sexta-feira, 23 de julho de 2010

Qualidade de vida - Informe PNUD revela Índices de Desenvolvimento Humano dos países da América Latina e o Caribe




Meio ambiente - Satélite aponta redução de 47% no desmate da Amazônia

Dados de satélite sinalizam que o desmatamento na Amazônia pode ter uma redução grande neste ano. Entre agosto de 2009 e maio de 2010, 1.567 km2 foram desmatados – uma redução de 47% em comparação com o período 2008/2009 (2.960 km2).

Esses números do Deter, o sistema de detecção em tempo real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), porém, não são completos. Têm de ser confirmados pelo Prodes, o sistema mais preciso usado pelos pesquisadores do instituto.

Por não ser em tempo real, porém, o Prodes não aponta com agilidade novos focos de desmatamento para o Ibama. Ainda tem dados de 2010. O Deter, mesmo sendo ágil, sofre com a cobertura de nuvens (o Prodes fotografa só durante a seca), que varia mês a mês, barrando a visão dos satélites e tornando difícil estabelecer boas tendências de desmatamento. Nos últimos meses, Estados campeões de desmate, como o Pará, estavam encobertos.

Os números acima também não incluem junho e julho, em que tradicionalmente se desmata muito. Além disso, há um limitação de resolução do Deter, que só identifica desmates maiores do que 25 hectares (o Prodes vê áreas de até seis). Segundo Dalton Valeriano, que coordena os dois programas dentro do Inpe, como a proporção de desmatamentos grandes está diminuindo na Amazônia, é natural que os números do Deter encolham. Afirmar que o país está desmatando menos ainda é mera “especulação”, diz. “Hoje, o desmatamento pequeno representa até 60% do total. É muito mais fácil fiscalizar os grandes.” Em 2009, o Deter apontou cerca de 3 mil km2 de desmatamento na Amazônia. O Prodes encontrou 7.500 km2.

(Fonte: Ricardo Mioto/ Folha.com)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Economia - Como combatir a inflação sem produzir efeitos perversos...

Combate à inflação

(*) Amir Khair

O debate sobre cenário inflacionário deste ano está polarizado entre os que acham que a inflação vai subir devido ao superaquecimento da demanda e os que atribuem pressão inflacionária atípica por fatores estranhos à demanda no primeiro trimestre. Parece que a razão pende cada vez mais para a tese da atipicidade e, assim, as elevações da Selic não se justificariam, e os R$ 15 bilhões a serem gastos com a elevação da Selic neste ano seriam pagos indevidamente pelos contribuintes. Vamos aguardar. Desde 1945 até 1980 a inflação média anual medida pelo IGP-DI e IPC-Fipe foi de 31,7% e só em três anos ficou abaixo de 10%.

Entre 1983 e 1994, esteve acima de 100%, com média anual ao nível de 600%. O auge foi em 1993 com 2400%, ou 1% ao dia! O Plano Real, a partir de julho de 1994, sustou o processo inflacionário. Decorridos 16 anos, a inflação média anual caiu para 9,1% de 1995 a 2002 e 5,7% de 2003 a 2010, admitindo as previsões deste ano. São níveis compatíveis com os países emergentes, mas acima dos desenvolvidos, com 2%. Importa reduzir mais ainda nossa inflação.

Todos saem ganhando, especialmente a população de baixa renda. Com o avanço da globalização a concorrência aumentou e impôs redução na inflação dos países emergentes. Na década de 80 a média anual foi de 37%, na de 90 de 17% e de 2001 a 2009 de 7%. Em economias abertas a empresa não consegue impor seu preço ao mercado, à exceção dos monopólios, como no caso do minério de ferro no País. Nesses casos é necessário o controle de preços para não elevar a inflação e contaminar a economia. Isso ainda não está ocorrendo na forma desejável no Brasil.

No interesse geral, a forma de combate à inflação merece ser mais debatida. Fora o controle de preços sobre os monopólios, eis algumas questões para reflexão: 1) responsabilidade pela inflação; 2) inflação que independe do Banco Central (BC); 3) influência do crescimento na inflação; 4) a relação Selic e inflação.

1) Responsabilidade pela inflação – se for só do BC, ele deve dispor de todos os instrumentos para isso: possuir independência formal, influir sobre a demanda (das famílias e do governo), os meios de pagamento, o depósito compulsório e o câmbio.

Nessa hipótese ocorre a predominância da política monetária sobre a fiscal e o nível de despesas do governo fica dependente da orientação do BC. Se a responsabilidade for do governo, o BC atuaria como integrante da formulação e do processo decisional da equipe econômica. Entre essas opções, creio que a política econômica perde eficácia quando não são integradas as decisões que afetam as principais variáveis macroeconômicas, pois há forte inter-relação entre elas. Caso contrário, corre-se o risco de formar, em ocasiões críticas, um verdadeiro cabo de guerra, onde a política fiscal puxa para um lado e a monetária para o outro.

2) Inflação que independe do BC – preços de alimentos, commodities, preços administrados, preços internacionais, oferta de crédito, massa salarial, etc. Representam mais de 70% no peso da inflação, reduzindo a eficácia da política monetária e tornando precárias suas projeções de inflação. Assim, deixar o controle inflacionário à exclusiva responsabilidade do BC não parece ser a melhor estratégia. Isso reforça a opção de se usar políticas econômicas integradas, sob responsabilidade do governo, para permitir resultados mais efetivos de redução da inflação.

3) Influência do crescimento na inflação – várias análises defendem a oposição entre crescimento e inflação. Se ocorre crescimento forte da produção, acendem as luzes vermelhas do BC, que eleva os juros. Deveria ser o contrário, pois mais produção significa maior oferta de bens e serviços, pressionando os preços para baixo. Se o crescimento vem puxado pela expansão da demanda, essas análises usam como argumento para contê-la, a elevação dos juros, usando como justificativa velhos conceitos, como produto potencial, taxa de juros de equilíbrio, taxa mínima de desemprego e nível máximo de utilização da capacidade instalada. O pressuposto desses conceitos é que o atendimento à demanda é feito exclusivamente pelas empresas locais, sem contribuição da importação. Assim, perdem significado, especialmente em contexto de forte oferta internacional, como agora.
A partir de 2004, quando a economia pode experimentar níveis maiores de crescimento a inflação ficou sempre abaixo de 7%, com média de 5,1%. A lógica parece estar no fato de ocorrer redução na participação dos custos fixos nas empresas quando há maior produção. Ou seja, para uma mesma margem de lucro, é possível adotar preços mais baixos. Por outro lado, inflação baixa eleva o poder aquisitivo, ampliando a demanda e o crescimento. Assim, não parece haver conflito entre crescimento econômico mais robusto e inflação, e a política econômica adequada seria de estímulo à produção (ampliação da oferta) como melhor arma para o controle inflacionário.

4) A relação Selic e inflação – o uso da Selic como principal instrumento de controle inflacionário pelo BC é problemático. Seu nível historicamente elevado atua como desestímulo à oferta, sem afetar a demanda das famílias e aumenta a demanda do governo. O desestímulo à oferta ocorre pela decisão empresarial de preferir aplicar seus recursos em títulos federais, com bons lucros, sem risco e liquidez imediata, ao invés de arriscar em investimentos na produção.
A Selic não afeta a demanda das famílias, pois as taxas de juros ao consumidor se descolaram dela e o comércio soube adequar as prestações ao alcance do bolso do consumidor. A elevação da Selic aumenta as despesas do governo federal com juros, ou seja, aumenta a demanda do governo. Pode-se argumentar que a Selic cumpriria o papel de orientar as expectativas dos agentes econômicos. Não parece, pois o BC ao sinalizar a possibilidade de elevação da inflação para daqui a doze meses, os consumidores podem antecipar compras e as empresas remarcar preços.

Finalmente poder-se-ia argumentar que a Selic por ser elevada, atrai dólares na busca de ganhos fáceis pelo investidor estrangeiro e com isso aprecia o real, reduzindo os preços dos produtos importados (âncora cambial). Ocorre que essas aplicações especulativas de estrangeiros têm dupla mão: entra X e sai X mais os juros, ou seja, acaba saindo mais dólares do que entrou, o que leva à depreciação do real, causando inflação no médio prazo. Além disso, há dano ao País, pois o BC cria uma bomba de sucção de recursos públicos para o exterior. Diante disso tudo, o que fazer?

