma hora, que, ao contrário do habitual, não pôde ser acompanhado pela imprensa. A Casa Branca divulgou a foto e um comunicado defendendo a identidade do Tibete. Segundo a nota, o presidente e o Dalai Lama concordam sobre “a importância de uma relação positiva e cooperativa entre os EUA e a China”. (págs. 1 e 34)
Perdendo a cabeça
O ex-presidente do governo espanhol José Maria Aznar responde com gesto obsceno a vaias de estudantes, após chamar o sucessor, Zapatero, de “piromaníaco”. (págs. 1 e 35)
Dirceu terá 'papel oficial' na campanha de Dilma
Cassado e sob investigação do STF por causa do mensalão do PT, o ex-deputado José Dirceu foi um dos mais assediados no congresso do partido, aberto ontem, e disse que vai ter função formal na campanha da candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff. “Agora serei do Diretório Nacional (do PT). Vou ter um papel oficial na campanha da Dilma”, disse ele. (págs. 1 e 9)
A velha-guarda vermelha
Num discurso aplaudido por convidados socialistas e comunistas de mais de 30 países, como Cuba, China, Coreia do Norte e Venezuela, a ministra Dilma Rousseff fez sua primeira aparição no congresso do PT e defendeu maior aproximação com países vizinhos. (págs. 1 e 9)
Emprego foi recorde no mês passado
O país abriu 181.419 vagas com carteira em janeiro, no melhor saldo para o mês desde 1992. A indústria também se recuperou, mas ainda precisa gerar 157 mil postos para zerar o que perdeu desde 2008. (págs. 1 e 25)
União protege assassino de João Hélio
Um dos condenados pela morte do menino João Hélio, arrastado pelas ruas, foi solto e incluído num programa de proteção do governo federal. O jovem cumpriu três anos de medida socioeducativa. (págs. 1 e 23)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Arruda e governador interino têm ação de impeachment no DF
Após dizer que renunciaria, Paulo Octávio anuncia que ficará no cargo à espera de decisão da Justiça
A Câmara Legislativa do Distrito Federal abriu processos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido), preso há oito dias sob a acusação de tentar subornar uma testemunha, e contra Paulo Octávio (DEM), governador interino desde a prisão de Arruda.
Também investigado pela Polícia Federal, Paulo Octávio anunciou que permanecerá no cargo para esperar as decisões da Justiça na próxima semana, depois de ter dito a seus aliados que renunciaria. O governador interino deve se desfiliar do DEM. Ele e Arruda negam as acusações de corrupção. (pág. 1 e Brasil)
Ensino no chão
Alunos de escola estadual na zona sul de SP se sentam no chão, sobre pedaços de papelão, devido à falta de carteiras no primeiro dia de aula; segundo a gestão José Serra, as chuvas na cidade provocaram atraso na entrega de cadeiras, mesas e armários. (págs. 1 e C6)
Divergência no Enem ameaça vagas de alunos em faculdades
Estudantes acima de 18 anos que usaram o Enem para substituir o antigo supletivo podem ficar sem vaga no ensino superior.
Os alunos precisam de um certificado - emitido pelo governo estadual com base em informações federais - que equivale ao diploma de conclusão do ensino médio. (págs. 1 e C7)
BC dos EUA dá passo para aumentar taxa básica de juros
Na primeira alta desde 2006, o banco central dos EUA anunciou o aumento da taxa de redesconto, cobrada de empréstimos emergenciais a bancos.
Ela subiu 0,25 ponto, para 0,75%. Em agosto de 2007, quando estourou a crise imobiliária americana, essa taxa estava em 6,25%. (págs. 1 e B8)
Vinicius Torres Freire: Medida é pá de cal na crise bancária iniciada em 2007
O Fed deu um bom sinal de que chegou o momento de a política monetária voltar ao normal. Os bancos não quebraram e alguns já estão fortes e sacudidos, graças ao dinheiro dos contribuintes. A alta da taxa de redesconto é uma espécie de pá de cal na crise bancária iniciada em 2007. (págs. 1 e B4)
Após três meses, Lula não responde sobre mensalão
Desde 12 de novembro o Supremo Tribunal Federal aguarda respostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o conhecimento dele dos fatos apontados na ação penal do mensalão.
O Ministério Público dividiu as questões em 33 tópicos. A Advocacia-Geral da União informou que recebeu na sexta-feira passada ofício do STF e o enviou à Presidência ontem. (págs. 1 e A11)
Dinheiro
Aumento de capital da Petrobras deve somar US$ 75 bi em junho. (págs. 1 e B3)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Dilma é para 2 mandatos, diz Lula
Em entrevista ao Estado, o presidente afirma que não vai tentar voltar ao poder em 2014
O presidente Lula negou que tenha escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial com o objetivo de tentar voltar ao poder em 2014. “Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio”, afirmou Lula em entrevista exclusiva ao Estado. “Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara.” Para o presidente, uma eventual gestão Dilma não será mais à esquerda do que o seu governo, mas afirmou que as diretrizes do programa petista podem ser mais
“progressistas”: “O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender”. No entanto, disse considerar importantes os investimentos estratégicos do Estado, que incluem criar “uma megaempresa de energia no País”. O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde PT e PMDB não selaram aliança. “Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível.” Na entrevista, Lula defendeu o senador José Sarney, criticou o ex-presidente FHC e falou das enchentes em São Paulo, mas poupou o governador José Serra, provável adversário de Dilma - que o presidente definiu como uma mulher “sem ranço, sem mágoa e sem preconceito” na política. (págs. 1 e A5)
Aliados políticos
Em seu gabinete no Centro Cultural Banco do Brasil, Lula falou sobre política externa: “O Irã não é o Iraque; eu acho que a Venezuela é uma democracia”.
Reeleição: “Nunca gostei de um segundo mandato. Achava que poderia ser um desastre.”
Maturidade: “Se eu ganho em 1989, ou fazia uma revolução, ou caía no dia seguinte.”
Peso do Estado: “O governo tem de ser regulador, mas também o indutor de investimentos.”
Paulo Octávio fica no governo do DF
Com a carta de renúncia pronta, o governador em exercício do DF, Paulo Octávio, afirmou ontem que permanecerá no cargo, à espera de uma posição do STF. Ele disse que foi aconselhado pelo presidente Lula. O Planalto negou e Octávio voltou atrás. A Câmara Legislativa abriu processo de impeachment contra José Roberto Arruda. (págs. 1 e A10 e A11)
BNDES pode ter R$ 40 bi para financiar máquinas
O governo estuda injetar até R$ 40 bilhões do Tesouro para renovar a linha de crédito subsidiada do BNDES para compra e exportação de bens de capital. A linha foi criada em 2009 para enfrentar a crise, e a Fazenda avalia que ela eleva a taxa de investimento industrial. (págs. 1 e B1)
Irã prepara carga nuclear para mísseis, afirma AIEA
Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica avalia que o Irã está desenvolvendo uma carga nuclear que pode ser usada em mísseis. Se confirmada, a acusação prova que o programa nuclear iraniano tem fins militares, diferentemente do que vem afirmando Teerã. (págs. 1 e A12)
Assassino de João Hélio é solto e ganha proteção
Envolvido na morte do menino João Hélio, de 6 anos, arrastado por 6 km após roubo de carro no Rio em 2007, E. L., de 18 anos, foi libertado e incluído em programa de proteção a adolescentes ameaçados de morte. Na época do crime, ele era menor. L. e a família receberam novas identidades. (págs. 1 e C3)
Classe alta sabe menos sobre vacinas
Pobres se interessam mais pelos efeitos da imunização, diz estudo. (págs. 1 e A18)
Notas e informações
A Rússia endurece com o Irã
Pela primeira vez, Moscou se alinhou com o Ocidente na condenação ao Irã. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Paulo Octávio, o vice, diz que sai mas fica
Sob pressão por todos os lados, o governador interino do DF, Paulo Octávio (DEM), convocou a imprensa para apresentar em grande estilo sua renúncia, mas no meio do caminho mudou de ideia. Embora o partido pressione por sua saída, haja pedidos de impeachment tramitando na Câmara Legislativa e as investigações da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora o incluam, Paulo Octávio acabou desistindo, mesmo depois de avisar a aliados que renunciaria. Após aparecer ao lado de 30 assessores no Palácio do Buriti, afirmou que aguardaria decisão do STF sobre uma intervenção federal no governo de Brasília. (pág. 1 e País, pág. A6)
Proteção a assassino de João Hélio causa indignação
Ezequiel Lima, de 18 anos, um dos assassinos do menino João Hélio, a quem arrastou por quilômetros com um carro, está solto e sob proteção oficial após cumprir três anos de pena socioeducativa. A liberdade e o benefício causaram indignação, não só pela barbárie do crime mas por Ezequiel ter tentado matar um agente e fugir da instituição. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 a A4)
Intercâmbio para exterior, um negócio em expansão
Empresas de intercâmbio que operam no Brasil preveem crescimento de 40% no número de pessoas que buscam estudo ou trabalho temporário no exterior. No ano passado, cerca de 90 mil brasileiros viajaram com o objetivo de, principalmente, aperfeiçoar um segundo idioma. Eventos que reúnem agências de intercâmbio esperam receber um público 25% maior que o de 2009. (pág. 1 e Economia, pág. A17)
Mossad: hora das explicações
Inglaterra, Alemanha, França e Irlanda exigem explicações de Israel sobre os passaportes falsos usados no assassinato de um dirigente do Hamas em Dubai, crime atribuído ao Mossad. Onze membros do comando que assassinou Mahmoud Abdel Raouf al-Mabhouh tinham passaportes britânicos e irlandeses; além de um francês e um alemão. (pág. 1 e Internacional, pág. A20)
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Correio Braziliense
Manchete: Ele jurou sair... Desistiu e ficou. Até quando?
