quinta-feira, 8 de maio de 2014

Alexandre o Grande

Alexandre Padilha candidato ao Governo de São Paulo em visita a obras? 


A presidente Dilma Rousseff visitou nesta quinta-feira (8) o estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo. A arena será palco da abertura da Copa do Mundo.

Dilma andou pelo gramado, cumprimentou operários e usou um capacete dourado que ganhou de presente.



O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que a presidente fez um balanço positivo ao visitar o entorno do estádio. “Ela classificou como um dos maiores legados do Brasil para a Copa.”

Mais cedo, logo após chegar a São Paulo, a presidente recebeu representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Clube dos Metroviários. Ela recebeu pedidos de mais moradias populares do grupo, que tinha realizado ato na cidade contra o lucro de construtoras que realizaram obras para a Copa.

Haddad
O prefeito elogiou a construtora responsável pela obra, a Odebrecht, e o Corinthians pelo estádio. “A Prefeitura e o estado cumpriram todas as suas obrigações. Não temos dúvida de que vai ser uma grande abertura.”

Haddad disse que a IBM o procurou semana passada e anunciou uma planta da empresa em Itaquera com geração de 3 mil postos de trabalho. Ele também acrescentou que o dono de uma pedreira pretende ingressar com projeto de 50 mil empregos na região.

Ele acrescentou que parte das obras não pôde ser liberada nesta semana por conta do término do acesso ao estacionamento. “Na semana que vem todo o viário será liberado, como nós liberamos os túneis, governador Alckmin e eu. A partir da semana todo o viário do entorno liberado, iluminado, ajardinado, Estamos prontos para 12 de junho, com certeza."

G1

domingo, 4 de maio de 2014

‘Temos bases política e social distintas’, diz Eduardo Campos sobre Aécio Neves

Pré-candidato do PSB à presidência da República participou de seminário sobre educação na manhã deste domingo no Rio


-Candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos tira foto durante reunião dos
jovens do partido Patria Livre, na Ilha do Fundão, no Rio.
 Domingos Peixoto / Agência O Globo-


RIO - O pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), fez questão de apontar as diferenças entre seu projeto político para o país e de seu adversário na corrida eleitoral, o tucano Aécio Neves. Há dois dias, o pré-candidado do PSDB havia dito que os dois estarão juntos em 2015.

— Temos projetos que são distintos, bases política e social distintas. Isso não impede que nós tenhamos a capacidade de ver o que nos une do ponto de vista dos interesses do país. Mas estamos oferecendo caminhos que não são a mesma coisa. Temos compromisso com valor democrático, mas temos diferenças. Tanto que somos de partidos políticos diferentes. A última vez em que estivemos juntos, num mesmo palanque nacionalmente, foi ainda na eleição do colégio eleitoral, após as Diretas Já — disse Campos, após participar de seminário sobre a educação que reuniu a juventude do Partido da Pátria Livre, na manhã deste domingo, no Rio.

Entre as diferenças, o candidato apontou, quando questionado por jornalistas, questões como os direitos do trabalhador e a redução da maioridade penal:

— Assumi um compromisso que não se vai fazer mudança no país tirando direito dos trabalhadores. Hoje, o Ministro Mantega fala nisso e o candidato Aécio também já se posicionou em relação a isso. A questão da maioridade penal é outro exemplo. Eu já deixei muito claro que a questão da segurança é muito mais séria que isso. A maioridade penal é uma cláusula pétrea da constituição. O supremo já se posicionou sobre isso, não tem como mudar. Quem está falando que vai mudar isso, não conhece a decisão da suprema corte do país — disse ele, aproveitando para alfinetar o candidato do PSDB que afirmou recentemente apoiar, em casos especiais, a redução da maioridade penal.

Questionado sobre a possibilidade de uma aliança entre os dois no segundo turno, Campos preferiu não fazer previsões:

— Eu não vou tratar de segundo turno ainda no primeiro turno, até por respeito a nossa pré-candidatura e aos outros. Dizer que fulano pode estar comigo no segundo turno seria uma agressão aos outros candidatos e pode até parecer arrogante da minha parte.