Seguem algumas sugestões.

1) A meta de inflação deve ser definida para horizontes de doze meses e não por ano, como é hoje, e a responsabilidade por cumpri-la é do governo (equipe econômica e BC).

2) Ampliar as políticas de estímulo (fiscais e creditícios) à produção industrial e agropecuária para aumentar a oferta.

3) Reduzir o preço ex-refinaria, margens de distribuição e eliminação da CIDE para o óleo diesel e isenção/redução de pedágio para transporte de carga. Isso rebaixa custos de locomoção e de fretes

4) Estimular a criação de centros de abastecimento para comercialização direta entre produtores e consumidores de produtos agrícolas. Existem experiências exitosas em prefeituras.

5) Criar programa permanente de orientação aos consumidores via internet e mídia para facilitar decisões de compras a preços mais acessíveis.

6) Controlar os preços dos monopólios.

7) Reduzir/eliminar a tributação sobre produtos e serviços de consumo popular.

8) Usar alíquotas/quotas para importação e exportação em casos de majorações indevidas de preços internos. Exemplo: minério de ferro.

 9) Reduzir a Selic ao nível internacional e controlar a oferta de crédito ao consumo via ajuste nos depósitos compulsórios e/ou alteração na relação capital sobre empréstimos às instituições do setor financeiro.

10) Apresentar relatórios bimestrais sobre as ações adotadas para o controle inflacionário e seus resultados. Finalmente é sempre bom ressaltar o peso sobre a demanda das despesas com juros, que atingiu nos últimos doze meses encerrados em maio R$ 179,4 bilhões ou 5,42% do PIB! A taxa básica de juros atual, excluída a inflação é de 5,2%, mais do dobro do segundo colocado com taxa mais alta que é a China com 2,4%. Enquanto não for resolvida essa anomalia será impossível por em ordem as finanças públicas e o desenvolvimento de forma sustentada.

O País não pode se dar ao luxo de desperdiçar 5,4% do seu PIB com taxas anormais de juros. Creio que esse será um dos principais desafios imediatos do próximo governo. Usando um conjunto amplo e integrado de ações, a possibilidade de sucesso na redução da inflação é superior ao uso duvidoso e exclusivo da Selic.

(*) Estadão

Eleições 2010 - Marina a menos estatizante

Candidata faz hoje sua primeira apresentação ao mercado financeiro internacional
Valor Eonômico online
Alex Ribeiro, de Nova York
22/07/2010

A candidata a Presidência pelo PV, Marina Silva, tentará mostrar hoje em Wall Street, na sua primeira apresentação aos mercados financeiros internacionais, que defende ideias econômicas diferentes dos seus dois principais adversários, José Serra e Dilma Rousseff.

Em evento organizado pela Bovespa BM&F, Marina irá se colocar como a candidata mais confiável quando o tema são três pilares macroeconômicos básicos, representado pelo câmbio flutuante, metas de inflação e superávits primários.

Também se apresentará como defensora de políticas favoráveis ao crescimento sustentado de longo prazo da economia. Vai defender mais livre mercado e menos governo, em contraponto ao suposto estatismo de Dilma, e lançar uma nova agenda microeconômica. Até agora, Marina vinha basicamente defendendo o chamado tripé da política econômica. Com esse discurso, era capaz de transmir confiança aos mercados financeiros, mas não conseguia se destacar muito de Serra e Dilma, que vão na mesma linha. A audiência não será das maiores.

Cerca de 150 investidores brasileiros e estrangeiros confirmaram a presença no evento da Bovespa BM&F, o que representa apenas um quatro dos presentes em apresentação semelhante de Dilma, em fins de maio. Marina e seus assessores econômicos não tiveram encontros individuais com o mercado, ao contrário dos auxiliares de Dilma, que cumpriram uma agenda paralela em Wall Street.

"Viemos aqui para mostrar que a Marina não é só uma líder ambiental", afirmou o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos autores do programa econômico de Marina, que ajudou a escrever o discurso que será feito hoje. Há dúvidas sobre qual será o poder de Giannetti num eventual governo Marina, já que ele insiste que não irá assumir cargos em Brasília. "Não consigo nem controlar as contas de casa", disse, em entrevista ao Valor.

Outros economistas com visões diferentes, como Paulo Sandroni, também trabalham no programa de governo - e podem assumir funções importantes. Pelo menos ontem, porém, Marina fez questão de prestigiar Giannetti como um interlocutor central em questões econômicas. "Quem fala sobre juros é o Giannetti", afirmou, durante a inauguração de um comitê domiciliar quando jornalistas pediram que comentasse a decisão sobre juros que o Banco Central tomaria algumas horas depois. Giannetti, depois de hesitar um pouco para começar a falar, mostrando desconforto com o papel, defendeu o BC.

"O BC pode ter exagerado aqui e ali no ajuste fino, mas sempre acertou a direção da política monetária." Ao Valor, Giannetti disse que Marina irá mostrar hoje a Wall Street que é mais confiável que Serra e Dilma quando o tema são os pilares macro. "Rejeitamos o artificialismo monetário e cambial, a ideia de que a ação voluntarista de um presidente possa atropelar a independência do BC", disse, referindo-se a uma das fragilidades de Serra aos olhos do mercado, já que ele é um crítico das políticas monetária e cambial. "Vemos também com certa preocupação a tendência estatizante desse último ano do governo Lula, que está muito identificado com a candidatura Dilma."

O mercado vê riscos na política fiscal de Dilma. Quando o assunto é a política monetária contemporânea, Giannetti está no grupo dos mais conservadores. Ele não concorda, por exemplo, com a leitura recente do mercado financeiro de que a inflação preocupa menos, depois que saíram dados que mostram fraca atividade econômica.

"O BC não pode basear as suas decisões nos dados de apenas um mês, que estão sujeitos a sazonalidades e influências de eventos como a Copa do Mundo", afirmou. "Estão usando essa oportunidade para forçar o BC a subir menos os juros." Giannetti vê o BC subindo os juros por vários meses, enquanto o mercado começa a apostar que a última alta simbólica será no proximo encontro, em setembro. Marina, no seu discurso, vai se vender a Wall Street como a candidata que pode fazer mais para garantir o crescimento sustentado da economia no longo prazo.

Giannetti afirma que, hoje, o Brasil cresce a taxas superiores a 7% apenas porque está numa recuperação cíclica. Ou seja, durante a crise, a economia cresceu pouco, e agora está como que recuperando o tempo perdido, ocupando a capacidade ociosa de produção. "Daqui a pouco vamos bater no nosso limite de crescimento", afirmou, referindo ao Produto Interno Bruto (PIB) potencial da economia, ou seja, o limite máximo de crescimento que não causa problemas como inflação e déficits externos insustentáveis. Segundo o economista, é muito difícil determinar qual é o PIB potencial, "mas esse número está mais perto de 4,5% do que de 7%".

Para crescer mais, afirma, serão necessárias algumas reformas. A tributária, afirma, será fundamental para que o governo, que arrecada o equivalente a 36% do PIB e toma emprestado outros 3% por meio de seu déficit nominal, deixe espaço para o setor privado crescer. A reforma fiscal, afirma, também abriria espaço para mais investimentos privados. "Precisamos terminar essa história de economia em marcha forçada", afirma Giannetti, referindo-se à política adotada pelo regime militar nos anos 1970, com o Estado forte puxando a economia.

Outra frente para aumentar o crescimento potencial, afirma, são reformas microeconômicas como no mercado de trabalho e no campo regulatório para infraestrutura. Essa é uma agenda, segundo o assessor economico de Marina, que foi adotada no principio do governo Lula, mas depois abandonada. Outros temas, como educação e meio ambiente, também vão integrar o discurso.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Curiosidades - Para bandido ou assassino famoso sobram advogados defensores, agora, para o pobre....

O ministro Hamilton Carvalhido, presidente interino do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou habeas corpus ao goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, à Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, ex-mulher do jogador, e a Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

A decisão foi tomada na última sexta-feira, e ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. O pedido foi impetrado pelo advogado Marcos Rogério Baptista, inscrito na OAB do Pará. Na inicial, o advogado - que não representa os três presos - baseou-se apenas em recortes de jornais para pedir a soltura dos presos.