Em apenas algumas horas, Paulo Octávio irritou o presidente Lula, contrariou a cúpula do DEM, desorientou aliados governistas e surpreendeu a todos os que esperavam a renúncia. Após dar sinais claros, pela manhã, de que se afastaria do GDF, anunciou à tarde que continua à frente do Buriti enquanto a Justiça não se pronunciar sobre a prisão de Arruda. Paulo Octávio tenta sensibilizar os meios políticos a fim de obter apoio. Mas, investigado no escândalo da propina, tem dificuldade em montar um governo, está minado na Câmara Legislativa e é rejeitado pelo partido. Para evitar a expulsão do Democratas, vai entregar o pedido de desfiliação. (págs. 1 e 25 a 27)
Câmara acolhe pedidos de impeachment
Por unanimidade nas duas votações, a Comissão de Constituição e Justiça aceitou os pedidos de impeachment contra José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Aliados são maioria na comissão especial que vai analisar ações contra o governador afastado. (págs. 1 e 29)
Wilson Lima posou de governador
Uma hora antes do discurso de Paulo Octávio, o presidente da Câmara já contava com a renúncia do governador em exercício. Às 16h, em entrevista ao Correio, Lima antecipou as primeiras medidas de sua administração e até cogitou morar na residência oficial do GDF, em Águas Claras. (págs. 1 e 28)
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Valor Econômico
Manchete: Países em crise na Europa devem a bancos US$ 3,4 tri
Os bancos internacionais têm uma exposição gigantesca de US$ 3,4 trilhões ao grupo de países europeus com maior vulnerabilidade fiscal e que ameaçam a zona do euro - Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, os chamados Piigs, na sigla em inglês. A cifra inclui bônus dos governos, dívidas de empresas e até empréstimos pessoais. Os dados do Banco Internacional de Compensações (BIS) indicam que, embora as atenções dos investidores estejam focadas na Grécia e em Portugal, a exposição da banca é muito maior na Itália, Irlanda e Espanha.
O risco de calote provoca especulações de qual seria a perda potencial dos bancos envolvidos nesses países. Dados consolidados obtidos pelo Valor mostram que a banca internacional tem exposição de US$ 298 bilhões na Grécia, a maior parte de instituições alemãs. Na Itália, ela chega a US$ 1,196 trilhão; na Espanha, a US$ 944 bilhões e na Irlanda, a US$ 710 bilhões. Por sua vez, a exposição dos bancos em Portugal é de US$ 252 bilhões, a menor do grupo. (págs. 1, C1 e EU&Fim de semana)
Tijolo por tijolo
A força “excepcional” da demanda interna pode levar o Brasil a um crescimento de 7% neste ano, acredita o economista Jim O'Neill, do Goldman Sachs, criador do conceito do Bric. (págs. 1 e A2)
FMI agora elogia controle de capitais
Economistas do Fundo Monetário Internacional reverteram a antiga oposição da entidade aos controles de capital e sugeriram que os países usem impostos e regulamentação para moderar a vasta movimentação de recursos da atualidade, para que não motivem o surgimento de bolhas e outras calamidades financeiras. O Fundo declarou que mercados emergentes com controles tiveram melhor desempenho durante a crise mundial.
A recomendação é a demonstração mais importante de apoio do Fundo às iniciativas de controle de capitais e também uma reversão dos conselhos que dava aos países em desenvolvimento apenas três anos atrás. O FMI sempre defendeu o fluxo livre de capitais como condição para o livre comércio e para que esses paises prosperassem. (págs. 1 e C1)
AB InBev, eficiente e mal-amada pelos belgas
Da estação de trem no centro de Leuven, na Bélgica, pode-se ver as nuvens de fumaça de uma das mais modernas e eficientes fábricas da AB InBev, maior companhia de cerveja do mundo, indicando que a produção está a todo vapor. Dentro da fábrica, a tensão continua viva. Persiste uma dura confrontação entre a empresa dirigida por brasileiros e os funcionários belgas, numa mistura de choque cultural e processo de reestruturação.
Durante duas semanas, em janeiro, os trabalhadores bloquearam as entradas às fábricas em Leuven, Liège e Hoegaarden, exigindo o abandono de um plano para cortar 10% dos 8 mil empregados da AB InBev na Europa Ocidental. Paralisaram a produção inclusive da Stella Artois, marca que rende mais de US$ 3 bilhões anuais em vendas. Os sindicatos mobilizaram políticos e abriram sites de boicote na internet. No 15º dia, a empresa retirou seu plano de demissões. (págs. 1 e B4)
Quase 17 mil empresas no Brasil já importam da China
Em apenas quatro anos, o número de empresas brasileiras que compram produtos chineses cresceu 135%. No ano passado, 16,8 mil companhias instaladas no país importaram artigos da China, sejam bens de consumo, insumos ou máquinas. Isso significa que cinco em cada dez importadores brasileiros compraram produtos do país asiático em 2009. Junto com a pulverização, cresceu o número de grandes importadores - em 2005, só 12 empresas compravam mais de US$ 50 milhões dos chineses, número que passou para 41 em 2009.
O perfil de quem mais importa da China também traz novidades. A maioria continua sendo empresas de tecnologia, mas as varejistas começam a despontar como grandes clientes. (págs. 1 e A5)
SP rebate estudo sobre política fiscal
A Secretaria da Fazenda de São Paulo rebateu estudo do Banco Santander sobre a evolução das contas públicas paulistas, entre 2006 e 2009, que aponta trajetória semelhante à da política fiscal da União, com o aumento dos gastos correntes respondendo pela maior parte da expansão das despesas não financeiras. A Fazenda contesta a conclusão do banco de que a “fria realidade dos números” não mostraria um regime fiscal diferenciado em São Paulo e, com isso, não confirmaria a avaliação de que o governador José Serra (PSDB) seria mais duro na questão fiscal do que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Segundo a Secretaria, a soma dos investimentos com inversões financeiras respondeu por 93,3% do aumento das despesas primárias no período. Na União, esse percentual seria de 35,8%. (págs. 1 e A11)
Polo financeiro exige liberalização do câmbio
O projeto Omega, que pretende transformar São Paulo em centro financeiro internacional, prevê a criação de um mercado de moedas no país, a liberalização do câmbio e a internacionalização do real. O plano, que vem sendo elaborado pelo setor privado, seria implementado em cinco etapas, todas dependentes de decisões do governo. Técnicos do Banco Central estudam as propostas, que ainda não chegaram formalmente à diretoria.
