Parlamentares que defendem o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado conseguiram 41 assinaturas favoráveis ao manifesto que pede a saída temporária do peemedebista do cargo. Com a adesão da maioria dos 81 senadores ao manifesto, os parlamentares esperam que o Conselho de Ética instaure ao menos um processo para investigar Sarney.
Alguns líderes partidários, porém, assinaram o manifesto em nome das bancadas --o que na prática reduz o apoio ao afastamento de Sarney. "Alguns senadores podem dizer que não apoiaram, que quem assinou foi o líder. Para mim, deveríamos propor uma votação em plenário para decidir o futuro do senador Sarney", disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP) e Marina Silva (PT-AC) assinaram o texto nesta terça-feira. No total, cinco senadores do PT aderiram ao pedido para que Sarney se licencie da presidência --dos 12 petistas que integram a bancada.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
POLÍTICA - O discreto recado do Alagoas foi recebido, digerido e processado. Sai acordo

Sai acordo entre PT e oposição pelo fim da crise
Articulação do pacto para encerrar conflito no Senado é comandada por Sérgio Guerra, Mercadante e Jucá
Sob ataque do grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que é comandado pelo peemedebista Renan Calheiros (AL), a oposição fechou ontem um acordo com os líderes da base aliada do governo. Pelo acordo, a oposição encerrou a guerra dos discursos no plenário, o que devolve a Sarney as condições políticas para presidir a Casa.
O acordo prevê também que todas as questões jurídicas e disputas políticas em torno das representações contra Sarney e o líder dos tucanos, Arthur Virgílio (AM), ficam circunscritas ao Conselho de Ética. Não há mais espaço político para fazer acusações a Sarney no plenário - o que minava a autoridade do presidente da Casa. Quem for derrotado no Conselho de Ética também não vai recorrer ao plenário.
"Ninguém pode cobrar de ninguém um acordo de mérito, mas podemos definir um acerto de procedimento e encerrar tudo no Conselho de Ética, sem contaminar o plenário", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao explicar o entendimento.
O sinal mais evidente de que a oposição depôs as armas e parou de acuar Sarney no plenário foi o tom dos discursos tucanos feitos ontem à tarde.
Tal como fora acertado no almoço da bancada do PSDB poucas horas antes, em seu gabinete, Tasso Jereissati (CE) subiu à tribuna e falou em tom moderado e conciliador. Tasso desculpou-se pelo bate-boca da semana passada, quando chamou Renan de "cangaceiro de terceira categoria" e ganhou de volta um "coronel de merda". O tucano afirmou ter certeza de que "aquele episódio foi superado" e o diálogo será recuperado. "Vou fazer o possível para que não se repita o que aconteceu."
Leia matéria na íntegra no Estado de S. Paulo
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
TECNOLOGIA - Google apresenta o 'Caffeine', sua nova ferramenta de buscas

NOVA YORK - O Google revelou nesta segunda-feira uma nova versão de sua ferramenta de buscas, batizada de "Caffeine", que promete ser mais rápida e eficaz. O novo site tem a mesma aparência do atual, mas ordena os resultados de uma forma diferente, o que pode afetar negócios que dependem do Google para direcionar seu tráfego.
Segundo a empresa, a nova ferramenta funciona sob parâmetros semelhantes aos da anterior, "o que significa que a maioria dos usuários não perceberá a mudança". Desenvolvedores de páginas e outros profissionais da web, por outro lado, notarão diferenças.
Por isso, o Google decidiu promover testes abertos com o "Caffeine". A empresa pede que os usuários interessados comentem as principais diferenças que sentirem entre as duas ferramentas. Os testes podem ser feitos no site do google sandbox neste LINK. Mais informações no blog do Google Aqui.
Testes preliminares realizados pela Computerworld apontaram buscas mais rápidas em "alguns milissegundos", além de uma melhor capacidade de bloquear sites maliciosos.
