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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Para reitor, onda de denuncismo na UFOPA é baseada em questões político-partidárias



“Estamos de portas abertas”

Durante entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira, 22 de maio, na qual anunciou a criação de mais um curso de doutorado na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), este em parceria com a Universidade de Campinas (UNICAMP), o reitor da UFOPA, José Seixas Lourenço, falou sobre as denúncias que a Universidade vem sofrendo por uma ala do Partido dos Trabalhadores, capitaneada pelo deputado federal José Geraldo (PT/PA). "É lamentável, mas reconheço que este tipo de ataque ocorre principalmente em ano de eleições", disse. Lourenço reafirma sua posição: "Só se joga pedra em árvore que dá bons frutos", referindo-se às recentes conquistas da Universidade, como, por exemplo, o acordo de cooperação técnica assinado com o Ministério da Integração Nacional, cujo ministro, Fernando Bezerra Coelho, esteve recentemente em Santarém para conhecer detalhes da implantação de um dos laboratórios do Parque de Tecnologia do Tapajós.

Em menos de três anos de criação, a UFOPA tem muito que comemorar. De acordo com o MEC, uma instituição de ensino superior só pode ser classificada como universidade se ofertar pelo menos três cursos de mestrado e um de doutorado. A UFOPA já atende a esses requisitos, e vai além, ofertando dois cursos de doutorado, que devem começar a selecionar alunos nas próximas semanas.

Para Lourenço, esse não é o papel que se espera de um deputado, diz, referindo-se à onda de denuncismo. "O que se espera de um parlamentar é que apoie a universidade com emendas, e não ataque com denúncias sem nenhuma base de informação, pelo contrário, denúncias baseadas em desinformação". E faz um desafio ao deputado: "Ele deveria conhecer 'a vida' da universidade, poderia vir até aqui para esclarecer suas eventuais dúvidas. Estamos de portas abertas".

À época da implantação da universidade, o deputado Zé Geraldo foi um dos que se pronunciaram favoráveis à criação da UFOPA, a primeira instituição federal de ensino superior amazônica sediada fora de uma capital. "Nós esperaríamos que ele fosse um deputado mais atento, que estivesse nos ajudando a construir a UFOPA, e não adotando essa atitude de denuncismo vazio, sem apurar o que de fato está ocorrendo nesta instituição".

Em nota divulgada nos veículos de comunicação da Universidade e distribuída à imprensa, o reitor já havia refutado todas as denúncias feitas pelo deputado. "São denúncias falsas, na verdade repassaram ao deputado informações falsas; ele está, portanto, desinformado sobre o que ocorre aqui na Universidade". E reafirma: "Eu já me coloquei à disposição da bancada paraense para irmos até a Câmara Federal esclarecer essas denúncias".

Ao longo de seus 40 anos de vida pública à frente de instituições de ensino e pesquisa na Amazônia, José Seixas Lourenço, que é ex-reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi um dos responsáveis pela criação e implantação do projeto de interiorização da UFPA, o qual, na década de 1980, também foi alvo de muitas críticas e que, anos depois, virou modelo para inúmeras universidades do Brasil. Lourenço já dirigiu instituições como o Museu Paraense Emílio Goeldi (Belém, Pará) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA, Manaus, Amazonas).

Durante a conversa com os jornalistas, Lourenço citou ainda outras conquistas da UFOPA no que se refere ao corpo docente. São mais de 200 professores atuando e, desse total, quase a metade (42%) é constituída de doutores, um número que já ultrapassa os índices de universidades com décadas de existência. Além destes, a UFOPA, por meio do programa de atração de doutores seniores em parceria com a CAPES, mantém em Santarém três professores de renome internacional, atraídos pelo projeto inovador da Universidade, o qual é pautado pela interdisciplinaridade. "Esses avanços incomodam alguns grupos político-partidários", diz o reitor, que completa: "Nós, porém, vamos continuar avançando, e trabalhar ainda mais para consolidar a UFOPA como um das principais instituições de ensino superior do país".

Quando questionado se pretende adotar alguma medida contra o deputado, Lourenço esclarece, com a elegância que lhe é peculiar: "Nesses casos, o que temos de fazer é prestar esclarecimentos. Mensalmente encaminhamos ao Ministério da Educação relatório de acompanhamento das atividades realizadas na UFOPA". Informa ainda sobre a auditoria de rotina por que passou recentemente a Universidade. "Recebemos recentemente uma equipe da Controladoria Geral da União (CGU), o que, além de ser rotina nas instituições que lidam com dinheiro público, é uma providência muito salutar, pois os auditores têm também um papel pedagógico e repassam muitas orientações, principalmente no caso de uma universidade nova; prestamos os esclarecimentos necessários aos órgãos oficiais, é para isso que eles existem e é a esses órgãos que estamos permanentemente prestando contas".

Comunicação/UFOPA

23/5/2012

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