domingo, 7 de novembro de 2010

Ela parecia Margaret Thatcher, disse ex-marqueteiro do PT. Todos falam, menos quem deve explicar o pq da derrota


 Preste atenção na entrevista do marqueteiro Chico Cavalcante, que foi o responsável pela maioria das campanhas do PT no Pará, menos esta de 2010. Ele, como todo marqueteiro, coloca a culpa da derrota da Ana Julia, na empresa Link que veio da Bahia, e que por tanto desconhecia o terreno e a realidade social e política do Estado. A mesma conclusão faz o jornalista "BACANA". 
Tudo muito simples e reducionista, já que parece ser que bastaria ser do Pará para ganhar qualquer eleição. Esse argumento é de uma simplicidade que não resiste nem merece maior análise. Imagine o marqueteiro do Lula e Dilma, que também fizeram sucesso em campanhas fora do Brasil e em países praticamente desconhecidos pelos marqueteiros. João Santana levou à presidência do “El Salvador”, esse pequeno país de Centro América a um ex-guerrilheiro da Frente FMLN (Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional). E aí não é só não conhecer a realidade e não falar espanhol (qualquer um fala espanhol) é falar o verdadeiro dialeto dos centro-americanos, necessário para repassar a mensagem aos eleitores. 
A outra burrice do jornalista é pensar que "eleição se ganha e se perde no período eleitoral". Grande erro, os problemas são mais complexos e me estranha que um marqueteiro não consiga visualizar além da ótica da imagem e das e dos chavões clássicos da campanha.

Outra vez a questão é mais complexa. Se assim fosse uma campanha conseguiria transformar em dois a três meses, um bandido em santo ou uma santa Maria em Bandida.

E não é assim. A história conta e as instituições são de fundamental importância nestes casos. O economista, Prêmio Nobel de 1993, Douglass North, explica em detalhe o papel que as instituições desempenham no desenvolvimento e na evolução das sociedades. Conclusão, se nada disso existe, nada poderá ser refletido na campanha eleitoral. O contrário seria concordar com uma grande mentira que o povo não aceita. Mesmo assim alguns pensam que o povo é mesmo burro. O pior é que as vezes conseguem enganar.

Mas vamos a entrevista da jornalista do Diário do Pará ao marqueteiro Cavalcante. 


Responsável por todas as campanhas do PT no Pará entre 1994 e 2006, o jornalista Chico Cavalcante foi preterido, neste ano, pela agência baiana Link, que comandou os programas de rádio e TV de Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição. 

Responsável pela campanha vitoriosa da coligação PSB-PT, que levou Camilo Capiberibe ao governo do Amapá, Cavalcante falou, por e-mail, com a repórter Rita Soares sobre o que considerou os erros fatais da campanha de Ana Júlia, que acabou derrotada na disputa com o tucano Simão Jatene. 

P: Qual sua real participação na campanha de Ana Júlia neste ano e por que ela foi tão restrita? 

R: Eu não tive nenhuma participação na campanha de Ana Júlia ou Paulo Rocha. Houve tentativas de me inserir na campanha, mas fui vetado pela Link (a agência baiana responsável pela campanha de Ana Júlia) que, ao considerar a eleição como ganha, estava antecipando comigo uma suposta disputa de mercado. Durante o primeiro turno participei da campanha de proporcionais, tão somente, ajudando a eleger alguns deles. 


P: A que o senhor atribui a derrota nestas eleições? 

R: A dois fatores: má engenharia política e comunicação ineficaz. A falta de uma política de aliança que reproduzisse o arco de apoio nacional à Dilma certamente foi um fator importante, mas poderia ser contornado durante a campanha pela construção de argumentos adequados, de posicionamento de marca que ajudasse a dar firmeza ao eleitor de Ana Júlia e o tornasse um propagador de sua decisão de voto. Ao fim e ao cabo, a derrota foi produzida por uma comunicação ineficiente de Ana Júlia em contraposição a uma comunicação extremamente eficaz de Simão Jatene. 


P: Quais foram os principais erros da campanha de Ana Júlia? 

R: Posso apontar três erros fundamentais. O primeiro foi insistir na tese do desenvolvimento como eixo único da campanha. Esse foi o erro político, de análise errada de conjuntura e da subjetividade do eleitor, que estruturou os demais. Quem é daqui sabe que esse erro já foi cometido antes e que o preço foi a derrota. Para recordar, esse foi o tema de Oziel Carneiro [cujo slogan, “O Pará vai disparar”, inspirou o “Acelera Pará”], quando disputou e perdeu para Jader Barbalho em 1982; foi o tema imanente de Sahid Xerfan, quando perdeu para Jader; o mesmo tema atravessava o discurso da campanha de Jarbas Passarinho, quando perdeu para Almir Gabriel; erro simétrico cometeu Almir Gabriel, quando perdeu para Ana Júlia, que agora pegou o discurso derrotado em 2006 e o trouxe para si. 
A base da antipatia a essa ideia é objetiva. Num Estado como o Pará, com IDH historicamente deplorável, falar em desenvolvimento e alardear de maneira desmedida soa ora como escárnio, ora como discurso desprovido de sentido. O efeito colateral dessa linha desenvolvimentista e desequilibrada foi aprofundar as diferenças regionais. Enquanto insistia em falar da Siderúrgica de Marabá, a campanha da Link deixava descobertas outras regiões, parecendo que privilegiou uma cidade ou região em detrimento de outras. Isso explica a derrota acachapante em Santarém. Especialmente para um candidato do PT, um partido com origem no movimento social, o centro do discurso tem que ser o fator humano, que é universal; Ana teria que insistir no social. Esse é o seu reduto. 

De costas para ele e guiada por estranhos, se perdeu. Já o erro de posicionamento de imagem foi o que fez consolidar a rejeição da governadora. A imagem apresentada ao eleitor aumentava a rejeição de Ana Júlia. Era a antítese da guerreira, da lutadora, da mulher destemida, da mulher sintonizada com o povo, da mulher que fez sua trajetória a partir dos movimentos sociais. 

Ela parecia Margaret Thatcher, a baronesa que foi primeira ministra da Inglaterra. Falava lento como se estivesse anestesiada, com estranha ênfase no final das frases. O terceiro erro grave da campanha de petista foi o de fugir ao confronto. Dilma teria perdido se não confrontasse. Só abriu diferença de Serra no segundo turno quando partiu pra cima dele. Ocorre que há quem confunda o termo “confronto” com a expressão “baixaria”. Não há baixaria na confrontação. Confrontar é respeitar o eleitor; é colocar em questão a fala do adversário. Toda campanha vitoriosa, inclusive a de Jatene, fez isso. O comercial “quem fez mais pelo Pará?”, criado por mim para a campanha de deputados, refutava o argumento adversário com base em dados públicos, apresentados pelo governo, sem baixaria nem ataques pessoais. Para o povo, vale a lógica “quem cala, consente”. Se você é atacado e não responde é porque não tem resposta, é porque o que o adversário diz é verdade. 

A Link fez o impensável, fez o PT calar. Extirpou a rebeldia. Domesticou o vermelho, azulou suas bandeiras. Desde o começo fez Ana Júlia e Paulo Rocha se apequenarem, falarem falas despossuídas de paixão, de vida, enquanto Jatene e Flexa Ribeiro ostentavam um vigor exemplar. A Link impôs ao PT um caráter lerdo, lento, abobalhado diante das denúncias e ataques que, por fim, foram sedimentando. Essa turma colocou na boca das principais lideranças do PT textos e falas abaixo da crítica.

A reação reflexa aos ataques, tipicamente de esquerda, inexistiu na campanha da situação. Mesmo em inferioridade de tempo no primeiro turno, Jatene conseguiu consolidar a rejeição da candidata petista, retirando a possibilidade de que essa rejeição inicial, natural em quem governa, caísse ao longo da campanha e se diluísse no segundo turno. 
Com a rejeição alta e sólida, o círculo de voto da campanha de Ana Júlia acabou se circunscrevendo praticamente aos votos do PT, situados um pouco além do terço do eleitorado identificado com a legenda. É curioso isso porque, ao fazer uma campanha azul no primeiro turno [no segundo turno a campanha tornou-se vermelha por imposição do partido, contra a vontade da Link], escondendo os símbolos do partido, negando a história das campanhas passadas, a Link queria que Ana se distanciasse do PT que, por fim, acabou sendo seu abrigo. 


P: É possível diferenciar o que foram erros de governo, erros da campanha e erros de comunicação?

R: Vejo que está havendo um grande esforço de atribuir a derrota de Ana Júlia a um suposto mal desempenho de governo. 

É um bode que estão colocando na sala. 

Rita, não se engane: eleição se ganha e se perde no período eleitoral. 

