quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ibama diz que licença para Belo Monte obedeceu critérios



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu hoje (26) autorização para o começo da construção do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

O presidente substituto do Ibama, Américo Ribeiro Tunes, assinou uma autorização de supressão de vegetação, que permite o desmate de uma área de 238 hectares no local de construção da usina. O documento autoriza a Norte Energia, responsável pela obra, a “proceder a supressão de vegetação relativa à implantação de infraestrutura de apoio no sítio Belo Monte (acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira)”.
Na prática, a autorização equivale a uma licença parcial de instalação, que não está prevista no processo regular de licenciamento ambiental. A empresa vai precisar obter junto ao Ibama a licença de instalação, que permite começar as obras. Depois que o empreendimento estiver concluído, será preciso uma licença de operação para colocar a hidrelétrica em funcionamento.

O Ministério Público Federal já havia anunciado que irá entrar com uma nova ação na Justiça caso o Ibama emitisse alguma autorização parcial antes da licença de instalação.
A autorização assinada hoje prevê uma série de condicionantes que deverão ser cumpridas pelo consórcio para compensar o desmatamento na área da usina, entre elas a recuperação de 64,5 hectares de Área de Proteção Permanente na zona de influência da hidrelétrica.
Belo Monte é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento e deve ser concluída até o começo de 2015. Com potência instalada de 11,2 mil megawatts, será a segunda maior hidrelétrica brasileira e a terceira maior do mundo.

(Agência Brasil)

Fórum discute importância das florestas para sustentabilidade do planeta

 Afinal, qual é a importância das florestas não só para o equilíbrio fundamental do planeta, mas também para a sobrevivência das populações humanas?

Já se sabe que alguns dos serviços ambientais essenciais oferecidos pelas florestas são a regulação do clima, a manutenção e oferta de água e de alimentos. Sua importância também pode ser traduzida em inúmeras possibilidades econômicas decorrentes de sua utilização.
Para discutir a proteção em caráter emergencial das florestas de todo o planeta,
representantes das Nações Unidas estão reunidos desde segunda-feira (24), em Nova York (EUA), no 9º UNFF (Fórum das Nações Unidas para Florestas) com o propósito de estabelecer agendas internacionais comuns em torno deste objetivo.

Durante duas semanas, os países membros vão debater a importância das florestas para o bem-estar e garantia da sustentabilidade das próprias populações humanas, sem se limitarem à questão da produção e do mercado florestal – focado no fornecimento de madeira -, tônica que sempre permeou essas discussões.

De acordo com João de Deus, diretor do Departamento de Florestas do MMA, no Ano Internacional de Florestas (2011), o lema da campanha da ONU pretende lembrar a todos que a conservação florestal não é um obstáculo ao desenvolvimento.

“As comunidades podem desenvolver suas economias em um processo que esteja associado à habilidade de se conseguir manter os recursos a longo prazo”, comenta.
Outros temas como a preservação da biodiversidade (especialmente em florestas tropicais, que apresentam megadiversidade), redução de sua perda e manutenção de florestas como estratégia de mitigação dos efeitos de mudanças climáticas serão pautados no Fórum.

O principal ponto que o Brasil pretende defender é o manejo adequado de florestas tropicais como instrumentos de mercado. João de Deus explica que existe a possibilidade de um modelo de desenvolvimento em que as florestas vão auxiliar no processo socioeconômico das comunidades, feito a partir da utilização de recursos múltiplos destas áreas.
“Ao gerar esta multiplicidade de usos, este modelo prevê que a pressão econômica sobre os recursos florestais deve ser compatibilizada com a sua conservação a longo prazo”, argumenta.

A reunião vai avaliar como cada país membro pode implementar tais mudanças e socializar ideias e sugestões em busca de novas iniciativas.

Manejo florestal – João de Deus afirma que os atuais padrões de manejo florestal têm se mostrado insatisfatórios. Ele explica ainda que a criação de novos modelos vai exigir novas tecnologias e desenvolvimento de conhecimento, além de investimentos em pesquisas nesta área.

“A cooperação deve trabalhar firme e rapidamente nesse processo. Perdemos muito tempo com a propagação da ideia de que o manejo florestal seria uma única solução para todos os males”.

O manejo florestal é o documento técnico que contém o planejamento para a exploração de determinadas espécies madeireiras nas florestas. Implica no manejo da floresta que extrai da mesma apenas o que ela conseguiria repor naturalmente, sem que isso comprometa o equilíbrio do ecossistema e sua capacidade de regeneração florestal, sem colocar em risco sua cobertura vegetal. (Fonte: Carine Correa/ MMA)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Conceição e o futuro do Brasil, sempre atual.







Para que o Brasil de 2020 erradique a miséria e caminhe mais próximo dos países desenvolvidos­, é preciso que se faça o controle da inflação e do crédito e  que os governos garantam políticas efetivas de defesa soberana interna. Esse foi o principal alerta dado pela economista Maria da Conceição Tavares na 1ª Conferência do Desenvolvimento, promovida em novembro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Desafiadora e sempre se fazendo ouvida por especialistas dos mais diversos setores, Conceição, aos 80 anos, foi a grande convidada do evento do Ipea (do qual é conselheira). E disse que para garantir o desenvolvimento do país com vistas aos próximos dez anos é preciso a conscientização, por parte de técnicos e governantes, de que nem sempre crescimento significa distribuição de renda.


Ela alerta para o fato de que o desenvolvimento brasileiro deve continuar sendo norteado por políticas universais de educação, saúde e de transferência de renda, mas sem que o novo governo deixe de lado o eixo econômico. “Se não houver melhoria na indústria, por exemplo, vamos virar um país exportador primário de quinta categoria”, acentuou. Outros pontos destacados pela economista foram a questão cambial e o incremento da atual política industrial e tecnológica brasileira, que considera fundamentais para o desenvolvimento nacional de longo prazo. E, também, a necessidade de fazer uma reforma tributária – tarefa, de acordo com ela, que ainda não saiu do papel porque os ricos e grandes proprietários não querem pagar impostos; quem realmente­ paga é a classe média. A verdade é que a dificuldade de uma reforma tributária ser aprovada decorre do fato de essas pessoas (ricos e grandes proprietários) serem as que elegem a maior parte do Congresso.

 

Crise global

Em relação ao momento observado na economia mundial depois da crise econômica de 2008, Maria da Conceição Tavares afirmou que o Brasil precisa ficar preocupado e fazer o controle de quantitativos para combater a inflação, como aumentar o compulsório e controlar o crédito. “Só não pode puxar a taxa de juros, por conta da situacão fiscal e do balanço de pagamento”, ressaltou.