Leia mais no Globo e agências internacionais
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ESPORTE - Corinthians de olho no 'novo Messi' da Argentina

Matías de Federico, do Huracán, está sendo observado pelo Timão
Matías de Federico é um dos jogadores mais promissores do futebol argentino, tanto que é chamado pelos torcedores do Huracán, clube que o revelou em 2007, de o "novo Messi" (assista ao vídeo abaixo).
Ciente de tudo que é falado sobre o meia-atacante, a diretoria do Corinthians resolveu agir. E, como revelado pelo colunista do LANCENET! Benjamin Back nesta segunda-feira, o clube passou a observar o desempenho do jogador em Buenos Aires, de apenas 20 anos. Inclusive, enviou um representante para assistir seus jogos no último torneio Clausura.
O clube ainda não fez proposta por Matías Federico, e aguarda o desfecho das negociações entre o DIS (braço esportivo do Grupo Sondas) e o Boca Juniors pela contratação do meia Riquelme. No início de 2008, a diretoria do Botafogo ficou próxima de contratar o "novo Messi". Porém, no desfecho da negociação, não houve acerto financeiro. Na ocasião, ambas as partes lamentaram.
QUEM É ELE...
Nome: Matías de Federico
Idade: 20 anos (01-01-1989)
Natural: Buenos Aires, Argentina.
Altura: 1,71m
Peso: 66 Kg
Posição: meia
Clubes anteriores: categorias de base do Huracán
Assista aqui um vídio com os
Melhores gols do Matias de Federico o novo Messi da Argentina
AMAZÔNIA - "A quem interessa a floresta em pé?" Bertha Becker

Berta Becker, da UFRJ, ministra aula magna na Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Geógrafa falará nesta sexta-feira, 14 de agosto, às 18 horas
Com o tema "A quem interessa a floresta em pé?", a geógrafa Bertha Becker, considerada uma das mais importantes pesquisadoras sobre a Amazônia, ministrará aula magna na Universidade do Estado do Amazonas no próximo dia 14, às 18h, no auditório da reitoria, avenida Djalma Batista, 3578 - Flores.
O evento é aberto ao público em geral e marca o início das atividades do segundo semestre do curso de doutorado em Desenvolvimento Sustentável, ministrado em parceria entre a UEA e Universidade de Brasília (UnB).
Filha de ucranianos e romenos vindos ao Brasil para fugir da Primeira Guerra Mundial, Berta Bcker é graduada em Geografia e História pela Universidade do Brasil (1952) e doutora em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970). Fez pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology - Department of Urban Studies and Planning (1986).
Atualmente, é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do Laboratório de Gestão do Território - LAGET/UFRJ. É membro da Academia Brasileira de Ciências e doutora Honoris Causa pela Universidade de Lyon III.
Agraciada com as medalhas David Livingstone Centenary Medal da American Geographical Society e Carlos Chagas Filho de Mérito Científico da Faperj, é consultora ad hoc de várias instituições científicas e membro de conselho editorial de editoras nacionais e internacionais. Coordena diversos projetos de pesquisa e participa da elaboração de políticas públicas nos Ministérios de Ciência e Tecnologia, da Integração Nacional e do Meio Ambiente. Seu foco principal de pesquisa é a Geografia Política da Amazônia e do Brasil.
Autora de diversos títulos sobre a Amazônia, ela ensina que, para preservar a floresta, é preciso conhecê-la cientificamente. Seu último livro publicado, Um Futuro para a Amazônia, quer chamar a atenção das novas gerações para essa temática. Há pelo menos 10 anos, a pesquisadora defende uma revolução científica para salvar a floresta levando, ao mesmo tempo, riqueza e desenvolvimento para a Região Amazônica.
Para a pesquisadora, a modernização dos processos de exploração dos recursos naturais é condição primordial para aliar desenvolvimento e preservação ambiental, com a implantação de cadeias produtivas não predatórias para a exploração da madeira, da biodiversidade e dos recursos pesqueiros. Para ela, é preciso organizar a cadeia de produção desde o âmago da floresta, envolvendo as populações locais, até os setores que oferecem os serviços.