Não há resultado a priori. Dificilmente erros de governo podem impedir um candidato de ganhar eleição se sua campanha fizer o que precisa ser feito. Jacques Wagner, o governador da Bahia que venceu a eleição no primeiro turno, era muito mal avaliado e tinha uma sólida rejeição antes da campanha. 

Lula, em 2006, vinha de um profundo desgaste de governo advindo da crise do “mensalão”, ao ponto de que alguns analistas indicarem que ele não deveria nem tentar a reeleição. Duciomar Costa tinha 70% de rejeição e uma desaprovação recorde antes do pleito em 2008 e se reelegeu. Ao mesmo tempo, Almir e Jatene, que tinham altos índices de aprovação de governo perderam a eleição para Ana Júlia em 2006. Isso prova que avaliação de governo pode ser alterada ao longo de uma campanha eleitoral, rejeições podem ser reduzidas, ambientes desfavoráveis podem ser alterados. 


P: Qual dos erros pesou mais para o resultado que tivemos? 

R: O fator decisivo foi o posicionamento obtido pelos candidatos no decorrer da campanha. O que é posicionamento? É ocupar um lugar na mente do eleitor. Quem obtém o melhor lugar, vence. Como se faz isso? Com comunicação, com argumentos, com imagens eloquentes. Em uma campanha você não pode apenas afirmar a razão de voto em você, mas também a razão de não voto no adversário. Quem faz isso melhor, vence. Dito de outro modo, os erros de comunicação da campanha de Ana Júlia e os acertos da comunicação da campanha de Jatene foram os fatores que pesaram mais para o resultado final. 


Leia a entrevista completa no Diário do Pará.
Fonte: Diário do pará

sábado, 6 de novembro de 2010

Delfim - Fala que eu te escuto


ÉPOCA – Qual é o principal problema econômico que a nova presidente terá de enfrentar?
Antônio Delfim Netto – A (presidente) Dilma (Rousseff) recebe um governo muito melhor do que Lula recebeu. Com uma diferença: Lula pegou o governo quando vinha ventania de popa. Dilma vai receber o governo com ventania de proa. A ajuda que o crescimento da economia mundial deu ao período Lula está terminando ou já terminou. Neste novo cenário, você vai precisar de muito mais força do mercado interno se quiser manter seu ritmo de crescimento para continuar a distribuir renda. O Brasil precisará em 2030 dar emprego de boa qualidade a 150 milhões de sujeitos entre 15 e 65 anos. Você não vai fazer isso exportando alimentos e minerais. Por mais complexas que sejam essas cadeias, você precisa de uma economia de serviços e industrial. Uma economia competitiva. Todas as políticas precisam incentivar a competição. Aliás, observem o que a Dilma disse sobre as agências reguladoras. Ela disse que gente competente será nomeada porque nós precisamos garantir a competição. Competição é o nome do jogo. 



ÉPOCA – A presidente eleita sabe que a situação mudou? 
 Delfim – Acho que ela tem plena consciência disso, como o Lula teve. Houve pequenos desvios na política fiscal em 2009 e 2010, mas há um grande exagero na crítica dos economistas que falam em desastre fiscal. Sim, houve uma aparição do mágico Harry Houdine. Ele transformou despesa em receita e depois em superávit primário. Mas tudo foi um pecado venial, feito durante um momento de grande necessidade. E produziu resultados importantes. O Brasil foi o país que emergiu mais depressa da crise, foi o país que voltou mais depressa ao nível anterior da crise. Nós, na verdade, sofremos durante dois trimestres, no terceiro já estávamos recuperando. 

ÉPOCA – Mas a ação do governo produziu estresse. 
Delfim – Produziu um estresse de entendimento. A verdade é que não há desequilíbrio fiscal gigantesco no Brasil. Lula e Dilma sabem que o equilíbrio fiscal é fundamental. Eles sabem que a relação entre a dívida pública e o PIB é um fator importante quando se quer reduzir a taxa de juros real. 

ÉPOCA – Como se pode chegar a uma taxa de juros mais baixa? 
Delfim – É preciso coordenar a ação fiscal e monetária. Você tem de dar ao Banco Central o conforto de que o combate inteiro à inflação não vai ficar apenas na mão dele. O papel dele é construir, como construiu, uma expectativa de inflação estável. Mas o governo tem de sinalizar com clareza que vai reduzir a relação entre dívida e PIB daqui para a frente.

ÉPOCA – Dilma falou que vai fazer isso... 
Delfim – Falou, e acredito que vai fazer. Na verdade, você esgotou todos os truques possíveis. Se disser que vai aumentar o superávit primário aumentando a tributação, vai dar tudo errado. Mas reduzir a dívida implica o seguinte: os salários, os benefícios, os programas de redistribuição do governo, que são e foram fundamentais, terão de crescer ligeiramente menos que o PIB. De tal forma que se abra espaço para o investimento público. No passado, a carga tributária era de 24%, e o Brasil investia 4% do PIB. Hoje, a carga tributária é 36%, e o Brasil investe 1,5%. Quando você diz que o superávit primário é fundamental, está dizendo que ele é fundamental em duas condições. Primeiro, que ele não seja construído com o aumento de imposto. Segundo, que não envolva nenhuma violação das crenças fundamentais de Luca Pacioli, o inventor da contabilidade. 

ÉPOCA – O senhor acredita que os desvios do governo nos últimos anos foram fruto apenas da necessidade? 
Delfim – Sim, é a política anticíclica. Só que, no Brasil, a política anticíclica não tem nada a ver com o ciclo. Quando o ciclo termina, a política continua. Mas agora é evidente que isso não pode acontecer, ainda que alguns pensem que o Brasil pode continuar a ser financiado apenas pelo BNDES. Temos de criar mecanismos de criação de poupança interna de longo prazo. E o Brasil tem uma vantagem em relação a isso: o mais sofisticado sistema financeiro de qualquer país emergente. O sistema financeiro brasileiro compete com o inglês e com o americano. Não tem comparação possível nem com o alemão. O Brasil está hoje no radar de 140 países e de 1,4 milhão de sujeitos que constituem seus portfólios com o real dentro. "O governo tem de sinalizar com clareza que vai reduzir a relação entre dívida e PIB daqui por diante. A Dilma sabe muito bem disso" 

ÉPOCA – Há uma crescente preocupação com a valorização do real. Como se pode resolver isso? Delfim – É ilusão imaginar que você pode controlar o câmbio quando existe esse diferencial de taxa de juros em relação aos outros países. O Brasil é hoje o único peru com farofa disponível na mesa do mercado internacional. Por isso o dinheiro vem para cá. Não é possível controlar o câmbio com medidas fiscais, como a elevação do IOF. O ministro (da Fazenda) Guido Mantega sabe disso. Ele elevou o IOF em legítima defesa, porque a valorização cambial está destruindo um sistema sofisticadíssimo de produção que foi construído ao longo dos anos. Mas, para resolver a situação de forma duradoura, teremos de caminhar para uma taxa de juro real de 2% ou 3%. Isso é fundamental. Quando tivermos essa taxa, não vai mais ser preciso se preocupar com o câmbio. 

ÉPOCA – Muita gente defende a reforma da Previdência. O governo atual e Dilma disseram que não é essencial. Qual é sua opinião? 
Delfim – Eu acho que ela tem de aprovar a lei que está lá, que o Lula mandou ao Congresso em 2003. A grande injustiça está na Previdência pública. É um negócio escandaloso. Dizem que há 5 milhões ou 6 milhões de brasileiros fazendo cursinho para entrar para o funcionalismo público, porque você transformou o emprego público no sonho do brasileiro. Ele pode ter um salário maior que o do setor privado, aposentadoria infinitamente melhor e nenhum risco. Assim, você leva as melhores inteligências para o serviço público. Mas eu não acho que haverá choque administrativo porque não precisa. Choque só perturba. Vai ter, na minha opinião, um programa de oito anos em que as despesas do governo vão crescer ligeiramente menos que o PIB. Eu acho que o pessoal que está no governo se caracteriza por um pragmatismo cuidadoso. 

ÉPOCA – Não falta no discurso do atual governo o reconhecimento dos avanços feitos por seus antecessores? 
Delfim – A ideia de que o mundo começou em 2003 é falsa, mas quem ajudou a fazer isso foi o PSDB. Ele é o maior inimigo do (ex-presidente) Fernando Henrique. O PSDB morre de inveja dele. Não consegue conviver com seu sucesso. Foi isso que ajudou o Lula a desconstruir FHC. Quando eles tentaram recuperar, já era tarde. E as discussões sobre privatização... Se você olhar, vai perceber que a privatização foi feita em estado de emergência. O Estado estava quebrado, precisava de dinheiro. E não há nenhuma privatização que não tenha produzido efeitos extraordinários. Mas o PSDB não foi capaz de defender as coisas mais importantes feitas por Fernando Henrique. A conquista da estabilidade é outro exemplo. O Plano Real foi uma pequena joia. Ter congelado a distribuição de renda sem que as pessoas tivessem entendido, ter liberado os preços, ter construído todo um equilíbrio no tricô e depois liberado tudo e ele continuar como estava. Foi uma coisa brilhante, um dos mais extraordinários planos de estabilização já construídos. Negar esse fato é uma estupidez.