As entidades que lideram o projeto - BM&FBovespa, Febraban e Anbima - avaliam que, sem as mudanças propostas, o plano de criar um polo regional financeiro no Brasil, com aspirações globais, não funcionaria ou ficaria muito aquém do pretendido. Entre as sugestões em estudo está a possibilidade de que bancos estrangeiros abram contas exclusivas em instituições brasileiras autorizadas a operar com câmbio. (págs. 1 e C8)
Empregos em alta
Em janeiro, a economia brasileira acrescentou 181,4 mil pessoas à força de trabalho formal do país, o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1992. Nos últimos 12 meses, foram preenchidas 1,2 milhão de vagas. (págs. 1 e A4)
Nova chance
Empresas privadas, companhias estatais e governos estaduais ampliam acordos para oferecer oportunidades de trabalho a presidiários e ex-detentos. (págs. 1 e A16)
Voos mais populares
O preço médio das passagens aéreas em voos domésticos no ano passado, de R$ 321,28, foi o mais baixo em oito anos, segundo a Anac. No período, a queda foi de 25,5%, descontada a inflação. (págs. 1 e B6)
Importados perdem incentivo
Governo altera a MP nº 472 e revoga isenção tributária a equipamentos, com similar nacional, destinados a projetos de refino de petróleo, petroquímicos e produção de fertilizantes a partir de gás natural. (págs. 1 e B8)
Cartões inauguram nova fase
Avanços tecnológicos e novas regras trarão maior concorrência à indústria de cartões no país, com expectativa de redução das taxas cobradas aos lojistas e melhores serviços para os usuários, diz Caffarelli, da Abecs. (pág. 1)
Pressão no açúcar
Brasil, Austrália e Tailândia acusam a União Europeia de derrubar os preços do açúcar - que caíram 10,3% desde 20 de janeiro - com o anúncio da exportação adicional de 500 mil toneladas do produto. (págs. 1 e B11)
Salmão mais caro
Afetada pelo vírus da Anemia Infecciosa do Salmão (AIS), a produção do pescado no Chile, segundo maior produtor mundial, atrás da Noruega, diminuiu 75% nos últimos dois anos. (págs. 1 e Bl2)
FAO sugere taxar pecuária
Estudo da FAO prevê que a produção mundial de carnes deve dobrar até 2050 e recomenda a taxação da atividade para reduzir os prejuízos causados ao ambiente. (págs. 1 e B12)
Porto seguro
Instabilidade da bolsa leva investidores a optar por fundos mais conservadores. Carteiras de curto prazo, DI e renda fixa já captaram R$ 19,4 bilhões no ano, até dia 11. (págs. 1 e D2)
Ideias
Claudia Safatle: BC caminha para incorporar a preocupação ambiental nas normas da política de crédito. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Commercio
Manchete: Vendaval e apagão na Grande Recife
Ventos de até 51 km/h deixaram sem energia, ontem à tarde, áreas da capital, Olinda, Jaboatão, Camaragibe e São Lourenço. Até o fim da noite, ainda havia trechos sem fornecimento. Rede elétrica foi danificada pela queda de árvores e placas.
“O BNDES estará preparado para financiar o projeto, na escala e no volume que o possível vencedor do certame demandar”.
Ele espera que as condições que serão oferecidas sejam atrativas para propiciar uma concorrência que dê validade ao leilão. “A nossa preocupação é que os elementos de competição estejam presentes e nós ajudemos o processo competitivo”.
Em relação à operação de compra da Brenco pela ETH Bioenergia, controlada pelo Grupo Odebrecht, Coutinho lembrou que o BNDES já é sócio da Brenco e continuará participando do capital da nova empresa. “Nós remanesceremos sócios da nova empresa e, na medida em que outros sócios aportem capital na empresa, o BNDES também aportará, em uma escala moderada”.
A operação foi formalizada nesta quinta-feira, sinalizando para a constituição de uma empresa líder na produção de etanol à base de cana-de-açúcar. (Fonte: Agência Brasil).
Cientista cria etanol à base de casca de fruta e jornal
Até que ao fim um destino para os jornais: tanque dos carros, antes de ir para rua.
As cascas de frutas, sobretudo de laranja, e o papel jornal poderiam ser usados na produção de álcool combustível (etanol), revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (18) pelo periódico "Plant Biotechnology Journal".
Esse tipo de combustível do futuro é mais limpo que o etanol derivado do milho, que, por sua vez, é menos poluente que a gasolina, segundo as pesquisas de Henry Daniell, cientista da Universidade Central da Flórida.
Segundo Daniell, com o álcool à base de frutas e papel, seria possível "proteger o ar e o ambiente das próximas gerações".
A tecnologia para a produção do combustível, desenvolvida com financiamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, utiliza uma combinação de enzimas para transformar as cascas de laranja e outros materiais residuais em açúcar, que é fermentado para sua conversão em etanol.
Esse álcool combustível, segundo o artigo publicado, produz menos gases estufa que a gasolina ou a energia elétrica.
Venezuela anuncia que poderá comprar energia do Brasil e de outros países
O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou que vai analisar as propostas apresentadas pelo Brasil e por outros países para vender energia. O país enfrenta uma crise energética que se acentuou nos últimos dias, levando ao racionamento em determinadas regiões. Autoridades brasileiras foram a Caracas para buscar uma solução para o impasse, como o envio de especialistas e a execução de um programa para conter a crise.
O ministro de Energia Eléctrica, Ali Rodríguez Araque, confirmou a possibilidade de o governo da Venezuela comprar energia de estrangeiros. Segundo ele, o governo brasileiro sugeriu a venda de energia para os venezuelanos.
“Não é bom ultrapassar o rio antes de chegar à ponte. Se houver qualquer oferta proveniente da Colômbia, nós vamos analisar, assim como estamos fazendo com a oferta que veio do Brasil”, disse o ministro à Agência Bolivariana de Notícias (ABN).
Segundo Araque, o Brasil compra cerca de 80 megawatts da Venezuela e levantou a possibilidade de parar de importar e passar a exportar energia elétrica para o país. Ele não detalhou, entretanto, como seria essa operação.
Uma das alternativas analisadas pelo governo venezuelano é aumentar a geração de energia por meio de vários projetos que são desenvolvidos em pontos estratégicos. O objetivo é dar mais autonomia ao sistema de abastecimento nacional, reduzindo a dependência da Hidrelétrica de Guri – a principal do país.
Agência Brasil
Brasil poderá mandar ajuda à Colômbia para libertar reféns, diz Marco Aurélio Garcia
Lisiane Wandscheer
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse hoje (18) que o Brasil poderá mandar ajuda à Colômbia para a libertação de reféns.
Marco Aurélio ressaltou que o Brasil já deu, em outras ocasiões, apoio logístico por meio da Força Aérea Brasileira para este tipo de resgate. “Se houver solicitação do governo colombiano e acordo das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], nós estudaremos com simpatia esta hipótese. Todas as iniciativas que possam favorecer a paz têm o nosso apoio”.
Em fevereiro de 2009, o Brasil cedeu dois helicópteros ao governo colombiano para colaborar com o resgate de dois políticos colombianos, o ex-governador Alan Jara e o ex-deputado regional Sigifredo López, libertados pelas Farc.