Jornal da Ciência
MACEIÓ - Criança é atropelada e morta no lixão, solução eliminar o lixão
Em Maceió uma criança foi atropelada e morta por um trator, por enquanto dormia em um lixão da cidade e a solução foi impedir o acesso ao lixão. Em vez de cuidar das crianças abandonadas, melhor o município cuida do lixão.
Alagoas é o Estado do Brasil que conta com o pior IDH, nem Maranhão, que é o estado mais atrasado do Brasil, em todos os indicadores (econômicos, de saúde de educação etc.) alcança o triste desempenho do estado de Alagoas.
Acompanhe as notícias DA IMPRENSA
A Prefeitura de Maceió anunciou medidas para evitar a entrada de crianças em um lixão. Há cerca de duas semanas, um menino morreu atropelado por um trator enquanto dormia no entulho. Em seguida, o Ministério Público do Trabalho entrou com ação pedindo providências.
O lixão da capital de Alagoas é aberto, não há muros de proteção. E é comum encontrar meninos e meninas revirando o entulho.
Por determinação do Ministério Público Federal, o lixão deveria ter sido desativado em 2007. Mas, só agora foi dada a ordem de serviço para o início das obras de construção de um aterro sanitário. "A nossa previsão é iniciar as obras entre 45 e 60dias", calcula o coordenador técnico da prefeitura, Paulo Apoti.
Até lá, a entrada no lixão deve ser controlada. "Nós determinamos que o lixão seja cercado de imediato, que seja iluminado de imediato até a extinção definitiva dele", disse o prefeito Cícero Almeida.
O Ministério Público Federal também estuda a possibilidade de responsabilizar o município e os gestores públicos pelo atraso na construção do aterro sanitário e na desativação do lixão. "Até agora, tivemos uma certa tolerância, mas não significa que não vamos executar o município. Não adianta fazer só o aterro sanitário e não se preocupar com as outras questões", afirma a procuradora da República Niedja Kaspary.
Leia a rfeportagem completa
Aqui
Alagoas é o Estado do Brasil que conta com o pior IDH, nem Maranhão, que é o estado mais atrasado do Brasil, em todos os indicadores (econômicos, de saúde de educação etc.) alcança o triste desempenho do estado de Alagoas.
Acompanhe as notícias DA IMPRENSA
A Prefeitura de Maceió anunciou medidas para evitar a entrada de crianças em um lixão. Há cerca de duas semanas, um menino morreu atropelado por um trator enquanto dormia no entulho. Em seguida, o Ministério Público do Trabalho entrou com ação pedindo providências.
O lixão da capital de Alagoas é aberto, não há muros de proteção. E é comum encontrar meninos e meninas revirando o entulho.
Por determinação do Ministério Público Federal, o lixão deveria ter sido desativado em 2007. Mas, só agora foi dada a ordem de serviço para o início das obras de construção de um aterro sanitário. "A nossa previsão é iniciar as obras entre 45 e 60dias", calcula o coordenador técnico da prefeitura, Paulo Apoti.
Até lá, a entrada no lixão deve ser controlada. "Nós determinamos que o lixão seja cercado de imediato, que seja iluminado de imediato até a extinção definitiva dele", disse o prefeito Cícero Almeida.
O Ministério Público Federal também estuda a possibilidade de responsabilizar o município e os gestores públicos pelo atraso na construção do aterro sanitário e na desativação do lixão. "Até agora, tivemos uma certa tolerância, mas não significa que não vamos executar o município. Não adianta fazer só o aterro sanitário e não se preocupar com as outras questões", afirma a procuradora da República Niedja Kaspary.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
JOSÉ ALENCAR - BRASIL REZA PELA SUA SAÚDE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou nesta segunda-feira (10) a sua volta ao Brasil do Equador em cerca de duas horas por estar "preocupado" com a saúde do vice-presidente José Alencar.