De acordo com ela, não é possível deixar o equilíbrio e o desenvolvimento do país voltados para as tendências do mercado. O governo precisa ter uma política macroeconômica que desvalorize lentamente o real para evitar choque de juros e de câmbio, o que poderá fazer com que o Brasil seja um país independente e soberano nos próximos anos – “Não apenas para o exterior, mas com políticas de defesa soberana interna”, assegurou.
Em tempos de discussões sobre os possíveis cortes no Orçamento da União para 2011, a economista foi além. Disse que a política fiscal de cortar gastos sociais utilizando como argumento a necessidade de investir, a seu ver, não faz sentido. “O que se precisa é cortar aquelas despesas consideradas irrelevantes, como os salários de juízes­ e parlamentares, não os gastos sociais. O Congresso Nacional não gera receita nem justiça, logo não tem direito de criar despesa”, acentuou.

A economista ainda recomendou ao governo que, para manter o crescimento econômico sem risco inflacionário, faça um “realinhamento cambial lento” e ao mesmo tempo baixe os juros, iniciando um controle dos capitais que “entram só para ganhar nos juros e na Bolsa”, com a permissão da legislação brasileira.
Conceição defendeu a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) – o conhecido imposto do cheque, cujos recursos eram destinados à área da Saúde. E também a atual política de reajuste do salário mínimo, que acompanha a inflação mais o crescimento da economia de dois anos antes. Apesar disso, ressaltou que consideraria mais eficaz se os reajustes misturassem o crescimento passado com uma expectativa de crescimento.

 

Brasil de 2020

A conferência do Ipea teve a proposta de estudar os rumos de desenvolvimento do país para a próxima década e traçar, de certa forma, o que seria o início de um novo pensamento desenvolvimentista até o ano 2020, do ponto de vista do planejamento, da economia e das políticas sociais e de educação. Um dos expositores, o economista e educador Cândido Mendes, lembrou que um dos avanços dos últimos anos foi o fato de o Brasil ter saído do chamado Consenso de Washington. “Isso permitiu que tivéssemos um modelo econômico claro de produção com distribuição de renda, com a oportunidade de manter e desdobrar o desenvolvimento”, afirmou.

João Paulo dos Reis Veloso, um dos criadores do Ipea, propôs um modelo de desenvolvimento para o país baseado no conhecimento. “Na dimensão econômica, é preciso levar o conhecimento em todas as suas formas para todos os setores da economia e, na dimensão econômico-social, levar­ o conhecimento a todos os segmentos da sociedade, promovendo inclusão social e digital. Isso exige a transformação do Brasil em um país de alto conteúdo humano interagindo com inovação e tecnologia.”
Para Reis Veloso, o Brasil fez opções erradas no passado, sobretudo por ter deixado de implementar algumas reformas, como a tributária. “Para tornar o país desenvolvido em duas ou três décadas, é preciso sonhar e criar uma mobilização por um modelo com grande geração de empregos”, acrescentou, para alertar: “Se não fizermos essa opção, seremos a geração perdida”.

O presidente do Ipea, Marcio Pochmann­, acentuou que o planejamento do desenvolvimento exige sabedoria para enfrentar questões que conectam os brasileiros ao passado e os ligam ao futuro. E destacou que o Brasil ainda não é um país desenvolvido por três fatores: por não ter cultura democrática, por ter demorado na transição para uma sociedade urbana e industrial e pela inversão na trajetória dos direitos sociais­, que, no Brasil, não acompanharam os direitos políticos.

 

Qualidade

Durante o evento, o instituto divulgou o mais recente relatório sobre o Índice de Qualidade de Desenvolvimento (IQD), que avalia vários indicadores da população. O trabalho constatou que, de 2003 até hoje, o único índice que mostrou melhora contínua foi o que se refere à qualidade do bem-estar dos brasileiros. O que, conforme os pesquisadores, se reflete nas constantes quedas observadas na desigualdade e na pobreza do país ao longo do período – além de maior formalização no mercado de trabalho.

O ponto fraco, entretanto, foi o chamado índice de qualidade da inserção externa, que mostrou um comportamento volátil e ficou, durante a maior parte do período estudado, em patamar abaixo do registrado pelos outros índices, levando à observação de que ainda é frágil a inserção externa da economia brasileira. Segundo o Ipea, a evolução do IQD permite concluir que a crise econômica global de 2008 interferiu nos indicadores de desenvolvimento brasileiros, embora estes tenham apresentado recuperação rápida. Boa parte dessa performance, apontou o documento, foi conseguida em razão do bom desempenho das reservas internacionais do país, da massa salarial e da redução da taxa de desemprego.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Se cumprirá o presságio do Coronel Nascimento, vai dar....


O retorno Mangabeira Unger, ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, voltará a ter funções na pasta: aceitou convite de Moreira Franco e trabalhará na conclusão da elaboração de programa sustentável para Amazônia, Nordeste e Centro-Oeste. A tarefa não será remunerada, dizem eles.

Corretíssimo, a presidenta é ela.

Obedece quem tem juízo

Eliane Cantanhêde - Folha


BRASÍLIA - Apesar de Dilma Rousseff e Nelson Jobim terem acertado os ponteiros e estarem dialogando fluidamente, a posição de Jobim no governo já foi bem mais confortável -quando o presidente era Lula.

Jobim encontrou a Defesa em polvorosa, numa bagunça indescritível. Trocou uns chefes, enquadrou outros, arrumou a casa. É considerado o primeiro ministro da Defesa de fato na história deste país.

Para tanto, Jobim pediu e obteve carta branca de Lula, que gosta de empurrar decisões e abacaxis com a barriga e adorou jogar os militares para no colo do ministro.
Assim, Jobim tratou as Forças Armadas como um feudo seu. Criou a Estratégia Nacional de Defesa, definiu programas bilionários para Marinha, Aeronáutica e Exército -nesta ordem- e reformulou toda a organização militar para reforçar a posição do... próprio ministro.

Ocorre que Lula é Lula, e Dilma é Dilma. Ela tem uma lealdade canina -ou seria feminina?- ao ex-chefe e mentor, mas tem lá seu estilo, seu gosto pela gestão e pelo poder. Se Lula permitia e até agradecia a existência de feudos, especialmente o da Defesa, com a nova presidente não funciona assim. Ela quer saber tudo, acompanhar tudo, cobrar tudo, ter certeza do que está decidindo e assinando.

Trocando a metáfora: Jobim cantava de galo na área militar; agora não canta mais. Ele queria comprar os caças da FAB no governo Lula, mas Dilma vetou. Disse que seria em janeiro, mas Dilma adiou. Fez seu próprio parecer, mas Dilma quis ver o da FAB. Tentou continuar sendo o único interlocutor do presidente na sua área, mas Dilma abriu as portas para conversas a sós com os comandantes.

A comunicação da presidente com seu ministro vai bem, até porque ela, apesar de nascida em Minas, fala gauchês tão bem quanto Jobim. Mas ficou claro que ele não decide mais sozinho. Agora, quem manda é ela. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.