Agência Brasil
SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
19 de fevereiro de 2010
O Globo
Manchete: Paulo Octávio não renuncia e amplia crise de poder no DF
Vice diz que decidiu ficar a pedido de Lula, mas se desmente após Palácio negar
Após redigir três cartas de renúncia, o governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), recuou e disse que permanecerá no cargo, que ocupou depois da prisão do titular, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), investigado sob suspeita de comandar o mensalão no DF. Paulo Octávio alegou que mudou de ideia graças ao apoio de correligionários e a uma suposta recomendação do presidente Lula, com quem se reunira de manhã. Mas se desmentiu após o Planalto negar qualquer apelo de Lula. Paulo Octávio vem sendo abandonado pelo DEM diante da suspeita de que estaria envolvido com o mensalão, embora não apareça nos vídeos que flagraram o pagamento de propina. Arruda fica preso pelo menos mais uma semana, até que o STF decida sobre o pedido de habeas corpus. A CCJ da Câmara Legislativa do DF aprovou a admissibilidilde dos pedidos de impeachment de Paulo Octávio e Arruda. (págs. 1, 3, 4 e Merval Pereira)
O que a China não queria ver e a imprensa não viu
Sob forte protesto da China, o presidente Barack Obama recebe o Dalai Lama na Casa Branca, num encontro de uma hora, que, ao contrário do habitual, não pôde ser acompanhado pela imprensa. A Casa Branca divulgou a foto e um comunicado defendendo a identidade do Tibete. Segundo a nota, o presidente e o Dalai Lama concordam sobre “a importância de uma relação positiva e cooperativa entre os EUA e a China”. (págs. 1 e 34)
Perdendo a cabeça
O ex-presidente do governo espanhol José Maria Aznar responde com gesto obsceno a vaias de estudantes, após chamar o sucessor, Zapatero, de “piromaníaco”. (págs. 1 e 35)
Dirceu terá 'papel oficial' na campanha de Dilma
Cassado e sob investigação do STF por causa do mensalão do PT, o ex-deputado José Dirceu foi um dos mais assediados no congresso do partido, aberto ontem, e disse que vai ter função formal na campanha da candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff. “Agora serei do Diretório Nacional (do PT). Vou ter um papel oficial na campanha da Dilma”, disse ele. (págs. 1 e 9)Num discurso aplaudido por convidados socialistas e comunistas de mais de 30 países, como Cuba, China, Coreia do Norte e Venezuela, a ministra Dilma Rousseff fez sua primeira aparição no congresso do PT e defendeu maior aproximação com países vizinhos. (págs. 1 e 9)
Emprego foi recorde no mês passado
O país abriu 181.419 vagas com carteira em janeiro, no melhor saldo para o mês desde 1992. A indústria também se recuperou, mas ainda precisa gerar 157 mil postos para zerar o que perdeu desde 2008. (págs. 1 e 25)
União protege assassino de João Hélio
Um dos condenados pela morte do menino João Hélio, arrastado pelas ruas, foi solto e incluído num programa de proteção do governo federal. O jovem cumpriu três anos de medida socioeducativa. (págs. 1 e 23)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Arruda e governador interino têm ação de impeachment no DF
Após dizer que renunciaria, Paulo Octávio anuncia que ficará no cargo à espera de decisão da Justiça
A Câmara Legislativa do Distrito Federal abriu processos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido), preso há oito dias sob a acusação de tentar subornar uma testemunha, e contra Paulo Octávio (DEM), governador interino desde a prisão de Arruda.
Também investigado pela Polícia Federal, Paulo Octávio anunciou que permanecerá no cargo para esperar as decisões da Justiça na próxima semana, depois de ter dito a seus aliados que renunciaria. O governador interino deve se desfiliar do DEM. Ele e Arruda negam as acusações de corrupção. (pág. 1 e Brasil)
Ensino no chão
Alunos de escola estadual na zona sul de SP se sentam no chão, sobre pedaços de papelão, devido à falta de carteiras no primeiro dia de aula; segundo a gestão José Serra, as chuvas na cidade provocaram atraso na entrega de cadeiras, mesas e armários. (págs. 1 e C6)
Divergência no Enem ameaça vagas de alunos em faculdades
Estudantes acima de 18 anos que usaram o Enem para substituir o antigo supletivo podem ficar sem vaga no ensino superior.
Os alunos precisam de um certificado - emitido pelo governo estadual com base em informações federais - que equivale ao diploma de conclusão do ensino médio. (págs. 1 e C7)
BC dos EUA dá passo para aumentar taxa básica de juros
Na primeira alta desde 2006, o banco central dos EUA anunciou o aumento da taxa de redesconto, cobrada de empréstimos emergenciais a bancos.
Ela subiu 0,25 ponto, para 0,75%. Em agosto de 2007, quando estourou a crise imobiliária americana, essa taxa estava em 6,25%. (págs. 1 e B8)
Vinicius Torres Freire: Medida é pá de cal na crise bancária iniciada em 2007
O Fed deu um bom sinal de que chegou o momento de a política monetária voltar ao normal. Os bancos não quebraram e alguns já estão fortes e sacudidos, graças ao dinheiro dos contribuintes. A alta da taxa de redesconto é uma espécie de pá de cal na crise bancária iniciada em 2007. (págs. 1 e B4)
Após três meses, Lula não responde sobre mensalão
Desde 12 de novembro o Supremo Tribunal Federal aguarda respostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o conhecimento dele dos fatos apontados na ação penal do mensalão.
O Ministério Público dividiu as questões em 33 tópicos. A Advocacia-Geral da União informou que recebeu na sexta-feira passada ofício do STF e o enviou à Presidência ontem. (págs. 1 e A11)
Dinheiro
Aumento de capital da Petrobras deve somar US$ 75 bi em junho. (págs. 1 e B3)
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O Estado de S. Paulo
Manchete: Dilma é para 2 mandatos, diz Lula
Em entrevista ao Estado, o presidente afirma que não vai tentar voltar ao poder em 2014
O presidente Lula negou que tenha escolhido Dilma Rousseff como candidata presidencial com o objetivo de tentar voltar ao poder em 2014. “Ninguém aceita ser vaca de presépio e muito menos eu iria escolher uma pessoa para ser vaca de presépio”, afirmou Lula em entrevista exclusiva ao Estado. “Todo político que tentou eleger alguém manipulado quebrou a cara.” Para o presidente, uma eventual gestão Dilma não será mais à esquerda do que o seu governo, mas afirmou que as diretrizes do programa petista podem ser mais
“progressistas”: “O partido, muitas vezes, defende princípios e coisas que o governo não pode defender”. No entanto, disse considerar importantes os investimentos estratégicos do Estado, que incluem criar “uma megaempresa de energia no País”. O presidente manifestou preocupação com a divisão da base aliada em Estados como Minas, onde PT e PMDB não selaram aliança. “Imaginar que Dilma possa subir em dois palanques é impossível.” Na entrevista, Lula defendeu o senador José Sarney, criticou o ex-presidente FHC e falou das enchentes em São Paulo, mas poupou o governador José Serra, provável adversário de Dilma - que o presidente definiu como uma mulher “sem ranço, sem mágoa e sem preconceito” na política. (págs. 1 e A5)
Aliados políticos
Em seu gabinete no Centro Cultural Banco do Brasil, Lula falou sobre política externa: “O Irã não é o Iraque; eu acho que a Venezuela é uma democracia”.
Reeleição: “Nunca gostei de um segundo mandato. Achava que poderia ser um desastre.”
Maturidade: “Se eu ganho em 1989, ou fazia uma revolução, ou caía no dia seguinte.”
Peso do Estado: “O governo tem de ser regulador, mas também o indutor de investimentos.”
Paulo Octávio fica no governo do DF
Com a carta de renúncia pronta, o governador em exercício do DF, Paulo Octávio, afirmou ontem que permanecerá no cargo, à espera de uma posição do STF. Ele disse que foi aconselhado pelo presidente Lula. O Planalto negou e Octávio voltou atrás. A Câmara Legislativa abriu processo de impeachment contra José Roberto Arruda. (págs. 1 e A10 e A11)
BNDES pode ter R$ 40 bi para financiar máquinas
O governo estuda injetar até R$ 40 bilhões do Tesouro para renovar a linha de crédito subsidiada do BNDES para compra e exportação de bens de capital. A linha foi criada em 2009 para enfrentar a crise, e a Fazenda avalia que ela eleva a taxa de investimento industrial. (págs. 1 e B1)
Irã prepara carga nuclear para mísseis, afirma AIEA
Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica avalia que o Irã está desenvolvendo uma carga nuclear que pode ser usada em mísseis. Se confirmada, a acusação prova que o programa nuclear iraniano tem fins militares, diferentemente do que vem afirmando Teerã. (págs. 1 e A12)
Assassino de João Hélio é solto e ganha proteção
Envolvido na morte do menino João Hélio, de 6 anos, arrastado por 6 km após roubo de carro no Rio em 2007, E. L., de 18 anos, foi libertado e incluído em programa de proteção a adolescentes ameaçados de morte. Na época do crime, ele era menor. L. e a família receberam novas identidades. (págs. 1 e C3)
Classe alta sabe menos sobre vacinas
Pobres se interessam mais pelos efeitos da imunização, diz estudo. (págs. 1 e A18)
Notas e informações
A Rússia endurece com o Irã
Pela primeira vez, Moscou se alinhou com o Ocidente na condenação ao Irã. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
Manchete: Paulo Octávio, o vice, diz que sai mas fica
Sob pressão por todos os lados, o governador interino do DF, Paulo Octávio (DEM), convocou a imprensa para apresentar em grande estilo sua renúncia, mas no meio do caminho mudou de ideia. Embora o partido pressione por sua saída, haja pedidos de impeachment tramitando na Câmara Legislativa e as investigações da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora o incluam, Paulo Octávio acabou desistindo, mesmo depois de avisar a aliados que renunciaria. Após aparecer ao lado de 30 assessores no Palácio do Buriti, afirmou que aguardaria decisão do STF sobre uma intervenção federal no governo de Brasília. (pág. 1 e País, pág. A6)
Proteção a assassino de João Hélio causa indignação
Ezequiel Lima, de 18 anos, um dos assassinos do menino João Hélio, a quem arrastou por quilômetros com um carro, está solto e sob proteção oficial após cumprir três anos de pena socioeducativa. A liberdade e o benefício causaram indignação, não só pela barbárie do crime mas por Ezequiel ter tentado matar um agente e fugir da instituição. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 a A4)
Intercâmbio para exterior, um negócio em expansão
Empresas de intercâmbio que operam no Brasil preveem crescimento de 40% no número de pessoas que buscam estudo ou trabalho temporário no exterior. No ano passado, cerca de 90 mil brasileiros viajaram com o objetivo de, principalmente, aperfeiçoar um segundo idioma. Eventos que reúnem agências de intercâmbio esperam receber um público 25% maior que o de 2009. (pág. 1 e Economia, pág. A17)
Mossad: hora das explicações
Inglaterra, Alemanha, França e Irlanda exigem explicações de Israel sobre os passaportes falsos usados no assassinato de um dirigente do Hamas em Dubai, crime atribuído ao Mossad. Onze membros do comando que assassinou Mahmoud Abdel Raouf al-Mabhouh tinham passaportes britânicos e irlandeses; além de um francês e um alemão. (pág. 1 e Internacional, pág. A20)
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Correio Braziliense
Manchete: Ele jurou sair... Desistiu e ficou. Até quando?
