quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mitos da austeridade

PAUL KRUGMAN – O GLOBO

Quando eu era jovem e ingênuo, acreditava que pessoas importantes tomavam decisões baseadas em cuidadosa consideração das opções. Sei mais hoje. Muito do que as pessoas sérias acreditam se baseia em preconceito, não em análise.

E esses preconceitos são sujeitos a manias e modas. O que me traz ao assunto desta coluna. Nos últimos meses, temos assistido, com espanto e horror, à emergência em círculos políticos de um consenso em favor de imediata austeridade fiscal. Isto é, de alguma forma tornou-se senso comum que agora é tempo de cortar gastos, apesar de as principais economias mundiais permanecerem profundamente deprimidas. Esse senso comum não se baseia em evidência ou análise cuidadosa.

Em vez disso, repousa no que poderíamos caridosamente chamar de completa especulação, e menos caridosamente, de fábula na imaginação da elite política — especificamente, na crença no que passei a chamar de “vigilante invisível de títulos” e de “confiança imaginária”. Os vigilantes de títulos são investidores que tiram da tomada governos que percebem ser incapazes de pagar suas dívidas.

Não há mais dúvida de que países podem entrar em crise de confiança (veja a Grécia). Mas o que os advogados da austeridade argumentam é que: a) os vigilantes de títulos estão para atacar os EUA, e b) gastar qualquer coisa a mais em estímulo à economia vai fazer com que ataquem.

Que razão temos para acreditar que algo disso seja verdadeiro? Sim, os EUA têm problemas orçamentários de longo prazo, mas o que fizermos para estimular a economia nos próximos dois anos não terá quase impacto sobre nossa capacidade de lidar com esse problema. Conforme Douglas Elmendorf, diretor do Escritório Orçamentário do Congresso, disse recentemente, “não há contradição intrínseca entre prover estímulo adicional hoje, enquanto o desemprego é elevado e muitas fábricas e escritórios estão subutilizados, e adotar restrições fiscais vários anos mais tarde, quando a produção e o emprego estiverem provavelmente perto de seu potencial”.

Apesar de tudo, quase a cada mês somos informados que os vigilantes dos títulos chegaram e que precisamos impor austeridade agora, agora e agora, para aplacá-los. Há três meses, uma leve alta nos juros de longo prazo foi recebida com algo próximo da histeria: “Temor sobre dívida faz juros subirem”, foi a manchete do “Wall Street Journal”, embora não houvesse prova real de tais preocupações, e Alan Greenspan tenha considerado a alta um “canário na mina”.

Desde então, os juros de longo prazo caíram. Longe de fugirem dos títulos da dívida americana, os investidores evidentemente os veem como a aposta mais segura numa economia cambaleante. Ainda assim, os defensores da austeridade continuam garantindo que os vigilantes dos títulos vão atacar a qualquer momento se não cortarmos os gastos imediatamente. Mas não se preocupe: corte de gastos pode doer, mas a confiança imaginária levará a dor embora. “A ideia de que medidas de austeridade possam provocar estagnação é incorreta”, disse Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, recentemente. Por quê? Porque “medidas que aumentem a confiança vão ajudar, e não pre judicar, a recuperação da economia”.

Qual é a base para a crença de que a contração fiscal é de fato expansionista porque aumenta a confiança? (Por falar nisso, esta é precisamente a doutrina exposta por Herbert Hoover, em 1932.) Bem, houve casos históricos de cortes de gastos e aumento de impostos seguidos de crescimento econômico. Mas, tanto quanto eu possa afirmar, cada um desses exemplos prova, num exame mais cuidadoso, que os efeitos negativos da austeridade foram ofuscados por outros fatores, de pouca relevância hoje. Por exemplo, a era de austeridade com crescimento na Irlanda, nos anos 80, dependeu de uma drástica inversão de déficit para superávit comercial, estratégia que não pode ser adotada por todos ao mesmo tempo.

Os atuais exemplos de austeridade são tudo, menos encorajadores. A Irlanda foi um bom soldado nesta crise, implementando cortes de gastos selvagens. Sua recompensa foi um tombo em nível de Depressão — e os mercados financeiros continuam a tratar o caso como um sério risco de calote. Outros bons soldados, como Letônia e Estônia, foram ainda mais longe nas medidas restritivas — e, acredite ou não, sofreram tombos maiores em produção e emprego do que a Islândia, que foi forçada, pela escala de sua crise, a adotar medidas menos ortodoxas. Desta forma, da próxima vez que você ouvir pessoas sérias explicando a necessidade de austeridade fiscal, tente analisar seu argumento.

Quase certamente, descobrirá que o que soa como realismo repousa numa fantasia, na crença de que os vigilantes invisíveis vão nos punir se formos maus e a confiança imaginária vai nos recompensar se formos bons. E a política do mundo real — que prejudicará as vidas de milhões de famílias de trabalhadores — está sendo feita sobre essa fundação. Somos advertidos que os “vigilantes invisíveis de títulos” preparam ataque aos EUA

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eleições 2010 - Pará - Agenda dos candidatos ao Governo do Estado, Quarta feira 28

Agenda dos candidatos para esta quarta-feira

Domingos Juvenil (PMDB)
Reúne-se com a assessoria de campanha durante o dia , à noite, participa de carreata e comício na cidade de Castanhal.

Fernando Carneiro (PSOL)
Às 9h, caminhada no bairro do Jurunas, em Belém. À noite, às 20h o candidato vai prestigiar as eliminatórias do II Festival de Música Popular Paraense, em Belém.

Ana Júlia (Coligação Frente Popular Acelera Pará/ PT, PTB, PR, PP, PSC, PHS, PTN, PT do B e PTC, por PDT, PSB, PC do B, PRB e PV)
À partir de 9 horas, caminhada pelo bairro da Terra Firme. No final da tarde, às 17horas, Ana Júlia vai ao bairro de Canudos.

Simão Jatene (coligação Juntos com o Povo/ PPS, PMN, PRP, PSDC e PRTB)
Pela manhã, participa de reuniões com líderes políticos de Bragança e Castanhal. À tarde, reúne-se com onze pastores de diferentes denominações evangélicas. às 18:28:00 Postado por RS 0 comentários

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Eleições 2010 - Veja a Campanha à presidência do Brasil - Aguardem, em outras postagens seguem as campanhas do Pará.

Dilma Rousseff (PT) Coladinhos os dois que estão na frente José Serra (PSDB). Marina Silva (PV)

Esporte - Parabens pela indicação do Ganso

O Prédio onde Ganso Mora, em Belém. Bonita vista.




domingo, 25 de julho de 2010

Internacional - Diga ao Fidel que o amo.....Diego (Maradona)


O Treinador do futebol da Argentina , Diego Armando Maradona, enviou Seu amigo Uma Mensagem ao e líder cubano Fidel Castro, dizendo que Ele ama "e "amor" para ver ao visitar Cuba MÊS VOCÊ los um, ou um sábado, informou DECISÃO Neste site
Cubadebate.

"Eu diga ou amor Fidel ", em Maradona SUA Mensagem postada Chamou Através do portal digital ou não Qual o ex-presidente cubano cerca de 84 anos e é em julho capaz de fazer aposentou 2006 Uma Doença , artigos de Publicou notícias.