País rico oferece mão de obra ao Brasil. Urgente, capacitação para já, educação para o futuro

Governos e entidades de classe do exterior contatam empresários no país para tentar enviar trabalhadores qualificados

Desenvolvimento faz intermediação de alguns encontros; vinda de profissionais esbarra em custo e burocracia


 Com a falta de mão de obra qualificada no Brasil e o excesso de profissionais sem emprego nos países ricos em razão da crise, governos e entidades de classe do exterior têm contatado empresários e associações de engenheiros e arquitetos nacionais para oferecer trabalhadores.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) faz a intermediação de alguns desses encontros, como aconteceu em novembro, com representantes dos Estados Unidos. Outros estão sendo feitos diretamente. Reunidos na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, a convite do MDIC, empresários assistiram a uma exposição por videoconferência sobre o perfil e a qualificação das empresas americanas na área de arquitetura e engenharia.

"Eles mostraram que têm ociosidade e capacidade para trazer profissionais e empresas para trabalhar aqui", disse José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que participou do encontro. CRISE "Em razão da crise lá fora, há interesse brutal desses profissionais em vir para cá", afirmou Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), também presente ao encontro. Dos brasileiros os estrangeiros ouviram detalhamento dos investimentos previstos nas áreas de energia, transporte, habitação e saneamento, além do passo a passo de um longo e caro processo para validar diplomas e obter autorização para trabalhar no país.

O tempo pode chegar a oitos meses, e o custo, passar de R$ 15 mil. A fila de espera para entrada no país inclui engenheiros e arquitetos americanos, espanhóis, italianos, portugueses e ingleses, além de chilenos e argentinos. CONTRAPARTIDAS Para o Brasil, encurtar esse processo depende de contrapartidas. Representantes dos trabalhadores querem aproveitar o interesse e abrir oportunidades para brasileiros nesses países ricos.

"Eles tiveram seu momento de expansão e não flexibilizaram [regras] para a gente. Pode ser feito um acordo bilateral de longo prazo. Hoje, a gente não consegue entrar no mercado europeu", disse Melo, que já se reuniu com representantes dos EUA, da Espanha, do Chile e de Portugal e aguarda um encontro formal com o Reino Unido.

"Queremos contrapartidas e aguardamos manifestação deles", disse. Segundo ele, o número de pedidos de registro de estrangeiros triplicou em 2010. Procurado por representantes da Itália, da Espanha e da Argentina, o presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do Paraná, Álvaro Cabrini, disse que todos ficaram de formalizar os pedidos, "mas até agora não chegou nada".


Folha de São Paulo. SHEILA D'AMORIM DE BRASÍLIA

sábado, 22 de janeiro de 2011

Música - Johann Sebastian Bach - Toccata et fugue - sete minutos

Literatura - Recomendo, estou lendo.


  Filha de uma tradicional família colombiana, educada na Europa, Ingrid Betancourt
resolveu abandonar a segurança de uma vida confortável para dedicar-se aos problemas de seu conturbado país.
Elegendo-se sucessivamente deputada e senadora, Ingrid fundou em 1998 o partido
Oxigênio Verde, com o objetivo de trazer novas esperanças à política colombiana, marcada pela violência sectária e pela corrupção.
Interessada em promover o diálogo entre as diversas facções da guerra civil que há décadas dilacera a Colômbia, a jovem senadora resolveu em 2001 lançar sua candidatura às eleições presidenciais.
No ano seguinte, durante uma viagem de campanha ao único município governado por um prefeito de seu partido, a candidata - então mal colocada nas pesquisas - foi sequestrada por um comando das Farc, junto com diversos assessores e seguranças, num episódio até hoje mal explicado. Levada para o interior da selva em inúmeras viagens de barco, caminhão e marchas a pé, Ingrid se viu repentinamente desligada do convívio dos amigos e da família, isolada do mundo exterior em meio a guerrilheiros fortemente armados.
A autora de Não há silêncio que não termine passaria mais de seis anos em poder das Farc. Sua visível agonia, documentada por cartas e “provas de vida” em vídeo, bem como sua libertação numa célebre e cinematográfica operação do Exército colombiano, em 2008, chamaria novamente as atenções do mundo para o conflito que
atualmente ameaça a paz no continente sul-americano. Este livro é o relato contundente de sua experiência como prisioneira da guerrilha narcotraficante, em
meio à fome, à doença e às humilhantes condições impostas pelos sequestradores.
Os momentos mais dramáticos de sua longa crônica de desventuras certamente são as desesperadas tentativas de fuga.
Decidida a recuperar sua liberdade a qualquer custo, Ingrid tentou escapar diversas vezes, sendo invariavelmente recapturada pela guerrilha, faminta e perdida na selva.



Fim de semana em casa - "The Runaways - Garotas do Rock"


 EUA - 2010. Dir.: Floria Sigismondi Distribuição: Paris Filmes / BBB (*)

É 1975 e o produtor Kim Fowley (Michael Shannon) vislumbra a possibilidade de alcançar o mesmo êxito dos Beatles fabricando uma banda de "bad girls" recém-saídas da puberdade. Elas seriam batizadas como The Runaways: um fenômeno meteórico que a crítica só levaria a sério décadas mais tarde. Esta cinebiografia realça a espiral autodestrutiva da vocalista Cherie Currie, tal como sua conturbada relação (romântica e profissional) com a guitarrista Joan Jett (que triunfaria em carreira solo nos anos 1980). Ambas são interpretadas por Dakota Fanning e Kristen Stewart, também colegas na saga "Crepúsculo". Ingênuo, um tanto superficial, o longa acerta na reconstituição de época, na trilha e, sobretudo, nas fidelíssimas cenas de palco.


(*) AAA Excepcional / AA+ Alta qualidade / BBB Acima da média / BB+ Moderado / CCC Baixa qualidade / C Alto risco

Pará - Os blog e as redes sociais, o uso da internet em Belém

Leia um amplo relatório que a empresa de pesquisas ACERTAR realizou em Belém sobre o uso da internet, por segmentos sociais, idade. Veja também quais são os principais blog (muitos chapa branca de jornais estabelecidos que apresentam maiores acessos.

Pesquise também outras informações que a empresa difunde e serviços que oferece:

Pesquisas eleitorais, Pesquisas de Mercado assessoria de imprensa, Consultorias
Pesquisas Sociais, Pesquisas de Desempenho Administrativo.  Construção de Sistema de Indicadores de Desenvolvimento Sistentável. Desenvolvimento de Indicadores Políticos, Sociais, Econômicos e Ambientais e outros serviços.



Com a intenção de realizar um mapeamento das características socioeconômicas dos usuários de internet no município de Belém, a empresa de pesquisas apresenta este estudo, que além das características sociais dos entrevistados, traz indicadores sobre a rotina de acesso e aos serviços disponíveis na internet.