Em apenas algumas horas, Paulo Octávio irritou o presidente Lula, contrariou a cúpula do DEM, desorientou aliados governistas e surpreendeu a todos os que esperavam a renúncia. Após dar sinais claros, pela manhã, de que se afastaria do GDF, anunciou à tarde que continua à frente do Buriti enquanto a Justiça não se pronunciar sobre a prisão de Arruda. Paulo Octávio tenta sensibilizar os meios políticos a fim de obter apoio. Mas, investigado no escândalo da propina, tem dificuldade em montar um governo, está minado na Câmara Legislativa e é rejeitado pelo partido. Para evitar a expulsão do Democratas, vai entregar o pedido de desfiliação. (págs. 1 e 25 a 27)
Câmara acolhe pedidos de impeachment
Por unanimidade nas duas votações, a Comissão de Constituição e Justiça aceitou os pedidos de impeachment contra José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Aliados são maioria na comissão especial que vai analisar ações contra o governador afastado. (págs. 1 e 29)
Wilson Lima posou de governador
Uma hora antes do discurso de Paulo Octávio, o presidente da Câmara já contava com a renúncia do governador em exercício. Às 16h, em entrevista ao Correio, Lima antecipou as primeiras medidas de sua administração e até cogitou morar na residência oficial do GDF, em Águas Claras. (págs. 1 e 28)
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Valor Econômico
Manchete: Países em crise na Europa devem a bancos US$ 3,4 tri
Os bancos internacionais têm uma exposição gigantesca de US$ 3,4 trilhões ao grupo de países europeus com maior vulnerabilidade fiscal e que ameaçam a zona do euro - Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda e Itália, os chamados Piigs, na sigla em inglês. A cifra inclui bônus dos governos, dívidas de empresas e até empréstimos pessoais. Os dados do Banco Internacional de Compensações (BIS) indicam que, embora as atenções dos investidores estejam focadas na Grécia e em Portugal, a exposição da banca é muito maior na Itália, Irlanda e Espanha.
O risco de calote provoca especulações de qual seria a perda potencial dos bancos envolvidos nesses países. Dados consolidados obtidos pelo Valor mostram que a banca internacional tem exposição de US$ 298 bilhões na Grécia, a maior parte de instituições alemãs. Na Itália, ela chega a US$ 1,196 trilhão; na Espanha, a US$ 944 bilhões e na Irlanda, a US$ 710 bilhões. Por sua vez, a exposição dos bancos em Portugal é de US$ 252 bilhões, a menor do grupo. (págs. 1, C1 e EU&Fim de semana)
Tijolo por tijolo
A força “excepcional” da demanda interna pode levar o Brasil a um crescimento de 7% neste ano, acredita o economista Jim O'Neill, do Goldman Sachs, criador do conceito do Bric. (págs. 1 e A2)
FMI agora elogia controle de capitais
Economistas do Fundo Monetário Internacional reverteram a antiga oposição da entidade aos controles de capital e sugeriram que os países usem impostos e regulamentação para moderar a vasta movimentação de recursos da atualidade, para que não motivem o surgimento de bolhas e outras calamidades financeiras. O Fundo declarou que mercados emergentes com controles tiveram melhor desempenho durante a crise mundial.
A recomendação é a demonstração mais importante de apoio do Fundo às iniciativas de controle de capitais e também uma reversão dos conselhos que dava aos países em desenvolvimento apenas três anos atrás. O FMI sempre defendeu o fluxo livre de capitais como condição para o livre comércio e para que esses paises prosperassem. (págs. 1 e C1)
AB InBev, eficiente e mal-amada pelos belgas
Da estação de trem no centro de Leuven, na Bélgica, pode-se ver as nuvens de fumaça de uma das mais modernas e eficientes fábricas da AB InBev, maior companhia de cerveja do mundo, indicando que a produção está a todo vapor. Dentro da fábrica, a tensão continua viva. Persiste uma dura confrontação entre a empresa dirigida por brasileiros e os funcionários belgas, numa mistura de choque cultural e processo de reestruturação.
Durante duas semanas, em janeiro, os trabalhadores bloquearam as entradas às fábricas em Leuven, Liège e Hoegaarden, exigindo o abandono de um plano para cortar 10% dos 8 mil empregados da AB InBev na Europa Ocidental. Paralisaram a produção inclusive da Stella Artois, marca que rende mais de US$ 3 bilhões anuais em vendas. Os sindicatos mobilizaram políticos e abriram sites de boicote na internet. No 15º dia, a empresa retirou seu plano de demissões. (págs. 1 e B4)
Quase 17 mil empresas no Brasil já importam da China
Em apenas quatro anos, o número de empresas brasileiras que compram produtos chineses cresceu 135%. No ano passado, 16,8 mil companhias instaladas no país importaram artigos da China, sejam bens de consumo, insumos ou máquinas. Isso significa que cinco em cada dez importadores brasileiros compraram produtos do país asiático em 2009. Junto com a pulverização, cresceu o número de grandes importadores - em 2005, só 12 empresas compravam mais de US$ 50 milhões dos chineses, número que passou para 41 em 2009.
O perfil de quem mais importa da China também traz novidades. A maioria continua sendo empresas de tecnologia, mas as varejistas começam a despontar como grandes clientes. (págs. 1 e A5)
SP rebate estudo sobre política fiscal
A Secretaria da Fazenda de São Paulo rebateu estudo do Banco Santander sobre a evolução das contas públicas paulistas, entre 2006 e 2009, que aponta trajetória semelhante à da política fiscal da União, com o aumento dos gastos correntes respondendo pela maior parte da expansão das despesas não financeiras. A Fazenda contesta a conclusão do banco de que a “fria realidade dos números” não mostraria um regime fiscal diferenciado em São Paulo e, com isso, não confirmaria a avaliação de que o governador José Serra (PSDB) seria mais duro na questão fiscal do que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Segundo a Secretaria, a soma dos investimentos com inversões financeiras respondeu por 93,3% do aumento das despesas primárias no período. Na União, esse percentual seria de 35,8%. (págs. 1 e A11)
Polo financeiro exige liberalização do câmbio
O projeto Omega, que pretende transformar São Paulo em centro financeiro internacional, prevê a criação de um mercado de moedas no país, a liberalização do câmbio e a internacionalização do real. O plano, que vem sendo elaborado pelo setor privado, seria implementado em cinco etapas, todas dependentes de decisões do governo. Técnicos do Banco Central estudam as propostas, que ainda não chegaram formalmente à diretoria.