Entre mortos e feridos

Revisite algumas anécdotas das eleições 2010. 


Vale a pena ver de novo.



Dilma e a geração do 68 que assume o governo

"A memoria histórica não deveria ser extinta. Ainda que os passos pisem mil anos este sitio (a Casa da Moneda do Chile, onde morreu Allende) não apagarão o sangue e não se extinguirá a hora em que caiste....... "

 Para quem esqueceu, a Presidenta do Brasil passou 3 anos na cadeia, foi torturada pelos mesmos militares que depois foram ao Chile a dar aulas de tortura, nos campos de concentração da ditadura chilena.

 

Quando Dilma estava na cadeia, seus contemporâneos lutavam nas ruas de muitos países da Améirica Latina. 

Um deles Miguel Enríquez. 




 A música daquela época.



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Depois da batalha o Campo ficou lotado de coroneis

Tem muitos analistas explicando as causas da estrondosa e arrasadora derrota da Ana Julia e do PT, na recente eleição. 

São tantos que juntos não cabem no Mangueirão. Todos querem dar palpites e são coronéis, depois da batalha. Blogueiros (principalmente), jornalistas, analistas, professores, até comentaristas esportivos, todos, menos o PT. 

Claro as explicações só podem vir depois do resultado das urnas. Mesmo assim, a maioria dos analistas afirmam que já tinham dito ao comando do governo o que estava ruim e tinha que ser alterado. “Me aplica”, como disse uma comadre. 

Coitados os marqueteiros da candidata derrotada. A empresa Link, o PH e Cia, da Bahia e Pernambuco. Já foram embora e aparecem, agora, como os principais responsáveis dos resultados horrorosos, como se fossem eles os únicos culpados. Essa é só inveja de marqueteiro. Eles podem até contribuir com a derrota, conheço um que nunca ganhou uma eleição importante no Pará, um verdadeiro pé frio, mas não são eles os responsáveis. 

É a alma da campanha que estava errada (leia-se AJ), a falta de empatia como o povo foi o desastre. Muitos esqueceram que em 2006 o Jader Barbalho foi o cara. Ele mesmo carregou no colo à candidata e levou-a a vitória, aí o povo passou a dar um voto de confiança. 

Depois veio o que todos falam, e com certa razão. Ela se desligou do povo, se enclaustrou no Palácio e nomeou uma “verdadeira corte” que não permitiam que ninguém que quisesse ajudar, colaborar e trabalhar pelo bem do Pará, alcançasse um espaço em algum órgão do governo. 

Mas ainda, se o técnico era competente, rapidamente era afastado do círculo e barrado do CIG. 

O PT tinha a máquina, o poder e como o próprio governo falou, “o Pará passou por uma grande reestruturação que mudou, para melhor, a vida do povo paraense”. Mil por cento. 

Contava com mais de uma dúzia de partidos na base de apoio, com recursos, com um PT formado por milhares de militantes, organizados em bases e comitês de apoio, que se multiplicavam por centenas e centenas, nos bairros das principais cidades do Estado. E com todo o apoio do Governo Federal, que se empenhou com todas as forças para que Ana Julia saísse vitoriosa da eleição. 

Excelentes ministros por aqui passaram. Tarso Genro, intelectual competente, um dos melhores quadros da esquerda brasileira, deu uma forçae nada. Alexandre Padilha, ótimo articulador, também veio varias vezes para tratar de arrumar a casa. José Dirceu, melhor canal de comunicação com Jader não existe, não conseguiu diminuir a mágoa desatada pelos artífices da estratégia governista. Faltava O próprio Presidente do PT, José Eduardo Dutra, Mineiro e Sergipano, veio e não conseguiu acertar as arestas.

Pareciam elefantes em loja de cristal, se movimentavam dando trombadas para onde viravam a cabeça. Até o Presidente do Brasil chamou aos líderes para ver como podia ser estabelecida uma estratégia comum para a reeleição da candidata do PT. Nada. Tudo foi inútil e o desgaste em vez de diminuir crescia. 

Aumentava a distância e não havia dinheiro nem marqueteiro que melhorasse a performance de quem estava ao frente da campanha. 

Era o conjunto da obra que estava errado. 

Por outro lado eu me pergunto, se existem governos horrorosos, que não tem piedade com o povo mais humilde e que nada fazem para melhorar a vida da população e conseguem se reeleger sucessivamente, passando o poder a filhos e sobrinhos, a parentes e amigos, por que aqui no Pará não aconteceu? 

Ainda aguardamos resposta oficial a essa pergunta. 

E o day after dos derrotados? Como se reflete o desastre nesse campo. Quantos feridos e mortos ficaram depois da batalha e, para onde eles irão? Para Brasília, logo, logo. 

O destino dos perdedores, uma secretaria, um ministério (só si fosse para a governadora, a Secretaria da igualdade das mulheres) ou algum cargo (DAS) como prêmio ao bom combate. 

Em geral, um cargo de primeiro ou segundo escalão. Já vi por aqui perdedores ocupando uma simples Coordenação Geral, de alguma coisa. Um Vice Governador e fez um ótimo trabalho. 

Lugar para trabalhar não falta. Mas parece que no Pará sobram quadros. 

Mudando para o outro lado. A expectativa que abre o governo do Jatene é também enorme. As promessas e compromissos são suas principais vitaminas para recuperar o terreno perdido e ganhar musculatura. 

Torcemos para que consiga realizar um bom governo, que dar resposta as maiores demandas da população que, segundo as pesquisas, são de segurança (o paraense quere primeiro seguir vivendo), esgoto, saúde, habitação, educação e emprego. Vontade não deve faltar.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Valor da Biodiversidade a ser descoberta

Nagoya, Japão, 3/11/2010 – Por Stephen Leahy, da IPS 

A comunidade internacional finalmente despertou para um dos grandes desafios contemporâneos e chegou a um novo acordo para deter o desaparecimento da natureza que sustenta a vida humana. 

O novo acordo, assinado pelos mais de 190 Estados-membros do Convênio sobre a Diversidade Biológica, inclui o compromisso de reduzir pela metade a proporção de perda de espécies até 2020, bem como o histórico Protocolo de Nagoya de Acesso e Participação nos Benefícios dos Recursos Genéticos. 

No entanto, este despertar só se aplica aos primeiros madrugadores. A vasta maioria continua dormindo, sem consciência de que os seres humanos dependem da variedade de formas de vida que integram o ecossistema e que nos fornecem oxigênio, água, alimentos e combustível. E também sem consciência diante do fato de que a natureza é nossa realidade, enquanto a economia é simplesmente um jogo complicado criado por nós mesmos. O Japão importa mais de 60% de seus alimentos e a maioria dos ecossistemas da Europa foi devastada, restando apenas 17% deles em estado razoável, segundo a primeira avaliação desse tipo. 

O único motivo pelo qual esses países não faliram é que são suficientemente ricos para se ajudarem em matéria de recursos ecológicos e serviços da natureza. “Exploramos os recursos biológicos no exterior, especialmente no Sul. Por isso nós, o povo de Aichi, Nagoya, devemos nos desculpar pela deterioração dos ecossistemas e da biodiversidade que causamos”, afirma um documento público divulgado pela sociedade civil de Nagoya, onde, de 18 a 29 de outubro, aconteceu a 10ª Conferência das Partes (COP 10) do Convênio sobre Diversidade Biológica. Embora o governo japonês não tenha se mostrado disposto a reconhecer publicamente, essa realidade pressionou para que os países participantes chegassem a um acordo apesar da habitual divisão entre o Norte industrializado e o Sul em desenvolvimento.

O conflito central é que as nações do Norte são como biopiratas desesperados, viciados em saquear os ecossistemas mais ricos do Sul em busca de alimentos, matéria-prima e mão-de-obra barata. Cada vez mais, o Sul resiste e busca compensações. E isto implica transformar a economia do crescimento para deter a perda de espécies. Estima-se que anualmente aconteçam entre cinco mil e 30 mil extinções. “O Japão teve um papel central na economia do crescimento. Precisamos passar para uma economia de subsistência”, disse à IPS o professor Kinhide Mushakoji, da Universidade de Economia e Direito de Osaka e um dos organizadores. A petição foi assinada por 156 organizações no Japão. 