Além disso, o goleiro foi identificado apenas como Bruno. Dayanne e Macarrão tiveram apenas parte do nome citados. Esta é a segunda vez no Caso Bruno em que o autor de um pedido de habeas não é o advogado constituído nos autos.

No último dia 14, o militar aposentado João Carlos Augusto Melo Moreira, de 53 anos, enviou à Vara do Tribunal de Júri de Contagem, por e-mail um pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno. “Não existe a prova do crime.

O que existem são presunções”, disse o militar à reportagem, na ocasião. O pedido foi negado pela juíza Marixa Rodrigues, que alegou que o e-mail não tinha assinatura digital e que, por isso, não era possível comprovar a veracidade dos dados do autor do habeas corpus.

(Com informações do jornal Extra)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vestibular e Educação, as melhores e piores escolas do Brasil

Veja o resultado do Enem 2009 Colégio Vértice teve o melhor desempenho no exame em 2009.

Escola na Zona Sul de São Paulo cobra mensalidade de R$ 2.756 ao mês.

Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009

Entre as 20 piores, 19 são estaduais e uma é municipal.

As escolas públicas bem colocadas são o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, no 7º lugar, e o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-Uerj), que funciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ficou na 17ª posição.

Clique Aqui para visualizar o ranking das melhores e piores escolas(*) por estado.

(*)Os nomes das escolas foram publicados de acordo com o informado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)

Esquerda - Teses equivocadas sobre América Latina e o mundo (em espanhol)


Artigo de Emir Sader

Algumas teses equivocadas sobre a América Latina (e do mundo)

A atual crise marcou o fim do neoliberalismo , a hegemonia E.U. e levar até o fim do capitalismo.
"O grande erro dessa visão é considerada como um sistema modelo de hegemonia ou fins sociais , sem que seja recolhido e substituído por outro quando o Sul global, ou um outro bloco - propor alternativas e ser capaz de construí-los. O neoliberalismo não acabou, é moderado por níveis de apoio do Estado.

Pode e deve mudar o mundo sem tomar o poder .
"O projeto de transformação profunda da sociedade "fundo" , não levando à alteração das relações de poder não leva a um verdadeiro processo de transformação das sociedades latino-americanas . Em contrapartida, os movimentos sociais, tais como as forças bolivianas -social que transformou em uma força política , são os verdadeiros protagonistas dos processos de mudança no mundo.

O Estado nacional tornou-se elementos conservadores .
"Os governos progressistas da América Latina estão sendo vale a pena o Estado deve regular a economia , para induzir o crescimento econômico, para desenvolver políticas sociais, entre outras funções. governos neoliberais são aqueles que desprezam o Estado e suas funções se tornam mínimas, deixando espaço aberto para o mercado. processos de integração regional e as alianças nos países do Sul são também os Estados como atores essenciais.

A política se tornou irrelevante.
" afirmação falsa . Os governos latino-americanos progressistas resgatou o papel da política e do Estado. Se eles não tivessem feito isso, não poderia reagir como eles fazem para a crise.

Na nossa sociedade há milhões de " impróprios para o trabalho. "
"Esta declaração , original de Fernando Henrique Cardoso , procurou a justificação para os governos oligárquicos , que sempre governar apenas para uma parte da sociedade , excluindo os mais pobres, agora sob o pretexto de um suposto "desemprego tecnológico ", que dispensa grande parte do trabalhadores. Associado governos progressistas relançar o desenvolvimento económico com o aumento constante do emprego formal eo aumento do poder de compra dos salários.

Os movimentos sociais devem manter sua autonomia em relação à política .
" Os movimentos sociais que respondem a essa visão vai abandonar a luta para a construção de hegemonias alternativas , isolando , se não desaparecer da cena política, quando se deslocam a partir da fase de resistência à construção de alternativas. Lembre-se que os movimentos indígenas da Bolívia formaram um partido MAS- primárias e lutaram eleito seu líder como o presidente. Em outros países , os movimentos sociais que participam nos blocos de forças de apoio de governos progressistas para manter a sua autonomia , mas a participação directa na luta pela construção de uma nova hegemonia política.

Veja o artigo completo na Revista Punto Final, do Chile.

Aqui

sábado, 17 de julho de 2010

Cinema - Encontro explosivo, e coloque EXPLOSIVO sem mais nada

Comentário um....

A Fox desperdiçou U$ 117 milhões de dólares nesta tolice reciclada que não convence como ação nem como comédia romântica: apesar da sintonia entre a dupla central, não há humor e muito menos amor.
E se o objetivo do longa era ser uma sátira aos filmes de aventura a la James Bond, acaba cansando pela insistente repetição de carros explodindo, tiroteios onde os bandidos são péssimos de mira e o mocinho, mesmo desarmado, acaba matando todos os seus inimigos sem dificuldade.
Comparado com os fracos blockbusters que saíram em 2010 até agora, o filme fica acima da média. Se você nunca assistiu a “Missão Impossível”, “A Trilogia Bourne”, “True Lies” ou “Sr. & Sra Smith”, “Encontro Explosivo” pode parecer um pouco melhor. Desde, claro, que você ache engraçado ver gente caindo morta que nem mosca ou sendo atropelada ou jogada pelos ares. Por via das dúvidas, lembre-se de desligar o cérebro na entrada do cinema.

Comentário dois...

“Encontro Explosivo” era esperado como o retorno triunfal de Cruise ao topo das bilheterias norte-americanas depois das recepções mornas de “Missão Impossível III” (2006), “Leões e Cordeiros” (2007) e “Operação Valquíria” (2008). Mas o filme naufragou nos EUA (a bilheteria final não deve ultrapassar US$ 80 milhões) e tudo indica que o prestígio do astro está mais abalado do que ele imagina, depois das presepadas no programa da Oprah e as declarações polêmicas sobre a Cientologia.
Os produtores agora apostam no carisma dos protagonistas no mercado internacional. Aliás, este é o motivo dos atores terem participado de estreias mundo afora (inclusive no Brasil), o que costuma acontecer quando algo vai mal na terra do Tio Sam.
A produção caprichou nas locações internacionais (Áustria, Jamaica, Espanha, EUA), investiu em efeitos visuais, chamou um diretor razoável (James Mangold de “Johnny & June”) e escalou dois grandes astros, Tom Cruise e Cameron Diaz. Só esqueceu de um detalhe: o roteiro. O trabalho do estreante Patrick O’Neill (um ator figurante) é tão cheio de furos que mais parece um queijo suiço.

Veja mais em...

 Pipoca Moderna

TRAILER........

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Energia - O Brasil não teria competência técnica para explorar o Pre-Sal

Recebi de um especialista em meio ambiente, leitor do Blog.

Veja aqui.

Uns dias atrás, passei um dia com a equipe de reportagem da Newshour, da Public Broadcasting System dos EUA, discutindo a opção brasileira pelo Pré-Sal, considerando os riscos de perfuração a profundidade expostos pelo desastre ambiental do Deepwater Horizon no Golfo do México. Ontém, finalmente conseguiram colocar uma tampa no buraco no Golfo, mas ao que me parece, mudou a percepção do risco associado a este tipo de empreendimento para sempre.

O programa que foi ao ar no dia 01 de julho destaca os riscos de perforação off-shore em grande profundide, e questiona a capacidade do Brasil realizar este desafio sem acidentes semelhantes.


Assista a reportagem completa na Newshour Aqui

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Meio ambiente - Mudança climática

RICARDO YOUNG

As florestas e o clima

Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.

O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.

Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.

Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.

Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.

Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.

E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.

Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.

Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.

RICARDO YOUNG passa a escrever às segundas-feiras nesta coluna.
Folha de São Paulo

Esportes - La Fúria española

domingo, 11 de julho de 2010

Aqui no Alto Paraíso, a Chapada dos Veadeiros

Fim de semana em Brasília? Prolongue sua viagem à Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso, GO.


Existem inúmeros passeios ecológicos e alternativos, todos voltados a viver a natureza de um vale místico e controvertido pela diversidade de pessoas, raças, nacionalidades e culturas existentes nessa região.