Maradona, que enfrentam o tratamento Uma visita à Venezuela do presidente Hugo Chávez " vai viajar para Havana, em 30 dias e , obviamente, gostariam de ver Fidel ", ou portal. Durante Uma quinta - feira com Chávez Reunião Palácio de Miraflores , ou o ídolo argentino que Tinha visto Disse nd Televisão Castro Muito lúcido, Muito Bem eles ou contra quem você American Quereme morto Quereme ver o quê. " Ou isso ou Jogador acrescentou o líder Cuba " está vivo e me encarar Muito bem . "


Veja Uma Matéria completa no " El Mercurio "do Chile

 Aqui

Economia - Pará, produção mineral dobra em dois anos, mas sem valor agregado

O  Pará segue sendo uma economia exportadora de matéria prima, assim tem sido desde o Século IX, nada mudou, só matéria prima sem valor agregado, sem internalizar os lucros das exportações dos recursos naturais.

Ainda se pensa que os recursos naturais são infinitos e não esgotáveis e que dependem do mercado, isso é economia neoclassica, que privelegia a análise de mercado no seu processo produtivo.
A pergunta é quem paga os efeitos e externalidades negativas da exploração dos recursos?.

Veja a matéria do Diário do Pará.

A produção mineral do Pará alcançou no ano passado o valor geral de comercialização de R$ 11,656 bilhões. Na comparação com o ano anterior, houve um ligeiro decréscimo, da ordem de 5,95%. Em 2008, o valor geral de comercialização alcançara a casa R$ 12,394 bilhões, de acordo com dados fornecidos pelo Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.


Em 2008, ano da crise financeira global, as vendas não foram afetadas porque estavam em vigor os contratos de fornecimento firmados com antecedência. O efeito da crise se fez sentir no ano seguinte, com a queda observada no valor de comercialização das nossas commodities minerais. Esta é a explicação fornecida pelos técnicos do DNPM para o recuo de quase 6% observado no movimento financeiro de 2009.


Do total comercializado pelo Estado do Pará no ano passado, a maior parte – R$ 8,056 bilhões, o equivalente a 69% –, corresponde ao minério de ferro. Outros dois minerais com participação expressiva na receita do setor são a bauxita, com receita de R$ 1,361 bilhão (12% do total), e o cobre, cujo valor de comercialização alcançou R$ 1,069 (9%). O levantamento do DNPM mostra que os três produtos – ferro, bauxita e cobre – respondem, somados, por 90% do valor gerado pela comercialização de minérios em 2009.


De acordo com o economista André Luiz Santana, da Superintendência local do DNPM, o valor da produção mineral paraense quase que duplicou em apenas cinco anos, considerando-se o período de 2005 a 2009. Mantendo trajetória ascendente, ele saiu de R$ 6,553 bilhões em 2005 para R$ 7,724 bilhões em 2006 e chegou a R$ 8,301 bilhões em 2007. Em 2008, mesmo com a crise econômica mundial pelo meio, o valor da produção mineral do Pará alcançou o recorde histórico de R$ 12,394 bilhões.

Veja a matéria completa no Diário do Pará. AQUI

Gostaria que o nosso amigo andré fosse menos ufanista com relação à economia paraense. Ele precisa ler algo sobre a teoria da Maldição dos Recursos. Cómo transformar os Recursos Naturais em uma Bênção em vez de uma Maldição.

Recomendo!

Muitos países ricos em recursos naturais exploram e desperdiçam esses bens para enriquecer uma minoria enquanto a corrupção e o má administração empobrecem a maioria da população.

Romper este padrão é difícil. Devido à riqueza de recursos naturais, tais países não precisam tomar empréstimos de agências multilaterais, as quais insistem na transparência fiscal e em boas práticas orçamentárias.

As mais importantes democracias do mundo dependem da importação de petróleo, gás natural, ou minerais, e freqüentemente demonstram pouca disposição para utilizar pressões diplomáticas com o objetido de exigir melhores práticas fiscais dos países ricos em recursos naturais. Por sua vez, é pouco provável que as companhias de energia multinacionais, que dependem do bom relacionamento com os governos detentores de riquezas naturais para que possam continuar a extrair recursos, exijam desses governos uma boa gestão econômica.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Qualidade de vida - Informe PNUD revela Índices de Desenvolvimento Humano dos países da América Latina e o Caribe




Meio ambiente - Satélite aponta redução de 47% no desmate da Amazônia

Dados de satélite sinalizam que o desmatamento na Amazônia pode ter uma redução grande neste ano. Entre agosto de 2009 e maio de 2010, 1.567 km2 foram desmatados – uma redução de 47% em comparação com o período 2008/2009 (2.960 km2).

Esses números do Deter, o sistema de detecção em tempo real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), porém, não são completos. Têm de ser confirmados pelo Prodes, o sistema mais preciso usado pelos pesquisadores do instituto.

Por não ser em tempo real, porém, o Prodes não aponta com agilidade novos focos de desmatamento para o Ibama. Ainda tem dados de 2010. O Deter, mesmo sendo ágil, sofre com a cobertura de nuvens (o Prodes fotografa só durante a seca), que varia mês a mês, barrando a visão dos satélites e tornando difícil estabelecer boas tendências de desmatamento. Nos últimos meses, Estados campeões de desmate, como o Pará, estavam encobertos.

Os números acima também não incluem junho e julho, em que tradicionalmente se desmata muito. Além disso, há um limitação de resolução do Deter, que só identifica desmates maiores do que 25 hectares (o Prodes vê áreas de até seis). Segundo Dalton Valeriano, que coordena os dois programas dentro do Inpe, como a proporção de desmatamentos grandes está diminuindo na Amazônia, é natural que os números do Deter encolham. Afirmar que o país está desmatando menos ainda é mera “especulação”, diz. “Hoje, o desmatamento pequeno representa até 60% do total. É muito mais fácil fiscalizar os grandes.” Em 2009, o Deter apontou cerca de 3 mil km2 de desmatamento na Amazônia. O Prodes encontrou 7.500 km2.

(Fonte: Ricardo Mioto/ Folha.com)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Economia - Como combatir a inflação sem produzir efeitos perversos...

Combate à inflação

(*) Amir Khair

O debate sobre cenário inflacionário deste ano está polarizado entre os que acham que a inflação vai subir devido ao superaquecimento da demanda e os que atribuem pressão inflacionária atípica por fatores estranhos à demanda no primeiro trimestre. Parece que a razão pende cada vez mais para a tese da atipicidade e, assim, as elevações da Selic não se justificariam, e os R$ 15 bilhões a serem gastos com a elevação da Selic neste ano seriam pagos indevidamente pelos contribuintes. Vamos aguardar. Desde 1945 até 1980 a inflação média anual medida pelo IGP-DI e IPC-Fipe foi de 31,7% e só em três anos ficou abaixo de 10%.

Entre 1983 e 1994, esteve acima de 100%, com média anual ao nível de 600%. O auge foi em 1993 com 2400%, ou 1% ao dia! O Plano Real, a partir de julho de 1994, sustou o processo inflacionário. Decorridos 16 anos, a inflação média anual caiu para 9,1% de 1995 a 2002 e 5,7% de 2003 a 2010, admitindo as previsões deste ano. São níveis compatíveis com os países emergentes, mas acima dos desenvolvidos, com 2%. Importa reduzir mais ainda nossa inflação.