Porém, nas negociações formais não se falou dessa virada para uma economia de subsistência. De modo perverso, a atual economia do crescimento levou países como o Japão e muitos europeus a subsidiarem a destruição da pesca marinha com a pesca excessiva, disse Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que administra o Convênio. Promover uma economia verde exigiria investir “US$ 8 bilhões dos estimados US$ 27 bilhões a título de subsídios em zonas como as Áreas Marinhas Protegidas, e cotas de pesca comercial”, disse Steiner na abertura da Conferência. 

Estudos do Pnuma mostram que esse enfoque representa maiores capturas no futuro, elevando a renda das populações locais e garantindo que quase um bilhão de indigentes do mundo tenham acesso a mais proteínas derivadas do pescado. Acabar com esses subsídios é o terceiro dos 20 objetivos estratégicos para até 2020 do acordo, conhecidos coletivamente como Objetivos de Aichi. 

“É necessário frear a perda de biodiversidade até 2020. Isso não pode ser adiado”, disse Mario Tanao, um delegado juvenil e membro da organização japonesa Biodiversity on the Brink. Mario e outros criaram uma rede chamada Global Youth Biodiversity Organisation, que foi oficialmente reconhecida pela secretaria do Convênio ao final da reunião. “Esperamos ter jovens de mais de cem países na próxima COP”, disse Christian Schwarzer, representante juvenil do Fórum Alemão sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 

O governo holandês divulgou na COP 10 uma análise científica segundo a qual frear a perda de biodiversidade mundial até 2050 será extremamente difícil, quando não impossível. E até 2020, absolutamente impossível, disse o diretor do estudo, Maarten Hajer, da Agência Holandesa de Avaliação Ambiental. 

O estudo de Maarten dá ênfase às principais causas da perda de biodiversidade: agricultura, desmatamento, pesca excessiva e mudança climática, e nas opções que podem ser usadas até 2050 em um mundo que – estima-se – nesse ano terá cerca de nove bilhões de habitantes. Apenas aumentar o tamanho das áreas protegidas para 20% de toda a área terrestre é altamente insuficiente, afirmou. A única esperança é uma combinação de grandes áreas protegidas e uma virada para uma produção e um consumo sustentáveis. 

“Mesmo assim, só poderemos reduzir a proporção de perda de biodiversidade, não detê-la”, disse Maarten à IPS. Segundo Kinhide, “a economia verde é uma solução apenas para aqueles que atuam na economia monetária. Milhares de milhões de pessoas não o fazem”. 

Envolverde/IPS

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pará - Jatene venceu nos maiores colégios eleitorais


O governador eleito Simão Jatene (PSDB) venceu em quatro dos cinco principais colégios eleitorais do Pará, incluindo os três maiores – Belém, Ananindeua e Santarém. Ana Júlia (PT) venceu apenas em Marabá, o quarto maior colégio eleitoral do Pará. Jatene também conquistou a maior votação em Castanhal, que tem o quinto maior eleitorado no Pará.

Em Belém, que representa 20,6% do eleitorado paraense, Jatene obteve 417.748 votos, contra os 334.650 de Ana Júlia. Em termos percentuais, a vitória do tucano foi de 55,52%, índice pouco abaixo da média no estado, de 55,75% (contra os 44,26% de Ana Júlia).

Em Ananindeua, que representa 5,32% do eleitorado paraense, Jatene conseguiu uma vantagem maior: foram 111.828 votos, contra os 84.901 de Ana Júlia. Em termos percentuais, a vitória foi de 56,84% (Ana Júlia recebeu 43,16%).

Em Santarém, o terceiro maior eleitorado do Pará (3,85% do total), o tucano conseguiu sua vitória mais arrasadora. Foram 90.613 votos contra 42.804, com índice de 67,91% da preferência (a candidata petista ficou com 32,09%).

Em Castanhal (2,15% do eleitorado), a vitória de Jatene também foi por ampla vantagem. Ele alcançou 54.089 votos, contra 25.631 de Ana Júlia. Isso representa 67,84% do eleitorado, contra os 32,16% da petista.
Em Marabá (que representa 2,71% do eleitorado paraense), a vitória de Ana Júlia foi um tanto quanto apertada: foram 48.407 votos da petista contra os 44.031 de Jatene. Em termos percentuais, Ana Júlia venceu no município com 52,36% da preferência, diante dos 47,74% de Jatene.

MUNICÍPIOS

Dos 144 municípios paraenses, Simão Jatene venceu em 94, o que representa 65% do total. Nos outros 50 municípios, a vitória foi de Ana Júlia. Em comparação com o primeiro turno das eleições, o resultado traz uma curiosidade: 17 municípios tiveram no segundo turno vencedor diferente do primeiro.

Em cinco municípios (Augusto Corrêa, Bom Jesus do Tocantins, Chaves, Faro e Oriximiná), Jatene venceu depois de ter perdido no primeiro turno. Já Ana Júlia venceu em 12 municípios onde havia perdido antes: Bujaru, Concórdia do Pará, Ipixuna do Pará, Irituia, Moju, Peixe-Boi, Ponta de Pedras, Santana de Araguaia, Santarém Novo, São Francisco do Pará, São João de Pirabas e Xinguara.

Fonte: (Carlos Gondim e Vinícius Passos/DOL)

Veja no infográfico onde foram as vitórias de Jatene e Ana Júlia:


Projetos de inovação tecnológica que podem ganhar dimensão estratégica no Governo Jatene

No que atinge diretamente a área de Ciência e Tecnologia e Inovação, existe uma enorme área que o novo governo pode explorar para contribuir com a verdadeira mudança da base produtiva do Estado, que é fundamental para alcançar uma economia sustentável e competitiva. 

Já existe um importante recurso para essa área, proveniente do BNDES. 

Os recursos estão focados na implantação de Parques tecnológicos e incubadoras de empresas de base tecnológica. Projetos que contribuem com essa mudança da base produtiva, a partir da agregação de valor aos produtos da abundante biodiversidade e os recursos naturais, existentes no Estado.

A UFPA foi pioneira nesse projeto, assumido, depois pelo governo do estado, que deu continuidade, mas o projeto tem história e não é possível negar sua origem. 

Cabe lembrar que esse projeto de implantação de parques tecnológicos não começou no Governo da Ana Julia e sim, em 1992, com a implantação da primeira incubadora de empresas de base tecnológica da região Amazônia. Não é, portanto, um projeto genuinamente petista, como se disse no governo. 

O Programa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica (PIEBT/UFPA) nasceu na UFPA, junto com o projeto do primeiro parque tecnológico da Universidade, que foi funanciado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). 

Depois, a idéia foi replicada na maioria dos estados da Amazônia, através de Rede Amazônica de Incubadoras (RAMI), criada também, na UFPA. A incubadora e o parque tecnológico foi localizado, inicialmente, na UFPA e seu foco inicial, foi a área de biodiversidade, utilizando a biotecnologia como instrumento para transformar espécies da biodiversidade em produtos de alto valor agregado. 

Hoje, com a construção de três parques tecnológicos e incubadoras de empresas, em três pontos ou regiões importantes do Estado. 

Na região metropolitana (UFPA), em Marabá e Santarém, se inicia uma fase importante na nova economia sustentável e mais competitiva no estado. 

A partir desses projetos a idéia consiste em agregar valor local aos abundantes recursos naturais (biodiversidade, mineiros, madeira, frutas, peixes, etc.), fortalecendo as cadeias produtivas do estado. Produzir com inovação tecnológica, esse deve ser o foco do modelo. 

Transferir tecnologia para o setor produtivo. Esse é um dos programas que o governo do Jatene deverá aprofundar. 

Ouvi, pessoalmente,  do governador eleito que assim seria. Falou que hoje, a questão da inovação tecnológica era fundamental para que os produtos da biodiversidade da Amazônia alcancem presença e maior valor nos mercados internacionais. 

E para isso, as cadeias produtivas da biodiversidade seriam fortalecidas. Está tudo para ser feito e o governo, esta vez, pode fazer a diferença. 

Ampliar os recursos para essa área está sendo cada vez mais possível, pela importância da Amazônia, no contexto da nova economia mundial. 

Sabemos como obter esses recursos e conhecemos as entidades que os disponibilizam, bem como, os mecanismos e o passo a passo do caminho a seguir. 

Não podemos esquecer que os recursos existentes no Estado são para a obra civil e implantação dos projetos, falta o mais importante, que não é obra civil, é conhecimento, é capital humano capacitado e sobre tudo, gestão competente para articular o conhecimento da UFPA com a competência instalada na região amazônica e fora da região.

Pergunta para Ana Julia

A pergunta que não quere calar: 

 Ana Julia tu estas trabalhando, no teu governo, para te reeleger ou para eleger um deputado? 

Se for para o segundo, tu não serás reeleita maninha. 

Pergunta feita por alguém muito próximo da Ana Julia. 

Dito e feito, Ana Julia não foi reeleita. 