Alguns dizem que se cobrissem a cidade com uma lona, a cidade toda viraria um circo.

Visite uma cachoeira, composta por mais de 20 pequenas cachoeiras, todas elas com as águas mais geladas da região. Segundo se disse, essas cachoeiras têm de especial uma veia de cristal acima da qual correm as águas, daí sua baixa temperatura e sua agradável qualidade.

Comece sua visita na Pousada do Mirante, que Wilson lhe fornecerá dezenas de roteiros para seu fim de semana na Chapada.

Acesse o site da Pousada Mirante Aqui














sexta-feira, 9 de julho de 2010

Energia - Fundos de pensão garantem obra de Belo Monte

Funcef, Petrus e Previ terão cota de 27,5% no projeto de construção; participação é vital para obra de R$ 25 bi

Polêmica usina hidrelétrica no Pará é prioridade do governo; fundos questionaram rentabilidade de projeto

Os três principais fundos de pensão de empresas estatais do país decidiram participar do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).

Segundo a Folha apurou, Funcef e Petrus participarão diretamente da construção. A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, participa via Neonergia, empresa na qual é sócia da espanhola Iberdrola. A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, terá uma cota de 7,5% no projeto.

O Petrus, fundo da Petrobras, entrará com 10%. A Neoenergia terá uma fatia de 10%. Em 12 de junho, a Folha antecipou que os fundos negociavam participação entre 25,02% e 30,02% do projeto. Segundo um auxiliar direto do presidente Lula, a participação dos fundos viabiliza o projeto de construção da usina hidrelétrica que é uma prioridade do governo.

De acordo com o que a Folha apurou, houve intensa negociação técnica entre o Ministério das Minas e Energia, a Casa Civil e os fundos de pensão para chegar a um acordo. Os fundos questionavam a rentabilidade do projeto, orçado em R$ 25 bilhões. Como há participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a entrada dos fundos na construção da usina será sobre uma parcela do valor total previsto para a obra. Nas palavras de um auxiliar direto do presidente, foi encontrado um acordo técnico que viabilizou um projeto de importância política para o governo no ano eleitoral.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi a mentora de Belo Monte quando ocupava a chefia da Casa Civil. Para o governo Lula, era uma questão de honra colocar de pé a construção de Belo Monte, criticada quando lançada. Alguns grupos empresariais, como as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa, boicotaram o projeto de Dilma nos bastidores. Com o apoio dos três principais fundos de pensão, Belo Monte ganhará fôlego para sair do papel.

MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA
KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Energia - Empresas engavetam os projetos de termelétricas

Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas

A prioridade do governo em leiloar usinas de energia alternativa ou de hidrelétricas tem feito com que projetos bilionários de termelétricas sejam engavetados ou revistos. A pressão das empresas tem sido forte, mas o posicionamento firme da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de deixar a energia térmica fora do planejamento dos próximos dez anos começa a afetar diretamente os planos estratégicos de investimentos de fundos de pensão e de empresas como MPX, do empresário Eike Batista, da portuguesa EDP e da novata Hidrotérmica, que tem o FI FGTS como sócio. A MPX e a EDP já têm investimentos de alguns bilhões em Pecém, mas agora têm que procurar alternativas, como a energia eólica.

Os fundos de pensão reunidos no FIP Energia PCH têm um projeto de 440 MW de térmica a carvão em que se pretende investir R$ 1,6 bilhão na região de Criciúma (SC). Sem perspectiva de leilão à vista, eles começam a negociar com autoprodutores e já pensam até mesmo em vender a energia no mercado livre. No Rio Grande do Sul, a Hidrotérmica comprou no mês passado um projeto de térmica a GNL de 1.600 MW, que está parado. Só para a usina seria necessário investir R$ 6 bilhões, mas o projeto servirá como base para a instalação de uma regaseificadora na região. "O RS não tem gás suficiente e a regaseificadora só se sustenta com a instalação da usina", diz Ronaldo Bolognesi, executivo da Hidrotérmica.

Tanto a Hidrotérmica quanto o fundo Energia PCH nasceram para investir em projetos de pequenas centrais hidrelétricas e tiveram que rever seus planos para o investimento em térmicas, pela dificuldade de licenciamento ambiental. Os dois agora tentam pressionar o governo para que seja feito um leilão regional, já que o próprio Operador Nacional do Sistema (ONS) já declarou que o Sul precisa de termelétricas para ter garantia de suprimento.

Para Maurício Tolmasquim, da EPE, a matriz energética ficou desequilibrada após o leilão de 2008 em que mais de 95% da energia vendida foi de usinas termelétricas, a maior parte movida a óleo combustível. Com a crise, passou a haver excedente de energia e em 2009 o governo apostou as fichas no leilão de eólica.

Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas.

Está previsto também um leilão de energias alternativas. O governo espera ainda licenciar Teles Pires, que terá 1.800 MW. "No passado recente contratamos volumes expressivos de térmicas, mais do que o desejável, e agora vamos aproveitar que os licenciamentos de hidrelétricas estão andando", diz Tolmasquim.

Valor.

O trato elegante ao goleiro do Flamengo


Recebido na sala do Delegado, sem algemas, como uma verdadeira autoridade, o goleiro conversa sobre seu futuro com a autoridade.

A esposa, cúmplice do assassinato é conduzida algemadas, claro, é mulher.

Esses são alguns dos paradoxos da justiça, no Brasil.

A apelação do Bandido e suposto assassino para ficar no Rio foi intensa, mas não consiguiu e foi levado para MG.

Já com detenção temporária ou preventiva o goleiro não quer ir para Minas e deve ter solicitado à justiça para ficar no Rio e o primeiro pedido da justiça do Estado de MG já foi indeferido, assim ganha tempo.


Já em Minas Gerais vemos o Bruno algemado, com uniforme e sem a companhia do Delegado carioca de trato elegante.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PPp

Governo entrega Hospital Metropolitano a Sefer

De nada adiantou o alerta feito pela Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) à governadora Ana Júlia Carepa para que ela não entregasse o comando do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência à organização social Idesma, pertencente ao ex-deputado Luiz Sefer, condenado a 21 anos de prisão por abuso sexual contra uma menina de 9 anos.

Na edição do dia 5, anteontem, o Diário Oficial do Estado (DOE) traz portaria assinada pela secretária estadual de Saúde, Sílvia Comaru, anunciando que o Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma) ganhou concorrência que disputava contra outras três entidades para gerenciar o hospital.Segundo o DOE, o Idesma ganhou disparado a concorrência, com 65 pontos, contra 18 pontos da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde), e outros 15 pontos da terceira colocada, a Associação Paraense da Divina Providência.

A organização Cruz Vermelha Brasileira foi desclassificada, porque segundo as regras da concorrência teria “protocolado o projeto técnico de gerência do Metropolitano às 14 horas, extrapolando o horário máximo permitido no edital de convocação pública nº. 01, de 5 de abril de 2010, de até as 12 horas do dia 17 de maio de 2010”.

Leia a Matéria no Blog da Reporter Aqui

Pará - Atlas do Pará reúne informações dos municípios, regiões e estado


Estudantes, pesquisadores e gestores já têm uma nova e completa fonte de informações sobre o Pará: o Atlas de Integração Regional do Estado.

A obra reúne dados sociais, econômicos, ambientais, institucionais e de infraestrutura dos 143 municípios paraenses. O Atlas é uma fonte de conhecimento e uma ferramenta de planejamento, ressaltou o secretário de Estado de Integração Regional, André Farias, no jantar de lançamento da obra, na última terça-feira (28), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

O Atlas foi elaborado pela Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir) em parceria com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). Exemplares serão distribuídos para bibliotecas, escolas, órgãos públicos e institutos de pesquisa. Trouxemos uma equipe de consultores da Universidade Federal do Pará (UFPA) para trabalhar conosco na elaboração do atlas e, hoje, ele é mais um instrumento de integração do Estado. O Pará não tem como crescer e se tornar forte sem conhecer e combater as suas desigualdades, frisou André Farias.