Todos saem ganhando, especialmente a população de baixa renda. Com o avanço da globalização a concorrência aumentou e impôs redução na inflação dos países emergentes. Na década de 80 a média anual foi de 37%, na de 90 de 17% e de 2001 a 2009 de 7%. Em economias abertas a empresa não consegue impor seu preço ao mercado, à exceção dos monopólios, como no caso do minério de ferro no País. Nesses casos é necessário o controle de preços para não elevar a inflação e contaminar a economia. Isso ainda não está ocorrendo na forma desejável no Brasil.

No interesse geral, a forma de combate à inflação merece ser mais debatida. Fora o controle de preços sobre os monopólios, eis algumas questões para reflexão: 1) responsabilidade pela inflação; 2) inflação que independe do Banco Central (BC); 3) influência do crescimento na inflação; 4) a relação Selic e inflação.

1) Responsabilidade pela inflação – se for só do BC, ele deve dispor de todos os instrumentos para isso: possuir independência formal, influir sobre a demanda (das famílias e do governo), os meios de pagamento, o depósito compulsório e o câmbio.

Nessa hipótese ocorre a predominância da política monetária sobre a fiscal e o nível de despesas do governo fica dependente da orientação do BC. Se a responsabilidade for do governo, o BC atuaria como integrante da formulação e do processo decisional da equipe econômica. Entre essas opções, creio que a política econômica perde eficácia quando não são integradas as decisões que afetam as principais variáveis macroeconômicas, pois há forte inter-relação entre elas. Caso contrário, corre-se o risco de formar, em ocasiões críticas, um verdadeiro cabo de guerra, onde a política fiscal puxa para um lado e a monetária para o outro.

2) Inflação que independe do BC – preços de alimentos, commodities, preços administrados, preços internacionais, oferta de crédito, massa salarial, etc. Representam mais de 70% no peso da inflação, reduzindo a eficácia da política monetária e tornando precárias suas projeções de inflação. Assim, deixar o controle inflacionário à exclusiva responsabilidade do BC não parece ser a melhor estratégia. Isso reforça a opção de se usar políticas econômicas integradas, sob responsabilidade do governo, para permitir resultados mais efetivos de redução da inflação.

3) Influência do crescimento na inflação – várias análises defendem a oposição entre crescimento e inflação. Se ocorre crescimento forte da produção, acendem as luzes vermelhas do BC, que eleva os juros. Deveria ser o contrário, pois mais produção significa maior oferta de bens e serviços, pressionando os preços para baixo. Se o crescimento vem puxado pela expansão da demanda, essas análises usam como argumento para contê-la, a elevação dos juros, usando como justificativa velhos conceitos, como produto potencial, taxa de juros de equilíbrio, taxa mínima de desemprego e nível máximo de utilização da capacidade instalada. O pressuposto desses conceitos é que o atendimento à demanda é feito exclusivamente pelas empresas locais, sem contribuição da importação. Assim, perdem significado, especialmente em contexto de forte oferta internacional, como agora.
A partir de 2004, quando a economia pode experimentar níveis maiores de crescimento a inflação ficou sempre abaixo de 7%, com média de 5,1%. A lógica parece estar no fato de ocorrer redução na participação dos custos fixos nas empresas quando há maior produção. Ou seja, para uma mesma margem de lucro, é possível adotar preços mais baixos. Por outro lado, inflação baixa eleva o poder aquisitivo, ampliando a demanda e o crescimento. Assim, não parece haver conflito entre crescimento econômico mais robusto e inflação, e a política econômica adequada seria de estímulo à produção (ampliação da oferta) como melhor arma para o controle inflacionário.

4) A relação Selic e inflação – o uso da Selic como principal instrumento de controle inflacionário pelo BC é problemático. Seu nível historicamente elevado atua como desestímulo à oferta, sem afetar a demanda das famílias e aumenta a demanda do governo. O desestímulo à oferta ocorre pela decisão empresarial de preferir aplicar seus recursos em títulos federais, com bons lucros, sem risco e liquidez imediata, ao invés de arriscar em investimentos na produção.
A Selic não afeta a demanda das famílias, pois as taxas de juros ao consumidor se descolaram dela e o comércio soube adequar as prestações ao alcance do bolso do consumidor. A elevação da Selic aumenta as despesas do governo federal com juros, ou seja, aumenta a demanda do governo. Pode-se argumentar que a Selic cumpriria o papel de orientar as expectativas dos agentes econômicos. Não parece, pois o BC ao sinalizar a possibilidade de elevação da inflação para daqui a doze meses, os consumidores podem antecipar compras e as empresas remarcar preços.

Finalmente poder-se-ia argumentar que a Selic por ser elevada, atrai dólares na busca de ganhos fáceis pelo investidor estrangeiro e com isso aprecia o real, reduzindo os preços dos produtos importados (âncora cambial). Ocorre que essas aplicações especulativas de estrangeiros têm dupla mão: entra X e sai X mais os juros, ou seja, acaba saindo mais dólares do que entrou, o que leva à depreciação do real, causando inflação no médio prazo. Além disso, há dano ao País, pois o BC cria uma bomba de sucção de recursos públicos para o exterior. Diante disso tudo, o que fazer?

Seguem algumas sugestões.

1) A meta de inflação deve ser definida para horizontes de doze meses e não por ano, como é hoje, e a responsabilidade por cumpri-la é do governo (equipe econômica e BC).

2) Ampliar as políticas de estímulo (fiscais e creditícios) à produção industrial e agropecuária para aumentar a oferta.

3) Reduzir o preço ex-refinaria, margens de distribuição e eliminação da CIDE para o óleo diesel e isenção/redução de pedágio para transporte de carga. Isso rebaixa custos de locomoção e de fretes

4) Estimular a criação de centros de abastecimento para comercialização direta entre produtores e consumidores de produtos agrícolas. Existem experiências exitosas em prefeituras.

5) Criar programa permanente de orientação aos consumidores via internet e mídia para facilitar decisões de compras a preços mais acessíveis.

6) Controlar os preços dos monopólios.

7) Reduzir/eliminar a tributação sobre produtos e serviços de consumo popular.

8) Usar alíquotas/quotas para importação e exportação em casos de majorações indevidas de preços internos. Exemplo: minério de ferro.

 9) Reduzir a Selic ao nível internacional e controlar a oferta de crédito ao consumo via ajuste nos depósitos compulsórios e/ou alteração na relação capital sobre empréstimos às instituições do setor financeiro.

10) Apresentar relatórios bimestrais sobre as ações adotadas para o controle inflacionário e seus resultados. Finalmente é sempre bom ressaltar o peso sobre a demanda das despesas com juros, que atingiu nos últimos doze meses encerrados em maio R$ 179,4 bilhões ou 5,42% do PIB! A taxa básica de juros atual, excluída a inflação é de 5,2%, mais do dobro do segundo colocado com taxa mais alta que é a China com 2,4%. Enquanto não for resolvida essa anomalia será impossível por em ordem as finanças públicas e o desenvolvimento de forma sustentada.

O País não pode se dar ao luxo de desperdiçar 5,4% do seu PIB com taxas anormais de juros. Creio que esse será um dos principais desafios imediatos do próximo governo. Usando um conjunto amplo e integrado de ações, a possibilidade de sucesso na redução da inflação é superior ao uso duvidoso e exclusivo da Selic.

(*) Estadão

Eleições 2010 - Marina a menos estatizante

Candidata faz hoje sua primeira apresentação ao mercado financeiro internacional
Valor Eonômico online
Alex Ribeiro, de Nova York
22/07/2010

A candidata a Presidência pelo PV, Marina Silva, tentará mostrar hoje em Wall Street, na sua primeira apresentação aos mercados financeiros internacionais, que defende ideias econômicas diferentes dos seus dois principais adversários, José Serra e Dilma Rousseff.