Nunca antes na história do Pará, foram destinados tantos recursos públicos para a campanha de reeleição de uma candidata ao governo do estado e veja no que deu. Disse-se que o Mercadante, em São Paulo investiu cerca de 40 Milhões de reais na campanha. Mas São Paulo é o Estado mais rico do Brasil, é 40% do PIB e um dos que conta com maior índice de educação do Brasil. A campanha da Ana Julia (a conferir) teria contado com um orçamento parecido e não conseguiu 44% dos votos. 

Quem sabe de outros casos no Brasil que candidatos à reeleição ao governo não tenham conseguido se reeleger? Só a Yeda Crusius (PSDB) do RS. 

E quais as causas pelas que Ana Julia não foi reeleita? 

Muitas explicações e abundantes interpretações. De tudo quanto lado chegam argumentos. 

Dos amigos, aliados de ontem e adversários de hoje. Todos querem falar e se vestem de analistas. Mas, avaliação séria do PT, ainda não teve. 

Só ouvi por aí uma do PT Nacional, que disse que no Pará não perdeu o PT e sim a isolada corrente da DS (Democracia Socialista). 

Ainda mais, segundo essa fonte, A DS, aquela que pensa como Troskysta e atua como direitista, fez muito pouco para mudar na direção aos mais necessitados e, aquilo que fez, não conseguiu difundir, dar a conhecer ao povo das suas ações. 

Ora bolas, uma das grandes virtudes da esquerda revolucionária daqueles tempos, eram as brigadas de AGP (Agitação e Propaganda), copiadas dos partidos de esquerda do mundo tudo. Regra Nº um: saber dizer o que você faz se não, você não fez. 

Nem isso a DS teria apreendido. 

Se a DS era meio troskysta deveria ter absorvido o princípio da descentralização das ações e a centralização do pensamento teórico. Aqui foi ao contrário, centralizaram, nos amigos da corte (o Núcleo Duro), todas as ações e o orçamento e, em contraste, descentralizaram o pensamento. A discussão rolou solta, assim as divergências aumentaram. A mágoa contra Ana Julia se instalou na porta do “Palácio de Inverno” da DS. 

Recentemente ouvi Ana Julia, dizer que o Estado tinha mudado, durante sua gestão, 1000 vezes ou 1000%. Vontade dela, menos, menos. Vamos começar a nivelar as informações, pouco a pouco. Por enquanto o PT não da conta do que fez e não fez, nós vamos falando.

domingo, 31 de outubro de 2010

Os novos governadores do Brasil. A Presidenta já disse que governará com todos e para todos.




O PSDB governará oito estados do país a partir de 2011. É o partido com o maior número de eleitos para os Executivos estaduais. Com isso, o partido volta a liderar o ranking de representantes, passando o PMDB.

O PSB é o segundo partido com o maior número de eleitos. São seis governadores da sigla (três eleitos no segundo turno).

O resultado para o PSDB é importante após o partido sair derrotado na eleição presidencial e perder cadeiras tanto na Câmara dos Deputados como no Senado.

Na Câmara, foram 53 deputados federais eleitos (contra 66 vitoriosos em 2006). No Senado, o partido perdeu cinco representantes (terá 11 senadores em 2011) e foi ultrapassado pelo PT.

O PT e o PMDB comandarão cinco estados cada um; o DEM, dois; e o PMN, um.

Veja a lista de todos os governadores eleitos:

AC -Tião Viana (PT)
AL - Teotonio Vilela (PSDB)
AM - Omar Aziz (PMN)
AP - Camilo Capiberibe (PSB)
BA - Jaques Wagner (PT)
CE - Cid Gomes (PSB)
DF - Agnelo Queiroz (PT)
ES - Renato Casagrande (PSB)
GO - Marconi Perillo (PSDB)
MA - Roseana Sarney (PMDB)
MG - Antonio Anastasia (PSDB)
MS - André Pucinelli (PMDB)
MT - Silval Barbosa (PMDB)
PA - Simão Jatene (PSDB)
PB - Ricardo Coutinho (PSB)
PE - Eduardo Campos (PSB)
PI - Wilson Martins (PSB)
PR - Beto Richa (PSDB)
RJ - Sérgio Cabral (PMDB)
RN - Rosalba Ciarlini (DEM)
RO - Confucio Moura (PMDB)
RR - Anchieta Junior (PSDB)
RS - Tarso Genro (PT)
SC - Raimundo Colombo (DEM)
SE - Marcelo Deda (PT)
SP - Geraldo Alckmin (PSDB)
TO - Siqueira Campos (PSDB)

Na vitória da Dilma teremos também novo Vice-Presidente, veja aqui

O presidente da Câmara dos Deputados e nacional do PMDB, Michel Temer (SP), candidato a vice-presidente na chapa da ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), disse ao votar neste domingo, 31, que estava “bastante animado”.

“A primeira animação é com o exercício da democracia, a segunda animação é a perspectiva da vitória”, disse, ao chegar à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, pouco depois das 10h30. Temer, no entanto, fez uma ressalva: “Vamos esperar as 17 horas para, se for o caso, comemorar.”

Ele disse ainda que falou com Dilma hoje.

“Conversei com a Dilma e ela está animadíssima.” Temer, no entanto, que não falou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sobre o possível impacto do feriado prolongado de Finados no índice de abstenção, o presidente da Câmara dos Deputados afirmou que “tira votos na nossa chapa e na do outro candidato (José Serra, do PSDB)”. “É uma igualdade de perdas.” Temer informou ainda que, às 14 horas, segue para Brasília, onde acompanhará a apuração.

sábado, 30 de outubro de 2010

A magoa não é pouca, não foram só erros



No Pará é só magoa, no Brasil só esperança de um País mais justo e menos desigual, mais sustentável.


Agora, no Pará, é só mágoa e Ana Julia sabe disso.

Do outro lado, as pesquisas antecipam uma grande vitória do Simão Jatene, que já teve uma atitude digna quando cedeu o lugar a Almir Gabriel, no pleito de 2006, quando tinha mais de 70% de aprovação, aceitou ficar de escanteio. Almir Gabriel foi derrotado pela candidata Ana Julia. 

Agora o novo governador terá sua verdadeira vez. Já disse que o focvo do seu governo será Educação, Segurança e Saúde. No Plano econômico cobra importância sua proposta de aproveitar o aproveitamentpo da biodiversidade na mudança da base produtiva do estado, que continua baseada nos recursos primários. 


Chico Buarque tinha razão. só que ele não conheceu o Pará nem Ana Julia. 


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Perdi minha aposta, mas os fundamentos estavam certos

Deu no Diário do Pará.

Veja a entrevista ao Candidato ao Senado Jader Barbalho (Extrato da entrevista).


Pergunta do Diário (DOL). 

Mas há uma norma pela qual o candidato responsável por provocar uma nova eleição não pode concorrer. O sr. vai aguardar as eleições de 2014 para disputar o Senado novamente?

Resposta do Jader (JFB) . Neste caso, o agente causador da nova eleição não serei eu. O responsável é o deputado José Eduardo Martins Cardozo que, se fosse candidato no Pará, não poderia disputar. Foi ele quem causou a inelegibilidade porque a questão da renúncia ao mandato não estava na proposta popular da Ficha Limpa.

Se a eleição para senador do Pará for anulada, hoje, não é porque o candidato fraudou, comprou votos ou cometeu abuso de poder econômico. Eu não dei causa à nulidade da eleição.

(DOL). O sr. está dizendo que a culpa é do deputado do PT José Eduardo Martins Cardozo?

(JFB). O único responsável por isto é ele, o coordenador da campanha da Dilma Rousseff a presidente. Foi ele quem colocou uma encomenda do PT do Distrito Federal na lei da qual foi relator. Os radicais comunistas, fascistas e nazistas têm um ponto em comum: não respeitam as regras democráticas.

(DOL). Se o seu problema foi causado pelo coordenador da campanha da Dilma e o sr. obteve 1,8 milhão de votos, o sr. vai dar o troco na eleição do Pará e votar no candidato tucano José Serra?


(JFB). Meu voto é secreto. Mas é certo que os petistas vão pegar pancada na briga pelo governo do Estado. Esta (eleição para o governo do Estado) já foi perdida (pela petista Ana Júlia Carepa) para o Simão Jatene (tucano que disputa o segundo turno com a atual governadora). No restante do território, (a disputa) é mais ampla.

Leia a entrevista completa no Diário do Pará.

Agora, vamos nivelar informações:

Eu tinha dito que o Jader aguardaria a decisão do TSF sobre a "Ficha Limpa" e, dependendo do resultado ele definiria seu voto. De ser favorável, apoiaria à candidata Ana Julia, sempre com o nariz torcido, claro, mas votaria nela. Da mesma forma que declarou, agora, que Ana Julia irá a Apanhar, teria declarado que Ana Julia ganharia neste segundo turno, embora seu voto continuaria secreto!.