O secretário de Estado de Planejamento, José Júlio Lima, presente ao evento, disse que o atlas reflete em seu conteúdo o resultado de políticas públicas desenvolvidas nos territórios. Ele traz o raio-x do Pará, um Estado de dimensões continentais, rico em municípios e diversidade , destacou o presidente da Associação dos Municípios das Rodovias Transamazônica, Santarém-Cuiabá e Região Oeste do Pará (Amut) e prefeito de Uruará, Heraldo Pimenta.

O prefeito agradeceu pela parceria da Eletronorte para consolidar o atlas e outros projetos da Seir, como os Planos de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS), o repasse de patrulhas mecanizadas e combustível para as prefeituras recuperarem estradas, apoio para os planos diretores de alguns municípios e as obras de construção do porto de Marabá, no sudeste do Pará, e recuperação da orla de Cametá, no nordeste do Estado.

A Eletronorte sempre buscou o desenvolvimento do Estado. Com a Seir criamos ferramentas de planejamento para esse objetivo, completou o gerente de Implantação de Ações Socioambientais de Tucuruí, Crisogno Frazão Filho, que representou o diretor das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), Adhemar Palocci.

Fonte: Governo do Pará

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pará - Indignação é pouca!

Tinha pensado ficar fora dessa troca de informações sobre os desdobramentos da condena a 21 anos de prisão do ex-deputado Luiz Afonso Saffer, que foi expulso do DEM, agora em liberdade e se preparando para uma campanha a deputado pelo PP, partido este, que nunca teve outro presidente a não ser o Deputado Gerson Peres, a quem conheço e respeito como pessoa, não como político.

Partido que hoje é da base aliada do PT, antes da base aliada do Almir Gabriel e antes da base aliada do governador Jader Barbalho. Deputado que com certeza nunca foi da chamada esquerda paraense, para hoje estar tão próximo da Governadora. Mas em fim, essa é outra história.

Quando entrei no blog do BACANA, fiquei passado. Como disse minha filha: Pai "me amarrota que estou passada”.


O PP deu legenda a um criminoso, praticamente condenado por estuprador? E ainda um deputado defende, citando a Carta Magna?.


Não meus estimados, aqui ninguém é junior nem amador, os que sabem ler e escrever e conseguiram superar as barreiras do ensino secundário, não se iludem com aquela história de que tudo mundo tem direito à defesa, direito consagrado na Constituição.


Neste caso, esse direito é uma verdadeira piada, uma ofensa à Inteligência das mães e pais que sofrem por verem suas filhas exploradas, estupradas e muitas vezes assassinadas por coronéis que impunemente tem permanecido no poder.


Só posso ficar passado frente à confirmação do Deputado Gerson Peres de que o PP deu legenda ao Seffer. Tristeza.


VEJA A MATÉRIA ABAIXO DO BLOG DO BACANA e confira como um anônimo que emite opinião em um blog é mais culpado e mais vergonhoso que um criminoso que já foi condenado pela CPI da pedofilia, que colocou em evidência, de forma detalhada, cada passo seguido pelo estuprador, agora candidato.
Mas antes de uma olhada a esta noticia ja difundida em jornais, só para lembrar a memória do Deputado Gerson:

"O deputado do Democratas é acusado pela polícia de ter abusado durante o período de três anos de uma menina de 13 anos que morava em sua casa. Segundo o acusado, é tudo invenção da garota. "Ela mentia muito, mas eu sou inocente", argumentou Seffer".


"Só que a polícia concluiu o inquérito e Seffer foi indiciado por estupro e por atentado violento ao pudor, considerando as provas que foram colhidas durante a investigação, conforme afirmou a delegada Cristiane Lobato."


Gerson Peres escreve ao blog do Bacana

Caro Bacana, Só agora tomei conhecimento do teu post, utilizando dois anônimos sobre o PP ter confirmado do Dr. Sefer como candidato.

O anonimato é crime. A pessoa que se acoberta neles perde a idoneidade para fazer perguntas desrespeitosas e indelicadas.

O PP não tem poderes para impedir o direito político do Dr. Sefer, por estar ele sob judice, defendendo-se em processo, dependente ainda de julgamento final na justiça. Em casa direi que a todos que nunca julguem sem o princípio constitucional da presunção da inocência e não julguem para não serem julgados. Isto é tarefa dos que exercem a sublima missão de julgar.

A decisão final judicial, o PP nunca deixou, nem deixará de cumpri-la. Boi não "avoa" enquanto a justiça não decidir. Para as mamãezinhas continua correto e elas tenho certeza repudiar o anonimato que é crime nefasto.

Ao Zé Antônio, respeitosamente, lembraria que toda criatura humana, inclusive os monstros, tem o direito constitucional do "contraditório, de ampla defesa e dos recursos e meios a ela inerentes"(CF, LV, art.5º) e "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória"(CF.art.5º). No PP, a vergonha não o macula, enquanto aguarda a palavra final da justiça.

O anonimato isto sim é uma vergonha.
Gerson Peres

NOTA DO BLOG (do BACANA):

Caro deputado, bem vindo e escreva sempre que achar necessário. Mas fica aqui uma observação, o blog não "usou anônimos", o blog postou comentários anônimos, assim como todo blog do planeta.

A opnião deste blogueiro quando é dada aparece claramente aqui, assinada por mim mesmo. Sobre a postagem inclusive, não houve de minha parte manifestação de opnião, apenas a notícia por sí só.

Eu a tenho - opnião sobre essa notícia - deputado, mas não a manifestei aqui. Não dessa vez. abraços
Marcelo (BACANA).

Pará - O prazer de defender bandido




O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos tem um prazer idílico em defender vagabundos, traficantes, estupradores.

Já defende o médico estrupador de dezenas de pacientes em São Paulo, um tal Roger Abdelmassih.

Agora assume a defesa do Ex-Deputado Luis Afonso Sefer, o estuprador de mininas, também médico, dono de clínicas no Pará. 

Em tempo: O problema não é que o criminoso alugue um advogado de prestígio para sua defesa, tem tudo o direito. O blog constata, apenas, essa particular paixão do advogado Bastos, em defender estupradores.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Copa 2010 - PQP Me lembrei do Teixeira

Vejam só. O presidente da CBF declarou que quando se deu conta que o Dunga não prestava, já estava no meio do Atlântico e não tinha gasolina para retornar. Isso não foi percebido antes de decolar, disse Teixeira. Agora, era só rezar.

Imagine-se um piloto que não percebe essa falha ates de decolar o avião e na metade do voo avisa para os passageiros essa desgraça.
Assim não da.

A pergunta que não quer calar. Quando Dunga foi indicado para o técnico.
Qual era sua competência?, seu currículo?, sua experiência?.

Era apenas um aficionado e ponto.

Eram outros os interesses que motivaram ao Ricardo Teixeira para indicar um principiante para comandar uma das seleções mais importantes do Planeta. O que vc pensa?.

domingo, 4 de julho de 2010

copa 2010 - Uma homenagem ao time do Uruguai "La Celeste" , do poeta Mario Benedetti.

Futebol- O poder de fogo do Flamengo


O time da Raça Rubro Negra tinha de tudo:


Melhor centro avante, melhor defesa, maior goleador.

Tinha até um imperador.


Agora tiraram o título de matador, que ostentava Rogério Ceni, do São Paulo.


O verdadeiro Matador agora, e o goleiro Bruno, quer apostar?

sábado, 3 de julho de 2010

Copa 2010 - Não passou no teste, não foi para a Copa (Dunga)

Copa 2010 - Segundo dia de amor com a Globo

Copa 2010 - Os filhos do Teixeira (CBF) que não fogem da luta

Sem arriscar em 4 anos na seleção, Dunga deixa legado técnico nulo na equipe, que começará sem base o percurso para 2014
Eliminado da Copa-2010, o treinador Dunga se gabou ontem de ter "resgatado o orgulho" de jogadores e torcedores da seleção brasileira.

Mas o legado técnico, futebolístico, deixado pelo comandante gaúcho, depois de quase quatro anos de trabalho à frente do time, é nulo.

Dunga morreu abraçado a seu grupo e a suas convicções. Quase nunca arriscou e, por isso, deixa terra arrasada para seu sucessor.

Do time que foi varrido do Mundial da África do Sul ontem, pela Holanda, não sobra uma base para a próxima Copa, em 2014, no Brasil.