Em evento organizado pela Bovespa BM&F, Marina irá se colocar como a candidata mais confiável quando o tema são três pilares macroeconômicos básicos, representado pelo câmbio flutuante, metas de inflação e superávits primários.

Também se apresentará como defensora de políticas favoráveis ao crescimento sustentado de longo prazo da economia. Vai defender mais livre mercado e menos governo, em contraponto ao suposto estatismo de Dilma, e lançar uma nova agenda microeconômica. Até agora, Marina vinha basicamente defendendo o chamado tripé da política econômica. Com esse discurso, era capaz de transmir confiança aos mercados financeiros, mas não conseguia se destacar muito de Serra e Dilma, que vão na mesma linha. A audiência não será das maiores.

Cerca de 150 investidores brasileiros e estrangeiros confirmaram a presença no evento da Bovespa BM&F, o que representa apenas um quatro dos presentes em apresentação semelhante de Dilma, em fins de maio. Marina e seus assessores econômicos não tiveram encontros individuais com o mercado, ao contrário dos auxiliares de Dilma, que cumpriram uma agenda paralela em Wall Street.

"Viemos aqui para mostrar que a Marina não é só uma líder ambiental", afirmou o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos autores do programa econômico de Marina, que ajudou a escrever o discurso que será feito hoje. Há dúvidas sobre qual será o poder de Giannetti num eventual governo Marina, já que ele insiste que não irá assumir cargos em Brasília. "Não consigo nem controlar as contas de casa", disse, em entrevista ao Valor.

Outros economistas com visões diferentes, como Paulo Sandroni, também trabalham no programa de governo - e podem assumir funções importantes. Pelo menos ontem, porém, Marina fez questão de prestigiar Giannetti como um interlocutor central em questões econômicas. "Quem fala sobre juros é o Giannetti", afirmou, durante a inauguração de um comitê domiciliar quando jornalistas pediram que comentasse a decisão sobre juros que o Banco Central tomaria algumas horas depois. Giannetti, depois de hesitar um pouco para começar a falar, mostrando desconforto com o papel, defendeu o BC.

"O BC pode ter exagerado aqui e ali no ajuste fino, mas sempre acertou a direção da política monetária." Ao Valor, Giannetti disse que Marina irá mostrar hoje a Wall Street que é mais confiável que Serra e Dilma quando o tema são os pilares macro. "Rejeitamos o artificialismo monetário e cambial, a ideia de que a ação voluntarista de um presidente possa atropelar a independência do BC", disse, referindo-se a uma das fragilidades de Serra aos olhos do mercado, já que ele é um crítico das políticas monetária e cambial. "Vemos também com certa preocupação a tendência estatizante desse último ano do governo Lula, que está muito identificado com a candidatura Dilma."

O mercado vê riscos na política fiscal de Dilma. Quando o assunto é a política monetária contemporânea, Giannetti está no grupo dos mais conservadores. Ele não concorda, por exemplo, com a leitura recente do mercado financeiro de que a inflação preocupa menos, depois que saíram dados que mostram fraca atividade econômica.

"O BC não pode basear as suas decisões nos dados de apenas um mês, que estão sujeitos a sazonalidades e influências de eventos como a Copa do Mundo", afirmou. "Estão usando essa oportunidade para forçar o BC a subir menos os juros." Giannetti vê o BC subindo os juros por vários meses, enquanto o mercado começa a apostar que a última alta simbólica será no proximo encontro, em setembro. Marina, no seu discurso, vai se vender a Wall Street como a candidata que pode fazer mais para garantir o crescimento sustentado da economia no longo prazo.

Giannetti afirma que, hoje, o Brasil cresce a taxas superiores a 7% apenas porque está numa recuperação cíclica. Ou seja, durante a crise, a economia cresceu pouco, e agora está como que recuperando o tempo perdido, ocupando a capacidade ociosa de produção. "Daqui a pouco vamos bater no nosso limite de crescimento", afirmou, referindo ao Produto Interno Bruto (PIB) potencial da economia, ou seja, o limite máximo de crescimento que não causa problemas como inflação e déficits externos insustentáveis. Segundo o economista, é muito difícil determinar qual é o PIB potencial, "mas esse número está mais perto de 4,5% do que de 7%".

Para crescer mais, afirma, serão necessárias algumas reformas. A tributária, afirma, será fundamental para que o governo, que arrecada o equivalente a 36% do PIB e toma emprestado outros 3% por meio de seu déficit nominal, deixe espaço para o setor privado crescer. A reforma fiscal, afirma, também abriria espaço para mais investimentos privados. "Precisamos terminar essa história de economia em marcha forçada", afirma Giannetti, referindo-se à política adotada pelo regime militar nos anos 1970, com o Estado forte puxando a economia.

Outra frente para aumentar o crescimento potencial, afirma, são reformas microeconômicas como no mercado de trabalho e no campo regulatório para infraestrutura. Essa é uma agenda, segundo o assessor economico de Marina, que foi adotada no principio do governo Lula, mas depois abandonada. Outros temas, como educação e meio ambiente, também vão integrar o discurso.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Curiosidades - Para bandido ou assassino famoso sobram advogados defensores, agora, para o pobre....

O ministro Hamilton Carvalhido, presidente interino do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou habeas corpus ao goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, à Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, ex-mulher do jogador, e a Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

A decisão foi tomada na última sexta-feira, e ainda não foi publicada no Diário Oficial da União. O pedido foi impetrado pelo advogado Marcos Rogério Baptista, inscrito na OAB do Pará. Na inicial, o advogado - que não representa os três presos - baseou-se apenas em recortes de jornais para pedir a soltura dos presos.

Além disso, o goleiro foi identificado apenas como Bruno. Dayanne e Macarrão tiveram apenas parte do nome citados. Esta é a segunda vez no Caso Bruno em que o autor de um pedido de habeas não é o advogado constituído nos autos.

No último dia 14, o militar aposentado João Carlos Augusto Melo Moreira, de 53 anos, enviou à Vara do Tribunal de Júri de Contagem, por e-mail um pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno. “Não existe a prova do crime.

O que existem são presunções”, disse o militar à reportagem, na ocasião. O pedido foi negado pela juíza Marixa Rodrigues, que alegou que o e-mail não tinha assinatura digital e que, por isso, não era possível comprovar a veracidade dos dados do autor do habeas corpus.

(Com informações do jornal Extra)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Vestibular e Educação, as melhores e piores escolas do Brasil

Veja o resultado do Enem 2009 Colégio Vértice teve o melhor desempenho no exame em 2009.

Escola na Zona Sul de São Paulo cobra mensalidade de R$ 2.756 ao mês.

Rede pública tem só duas escolas entre as 20 melhores do Enem 2009

Entre as 20 piores, 19 são estaduais e uma é municipal.

As escolas públicas bem colocadas são o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, no 7º lugar, e o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAP-Uerj), que funciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e ficou na 17ª posição.

Clique Aqui para visualizar o ranking das melhores e piores escolas(*) por estado.

