domingo, 25 de janeiro de 2009

O QUE OS VISITANTES DO FSM NÃO VERÃO (2)



Uma viajem entre Santarém e Alenquer. G. Enríquez/2007.

O QUE OS VISITANTES DO FSM NÃO VERÃO (3)



Caminho à Floresta Nacional de Tapajós. Desmatamento em áreas de proteção ambiental (APA) para criação de gado e plantio de soja. Ainda restam algumas castanheiras no fundo da área dedicada aos plantios de soja. G.Enríquez/2007.

sábado, 24 de janeiro de 2009

QUEDA DE 82% DO DESMATAMENTO ANUNCIA "IMAZON" AH, ENTÃO TÁ.

Adalberto Veríssimo, pesquisador e coordenador do Projeto Transparência Florestal, afirma que as ações do governo estão gerando resultados. "No inicio de 2008 o governo anunciou uma série de medidas de combate ao desmatamento e algumas medidas duras como a lista dos 36 municípios que mais desmataram, confisco de bois e corte de créditos. Essas medidas tiveram efeito, mesmo antes da crise financeira". Para ele, a tendência é que esta queda continue nos próximos meses, também influenciada pela crise econômica.

Pensar um novo modelo de economia seria o próximo passo para o combate à devastação, já que essas medidas funcionaram em curto prazo, mas não garantem a sustentabilidade. "Agora (o governo) precisa apresentar uma agenda econômica, com outra maneira de usar as florestas sem devastar", afirma Veríssimo.

Em novembro, o estado que mais desmatou foi o Pará (60%), seguindo por Rondônia (12%), Mato Grosso (10%), Acre (10%) e Amazonas (8%). Em dezembro, o estado campeão foi Mato Grosso que devastou 65% do total de floresta, seguido pelo Pará (20%), Rondônia (10%) e Amazonas (5%).

Em ambos os meses as áreas privadas ou em diversos estágios de posse lideraram o ranking de desmatamento. Em novembro 71% ocorreu nessas áreas e em dezembro foi 76%. Os assentamentos de Reforma Agrária contribuíram com 6% (novembro) e 19% (dezembro). Já as Unidades de Conservação foram responsáveis por 6% em novembro e 4% de desflorestamento no mês seguinte e as Terras Indígenas com 1% em cada mês.

Algumas das parceria e apoios do IMAZON.

Apoio
Fundação Gordon & Betty Moore
Fundação David & Lucille Packard
Estado de Meio Ambiente-SEMA-PA

Parceria:
Instituto Centro de Vida (ICV) – Mato Grosso
Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (SEMA)
Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA)
Ministério Público Federal do Pará
Ministério Público Estadual do Pará
Ministério Público Estadual de Roraima
Ministério Público Estadual do Amapá
Ministério Público Estadual de Mato Grosso

HOMENAGEM DA JOAQUIN SABINA A JOÃO MANUEL SERRAT- FIM DE SEMANA

CAMINANTE NO HAY CAMINO, SE HACE CAMINO AL ANDAR - DESPUÉS DE 35 AÑOS

HOJE PODE SER UM BOM DIA, DEPENDE SÓ DE VOCÊ - FIM DE SEMANA

FIM DE SEMANA DE FOLGA, NINGUÉM É DE FERRO






Apesar de que não é uma obrigação escrever todos os dias e renovar as postagens do blog, tenho escrito com relativa freqüência. Entretanto, neste fim de semana me darei uma folga. Segunda feira retorno.

Feliz fim de semana!!!


Deixo para desfrute uma música do grupo musical chileno ILLAPU com uma das suas melhores interpretações e uma vista de Santiago que mostra a pobreza que ainda existe nas ruas da capital do Chile.





sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

TIRADO DO DISCURSO DE OBAMA


"Que estamos em meio a uma crise é bem conhecido agora. Nosso país está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, consequência da ganância e da irresponsabilidade da parte de alguns, mas também de um fracasso coletivo nosso em fazer escolhas difíceis e em preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos eliminados; empresas fechadas. Nosso sistema de saúde é muito caro; nossas escolas reprovam muitos; e cada dia traz novas provas de que as formas como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta".
"Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, entendemos que a grandeza nunca é dada. Ela precisa ser merecida. Nossa jornada nunca foi feita de atalhos ou de deixar por menos. Não foi uma trilha para os fracos de coração --para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou apenas a busca de prazeres e riquezas e fama. Ao invés disso, tem sido uma jornada para os que assumem riscos, os realizadores, os que fazem as coisas --alguns celebrados, mas mais frequentemente homens e mulheres obscuros em suas obras--, que nos conduziram pelo longo e acidentado caminho em direção à prosperidade e liberdade".