Ao montar a equipe que fracassou em solo sul-africano, o técnico da seleção brasileira ignorou toda uma geração de jovens talentosos, muitos deles com boa rodagem no time nacional, como o atacante Alexandre Pato e o lateral esquerdo Marcelo.

"Eu quero ganhar agora, não posso pensar em 2014", declarou há quase dois meses, quando escolheu seus 23 jogadores. Ignorou o clamor popular pelo meia Paulo Henrique Ganso, 20, e pelo atacante Neymar, 18.

Enquanto isso, incluiu na lista jogadores com os quais claramente não quis contar durante as partidas da Copa, como o volante Kleberson, do Flamengo, e o atacante Grafite, do Wolfsburg.

Por fidelidade e "coerência" levou ao Mundial dois goleiros reservas veteranos: Gomes, 29, do Tottenham, e Doni, 30, da Roma, que dificilmente serão lembrados para as próximas competições. Enquanto isso, Victor, 27, e Renan, 24, viram o Mundial da África do Sul pela TV.

Os únicos jogadores "revelados" por Dunga em seu tempo como técnico da seleção brasileira foram o meio- -campista Ramires, 23, do Benfica, e o zagueiro Thiago Silva, 24, do Milan.

Os dois são os únicos sobreviventes do time que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando a seleção terminou com a medalha de bronze e viu a Argentina conquistar o ouro.

A Olimpíada de 2008, aliás, foi a única competição em que Dunga teve que trabalhar com um grupo de jogadores jovens -dos 18 convocados para o torneio na China, só Ronaldinho, 30, estava fora do limite de 23 anos.

Depois do fracasso em Pequim, o técnico deixou de convocar vários jogadores que, até então, eram presença constante em suas listas. Casos do meia Diego, da Juventus, e do atacante Rafael Sobis, do Internacional.

Também perderam lugar na seleção o lateral direito Rafinha, que brigou com o Shalke 04 para defender o Brasil em Pequim, e os volantes Lucas, do Liverpool, e Hernanes, do São Paulo.

O volante Gilberto Silva, 33, um dos mais velhos do grupo, fez questão de defender o trabalho do técnico, que o levou para a terceira Copa do Mundo.

"Fizemos tudo certo, perdemos por detalhes", declarou. (EDUARDO ARRUDA, MARTÍN FERNANDEZ, PAULO COBOS E SÉRGIO RANGEL)

DOS ENVIADOS A PORT ELIZABETH (Folha de São Paulo)

Leia a matéria na Folha de SÃO PAULO Aqui

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Copa 2010 - treino é treino, jogo é jogo.

Agora é que começa o mundial.

Até agora tudo foi arrumado pela FIFA para que os principais times ficaram para as quartas de final. Se houve zebra, foi azar. Houve mão, braço, pescoço, gol dentro marcado como válido, pênalti não marcado, falta inexistente e marcada como pênalti e muito mais que as câmeras gravaram e nã mostraram, ainda.


Ante todos esses erros surge uma ridícula desculpa do chefe da maior ONG do Mundo, a FIFA, Entidade que tem estatus de Estado dentro de outro Estado (o país onde se realizam os jogos do mundial).


Com todos os poderes para esconder a pobreza e exclusão dos povos, para LUCRAR ao máximo os negócios que faz com o marketing da Copa. São apenas 1000 funcionários do quadro permanente e seus diretores ganham cerca de 100 mil US$ por mês.


Vendem a preço de ouro as imagens geradas durante os jogos e todas as redes de tv que produza uma imagem no "seu território" deve pagar royalties pelo uso da imagem. Os diretores se elegem e reelegem eternamente, até morrer ou ficar velhos sem capacidade de discernir, como seu último presidente, João Havelang que está com arterioscleroses múltipla, se é que já não está morto.


O “modelito” se repete aqui no Brasil com a CBF,com Ricardo Teixeira, como cabeça de chave. Tudo igual, nada muda. A M... é a mesma o que realmente muda são as moscas.


Hoje é o dia do Brasil!!, é tudo ou nada.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Belo Monte - O outro lado

Esta é a época ideal para visitar Altamira.

As águas do Xingu já baixaram bastante e começam a revelar as suas maravilhosas praias de areia branca.

Como ainda chove, estamos livres, por enquanto, da fumaça das queimadas e o céu preserva o seu brilho e coloração naturais que contrastam lindamente com o verde da floresta das suas ilhas.

Mas certamente não foi por essas razões que o presidente Lula escolheu este período para vir para cá, pois ele nem pensou em passar perto do rio e ficou menos de três horas na cidade.

Tal qual um presidente americano em viagem ao Iraque, ele passou diretamente, sob forte esquema de segurança, do avião a um helicóptero militar, que o levou a um estádio de futebol, onde fez um discurso de cerca de oito minutos e de lá voltou para o aeroporto, de onde partiu.

Como antecipou a Agência Estado (Lula vai a Altamira sob protestos contra Belo Monte), a escolha do estádio para a realização do comício foi estratégica, pois o local é cercado por muros e conta com apenas duas entradas, o que dificultaria a passagem de manifestantes contrários à obra.

A escolha da data para o presidente fazer uma das suas viagens mais delicadas, para "lançar" a maior e mais desastrosa obra do seu plano de governo, também foi estratégica e futebolesca: durante a Copa do Mundo (bem no intervalo entre os dois jogos fáceis iniciais da seleção e o primeiro onde as coisas podiam começar a se complicar), quando os surtos de alienação e patriotismo irracional e desenfreado atingem o seu nível máximo.

Conseguimos reunir um grupo relativamente pequeno, mas bravo e convicto, para marchar pela cidade com faixas e bandeiras contra a barragem (ver reportagem na televisão). Segundo uma correspondente do Globo, éramos cerca de 100 quando chegamos à porta do estádio.

De acordo com a Nota sobre a visita de Lula ao Pará, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, éramos 400 manifestantes. Não pudemos entrar, pois ali já se formava uma quilométrica fila de entrada onde cada pessoa era passada em revista. Como fila única não combina com protesto e indignação, ficamos gritando e agitando as nossas bandeiras e faixas do lado de fora.

E foi queimado um boneco do presidente. Como de costume, o esquema de segurança era desproporcional, com um helicóptero da polícia que, sem necessidade alguma, sobrevoava nosso grupo sem parar. Se a estimativa do Globo quanto ao número de manifestantes estava correta, não é exagero dizer que havia mais de um policial ou militar da tropa de choque para cada manifestante.

Ainda assim, um grupo de cerca de 20 estudantes da UEPA (Universidade Estadual do Pará), contrários à construção da barragem, conseguiu entrar no estádio, dentre a multidão de quase seis mil pessoas, e vaiar o presidente durante seu discurso sobre Belo Monte. Sobre eles, o presidente, do palanque, falou: "Meia dúzia de jovens bem intencionados, mas não pensando em Belo Monte, porque não estão me ouvindo.

Quando eu tinha a idade deles eu ia para o Paraná fazer manifestações contra a construção de Itaipu. Os contrários, por falta de informação, diziam que o lago de Itaipu iria provocar terremotos na região.

Eles diziam que Itaipu iria mudar todo o clima da região. Que a água iria vazar por baixo da Terra e que iria mudar o eixo da Terra. Por estas fantasias construídas que a gente não tem de ter medo de debater. São por estas fantasias construídas que nós precisamos dizer: o estado do Pará e a região do Xingu não podem prescindir de Belo Monte".
Que Lula tenha ido para o Paraná no fim dos anos 1970, protestar contra Itaipu por oportunismo político, ignorante quanto às conseqüências reais dos projetos das grandes hidrelétricas, e hoje conte isso como uma piada, não é surpresa alguma.

Afinal, tudo o que ele fez nos últimos oito anos foi desdizer e zombar de sua trajetória de antes de se tornar presidente. Mas nos incluir a todos nessa categoria de oportunistas, chamar nossos alertas de fantasias e comparar as críticas que fazemos a Belo Monte ao delírio de que a barragem mudaria o eixo da Terra, e dizer que o governo não tem medo de discutir o projeto, isso não podemos admitir.