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de dezembro de 2010 e contou com a participação 706 entrevistados residentes no município de Belém, sendo que o universo foi formado por pessoas de ambos os sexos com idade de 14 anos a mais. A margem de erro da pesquisa é de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados gerais, dentro de nível de confiança de 95,0%. 

Ressalta-se que foram abordadas 1.183 pessoas e 706 informaram serem usuários de Internet, ou seja, pessoas que informaram terem acessado a rede nos últimos 30 dias e para os quais foram aplicadas as questões específicas sobre o uso da Internet.

A pesquisa foi quantitativa do tipo survey (isto é, feita com plano de amostra, com aplicação de questionários estruturados e padronizados), baseada em amostra representativa da população de Belém. Para obter representatividade foram utilizadas amostras da população em estudo, estratificada por idade, sexo e classe econômica.
Para estimar a classe econômica dos entrevistados, utilizou-se o Critério de Classificação Econômica Brasil, desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa – ABEP, cujo objetivo é classificar economicamente a sociedade por meio do levantamento da posse de itens – utensílios domésticos – e da educação do chefe de família. Para tanto, considera-se um sistema de pontuação e a soma dos pontos é relacionada a uma determinada classe socioeconômica: A, B, C, D e E.

A base utilizada para a elaboração do plano amostral foi o CENSO 2010 realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, utilizando quotas proporcionais segundo as variáveis: sexo (masculino e feminino) e grupo de idade (14 e 15, 16 a 24, 25 a 39, 40 a 49, 50 a 59 e 60 anos e mais).

Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado de acordo com os objetivos da pesquisa. Os entrevistados foram abordados aleatoriamente, em trânsito – em locais de fluxo populacional, de modo a evitar ao máximo o efeito de aglomeração, que pode tornar a amostra tendenciosa; as entrevistas foram realizadas de forma pessoal, face a face.

Para garantir a autenticidade e veracidade dos dados coletados, foram adotados dois níveis de controle de qualidade: Todos os questionários aplicados em campo foram devidamente criticados para avaliação da consistência das informações e 20% do material coletado em campo foi verificado.


A apresentação dos resultados da pesquisa é feita segundo as seguintes variáveis de cruzamento: classe econômica, sexo, grupo de idade e grau de instrução.

PERFIL DOS USUARIOS DE INTERNET
Foram considerados usuários ativos de Internet aqueles que acessam pelo mesmo uma vez durante o mês a internet de algum local, seja da residência, local de trabalho, estabelecimento de ensino, lan house, domicílio de outras pessoas ou qualquer outro local, por meio de microcomputador. Segundo a pesquisa, 59,7% da população de Belém com idade superior a 14 anos acessam a Internet. Isso significa que a cada 100 pessoas com idade superior a 14 anos, 60 são usuários ativos.

A análise por faixa etária mostra que os usuários ativos entre 16 a 24 anos são quem mais acessam a internet, representados por 86,6% das citações. Na faixa de 14 e 15 anos, 77,5%, dos entrevistados declararam ter navegado na web,nos últimos trinta dias. Porém, na faixa entre 50 e 59 anos, somente 50,1% dos respondentes utilizaram à internet e a menor taxa de usuários foi detectada na faixa de 60 anos ou mais, com 17,6%.

Em relação ao gênero, o percentual de homens que acessam a internet é de 61,9%, um pouco acima do contingente feminino, que registrou 57,6%.

Acesse o site da empresa 

ACERTAR


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Listão da UFPA será divulgado amanhã (21)




A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Centro de Processos Seletivos (Ceps), confirmou a divulgação do listão com os nomes dos aprovados no Processo Seletivo 2011 (PS2011), para amanhã (21), a partir das 11 horas.

A universidade informou também que às 10h30 haverá coletiva de imprensa com a presença do reitor Carlos Maneschy e de integrantes da Pró-reitoria de Graduação (Proeg), Ceps e da Comissão Permanente de Processos Seletivos (Coperps).

Durante a coletiva, será divulgado o número de vagas preenchidas, os primeiros colocados e como será a matrícula dos novos alunos.

(Ascom UFPA)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

economia e finanças - Inflação em alta pressiona Copom


Política monetária: Primeira reunião sob o comando de Tombini deve iniciar alta da Selic





Fernando Travaglini

VALOR

De Brasília

Houve uma piora considerável no cenário inflacionário e nas expectativas dos agentes nas últimas semanas, o que amplia o peso da decisão que será tomada na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira, sob o comando do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini. O relatório Focus desta semana já aponta um IPCA de 5,42% este ano, percentual muito acima da meta de 4,5% e superior também à estimativa de inflação de 5% feita pelo Ministério da Fazenda.

Há consenso no mercado que o BC deve anunciar amanhã uma alta de 0,5 ponto percentual na Selic, elevando a taxa básica para 11,25% ao ano. Os economistas e analistas que respondem semanalmente o Focus acreditam ainda em outros dois aumentos de 0,5 ponto, nos encontros de março e abril, o que levaria a Selic para 12,25% ao ano já no segundo trimestre.

Paralelamente à deterioração das expectativas de inflação, cresce o número de economistas que já defendem um aperto maior, de até 2,75 pontos ao longo do ano, como é o caso de Nilson Teixeira, do Credit Suisse. A curva de juros futuros, que responde mais rapidamente aos dados conjunturais, já projeta um aperto monetário maior, com alta de 0,75 em março.

O que era, a princípio, uma inflação localizada, decorrente do choque de ofertas vindo da alta dos preços de commodities internacionais, especialmente em alimentos, ganhou corpo nas últimas semanas. Os economistas de mercado, e até a autoridade monetária – como ficou claro no último Relatório de Inflação- já defendem uma alta dos juros para impedir os chamados efeitos de segunda ordem, ou seja, a disseminação desse choque para os demais preços da economia.

Essa não é, porém, uma visão consensual no governo. A Fazenda avalia que as pressões inflacionárias estão restritas às commodities, sobretudo alimentos, que devem recuar no primeiro semestre. Essa foi a interpretação que o ministro Guido Mantega levou à primeira reunião ministerial do governo, na semana passada. E é, também, a que a presidente da República, Dilma Rousseff, acredita que esteja ocorrendo. Já o BC vê um movimento generalizado de alta.
Os primeiros indicadores de inflação de janeiro mostram que o ritmo de desaceleração dos preços da alimentação é mais lento do que o esperado pelo mercado. Os dados do IGP-10 divulgados ontem são consistentes com a trajetória recente de alta das commodities nos últimos meses e da menor oferta de produtos, afirma Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. Ele lembra que os dados que serão divulgados nesta semana devem incorporar os reajustes de educação e de transportes, além de um choque climático que já estaria pressionando a os alimentos in-natura no Sudeste.