Me equivoquei, ele não vota em Ana Julia, mas também, não houve o esperado perdão para ele.
Assim as coisas. Não declara voto em Ana, mas prognostica uma grande derrota do PT no Estado.

Se confirmado esse prognóstico, como parece ser, já que dificilmente Ana Julia conseguirá uma virada de 20%, -está conseguindo 10%, falta muito e o tempo passa rápido-, não termos um culpado e sim vários. Mas o principal será a própria Ana Julia.

Como disse uma tia, quem pariu mateus que o embale.

Agora minha gente. Se Ana Julia consigue essa virada prometida ontem pelos dirigentes do PT para o público que estava no debate, o milagre se chamaria mesmo, Lula da Silva e militância do PT. Lula em suas idas ao Pará contribuiu com 7% e só foi uma vez, no segundo turno. O resto seria a militância do PT.

Entretanto, só aguardando os resultados da última urna.

Não comam ansias, que,

Eleição e mineração só depois da apuração.

Leia uma postagem anterior sobre a decisão do STF.



Indecisos são apenas 4%, e Dilma mantém 12 pontos de dianteira, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha realizada ontem voltou a indicar estabilidade no quadro da corrida presidencial, com Dilma Rousseff (PT) mantendo liderança de 12 pontos sobre José Serra (PSDB).

A diferença agora é que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. Essa redução nesse grupo de eleitores indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT.

O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Quando se consideram os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% que obteve nos levantamentos de terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.

Se eleita, primeira viagem de Dilma será à África

Se eleita no domingo, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, já tem montada uma agenda de viagens internacionais em que desfilará de braços dados com o presidente Lula.

O comando da campanha dilmista começou a esboçar seus primeiros passos após a eleição. A tendência é que ela vá com a comitiva presidencial a Moçambique, África, em 9 de novembro, conhecer a fábrica brasileira de antiretrovirais.

A viagem começaria após os seis dias de férias que ela pretende tirar a partir do dia 2, caso seja eleita. Dilma encerra a campanha em Belo Horizonte, no sábado. No domingo, vota em Porto Alegre e deve acompanhar a apuração no Palácio da Alvorada, em Brasília, com Lula e ministros.

Na noite de domingo, a petista fará um pronunciamento em um hotel da cidade. Caso vença, segue para uma festa e concede entrevista na segunda. Segundo integrantes do QG dilmista e interlocutores de Lula, a ideia original era que o primeiro compromisso como eleita fosse a viagem a Seul, para a reunião do G-20. Dilma, porém, irá na comitiva de Lula que agendou a passagem por Maputo no caminho para a Coreia do Sul. A Presidência negocia a participação de Dilma no G-20.

Folha.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Japão oferece US$ 2 bilhões durante 3 anos para proteger biodiversidade


 O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, anunciou nesta quarta-feira (27) que o Japão doará US$ 2 bilhões nos próximos três anos aos países em desenvolvimento para proteger a biodiversidade, uma iniciativa saudada pelo Brasil, porta-voz dessas nações. 

“Vamos lançar uma iniciativa para apoiar os esforços dos países em desenvolvimento, para que elaborem suas estratégias nacionais e as apliquem”, disse Naoto Kan no discurso de abertura da sessão ministerial da 10ª Conferência sobre a Diversidade Biológica (CDB), que acontece em Nagoya. 

“Concederemos uma ajuda de US$ 2 bilhões, em três anos, a partir de 2010″, garantiu o premier japonês. A questão da ajuda financeira aos países em desenvolvimento é um dos pontos-chave da negociação que chegará ao fim na sexta-feira. Os outros temas cruciais são a instituição de metas globais para 2020 (percentual de áreas protegidas na terra e no mar, por exemplo) e a aprovação de um acordo sobre as condições de acesso das indústrias do Hemisfério Norte aos recursos genéticos dos países do sul. 

Os representantes de 193 países estão reunidos desde 18 de outubro em Nagoya para tentar concluir acordos sobre os três pontos. Extinção e conservação – Um amplo estudo sobre os vertebrados (mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes) apresentado nesta quarta-feira em Nagoya mostra que apesar de 20% das espécies estarem ameaçadas, os cientistas têm agora provas indiscutíveis dos efeitos positivos dos esforços de conservação. 

Os cientistas identificaram 64 mamíferos, aves e anfíbios que tiveram o estado de conservação melhorado graças às medidas de proteção adotadas. Mas apesar dos delegados presentes em Nagoya afirmarem ter consciência da situação, as negociações estão bloqueadas pelas habituais disputas entre países ricos e pobres, que já frustraram em grande parte as discussões na ONU sobre a luta contra a mudança climática. 

Neste sentido, o anúncio do Japão acalmou os ânimos, mesmo sem a divulgação de detalhes sobre o destino do dinheiro e quanto consistirá em ajuda direta e quanto em empréstimos. O Brasil, que se tornou o porta-voz dos países emergentes, elogiou a oferta do Japão. “É uma boa notícia”, declarou à AFP a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. 

“Para nós, no Brasil, é muito importante destacar que novos fundos, dinheiro adicional, são absolutamente importantes para a nova fase (das negociações)”, acrescentou. A ministra afirmou na terça-feira que as negociações internacionais sobre a biodiversidade em Nagoya devem resultar imperativamente em um acordo para conter a biopirataria. Já a ONG Greenpeace, que faz parte da sociedade civil presente nas discussões, destacou que a oferta do Japão estimula as oportunidades de um acordo em Nagoya. 

“É um grande início que o Japão apresente números concretos para proteger a vida na Terra”, afirmou à AFP o diretor do Greenpeace Wakao Hanaoka.

(Fonte: G1)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Bela fusão para governar a metade do Brasil. "There's no such thing as a free lunch"

Fusão à vista - DEM PMDB

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, uma das principais lideranças do DEM, se reuniu há alguns dias com o ex-deputado Moreira Franco (PMDB-RJ), homem de confiança do presidente nacional da sigla e candidato a vice na chapa da presidenciável Dilma Rousseff, Michel Temer.

No encontro , foi discutida a fusão entre as duas siglas. Fontes do DEM, conforme anunciou nesta terça-feira (26) a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, querem com a fusão “formar o maior partido do Congresso Nacional para se contrapor ao PT".

No Espírito Santo, caso a união se consolide, demistas e peemedebistas passariam a ter um terço da Assembleia Legislativa, com 10 deputados. Hoje, com a saída de Nilton Baiano (PP) e a entrada de Solange Lube, o PMDB se igualou em número de deputados ao DEM, que também fez cinco parlamentares. Uma possível união entre os dois partidos deixaria o governador eleito Renato Casagrande (PSB) refém da fusão DEM/PMDB.

Casagrande teria muito mais trabalho para costurar apoios na Assembleia. O novo governador teria também que entregar alguns bons cargos do seu governo a demistas e peemedebistas, contrariando sua posição inicial de não leiloar cargos por imposição política, e sim por mérito técnico.

Se para Casagrande a fusão seria desastrosa, de outro lado, quem festejaria muito a união seria o governador Paulo Hartung (PMDB). Nesse novo contexto, Hartung teria chances de ampliar sua influência no governo de Casagrande, manipulando mais à vontade os passos dos parlamentares e, consequentemente, assegurando uma parcela mais generosa de poder dentro do novo governo. O flerte entre DEM e PMDB, pelo histórico dos dois partidos, não parece nada platônico. Kassab aposta que a fusão poderia ser benéfica para os dois partidos em qualquer cenário, seja com Serra ou Dilma.

O prefeito paulista sabe que a fusão garantiria a maior bancada da Câmara dos Deputados aos dois partidos. Caso José Serra (PSDB) vença a eleição no próximo domingo (31), as lideranças do DEM trabalhariam para arrastar o PMDB para debaixo da asa do tucano, assegurando a governabilidade do novo presidente. Se Dilma se sagrar vitoriosa, os demistas manteriam a posição de "independência" em relação ao governo federal, aumentando o poder de barganha da nova bancada.

Mônica Bergamo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cinema - Minha vida com Carlos, 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.





Foi com apenas quatro anos de idade que Germán Berger Hertz ouviu pela primeira vez o relato da morte de seu pai, Carlos. Sua mãe, Carmen, nunca escondeu a forma como ele fora assassinado, em outubro de 1973, uma das vítimas do exército chileno no período ditatorial de Augusto Pinochet.


Mais de trinta anos depois, Germán iniciou uma busca para conhecer não apenas o homem símbolo político de resistência à ditadura de Pinochet (1973-1990), mas o cidadão comum, seu pai. Assim surgiu a história do documentário Mi vida con Carlos, dirigido por Germán, em exibição na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Durante essa última ditadura militar no Chile, as Forças Armadas e o órgão de inteligência DINA organizaram inúmeras ações como a Caravana da Morte, na qual Carlos foi assassinado, a Operação Condor, a Operação Albânia, a Operação Colombo, entre muitas outras, que resultaram na prisão arbitrária, exílio forçado, assassinato e desaparecimento de milhares de pessoas. Estima-se que 50 mil pessoas morreram ou desapareceram durante esses 17 anos de ditadura.