(*)Os nomes das escolas foram publicados de acordo com o informado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)

Esquerda - Teses equivocadas sobre América Latina e o mundo (em espanhol)


Artigo de Emir Sader

Algumas teses equivocadas sobre a América Latina (e do mundo)

A atual crise marcou o fim do neoliberalismo , a hegemonia E.U. e levar até o fim do capitalismo.
"O grande erro dessa visão é considerada como um sistema modelo de hegemonia ou fins sociais , sem que seja recolhido e substituído por outro quando o Sul global, ou um outro bloco - propor alternativas e ser capaz de construí-los. O neoliberalismo não acabou, é moderado por níveis de apoio do Estado.

Pode e deve mudar o mundo sem tomar o poder .
"O projeto de transformação profunda da sociedade "fundo" , não levando à alteração das relações de poder não leva a um verdadeiro processo de transformação das sociedades latino-americanas . Em contrapartida, os movimentos sociais, tais como as forças bolivianas -social que transformou em uma força política , são os verdadeiros protagonistas dos processos de mudança no mundo.

O Estado nacional tornou-se elementos conservadores .
"Os governos progressistas da América Latina estão sendo vale a pena o Estado deve regular a economia , para induzir o crescimento econômico, para desenvolver políticas sociais, entre outras funções. governos neoliberais são aqueles que desprezam o Estado e suas funções se tornam mínimas, deixando espaço aberto para o mercado. processos de integração regional e as alianças nos países do Sul são também os Estados como atores essenciais.

A política se tornou irrelevante.
" afirmação falsa . Os governos latino-americanos progressistas resgatou o papel da política e do Estado. Se eles não tivessem feito isso, não poderia reagir como eles fazem para a crise.

Na nossa sociedade há milhões de " impróprios para o trabalho. "
"Esta declaração , original de Fernando Henrique Cardoso , procurou a justificação para os governos oligárquicos , que sempre governar apenas para uma parte da sociedade , excluindo os mais pobres, agora sob o pretexto de um suposto "desemprego tecnológico ", que dispensa grande parte do trabalhadores. Associado governos progressistas relançar o desenvolvimento económico com o aumento constante do emprego formal eo aumento do poder de compra dos salários.

Os movimentos sociais devem manter sua autonomia em relação à política .
" Os movimentos sociais que respondem a essa visão vai abandonar a luta para a construção de hegemonias alternativas , isolando , se não desaparecer da cena política, quando se deslocam a partir da fase de resistência à construção de alternativas. Lembre-se que os movimentos indígenas da Bolívia formaram um partido MAS- primárias e lutaram eleito seu líder como o presidente. Em outros países , os movimentos sociais que participam nos blocos de forças de apoio de governos progressistas para manter a sua autonomia , mas a participação directa na luta pela construção de uma nova hegemonia política.

Veja o artigo completo na Revista Punto Final, do Chile.

Aqui

sábado, 17 de julho de 2010

Cinema - Encontro explosivo, e coloque EXPLOSIVO sem mais nada

Comentário um....

A Fox desperdiçou U$ 117 milhões de dólares nesta tolice reciclada que não convence como ação nem como comédia romântica: apesar da sintonia entre a dupla central, não há humor e muito menos amor.
E se o objetivo do longa era ser uma sátira aos filmes de aventura a la James Bond, acaba cansando pela insistente repetição de carros explodindo, tiroteios onde os bandidos são péssimos de mira e o mocinho, mesmo desarmado, acaba matando todos os seus inimigos sem dificuldade.
Comparado com os fracos blockbusters que saíram em 2010 até agora, o filme fica acima da média. Se você nunca assistiu a “Missão Impossível”, “A Trilogia Bourne”, “True Lies” ou “Sr. & Sra Smith”, “Encontro Explosivo” pode parecer um pouco melhor. Desde, claro, que você ache engraçado ver gente caindo morta que nem mosca ou sendo atropelada ou jogada pelos ares. Por via das dúvidas, lembre-se de desligar o cérebro na entrada do cinema.

Comentário dois...

“Encontro Explosivo” era esperado como o retorno triunfal de Cruise ao topo das bilheterias norte-americanas depois das recepções mornas de “Missão Impossível III” (2006), “Leões e Cordeiros” (2007) e “Operação Valquíria” (2008). Mas o filme naufragou nos EUA (a bilheteria final não deve ultrapassar US$ 80 milhões) e tudo indica que o prestígio do astro está mais abalado do que ele imagina, depois das presepadas no programa da Oprah e as declarações polêmicas sobre a Cientologia.
Os produtores agora apostam no carisma dos protagonistas no mercado internacional. Aliás, este é o motivo dos atores terem participado de estreias mundo afora (inclusive no Brasil), o que costuma acontecer quando algo vai mal na terra do Tio Sam.
A produção caprichou nas locações internacionais (Áustria, Jamaica, Espanha, EUA), investiu em efeitos visuais, chamou um diretor razoável (James Mangold de “Johnny & June”) e escalou dois grandes astros, Tom Cruise e Cameron Diaz. Só esqueceu de um detalhe: o roteiro. O trabalho do estreante Patrick O’Neill (um ator figurante) é tão cheio de furos que mais parece um queijo suiço.

Veja mais em...

 Pipoca Moderna

TRAILER........

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Energia - O Brasil não teria competência técnica para explorar o Pre-Sal

Recebi de um especialista em meio ambiente, leitor do Blog.

Veja aqui.

Uns dias atrás, passei um dia com a equipe de reportagem da Newshour, da Public Broadcasting System dos EUA, discutindo a opção brasileira pelo Pré-Sal, considerando os riscos de perfuração a profundidade expostos pelo desastre ambiental do Deepwater Horizon no Golfo do México. Ontém, finalmente conseguiram colocar uma tampa no buraco no Golfo, mas ao que me parece, mudou a percepção do risco associado a este tipo de empreendimento para sempre.

O programa que foi ao ar no dia 01 de julho destaca os riscos de perforação off-shore em grande profundide, e questiona a capacidade do Brasil realizar este desafio sem acidentes semelhantes.


Assista a reportagem completa na Newshour Aqui

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Meio ambiente - Mudança climática

RICARDO YOUNG

As florestas e o clima

Honrado com o convite para assinar esta coluna semanal, começo minha participação com um tema polêmico, que preocupa todos os envolvidos com a causa ambiental. Pouco mais de seis meses atrás, em Copenhague, o mundo se reuniu para debater a construção de política global de combate às mudanças climáticas.

O Brasil se adiantou e chegou à COP 15 com uma das mais avançadas metas entre todos os participantes, a redução de emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% das emissões projetadas até 2020.

Estas metas se refletiram na promulgação da Lei de Mudanças Climáticas, no final de 2009, que, mesmo precisando de regulamentações, mostrou o reconhecimento do Estado de que há um problema, e seu compromisso em agir.

Agora, de forma açodada, um grupo de parlamentares em fim de mandato decide propor desastrosa reforma no Código Florestal. As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo estão afinadas com o que há de mais atrasado na gestão do território rural e na manutenção de serviços ambientais fundamentais.

Além disso, vai contra a capacidade do país de cumprir seus compromissos internacionais em relação às mudanças climáticas e à própria lei sancionada pelo presidente Lula. A proposta da Comissão Especial da Câmara praticamente revoga a legislação brasileira de combate às mudanças climáticas.

Eliminação de áreas de proteção permanente, redução de matas ciliares que preservam cursos d'água e nascentes e anistia a desmatadores contumazes vão comprometer ainda mais a capacidade do país em cumprir suas metas de redução de emissões.