Choque de preços, na ausência de demanda aquecida, se dissipam de forma rápida, sem causar contaminação em outros segmentos. Mas esse não é o caso brasileiro. A demanda doméstica, que deve ter superado os 10% de crescimento no ano passado, se confronta com uma consistente redução da ociosidade do mercado de fatores (utilização da capacidade instalada e elevação dos empregos). Além disso, a inflação de serviços já superou os 7% no fim do ano passado.

Como resume o Departamento Econômico do Bradesco, “os riscos são ampliados em economias que já estão aquecidas, principalmente emergentes, aumentando o potencial de contágio para os preços domésticos”, diz o banco, em relatório.
A identificação de efeitos de segunda ordem é reforçada pela aceleração dos núcleos de inflação, que subiram no último trimestre e se distanciaram da meta de inflação. A média dos núcleos acumulou variação de 5,3% em 2010.

Para a economista do Itaú Unibanco, Laura Haralyi, o núcleo do IPCA, que exclui alimentos no domicílio e combustíveis, deve fechar 2011 em 6%, com o índice cheio do recuando para 5,6%, ainda elevado, mesmo com menor pressão dos alimentos.
O comportamento do dólar é outra variável que voltou para a mesa de discussão. Com a guerra declarada do governo à valorização do real, a contribuição cambial para o controle da inflação, que ajudou o BC ao longo dos últimos anos, deve se reduzir.

Como lembra o diretor do Bradesco, Octavio de Barros, o câmbio poderia ser uma válvula de escape para conter as pressões em dólares de preços de commodities, mas os últimos sinais emitidos pelas autoridades brasileiras em relação ao câmbio sugerem que a eventual contribuição da apreciação adicional do real não deve se materializar. “Parece pacificado que o governo abrirá mão do instrumento câmbio no auxílio do combate à inflação”, disse Barros, em relatório.

A gestão de Tombini declarou o câmbio como o inimigo nº 1 e subir juros intensificaria a valorização do real, diz o economista Ricardo Denadai, da Santander Asset Management. “O Copom vai fazer menos do que precisa e deve tomar medidas adicionais no campo regulatório, com vias a encarecer o crédito.” Mexer no prazo dos financiamentos ou aumentar o IOF para contratos de consumo poderiam fazer parte da artilharia extra.

O especialista também acredita que o governo, que usou os bancos públicos federais para suprir a escassez de crédito na época da crise, pode adotar o caminho inverso, porque mesmo com um esforço fiscal razoável, o risco de a inflação desviar da meta é bastante concreto.
(Colaborou Adriana Cotias)

Economia A Frase do dia


"Qualquer economia que já é 1% do PIB global deve ser encarada seriamente"

  De Jim O'Neill, que cunhou o termo Bric para se referir ao Brasil, Rússia, Índia e China, ao informar que pretende incluir o México, a Coreia do Sul, a Turquia e a Indonésia no grupo. 

Jim O'Neill é um economista inglês que ocupa atualmente o cargo de chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs desde 2001.

“O Brasil deve se concentrar em manter a inflação estável e fazer coisas para apoiar o desenvolvimento do consumo doméstico e do investimento interno”

Para Jim O’Neill, do Goldman Sachs, “é muito difícil” que o país seja bem-sucedido apenas como vendedor de produtos primários.

Chefe de pesquisa do banco, porém, elogia economia doméstica do país e diz que investimento e consumo devem ser incentivados

Vestibular 2010 - Notas do Enem já foram recebidas pela UFPA



O Centro de Processos Seletivos (Ceps) da Universidade Federal do Pará (UFPA) recebeu, na tarde desta terça-feira, 18, o documento com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), enviado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Segundo o diretor pedagógico do Ceps, professor Arquimimo de Almeida, o documento foi repassado para o setor de informática para que os dados sejam analisados. “Precisamos verificar se as notas de todos os candidatos foram enviadas, para depois fazermos os cálculos e, então, divulgarmos o listão de aprovados”, explica o professor.

A previsão para a divulgação do resultado final do Processo Seletivo 2011 está mantida para até o final desta semana. o Inep encaminhou as notas brutas que serão processadas pela UFPA a partir de duas medidas estatísticas usadas pela Universidade: a média aritmética e o desvio padrão, conforme estabelece o Edital do Processo Seletivo 2011.

“O candidato não deve se espantar se a nota não estiver igual ao que foi divulgado pelo Inep, por conta do tratamento estatístico diferenciado”, explica Arquimimo Almeida. Após o recebimento das notas, o Ceps inicia a conferência eletrônica dos dados encaminhados pelo Inep, como notas e relação de candidatos faltosos na prova do Enem.

A segunda etapa de trabalho consistirá no processo de eliminação, de acordo com os critérios estabelecidos no Edital do PS 2011. Entre os critérios de corte, está a ausência na prova do Enem, que correspondeu à primeira etapa do Processo Seletivo da UFPA.

Segundo o Ceps, o Inep encaminhou as notas brutas, que serão processadas pela UFPA a partir de duas medidas estatísticas usadas pela Universidade: a média aritmética e o desvio padrão, conforme estabelece o Edital do Processo Seletivo 2011. “O candidato não deve se espantar se a nota não estiver igual ao que foi divulgado pelo Inep, por conta do tratamento estatístico diferenciado”, explica Arquimimo Almeida.
Também está eliminado do concurso o candidato que obteve nota zero em uma das quatro áreas do Enem, ou nota inferior a 4 na Redação. Para o Processo Seletivo 2011 da UFPA, foram inscritos 54.108 candidatos. Destes, 6.226 faltaram à prova aplicada pela Universidade no dia 19 de dezembro. Estes candidatos estão automaticamente eliminados do concurso.

Dilermando Gadelha e Ericka Pinto - Assessoria de Comunicação da UFPA

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tudo pela governabilidade

Do Blog do Parsifal 4.0

Bingo! - algo interessante na Veja - Beber cerveja todo dia faz bem e combate até diabetes

"Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca - o mesmo que um café com leite integral"

Para as mulheres são dois copos pequenos da bebida; para os homens, três

Todos os dias: assim como o vinho, a cerveja deve ser consumida com moderação

Rosa Lamuela, pesquisadora

A cerveja foi elevada ao status do vinho no que diz respeito aos benefícios à saúde. Um novo estudo espanhol comprovou que tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio - nutrientes que protegem o sistema cardiovascular.

“Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca - o mesmo que um café com leite integral”, destaca a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis pela pesquisa feita em parceria entre a Universidade de Barcelona, o Hospital Clínico de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madri.

Os especialistas afirmam também que a cerveja não é a responsável pelo aumento da gordura abdominal. A culpa, na verdade, seria dos aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida.

O estudo, realizado com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos, indica que mulheres podem tomar dois copos pequenos de cerveja por dia, enquanto para os homens estão liberados até três copos. Contudo, o hábito deve estar associado a uma dieta saudável e a exercícios físicos regulares.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Uma grande semana para tod@as

Introdução à economia do novo século



O mundo já não é o mesmo. O nascimento do Facebook pôs o ponto final na nossa vida privada. A Nikon anunciou o fim da produção de sua máquina fotográfica com película. Os Jogos Olímpicos de Pequim exibiram o poder da China no maior espetáculo da Terra. Enfim! O século XXI fez dez anos. 