Lula disse que telefonou para o vice-presidente no domingo à noite e ele estava bem. Nesta segunda-feira, no entanto, foi informado de que Alencar havia retornado ao hospital após urinar sangue.
"Eu levantei às 7h da manhã, fui tormar café, e fui informado de que o José Alencar tinha retornado ao hospital. Ele foi urinar e urinou sangue. Ou seja, então eu fiquei preocupado, comuniquei o presidente Rafael Correa que não iria ficar para a foto. Comuniquei os outros presidentes, e vou retornar", disse logo antes de embarcar para o Brasil, às 14h35.
A previsão de chegada do presidente no Brasil é 19h05, horário de Brasília. Antes o retorno estava previsto para às 21h.
O chefe-de-gabinete de Alencar, Adriano Silva, informou ao G1 que o vice-presidente pernoitou no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com ele, Alencar teve "um pequeno sangramento" no domingo à noite e seguiu para o hospital, onde ficou até a manhã desta segunda. Adriano informou ainda que Alencar está em seu apartamento, em São Paulo.
G!
Ultimo Segundo
AQUI EM BRASÍLIA - NOTÍCIAS DO SENADO, FALA COLLOR E SE COMPARA A SARNEY
No Senado Hoje está falando o Senador Fernando Collor e assume a defesa do senador José Sarney. Compara a situação de hoje com o impitcham que colocou ele fora da presidência da República. Comparou-se também A Getúlio Vargas e Jesus Cristo, quando foi condenado e o povo escolheu o Barrabás.
Convenhamos que Collor tem sido o mais expressivo defensor do Sarney, não sei se o melhor.
Também está sendo um grande defensor da obra integral do Governo Lula, o que não é ruim para o Governo, também não sei se é o melhor defensor. Não cabe dúvida que os melhores defensores do Governo são os principais beneficiados e o povo que construiu a estratégia de vitória.
entreteanto, ainda heverá muito tecido para cortar e muita água correrá pelo baixo da ponte.
Convenhamos que Collor tem sido o mais expressivo defensor do Sarney, não sei se o melhor.
Também está sendo um grande defensor da obra integral do Governo Lula, o que não é ruim para o Governo, também não sei se é o melhor defensor. Não cabe dúvida que os melhores defensores do Governo são os principais beneficiados e o povo que construiu a estratégia de vitória.
entreteanto, ainda heverá muito tecido para cortar e muita água correrá pelo baixo da ponte.
POLÍTICA - AMPLIA-SE O LEQUE DE CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA, MARINA SILVA E CIRO GOMES SÃO OS MAIS RECENTES

"Vocês não precisam me acompanhar. Permaneçam no PT", diz senadora Marina Silva a aliados - 10/08/2009
Altino Machado
Durante as 32 horas que permaneceu em Rio Branco (AC) para ouvir familiares, amigos e aliados políticos a respeito do convite para trocar o PT pelo PV, o comportamento da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, deixou em todos os interlocutores a certeza de que será mesmo candidata a presidente da República.
Foram horas marcadas por ansiedade, choro e ranger de dentes. Em várias ocasiões, a senadora e seus aliados não conseguiram controlar a emoção. Choraram ao relembrar de fatos que foram permeados por apelos para que permaneça no PT.
Evangélica da Assembléia de Deus, ela tem jejuado e pediu a várias pessoas para que dobrem os joelhos em oração para que Deus a ilumine e mostre o melhor caminho.
Durante as conversas, Marina Silva várias vezes se referiu ao PT como "o nosso partido", mas um apelo evidenciou ainda mais a disposição dela de se desfiliar da legenda para estabelecer uma nova fase na sua trajetória política.
- Vocês não precisam me acompanhar. Permaneçam no PT e mantenham a coesão da [coligação] Frente Popular do Acre para que possam ser ampliadas as conquistas até aqui alcançadas nos três mandatos consecutivos de nosso partido. Esse é um projeto político que tem dado certo no Estado - afirmou.