E devemos ter em conta que o Brasil está entre os cinco maiores emissores de CO2 do mundo, um pouco mais que 50% desses gases têm origem no desmatamento e em atividades relacionadas ao uso do solo.

Por sorte, a proposta sobre o Código Florestal não deverá ir a plenário na Câmara neste ano. Vai pousar nas mesas dos futuros congressistas, que poderão retomar os debates e aprimorar a construção de uma lei que permita ao Brasil exercer sua legítima liderança global em segurança ambiental, além de estabelecer regras claras para as fundamentais atividades do agronegócio e da agricultura familiar, que garantem alimentos, riquezas e bioenergias para o Brasil.

Este é um dos muitos desafios que Câmara e Senado deverão enfrentar. Paira, ainda, sobre as cabeças e corações dos futuros legisladores a missão de fazer a reforma política, que tem na Lei da Ficha Limpa o elemento norteador, e regulamentar vários artigos da Lei de Mudanças Climáticas para estabelecer como o Brasil vai cumprir suas metas de emissões e levar o país a um futuro de desenvolvimento econômico e social justo.

RICARDO YOUNG passa a escrever às segundas-feiras nesta coluna.
Folha de São Paulo

Esportes - La Fúria española

domingo, 11 de julho de 2010

Aqui no Alto Paraíso, a Chapada dos Veadeiros

Fim de semana em Brasília? Prolongue sua viagem à Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso, GO.


Existem inúmeros passeios ecológicos e alternativos, todos voltados a viver a natureza de um vale místico e controvertido pela diversidade de pessoas, raças, nacionalidades e culturas existentes nessa região.

Alguns dizem que se cobrissem a cidade com uma lona, a cidade toda viraria um circo.

Visite uma cachoeira, composta por mais de 20 pequenas cachoeiras, todas elas com as águas mais geladas da região. Segundo se disse, essas cachoeiras têm de especial uma veia de cristal acima da qual correm as águas, daí sua baixa temperatura e sua agradável qualidade.

Comece sua visita na Pousada do Mirante, que Wilson lhe fornecerá dezenas de roteiros para seu fim de semana na Chapada.

Acesse o site da Pousada Mirante Aqui














sexta-feira, 9 de julho de 2010

Energia - Fundos de pensão garantem obra de Belo Monte

Funcef, Petrus e Previ terão cota de 27,5% no projeto de construção; participação é vital para obra de R$ 25 bi

Polêmica usina hidrelétrica no Pará é prioridade do governo; fundos questionaram rentabilidade de projeto

Os três principais fundos de pensão de empresas estatais do país decidiram participar do projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA).

Segundo a Folha apurou, Funcef e Petrus participarão diretamente da construção. A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, participa via Neonergia, empresa na qual é sócia da espanhola Iberdrola. A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, terá uma cota de 7,5% no projeto.

O Petrus, fundo da Petrobras, entrará com 10%. A Neoenergia terá uma fatia de 10%. Em 12 de junho, a Folha antecipou que os fundos negociavam participação entre 25,02% e 30,02% do projeto. Segundo um auxiliar direto do presidente Lula, a participação dos fundos viabiliza o projeto de construção da usina hidrelétrica que é uma prioridade do governo.

De acordo com o que a Folha apurou, houve intensa negociação técnica entre o Ministério das Minas e Energia, a Casa Civil e os fundos de pensão para chegar a um acordo. Os fundos questionavam a rentabilidade do projeto, orçado em R$ 25 bilhões. Como há participação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a entrada dos fundos na construção da usina será sobre uma parcela do valor total previsto para a obra. Nas palavras de um auxiliar direto do presidente, foi encontrado um acordo técnico que viabilizou um projeto de importância política para o governo no ano eleitoral.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi a mentora de Belo Monte quando ocupava a chefia da Casa Civil. Para o governo Lula, era uma questão de honra colocar de pé a construção de Belo Monte, criticada quando lançada. Alguns grupos empresariais, como as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa, boicotaram o projeto de Dilma nos bastidores. Com o apoio dos três principais fundos de pensão, Belo Monte ganhará fôlego para sair do papel.

MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA
KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Energia - Empresas engavetam os projetos de termelétricas

Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas

A prioridade do governo em leiloar usinas de energia alternativa ou de hidrelétricas tem feito com que projetos bilionários de termelétricas sejam engavetados ou revistos. A pressão das empresas tem sido forte, mas o posicionamento firme da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de deixar a energia térmica fora do planejamento dos próximos dez anos começa a afetar diretamente os planos estratégicos de investimentos de fundos de pensão e de empresas como MPX, do empresário Eike Batista, da portuguesa EDP e da novata Hidrotérmica, que tem o FI FGTS como sócio. A MPX e a EDP já têm investimentos de alguns bilhões em Pecém, mas agora têm que procurar alternativas, como a energia eólica.

Os fundos de pensão reunidos no FIP Energia PCH têm um projeto de 440 MW de térmica a carvão em que se pretende investir R$ 1,6 bilhão na região de Criciúma (SC). Sem perspectiva de leilão à vista, eles começam a negociar com autoprodutores e já pensam até mesmo em vender a energia no mercado livre. No Rio Grande do Sul, a Hidrotérmica comprou no mês passado um projeto de térmica a GNL de 1.600 MW, que está parado. Só para a usina seria necessário investir R$ 6 bilhões, mas o projeto servirá como base para a instalação de uma regaseificadora na região. "O RS não tem gás suficiente e a regaseificadora só se sustenta com a instalação da usina", diz Ronaldo Bolognesi, executivo da Hidrotérmica.

Tanto a Hidrotérmica quanto o fundo Energia PCH nasceram para investir em projetos de pequenas centrais hidrelétricas e tiveram que rever seus planos para o investimento em térmicas, pela dificuldade de licenciamento ambiental. Os dois agora tentam pressionar o governo para que seja feito um leilão regional, já que o próprio Operador Nacional do Sistema (ONS) já declarou que o Sul precisa de termelétricas para ter garantia de suprimento.

Para Maurício Tolmasquim, da EPE, a matriz energética ficou desequilibrada após o leilão de 2008 em que mais de 95% da energia vendida foi de usinas termelétricas, a maior parte movida a óleo combustível. Com a crise, passou a haver excedente de energia e em 2009 o governo apostou as fichas no leilão de eólica.

Neste ano, já foi leiloada Belo Monte e no dia 30 serão licitadas outras quatro hidrelétricas.

Está previsto também um leilão de energias alternativas. O governo espera ainda licenciar Teles Pires, que terá 1.800 MW. "No passado recente contratamos volumes expressivos de térmicas, mais do que o desejável, e agora vamos aproveitar que os licenciamentos de hidrelétricas estão andando", diz Tolmasquim.

Valor.

O trato elegante ao goleiro do Flamengo


Recebido na sala do Delegado, sem algemas, como uma verdadeira autoridade, o goleiro conversa sobre seu futuro com a autoridade.

A esposa, cúmplice do assassinato é conduzida algemadas, claro, é mulher.

Esses são alguns dos paradoxos da justiça, no Brasil.

A apelação do Bandido e suposto assassino para ficar no Rio foi intensa, mas não consiguiu e foi levado para MG.

Já com detenção temporária ou preventiva o goleiro não quer ir para Minas e deve ter solicitado à justiça para ficar no Rio e o primeiro pedido da justiça do Estado de MG já foi indeferido, assim ganha tempo.


