Amazônia, meio ambiente, ecologia, biodiversidade, desenvolvimento sustentável, ciência e tecnologia, incubadoras e parques tecnológicos, política nacional e internacional - Amazonia, the environment, ecology, biodiversity, sustainable development, science and technology, incubators and technology parks, national and international policy
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Acredite se quiser
A secretaria de Assuntos Estratégicos inicia a Regularização Fundiária no Brasil.
Vamos a ver no que da.
De onde nada se espera é daí mesmo que não sai nada.
A equipe da Secretaria de Assuntos Estratégicos visita, desde o
último dia 20, cinco municípios de Rondônia, para dar início à primeira
ação prevista no Acordo de Cooperação Técnica, assinado no último dia 2
de fevereiro, entre a SAE o governo do estado – o apoio a um amplo
programa de regularização fundiária urbana.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Sustentável da SAE,
Alberto Lourenço, em quatro dos municípios visitados – Teixerópolis,
Nova União, Mirante da Serra e Vale do Paraíso, todos os imóveis urbanos
são irregulares. “Ninguém tem escritura do imóvel onde vive. A situação
menos pior é no município Ouro Preto do Oeste, em que cerca de 70% dos
moradores não possuem os documentos de suas casas”, disse o secretário.
Para o secretário da SAE, embora ainda não se tenha um levantamento
completo em todos os 52 municípios de Rondônia, a situação sugere um
universo de algumas centenas de milhares de ocupações informais a serem
regularizadas. Segundo ele, o objetivo da parceria entre a SAE e o
governo de Rondônia é transformar o estado, caracterizado pela desordem
fundiária urbana, em modelo de legalidade para o resto do País.
“É uma tarefa ambiciosa, principalmente porque a estrutura cartorária
de Rondônia não parece apta a atender, de maneira rápida e eficiente, à
demanda que irá surgir por escrituras e registros”, afirmou Alberto
Lourenço.
O secretário da SAE explicou que, apesar de Rondônia ser a
experiência pioneira, o objetivo estratégico de apoio à regularização
fundiária urbana se aplica aos nove estados
da Amazônia Legal.
da Amazônia Legal.
Em março está prevista uma reunião entre SAE, Ministério do
Desenvolvimento Agrário, Governo do Amapá e prefeituras daquele estado. O
objetivo é desencadear um esforço concentrado de regularização das
áreas rurais, pelo Terra Legal, e das cidades, pelas prefeituras,
apoiadas pela SAE e pelo Governo do Amapá.
“Se as perspectivas de regularização fundiária urbana se confirmarem,
a Amazônia pode deixar de ser o grande espaço da informalidade na
ocupação do solo para se tornar vanguarda de uma nova era de cidades
legais e de melhoria de qualidade de vida”, concluiu o secretário.
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Pará - A guerra continua entre os coronéis da imprensa paraense
Não existe trégua na guerra suja das famílias Barbalho Maiorana, donas dos jornais "Diário do Pará" e da Rede RBA e do jornal "O Liberal" e das ORM de comunicação. Duas famílias paraenses que, na prática, pouco interesse mostram para o desenvolvimento do Estado.
Não interessa a notícia, seja esta requentada ou não, verdadeira ou não, o que interessa é atingir a honra do inimigo, valendo-se para isso de todos os meios ao alcance.
É um dia sim e outro também, que os paraenses "desfrutam", colhem os frutos, deleitam-se, com o alto nível intelectual dos golpes baixos dos Maioranas e dos Barbalhos.
Nas páginas dedicadas a um conflito de interesses particulares, que na realidade só interessa aos donos dos jornais, grande parte das informações sobre o conflito são notícias plantadas, umas verdadeiras, mas requentadas, outras meias verdades, entretanto, a constante é a falta de conteúdo e o baixíssimo nível.
Quem perde é o próprio Estado do Pará que conta com os piores indicadores de violência, educação e desenvolvimento do Brasil.
Alguém é objeto de chacota nesta palhaçada, eu não quero ser.