As entidades que lideram o projeto - BM&FBovespa, Febraban e Anbima - avaliam que, sem as mudanças propostas, o plano de criar um polo regional financeiro no Brasil, com aspirações globais, não funcionaria ou ficaria muito aquém do pretendido. Entre as sugestões em estudo está a possibilidade de que bancos estrangeiros abram contas exclusivas em instituições brasileiras autorizadas a operar com câmbio. (págs. 1 e C8)
Empregos em alta
Em janeiro, a economia brasileira acrescentou 181,4 mil pessoas à força de trabalho formal do país, o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1992. Nos últimos 12 meses, foram preenchidas 1,2 milhão de vagas. (págs. 1 e A4)
Nova chance
Empresas privadas, companhias estatais e governos estaduais ampliam acordos para oferecer oportunidades de trabalho a presidiários e ex-detentos. (págs. 1 e A16)
Voos mais populares
O preço médio das passagens aéreas em voos domésticos no ano passado, de R$ 321,28, foi o mais baixo em oito anos, segundo a Anac. No período, a queda foi de 25,5%, descontada a inflação. (págs. 1 e B6)
Importados perdem incentivo
Governo altera a MP nº 472 e revoga isenção tributária a equipamentos, com similar nacional, destinados a projetos de refino de petróleo, petroquímicos e produção de fertilizantes a partir de gás natural. (págs. 1 e B8)
Cartões inauguram nova fase
Avanços tecnológicos e novas regras trarão maior concorrência à indústria de cartões no país, com expectativa de redução das taxas cobradas aos lojistas e melhores serviços para os usuários, diz Caffarelli, da Abecs. (pág. 1)
Pressão no açúcar
Brasil, Austrália e Tailândia acusam a União Europeia de derrubar os preços do açúcar - que caíram 10,3% desde 20 de janeiro - com o anúncio da exportação adicional de 500 mil toneladas do produto. (págs. 1 e B11)
Salmão mais caro
Afetada pelo vírus da Anemia Infecciosa do Salmão (AIS), a produção do pescado no Chile, segundo maior produtor mundial, atrás da Noruega, diminuiu 75% nos últimos dois anos. (págs. 1 e Bl2)
FAO sugere taxar pecuária
Estudo da FAO prevê que a produção mundial de carnes deve dobrar até 2050 e recomenda a taxação da atividade para reduzir os prejuízos causados ao ambiente. (págs. 1 e B12)
Porto seguro
Instabilidade da bolsa leva investidores a optar por fundos mais conservadores. Carteiras de curto prazo, DI e renda fixa já captaram R$ 19,4 bilhões no ano, até dia 11. (págs. 1 e D2)
Ideias
Claudia Safatle: BC caminha para incorporar a preocupação ambiental nas normas da política de crédito. (págs. 1 e A2)
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Jornal do Commercio
Manchete: Vendaval e apagão na Grande Recife
Ventos de até 51 km/h deixaram sem energia, ontem à tarde, áreas da capital, Olinda, Jaboatão, Camaragibe e São Lourenço. Até o fim da noite, ainda havia trechos sem fornecimento. Rede elétrica foi danificada pela queda de árvores e placas.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Política - De aqui a pouco, puquíssimo a onça vai beber água. Não passa das águas de março
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pediu sua candidatura ao governo de São Paulo e que o partido mantém interesse em fazer aliança com o PSB no Estado.
"O nome que ele [presidente Lula] sinalizou é o do Ciro Gomes", afirmou.
Mercadante não respondeu se sairá candidato a governador caso Ciro não seja o nome do partido para São Paulo, e afirmou que disputará novamente uma cadeira no Senado em 2010.
Apesar dos planos do PT de emplacar Ciro Gomes como candidato ao governo de São Paulo, o partido sustenta o discurso de que o deputado cearense tem o direito de se lançar candidato à Presidência da República.
Dirceu solta o verbo
O ex-ministro José Dirceu afirmou que a possível candidatura de Ciro não vai desviar votos da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "A Campanha de Dilma tem apoio da maioria dos partidos", disse Dirceu.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou nesta quinta-feira que vai trabalhar para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República sempre que for chamado.
Segundo Dirceu, seu apoio será feito às claras. "Já fui clandestino por dez anos. Meu tempo de clandestinidade já passou", disse.
O ex-ministro, afastado do comando do PT por causa do escândalo do mensalão, disse que sua imagem não vai tirar votos de Dilma, e que a ministra tem todos os requisitos para ser presidente.
Para Dirceu, o fato de ela não ser um quadro histórico do partido não enfraquece sua campanha. "Ela é de esquerda, é mulher e é política, tem todas as condições para ser candidata", disse.
Sobre Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência, Dirceu afirmou que também tem condições para ser presidente, mas precisa de voto e do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dirceu falou a repórteres ao chegar ao 4º Congresso Nacional do PT, no centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O Congresso começou hoje, e a entrada de jornalistas ao auditório onde acontece o evento está vetada.
E Ciro não abandona a idéia de ser candidato.E não tem para os dois.
Na semana em que o PT irá lançar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial, o PSB vai usar o programa eleitoral de rádio e TV para tentar alavancar a candidatura do deputado Ciro Gomes ao Palácio do Planalto.
Nos dez minutos de programa, Ciro só irá dividir o tempo com os três governadores do partido --de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Apesar do destaque, Ciro não monopolizará as inserções nos Estados onde o PSB deverá lançar candidatura a governador. Pelo menos em sete Estados --incluindo São Paulo e Espírito Santo-- as entradas (distribuídas ao longo da programação) serão destinadas à promoção do candidato a governo.
Como as inserções têm maior impacto eleitoral, essa última chance de Ciro poderia ser prejudicada.
Num contraponto à candidata petista, vendida como de continuidade, Ciro irá se apresentar como capaz de aprimorar o governo Lula.
Ao dar espaço para Ciro, o PSB aposta num crescimento capaz de influenciar na decisão do presidente Lula, que ainda resiste em lançar dois candidatos da sua base de apoio.
"O programa todo vai ser apresentado pelo Ciro. Ele tem destaque, é o nosso pré-candidato à Presidência. Vamos fazer o que todos os partidos fizeram, dar espaço para nossa liderança", disse o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Em nota ontem, a própria assessoria de Ciro disse que o programa iria "confirmar" sua candidatura à sucessão presidencial. O movimento foi emblemático porque a assessoria não costuma divulgar os passos do deputado federal.
O PSB definiu com o presidente Lula um prazo até março para a decisão sobre o futuro de Ciro. Preocupa os socialistas, mesmo os que defendem a postulação à Presidência, o fato de o deputado não ter conquistado apoios entre os demais partidos, o que deixaria o PSB isolado. Neste cenário, a candidatura é inviável, dizem.
Lula poderia ajudar a atrair esses apoios, caso se convença do argumento de socialistas de que Ciro pode ajudar a tirar votos do tucano José Serra e, num segundo turno entre PSDB e PT, ele pode ser um apoio importante. A definição do PSDB sobre quem será o seu candidato também é um senão para o partido, uma vez que Ciro não disputaria se o nome tucano fosse outro.
"O nome que ele [presidente Lula] sinalizou é o do Ciro Gomes", afirmou.
Mercadante não respondeu se sairá candidato a governador caso Ciro não seja o nome do partido para São Paulo, e afirmou que disputará novamente uma cadeira no Senado em 2010.
Apesar dos planos do PT de emplacar Ciro Gomes como candidato ao governo de São Paulo, o partido sustenta o discurso de que o deputado cearense tem o direito de se lançar candidato à Presidência da República.
Dirceu solta o verbo
O ex-ministro José Dirceu afirmou que a possível candidatura de Ciro não vai desviar votos da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "A Campanha de Dilma tem apoio da maioria dos partidos", disse Dirceu.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou nesta quinta-feira que vai trabalhar para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República sempre que for chamado.
Segundo Dirceu, seu apoio será feito às claras. "Já fui clandestino por dez anos. Meu tempo de clandestinidade já passou", disse.
O ex-ministro, afastado do comando do PT por causa do escândalo do mensalão, disse que sua imagem não vai tirar votos de Dilma, e que a ministra tem todos os requisitos para ser presidente.
Para Dirceu, o fato de ela não ser um quadro histórico do partido não enfraquece sua campanha. "Ela é de esquerda, é mulher e é política, tem todas as condições para ser candidata", disse.