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL DIA 25 COMEÇA CREDENCIAMENTO



Dia 25, as 12 horas, começa o credenciamento do FSM 2009.
O credenciamento para o FSM 2009 começa às 12 horas do dia 25 de janeiro, no Ginásio de Esportes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). É exigido comprovante de pagamento e documento de identificação. Cultura e imprensa terão locais e dias específicos.

O Credenciamento de delegados, participantes e organizações será no GINASIO DA UFRA. Início: dia 25, às 12 horas

Credenciamento de delegações e organizações
Credenciamento de grandes grupos, apenas os coordenadores/as e/ou, responsáveis pela inscrição deverão ter acesso ao interior do ginásio para confirmar ou realizar o credenciamento de sua delegação
Novas inscrições
Organizações e indivíduos podem fazer novas inscrições no posto de credenciamento. Para indivíduos e organizações, o pagamento poderá ser feito no local, em moeda brasileira (Real), tanto para brasileiros como pessoas e organizações de fora do Brasil.
Imprensa
O credenciamento de imprensa será no GINÁSIO DA UFPA (portão 2º Basico), também a partir dia 25 de janeiro, ao meio dia.
Início – 25/01 (a partir das 12 horas)
Credenciamento de Atividades Culturais
Os grupos selecionados para compor a programação cultural do FSM 2009 devem se credenciar a partir do dia 26 de janeiro, na escola Virgílio Libonati (Dentro da UFRA, ao lado do Ginásio da UFRA)
Início – 26/01 –
Acampamento da Juventude
Início: Dia 25 a partir da 12 horas, no Ginásio da UFRA.
Demais dias e horários de credenciamento geral
Entre 26 e 31, o credenciamento poderá ser feito das 8 às 20 horas.
Pagamento
As pessoas ou organizações que não fizeram o pagamento, ainda poderão acessar o site para imprimir o boleto e pagar em qualquer agência bancária até o vencimento. Pessoas e organizações inscritas fora do Brasil, poderão fazer o pagamento online ou no ato do credenciamento em moeda brasileira (real).

AMAZÔNIA BELÉM - FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: DO ATRASO DE DAVOS À PROMESSA DE BELÉM

DAVOS E O FSM
Por Marco Aurélio Weissheimer e Clarissa Pont

Quando o FSM nasceu, como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, a globalização ainda era cantada em prosa e verso e, seus críticos, taxados de anacrônicos, inimigos da tecnologia e malucos. Oito anos depois, os mantras neoliberais não só perderam força como estão cobertos hoje por pesadas nuvens de suspeição e descrédito. O novo, como se sabe mais do que nunca neste início de 2009, estará reunido em Belém, de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, no Fórum Social Mundial.

Belém vive, de um modo muito peculiar, o ambiente que Porto Alegre conheceu em 2001, quando recebeu pela primeira vez o Fórum Social Mundial. Há, por certo, diferenças importantes. Uma delas não é um detalhe: o mundo mudou.

Quando o FSM nasceu, como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, a globalização ainda era cantada em prosa e verso e, seus críticos, taxados de anacrônicos, inimigos da tecnologia e malucos.

Na época, o então presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a escrever um artigo chamando os organizadores e participantes do Fórum de “ludistas” (numa alusão ao movimento dos trabalhadores ingleses no início do século XIX, que destruíam máquinas por temer perderem o emprego para elas).Os supostos avanços da globalização dos mercados eram apresentados como inevitáveis e necessários para a prosperidade das nações.

Oito anos depois, os mantras neoliberais não só perderam força como estão cobertos hoje por pesadas nuvens de suspeição e descrédito. De 2001 a 2009, o otimismo e a euforia dos mercados transformaram-se em angústia e lamento.Há, portanto, um ambiente de novidade que cerca o FSM 2009. O mundo mudou, afinal. E há uma grande novidade também para os paraenses que recebem pela primeira vez o Fórum.