A primeira conversa de Marina Silva foi com a família dela, logo após desembarcar em Rio Branco na tarde sexta-feira. Parte da família veio do seringal Bagaço, onde a senadora nasceu. Prevaleceu entre todos o ponto de vista de "seu" Pedro, o pai dela, de que "o que ela decidir está decidido".
A senadora se reuniu posteriormente com o governador Binho Marques (PT), a quem considera o maior amigo de sua vida, além de ser o principal aliado político dela. Marques a conheceu por acaso há mais de 28 anos, quando Marina estava grávida da filha Shalom e caiu.
Ele a ajudou a se reerguer do chão e desde então fizeram parte de um grupo de teatro como atores, sendo que elas gostava mesmo era de costurar as roupas do figurino. Começaram a militância no PT e cursaram história na Universidade Federal do Acre.
Filho de uma família de classe média, considerado o "riquinho" do grupo, foi Marques quem pagou a inscrição dela na universidade, comprava livros e com quem compartilhou lutas no movimento estudantil.
Nos últimos dias, o governador tem sido procurado por petistas de alto coturno que apelam para que ajude a dissuadir Marina Silva da aparente disposição de abandonar seus 30 anos de militância no PT.
- Tenho que ser sincero: a luta da Marina tem ganhado um projeção cada vez maior no cenário nacional e mundial. Nós não temos a menor possibilidade de pressioná-la para mudar o que pensa e faz - é o que tem respondido de essencial o governador.
Durante a reunião com Binho Marques e um seleto grupo de amigos, que chegou a durar mais de quatro horas, a senadora recebeu um telefonema do teólogo Leonardo Boff. Ela pediu permissão para acionar o viva-voz e Boff fez uma comovente defesa da candidatura dela à presidência da República.
Quem conhece a amizade de Binho Marques e Marina Silva sabe que ele jamais vai discordar ou virar opositor de uma eventual canditura dela. Na avaliação do governador do Acre, a candidatura Marina Silva poderá ter o mesmo impacto que teve no Acre a candidatura de Jorge Viana no início os anos 1990.
- O Jorge não venceu, mas a candidatura dele mudou para sempre a história política do Acre, quando finalmente foi eleito prefeito de Rio Branco e duas vezes governador do Estado - argumentou.
Marques também se referiu aos impactos políticos que poderá ter no projeto político da coligação Frente Popular do Acre que conduz o terceiro mandato no governo estadual.
- Apesar da virada no nosso projeto, o que me deixa mais feliz é poder constatar que a melhor proposta política para a campanha presidencial de 2010 surge do Acre com a Marina - afirmou.
Marina Silva deixou claro a alguns de seus interlocutores que não vai esperar até o final do mês para anunciar sua decisão após manter mais algumas conversas em Brasília em Brasília. É possível que o anúncio da decisão ocorra na próxima semana.
Na sexta-feira, o Blog da Amazônia procurou o ex-governador Jorge Viana, um dos principais articulares do que ele denomina "engenheria política" que tem possibilitado vida longa ao PT no governo do Acre. Viana disse que só se manifestaria após conversar com a senadora. Procurado neste domingo, desconversou.
- Eu ainda estou de quarentena. Binho e eu ainda pretendemos ter mais uma conversa com a Marina. Eu vou aguardar mais para me manifestar sobre essa questão porque é muito delicada.
Viana, que recentemente se apresentou no Acre como futuro coordenador da campanha de Dilma Rousseff na região Norte, reconheceu em conversas com pelos três interlocutores que a senadora está decidida a mudar de partido.
Disse que não vai desistir de convencê-la a permanecer no PT, o que tem sido interpretado como mais um mensageiro do Planalto em ação. Ele chegou a reclamar das "influências externas" que a senadora estaria sofrendo, referindo-se aparentemente às lideranças verdes.
O maior problema para os petistas do Acre é como se explicar de uma provável cobrança do presidente Lula, que alegará o apoio de sua gestão ao governo estadual. Por ora, os petistas não têm resposta no caso de Lula os responsabilizar por permitirem que Marina Silva esteja mudando o cenário da sucessão presidencial.