 Foi uma infância turbulenta marcada por violência e desastres extraordinários. Três mil pessoas perderam a vida no ataque terrorista às torres gêmeas em Nova York (2001). Os EUA e a Inglaterra invadiram o Iraque (2003). O furacão Katrina destruiu Nova Orleans e fez 2 mil vítimas (2005). O mundo entrou em pânico com a possibilidade de que o vírus H1N1 se espalhasse pelo globo (2009). Um terremoto no Haiti fez 200 mil vítimas e o incêndio de uma plataforma de petróleo no Golfo do México transformou-se em gigantesco desastre ambiental (2010).

Aos desastres naturais e à sanha destruidora das guerras no Iraque e Afeganistão somaram-se turbulências econômicas. A Argentina foi à bancarrota em 2002, mas isso não foi nada em comparação com a crise financeira que estourou nos EUA em 2007. O euro, que entrara em circulação nos países da União Europeia em janeiro de 2002, chegou a valer US$ 1,60 em 2008. Mas no fim de 2010 mais da metade dos alemães já alardeava sua nostalgia do marco. E em 2010 Grécia e Irlanda embarcaram na crise financeira, que ainda deve fazer muitos estragos.

Infância turbulenta é presságio de puberdade e adolescência tumultuadas. Você discorda? Não acredita que o futuro está escrito no passado? Pois minha bola de cristal avisa que - com ou sem Facebook, filmes de películas e poderio chinês e ao contrário do que anuncia o primeiro parágrafo - o mundo continua "misericordiosamente o mesmo que era quando Platão era Platão". Para prever o que nos aguarda, basta repetir o que Álvaro de Campos já dizia em 1914:

"A maravilhosa beleza das corrupções políticas. Deliciosos escândalos financeiros e diplomáticos. [...] grandes crimes [...] Adubos, debulhadoras, progressos da agricultura. [...] Progressos dos armamentos gloriosamente mortíferos. [...] Ó artigos inúteis que tanta gente quer comprar. [...] Eh-la-hô recomposições ministeriais!"
Triste? Ora, não se desespere, pois em outra roupagem Fernando Pessoa oferece o remédio na voz de Ricardo Reis:
"Débil como uma haste de papoula
Me suporta o momento. Nada quero."

Nada quero, repita com Pessoa. Mas, se você quer, terá de imaginar tanto as consequências da supremacia da China - a quem pertence a próxima década - quanto os desafios que o envelhecimento populacional vai criar. No curto prazo, terá ainda de prever a sequela da crise financeira que tomou conta do mundo desenvolvido e ameaça o euro.

Para lhe ajudar nessa tarefa, viva o economista! "The Little Book of Economics: How the Economy Works in the Real World" (Wiley, 2010) não é um livro para Ph. Ds. Tem, entretanto, as respostas para as perguntas que lhe fazem tios e primas. Um livro pequeno, que explica como os economistas pensam e a sua importância nas nossas vidas.
Em 2009, a capa da revista "The Economist" mostrava um livro-texto afundando numa poça e comentava: "De todas as bolhas econômicas, poucas estouraram de forma mais espetacular que a reputação da teoria econômica, ela mesma". Greg Ip usa essa citação na introdução de seu livro e logo em seguida repete o comentário de Paul Krugman de que a pesquisa macroeconômica dos últimos 30 anos foi inútil nos melhores dos casos e maléfica nos piores.

Evidentemente, Greg Ip (ou Krugman ou "The Economist") não acreditam que a teoria econômica é imprestável. Estão apenas puxando a sardinha para a própria brasa. Você deve ter ouvido contar que o ex-presidente americano Harry S. Truman uma vez pediu que lhe trouxessem um economista que tivesse uma mão só, porque ele estava cansado dos economistas que respondiam a todas as perguntas dizendo: "On the one hand..., and on the other..." Pronto, com uma ciência assim, se você é o economista de uma mão só, precisa desacreditar a mão de seus colegas.

Mas, na verdade, Ip (que é editor da revista "The Economist"), quando não está fazendo graça, concorda com Mohamed El-Erian - CEO da Pimco, que escreve a introdução ao "Little Book of Economics". El-Erian - que se confessa apaixonado pela ciência econômica desde os 15 anos - argumenta que a economia oferece um arsenal de instrumentos valiosos para pensar sobre muitos tópicos. Para explicar diferentes interações entre indivíduos, empresas e o governo. E para facilitar o entendimento do bem-estar da sociedade e das tendências que definem o mundo em que vivemos.

Escrito em linguagem simples e atraente, "The Little Book" explica as políticas monetária e fiscal. Discute como a psicologia e os bancos centrais comandam os ciclos econômicos. Como os gastos do governo podem ajudar a curar uma recessão ou gerar um desastre. Como uma crise financeira pode transformar uma recessão em depressão. Fala ainda dos efeitos das taxas de fertilidade e da educação para o crescimento econômico. E de por que a deflação é pior do que a inflação.

Isso e muito mais está no livrinho, que inclui algumas observações claras e precisas sobre os mercados financeiros globais e o caso do yuan chinês - que, ao contrário do que ocorre em outros países, pode se manter subvalorizado, sem provocar inflação, porque a China tem controles de capitais, o governo poupa bastante para comprar ativos externos e o rápido crescimento da produtividade acompanha o crescimento salarial.

Lá está ainda a razão pela qual o dólar não é o problema dos EUA, mas sim do resto do mundo. Com certeza, num dia ainda muito, muito distante, o dólar perderá o status que hoje tem, à medida que a importância dos EUA diminuir. Mas, por enquanto, não tem rival. Para os banqueiros centrais, manter suas reservas em yuans (enquanto a China tiver controles de capital) seria como manter nossa poupança na forma de milhagens de uma companhia aérea. O euro não seria melhor. Basta considerar o risco de a Grécia abandonar o euro e tentar servir a dívida externa em dracmas.

Ip observa também que mais inevitável que as crises é o fracasso em prevê-las. Paul Samuelson costumava brincar dizendo que o mercado de ações previu nove das últimas cinco recessões. As previsões são ruins, porque cada crise é diferente da anterior. Isso, apesar de terem traços comuns e amplamente documentados desde 1340, quando Eduardo III da Inglaterra declarou a moratória e levou à bancarrota os banqueiros florentinos, que tinham financiado sua guerra contra a França. O pior é que, enquanto numa economia normal a redução de preços atrai compradores e corrige o excesso de oferta, numa crise a redução de preços provoca mais vendas e a agrava.