Sobre Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência, Dirceu afirmou que também tem condições para ser presidente, mas precisa de voto e do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dirceu falou a repórteres ao chegar ao 4º Congresso Nacional do PT, no centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O Congresso começou hoje, e a entrada de jornalistas ao auditório onde acontece o evento está vetada.
E Ciro não abandona a idéia de ser candidato.E não tem para os dois.
Na semana em que o PT irá lançar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial, o PSB vai usar o programa eleitoral de rádio e TV para tentar alavancar a candidatura do deputado Ciro Gomes ao Palácio do Planalto.
Nos dez minutos de programa, Ciro só irá dividir o tempo com os três governadores do partido --de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Apesar do destaque, Ciro não monopolizará as inserções nos Estados onde o PSB deverá lançar candidatura a governador. Pelo menos em sete Estados --incluindo São Paulo e Espírito Santo-- as entradas (distribuídas ao longo da programação) serão destinadas à promoção do candidato a governo.
Como as inserções têm maior impacto eleitoral, essa última chance de Ciro poderia ser prejudicada.
Num contraponto à candidata petista, vendida como de continuidade, Ciro irá se apresentar como capaz de aprimorar o governo Lula.
Ao dar espaço para Ciro, o PSB aposta num crescimento capaz de influenciar na decisão do presidente Lula, que ainda resiste em lançar dois candidatos da sua base de apoio.
"O programa todo vai ser apresentado pelo Ciro. Ele tem destaque, é o nosso pré-candidato à Presidência. Vamos fazer o que todos os partidos fizeram, dar espaço para nossa liderança", disse o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Em nota ontem, a própria assessoria de Ciro disse que o programa iria "confirmar" sua candidatura à sucessão presidencial. O movimento foi emblemático porque a assessoria não costuma divulgar os passos do deputado federal.
O PSB definiu com o presidente Lula um prazo até março para a decisão sobre o futuro de Ciro. Preocupa os socialistas, mesmo os que defendem a postulação à Presidência, o fato de o deputado não ter conquistado apoios entre os demais partidos, o que deixaria o PSB isolado. Neste cenário, a candidatura é inviável, dizem.
Lula poderia ajudar a atrair esses apoios, caso se convença do argumento de socialistas de que Ciro pode ajudar a tirar votos do tucano José Serra e, num segundo turno entre PSDB e PT, ele pode ser um apoio importante. A definição do PSDB sobre quem será o seu candidato também é um senão para o partido, uma vez que Ciro não disputaria se o nome tucano fosse outro.
Sequestro de crianças - Caso não esclarecido, mesmo assim presos são libertados
Sem esclarecer o caso, norteamericanos são libertados e retornam aos Estados Unidos.
Oito dos 10 missionários americanos acusados de sequestrar crianças no Haiti desembarcaram na madrugada desta quinta-feira em Miami, depois que tiveram a libertação determinada por um juiz haitiano.
Um funcionário do Aeroporto Internacional de Miami informou que o grupo chegou por volta da meia-noite local e seguiu para um hotel.
Os missionários, libertados na tarde de quarta-feira por um juiz haitiano, deixaram Porto Príncipe em um voo militar americano.
Os outros dois missionários envolvidos no caso continuam detidos em Porto Príncipe porque o juiz pretende investigar o que motivou uma viagem anterior ao Haiti, antes do terremoto de 12 de janeiro, segundo o advogado dos americanos, Aviol Fleurant.
Os americanos, missionários batistas que integram a organização New Life Children's Refuge, do estado de Idaho (noroeste dos Estados Unidos), foram detidos no mês passado quando tentavam cruzar, sem autorização, a fronteira com a República Dominicana com 33 supostos órfãos haitianos.
Depois de tomar conhecimento que algumas crianças tinham pais, os advogados dos batistas afirmaram que eles não tinham a intenção de cometer um crime, apenas desejavam agir com generosidade e ajudar em meio à catástrofe no Haiti, que provocou pelo menos 217.000 mortes.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Pará - Vou a qualquer lugar público de Belém sem risco de levar ovo na cara. Ex-Prefeito Edimilson Rodrigues
Leia trechos da Entrevista ao Ex-Prefeito Edimilson Rodrigues, militante histórico do PT, hoje no PSOL, Partido que dirige Heloisa Helena.
Primeiro petista a administrar a capital paraense, Edmilson Rodrigues está de volta à cidade depois de cinco anos morando em São Paulo, onde começou -e está a prestes a concluir - o doutorado na área de Geografia Humana. Uma das principais lideranças do PSOL no Estado, Rodrigues não sai candidato desde 2006, quando disputou o governo do Estado. Nas eleições municipais do ano passado resistiu aos apelos e, apesar de aparecer bem colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, não disputou a prefeitura de Belém, alegando que precisava se dedicar aos estudos. Neste ano, contudo, o ex-prefeito estará novamente na arena eleitoral.
Edmilson Rodrigues foi um dos fundadores do PT do Pará. Pelo partido, foi deputado estadual e eleito prefeito. Em outubro de 2005, contudo, deixou a legenda que, segundo ele, havia abandonado o sonho socialista. Ajudou então a fundar o Psol, legenda da ex-senadora vereador em Maceió (AL), Heloísa Helena.
Em entrevista as repórteres Rita Soares e Aline Brelaz, Edmilson fala da conjuntura nacional e critica o governo da ex-colega de partido, Ana Júlia Carepa, que foi sua vice na prefeitura de Belém. Mas garante: ainda não sabe qual cargo disputará.
P: O senhor está voltando para a política?
R: Não estou voltando, porque na verdade nunca saí. O ser humano é essencialmente político.
P: Vou refazer então a pergunta: o senhor está voltando para a política partidária?
R: Da política partidária eu também nunca saí. O que ocorreu é que passei por uma fase de transição. Depois de um quarto de século ajudando a construir o PT. Infelizmente o PT dos meus sonhos, abandonou os sonhos. Eu continuo sonhando. Continuo socialista. Por isso, decidimos – eu e alguns companheiros do Brasil todo, que continuam aceitando que a humanidade tem direito a um futuro digno e feliz, embarcar num novo partido que é o PSOL, um partido novo, mas que já nasce grande e nesse sentido estamos ajudando a construir esse novo instrumento de luta.
P: Nas próximas eleições essa bancada poderá se manter e crescer ou o senhor acha que o partido vai encolher?
Na política sempre há possibilidade de crescimento. Nós ainda não sabemos como a conjuntura vai caminhar. Lidar com a reeleição do Lula [o presidente Luiz Inácio Lula da Silva] era uma coisa, numa conjuntura em que há todo um investimento para trabalhar. A imagem da candidata que o Lula apóia é bem diferente. Ela [a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata petista à presidência] não é um Lula de saias.
P: Em 2010 o senhor vem candidato a quê, deputado estadual, federal ou ao governo?
R: Eu cheguei a Belém já de volta e tenho ouvido a militância do PSOL em particular, mas também muitos companheiros do PT - não a direção, mas militantes que modéstia à parte me amam- que vêm me dizer que a experiência do meu governo foi a melhor experiência que Belém já teve, e que por isso eu tenho que voltar. Ouço isso muito de muita gente. Pedi um tempo para refletir porque o PSOL está desenvolvendo alguns estudos e algumas pesquisas importantes. Precisamos conhecer alguns dados.
P: O senhor não sabe então a que vai ser candidato?
R: Tem a possibilidade grande, devido essa demanda que é emocionante para qualquer ser humano, de nós assumirmos a tarefa de representação pública política
P: O senhor está falando como candidato ao governo...
R: Estou dizendo que sou uma referência. Isso é inquestionável. Ainda vamos conversar nacionalmente. Em março vai ter uma conferência com a intenção de debater as candidaturas que temos. Tem muita gente boa no PT. Muitos me apóiam Não a cúpula, mas a militância, que tem como refêrencia um PT que já não existe mais, e tem certa dificuldade de aceitar essa mudança. É muito difícil de aceitar pra quem está construindo há 30 anos um partido perceber que ele já não existe mais.
Leia a entrevista completa no Diário do Pará
Primeiro petista a administrar a capital paraense, Edmilson Rodrigues está de volta à cidade depois de cinco anos morando em São Paulo, onde começou -e está a prestes a concluir - o doutorado na área de Geografia Humana. Uma das principais lideranças do PSOL no Estado, Rodrigues não sai candidato desde 2006, quando disputou o governo do Estado. Nas eleições municipais do ano passado resistiu aos apelos e, apesar de aparecer bem colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, não disputou a prefeitura de Belém, alegando que precisava se dedicar aos estudos. Neste ano, contudo, o ex-prefeito estará novamente na arena eleitoral.