- O governador Binho Marques, o ex-governador Jorge Viana e o senador Tião Viana têm o dever de dizer ao presidente que essa situação decorre da opção que ele fez por Dilma Roussef e Mangabeira Unger para forçar a saída de Marina do ministério - afirma uma fonte ligada à senadora.
Na avaliação secretário de comunicação do governo do Acre, Aníbal Diniz, suplente do senador Tião Viana, o PT vai pressioná-la até o último momento.
- De um jeito ou de outro sempre se entra pra história. Pode ser que a Marina esteja entrando pela porta da frente, se for eleita presidente, e pode ser que ela seja responsável por um retrocesso irreparável para a geração atual, tanto no Acre quanto no Brasil - avalia o secretário de Comunicação do governo do Acre, Aníbal Diniz.
Jorge Viana é um dos que parece não ter desistido ainda. Ele apelou para que o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), entre no circuito também para tentar demover a ex-ministra.
Magalhães, cujo partido disputa a indicação da vice-governadoria ou uma cadeira no Senado a partir de 2010, viajou na madrugada de domingo no mesmo avião que levou Marina Silva até Brasília, por exigência dos filhos, para passar o dia dos pais com o marido Fábio Vaz de Lima.
- Boa sorte, Marina - disse o líder estadual do PcdoB ao abraçar e beijar a testa da senadora dentro avião.
Até na Rua da Tripa, onde a senadora mora em Rio Branco, a possibilidade de sua canditatura presidencial anima a vizinhança.
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POLÍTICA - COLLOR VOLTA AO ATAQUE AGORA CONTRA A IMPRENSA - HOJE NO SENADO
Não satisfeito com o as ameaças proferidas contra o Senador Pedro Simon, no sentido de oferecer à nação informações importantes sobre o passado do Senador gaúcho, que comprometeriam seriamente sua honorabilidade, o Senador Fernando Collor endereçou seus cachorros contra um jornalista da Veja, Revista que por sinal faz mais de 6 anos já não leio. Hoje peguei este artigo do Jornalista Roberto Toledo a que se refere o Senador collor que que é interessante ler.
Veja na Veja.
Roberto Pompeu de Toledo Elle, o de sempre.

"Quando Collor se cansou de Simon e de Sarney, sobrou
para quem? O colunista que vos fala. O que disse é mentira.
Mais uma vez: MENTIRA. E uma terceira: MEN-TI-RA"
Pode sentir-se defendido quem tem em sua defesa a dupla formada pelos senadores Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello? Há defesas que ferem como ataque. Num primeiro momento funcionam, como funcionou a furibunda blitz desfechada pela dupla contra o senador Pedro Simon, na memorável sessão do Senado da última segunda-feira. A torrente de insultos, insinua-ções e, da parte de Collor, assustadoras caretas lançadas contra Simon intimidou o senador gaúcho a ponto de, como ele afirmaria mais tarde, ter sentido medo físico. Mas o ônus de carregar pela vida afora, e biografia adentro, o fato de ter contado com tais defensores supera o alívio momentâneo. Os senadores do PT sabem disso e conspicuamente procuram se dissociar dos referidos senhores. Já o presidente do Senado, José Sarney, não bastassem os próprios problemas, é refém de um duo cujo abraço aperta, aprisiona e sufoca como tenaz.
O senador Collor superou-se, naquele dia, na utilização dos velhos recursos em favor do novo papel de injustiçado e sofredor. Buscando inspiração no aparelho digestivo, ordenou a Simon que "engolisse" as próprias palavras e "as digerisse como julgasse conveniente". Chamou o honrado senador de "parlapatão". E enquanto isso armava seu impressionante repertório de expressões fisionômicas e exalações corporais, um conjunto que, querendo sublinhar indignação, acaba por revelar um perturbador descontrole. A respiração era pesada como a do touro ao investir contra o pano vermelho. Repetiam-se os estranhos olhos fixos de outras ocasiões. E a alturas tantas, quando se cansou de Simon e de Sarney, sobrou para quem? Quem? Quem? O colunista que vos fala. Disse ele que "o jornalista chamado Roberto Pompeu de Toledo, que costuma sujar a última página de uma revista local, se não me engano a VEJA", procurou o ministro Ilmar Galvão, encarregado, no Supremo Tribunal Federal, de relatar o processo contra ele, Collor, à época do impeachment, e lhe propôs: "Ministro, declare a culpa do Fernando Collor que nós daremos ao senhor a capa e as entrevistas de páginas amarelas da revista". O ministro, indignado, teria expulsado o interlocutor de seu gabinete.