Se ainda tem estomago, acompanhe esta porcaria, nos dois jornais:
E
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Desafios da Presidenta - Erradicar a pobreza
UNICEF lançou Relatório sobre a Situação Mundial da Infância 2011
No Brasil, 38% dos adolescentes brasileiros em situação de pobreza, superando o percentual de 29% da média da população, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância ).
No Brasil, 38% dos adolescentes brasileiros em situação de pobreza, superando o percentual de 29% da média da população, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância ).
De acordo com a pesquisa, 56% das crianças e dos adolescentes afrodescendentes são afetados pela pobreza.
A pesquisa também mostrou como a pobreza afeta os adolescentes por
região do país. A região que concentra mais jovens em situação de
pobreza é o semiárido nordestino, onde 67,4% dos jovens são pobres. Na
região Amazônica, 56,9% das crianças e adolescentes estão na mesma
condição. Mesmo nas regiões Sul e Sudeste, onde a pobreza é considerada
menor do que nas demais regiões, crianças e adolescentes negros têm 70% a
mais de chances de ser pobres do que os brancos.
A pobreza também é maior entre crianças e adolescentes com deficiência:
segundo o Unicef, nesse caso, os jovens têm 12 vezes mais chances de
ser pobres do que os demais.
Atualmente, 13 milhões de crianças e adolescentes vivem no Semiárido
brasileiro, onde a população de 12 a 17 anos soma cerca de 5 milhões de
pessoas. Outros 9 milhões de crianças e adolescentes moram na Amazônia
Legal brasileira.
"Em consonância com o relatório mundial, a situação dos adolescentes no
Brasil demonstra que atualmente as oportunidades para sua inserção
social e produtiva ainda são insuficientes, tornando-os o grupo etário
mais vulnerável em relação a determinados riscos, como o desemprego e
subemprego, a violência, a degradação ambiental e redução dos níveis de
qualidade de vida.
As oportunidades são ainda mais escassas quando são levadas em consideração outras dimensões da iniquidade além da idade, como renda, condição pessoal, local de moradia, gênero, raça ou etnia", conclui o estudo.
Leia relatório completo no site da UNICEF
As oportunidades são ainda mais escassas quando são levadas em consideração outras dimensões da iniquidade além da idade, como renda, condição pessoal, local de moradia, gênero, raça ou etnia", conclui o estudo.
Leia relatório completo no site da UNICEF
Empresas sustentáveis - OXFAM
Depois da mias de 15 anos de realizar pesquisas, consultorias e atuar na área da sustentabilidade na Amazônia, tenho conhecido inumeras experiências de empresas preocupadas com a sustentabilidade da Amazônia.
Quando começamos o nosso trabalho de valorização das cadeias produtivas da biodiversidade, como uma janela de oportunidade para a construção de um novo modelo para a Amazônia, foram poucos os que acreditavam. Hoje vemos resultados concretos.
Alguns dos exemplos de pequenas, medias e grandes empresas que usam a biodiversidade como insumos para elaborar seus produtos, principalmente para a indústria de cosméticos, são já conhecidos no Brasil e no exterior.
Uma das pioneiras pequenas empresas, a CHAMMA da Amazônia, Brasmazon, Juruá, Chocolates da Amazônia e outras, nascidas na Incubadora da Universidade Federal do Pará, contribuiram para que muitas empresas nacionais e internacionais se deslocassem para a Região para explorar a biodiversidade com uma visão de sustentabilidade. Das empresas nacionais a que tem destacado, sem dúvida, é a NATURA, que conta com uma extensa linha de produtos que usam insumos da biodiversidade.
Hoje gostaria mostrar a empresa Oxfam, italiana que atua na África e na Amazônia.
Conheça um pouco de uma empresa que prega a sustentabilidade ambiental.
A postura da empresa frente a exploração de petróleo na Amazônia equatoriana.
Chevron vai pagar 8,6 bilhões por danos ambientais na Amazônia: A gigante do petróleo tenha sido condenado por um tribunal, no Equador. É uma compensação por danos ambientais a maior da história. Os juízes estavam certos aos 30.000 indígenas e colonos na província equatoriana de Sucumbios
que denunciou a empresa e reconheceu que a Texaco (Chevron agora) tem
derramado em mais de 68 bilhões de litros (18 bilhões de galões) de
resíduos tóxicos nos rios e abandonados na floresta amazônica, pelo
menos, 900 tanques cheios de restos de extração de petróleo.