Edmilson Rodrigues foi um dos fundadores do PT do Pará. Pelo partido, foi deputado estadual e eleito prefeito. Em outubro de 2005, contudo, deixou a legenda que, segundo ele, havia abandonado o sonho socialista. Ajudou então a fundar o Psol, legenda da ex-senadora vereador em Maceió (AL), Heloísa Helena.
Em entrevista as repórteres Rita Soares e Aline Brelaz, Edmilson fala da conjuntura nacional e critica o governo da ex-colega de partido, Ana Júlia Carepa, que foi sua vice na prefeitura de Belém. Mas garante: ainda não sabe qual cargo disputará.
P: O senhor está voltando para a política?
R: Não estou voltando, porque na verdade nunca saí. O ser humano é essencialmente político.
P: Vou refazer então a pergunta: o senhor está voltando para a política partidária?
R: Da política partidária eu também nunca saí. O que ocorreu é que passei por uma fase de transição. Depois de um quarto de século ajudando a construir o PT. Infelizmente o PT dos meus sonhos, abandonou os sonhos. Eu continuo sonhando. Continuo socialista. Por isso, decidimos – eu e alguns companheiros do Brasil todo, que continuam aceitando que a humanidade tem direito a um futuro digno e feliz, embarcar num novo partido que é o PSOL, um partido novo, mas que já nasce grande e nesse sentido estamos ajudando a construir esse novo instrumento de luta.
P: Nas próximas eleições essa bancada poderá se manter e crescer ou o senhor acha que o partido vai encolher?
Na política sempre há possibilidade de crescimento. Nós ainda não sabemos como a conjuntura vai caminhar. Lidar com a reeleição do Lula [o presidente Luiz Inácio Lula da Silva] era uma coisa, numa conjuntura em que há todo um investimento para trabalhar. A imagem da candidata que o Lula apóia é bem diferente. Ela [a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata petista à presidência] não é um Lula de saias.
P: Em 2010 o senhor vem candidato a quê, deputado estadual, federal ou ao governo?
R: Eu cheguei a Belém já de volta e tenho ouvido a militância do PSOL em particular, mas também muitos companheiros do PT - não a direção, mas militantes que modéstia à parte me amam- que vêm me dizer que a experiência do meu governo foi a melhor experiência que Belém já teve, e que por isso eu tenho que voltar. Ouço isso muito de muita gente. Pedi um tempo para refletir porque o PSOL está desenvolvendo alguns estudos e algumas pesquisas importantes. Precisamos conhecer alguns dados.
P: O senhor não sabe então a que vai ser candidato?
R: Tem a possibilidade grande, devido essa demanda que é emocionante para qualquer ser humano, de nós assumirmos a tarefa de representação pública política
P: O senhor está falando como candidato ao governo...
R: Estou dizendo que sou uma referência. Isso é inquestionável. Ainda vamos conversar nacionalmente. Em março vai ter uma conferência com a intenção de debater as candidaturas que temos. Tem muita gente boa no PT. Muitos me apóiam Não a cúpula, mas a militância, que tem como refêrencia um PT que já não existe mais, e tem certa dificuldade de aceitar essa mudança. É muito difícil de aceitar pra quem está construindo há 30 anos um partido perceber que ele já não existe mais.
Leia a entrevista completa no Diário do Pará
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Combate à fome e superação da pobreza e muito mais
Recentemente assisti uma palestra do Ministro Patrus Ananias (Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS), que comanda, no Governo Federal, as ações do combate à fome e do desenvolvimento social. Em auditório lotado, ele falou de forma simples, mas muito convincente, passo a passo de todas as políticas que envolvem seu ministério, parecia um padre falando de obras divinas, transformadas em política pública pelo governo federal. Percebia-se, na fala do Ministro, a profunda convicção no trabalho que realiza e do convencido que ele está dos resultados até aqui já alcançados. As estatísticas também ajudam. Apenas no combate a fome, mais de 60 milhões de cidadãos brasileiros beneficiados e que hoje conseguem comer e novos chefes do lar podem levar seus filhos à escola.
É claro que isso não é só o que o MDS faz, como parte das suas atribuições, é um conjunto de outras ações interligadas com o combate a Fome. Famílias abandonadas, crianças em perigo, problemas de marginalidade, combate às drogas e apoio a crianças afetadas pelas drogas, programas de apoio a adultos maiores, ações interligadas com os programas de habitação do governo, do emprego, etc.
Isso não pode ser apenas continuidade do governo passado.
Qualquer cidadão medianamente informado sabe que, se em certa medida, alguns programas são continuidade, a imensa maioria são a marca do governo atual. Na realidade, muito do que se faz em política e ruptura e continuidade, ou “destruição criadora”, como dizem os economistas. Entretanto, vale a pena ressaltar que essas ações do MDS têm ampliado e aprofundado enormemente as obras sociais, não apenas do governo passado, já que realiza obras que nunca antes tinham sido feitas, na sua forma e profundidade, como são realizadas hoje.
Isso é um fato. Não é apenas mais do mesmo, é muito mais e melhor e em uma direção ao campo social muito marcante.
Ouvi ao Ministro Patrus e me deu a impressão de estar lendo um dos livros do Amartya Sen, Desenvolvimento como Liberdade, -obra pela qual foi laureado com o prêmio Nobel de economia em 1998- e pelas suas propostas de política pública, para o combate à pobreza. Sem dúvida que a obra do prêmio Nobel, serviram de inspiração para as diretrizes e ações que o Ministro Patrus tem adotado no MDS.
Como aponta Amartya Sen, "a pobreza deve ser vista como privação de capacidades básicas em vez de meramente como baixo nível de renda, que é o critério tradicional de identificação da pobreza", mas ele ressalta também, que a renda baixa é claramente uma das causas principais da pobreza, já que a falta de renda pode ser uma razão primordial da privação de capacidade de uma pessoa.
A idéia de que a pobreza é simplesmente escassez de renda está razoavelmente estabelecida na literatura tradicional sobre o tema. Nesse sentido, qualquer estudo sobre a pobreza começará com o indicador de renda para explicar o problema. Entretanto, existem argumentos que vão além da renda e são os "meios" de uso geral ("direitos, liberdades e oportunidades, renda e riqueza e as bases sociais do respeito próprio") e que devem ser parte de uma política pública se pretendemos fechar o círculo da inclusão social nos próximos anos.
Merece destaque essa relação entre a renda e as capacidades dos indivíduos já que essa relação é notadamente afetada por fatores como idade (muito jovens ou idosos), condições epidemiologias, climáticas e, fundamentalmente, a localização ou territorialidade. Esta última se faz importante para o Brasil, no contexto das obras do PAC, devido à implantação dos grandes projetos previstos, que criarão efeitos econômicos, sociais, educacionais dos mais diversos, nas regiões onde serão implantados (Belo Monte e outros, obras do Pre-sal e tantas outras previstas no PAC).
Daí a importância das políticas públicas para dar caráter de Estado aos programas de superação da pobreza e integração produtiva com inclusão social. Com as ações até aqui realizadas, o MDS e outros órgãos do Governo Federal, já têm atendido aos beneficiários da Bolsa Família (MDS), as micro e pequenas empresas (SEBRAE) e os micro empreendedores (MIDIC).
Acredito que no futuro próximo um dos desafios importantes do desenvolvimento social deveria ser "fechar o círculo" da inclusão para dar cobertura institucional aos segmentos sociais que não se encontram ainda plenamente cobertos, como são os trabalhadores por conta própria, oferecendo formação e preparação para integrar-se de forma estável à produção, a produção familiar, o trabalhador autônomo e outras tantas formas que constituem o universo do mercado informal que, em muitos casos (municípios das regiões Norte e Nordeste) chega a representar mais de 95% da força de trabalho local. Política Pública para garantir os avanços do desenvolvimento.
Além do desafio da inclusão social, e premente e imperiosa a necessidade de esta inclusão produtiva e social ocorra de forma sustentável. Daí mais uma vez o caráter estratégico da política pública, enquanto coordenadora de ações que percebam a região ao invés das áreas de influências desses projetos.
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