Deus do céu, quanta pretensão, num pobre jornalista, achar que a efêmera glória do bom tratamento num órgão de imprensa pudesse influenciar o julgamento de um ministro do Supremo! Collor acrescentou que Roberto Pompeu de Toledo não poderia desmentir tal episódio. Pode sim. É mentira. Mais uma vez: MENTIRA. E uma terceira: MEN-TI-RA. A conversa que na época o colunista teve com Ilmar Galvão não teve nunca, jamais e em tempo algum o caráter de (ingênua) negociação do julgamento do ministro contra possível tratamento privilegiado em VEJA. Mesmo se, enlouquecido, o jornalista quisesse fazê-lo, não teria poderes, como não tem agora, nem nunca teve, de dispor da capa ou das páginas amarelas da revista. Seu único e singelo objetivo era informar-se. Claro está que se não houve o principal – uma tentativa de negociação – também não houve o secundário – a expulsão do gabinete. Em todo caso, registre-se que o cinematográfico desfecho pretendido pelo senador é outra mentira, MENTIRA, MEN-TI-RA. A entrevista transcorreu em clima de cordialidade.
Como encerrar este artigo? Primeira hipótese: dizer que sujar páginas por sujar páginas, perito mesmo na especialidade é o ex-presidente – no caso, sujar as páginas da história do Brasil. Sentencioso demais. Se os leitores permitem a falta de modéstia, o colunista gostaria na verdade é de congratular-se consigo mesmo. Ao contrário de Sarney, ele não tem Collor como defensor. Tem como acusador. É uma honra.
•••
Por falar em fisionomia, e para arejar o ambiente com caso oposto ao da carranca oferecida por Collor a Simon, a fisionomia do momento, no Brasil, é a do vice-presidente José Alencar. O fato de ele estar impelido a correr de internação em internação, e de operação em operação, dentro daquilo que se convencionou chamar de "luta" contra o câncer, é o de menos. Como ele próprio alega, não dispõe de alternativa. Muitos também o fariam – e fazem –, especialmente quando têm recursos para pagar o tratamento. O que impressiona é a serenidade com que enfrenta o infortúnio, manifestada no sorriso e no jeito bonachão que estampa nas entradas e saídas do hospital. Seu comportamento, na mais decisiva das horas que espera um mortal, cativou o país. A ele seria dedicada a coluna desta semana, se o homem das Alagoas não se interpusesse no caminho. Fica o registro.
Veja na Veja.
Roberto Pompeu de Toledo Elle, o de sempre.

"Quando Collor se cansou de Simon e de Sarney, sobrou
para quem? O colunista que vos fala. O que disse é mentira.
Mais uma vez: MENTIRA. E uma terceira: MEN-TI-RA"
Pode sentir-se defendido quem tem em sua defesa a dupla formada pelos senadores Renan Calheiros e Fernando Collor de Mello? Há defesas que ferem como ataque. Num primeiro momento funcionam, como funcionou a furibunda blitz desfechada pela dupla contra o senador Pedro Simon, na memorável sessão do Senado da última segunda-feira. A torrente de insultos, insinua-ções e, da parte de Collor, assustadoras caretas lançadas contra Simon intimidou o senador gaúcho a ponto de, como ele afirmaria mais tarde, ter sentido medo físico. Mas o ônus de carregar pela vida afora, e biografia adentro, o fato de ter contado com tais defensores supera o alívio momentâneo. Os senadores do PT sabem disso e conspicuamente procuram se dissociar dos referidos senhores. Já o presidente do Senado, José Sarney, não bastassem os próprios problemas, é refém de um duo cujo abraço aperta, aprisiona e sufoca como tenaz.