Nossa posição tem sido sempre a apoiar, sempre que possível, as comunidades contra empresas petrolíferas.
O caso que mais me foi cometida apoio para a comunidade de Playas de Cuyabeno, quando Petroecuador é a perfurar a entrada no seu território.
Foi o que aconteceu, nas palavras de Andrea Cianferoni, coordenador do projeto da Oxfam sobre a Reserva Cuyabeno.
Em 18 agosto de 2006 houve um derramamento de petróleo de um
oleoduto da Petroecuador na estrada de Puerto del Carmen, na província
de Sucumbíos, na fronteira com a Reserva Cuyabeno. O óleo
derramado em um rio que flui para o sistema lagunar que constitui uma
das peças mais relevantes da Fauna Cuyabeno de reserva de produção, área
considerada uma das maiores do mundo por suas características naturais e
da biodiversidade.
Vittoria e Pierfrancesco per l’Africa
Il film "La vita facile" porta sotto i riflettori l'impegno di Vittoria Puccini e Pierfrancesco Favino al nostro fianco
Vanessa, Carole, Johny e 1.200.000 pessoas do Haiti, muito obrigado
Conheça mais sobre a empresa Oxfam
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Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), Pará está fora
O novo Plano Regional de Desenvolvimento
da Amazônia (PRDA), que a Superintendência do Desenvolvimento da
Amazônia (Sudam) vem elaborando há três anos e que será submetido à
aprovação dos governadores da região na próxima reunião de seu Conselho
Deliberativo, deverá contemplar alguma forma de remuneração aos Estados
produtores de energia elétrica. Essa remuneração se dará ou por via
tributária, mediante emenda constitucional, ou através da criação de
algum mecanismo de compensação.
Apesar de defender na reunião, assim
como Rondônia, Maranhão e Tocantins, remuneração pela produção e
exportação de energia elétrica, o Estado do Pará, pela voz do secretário
Sérgio Bacury (Planejamento), rejeitou a versão atual do PRDA,
apresentada ontem às equipes de governo dos Estados amazônicos. Segundo
Bacury, o plano é “amplo e genérico demais” e precisa ser mais bem
detalhado. “No caso do Pará, a nossa estratégia de desenvolvimento
sofrerá uma mudança completa, e essas mudanças não estão contempladas no
PRDA”.
O secretário de Planejamento citou como
exemplo a questão da logística. O Pará, segundo ele, tem potencialidade
operacional para quatro ou cinco portos, mas na verdade apenas um (Vila
do Conde) vem funcionando de forma eficiente. Enquanto isso, o Estado
precisa viabilizar o escoamento da soja que vem do Mato Grosso e também
da que está passando pelo Amazonas, sem contar a crescente demanda da
cadeia mineral, de granéis sólidos e de carga geral.
A questão se torna ainda mais relevante,
conforme frisou, em face dos novos investimentos produtivos que estão
chegando ao Pará com empreendimentos de grande porte, como a
hidrelétrica de Belo Monte, o polo siderúrgico de Marabá e os novos
projetos minerais da Vale na província de Carajás. “Essas novas
realidades que se materializam no Estado precisam ser reconhecidas e
assimiladas pelo Plano Regional da Sudam”, afirmou o secretário,
enfatizando que as peculiaridades locais têm necessariamente interface
regional e também nacional.
COMPENSAÇÕES
Além de mudanças na legislação para
beneficiar os Estados produtores de energia, o Pará pretende criar
também um mecanismo para antecipar a solução de problemas sociais
decorrentes da implantação de grandes projetos. O assunto, conforme
revelou o secretário, será levado pelo governador Simão Jatene à
presidente Dilma Rousseff e aos prefeitos municipais.