O filme, no entanto, não é mais um sobre as brutalidades das ditaduras militares do Cone Sul. Não se trata de um relato sobre a busca pelo corpo, documentos ou por justiça, mas “uma procura pelo lado amoroso de meu pai, de recuperar a sua sensibilidade dele”, contou por telefone Germán, filho de Carlos e diretor do documentário. “Foi uma necessidade de quebrar o silêncio emocional. Falávamos em casa somente o lado político de meu pai. Mas eu precisava preservar e perpetuar a memória pessoal dele. Contar às minhas filhas quem ele era”, explicou o diretor, de Barcelona, onde vive atualmente.

Germán fala de maneira natural sobre a falta que lhe fez a figura do pai, principalmente, depois que passou pela experiência de ser pai, há seis anos. “Na minha família, começamos a falar de Carlos, de seus gostos pessoais, do que o fazia dar risada, que tipo de música gostava de dançar, detalhes pessoais. Há uma mensagem social também porque a pessoa não é apenas uma foto, você recupera seu senso de humanidade e também um pouco da sua vida. Ainda que, lamentavelmente, esta ferida nunca se fechará”.

sábado, 23 de outubro de 2010

Trafego aéreo - pode ser sua vez

Este filme mostra-te o dia do tráfego aéreo a nível mudial durante 1 dia.

Cada ponto no filme, corresponde a um avião com, pelo menos, 200 passageiros.

Podes tentar perceber a hora do dia pelas áreas iluminadas e mais escuras que vão aparecendo sobre o Planeta.

Discurso do Allende sobre ser ou não ser cristão - qualquer referência ao Brasil é mera coincidência

Sempre a história nós permite encontrar inspiração para falar com o povo. 


 


Confissiones de um Militante da esquerda Paraense

É com tristeza eu ver que dediquei 20 anos de minha vida à um projeto quer se degenera a cada dia. Tenho dito. (Edir Veiga).

Eleições no Brasil: a esquerda caiu no pragmatismo desvairado

A experiência internacional européia dos partidos sociais democratas e trabalhistas no poder experimentou um caminho análogo. Todos os partidos transformaram-se progressivamente de partidos de massas em partidos de mobilização eleitoral. A luta pela transformação social se transmutou em luta pelo controle de parcela do poder de Estado, ou seja, governos e parlamentos.

O "envelhecimento" destes atores partidários redundou no cochilo frente à emergência de uma nova agenda pública, a partir da década de 1970, temas como: questões ambientais globais e locais, direitos humanos, liberdade opção sexual, questões culturais, artísticas, ética na política, etc. Esta agenda passou "desapercebida" pelos partidos da esquerda tradicional.

Ancorados nesta nova agenda pública, não captadas pelos partidos, emergiu organizações da sociedade civil que canalizaram toda esta nova agenda sócio-ambiental- cultual, fazendo emergir o poderoso movimento do terceiro setor, que ao ganharem musculatura, testemunharam a mudança do papel dos partidos políticos para uma dimensão meramente relacionada à institucionalidade estatal.

No Brasil o PT conheceu a conquista de governos estaduais e federal e experimentou a mais fantástica alteração objetiva em sua forma de ver o mundo, a política e as relações com o aparelho de Estado. Num curto espaço de tempo, de 15 anos, o PT trocou a negação total de alianças com partidos de centro e chegou a se aliar até com partidos da direita ideológica.

O PT vem se estatizando a passos largos, os movimentos sociais influenciados pelo PT, perdeu seus principais quadros, que viraram parlamentares, assessores ou governantes. Enquanto isso, estes mesmos movimentos sociais, dirigidos por líderes poucos expetimentados e despreparados foi progressivamente manietado peloa direção política emanados dos governos.

O debate entre meios e fins ou entre filosofia e política foi esquecido. A adesão completa à institucionalidade do sistema eleitoral e partidário foi total. Em nome de conquistar governos e parlamentos adentrou-se ao tortuoso caminho do financiamento de campanhas, para não depender do empresariado, muitos governantes e parlamentares foram flagrados no famoso caixa 2. Muitos líderes renomados foram fulminados em escândalos públicos.

As lideranças partidárias cometem, a cada dia, pecados mortais contra a marca PT. Até com "inimigos" históricos e recentes aparecem abraçados no palaque eletrônico (TV), a exemplo do que ocorreu com Almir Gabriel no Pará, ou com Collor em Alagoas.

Assim o PT caiu no pragmatismo mais deslavado, abandonou seu compromisso histórico com uma ética republicana e se comporta eleitoralmente com os partidos tradicionais, pagando formiguinhas, bandeirolas e boca de urna.

Vale a pena assistir, muiito.

Lei da Ficha Limpa


Quere apostar: Quarta feira será votada a Lei da Ficha Limpa no Superior Tribunal Federal (STF). A validade terá seu primeiro desafio,  analisar o recurso do Jader Barbalho (PMDB-PA). 

Resultado: Jader será o primeiro caso favorecido pela Lei. Isso já está acertado é caso acordado previamente. 

Logo depois: Jader, sua ex-mulher, Elcione Barbalho e o filho (Prefeito de Ananindeua), Helder Barbalho, declararão voto em Ana Julia, neste segundo turno. 

Brasil não muda, nada acontece com o País e a banda podre da política brasileira é lavada pelo órgão que faz o blanquamento da corrupção no Brasil. 

Isso se chama a política do "gato pardo" tudo muda para que tudo fique igual. 

Os nossos filhos e o futuro do Brasil agradecem.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

RESUMO DAS PESQUISAS (DATA FOLHA/IBOPE/CENSUS/VOX POPULIS)


RESUMO DAS 4 PESQUISAS

MEDIA DAS 4 PESQUISAS 



Veja a matérria completa no Estado de São Paulo, na coluna "Política", de José Roberto de Toledo. Clique    Aqui

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PESQUISAS - CNT/Sensus -IBOPE

Pesquisa CNT/Sensus, divulgada há instantes, indica "saída do empate técnico" (Blog do Cláudio Humberto)  entre Dilma Rousseff (PT), que agora soma 46,8% das intenções de voto, contra 41,8% de José Serra (PSDB), na estimulada.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados citam em quem vão votar, Dilma tem 45,3% e Serra 40,6%. O levantamento foi realizado nos dias 18 e 19. Para 44,7% dos entrevistados, Dilma é a única candidata em quem votariam; para 15,5% a candidata na qual poderiam votar, 35,2% não votariam de jeito nenhum. Para 35, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 20,6%, é o candidato no qual poderiam votar; 39,8%, não votariam de jeito nenhum.


 CNT/Sensus -IBOPE




IBOPE  


Imagens do Blog do Parsifal 5.0

meio Ambiente - Megaprojetos continuarão a ser construídos no Norte

Se o próximo governo eleito mantiver a tendência de continuar privilegiando os empreendimentos hidrelétricos para dar conta do aumento da demanda nesta década, a região Norte, que concentra 70% do potencial hidrelétrico do país, deverá assistir à construção de novas usinas.

No lugar da bacia do rio Xingu, onde será erguida Belo Monte, e da bacia do rio Madeira, onde serão instaladas as usinas de Jirau e Santo Antônio, o foco estará nas bacias dos rios Teles Pires, Tapajós e Juruena, que, somadas, podem ter um potencial superior a 20 mil MW.

Um dos maiores projetos a serem licitados nos próximos anos é o da usina de São Luiz dos Tapajós, no rio Tapajós, no Pará, com capacidade de 6.133 MW, praticamente a mesma capacidade da usina de Santo Antônio e Jirau e que deverá receber mais de R$ 7 bilhões em investimentos, segundo estimativas do mercado.

Outro projeto é a hidrelétrica de Teles Pires, no rio Teles Pires, em Mato Grosso, com capacidade de 1.820 MW, que poderá ser licitada ainda neste ano. O rio que corta Mato Grosso deve também assistir à construção de outros empreendimentos: São Manoel, Sinop, Colíder, três usinas, que, somadas, têm capacidade instalada de cerca de 1400 MW. Para reduzir o impacto ambiental dos empreendimentos na região Norte, uma ideia para a construção das usinas da bacia do rio Tapajós, com pouco mais de 10.500 MW de capacidade, é a utilização do conceito de usinas plataformas, que se inspira nas plataformas de exploração de petróleo em alto mar.