Já em Minas Gerais vemos o Bruno algemado, com uniforme e sem a companhia do Delegado carioca de trato elegante.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PPp

Governo entrega Hospital Metropolitano a Sefer

De nada adiantou o alerta feito pela Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) à governadora Ana Júlia Carepa para que ela não entregasse o comando do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência à organização social Idesma, pertencente ao ex-deputado Luiz Sefer, condenado a 21 anos de prisão por abuso sexual contra uma menina de 9 anos.

Na edição do dia 5, anteontem, o Diário Oficial do Estado (DOE) traz portaria assinada pela secretária estadual de Saúde, Sílvia Comaru, anunciando que o Instituto de Saúde Santa Maria (Idesma) ganhou concorrência que disputava contra outras três entidades para gerenciar o hospital.Segundo o DOE, o Idesma ganhou disparado a concorrência, com 65 pontos, contra 18 pontos da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (Pró-Saúde), e outros 15 pontos da terceira colocada, a Associação Paraense da Divina Providência.

A organização Cruz Vermelha Brasileira foi desclassificada, porque segundo as regras da concorrência teria “protocolado o projeto técnico de gerência do Metropolitano às 14 horas, extrapolando o horário máximo permitido no edital de convocação pública nº. 01, de 5 de abril de 2010, de até as 12 horas do dia 17 de maio de 2010”.

Leia a Matéria no Blog da Reporter Aqui

Pará - Atlas do Pará reúne informações dos municípios, regiões e estado


Estudantes, pesquisadores e gestores já têm uma nova e completa fonte de informações sobre o Pará: o Atlas de Integração Regional do Estado.

A obra reúne dados sociais, econômicos, ambientais, institucionais e de infraestrutura dos 143 municípios paraenses. O Atlas é uma fonte de conhecimento e uma ferramenta de planejamento, ressaltou o secretário de Estado de Integração Regional, André Farias, no jantar de lançamento da obra, na última terça-feira (28), no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

O Atlas foi elaborado pela Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir) em parceria com a Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte). Exemplares serão distribuídos para bibliotecas, escolas, órgãos públicos e institutos de pesquisa. Trouxemos uma equipe de consultores da Universidade Federal do Pará (UFPA) para trabalhar conosco na elaboração do atlas e, hoje, ele é mais um instrumento de integração do Estado. O Pará não tem como crescer e se tornar forte sem conhecer e combater as suas desigualdades, frisou André Farias.

O secretário de Estado de Planejamento, José Júlio Lima, presente ao evento, disse que o atlas reflete em seu conteúdo o resultado de políticas públicas desenvolvidas nos territórios. Ele traz o raio-x do Pará, um Estado de dimensões continentais, rico em municípios e diversidade , destacou o presidente da Associação dos Municípios das Rodovias Transamazônica, Santarém-Cuiabá e Região Oeste do Pará (Amut) e prefeito de Uruará, Heraldo Pimenta.

O prefeito agradeceu pela parceria da Eletronorte para consolidar o atlas e outros projetos da Seir, como os Planos de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS), o repasse de patrulhas mecanizadas e combustível para as prefeituras recuperarem estradas, apoio para os planos diretores de alguns municípios e as obras de construção do porto de Marabá, no sudeste do Pará, e recuperação da orla de Cametá, no nordeste do Estado.

A Eletronorte sempre buscou o desenvolvimento do Estado. Com a Seir criamos ferramentas de planejamento para esse objetivo, completou o gerente de Implantação de Ações Socioambientais de Tucuruí, Crisogno Frazão Filho, que representou o diretor das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), Adhemar Palocci.

Fonte: Governo do Pará

terça-feira, 6 de julho de 2010

Pará - Indignação é pouca!

Tinha pensado ficar fora dessa troca de informações sobre os desdobramentos da condena a 21 anos de prisão do ex-deputado Luiz Afonso Saffer, que foi expulso do DEM, agora em liberdade e se preparando para uma campanha a deputado pelo PP, partido este, que nunca teve outro presidente a não ser o Deputado Gerson Peres, a quem conheço e respeito como pessoa, não como político.

Partido que hoje é da base aliada do PT, antes da base aliada do Almir Gabriel e antes da base aliada do governador Jader Barbalho. Deputado que com certeza nunca foi da chamada esquerda paraense, para hoje estar tão próximo da Governadora. Mas em fim, essa é outra história.

Quando entrei no blog do BACANA, fiquei passado. Como disse minha filha: Pai "me amarrota que estou passada”.


O PP deu legenda a um criminoso, praticamente condenado por estuprador? E ainda um deputado defende, citando a Carta Magna?.


Não meus estimados, aqui ninguém é junior nem amador, os que sabem ler e escrever e conseguiram superar as barreiras do ensino secundário, não se iludem com aquela história de que tudo mundo tem direito à defesa, direito consagrado na Constituição.


Neste caso, esse direito é uma verdadeira piada, uma ofensa à Inteligência das mães e pais que sofrem por verem suas filhas exploradas, estupradas e muitas vezes assassinadas por coronéis que impunemente tem permanecido no poder.


Só posso ficar passado frente à confirmação do Deputado Gerson Peres de que o PP deu legenda ao Seffer. Tristeza.


VEJA A MATÉRIA ABAIXO DO BLOG DO BACANA e confira como um anônimo que emite opinião em um blog é mais culpado e mais vergonhoso que um criminoso que já foi condenado pela CPI da pedofilia, que colocou em evidência, de forma detalhada, cada passo seguido pelo estuprador, agora candidato.
Mas antes de uma olhada a esta noticia ja difundida em jornais, só para lembrar a memória do Deputado Gerson:

"O deputado do Democratas é acusado pela polícia de ter abusado durante o período de três anos de uma menina de 13 anos que morava em sua casa. Segundo o acusado, é tudo invenção da garota. "Ela mentia muito, mas eu sou inocente", argumentou Seffer".


"Só que a polícia concluiu o inquérito e Seffer foi indiciado por estupro e por atentado violento ao pudor, considerando as provas que foram colhidas durante a investigação, conforme afirmou a delegada Cristiane Lobato."


Gerson Peres escreve ao blog do Bacana

Caro Bacana, Só agora tomei conhecimento do teu post, utilizando dois anônimos sobre o PP ter confirmado do Dr. Sefer como candidato.

O anonimato é crime. A pessoa que se acoberta neles perde a idoneidade para fazer perguntas desrespeitosas e indelicadas.

O PP não tem poderes para impedir o direito político do Dr. Sefer, por estar ele sob judice, defendendo-se em processo, dependente ainda de julgamento final na justiça. Em casa direi que a todos que nunca julguem sem o princípio constitucional da presunção da inocência e não julguem para não serem julgados. Isto é tarefa dos que exercem a sublima missão de julgar.

A decisão final judicial, o PP nunca deixou, nem deixará de cumpri-la. Boi não "avoa" enquanto a justiça não decidir. Para as mamãezinhas continua correto e elas tenho certeza repudiar o anonimato que é crime nefasto.

Ao Zé Antônio, respeitosamente, lembraria que toda criatura humana, inclusive os monstros, tem o direito constitucional do "contraditório, de ampla defesa e dos recursos e meios a ela inerentes"(CF, LV, art.5º) e "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória"(CF.art.5º). No PP, a vergonha não o macula, enquanto aguarda a palavra final da justiça.