Durante o evento, o candidato aproveitou ainda para criticar o governo que, segundo ele, faz terrorismo eleitoral ao sugerir que o programa Bolsa Família correria o risco de ser extinto caso a presidente Dilma Roussef não seja reeleita. Os escândalos envolvendo a Petrobras e a situação da companhia, alvos de palavras de ordem proferidas pelos cerca de 150 jovens que participavam do seminário realizado na UFRJ, também foram lembrados pelo candidato.

— Acho completamente equivocada a posição de não ter uma regra para o preço dos combustíveis, que leve em consideração o preço internacional e também o custo de produção no nosso país. Estamos diante de uma commodity. Quando o governo toma essa posição, o que isso gera? Tira a Petrobras do trilho em que estava porque precisava de gente comprometida que pudesse fazer a blindagem da interferência política. Quando se desrespeita o planejamento estratégico da companhia e deixa a companhia submetida a interesses politiqueiros, tira dela a possibilidade de saber qual é a receita dela e está condenando a empresa a viver o que ela está vivendo.


KARINE TAVARES

sábado, 3 de maio de 2014

Governador entrega Escola Estadual em Marabá totalmente reformada e equipada






Dilma faz ofensiva contra o 'Volta Lula'

Dilma, na definição de um aliado, parte para garantir
candidatura  e ganhar a disputa: "Ela incorporou a guerrilheira"

Em queda nas pesquisas e acuada pelo coro de "volta, Lula", a presidente Dilma Rousseff deflagrou nesta semana uma ofensiva para mostrar que será a candidata do PT à Presidência, nem que para isso tenha de enfrentar o seu partido, seus aliados e seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos últimos dias, Dilma fez gestos ostensivos para consolidar sua candidatura. Elegeu um terreno estratégico, a Bahia, governada por Jaques Wagner (PT), de quem se tornou amiga próxima, como dique de contenção à avalanche pró-Lula. De lá, mandou recados duros aos aliados, e nas entrelinhas, ao próprio Lula.
Por sua vez, o ex-presidente adiou o projeto de percorrer o país com candidatos do PT para não alimentar as demandas para que se candidate no lugar de Dilma.
"O "volta, Lula" ganhou uma dimensão maior do que se esperava", atesta o senador Jorge Viana (AC), um quadro histórico do PT e amigo de longa data de Lula. Para ele, é preciso buscar com urgência uma solução para o problema. "Lula e Dilma juntos têm de achar a melhor saída para isso", defendeu.

Na primeira declaração pública sobre o coro pró-Lula a rádios da Bahia, Dilma minimizou o movimento. "É um ano eleitoral, é uma situação normal". Questionada sobre o manifesto do PR, que pediu Lula como candidato, ela ressaltou que prefere marchar com o apoio de sua base. Mas seguirá em frente, mesmo sem os aliados. "Não vou me importar com isso", atirou.

Simultaneamente, Wagner fez uma defesa enfática da pré-candidata a uma plateia de 6 mil beneficiários do programa "Minha Casa, Minha Vida", vitrine dilmista.

"Aquilo que era bom nos oito anos do Lula ficou ainda melhor nesses quatro anos da presidente Dilma", exaltou, chamando a presidente de "rainha dos pobres".

Dilma ainda aproveitou as rádios baianas para avisar que "gosta" de ser presidente e, nas reticências, sugeriu que pretende continuar fazendo isso. Detalhou números e ações governistas para justificar o apreço ao cargo. "Um milhão de cisternas é algo que faz eu gostar muito de exercer a Presidência", exemplificou.

Um aliado, que mantém reuniões frequentes com Dilma para analisar cenários e contabilizar votos, avalia que, finalmente, ela "incorporou a guerrilheira". Argumenta que uma mulher que viveu clandestina, foi presa e torturada não vai se entregar sem luta.

Foi essa disposição para a guerra que Dilma deixou transparecer em alguns trechos do pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na última quarta-feira, em que alfinetou adversários e fez uma defesa contundente da Petrobras. "Se hoje encontramos um obstáculo, recomeçamos mais fortes amanhã, porque para mim as dificuldades são fonte de energia e não de desânimo", avisou. E como quem marcha em um front, avisou que vencerá. "Quem está ao lado do povo pode até perder algumas batalhas, mas sabe que no final colherá a vitória", concluiu. Nas conversas reservadas, tem sido veemente, afirmando a aliados que vencerá no primeiro turno, embora as pesquisas não apontem nessa direção.