Pelos hotéis, ruas e restaurantes de Belém, começa-se a ouvir o inglês, o francês, o alemão, entre outras línguas. Essa polifonia, porém, não chega a ser novidade em um Estado em que se falam 60 idiomas. A Amazônia poliglota vai se encontrar com as outras línguas e pedaços do mundo. E vice-versa.Vozes conservadoras da cidade, assim como ocorreu em Porto Alegre, em 2001, falam na possibilidade do caos tomar conta de Belém. Há, sem dúvida, uma dimensão caótica no FSM, mas se trata de um caos extremamente criativo. Uma das maiores expressões dessa criatividade é a capacidade que o Fórum teve, desde 2001, de antecipar diagnósticos e análises que acabaram sendo confirmadas pela realidade.

O descontrole dos mercados, a enlouquecida e enlouquecedora livre circulação do capital financeiro, a destruição ambiental pela mercantilizaçao do mundo, a crise energética e a crescente militarização da agenda política das nações são alguns exemplos.

Belém terá a oportunidade de presenciar e formular algumas das primeiras grandes sínteses da esquerda mundial sobre as crises que marcam o início de 2009: crises econômica, política, ambiental e energética. E isso num ambiente mundial bastante diferente daquele que marcou o nascimento do Fórum. Essa novidade, por si só, já representa um grande desafio para o movimento que, ao recusar as políticas e princípios da globalização neoliberal, lançou idéias e propostas que hoje já não recebem o rótulo de anacrônicas.

O anacronismo, hoje, se mudou para as montanhas frias de Davos.As vozes da AmazôniaO novo, como se sabe mais do que nunca neste início de 2009, estará reunido em Belém, de 27 de janeiro a 1º de fevereiro. Durante seis dias, milhares de pessoas estarão reunidas na região amazônica para o debate, a reflexão, a formulação de propostas, a troca de experiências e a articulação entre organizações e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um mundo, mais solidário, democrático e justo.As vozes, cores, línguas e sons da Amazônia, os povos originários e tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e minorias excluídas, serão uma prioridade política no Fórum Social Mundial 2009.

Pensando na participação de grupos e organizações destes povos foi criado um Fundo de Solidariedade para garantir a presença em Belém. O fundo é financiado por organizações internacionais e nacionais e ajudará a garantir uma participação equilibrada de organizações e entidades de países que historicamente não faziam parte do processo Fórum.Em 2009, a mobilização indígena deverá ser a maior da história do Fórum Social Mundial. Belém será destino de cerca de 3 mil indígenas de todo o mundo. Cerca de 27% do território amazônico, formado pelos nove países da Pan Amazônia, é ocupado por terras indígenas e 10% de toda a população da América Latina, o equivalente a 44 milhões de pessoas, é composta por 522 povos tradicionais de diferentes etnias.

São crianças e adultos que sofreram perdas irreversíveis provocadas pelo capitalismo neoliberal predatório, impulsionado pela expansão das atividades de empresas multinacionais sobre as reservas indígenas. Essa realidade, assim com a campanha mundial em defesa do planeta, está no centro da agenda destes povos no FSM 2009.No Peru, por exemplo, das seis mil comunidades que habitam a Amazônia Andina, três mil estão ameaçadas pela exploração mineral realizada por empresas como a multinacional brasileira Vale. Nancy Iza, da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), que reúne movimentos indígenas de toda Pan

Amazônia, alerta: “A mineração é atualmente o maior e mais grave problema enfrentado pelos povos da região Andina, que além de perder seus territórios já desertificados e improdutivos, onde os leitos de muitos rios foram desviados de seu curso normal, ainda convivem com as doenças provocadas pela substancia tóxica do mercúrio (utilizado na atividade mineral) que contamina o solo e as águas”.Esse é um exemplo dos debates que a cidade de Belém viverá nos próximos dias. Enquanto isso, os patrocinadores do Fórum de Davos seguirão tentando explicar o que deu errado nos últimos anos. E, sobretudo, tentarão formular teorias para entender como o “novo” tornou-se “arcaico” e como aquilo que era apresentado como “velho” e “inimigo da modernidade” hoje representa a agenda de novidades que podem salvar o planeta de uma crise de proporções ameaçadoras.