A proposta, ainda em fase de formatação,
deverá ter a característica de uma operação de crédito para
adiantamento de receita tributária. A ideia é que, com a antecipação de
recursos, a União, o Estado e os municípios se comprometam e possam
fazer investimentos em infraestrutura, antecipando-se aos problemas e
neutralizando os fatores de indução à exclusão social. “A intenção do
governador é viabilizar soluções antes que surjam os problemas. O que se
pretende é que o Estado não precise mais esperar que o projeto entre em
operação e passe a gerar receitas para só então agir, exatamente quando
os problemas já se multiplicaram”, finalizou.
A apresentação do PRDA foi feita ontem,
em Belém, aos secretários de Planejamento ou seus representantes dos
Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Acre, Tocantins e
Rondônia. Ausentes, apenas os Estados de Roraima e Amazonas.
O superintendente da Sudam, Djalma
Mello, destacou que o PRDA em vigor foi aprovado há 15 anos e se
encontra completamente defasado. Nesse lapso de tempo, a Sudam foi
extinta em 2001, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso,
substituída pela ADA (Agência de Desenvolvimento da Amazônia), e
recriada menos de dois anos depois pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, no início de seu primeiro mandato, em 2003.
No encontro de ontem ficou decidido que
as equipes técnicas de cada Estado deverão consolidar as propostas de
ajuste ao Plano de Desenvolvimento para apresentá-las em nova reunião,
já programada para o dia 15 de março, novamente em Belém.
Plano coloca redução das desigualdades como meta
A redução das desigualdades regionais e a
compatibilização do desenvolvimento sócio-econômico com a conservação
ambiental foram colocados como objetos primordiais do PRDA, em texto
divulgado pela Sudam.
Com doze programas voltados aos setores de Ciência, tecnologia e inovação, Econegócios e serviços ambientais, Educação, Energia, Exportação, Logística e transportes, Pecuária e agricultura, Pesca e aquicultura, Recursos florestais, Saneamento, Saúde e Turismo; 76 metas de ação e 76 indicadores para gestão e monitoramento, o plano visa promover ações integradas entre os planejamentos dos estados e da União.
DEFINIÇÕES
A próxima reunião do Condel estava
programada para o dia 18 de março, em Rio Branco, no Acre, mas pendente
de confirmação. Alterações propostas ontem ao PRDA pelos secretários de
Planejamento das novas equipes de governo, que assumiram o poder este
ano, porém, devem retardar por mais alguns dias o encontro,
transferindo-o para o final do mês ou início de abril. O evento vai
coincidir com a reunião do Fórum dos Governadores dos Estados da
Amazônia, a primeira da atual safra de mandatários eleitos em outubro
passado. (Diário do Pará)
Minaração - Fundamentos para o nova política de royalties
Lucro líquido foi mais de 40% superior ao recorde anterior, de 2008
No quarto trimestre do ano, o lucro líquido foi de R$ 10 bilhões, o maior resultado de um quarto trimestre, mas umpouco abaixo dos R$ 10,554 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2010.
"É o nosso melhor resultado anual, caracterizado por recordes de receitas operacionais, lucro operacional, margem operacional, geração de caixa e lucro líquido", afirma a mineradora em nota.
No quarto trimestre, a empresa registrou receita operacional recorde de R$ 27,0 bilhões, chegando a R$ 85,3 bilhões no ano.
Os investimentos da companhia também bateram recorde no ano, alcançando US$ 12,7 bilhões, excluindo aquisições. Incluindo os US$ 6,7 bilhões investidos para financiar aquisições, o valor alcança US$ 19,4 bilhões, "o maior na indústria mundial de mineração", segundo a empresa.
Os impostos gerados pela Vale em suas atividades no Brasil somaram R$ 12,467 bilhões em 2010, registrando aumento de 25,7% relativamente ao ano anterior.