O anonimato isto sim é uma vergonha.
Gerson Peres

NOTA DO BLOG (do BACANA):

Caro deputado, bem vindo e escreva sempre que achar necessário. Mas fica aqui uma observação, o blog não "usou anônimos", o blog postou comentários anônimos, assim como todo blog do planeta.

A opnião deste blogueiro quando é dada aparece claramente aqui, assinada por mim mesmo. Sobre a postagem inclusive, não houve de minha parte manifestação de opnião, apenas a notícia por sí só.

Eu a tenho - opnião sobre essa notícia - deputado, mas não a manifestei aqui. Não dessa vez. abraços
Marcelo (BACANA).

Pará - O prazer de defender bandido




O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos tem um prazer idílico em defender vagabundos, traficantes, estupradores.

Já defende o médico estrupador de dezenas de pacientes em São Paulo, um tal Roger Abdelmassih.

Agora assume a defesa do Ex-Deputado Luis Afonso Sefer, o estuprador de mininas, também médico, dono de clínicas no Pará. 

Em tempo: O problema não é que o criminoso alugue um advogado de prestígio para sua defesa, tem tudo o direito. O blog constata, apenas, essa particular paixão do advogado Bastos, em defender estupradores.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Copa 2010 - PQP Me lembrei do Teixeira

Vejam só. O presidente da CBF declarou que quando se deu conta que o Dunga não prestava, já estava no meio do Atlântico e não tinha gasolina para retornar. Isso não foi percebido antes de decolar, disse Teixeira. Agora, era só rezar.

Imagine-se um piloto que não percebe essa falha ates de decolar o avião e na metade do voo avisa para os passageiros essa desgraça.
Assim não da.

A pergunta que não quer calar. Quando Dunga foi indicado para o técnico.
Qual era sua competência?, seu currículo?, sua experiência?.

Era apenas um aficionado e ponto.

Eram outros os interesses que motivaram ao Ricardo Teixeira para indicar um principiante para comandar uma das seleções mais importantes do Planeta. O que vc pensa?.

domingo, 4 de julho de 2010

copa 2010 - Uma homenagem ao time do Uruguai "La Celeste" , do poeta Mario Benedetti.

Futebol- O poder de fogo do Flamengo


O time da Raça Rubro Negra tinha de tudo:


Melhor centro avante, melhor defesa, maior goleador.

Tinha até um imperador.


Agora tiraram o título de matador, que ostentava Rogério Ceni, do São Paulo.


O verdadeiro Matador agora, e o goleiro Bruno, quer apostar?

sábado, 3 de julho de 2010

Copa 2010 - Não passou no teste, não foi para a Copa (Dunga)

Copa 2010 - Segundo dia de amor com a Globo

Copa 2010 - Os filhos do Teixeira (CBF) que não fogem da luta

Sem arriscar em 4 anos na seleção, Dunga deixa legado técnico nulo na equipe, que começará sem base o percurso para 2014
Eliminado da Copa-2010, o treinador Dunga se gabou ontem de ter "resgatado o orgulho" de jogadores e torcedores da seleção brasileira.

Mas o legado técnico, futebolístico, deixado pelo comandante gaúcho, depois de quase quatro anos de trabalho à frente do time, é nulo.

Dunga morreu abraçado a seu grupo e a suas convicções. Quase nunca arriscou e, por isso, deixa terra arrasada para seu sucessor.

Do time que foi varrido do Mundial da África do Sul ontem, pela Holanda, não sobra uma base para a próxima Copa, em 2014, no Brasil.

Ao montar a equipe que fracassou em solo sul-africano, o técnico da seleção brasileira ignorou toda uma geração de jovens talentosos, muitos deles com boa rodagem no time nacional, como o atacante Alexandre Pato e o lateral esquerdo Marcelo.

"Eu quero ganhar agora, não posso pensar em 2014", declarou há quase dois meses, quando escolheu seus 23 jogadores. Ignorou o clamor popular pelo meia Paulo Henrique Ganso, 20, e pelo atacante Neymar, 18.

Enquanto isso, incluiu na lista jogadores com os quais claramente não quis contar durante as partidas da Copa, como o volante Kleberson, do Flamengo, e o atacante Grafite, do Wolfsburg.

Por fidelidade e "coerência" levou ao Mundial dois goleiros reservas veteranos: Gomes, 29, do Tottenham, e Doni, 30, da Roma, que dificilmente serão lembrados para as próximas competições. Enquanto isso, Victor, 27, e Renan, 24, viram o Mundial da África do Sul pela TV.

Os únicos jogadores "revelados" por Dunga em seu tempo como técnico da seleção brasileira foram o meio- -campista Ramires, 23, do Benfica, e o zagueiro Thiago Silva, 24, do Milan.

Os dois são os únicos sobreviventes do time que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim, quando a seleção terminou com a medalha de bronze e viu a Argentina conquistar o ouro.

A Olimpíada de 2008, aliás, foi a única competição em que Dunga teve que trabalhar com um grupo de jogadores jovens -dos 18 convocados para o torneio na China, só Ronaldinho, 30, estava fora do limite de 23 anos.

Depois do fracasso em Pequim, o técnico deixou de convocar vários jogadores que, até então, eram presença constante em suas listas. Casos do meia Diego, da Juventus, e do atacante Rafael Sobis, do Internacional.

Também perderam lugar na seleção o lateral direito Rafinha, que brigou com o Shalke 04 para defender o Brasil em Pequim, e os volantes Lucas, do Liverpool, e Hernanes, do São Paulo.

O volante Gilberto Silva, 33, um dos mais velhos do grupo, fez questão de defender o trabalho do técnico, que o levou para a terceira Copa do Mundo.

"Fizemos tudo certo, perdemos por detalhes", declarou. (EDUARDO ARRUDA, MARTÍN FERNANDEZ, PAULO COBOS E SÉRGIO RANGEL)

DOS ENVIADOS A PORT ELIZABETH (Folha de São Paulo)

Leia a matéria na Folha de SÃO PAULO Aqui

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Copa 2010 - treino é treino, jogo é jogo.

Agora é que começa o mundial.

Até agora tudo foi arrumado pela FIFA para que os principais times ficaram para as quartas de final. Se houve zebra, foi azar. Houve mão, braço, pescoço, gol dentro marcado como válido, pênalti não marcado, falta inexistente e marcada como pênalti e muito mais que as câmeras gravaram e nã mostraram, ainda.


Ante todos esses erros surge uma ridícula desculpa do chefe da maior ONG do Mundo, a FIFA, Entidade que tem estatus de Estado dentro de outro Estado (o país onde se realizam os jogos do mundial).


Com todos os poderes para esconder a pobreza e exclusão dos povos, para LUCRAR ao máximo os negócios que faz com o marketing da Copa. São apenas 1000 funcionários do quadro permanente e seus diretores ganham cerca de 100 mil US$ por mês.


Vendem a preço de ouro as imagens geradas durante os jogos e todas as redes de tv que produza uma imagem no "seu território" deve pagar royalties pelo uso da imagem. Os diretores se elegem e reelegem eternamente, até morrer ou ficar velhos sem capacidade de discernir, como seu último presidente, João Havelang que está com arterioscleroses múltipla, se é que já não está morto.


O “modelito” se repete aqui no Brasil com a CBF,com Ricardo Teixeira, como cabeça de chave. Tudo igual, nada muda. A M... é a mesma o que realmente muda são as moscas.


Hoje é o dia do Brasil!!, é tudo ou nada.