Nem todas as bolhas levam a crises. Para haver crise, é preciso que haja "leverage", isto é, muita dívida em relação aos ativos. O crescimento do endividamento (privado ou público) é o principal suspeito no advento de uma crise e seus parceiros são os descasamentos cambiais e de prazo. As crises se espalham por contágio: os investidores prejudicados por uma companhia (ou país) fogem daquelas (ou daqueles) que se parecem com ela (ou com ele). Um banco que vai à bancarrota arrasta consigo os outros com os quais tinha negócios e o contágio transforma problemas de liquidez em problemas de solvência.

Se você não é aluno de economia, pode se dar ao luxo de esquecer os pesados livros de introdução utilizados nas universidades, que deixam de lado a discussão de temas correntes para se concentrar em princípios teóricos. E, no lugar deles, pode ler "The Little Book of Economics", que vai direto ao assunto que interessa aos leitores de jornais. Pena que as instituições e os exemplos ali discutidos sejam todos da economia americana. O leitor brasileiro merecia um livro de igual conteúdo, mas em que a instituição em foco fosse nosso Banco Central (em vez do Fed) e a discussão da política fiscal se desse em torno do mecanismo de elaboração, discussão e aprovação dos nossos orçamentos (no lugar dos processos que caracterizam a política fiscal americana).

Eliana Cardoso, economista, escreve semanalmente neste espaço, alternando resenhas literárias (Ponto e Vírgula) e assuntos variados (Caleidoscópio). 
http://www.valoronline.com.br/

Sinal vermelho para o trânsito


Metrópoles buscam caminhos alternativos para os caóticos congestionamentos 
Por Maurício Oliveira
Valoronline
 
Desperdiçar duas horas por dia no trajeto entre casa e trabalho tornou-se algo tão corriqueiro nas grandes cidades brasileiras que muita gente entregou os pontos de vez e passou a considerar que os congestionamentos são um daqueles incômodos da vida contra os quais não há o que fazer.

Talvez a mesma informação suscite algum tipo de atitude dita de outra forma: ao se aposentar, um cidadão que enfrenta tal situação no cotidiano terá passado o equivalente a dois anos da vida produtiva - justamente o período em que tem mais planos e desfruta de maior disposição física - preso dentro de um carro. E não se trata, certamente, do lugar mais agradável para estar.
  
Eventuais lampejos de prazer proporcionados por uma boa trilha sonora não resistem ao desgaste emocional causado pelas buzinas, o medo de assaltos nos semáforos e a ausência de cordialidade entre os motoristas. Sem falar no risco de ficar ilhado por inundações como as ocorridas em São Paulo e no Rio neste início de ano.

Levando-se em conta as estatísticas, reverter o quadro parece mesmo quase impossível. Com as facilidades para adquirir um carro zero-quilômetro - financiamentos a perder de vista -, houve 5,4 milhões de novos emplacamentos no país em 2010, ante 4,8 milhões no ano anterior. A cidade de São Paulo teve que acomodar quase três veículos para cada bebê que nasceu ao longo do ano. Enquanto 160 mil crianças chegaram ao mundo, entraram em circulação 440 mil veículos. Ou seja: a cidade ganhou 18 bebês e 50 veículos a cada hora. Há no momento 6,9 milhões de veículos circulando pela capital paulista, entre os quais 5,1 milhões de automóveis, 876 mil motos, 705 mil micro-ônibus, caminhonetes ou utilitários, 159 mil caminhões e 42 mil ônibus. Nada menos que nove veículos para cada dez habitantes acima de 18 anos.


Somando todos os prejuízos individuais e corporativos causados pelos congestionamentos, chega-se a um custo gigantesco. Estima-se que só as cidades de São Paulo e Rio percam por ano o equivalente a R$ 45,5 bilhões, considerando-se todos os aspectos envolvidos, do gasto adicional de combustível ao chamado "custo de oportunidade" - tudo aquilo que as pessoas deixam de produzir enquanto o trânsito não anda. O prejuízo anual em São Paulo foi estimado em R$ 33,5 bilhões pelo professor Marcos Cintra, da Fundação Getúlio Vargas, e o do Rio em R$ 12 milhões pelo professor Ronaldo Balassiano, do Programa de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
 
Quem enfrenta os congestionamentos de São Paulo dia após dia talvez até se console um pouco ao saber que há situações ainda mais desoladoras mundo afora. Num estudo divulgado recentemente pela IBM, a capital paulista foi considerada o sexto pior trânsito entre as 20 grandes cidades pesquisadas, distribuídas por todos os continentes. A avaliação levou em conta uma série de fatores, dos emocionais aos econômicos, e chegou à conclusão de que Pequim e Cidade do México merecem compartilhar o título de pior trânsito do mundo. As outras cidades que "perdem" para São Paulo são Johannesburgo, Moscou e Nova Déli.


Os resultados evidenciam que a situação mais delicada está nos países em desenvolvimento, que enfrentam limitações orçamentárias para investimentos em infraestrutura e experimentaram nos últimos anos um rápido incremento no número de veículos em circulação. São Paulo é um exemplo típico: começou a década passada com uma frota de 5,1 milhões de veículos e a encerrou, no mês passado, com 6,9 milhões.


Um dos caminhos já testados e aprovados para desestimular o uso de automóveis é o pedágio urbano, a exemplo do existente em Londres. A discussão na capital inglesa sobre a adoção do sistema, com seu previsível impacto negativo na popularidade dos governantes, se estendeu por nada menos que três décadas, até a ideia ser finalmente adotada em 2003. Para circular entre as 7 e as 18 horas na área central da cidade e nos bairros próximos, paga-se uma taxa equivalente a R$ 21. Toda a fiscalização é feita por câmeras, que decodificam automaticamente as placas dos veículos e possibilitam a notificação de quem não cumprir a norma. Com o sistema funcionando, os congestionamentos foram imediatamente reduzidos em 30%.


Leia a matéria completa na  Revista "Eu & Fim de semana" do Valoronline.com.br

Vestibular 2010 - Começam as inscrições para disputa de vagas pelo Enem


Saiba passo a passo como participar do sistema do Ministério da Educação

 

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem se candidatar a vagas em universidades federais com a nota das provas de 2010.

Desde as 6h, o site de Seleção Unificada (SiSU) está disponível para inscrições, que vão até o dia 18. Os estudantes podem concorrer a 83.215 vagas, distribuídas por 83 instituições públicas -39 universidades federais, cinco estaduais, 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ligada ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os alunos devem escolher dois cursos, em ordem de preferência. Durante o período de inscrições, as opções podem ser alteradas. No dia 17 e 18, o sistema divulgará as notas de corte de cada curso para que os estudantes tenham mais chance de aprovação. Depois disso, não. Por isso, os candidatos precisam estar atentos aos últimos registros salvos no sistema.