Como bem observou Telma Monteiro em seu blog Energia elétrica e sustentabilidade, além dos jovens, índios e ribeirinhos, entre os grandes críticos da barragem estão a equipe técnica do IBAMA, que analisou o Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte, os técnicos e procuradores do Ministério Público Federal, que estudaram a fundo o caso, os especialistas da maior parte das grandes universidades brasileiras, o juiz da Vara de Altamira, Antonio Carlos Campelo, lideranças indígenas e dos movimentos sociais.

Como destacou a nota do Movimento Xingu Vivo, à frente das forças policiais que bloquearam o acesso dos manifestantes ao estádio onde Lula falou à população, estava o representante do governo federal, Geraldo Magela (colaborador do ministro Luis Dulci, da Secretaria Geral da Presidência). Uma figura arrogante que, diante de uma tropa de choque descomunal, veio nos falar em democracia.

E nos mandar para o fim da fila. Uma fila que não levaria a nada, pois era imensa, e propositalmente lenta; inviável diante da perspectiva do evento-relâmpago que estava por começar. Enquanto Geraldo Magela nos destratava e os soldados do cordão de isolamento nos tratavam com truculência, tudo o que queríamos era negociar a entrada de um número mínimo de manifestantes para, diante do presidente que muitos de nós ajudamos a eleger, dizer que não queremos este projeto de morte.
Não porque ele possa mudar o eixo da Terra, mas porque pode desfigurar completamente a nossa região, matando o rio e destruindo suas matas. É engraçado ouvir falar em "democracia", porque aqui em Altamira ela vem sempre associada a forte policiamento e aparato militar.

Não foram poucos os que já viram uma forte semelhança desta visita do Lula com outra, histórica, do presidente Médici, que numa cerimônia bizarra derrubou, na década de 1970, uma imensa castanheira para assim inaugurar a construção da rodovia Transamazônica. Eu perguntaria ao Lula como estavam as matas do Paraná, quando ele visitou aquele estado na sua tal expedição de protesto contra Itaipu.

Diante de todo o tipo de desastres climáticos que se observam no Sul, de secas extremas a tempestades, com impacto ampliado pelo desmatamento, eu não estaria tão certo de que aquela barragem, sobretudo através de seus impactos indiretos, não afetou de fato o "clima da região".
Como estará o Brasil dentro de trinta anos se acontecer hoje na Amazônia o mesmo que houve no Paraná ao longo das três últimas décadas? Mas isso não interessa ao Lula, o iluminado, que dá seqüência ao Estado de Exceção: "Ninguém exceto eu, o desenvolvimentista democrata do ABC, tem, além da popularidade, o discernimento".
Para quem não estava acompanhando a discussão, vale lembrar, sinteticamente, os principais motivos pelos quais somos contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, não apenas ambientais, destaque-se:

1) Hidrelétricas não são energia limpa: elas emitem grande quantidade de metano, um gás de efeito estufa com impacto 25 vezes maior sobre o aquecimento global do que o gás carbônico.
Assim, Belo Monte poluiria tanto ou mais do que termelétricas de potência equivalente.

2) Belo Monte seria uma obra faraônica que gera pouca energia. O projeto geraria apenas 39% dos 11.181 MW de potência divulgados, devido à grande variação da vazão do rio.

3) A Bacia do Rio Xingu é única no planeta: mais da metade de seu território é formada por áreas protegidas e a barragem inevitavelmente causaria impactos irreversíveis na biodiversidade da região. São 27 milhões de hectares de alta prioridade para a conservação da biodiversidade, abrigando 30 Terras Indígenas e 12 Unidades de Conservação. Os impactos foram destacados pelos 40 especialistas das principais universidades brasileiras que analisaram o Estudo de Impacto Ambiental, assim como pela equipe de analistas ambientais do IBAMA que, apenas dois dias antes da emissão da licença prévia, afirmaram "não haver elementos que atestem a viabilidade ambiental de Belo Monte".

4) A barragem ameaça a sobrevivência dos 24 grupos indígenas, além de ribeirinhos e pescadores de peixes ornamentais. Canteiros de obras e novas estradas seriam construídos junto às Terras Indígenas dos Juruna da Boa Vista, Arara da Volta Grande e Juruna do Paquiçamba, com impactos irreversíveis para esses povos. E vários outros impactos indiretos igualmente graves sobre outros povos. Haveria mortandade em massa de peixes e a extinção de várias espécies. Inclusive de peixes ornamentais que são importante fonte de renda para a região e que morreriam sem oxigênio imediatamente após a formação do lago.

5) O Governo Federal, o Ministério de Minas e Energia e o IBAMA violaram a Constituição Federal Brasileira e a Convenção 169 da OIT. A Constituição foi violada em diversos pontos. Foi violada a Convenção 169 da OIT, que garante aos indígenas o direito de serem informados sobre os impactos da obra e de terem sua opinião ouvida e respeitada.

6) Haveria uma enorme imigração de trabalhadores atraídos pela obra. Mas, dos 18 mil empregos no pico da obra, só permaneceriam 700 postos de trabalho no final. A enorme migração, subestimada pelas empresas como sendo em torno de 100 mil pessoas, aumentaria a pressão sobre as terras indígenas e áreas protegidas, e haveria desmatamento e a ocupação desordenada do território.
O rápido crescimento populacional na região acarretaria o aumento da violência, da prostituição, dos acidentes, dos conflitos sociais e fundiários, das invasões. Por outro lado, nos 11 municípios que compõem a região da Transamazônica e do Xingu, somente 8 mil trabalhadores teriam condições de ocupar um emprego na usina. O que acontecerá com essa grande massa de trabalhadores – mais de 100 mil - que estão chegando na região para ocupar uma destas concorridas vagas?

7) O empreendimento obriga o reassentamento de cerca de 30 mil famílias. Ninguém sabe se serão reassentadas ou indenizadas. Quem quiser ser reassentado irá para onde?

8) A Licença Prévia foi emitida pela presidência do IBAMA, apesar do parecer contrário dos técnicos do órgão, e as medidas condicionantes não compensam os danos irreversíveis e não representam garantia legal de responsabilidade do empreendedor. Alguns técnicos do IBAMA pediram demissão, outros se afastaram do licenciamento e outros ainda assinaram um parecer contrário à liberação das licenças para a construção da usina. Estão colocando senadores "ficha suja" para acompanhar a obra. Você confia?

9) O processo de licenciamento está sendo anti-democrático e está ferindo a legislação ambiental: as audiências públicas não tiveram condições para participação popular, especialmente das populações tradicionais e indígenas, as mais afetadas. ] 10) Os impactos de Belo Monte são muito maiores do que aqueles estimados e, em muitos aspectos, irreversíveis e não passíveis de serem compensados pelos programas e medidas condicionantes propostas.

O preço de Belo Monte sobe a cada dia.

Ninguém sabe o custo real da usina!

*Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é professor da Universidade Federal do Pará.
(Envolverde/Correio da Cidadania)

 Veja aqui o lado não ambientalista

Sudáfrica - Violência Sexual contra mulheres

“As violações ficam praticamente impunes na R.D. Congo”
Por Jennie Lorentsson, da IPS Nova York, 30/6/2010

A violência sexual contra as mulheres se tornou uma arma de guerra.

Em alguns países nem mesmo podem ir buscar água porque são agredidas ou violentadas.
Margot Wallström foi designada, no dia 1° de abril, representante especial para violência sexual em conflitos armados do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Sua tarefa é investigar a situação e fazer recomendações ao Conselho de Segurança. As denúncias de ataques contra mulheres e crianças procedem de vários países, como Burundi, Costa do Marfim, Guiné, Haiti, Libéria, República Democrática do Congo (RDC) e Sudão.

O primeiro trabalho de Wallström, que foi vice-presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, foi viajar à RDC, país que qualificou de “capital mundial da violação”. Wallström conversou com a IPS sobre esta viagem e a respeito de seu trabalho futuro.

IPS: Pode nos contar como foi sua viagem à RDC?
Margot Wallström: É um país que chamou a atenção da imprensa pelas violações sistemáticas durante a guerra. Especula-se que cerca de 200 mil pessoas foram violentadas desde o começo do conflito, há 14 anos, um número seguramente subestimado. Estive com representantes do governo e, em particular, com vítimas. Foi interessante, mas também desanimador. Nada melhora e cada vez acontecem mais violações. Entretanto, tenho de dizer que houve avanços. O governo aprovou leis para punir a violação, possui um plano nacional e vontade política. Há muito que fazer para implementar a lei.