Fonte - G1
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Jornalismo - Eu posso
O jornalista Lúcio Flávio Pinto foi notificado hoje pelo juiz Antônio Carlos Almeida Campelo, de que não poderá mais dar cobertura a processo a que respondem os irmãos Romulo e Ronaldo Maiorana, no forum de Belém, Pará. Os envolvidos no processo são, respectivamente, presidente executivo e diretor corporativo do jornal O Liberal.O despacho tem data de ontem, 22 de fevereiro, assinado pelo juiz Antônio Carlos Almeida Campelo, titular da 4ª Vara Cível Federal do Pará. Refere-se aos autos do processo 2008.8903-9, no qual os irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, principais executivos do grupo Liberal de comunicação, além de outros dirigentes da corporação, são processados a partir de denúncia feita em 2008 pelo Ministério Público Federal, por crime contra o sistema financeiro nacional, para a obtenção de recursos dos incentivos fiscais da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), que somaram 3,3 milhões de reais até 1999.
O despacho
“Tendo em vista a notícia publicada no Jornal Pessoal (Fevereiro de 2011, 1ª Quinzena, pág. 5) e a decisão de fls. 1961 dos autos, na qual decretou o sigilo do procedimento deste feito, oficie-se ao editor do referido jornal com a informação de que o processo corre sob sigilo e qualquer notícia publicada a esse respeito ensejará a prisão em flagrante, responsabilidade criminal por quebra de sigilo de processo e multa que estipulo, desde já, em R$ 200.000,00. O ofício deve ser entregue em mãos com cópia deste despacho.
Intimem-se. Vista ao MPF”.
No mesmo dia o Diretor de Secretaria da 4ª Vara, Gilson Pereira Costa, encaminhou o ofício, recebido hoje, 23, pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto, que deu ciência sobre a determinação perante o oficial de justiça.
O jornalista acatou a decisão do magistrado, mas dela pretende recorrer em defesa do direito (que a liberdade de imprensa lhe confere) de continuar a prestar informações sobre tema de relevante interesse público, como é o caso em questão.
Segundo explica Lúcio Flávio, "trata-se de denúncia feita pelo fiscal da lei, que é o MPDF, de fraude e malversação de recursos oriundos de renúncia fiscal da União Federal em proveito de projetos econômicos aprovados pela Sudam". Acrescenta o jornalista: "Ressalte-se que a liberdade de informação possui tutela constitucional e os julgados dos tribunais superiores têm se orientado no sentido de que o sigilo não se aplica quando incide sobre questão de alto interesse público".
A matéria que gerou a decisão do juiz pode ser encontrada na última edição do Jornal Pessoal, da 1ª quinzena de fevereiro. Está disponível, por enquanto, apenas ne edição impressa. Depois será disponibilizada no site Jornal Pessoal, que Lúcio mantém na internet. O título da matéria é: "Ronaldo confessa. 'Rominho' viaja."
Do Blog do
http://blogmanueldutra.blogspot.com/
Contatos com o editor do Jornal Pessoal:
lfpjoruol.com.br / jornal@amazon.com.br
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
As riquezas do Pará
As lideranças paraenses, com ou sem
cargo eletivo, com ou sem poder econômico, com ou sem participação na formação
da opinião pública, não podem mais permanecer de braços cruzados. Se assim
prosseguirem, à espera de um milagroso maná caído dos céus, o Pará não
conseguirá jamais impedir que duas curvas continuem a evoluir em paralelo: a
curva da exploração das suas riquezas naturais e a curva do
seu empobrecimento crescente. De acordo com o IBGE, permanecemos com 1,8% de
participação no PIB nacional.
É a forma do uso desses recursos
que explica a intensividade da exploração não se traduzir pelo enriquecimento
do estado e também não agregar o valor que seria possível internalizar, para
maior benefício dos paraenses.
Em recente seminário, fazia eu
comparações entre os ciclos econômicos dos minérios e da borracha e lembrava,
quando o primeiro trem (hoje o maior trem de carga do mundo) saiu de Carajás,
que a vida útil da jazida era de 400 anos.
Hoje, apenas um quarto de século
depois, a expectativa é de menos de 100 anos. Em 2015 a produção será 12 vezes
maior do que em 1985. E quanto isso gera de tributos ao Pará? Excetuando-se uns
5% da produção, que vão para as guseiras implantadas ao longo da ferrovia,
nada.