O desmatamento se restringe apenas à área da usina e pequenos canteiros de obras. Ainda é feito um trabalho por turnos longos como nas plataformas de petróleo, sendo que os funcionários se acomodam em alojamentos temporários. Durante a construção, a permanência dos trabalhadores no local é de curto prazo, o que ajuda a reduzir o impacto ambiental e evita a atração de contingentes populacionais. Com o novo conceito, estima-se que a população do entorno seja dois terços menor do que a da vista com a construção de uma hidrelétrica comum. Na conclusão da usina, o canteiro de obras é desfeito, sendo que todos os equipamentos, construções e trabalhadores que não forem essenciais à operação do empreendimento serão retirados do local.

Quem está de olho nessas licitações não são apenas construtoras e fundos de investimentos, mas também autoprodutores de energia elétrica, um grupo que reúne grandes empresas como Vale, Alcoa, CSN, Samarco. Desde a implementação do modelo do setor elétrico em 2004, a participação desses agentes foi reduzida, mas a licitação da usina de Belo Monte pode ter marcado um ponto de inflexão, ao ter estabelecido que um percentual da capacidade do megaempreendimento fosse destinado para a autoprodução. "Isso tornou o autoprodutor um parceiro atraente para os demais empreendedores interessados no projeto e eliminou a barreira econômica existente representada pelo subsídio do mercado livre", diz o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Mário Menel. Os olhos dos autoprodutores miram os novos empreendimentos hidrelétricos que poderão ser licitados na região Norte.

"Temos esperança de que o governo mantenha, para projetos de maior porte como o são os de Teles Pires e do complexo do Tapajós, o mesmo modelo de Belo Monte, ou seja, incluindo cláusula de destinação exclusiva para autoprodutores. Sem condição restritiva de ordem econômica, certamente haverá interesse dos autoprodutores em participar desses leilões." Hoje, cerca de 48% da carga das grandes empresas é suprida por projetos próprios de geração, sendo que os 52% restantes são comprados de distribuidoras ou do mercado livre.

Para aumentar sua competitividade, as autoprodutoras estimam que seria necessário atingir em 2020 uma parcela de 56% de carga suprida por projetos próprios de geração. Para chegar a esse número, as empresas podem investir R$ 27 bilhões nesta década para aumentar em 6 mil MW sua capacidade, sendo que 65% desse montante seriam supridos com investimentos em geração própria.

"Pretendemos investir R$ 27 bilhões até 2020 para atender essa matriz ideal de autoprodução e temos como prioridade a energia hidrelétrica, mais competitiva", avalia Menel, ao apontar que o consumo de energia representa entre 30% e 35% do custo final de produção nas atividades de mineração e siderurgia.

Matéria completa no Valor Online clique

Aqui

E ainda tem quem critica liberdade de imprensa no Brasil. Para quem conheceu regime militar, o paraíso é aqui



Poucos países do mundo têm o privilégio de contar com uma imprensa tão livre como a imprensa do Brasil. Mas sempre encontramos quem ainda critica esse patrimônio da democracia brasileira. Parece que esqueceram o passado do Brasil e da América Latina, quando jornais, rádios e televisões eram invadidos e seu patrimônio destruído e encarcerados (encarcelados) deus jornalistas e profissionais da imprensa. Devemos, hoje mais do que nunca celebrar estes avanços alcançados pela democracia brasileira. 

Veja matéria completa sobre o avanço da liberdade de imprensa no País.


O Brasil subiu 13 posições e ocupa o 58º lugar no ranking mundial de liberdade de imprensa, divulgado nesta quarta-feira pela ONG Repórteres Sem Fronteira (RSF).

Segundo um comunicado da organização, a melhora na lista ocorreu graças a uma "evolução favorável na legislação" do país.

"Um passo positivo foi dado às vésperas das eleições, com a revogação da lei que proibia caricaturar políticos", explicou em entrevista à BBC Brasil Benoît Hervieu, responsável pelas Américas da RSF.

A ausência de violência grave contra a imprensa e uma maior sensibilização do poder público em relação ao acesso à informação também motivaram o salto do país. "Por último, o Brasil tem uma das comunidades mais ativas na internet", diz o comunicado.

No topo do ranking de liberdade de imprensa estão, empatados em primeiro lugar, Finlândia, Islândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça. Na outra ponta da lista, estão Turcomenistão (176º), Coreia do Norte (177º) e Eritreia (178º).

O relatório também destacou, em um capítulo intitulado "Crescimento econômico não quer dizer liberdade de imprensa", que o Brasil foi o único a evoluir no ranking entre o grupo dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China); Índia é 122ª na lista, Rússia 140ª e a China 171ª.

Brasil Apesar da melhora do Brasil, Hervieu garante que é preciso prudência, "pois ainda há problemas de violência" ligados à realização do trabalho da imprensa. Outro ponto negativo, segundo a organização, é a "censura prévia".

"Ainda existe uma forte censura prévia no Brasil. Nos últimos anos vimos uma multiplicação de ataques nesse sentido", diz Hervieu. Para ele, a Justiça brasileira sofre influência de políticos e toma decisões "ridículas, como proibir a citação de nomes e sobrenomes" em reportagens.

Hervieu minimizou a troca de acusações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e parte da imprensa nacional durante a campanha eleitoral. "A posição da mídia ao dizer que as palavras de Lula são uma ameaça à imprensa é exagerada."

Festa bahiana no Pará

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Eleições - Segundo Turno - Vote na enquete do Blog para Presidência da República e para Governo do Estado do Pará

Se fecha o Círculo





Terminou às 13h de hoje a coletiva na qual o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Domingos Juvenil (PMDB), terceiro colocado na disputa pelo governo do Pará, anunciou seu apoio a Simão Jatene (PSDB), no segundo turno.

A coletiva começou por volta das 12h25. Domingos Juvenil discursou e fez a declaração oficial de sua aliança com candidato do PSDB ao governo do Pará. Em seguida, Simão Jatene também fez discurso, destacando a importância da parceria entre os dois partidos, e o peso do apoio de Juvenil.

A coletiva aconteceu no comitê de campanha tucano, que fica na Avenida Pedro Álvares Cabral. Vários nomes do PMDB estavam presentes, como o vice de Juvenil, Hildegardo Nunes, o deputado federal eleito, José Priante, a deputada estadual reeleita, Simone Morgado, assim como o também peemedebista Luiz Eduardo Anaice.

Os senadores Mário Couto e Flexa Ribeiro, reeleito nestas eleições, e Ana Cunha, também eleita deputada estadual, marcaram presença pelo PSDB. 

(DOL)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segundo Turno - Último Bloco. A despedida dos candidatos

Tem visita no Pará




Estrategista político central da campanha do segundo turno de José Serra (PSDB) à Presidência, o senador Aécio Neves afirma que subestimam a inteligência tucana aqueles que acham que por trás de seu real empenho na causa está o compromisso de que os paulistas não serão novamente obstáculo para as pretensões mineiras em 2014.

Para o ex-governador mineiro, Serra tem possibilidade real de vencer, sobretudo porque, no segundo turno, incorporou a tese de que representa um projeto político coletivo. Aécio começa inclusive a traçar uma missão para o Senado caso Serra vença: ajudá-lo a formar uma maioria no Congresso. Aécio desembarca em Belém na quinta(21) para turbinar a campanha tucana no Pará.

Deu no Blog do Espalha Brasa

Pedras Rolando, um deles




As drogas, o relacionamento com Mick Jagger e com a cantora e atriz Marianne Faithful, a vida na prisão e os amores são alguns dos temas polêmicos que fazem parte das memórias do guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, que serão publicadas no final de outubro na Inglaterra.

Extratos da autobiografia Life, divulgados neste sábado (16/10) pelo jornal britânico The Times, revelam segredos e a história dos Rolling Stones quando eram um dos grupos mais populares e influentes do século 20. Trata-se de um quase ajuste de contas de Richards, que relata tensas relações com Mick Jagger, a quem chama de “sua majestade” ou “Brenda” e define como uma pessoa que se tornou “insuportável” desde o começo da década de 80.
– Sentia carinho por Mick, mas nos últimos 20 anos parei de entrar em seu camarim – confessa o guitarrista, de 66 anos.
 
Richards diz também que Jagger tem o “membro sexual pequeno” – um detalhe que, aparentemente, foi-lhe relatado pela artista Marianne Faithfull, com quem teve um breve relacionamento, quando ela ainda estava com Mick (Richards foi pego no flagra e fugiu por uma janela). 

O guitarrista também conta que, durante uma viagem à Espanha, ficou com Anita Pallenberg, namorada de um dos fundadores do grupo, Brian Jones:

– Ainda me lembro do perfume dos laranjais em Valencia. Quando se sai com Anita Pallenberg pela primeira vez, não dá para esquecer os detalhes.

Life estará nas livrarias britânicas a partir de 26 de outubro.

(com informações da Agência France Presse)