A escalada do "volta, Lula" atormenta a cúpula petista. O assunto foi debatido na última terça-feira na sede do Instituto Lula em São Paulo. A incerteza sobre a candidatura fragiliza Dilma, que despenca nas pesquisas, afeta o partido, enerva a militância e espanta eleitores e financiadores.

A crise se refletiu nas campanhas estaduais. O comando da campanha dilmista rachou sobre a participação de Lula nas caravanas de pré-candidatos, como Alexandre Padilha em São Paulo, Fernando Pimentel em Minas Gerais e Gleisi Hoffmann no Paraná. Lula começaria a percorrer os Estados ao lado dos petistas, mas adiou os planos. Dilmistas avaliaram que incursões do ex-presidente país afora dariam fôlego ao "volta, Lula" e disseminariam esse sentimento no eleitorado.

Uma primeira ação para sufocar o "volta, Lula" ocorre hoje em São Paulo, quando Lula e Dilma abrem juntos o encontro nacional do PT, que vai discutir estratégias eleitorais e delinear o programa do próximo governo.

Pela enésima vez, Lula vai apresentar Dilma como candidata do PT à sucessão presidencial. Vai tentar convencer uma plateia de 800 delegados e milhares de militantes. Dilma se reuniu com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, que integra o comando de sua campanha, na última segunda-feira, em Brasília, para afinar o discurso que fará para uma militância reticente e apreensiva.

Em outra frente, lideranças petistas multiplicam declarações de apoio a Dilma. "Lula é o nosso maior cabo eleitoral. A quem pede o retorno dele, eu mando votar na Dilma, porque aí ele volta em 2018", diz o líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP).

"Dilma tem o direito à reeleição e vai exercer esse direito com o apoio do PT e de outros partidos", enfatizou o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini.

Quem fatura com o embate interno no PT e a insatisfação dos aliados com Dilma são os seus adversários. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz a interlocutores não cobiçar o apoio formal do PMDB, desde que os dissidentes estejam com ele nos Estados. "O PMDB está com Aécio no Rio", lembra uma liderança peemedebista, que rejeita a reedição da aliança com o PT se a candidata for Dilma. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) computa o apoio informal do PMDB no Rio Grande do Sul, onde tem o senador Pedro Simon como cabo eleitoral.

Por Andrea Jubé e Bruno Peres | De Brasília e Camaçari (BA)

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Pesquisa Sensus mostra eleição presidencial indo para o 2° turno



SÃO PAULO - Pesquisa feita pelo Instituto Sensus em parceria com a revista “Isto É” mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) com 35% das intenções de voto na disputa pela reeleição. O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) possui 23,7% das preferências, enquanto o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aparece com 11%. A margem de erro é de 2,2%.

O levantamento foi realizado com dois mil eleitores de 136 municípios em 24 Estados, entre os dias 22 e 25 de abril.

Juntos, Aécio e Campos possuem 34,7% dos votos, praticamente a mesma votação de Dilma, o que levaria a disputa para segundo turno. Se o segundo turno fosse hoje, Dilma teria 38,6% do votos, contra 31,9% de Aécio. Se a disputa fosse contra Campos, Dilma levaria 39,1% dos votos, frente a 24,8% do ex-governador pernambucano.

A pesquisa Isto É/Sensus mostrou ainda o nível de rejeição dos candidatos: 42% dos eleitores não votariam em Dilma, enquanto Campos é rejeitado por 35,1% e Aécio Neves, por 31,1%. Dilma é a candidata mais conhecida dos eleitores (95,4%), seguida por Marina Silva (80,5%), Aécio (76,2%) e Campos (63,2%).

Em relação à avaliação do governo Dilma, 66,1% dos eleitores o avaliam como regular ou negativo e 49,1% desaprovam o desempenho pessoal da presidente. E metade dos eleitores (50,2%) acredita que o Brasil não está no rumo certo.

Valor Econômico