O senador Collor superou-se, naquele dia, na utilização dos velhos recursos em favor do novo papel de injustiçado e sofredor. Buscando inspiração no aparelho digestivo, ordenou a Simon que "engolisse" as próprias palavras e "as digerisse como julgasse conveniente". Chamou o honrado senador de "parlapatão". E enquanto isso armava seu impressionante repertório de expressões fisionômicas e exalações corporais, um conjunto que, querendo sublinhar indignação, acaba por revelar um perturbador descontrole. A respiração era pesada como a do touro ao investir contra o pano vermelho. Repetiam-se os estranhos olhos fixos de outras ocasiões. E a alturas tantas, quando se cansou de Simon e de Sarney, sobrou para quem? Quem? Quem? O colunista que vos fala. Disse ele que "o jornalista chamado Roberto Pompeu de Toledo, que costuma sujar a última página de uma revista local, se não me engano a VEJA", procurou o ministro Ilmar Galvão, encarregado, no Supremo Tribunal Federal, de relatar o processo contra ele, Collor, à época do impeachment, e lhe propôs: "Ministro, declare a culpa do Fernando Collor que nós daremos ao senhor a capa e as entrevistas de páginas amarelas da revista". O ministro, indignado, teria expulsado o interlocutor de seu gabinete.
Deus do céu, quanta pretensão, num pobre jornalista, achar que a efêmera glória do bom tratamento num órgão de imprensa pudesse influenciar o julgamento de um ministro do Supremo! Collor acrescentou que Roberto Pompeu de Toledo não poderia desmentir tal episódio. Pode sim. É mentira. Mais uma vez: MENTIRA. E uma terceira: MEN-TI-RA. A conversa que na época o colunista teve com Ilmar Galvão não teve nunca, jamais e em tempo algum o caráter de (ingênua) negociação do julgamento do ministro contra possível tratamento privilegiado em VEJA. Mesmo se, enlouquecido, o jornalista quisesse fazê-lo, não teria poderes, como não tem agora, nem nunca teve, de dispor da capa ou das páginas amarelas da revista. Seu único e singelo objetivo era informar-se. Claro está que se não houve o principal – uma tentativa de negociação – também não houve o secundário – a expulsão do gabinete. Em todo caso, registre-se que o cinematográfico desfecho pretendido pelo senador é outra mentira, MENTIRA, MEN-TI-RA. A entrevista transcorreu em clima de cordialidade.
Como encerrar este artigo? Primeira hipótese: dizer que sujar páginas por sujar páginas, perito mesmo na especialidade é o ex-presidente – no caso, sujar as páginas da história do Brasil. Sentencioso demais. Se os leitores permitem a falta de modéstia, o colunista gostaria na verdade é de congratular-se consigo mesmo. Ao contrário de Sarney, ele não tem Collor como defensor. Tem como acusador. É uma honra.
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Por falar em fisionomia, e para arejar o ambiente com caso oposto ao da carranca oferecida por Collor a Simon, a fisionomia do momento, no Brasil, é a do vice-presidente José Alencar. O fato de ele estar impelido a correr de internação em internação, e de operação em operação, dentro daquilo que se convencionou chamar de "luta" contra o câncer, é o de menos. Como ele próprio alega, não dispõe de alternativa. Muitos também o fariam – e fazem –, especialmente quando têm recursos para pagar o tratamento. O que impressiona é a serenidade com que enfrenta o infortúnio, manifestada no sorriso e no jeito bonachão que estampa nas entradas e saídas do hospital. Seu comportamento, na mais decisiva das horas que espera um mortal, cativou o país. A ele seria dedicada a coluna desta semana, se o homem das Alagoas não se interpusesse no caminho. Fica o registro.
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