Mas há a compensação financeira, os
royalties, sobre os quais, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social, mostrei que o parágrafo 1º do artigo 20 da Constituição
assegura aos estados e municípios participação no resultado da exploração de petróleo,
energia elétrica e minérios. Porém, enquanto a alíquota para o caso do petróleo
é de 10%, podendo ainda nos casos de superprodução gerar participação especial
a mais, e para a energia elétrica é de 6,75%, na mineração as alíquotas oscilam
entre 1% e 3%. Essas alíquotas não são definidas pela Constituição, mas por
leis ordinárias.
Um estudo preliminar coordenado
pelo Ministério de Minas e Energia, que servirá de base para o marco
regulatório do setor mineral e que já parece ter sensibilizado o presidente da
Câmara dos Deputados, Marco Maia, chegou à
conclusão de que o subsolo brasileiro é o mais barato do mundo, se não o mais
em conta na exploração mineral. Na Austrália, as mineradoras desembolsam 7% da
receita bruta pela exploração do minério de ferro, 4,8% na Rússia e, no Brasil,
a incidência é de 2%. Da receita da exportação do ferro, o ICMS corresponde a
menos de 1%.
O estado do Pará já é o segundo que
mais fornece divisas líquidas ao país, sem as quais a atual onda de
desenvovimento não existiria, dadas as insuficientes poupanças nacionais. De
cada US$10 aportados ao caixa do Banco Central, quase US$1 é contribuição
paraense. No entanto, nosso estado é o 16º em desenvolvimento humano e o 21º em
PIB per capita. Com 25 anos de intensa extração mineral, esses números
desacreditam a retórica de que a compensação financeira cobre a perda de
receita.
A Lei Kandir, que isentou as
matérias primas e semielaborados exportados do pagamento de imposto, em 10 anos
de vigência já causou prejuízo imenso ao Pará. A compensação da União depende
de vontade política do Executivo e do Legislativo, em tratativas que precisam
ser renovadas anualmente. O resultado está muito longe de ser satisfatório. Na
verdade, é injusto e danoso.
Por isso, já está mais do que na hora
de buscar alternativas. O governador Simão Jatene é a última esperança de sua
geração a desfrutar da oportunidade histórica de interromper essa hemorragia,
sanar os problemas que ela criou e abrir um novo caminho para uma Federação
saudável e positiva. O momento é de dar conteúdo de realidade às promessas e
compromissos de eliminar os gritantes desníveis interregionais.
As grandes empresas, que levaram o
comércio exterior a resultados recordes, graças aos preços excepcionais das
commodities, alegam que a taxação tributária lhes tiraria a competitividade
conquistada no concorrido mercado internacional. Sabe-se muito bem que as
alíquotas brasileiras no setor mineral são mais baixas do que as dos seus
concorrentes diretos. Mas aceite-se o argumento dos exportadores.Vamos então propor a
participação do estado, em cujo território se acham os recursos naturais, sobre
o lucro líquido.
Se os acionistas das corporações
recebem seus dividendos, dos maiores do mundo, por que não a sociedade local?
Descontados os custos operacionais e financeiros, por que as empresas se
recusariam a ceder parte dos seus lucros? Não é o exercício da responsabilidade
social, que algumas tanto apregoam como essencial? Que a cumpram, pois. Assim
todos ganharão.
O caminho está delineado. É a trajetória do
futuro, que colocará o Pará em posição de crescente destaque no cenário
nacional, como o principal produtor de minérios e de energia. Contamos hoje com
75 mil MW de potência instalada em hidrelétricas no Brasil.
Nos próximos nove
anos, as 12 hidrelétricas a serem construídas em solo paraense acrescentarão
mais 28 mil MW, ou seja, 38% de tudo que o Brasil construiu até hoje. Estaremos
preparados para a liderança da produção nacional? E o ICMS continuará com os
estados consumidores? O que restará para nós? O momento é de buscar os caminhos
e por eles alcançar a meta de progresso, justiça, bem-estar e ambiente
saudável, que os paraenses precisam alcançar, por ser de seu direito.
Engenheiro, empresário,
vice-presidente da Associação Comercial do Pará.
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