IPS: Qual a raiz do problema?
MW: A violência sexual é o resultado da guerra entre diferentes grupos armados. Os homens costumam se sentir ameaçados pela guerra e ficam em casa, mas as mulheres precisam ir buscar água ou comida. Em muitos casos, serão as primeiras a serem atacadas, especialmente quando não há um exército profissional que proteja a população civil.

IPS: O que faz a Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc) para proteger as mulheres?
MW: A Monuc teve que ajustar suas operações devido às condições reinantes no país. Tem patrulhas especiais para escoltar as mulheres aos centros de saúde e ao mercado.

IPS: O governo e a ONU discutem sobre a retirada da Monuc. O que acontecerá se sair agora?
MW: É preocupante. Várias partes do país estão instáveis e a ONU facilita a logística para muitas organizações não governamentais que dependem dela. Ocorre que o governo deseja mostrar que pode proteger seu território. Tem a ver com a discussão sobre a independência.

IPS: O que sente quando ouve que soldados da Monuc cometem atrocidades?
MW: Só um caso já é muito. Destroi nossa confiança na capacidade da ONU de conseguir grandes projetos.

IPS: Crítica-se a ONU por ser burocrática e inflexível. A senhora concorda?
MW: Toda grande organização é passível de receber essa crítica. Porém, basicamente, há muita esperança e confiança na ONU, e a energia e paixão que gera é muito útil.

IPS: O Conselho de Segurança prometeu dar mais atenção à violência contra as mulheres. Em quais países deve se concentrar mais?
MW: Certamente na RDC. Também na região sudanesa de Darfur e vários países africanos. Também nos concentraremos na Libéria, onde o conflito deixou uma sociedade violenta e a violação é um crime comum. Não podemos estar em todos os países com conflitos, e nos ajustaremos à agenda do Conselho de Segurança. Não é um problema exclusivo da África.

IPS: O que o pessoal da ONU pode fazer no terreno?
MW: Nossa equipe de especialistas legais pode ajudar um país a ter legislação moderna. A impunidade é a base do problema. As mulheres devem suportar a culpa e os homens nada. Devemos entender como se cria essa cultura e como se converte em arma de guerra e depois poderemos detê-la.

IPS/Envolverde FOTO Crédito: UN Photo/Mark Garten Legenda:
Margot Wallström, representante especial para violência sexual em conflitos armados do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Economia - Até dia 30 de junho....para trabalhar!

CONTRATAÇÃO: Coordenador de Socioeconomia (até dia 30/06)

Conservação Internacional - CI, em Belém-PA.

A Conservação Internacional está recrutando um Coordenador em Socioeconomia para desenvolver atividades técnicas relacionadas ao Programa Amazônia, lotado em Belém - PA.

São responsabilidades do especialista:

- Coordenar a realização de diagnóstico e mapeamento das estratégias socioeconômicas e dos mecanismos econômico-financeiros regionais passíveis de serem utilizados para garantir a sustentabilidade das áreas protegidas prioritárias da CI-Brasil;

- Desenvolver e promover instrumentos econômicos e financeiros regionais visando o aperfeiçoamento de políticas de conservação de biodiversidade e de recursos naturais visando o desenvolvimento sustentável em áreas prioritárias;
- Conceber, planejar e promover a inserção de variáveis socioeconômicas e de desenvolvimento sustentável nos planejamentos do Programa Amazônia em interação com as estratégias nacionais;
- Coordenar a elaboração de diagnósticos socioeconômicos nas áreas consideradas estratégicas para a CI-Brasil; e
- Apoiar os estudos de viabilidade técnica e econômica, e seus desdobramentos nas áreas estratégicas.


O perfil desejado inclui:

- Ser graduado em Economia, Administração ou áreas afins, e possuir pós-graduação; - Experiência anterior na coordenação de atividades de campo visando o desenvolvimento e a implementação de estratégias de economia e conservação, como por exemplo planos de negócio, estudos de viabilidade econômica e financeira, elaboração e análise de projetos de desenvolvimento regional, implantação de PSA e etc.;
 - Experiência na articulação com parceiros na aplicabilidade local das estratégias elaboradas;
- Conhecimento básico de informática;
- Fluência oral e escrita em inglês; - Disponibilidade para viagens;
- Registro no Conselho Profissional.

A organização oferece:

- Salário compatível com o cargo e funções;
- Plano de saúde subsidiado para o candidato e seus familiares;
- Plano de Previdência Privada subsidiado; e
- Ótimo ambiente de trabalho.

Local de Trabalho: Escritório da Conservação Internacional em Belém.

Enviar currículo para o e-mail rh@conservacao.org até 30 de junho de 2010.

No campo ‘assunto’ (subject) informar ‘Candidato(a) em Socioeconomia.’

OBS: Não serão analisados currículos encaminhados sem pretensão salarial ou após a data limite acima.

Processo seletivo: Análise de currículo e entrevista.

Meio Ambiente - A rainha do desmatamento escapa da justiça

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) conseguiu uma nova liminar na Justiça, notificada ao Ibama em Brasília na última terça-feira, que suspende provisoriamente a multa de R$ 120 mil contra ela por desmatamento cometido no Tocantins sem autorização.

Reportagem da Folha do dia 18 revelou que a presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) será uma das beneficiadas pelas alterações no Código Florestal caso o projeto, que tramita no Congresso, seja aprovado como está.

A proposta, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), anistia todos os produtores rurais com irregularidades flagradas até o dia 22 de julho de 2008 nos crimes contra reservas legais, áreas de preservação permanente e desmatamentos sem autorização.

Em carta enviada à Folha, a senadora questionou a reportagem afirmando que a multa tinha sido liminarmente suspensa. Segundo Kátia Abreu, a multa aplicada pelo Ibama refere-se a uma área em Tocantins que ela já teria vendido.

A congressista afirmou que, quando foi notificada, não se tratava de "crime ambiental", mas "infração administrativa". A multa contestada não é transferível. Ao se defender no processo em trâmite no instituto, a senadora admitiu ter praticado desmatamento.

Ela disse que, em razão da demora das autoridades ambientais em dar a autorização, e com o final do "período chuvoso" na região, começou a desmatar. Quando procurada antes da publicação da reportagem, a senadora havia dito, em entrevista gravada, que fora multada e respondia à autuação.

Não citou que havia obtido nova liminar, por estar, segundo sua assessoria de imprensa, "com mil coisas na cabeça". A liminar citada pela senadora na carta só foi recebida pelo Ibama na última terça. O órgão informou que vai recorrer novamente.

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sucessão - No Pará as últimas horas para fechar o leilão

Um verdadeiro leilão opera nos bastidores da política paraense.

Quem oferece mais pela vaga do Senado Federal, pela chapa Jatene, como Vice ou vaga no senado.

Quebram-se todos os paradigmas de alianças históricas. Reaproximam-se inimigos figadais e se prometem amor eterno. Não existe esquerda nem direita. Pelos escassos minutos de horário gratuito na TV, se vão anéis e dedos, nada fica.

Os preciosos minutos de TV importam mais do que os coitados eleitores pensem. Tudo se explica em um minuto de palhaçada na TV.

Santa Maria vira demônio e o diabo um verdadeiro anjo.

30 de junho é o “dateline”. Até lá todos são príncipes e princesas. É jogo de marcas cartadas. Mas, tem um estica e encolhe.

Na mesa: a cabeça do Flexa, pela face da candidata do DEM, que aliais está disposta a tudo para pegar uma boa vaga. Só será oficializada nos 45' do segundo tempo.

Até aliança com o PT ficaria bom e aproveita de morder alguns votos do próprio Paulo Rocha e do Jader.

Os intocáveis: Jader e Paulo Rocha.

O grande "Santo" e fiel da balança, nos descontos do desempate final: o ex médico oftalmologista, atual Prefeito de Belém, Duciomar Costa, de quem nem se fala sobre seu passado de advogado que nunca concluiu seu curso e. ainda asim, exerceu como médico.

Até dia 30 quando o jogo começa pra valer!