Para se inscrever, o estudante dever entrar no site do SiSU e informar o número de inscrição e senha no Enem 2010 para preencher o formulário. Quem não souber a senha, pode recuperá-la pelo site do Enem. É preciso observar se o curso pretendido oferece cotas para afro-descendentes ou egressos de escolas públicas, por exemplo, e escolher a que tipo de vaga quer concorrer.

Para participar, o critério essencial é ter feito o Enem 2010. A nota dos participantes do exame foi divulgada pelo MEC na quinta-feira (13) à noite . Na sexta, foram publicadas as notas notas mínimas e máximas do Enem .

Nenhuma taxa é cobrada do candidato.

 

 


VESTIBULAR 2010- Consulte o ranking das instituições de ensino superior



Com base em dados divulgados pelo Ministério da Educação, o iG elaborou um ranking das melhores e piores instituições de ensino superior do País. O Índice Geral de Cursos (IGC) é um indicador de qualidade que considera a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). O resultado final é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5). Os conceitos de 1 e 2 são considerados desempenho insatisfatório; 3, razoável; e 4 e 5, bom.



No ranking abaixo, o IGC Contínuo é usado para estabelecer o ranking, e ao lado é apresentada a nota do IGC faixa. Para calcular o IGC, o MEC utiliza a média dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da instituição. Para esta média, é utilizado o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o quanto o curso agrega de conhecimento ao aluno do momento em que ele começa o curso superior até a formatura e variáveis como corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógico. O IGC deste ano diz respeito ao desempenho do triênio 2007-2008-2009.

Quanto à pós-graduação, o IGC utiliza a Nota Capes trienal 2010.

O ranking apresenta os resultados de 2137 instituições, entre universidades, centro universitários e faculdades. Algumas delas não receberam conceito (S/C), porque não tiveram alunos em número suficiente prestando o Enade. Neste caso, estão nos últimos lugares no ranking, por falta de avaliação. Já a USP e Unicamp não participam do Enade e, por isso, não aparecem no ranking.

ATENÇÃO: para fazer a busca da sua instituições, não coloque cedilha ou acentos gráficos (acento agudo, circunflexo ou til).

Pará - A nova dimensão do Setor transporte para o desenvolvimento do Estado




Eclusas do Tucuruí, depois de três décadas foi conluída no governo Lula

O novo governo que se instala no Pará poderá se tornar, ao longo dos próximos quatro anos, ao mesmo tempo agente e testemunha de uma verdadeira revolução na logística e na infraestrutura de transportes no Estado, com previsíveis desdobramentos em toda a Região Norte e na sua integração com as demais regiões do país.

Não por acaso, já se fala inclusive na possível implantação, no Pará, de um megaestaleiro com a missão inicial de construir 12 navios, de que resultaria a geração imediata de aproximadamente oito mil empregos.

Se o estaleiro está, por enquanto, no terreno das possibilidades, há que se destacar o efetivo início das mudanças com a entrega, afinal, do sistema de transposição da barragem de Tucuruí, no rio Tocantins. O projeto das eclusas, que teve sua construção iniciada no governo João Figueiredo, na primeira metade da década de 1980, só foi concluído ao apagar das luzes do governo Lula, quase três décadas depois.

O próximo passo será o derrocamento dos pedrais do rio Tocantins, num trecho de 43 quilômetros, entre Tucuruí e Marabá. O projeto, com início previsto para 2011 e prazo de dois anos para execução, garantirá a segurança da navegação, sem restrições, numa extensão de aproximadamente 500 quilômetros até o porto de Vila do Conde. A obra fará desse trecho da hidrovia do Tocantins o eixo de escoamento de toda a produção do polo metal-mecânico que está se instalando em Marabá, bem como da produção agropastoril e industrial das regiões sul e sudeste do Estado.
No que diz respeito à malha rodoviária, é praticamente certo que venhamos a ter finalmente concluídas, no decorrer dos próximos quatro anos, as obras de asfaltamento das rodovias Cuiabá-Santarém, no seu trecho paraense, e também da Transamazônica. As duas rodovias federais de integração, ambas cruzando áreas de grande potencial produtivo, esperam há décadas pela consolidação. E, apesar das muitas promessas, repetidas a cada governo, o asfalto só tem avançado, ano após ano, de forma lenta e espasmódica. A esperança é de que esse roteiro comece a mudar agora.

Até hoje pouco explorado, aqui como em todo o Brasil, o modal ferroviário deverá também ganhar impulso em território paraense nos próximos anos. A Vale, que já vem investindo na duplicação da capacidade da Estrada de Ferro Carajás, vai construir novos ramais interligando a ferrovia principal às suas minas de cobre e minério de ferro no sul do Pará. E, embora com futuro ainda incerto, outra obra que começa a ser discutida é a possível construção do ramal paraense da Ferrovia Norte-Sul para interligá-la ao porto de Vila do Conde, no município de Barcarena.

Também como mera possibilidade, pelo menos por enquanto, volta à mesa de discussões, quase quatro décadas depois de haver sido descartado, o projeto da construção de um grande terminal marítimo na costa paraense. O porto do Espadarte, em frente à ilha dos Guarás, no município de Curuçá, era a opção desejada por todos os paraenses para o escoamento do minério de ferro de Carajás, na década de 1970. Os estudos de viabilidade do projeto estão sendo realizados por iniciativa da mineradora Vale S.A.

Vila do Conde: capacidade triplicada
Enquanto algumas estão em desenho nas pranchetas e outras começam a sair do papel, a Companhia Docas do Pará e a Marinha do Brasil, através do Serviço de Sinalização Náutica do Norte (SSN-4), avançam num projeto que poderá até mesmo triplicar a capacidade de movimentação de cargas do porto de Vila do Conde, em Barcarena. Se vierem a se confirmar os prognósticos mais favoráveis, o porto paraense poderá se transformar até mesmo em alternativa ao complexo portuário de São Luís para o transporte de minérios produzidos no Pará. Inclusive o ferro de Carajás.

No segundo semestre de 2011, o estudo será complementado com o levantamento no trecho que vai do Mosqueiro até o porto de Vila do Conde. A última atualização batimétrica do rio Pará data de 2002. O trabalho está sendo refeito agora, segundo autoridades da Marinha e da CDP, porque há vários indicadores que já permitem afirmar com razoável margem de segurança a possibilidade de aprofundamento do canal.

O comandante Télio e a diretora da CDP, Socorro Pirâmides, fazem a mesma avaliação sobre a possibilidade de aumento do calado no Canal do Quiriri e ao longo do rio Pará, possibilitando a entrada e saída de navios com maior capacidade de carga em Vila do Conde. Para eles, o resultado será o crescente desenvolvimento dos portos da região e o consequente aumento da competitividade da economia paraense. Neste novo cenário, o porto de Vila do Conde passaria a receber ou embarcar, inclusive, cargas que hoje são movimentadas nos portos do Maranhão, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Leia a matéria completa no Diário do Pará, clicando